Esclarecimento: Todos os personagens envolvidos em atos sexuais são maiores de idade. Quanto aos demais, as informações são reservadas.
Prólogo
"Virjão gordo" costumavam me chamar no colégio. E é que, vivendo num país quase tropical, era muito raro um cara da minha idade nunca ter transado. Eu era alvo de mil piadas por nunca ter comido ninguém (diferente de outros lugares onde o verbo "comer" significa mastigar ou ingerir, no meu país significa transar, foder), enquanto os outros se gabavam de façanhas e proezas sexuais (verdadeiras ou não, mas todo mundo acreditava nas histórias dos mais pegadores). Histórias de primas e calcinhas, de paus e bebedeiras, de bucetas e fluidos, de porra e prazer.
Cresci, então, sob o velho ditado de "é triste não comer ninguém" e o pior de tudo é que eu me acabava na punheta. Quase toda noite eu me masturbava pensando em alguma garota, alguma professora, ou até alguma mulher que via na televisão. Chega uma hora que você se sente mal por bater punheta... E continua fazendo.
Mas enfim. Sou o Julian, um cara normal que sonhava dia e noite em comer alguém. Por causa da minha insegurança, eu nem tinha dado um puto beijo em ninguém. Só podia me gabar da minha habilidade de tocar guitarra (situação que a maioria achou que me ajudaria a comer alguém: ledo engano) e, já fora do colégio, continuava sozinho e sem grana pra ir a um puteiro acabar com esse azar.
Passaram-se alguns meses desde que terminei o colégio e, por aquela época, meu tio se mudou com a filha pra perto de casa e costumava deixá-la pra almoçar com a minha família.
Acho que vocês estão esperando a descrição típica de uma mulher monumental (minha prima) e uma descrição detalhada de um encontro sexual antológico. Nada mais longe da realidade. Minha prima tinha quase a minha idade, mas era magra, de nariz meio bicudo, um rosto comprido e um corpo reto, sem cintura. Ela se chamava Carla e não. Não era uma gostosa. Qualquer mulher que eu conhecia até então era muito melhor. Mas enfim...
Um dia meu tio deixou ela na minha casa como sempre, e o desgraçado nem ligou quando eu falei que não tinha ninguém além de mim e que eu não tinha cozinhado. Ele não se importou e vazou feito alma que o diabo carrega.
Carla sentou no sofá pra ver TV. Eu conhecia ela há anos, então fiz o mesmo. A gente tava vendo um reality show que tava me dando sono. Não sei em que momento eu perguntei se ela queria ir pro terraço (o lugar onde eu morava na época era um último andar, sem prédios perto num raio de dez quarteirões), ela disse que sim.
Subimos e tava um solzão. Apontei pra uma espreguiçadeira velha, enquanto falava "aqui você pode pegar sol".
Ela se deitou na espreguiçadeira e fechou os olhos...
- Julian?
- Fala
- Você não pega sol?
- Não, porque sol a gente pega com roupa leve.
Ela me olhou, bem séria.
- Eu também não tô com roupa leve.
Uma ideia passou pela minha cabeça. Eu tava com o pau duro e calculei minhas chances. Não tinha nada a perder, então...
- Você devia tirar a roupa, então.
Ela me olhou, surpresa. "Já era, pensei. Vai contar pro meu tio, vai contar pros meus pais e, merda, era melhor ter ficado calado."
Carla segurou a barra da camiseta e tirou. Em seguida, as mãos dela deslizaram até os botões da calça jeans. Foi soltando um por um e depois puxou o zíper, esticou uma perna e depois a outra pra se livrar da calça. Ela tava de calcinha de algodão branca e um sutiã daqueles chamados "modeladores" (além da descrição anterior, esqueci de mencionar que ela quase não tinha peito).
Eu me deitei do lado dela, dizendo que também queria pegar sol. Ela se afastou pra me dar espaço. Tava muito nervoso, porque, tirando as idas pra praia ou piscina, nunca via uma mulher de roupa íntima ou biquíni. Foi a própria Carla quem me ajudou:
- Bobão. Tira a roupa.
E foi o que fiz. Fiquei só de cueca azul. Minha ereção já não dava pra esconder. Carla olhou entre minhas pernas, chegou a me dar conta e, juntando toda minha coragem, fiz a pergunta que mudou meu destino:
- O que você tá olhando?
- Nada - disse Carla, visivelmente nervosa.
Eu ia ficar quieto quando, como um robô, falei:
- Se... Se quiser, eu mostro.
Não esperei resposta. Deslizei minha roupa íntima até os joelhos. Meu pau pulou pra fora, ansioso.
Carla olhou pra ele, estranhando. Não disse nada. Ficou encarando por uns minutos, aí eu guardei de volta.
- Sua vez - falei.
- Minha vez de quê?
- Você sabe.
- Eu não falei nada.
- Ah.
Fiquei pensando. Ia começar a me xingar mentalmente quando ouvi um sussurro. Era minha prima.
- Só um pouquinho, tá?
Ela colocou os polegares nas laterais da calcinha e puxou até os joelhos. Meus olhos foram direto pra virilha dela. Tinha uns pelinhos ralos e a buceta dela fechada. Aproximei minha mão da ppk dela e toquei. Ela deu um pulo.
- Não faz isso.
- Vai, é só uma brincadeira.
Tava cheio de coragem. Nem media minhas palavras. Ela concordou com a cabeça.
Meus dedos acariciavam os lábios da intimidade dela. Tentei separar pra ver a buceta, mas não conseguia. Tirei meu pau de novo e falei "pega". Ela obedeceu e começou a bater uma pra mim, mesmo que fosse muito ruim, eu tava muito excitado.
Com uma mão, terminei de tirar a calcinha dela, e ela ficou nua da cintura pra baixo. Sem nem pensar, fui pra cima dela, me meti entre as pernas dela. Esperava uma rejeição, não cooperação. Carla começou a procurar o encaixe comigo. "É o instinto", pensei.
Sentia meu pau roçando o púbis dela. Cada vez que sentia ela perto, eu empurrava. Tentei uma, duas, três vezes. Na quarta, enfiei meu pau entre os lábios da ppk dela.
Carla gemeu como quem enfia um alfinete no dedo. A buceta dela tava quente e meio seca. Nossos movimentos começaram a fazer ela lubrificar um pouco. Meio minuto depois, senti um formigamento familiar na ponta do meu pau e, sem tirar, Derramei meu sêmen dentro da (até então) virginal buceta dela.
Ficamos um instante lado a lado, recuperando o fôlego. Carla me beijou: era meu primeiro beijo, mas não achei grande coisa.
Preparei arroz com ovo frito. Comemos e vimos TV. Minha família chegou e depois meu tio. O resto do dia transcorreu sem novidades.
Não a vi de novo até 4 anos depois: Carla tinha se mudado com o namorado e já tinha um filho. Ela tinha se desenvolvido muito: estava bem maquiada, tinha uns peitões e uma bunda linda. Mas não transamos de novo.
Aliás, nesses 4 anos, eu não transei mais.
Lembre-se, hipotético leitor: pior do que nunca transar é transar uma vez e nunca mais repetir.
Capítulo 1: O corpo
Durante esse período de 4 anos, me dediquei a praticar guitarra. Carla me escreveu no e-mail umas três vezes. No primeiro, confessou que costumava se masturbar lembrando do nosso (único) encontro. No segundo, prometeu que a gente ia transar de novo e fez uma piada (motivada pela minha preocupação, achando que ela estava grávida de mim). O terceiro chegou dois anos depois dos fatos narrados: ela contava detalhes da vida dela e, depois disso, nunca mais escreveu (dessa vez por causa da minha falta de resposta: não respondi nem o segundo nem o terceiro).
Assim se passaram 4 anos. Eu continuava me acabando na punheta, lembrando do meu único encontro sexual. Não conseguia parar e, pra ser sincero, nem queria.
Teve uma reunião de família em casa onde, depois de 4 longos anos, vi meu tio e minha prima de novo, que só reconheci pelos gestos: da garota magricela não restava nada além do nariz. Ela estava maquiada, tinha uns peitões enormes e muita bunda. Usava uma calça jeans justa e uma blusa decotada onde dava pra ver, como numa sacada colonial, os peitos maravilhosos dela. Ela veio acompanhada da nova família: um cara meio gordinho de olhos vivos e um bebê, filho dos dois.
– Mas é o Julian! Minha prima me cumprimentou: "você não mudou nada".
Fiquei sem palavras. Se naquele momento ela tivesse me proposto transar, eu teria aceitado sem pensar (antes também, pra ser sincero. Mas teria sido por tesão, não por escolher o melhor). Meus tios aproveitaram pra perguntar se eu estava estudando e, pra não destoar, admiti que estava me preparando pra entrar na Universidade de Belas Artes (o que não era verdade, eu via aquilo como uma possibilidade remota). Todos soltaram um "ooohhh" que até me fez acreditar que era verdade.
Terminada a reunião (não. Não transei com minha prima de novo nem comi ninguém naquele dia, nem no dia seguinte), pensei que seria bom largar o emprego de meio período que tinha num fast food e me dedicar à música, como intérprete ou professor particular. Claro que o mais fácil foi a segunda opção, então lá fui eu, com um simples anúncio na internet, comecei a ganhar o mesmo salário, trabalhando muito menos.
Era março e eu já tinha esquecido minha inscrição na universidade, mas meus pais não, que me lembravam disso todos os dias antes do outono. Enjoado de tanta insistência, me inscrevi, passei e comecei a estudar, sem largar, claro, as aulas particulares.
A universidade acabou sendo melhor do que eu imaginava, apesar das matérias gerais. Gostava de conviver com músicos, pintores, escritores, artistas, no fim das contas. Tinham muitas garotas, algumas muito gostosas e, entre todas, se destacava, como um diamante num mar de pérolas, O Corpo.
Quando a vi pela primeira vez, não sabia o nome dela. Era uma mina do ciclo superior, mas eu calculava uns... anos. Tinha uma cabeleira preta com ondas, olhos sempre com sombras, um olhar melancólico (de garota enrustida, dizia Manuel) e um sorriso de puta emoldurado por um rosto largo. Não era bonita, mas o melhor "é do pescoço pra baixo", dizia Luis.
De fato: O Corpo não era muito alta, mas o corpo dela era trabalhado por horas de academia. Não era peituda, mas suas Os seios dela eram redondos e bem formados. Tinha uma cintura fina e umas nádegas que dava pra adivinhar, por baixo das leggings que ela costumava usar, torridas e túrgidas. Mas o melhor eram as pernas dela: torneadas e fortes — uma mina fitness, resumindo.
Ela era dançarina de dança moderna e fazia parte do conjunto de zampoñas (instrumento aerofone: daí a habilidade dela, mas não vamos nos adiantar). Vi ela algumas vezes na saída. Ela tinha muitos amigos, mas, pra minha má sorte, eu não era um deles, e meus amigos próximos também não.
Foi o Enrique quem nos avisou.
— A festa da universidade é sexta que vem, seus doentes. É nosso primeiro ano e não podemos faltar. Vai ter breja de graça.
Nessa sexta cheguei pontual e, por causa disso, aguentei a missa e o discurso do reitor. Depois de um desfile "emocionante", fomos pro local onde rolaria a festa.
— Cadê você? — me perguntou o Manuel, seco —. A gente ia começar sem você.
Me desculpei pelo atraso, mas isso só serviu pra eles rirem de mim. Falaram que eu era um otário por ter ido tão cedo. Nos serviram um prato de cuy chactado pra cada um e depois a cerveja começou a correr como um rio. Vi A Gostosa uma vez, com os sikuris, e depois não vi mais ela no local.
Pra mim, acabou às dez da noite. Tava perto da estação do metrô, então decidi pegar (torcendo pro segurança não perceber que eu tava meio bêbado). Entrei na estação, que tava quase vazia. Na frente de uma das portas, como quem só pensa numa coisa, estava A Gostosa.
Me aproximei devagar só pra ter um ângulo melhor pra observar a anatomia fantástica dela quando ela encarou os meus olhos.
— Você vem da festa, né? É da universidade? — sem esperar minha resposta, ela ordenou —: Me leva pra casa, assim não consigo chegar sozinha.
Como resposta, só balancei a cabeça.
Já no metrô, indo pra San Martín de Porres (onde morava minha acompanhante escultural), fiquei calado por Mais de dez minutos. O Corpo olhava pela janela enquanto dois caras cinquentões a devoravam com os olhos.
— Como você se chama? — ele disse, sem nem olhar pra mim.
— Ju — falei, muito nervoso —, Julian. E você?
— Mary Ann — ela disse, evitando contato visual.
— Mary Ann?
— Não — ela virou pra me olhar —: como soa.
Baixei os olhos por um segundo, mas na hora percebi que tinha que sustentar o olhar dela.
— Merrian?
— Exato — ela falou —. É assim que aparece no meu RG.
Começamos a conversar sobre bobeiras: os olhos dela brilhavam e eu percebi que ela tava meio bêbada. Chegamos na estação dela e pensei em pegar o ônibus pro sul, pra onde eu moro. E foi o que eu disse a ela.
Merrian reclamou. Disse que o caminho até a casa dela era perigoso e que não tinha coragem de ir sozinha. Recusei de cara, sem olhar pra ela. De repente, sinto duas mãos fazendo meu rosto virar um pouco pra baixo. Vejo, bem perto de mim, um rosto desfocado com sombras nos olhos. Eles estão fechados. Uns lábios se abrem perto dos meus. O Corpo tava me beijando.
"O Corpo tá me beijando? Pensei. Que porra é essa?" Merrian tava solta, a língua dela entrava na minha boca, me jogando no segundo beijo da minha vida.
Não perdi tempo. O álcool fez o resto. Dei um jeito de passar um pouco de saliva pra boca dela. Minhas mãos percorreram a cintura dela, ela se colava mais em mim. Tava feliz, imaginando a cara dos meus amigos quando eu contasse que tinha pegado o Corpo. Claro que bêbada, claro que só metade ia acreditar (a metade): mas foda-se. Essa mulher era uma gostosa e eu não ia desperdiçar...
— Vamos — ela sussurrou, aquele fenômeno de sensualidade —: eu moro perto.
Não minto quando digo que não lembrei do caminho no dia seguinte. O bairro dela não me pareceu nada perigoso. Chegamos numa casa simpática de dois andares. Ia dar meia-volta, mas Merrian ignorou minha despedida enquanto enfiava a chave na fechadura.
— Entra e sobe as escadas — ela disse —. No corredor, vai até o fundo, vai. à esquerda e abre a última porta.
Entrei no piloto automático e fiz o que ela mandou. Me vi então num quarto com uma janelona virada pro leste. Não entendi o que tava fazendo ali e por um momento achei que não era a casa dela e que era um assalto.
Senti passos se aproximando e me posicionei atrás da porta aberta.
- Posso saber o que cê tá fazendo? - disse o Corpo - : tem que acender o abajur.
Ela chegou perto da cama e achou na penumbra a tal fonte de luz. Veio até mim e começamos a nos beijar. Merrian respirava muito forte, se deixava apalpar.
- Tira a roupa - ela ordenou.
Me apressei em agradar ela. Me virei pra tirar tudo e ficar pelado como minha mãe me trouxe ao mundo: meu pau já tava bem duro, com a pele deixando a cabeça à mostra.
Olhei pra cama. Merrian tava de lingerie, sentada na beirada. Tinha um sutiã verde e uma calcinha boxer da mesma cor. Sorria.
- Vou chupar teu pau - ela disse, enquanto se ajoelhava na minha frente - Já fizeram isso antes?
Não esperou minha resposta. Senti os lábios dela envolvendo a cabeça do meu pau e fazendo uma sucção experiente, contínua, babada. Ela chupava cada vez mais fundo. Não aguentei mais e segurei a cabeça dela, enquanto com movimentos de quadril penetrava a boca dela.
Ela se levantou na minha frente. Tirou o sutiã, deixando os peitos livres. Cheguei perto dela e comecei a lamber os mamilos, eram grandes e de cor morena. Minhas mãos foram pras nádegas dela e começaram a massagem suave e safada.
Deitamos na cama e, enquanto eu chupava os peitos dela, ela me masturbava suavemente. Não aguentava mais, queria meter meu pau na buceta dela, não ligava pra mais nada. Puxei a calcinha dela pra baixo, deixando ela lindamente nua.
- Vou ficar de quatro e cê mete por trás, né? - ronronou Merrian - Pela vagina, hein. Nem pensa em arrombar meu cu.
Devia ter rido, mas não consegui. Como se eu fosse um grande comedor, aproximei a cabeça do meu pau na buceta depilada dela, que parecia um pêssego macio.
Meu pau se alojou na buceta molhada dela, com a mesma facilidade que a perna entra na manga da calça. Merrian sentiu o ataque com um gemido e, logo em seguida, começou a mexer a cintura num vai e vem gostoso de pura safadeza.
O corpinho dela gemia com cada estocada, era uma delícia ver aquela bunda grande e meu pau entrando e saindo da intimidade dela. Meus olhos bateram num rádio-relógio: era uma e pouco da manhã.
Merrian me virou de costas na cama, abriu as pernas e montou em cima de mim. Segurou a base do meu pau com a mão direita e, mordendo o lábio inferior, começou a enfiar meu pau na buceta dela, centímetro por centímetro. Quando sentiu ele todo lá dentro, soltou um suspiro e gemeu, dando pulinhos leves, controlando a penetração.
Sem saber, o corpinho dela tinha me mostrado a posição que, até hoje, é minha favorita: a mulher por cima, controlando a intensidade do vai e vem, com as mãos livres pra tocar, acariciar, explorar.
— Ju... Julian — gemeu Merrian. — Vou gozar, vou gozar...
Não sei se gozou ou não, porque os orgasmos dela eram discretos, normais. Diferente da Lakshmi, o chuveirinho humano, minha parceira gozava sem muito show.
Senti que era hora de gozar também, o momento talvez não se repetisse nunca mais (tava enganado, e feio), e senti aquele formigamento na ponta do meu pau. Decidi gozar dentro dela.
Meu gozo saiu e inundou de material genético o útero quente e ardente dela. Como se fosse um mecanismo natural, a buceta dela se contraiu várias vezes e, por fora, Merrian se agarrou a mim, ofegante.
Ficamos juntinhos até meu pau perder a dureza. Tava exaustos, mas felizes.
— Foi uma delícia — disse Merrian. — Não se ofende, não é grande, mas você mexe muito bem.
Olhei o rádio-relógio: 4 e pouco da manhã. Ignorei a observação sobre as medidas e perguntei se já tinha planejado aquilo.
— Planejado, não. É a primeira vez que vou a uma festa da faculdade e me deu vontade de dar uma trepadinha.
"Coisa de uma noite, pensei". Mas ela se aproximou de mim e me deu um beijo longo.
— Mas quero que se repita — ela ronronou.
Continua...
Prólogo
"Virjão gordo" costumavam me chamar no colégio. E é que, vivendo num país quase tropical, era muito raro um cara da minha idade nunca ter transado. Eu era alvo de mil piadas por nunca ter comido ninguém (diferente de outros lugares onde o verbo "comer" significa mastigar ou ingerir, no meu país significa transar, foder), enquanto os outros se gabavam de façanhas e proezas sexuais (verdadeiras ou não, mas todo mundo acreditava nas histórias dos mais pegadores). Histórias de primas e calcinhas, de paus e bebedeiras, de bucetas e fluidos, de porra e prazer.
Cresci, então, sob o velho ditado de "é triste não comer ninguém" e o pior de tudo é que eu me acabava na punheta. Quase toda noite eu me masturbava pensando em alguma garota, alguma professora, ou até alguma mulher que via na televisão. Chega uma hora que você se sente mal por bater punheta... E continua fazendo.
Mas enfim. Sou o Julian, um cara normal que sonhava dia e noite em comer alguém. Por causa da minha insegurança, eu nem tinha dado um puto beijo em ninguém. Só podia me gabar da minha habilidade de tocar guitarra (situação que a maioria achou que me ajudaria a comer alguém: ledo engano) e, já fora do colégio, continuava sozinho e sem grana pra ir a um puteiro acabar com esse azar.
Passaram-se alguns meses desde que terminei o colégio e, por aquela época, meu tio se mudou com a filha pra perto de casa e costumava deixá-la pra almoçar com a minha família.
Acho que vocês estão esperando a descrição típica de uma mulher monumental (minha prima) e uma descrição detalhada de um encontro sexual antológico. Nada mais longe da realidade. Minha prima tinha quase a minha idade, mas era magra, de nariz meio bicudo, um rosto comprido e um corpo reto, sem cintura. Ela se chamava Carla e não. Não era uma gostosa. Qualquer mulher que eu conhecia até então era muito melhor. Mas enfim...
Um dia meu tio deixou ela na minha casa como sempre, e o desgraçado nem ligou quando eu falei que não tinha ninguém além de mim e que eu não tinha cozinhado. Ele não se importou e vazou feito alma que o diabo carrega.
Carla sentou no sofá pra ver TV. Eu conhecia ela há anos, então fiz o mesmo. A gente tava vendo um reality show que tava me dando sono. Não sei em que momento eu perguntei se ela queria ir pro terraço (o lugar onde eu morava na época era um último andar, sem prédios perto num raio de dez quarteirões), ela disse que sim.
Subimos e tava um solzão. Apontei pra uma espreguiçadeira velha, enquanto falava "aqui você pode pegar sol".
Ela se deitou na espreguiçadeira e fechou os olhos...
- Julian?
- Fala
- Você não pega sol?
- Não, porque sol a gente pega com roupa leve.
Ela me olhou, bem séria.
- Eu também não tô com roupa leve.
Uma ideia passou pela minha cabeça. Eu tava com o pau duro e calculei minhas chances. Não tinha nada a perder, então...
- Você devia tirar a roupa, então.
Ela me olhou, surpresa. "Já era, pensei. Vai contar pro meu tio, vai contar pros meus pais e, merda, era melhor ter ficado calado."
Carla segurou a barra da camiseta e tirou. Em seguida, as mãos dela deslizaram até os botões da calça jeans. Foi soltando um por um e depois puxou o zíper, esticou uma perna e depois a outra pra se livrar da calça. Ela tava de calcinha de algodão branca e um sutiã daqueles chamados "modeladores" (além da descrição anterior, esqueci de mencionar que ela quase não tinha peito).
Eu me deitei do lado dela, dizendo que também queria pegar sol. Ela se afastou pra me dar espaço. Tava muito nervoso, porque, tirando as idas pra praia ou piscina, nunca via uma mulher de roupa íntima ou biquíni. Foi a própria Carla quem me ajudou:
- Bobão. Tira a roupa.
E foi o que fiz. Fiquei só de cueca azul. Minha ereção já não dava pra esconder. Carla olhou entre minhas pernas, chegou a me dar conta e, juntando toda minha coragem, fiz a pergunta que mudou meu destino:
- O que você tá olhando?
- Nada - disse Carla, visivelmente nervosa.
Eu ia ficar quieto quando, como um robô, falei:
- Se... Se quiser, eu mostro.
Não esperei resposta. Deslizei minha roupa íntima até os joelhos. Meu pau pulou pra fora, ansioso.
Carla olhou pra ele, estranhando. Não disse nada. Ficou encarando por uns minutos, aí eu guardei de volta.
- Sua vez - falei.
- Minha vez de quê?
- Você sabe.
- Eu não falei nada.
- Ah.
Fiquei pensando. Ia começar a me xingar mentalmente quando ouvi um sussurro. Era minha prima.
- Só um pouquinho, tá?
Ela colocou os polegares nas laterais da calcinha e puxou até os joelhos. Meus olhos foram direto pra virilha dela. Tinha uns pelinhos ralos e a buceta dela fechada. Aproximei minha mão da ppk dela e toquei. Ela deu um pulo.
- Não faz isso.
- Vai, é só uma brincadeira.
Tava cheio de coragem. Nem media minhas palavras. Ela concordou com a cabeça.
Meus dedos acariciavam os lábios da intimidade dela. Tentei separar pra ver a buceta, mas não conseguia. Tirei meu pau de novo e falei "pega". Ela obedeceu e começou a bater uma pra mim, mesmo que fosse muito ruim, eu tava muito excitado.
Com uma mão, terminei de tirar a calcinha dela, e ela ficou nua da cintura pra baixo. Sem nem pensar, fui pra cima dela, me meti entre as pernas dela. Esperava uma rejeição, não cooperação. Carla começou a procurar o encaixe comigo. "É o instinto", pensei.
Sentia meu pau roçando o púbis dela. Cada vez que sentia ela perto, eu empurrava. Tentei uma, duas, três vezes. Na quarta, enfiei meu pau entre os lábios da ppk dela.
Carla gemeu como quem enfia um alfinete no dedo. A buceta dela tava quente e meio seca. Nossos movimentos começaram a fazer ela lubrificar um pouco. Meio minuto depois, senti um formigamento familiar na ponta do meu pau e, sem tirar, Derramei meu sêmen dentro da (até então) virginal buceta dela.
Ficamos um instante lado a lado, recuperando o fôlego. Carla me beijou: era meu primeiro beijo, mas não achei grande coisa.
Preparei arroz com ovo frito. Comemos e vimos TV. Minha família chegou e depois meu tio. O resto do dia transcorreu sem novidades.
Não a vi de novo até 4 anos depois: Carla tinha se mudado com o namorado e já tinha um filho. Ela tinha se desenvolvido muito: estava bem maquiada, tinha uns peitões e uma bunda linda. Mas não transamos de novo.
Aliás, nesses 4 anos, eu não transei mais.
Lembre-se, hipotético leitor: pior do que nunca transar é transar uma vez e nunca mais repetir.
Capítulo 1: O corpo
Durante esse período de 4 anos, me dediquei a praticar guitarra. Carla me escreveu no e-mail umas três vezes. No primeiro, confessou que costumava se masturbar lembrando do nosso (único) encontro. No segundo, prometeu que a gente ia transar de novo e fez uma piada (motivada pela minha preocupação, achando que ela estava grávida de mim). O terceiro chegou dois anos depois dos fatos narrados: ela contava detalhes da vida dela e, depois disso, nunca mais escreveu (dessa vez por causa da minha falta de resposta: não respondi nem o segundo nem o terceiro).
Assim se passaram 4 anos. Eu continuava me acabando na punheta, lembrando do meu único encontro sexual. Não conseguia parar e, pra ser sincero, nem queria.
Teve uma reunião de família em casa onde, depois de 4 longos anos, vi meu tio e minha prima de novo, que só reconheci pelos gestos: da garota magricela não restava nada além do nariz. Ela estava maquiada, tinha uns peitões enormes e muita bunda. Usava uma calça jeans justa e uma blusa decotada onde dava pra ver, como numa sacada colonial, os peitos maravilhosos dela. Ela veio acompanhada da nova família: um cara meio gordinho de olhos vivos e um bebê, filho dos dois.
– Mas é o Julian! Minha prima me cumprimentou: "você não mudou nada".
Fiquei sem palavras. Se naquele momento ela tivesse me proposto transar, eu teria aceitado sem pensar (antes também, pra ser sincero. Mas teria sido por tesão, não por escolher o melhor). Meus tios aproveitaram pra perguntar se eu estava estudando e, pra não destoar, admiti que estava me preparando pra entrar na Universidade de Belas Artes (o que não era verdade, eu via aquilo como uma possibilidade remota). Todos soltaram um "ooohhh" que até me fez acreditar que era verdade.
Terminada a reunião (não. Não transei com minha prima de novo nem comi ninguém naquele dia, nem no dia seguinte), pensei que seria bom largar o emprego de meio período que tinha num fast food e me dedicar à música, como intérprete ou professor particular. Claro que o mais fácil foi a segunda opção, então lá fui eu, com um simples anúncio na internet, comecei a ganhar o mesmo salário, trabalhando muito menos.
Era março e eu já tinha esquecido minha inscrição na universidade, mas meus pais não, que me lembravam disso todos os dias antes do outono. Enjoado de tanta insistência, me inscrevi, passei e comecei a estudar, sem largar, claro, as aulas particulares.
A universidade acabou sendo melhor do que eu imaginava, apesar das matérias gerais. Gostava de conviver com músicos, pintores, escritores, artistas, no fim das contas. Tinham muitas garotas, algumas muito gostosas e, entre todas, se destacava, como um diamante num mar de pérolas, O Corpo.
Quando a vi pela primeira vez, não sabia o nome dela. Era uma mina do ciclo superior, mas eu calculava uns... anos. Tinha uma cabeleira preta com ondas, olhos sempre com sombras, um olhar melancólico (de garota enrustida, dizia Manuel) e um sorriso de puta emoldurado por um rosto largo. Não era bonita, mas o melhor "é do pescoço pra baixo", dizia Luis.
De fato: O Corpo não era muito alta, mas o corpo dela era trabalhado por horas de academia. Não era peituda, mas suas Os seios dela eram redondos e bem formados. Tinha uma cintura fina e umas nádegas que dava pra adivinhar, por baixo das leggings que ela costumava usar, torridas e túrgidas. Mas o melhor eram as pernas dela: torneadas e fortes — uma mina fitness, resumindo.
Ela era dançarina de dança moderna e fazia parte do conjunto de zampoñas (instrumento aerofone: daí a habilidade dela, mas não vamos nos adiantar). Vi ela algumas vezes na saída. Ela tinha muitos amigos, mas, pra minha má sorte, eu não era um deles, e meus amigos próximos também não.
Foi o Enrique quem nos avisou.
— A festa da universidade é sexta que vem, seus doentes. É nosso primeiro ano e não podemos faltar. Vai ter breja de graça.
Nessa sexta cheguei pontual e, por causa disso, aguentei a missa e o discurso do reitor. Depois de um desfile "emocionante", fomos pro local onde rolaria a festa.
— Cadê você? — me perguntou o Manuel, seco —. A gente ia começar sem você.
Me desculpei pelo atraso, mas isso só serviu pra eles rirem de mim. Falaram que eu era um otário por ter ido tão cedo. Nos serviram um prato de cuy chactado pra cada um e depois a cerveja começou a correr como um rio. Vi A Gostosa uma vez, com os sikuris, e depois não vi mais ela no local.
Pra mim, acabou às dez da noite. Tava perto da estação do metrô, então decidi pegar (torcendo pro segurança não perceber que eu tava meio bêbado). Entrei na estação, que tava quase vazia. Na frente de uma das portas, como quem só pensa numa coisa, estava A Gostosa.
Me aproximei devagar só pra ter um ângulo melhor pra observar a anatomia fantástica dela quando ela encarou os meus olhos.
— Você vem da festa, né? É da universidade? — sem esperar minha resposta, ela ordenou —: Me leva pra casa, assim não consigo chegar sozinha.
Como resposta, só balancei a cabeça.
Já no metrô, indo pra San Martín de Porres (onde morava minha acompanhante escultural), fiquei calado por Mais de dez minutos. O Corpo olhava pela janela enquanto dois caras cinquentões a devoravam com os olhos.
— Como você se chama? — ele disse, sem nem olhar pra mim.
— Ju — falei, muito nervoso —, Julian. E você?
— Mary Ann — ela disse, evitando contato visual.
— Mary Ann?
— Não — ela virou pra me olhar —: como soa.
Baixei os olhos por um segundo, mas na hora percebi que tinha que sustentar o olhar dela.
— Merrian?
— Exato — ela falou —. É assim que aparece no meu RG.
Começamos a conversar sobre bobeiras: os olhos dela brilhavam e eu percebi que ela tava meio bêbada. Chegamos na estação dela e pensei em pegar o ônibus pro sul, pra onde eu moro. E foi o que eu disse a ela.
Merrian reclamou. Disse que o caminho até a casa dela era perigoso e que não tinha coragem de ir sozinha. Recusei de cara, sem olhar pra ela. De repente, sinto duas mãos fazendo meu rosto virar um pouco pra baixo. Vejo, bem perto de mim, um rosto desfocado com sombras nos olhos. Eles estão fechados. Uns lábios se abrem perto dos meus. O Corpo tava me beijando.
"O Corpo tá me beijando? Pensei. Que porra é essa?" Merrian tava solta, a língua dela entrava na minha boca, me jogando no segundo beijo da minha vida.
Não perdi tempo. O álcool fez o resto. Dei um jeito de passar um pouco de saliva pra boca dela. Minhas mãos percorreram a cintura dela, ela se colava mais em mim. Tava feliz, imaginando a cara dos meus amigos quando eu contasse que tinha pegado o Corpo. Claro que bêbada, claro que só metade ia acreditar (a metade): mas foda-se. Essa mulher era uma gostosa e eu não ia desperdiçar...
— Vamos — ela sussurrou, aquele fenômeno de sensualidade —: eu moro perto.
Não minto quando digo que não lembrei do caminho no dia seguinte. O bairro dela não me pareceu nada perigoso. Chegamos numa casa simpática de dois andares. Ia dar meia-volta, mas Merrian ignorou minha despedida enquanto enfiava a chave na fechadura.
— Entra e sobe as escadas — ela disse —. No corredor, vai até o fundo, vai. à esquerda e abre a última porta.
Entrei no piloto automático e fiz o que ela mandou. Me vi então num quarto com uma janelona virada pro leste. Não entendi o que tava fazendo ali e por um momento achei que não era a casa dela e que era um assalto.
Senti passos se aproximando e me posicionei atrás da porta aberta.
- Posso saber o que cê tá fazendo? - disse o Corpo - : tem que acender o abajur.
Ela chegou perto da cama e achou na penumbra a tal fonte de luz. Veio até mim e começamos a nos beijar. Merrian respirava muito forte, se deixava apalpar.
- Tira a roupa - ela ordenou.
Me apressei em agradar ela. Me virei pra tirar tudo e ficar pelado como minha mãe me trouxe ao mundo: meu pau já tava bem duro, com a pele deixando a cabeça à mostra.
Olhei pra cama. Merrian tava de lingerie, sentada na beirada. Tinha um sutiã verde e uma calcinha boxer da mesma cor. Sorria.
- Vou chupar teu pau - ela disse, enquanto se ajoelhava na minha frente - Já fizeram isso antes?
Não esperou minha resposta. Senti os lábios dela envolvendo a cabeça do meu pau e fazendo uma sucção experiente, contínua, babada. Ela chupava cada vez mais fundo. Não aguentei mais e segurei a cabeça dela, enquanto com movimentos de quadril penetrava a boca dela.
Ela se levantou na minha frente. Tirou o sutiã, deixando os peitos livres. Cheguei perto dela e comecei a lamber os mamilos, eram grandes e de cor morena. Minhas mãos foram pras nádegas dela e começaram a massagem suave e safada.
Deitamos na cama e, enquanto eu chupava os peitos dela, ela me masturbava suavemente. Não aguentava mais, queria meter meu pau na buceta dela, não ligava pra mais nada. Puxei a calcinha dela pra baixo, deixando ela lindamente nua.
- Vou ficar de quatro e cê mete por trás, né? - ronronou Merrian - Pela vagina, hein. Nem pensa em arrombar meu cu.
Devia ter rido, mas não consegui. Como se eu fosse um grande comedor, aproximei a cabeça do meu pau na buceta depilada dela, que parecia um pêssego macio.
Meu pau se alojou na buceta molhada dela, com a mesma facilidade que a perna entra na manga da calça. Merrian sentiu o ataque com um gemido e, logo em seguida, começou a mexer a cintura num vai e vem gostoso de pura safadeza.
O corpinho dela gemia com cada estocada, era uma delícia ver aquela bunda grande e meu pau entrando e saindo da intimidade dela. Meus olhos bateram num rádio-relógio: era uma e pouco da manhã.
Merrian me virou de costas na cama, abriu as pernas e montou em cima de mim. Segurou a base do meu pau com a mão direita e, mordendo o lábio inferior, começou a enfiar meu pau na buceta dela, centímetro por centímetro. Quando sentiu ele todo lá dentro, soltou um suspiro e gemeu, dando pulinhos leves, controlando a penetração.
Sem saber, o corpinho dela tinha me mostrado a posição que, até hoje, é minha favorita: a mulher por cima, controlando a intensidade do vai e vem, com as mãos livres pra tocar, acariciar, explorar.
— Ju... Julian — gemeu Merrian. — Vou gozar, vou gozar...
Não sei se gozou ou não, porque os orgasmos dela eram discretos, normais. Diferente da Lakshmi, o chuveirinho humano, minha parceira gozava sem muito show.
Senti que era hora de gozar também, o momento talvez não se repetisse nunca mais (tava enganado, e feio), e senti aquele formigamento na ponta do meu pau. Decidi gozar dentro dela.
Meu gozo saiu e inundou de material genético o útero quente e ardente dela. Como se fosse um mecanismo natural, a buceta dela se contraiu várias vezes e, por fora, Merrian se agarrou a mim, ofegante.
Ficamos juntinhos até meu pau perder a dureza. Tava exaustos, mas felizes.
— Foi uma delícia — disse Merrian. — Não se ofende, não é grande, mas você mexe muito bem.
Olhei o rádio-relógio: 4 e pouco da manhã. Ignorei a observação sobre as medidas e perguntei se já tinha planejado aquilo.
— Planejado, não. É a primeira vez que vou a uma festa da faculdade e me deu vontade de dar uma trepadinha.
"Coisa de uma noite, pensei". Mas ela se aproximou de mim e me deu um beijo longo.
— Mas quero que se repita — ela ronronou.
Continua...
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