Ana

A história que vou contar é verdadeira, aconteceu não necessariamente nos lugares que descrevo, nem com os nomes que dei aos personagens, mas também não afirmo que é um conto ou que surgiu da minha própria imaginação: então, simplesmente direi…
“Era um sábado de janeiro de dois mil… naquele dia, à tarde, tinha combinado de ir na casa do Carlos, Juan C. C., colega de trabalho.
Fazia um tempo (mais de dois anos) que o Carlos era meu colega de trabalho…
Onde ele morava era tipo um chalé (meio decaído porque o Carlos já não investia grana em pintura nem nos detalhes da casa há um bom tempo), que dava pra ver de cara.
Na real, a dona da casa era a esposa dele, Ana, por causa da herança dos pais, e ficava na periferia da província de Buenos Aires, não muito longe da capital, a só 20 minutos da Av. General Paz.

Carlos era meu chefe na empresa onde eu tinha entrado como analista de compras e vendas, responsável pelos ativos e passivos de vendas e também pela ordem dos pedidos anexados aos computadores.

Com o Carlos, acabei formando uma amizade simples e agradável desde que entrei. Ele morava com a esposa e não tinha filhos.
A mulher dele, num canto do chalé, alugava uma casa onde tinha um salão de cabelo e corte.
Lá trabalhavam mais de cinco funcionários (dois homens e três mulheres), atendendo clientes dos dois sexos.
A renda da Ana muitas vezes substituía a economia desse casamento.

Ana trabalhava das nove da manhã até as seis da tarde, de segunda a sábado. Esse chalé era bem confortável por dentro, com um quintal grande pavimentado com lajotas cordobesas, aquelas irregulares e de uma cor natural bonita, que também margeavam os lados externos do chalé, e no fundo um parque amplo onde dava pra ver uma piscina moderna daquelas que já vêm prontas e são encaixadas na terra, feitas rapidinho e com material eterno.” Plástico duro
Do lado do muro, uma churrasqueira daquelas compradas, bonita de se ver, feita de tijolos bem pintados de vermelho, dando um visual excelente. E do lado, uma pia prática pra lavar rapidamente pratos e comidas como alface, batata, etc.

Era um lote lindo, aquele quintal espaçoso, rodeado de árvores frutíferas, um limoeiro velho e muitas plantinhas pequenas nas laterais que a Ana cuidava como se fossem de ouro.

II

Como tava um calor dos infernos e a churrasqueira tava fazendo a gente suar igual cachorro, o Carlos me emprestou um short e a gente "se jogou" na piscina, que tinha uma profundidade que descia de oitenta centímetros até dois metros. A gente sentou ali — o espaço não era muito grande, mas dava pra ficar com a água até os peitos, e isso já bastava pra refrescar um pouco.

Enquanto a gente tomava um tinto, falando de política como se fosse expert no assunto, apareceu a Ana, que já tinha fechado o negócio. Ela tava de maiô de uma peça só, que, na minha opinião, era pequeno, porque os peitos dela apareciam demais e os dois bicos marcavam duros. Me cumprimentando, ela disse:

— Juan C., valeu pelo sorvete e pelo champanhe. O Carlos, já imagino, nem agradeceu, mas eu adoro champanhe, e ainda mais acompanhar com sorvete de limão que vi no seu presente — isso já to reivindicando desde agora.

E, como conclusão das observações, ela completou nesse sentido:

— Valeu, Juan C., muito obrigada.

Ela é bem gostosa, essa mulher. É alta e grandona de todos os lados. Tem uns peitos formidáveis, loira, com cara de americana — o que confirmei: era filha de pais russos já falecidos, que imigraram pro país há mais de cinquenta anos. Com o lucro da venda de vinho no varejo, logo construíram uma casa.

Assim, nós três esperamos o churrasco cozinhar. A piscina era grande, mas tivemos que nos ajeitar bem pra caber os três naquela parte rasa.

Eu fiquei num canto. Na frente deles dois e de costas pra churrasqueira.
Essa história de ficar os três era meio complicada, porque por mais que ela fosse a esposa do meu amigo, eu não conseguia evitar de olhar pra ela, usando aquele jeito de olhar "na disfarçada", sempre tentando ver aquele pedacinho milimétrico de pele que a malha não cobria naquela mulher.
Meus olhos iam sozinhos... dois peitos formidáveis.
Isso me deixava obcecado, porque as tetas de uma mulher me enlouqueciam, ainda mais como as que ela deixava à mostra com aqueles dois bicos que queriam estourar debaixo do tecido fino da malha...
A cabeça da gente começa a maquinar um monte de coisa.
Com as conversas mais íntimas, mais cerveja preta sendo tomada pelos três e o roçar das pernas dela nas minhas, eu ficava imaginando o que faria com ela na cama.
De certa forma, ela deliberadamente me deixou excitado, e num momento eu meio que vi ela olhar pro volume entre minhas pernas, que eu abri pra ficar evidente pra ela. Acho, ou imaginei, que ela concordou com essa idiotice minha, porque a partir daí ela (eu imaginei) sabia que porque meu pau tava duro e grosso, eu tinha ficado excitado — ou pelo menos naquela cabeça já com um pouco de álcool, ela me dava a entender.
Carlos num momento se levantou e saiu da piscina, foi até a churrasqueira e deu uma olhada pra ver se o fogo do churrasco não apagava.
Depois gritou me avisando que ia buscar umas cervejas, pra abrir o apetite, ele comentou.
Eu fiquei na piscina com a Ana, e como agora tinha mais espaço, ela aproveitou pra se esticar bem e de uma vez se jogou a uns dois metros de distância.
Quando ela saiu de baixo da água, não consegui evitar de olhar pro sutiã dela, que até então tinha ficado seco. O tecido tinha grudado na pele e marcava todo o contorno dela muito mais claramente.
Fiquei um segundo paralisado com aquela visão, e quando voltei o olhar pro rosto dela, ela estava me observando com um sorrisinho leve, como quem diz "não tá certo o que você tá fazendo".
Na hora ela ajeitou o sutiã que estava tinha descido um pouco e deixava ver uma linda faixa de pele nunca tocada pelo sol.
Isso fez com que eu instintivamente desviasse o olhar de novo pros peitos dela, e ela respondeu com um beliscão na minha perna.
“Ah, céus, os homens são todos iguais”, ela disse, “sempre tarados e só olham pra mercadoria que não tá disponível”.
E, rindo safadamente, mergulhou de novo no fundo da piscina.
Bom, a noite passou entre churrasco, cerveja preta e champanhe.
O churrasco passou quase despercebido, pelo menos pro Juan C...

III

A noite inteira fiquei pensando se a Ana tava dando mole ou se eu só tava com tesão e imaginando...
Nessa altura, eu já tava meio queimado e, quase no fim da sobremesa, decidi ir ao banheiro lavar o rosto pra ver se me ajeitava e me comportava direito na casa do meu amigo, até porque aquela mulher era a esposa dele...
Toda essa enrolação me levou uns minutos, tempo suficiente pra Ana e Carlos ficarem de agarramento.
Os dois estavam de novo na piscina, e eu vi ele pedindo algo que ela não queria fazer. Com a insistência, agucei a audição.
Ouvi: “Carlos, ele pode nos ver”.
Carlos insistiu, dando uns beijinhos no pescoço dela, e ela pareceu ceder. Não dava pra acreditar no que tava rolando. A cabeça de Ana subia e descia no mesmo ritmo, e Carlos soltava sons de prazer. Eles estavam na parte rasa da piscina, ele de costas pra onde eu estava, e ela de frente pra ele — eu não via, mas imaginava.
Bom, pra dizer sem rodeios:
“ela tava chupando ele”.
Em menos de um minuto, ela olhou pra ele e disse: “vai, goza logo que ele vai voltar do banheiro, não tá vendo, Carlos?”
“E você cospe fora da piscina”, ouvi ele dizer, “que trocar a água é caro, Ana”.
O álcool tinha tomado conta de nós três, pensei, o que era bem a real daquela gente.
Ela fez ele gozar, movendo a cabeça mais rápido.

Tudo isso eu consegui ver. Da janela da cozinha.
Vi como os olhos da Ana tentavam ver se eu não estava quando ela saiu da água e cuspiu o esperma na grama, e ele saiu da água e se acomodou numa rede paraguaia.
Demorei uns segundos e deixei eles se ajeitarem como se nada tivesse acontecido.

IV
Pra disfarçar, abri outra garrafa de champanhe, fazendo bastante barulho pra anunciar minha chegada.
Ouvi a Ana dizer pro Carlos: "Já era, querido, teu amigo é meio lento, não sacou nada."
E, se secando o corpo como dava, se cobriu com um roupão de banho (era experiente ou já tinha passado por situações difíceis, pensei).
Carlos já tinha saído da piscina, fumando na rede paraguaia onde, depois de um tempo, acabou dormindo.
Ana tinha se sentado na mesa pra comer o resto do sorvete de limão com champanhe.

"Tá bem gelado o champanhe, excelente assim...", falei depois de dar uns goles, mas minha mente já tava em outra coisa e minha língua começava a travar por causa da tesão que tinha pegado por aquela mulher.
Ela concordou sem dizer uma palavra.
Continuamos falando besteiras. Por cima do ombro da Ana, vi que Carlos tava dormindo na rede, até o cigarro tinha caído no chão.
"Tá muito chapado", comentei com a Ana, me referindo ao Carlos.
"É, bebemos demais os três", respondeu.

Ela percebeu alguma coisa em mim, com certeza notou minha tesão ao ver o quanto meu pau tava duro, e antes que ela se levantasse, segurei ela pelo braço suavemente.
"Espera, não se apressa, vamos terminar a garrafa e eu vou embora", falei.
Acho que ela começou a sacar qual era minha intenção. Notei no olhar dela, medroso mas safado.
Fiz um gesto pra ela chegar mais perto, que queria falar uma coisa.
Ela olhou pro Carlos, que dormia como uma pedra, e me disse:

"Vou te confessar uma coisa: da janela da cozinha, tem uma vista espetacular..." sussurrei no ouvido dela.
Ela ficou paralisada, não conseguia acreditar.
"O que você viu? Perguntei com medo.
—Algo, mas não o que eu queria — falei.
O rosto dela estava vermelho como um tomate, mas ainda assim linda, com uma timidez imensa.
Bom, acho que ele tem direito, é meu marido e pode me pedir o que quiser.

Estendi minha mão devagar e, pegando com os dedos a alça da malha dela, comecei a baixá-la com muito cuidado, pra não fazer nenhum movimento brusco.
Ela me olhava fixo nos olhos, mas não fazia o menor movimento pra se afastar de mim.

Antes de eu conseguir ver alguma coisa, ela parou minha mão com a dela e, sem soltar, virou a cabeça pra olhar pro Carlos, que tava mais dormindo do que nunca.
Quando olhou pra mim de novo, soltou minha mão e eu deixei a alça dela cair completamente. Os peitos dela eram tão firmes que a malha ficou no lugar, então tive que puxar um pouco mais pra deixar os peitos dela de fora.
Com o último puxão, o peito dela saltou pra fora, totalmente branco, e como eu imaginei, um mamilo rosado e empinado.

Ana olhou pro próprio peito e depois pra mim, vendo minha expressão.
Sem deixar ela pensar, peguei a mão dela de novo e levei até meu short.
Ela hesitou por um segundo, mas foi inútil — naquela altura, resistir era acordar o Carlos, e além disso, acho que ela queria fazer aquilo.

Ajudei ela a tirar minha pica pra fora do short de banho e, enquanto eu me masturbava pra deixar ela bem dura, me levantei e coloquei na boca dela.
Tentei não fazer nenhum barulho que acordasse o Carlos.
Enquanto com uma mão segurava a nuca dela, com a outra apertava a teta e o mamilo dela, que nessa altura já tava lindamente duro e quentinho.

Não aguentei mais, tirei a pica da boca dela e levei pros peitos dela. Ana abaixou o corpete completamente e me masturbou até eu encher as tetas dela de porra.
Depois, tudo foi muito rápido: nos limpamos, saímos da piscina e fui pra minha casa sem acordar o Carlos.

Quando ela se despediu de mim na porta, falei que no dia seguinte esperava ela na minha casa às quatro da tarde, dando a ela meu cartão e meu celular.
Ela respondeu pra eu ir embora, que não sabia como fazer pra me olhar na cara.
No dia seguinte, às quatro, a campainha tocou.
Era a Ana.
Desci pra abrir na maior pressa.
A gente se cumprimentou com um beijo no rosto.
Dentro do elevador, o silêncio era tenso.
Foi ela quem quebrou, me perguntando:
Juan C., você fuma? Tem cigarro no seu apartamento? Tô muito nervosa.
Sim, eu disse.
E quase sem pensar, ela repetiu:
Juan C., tô muito nervosa, meu corpo todo treme, é a primeira vez que vou fazer isso com outro homem e, além disso, desde que te vi:
Acho que tô apaixonada por você, ontem à noite não consegui dormir: tava esperando te ver hoje e você me comer naquela noite, Juan C....

A gente gozou duas vezes naquela tarde e, quando ela tava indo embora, começou a chover…
Epílogo:
Faz mais de dois anos que a Ana é minha amante.
Eles se separaram, e o que rola é que o Carlos ainda não conseguiu a transferência pra filial da província de Córdoba, mas já não moram mais na mesma casa.
Ele agora aluga a dez quarteirões de onde morava quando era casado, acho que tá de namorado, digamos assim, com uma funcionária da fábrica cujos pais moram em Córdoba.
A Ana, desde um mês atrás, tá grávida, e faz cinco dias que mora comigo, no meu apartamento.
Colocou a casa dela à venda, que não era bem comum, e não trabalha mais no bairro antigo, nem trabalha mais—
Agora, segundo ela, vive muito feliz no meu apê.

GGC
Almagro
Fevereiro-2015.

5 comentários - Ana

zvlv
Felicitaciones!, buen epilogo!