Janela Indiscreta

O dia foi exaustivo. Tinha viajado desde muito cedo pra chegar em São Luís no meio da tarde. Com tempo suficiente pra me registrar no hotel, largar a mochila e sair pra visitar alguns clientes da empresa, pra adiantar um pouco o trampo e consegui. O resto ficaria pro dia seguinte e com isso encerraria São Luís, último ponto dessa turnê, então daria pra passar uma segunda noite pra descansar bem e de manhã pegar a estrada de volta pra Buenos Aires.

Tava cansado, mas feliz. Eram nove horas, os negócios começavam a fechar, então procurei um lugar pra jantar algo rápido e depois comprei uma água mineral pra deixar no hotel.

O quarto ficava no primeiro andar, era simples mas tinha o necessário. Duas camas de solteiro, uma mesa com uma cadeira e uma TV pequena pendurada num suporte.

Joguei a pasta numa das camas — que já tinha virado depósito da bagagem — liguei a TV e abri um pouco a janela pra arejar o quarto.

Respirei uma bocada de ar fresco, embora a vista não fosse lá essas coisas. A janela dava pra um poço de luz, tinha um par de janelas de outros quartos — vazios porque as persianas estavam fechadas — o barulho da rua chegava de um lado e, me inclinando um pouco, consegui ver as luzes da calçada.

Tirei as coisas de banho da mochila, revisei a lista de clientes do dia seguinte e fiquei um tempinho fazendo zapping na TV, vendo umas notícias, deitado na cama.

Fechei a janela e resolvi tomar um banho bem gostoso. O chuveiro tava espetacular, saía bastante água e com muita pressão, e curti um tempão. Me sequei e saí do banheiro relaxado. Resolvi continuar o momento de relax e peguei o hidratante. Me joguei na cama e passei creme no corpo todo, enquanto olhava a TV, tenho a pele meio seca e sempre gostei de deixar ela macia.

Quando terminei, procurei na mochila aquela peça que era meu pequeno fetiche, aquele ritual secreto que celebrava na intimidade. Quando eu viajava sozinho. Uma tanga branca que eu usava pra dormir. Até saía com mulheres – na verdade, na época eu tava namorando – mas já tinha tido umas experiências como passivo, que curti pra caralho, e esse hábito secreto de usar uma tanga pra dormir alimentava aquele gosto íntimo e escondido.
Vesti a tanga e fui na hora me olhar no espelho que tava na porta do quarto. Sempre fui gordinho e a tanga, inevitavelmente, entrava na minha bunda. Me olhei de costas, de lado, fiquei na ponta dos pés, empinei um pouco a bunda, ajustei o elástico várias vezes. No fim, fiz todas as besteiras que a gente faz na frente do espelho nesses momentos, pra curtir uma imagem que alimenta as fantasias mais íntimas.
Depois de uns minutos me observando, apaguei a luz grande e destampei a garrafa de água mineral que tava em cima da mesa. Bebi direto do bico, e quando o líquido tava passando pela minha garganta, quase me engasguei de susto ao ver o reflexo.
Com a luz do meu quarto mais fraca, consegui ver pela minha janela que a da frente tava aberta e tinha um cara me olhando, enquanto fumava um cigarro com a luz do quarto dele apagada.
Fiquei um instante paralisado, sem saber o que fazer, olhando pra ele. O cara sorriu e com uma mão fez um gesto de joinha, juntando os dedos indicador e polegar num círculo.
Pulei pra fora do campo de visão dele e apaguei a luz do abajur e da TV. Meu quarto ficou totalmente escuro. Só um reflexo mínimo que entrava pela janela. Sentei na beira da cama, nervoso. Meu momento de relaxamento tinha ido pro caralho.
Decidi deitar e tentei me acalmar. Imaginei que o cara talvez não tivesse me visto na frente do espelho, mas era óbvio que sim, senão não teria feito o gesto que fez.
Senti aquele sentimento contraditório de vergonha por ter sido descoberto na minha intimidade e, ao mesmo tempo, um prazer tarado de que um cara tivesse me visto daquele jeito e gostado. Pensei no que ia rolar no dia seguinte. Em seguida, se eu cruzasse com o cara, como reagir, o que dizer. O sono me venceu enquanto pensava nessas coisas e acabei dormindo.
O despertador tocou e me levantei. Quando voltei do banheiro, tirei a tanga e guardei no esconderijo dentro da bolsa. Me vesti rápido e, quando fiquei pronto, criei coragem e me aproximei da janela. A janela do outro lado estava com a persiana fechada de novo. Senti um alívio, talvez o cara tivesse saído cedo. Desci pra tomar café e também não o vi, tomei um café e comecei a esquecer o assunto, enquanto organizava as planilhas dos clientes pra visitar. Levantei com a xícara pra pegar mais café. O termo era daqueles que tem que apertar por cima e solta um fiozinho miserável a cada tentativa. Quando estava quase enchendo a xícara, uma voz quase sussurrada me diz:
— Que rabo gostoso você tem, por que se escondeu… não me diga que ficou com vergonha?
Virei e ele estava ali, quase colado em mim, com uma xícara vazia na mão. Era o mesmo cara que tinha me visto pela janela na noite anterior. Não soube o que dizer, fiquei mudo e, de nervoso, só consegui dar uma risada meio idiota.
— Me chamo Oscar — ele disse.
— Carlos — respondi quase que automaticamente.
— Olha, Carlinhos, hoje supostamente fecho uma venda importante. Se o negócio rolar, queria te convidar pra jantar pra comemorar, o que acha?
— Valeu… mas não — foi a primeira coisa que me veio à cabeça e saí voando pra minha mesa.
Oscar serviu café, atravessou o salão e voltou pra uma mesa no outro canto, onde tinha deixado um jornal que começou a ler como se nada tivesse acontecido.
Agora, em plena luz do dia, pude vê-lo bem. Devia ter uns 50 anos, grisalho com entradas pronunciadas, pele morena, jeito viril, vestia uma calça social e a camisa mostrava uma barriguinha típica da idade. Parecia um cara simpático. Sempre me atraí por caras maduros, normais. Gosto de gente comum, tanto quando penso numa mulher quanto num homem. Não me Os modelos que a moda e a publicidade impõem chamam a atenção.
Olhei as horas e já estava tarde, saí do salão rumo aos meus afazeres. Com a correria do dia, fui esquecendo daquilo. Só em algumas vezes que parei pra tomar um café, me perguntei por que não tinha aceitado. Depois eu mesmo me respondi, que tinha sido melhor não aceitar. O cara tinha me visto de fio dental e tinha gostado da minha bunda, mas por mais que a situação me desse muito tesão, eu tava naquele lugar a trabalho e não era boa ideia misturar as coisas, ainda mais quando pra mim é essencial que tudo fique escondido.
Terminei o dia exausto e jantando no mesmo lugar da noite anterior. Chegando no hotel, pensei de novo no Oscar, mas fiquei tranquilo por não ter cruzado com ele. Já no quartão, me debrucei na janela e vi que a dele estava fechada. Baixei a persiana pra manter minha privacidade e relaxei. Curti o banho, passei creme e peguei meu fio dental. Não ia deixar de me dar esse pequeno prazer por causa do que tinha rolado, até porque tinha fechado com São Luís e era minha última noite sozinho, antes de voltar pra Buenos Aires, onde era mais complicado me dar esses luxos.
Guardei o que não ia mais usar na mochila. Escolhi um moletom e uma camiseta pra vestir na viagem e me joguei na cama pra ver TV. Acho que dormi ou simplesmente me toquei porque bateram na porta.
Levantei e, encostando o ouvido na porta, perguntei – Quem é?
– Oscar, seu vizinho. Abre aí um minuto. – reconheci a voz dele.
Peguei o moletom e vesti rápido. Destravei a porta e abri um pouco a folha.
– Tchan tchan… sucesso total, a venda foi fechada – ele disse, enquanto mostrava uma garrafa de champanhe e duas taças. Ri da apresentação dele, e isso o encorajou a continuar.
– Já que não aceitou o convite pra jantar, pelo menos brinda comigo.
– É que eu já tava deitado – falei sem muita convicção.
– Vamos, brindamos e eu vou embora, deixa eu comemorar que tô feliz. – Abri a porta e ele entrou. De Imediatamente, ele se moveu com confiança. Colocou as taças na mesa, abriu a garrafa sem deixar a rolha escapar e serviu as duas taças.
—Porque te ver ontem à noite me trouxe muita sorte — propôs como brinde, ao mesmo tempo em que batia na minha taça e soltava uma gargalhada.
Brindamos e, como não sabia o que fazer, perguntei se ele queria sentar, indicando a cadeira. Ele aceitou, mas sentou na cama onde estava a bagagem. Eu sentei na minha cama. Ele era bem verborrágico e, com o passar da conversa, mais a presença dele no meu quarto, fiquei completamente desperta.
Acho que nós dois fomos relaxando e, conforme a garrafa de champanhe ia descendo, já estávamos rindo de alguma anedota que o Oscar contava.
Habilmente, ele soltava alguma indireta entre uma conversa e outra, e eu só sorria. Ele me contou que era casado, mas adorava, de vez em quando, comer algum cara. A conversa continuou, e nós dois acabamos meio recostados, cada um na sua cama. Ele pediu para ir ao banheiro e, quando voltou, estava com o cinto desabotoado. Pegou as duas taças que estavam no criado-mudo e levou até a mesa, e esvaziou a garrafa.
—Último brinde da noite — disse ele, me olhando, e me aproximou a taça, mas dessa vez sentou na borda da minha cama.
—Você tá de fio dental, né? — falou, sem hesitar e me olhando nos olhos.
—Não… — respondi, mas essa resposta ninguém acreditava. Ele riu, disse que sabia que eu tava usando porque demorei pra abrir a porta. Eu ri também e admiti que tava.
Aí ele começou a desenvolver uma teoria sobre o prazer de se dar aos gostos na intimidade e que ter vergonha quando há confiança é uma bobagem. Etc. Etc.
Pra terminar, pedindo pra eu mostrar. Disse que tinha gostado muito de como ficava em mim e que queria ver de perto. Que depois disso ele iria dormir e não incomodaria mais.
Não foi difícil me convencer, o álcool tinha ajudado a me relaxar e, enquanto a gente conversava, eu ficava me tocando, pensando que tava de fio dental e que no meu quarto tinha um macho que me… queria transar.
Levantei, fui até a mesa, tirei o moletom, dobrei ele na cadeira, ajustei o elástico da fio-dental e virei de costas por uns instantes. Depois, rindo, voltei pra cama e me enfiei debaixo do lençol.
Ele não saiu da minha cama. Quando me virei de lado pra pegar a taça, ele se ajeitou melhor, esticou o braço, apoiou na minha cintura e começou a acariciar minha bunda, enquanto falava que eu era tímida à toa, que tinha uma raba pra mostrar, não pra esconder. Deixei ele fazer, apoiei a taça no criado-mudo e deixei meu braço cair, descansando na perna dele. Sorrindo enquanto me olhava, ele enfiou a mão na calça e puxou o pau. Na hora se ajeitou, pegou minha mão e levou até o pau pra eu segurar. Comecei a bater uma devagar, em silêncio, curtindo o movimento que, a cada vai e vem, deixava a cabeça do pau dele aparecendo, cada vez mais vermelhinha. Sentia na minha mão o calor do membro dele, que ia ficando mais e mais duro.
— Que delícia… como eu tava precisando, que pedaço de raba… — dizia Oscar enquanto curtia minha mão e, com a dele — que já tinha puxado o lençol — me agarrava e sacudia as nádegas.
Sentia muito prazer em masturbar ele, deslizar minha mão da base até a cabeça, que eu acariciava a cada movimento com a ponta dos dedos. Ele me incentivava, perguntava se eu tava gostando, mandava eu apertar mais, acariciar as bolas dele.
— Espera — ele falou de repente e se sentou. Num movimento rápido, tirou a calça e a cueca, que ficaram amassadas no chão.
— Se vira um pouco — ele disse. Do jeito que tava, de lado, me mexi pra borda oposta da cama, achando que ele queria deitar do meu lado. Mas, em vez disso, ele se ajoelhou quase na altura do travesseiro. Aproximou o pau duro do meu rosto e ordenou — Chupa.
Me levantei um pouco, abri a boca e enfiei a cabeça do pau dele dentro. Instintivamente, minha língua começou a percorrer ela. Sentia a maciez da cabeça do pau dele, envolvia, apertava com meus lábios.
—Isso, gordinho, chupa… Sabia que hoje ia te fazer comer ela— falou enquanto as pernas vibravam de êxtase. Passou a mão na minha nuca, segurou firme e começou a mexer a pélvis ritmado, fazendo o pau entrar e sair da minha boca entreaberta, que esperava ansiosa. Me segurei na parte de trás das coxas dele e puxei pra perto, abrindo a boca o máximo que pude e relaxando a garganta pra receber o pau inteiro. Senti o tremor de prazer nas pernas dele.
—Cê gosta do pau do papai, não gordinho?— perguntou me olhando com um sorriso safado. Balancei a cabeça dizendo que sim, sem parar de chupar, e isso acendeu ele mais ainda. Segurou minha cabeça firme e começou a mexer a pélvis mais rápido.
—Se cê gosta do meu pau, come ele todo… vou te foder a boca bem primeiro.— Ficamos assim um tempão, ele descansava de vez em quando e levantava o pau pra eu curtir as bolas dele. Eu suspirava de prazer quando minha língua sentia a aspereza das bolas, que estavam duras e inchadas de tesão. Depois ele segurava minha cabeça de novo e metia o pau com força. Toda promíscua… toda dentro… eu ouvia ele falar enquanto gozava de quase engolir o pau dele inteiro.
Num momento ele parou e disse: —Quero te foder, fica de quatro que eu quero essa bunda.— Se abaixou e tirou uma camisinha do bolso da calça. Custou a desenrolar, de tão dura que tava a pica.
Me levantei e me ajeitei na beira da cama. Enquanto ele dava a volta pra ficar atrás de mim, consegui pegar o pote de creme e passar um pouco. Quando ele tava na posição, pedi pra ir devagar. Ele segurou minha cintura e começou a meter devagar. Senti deslizando e me penetrando, não consegui me segurar e suspirei de prazer.
—Que pedaço de bunda que cê tem, gordinho… O que cê quer que eu faça agora? Pede.— falou enquanto separava minhas nádegas pra ver melhor como tava metendo. metendo.
—Vamos… anima… se ontem você rebolava na frente do espelho… quero ouvir você me pedir — repetiu.
—Me come — pedi, e não só pra agradar ele. Era o desejo mais profundo que eu tinha naquele momento.
—É… isso que eu queria ouvir — e começou a me penetrar devagar, até enfiar o pau todo. Quando ele tava inteiro dentro de mim, minhas pernas começaram a tremer de nervoso e prazer.
—Calma… relaxa essa buceta… deixa ela se acostumar com o pau do papai — Ele ficou parado um instante e devagar começou a se mover. Dizia que ia me comer bem, que adorava minha bunda grande. Enquanto falava, ia pegando ritmo e me bombando mais rápido. Perguntava se eu gostava de ser comido. Eu, já no auge da excitação, dizia que sim, que adorava, que me fazia gozar muito e que queria que ele gozasse também. Ele respondia que já tava gozando porque tava arrombando meu cu. Me comeu por um tempão, não sei quanto, porque o prazer me fazia perder a noção, eu curtia, recebia, gozava.
Num momento, enquanto eu mexia a cintura de prazer a cada estocada, percebi que ele se firmou na minha cintura e começou a bombar mais rápido. Senti que era a hora. Dobrei os braços e fiquei apoiado nos cotovelos, minha raba ficou bem empinada pra receber as pirocadas dele.
—Isso, gordinho viado… assim… para bem essa bunda que eu quero encher de porra. — E começou a bombar como um louco, gemia, dizia que tava arrombando meu cu. Tive medo de alguém ouvir, mas ao sentir as bolas dele batendo na minha a cada investida, não liguei mais. Gozei com a safadeza dele, com o jeito que me segurava, com como metia fundo, cada vez mais, enquanto eu me balançava no sentido contrário pra receber o mais profundo possível.
—Toma tudo — ouvi ele dizer quase num grito. E me surpreendi ao me ouvir falando: — Isso… Oscar, me dá toda a porra — enquanto esfregava minha raba na pélvis dele e me agarrava nas pernas dele, como se quisesse que ele deixasse até a última gota de leite dentro de mim.
Ficamos Exausto, me deixei cair pra frente e ele caiu sobre minhas costas. Ficamos assim por uns minutos. Sentia a respiração ofegante dele se misturando com a minha. Depois ele se levantou, tirou ela de dentro de mim com cuidado e foi pro banheiro. Quando saiu, eu ainda tava de bruços, exausto. Enquanto olhava ele se vestir, me perguntou se eu tinha gostado. "Muito", respondi. Ele sorriu e, antes de sair, disse: — Eu também. Desde ontem à noite que te vi de fio-dental, sabia que ia arrebentar essa sua bunda. E depois de dar um tapão na minha raba, saiu tentando não fazer barulho. Quando o despertador do relógio me acordou, ainda tava pelado de bruços na cama. Tomei um banho rápido e me vesti pra sair. Guardei as poucas coisas que sobraram — entre elas, o fio-dental branco que tinha ficado jogado do lado da cama. Não vi o Oscar no café da manhã, mas já na estrada, sorri sozinho no carro ao lembrar da última imagem do quarto: a cama bagunçada e, em cima da mesa, duas taças e uma garrafa de champanhe vazia.

3 comentários - Janela Indiscreta

Janela Indiscreta

Me encantó tu historia, me trae muchos recuerdos de mis épocas de viajante y de cogidas en hoteles.

Gracias por compartir 👍
hermosa historia... tbn me vino a la memoria mi ultimo poolvo con un chaboncito muy joven pero que me dejo el orto mas abierto que nunca. ..uff...