Olá, galera do P!, muito obrigado por acompanharem essa história que compartilho com vocês. Aqui está o desfecho, e espero que curtam.
O sobrinho nerd e as aparências que enganam. Fina.Quarta-feira era o último dia que a Tasty ia passar com a gente. Quinta-feira minha irmã vinha buscá-la. Naquela tarde, depois de um dia que a Angélica passou brincando entre nós dois e se divertindo com o jeito que a gente enchia ela de atenção. Depois do café, foi ela quem sugeriu a gente ver um filme, pra fazer algo os três juntos e aproveitar aquele home cinema gigantesco que dominava a sala.
Em vez de usar a Apple TV, ela preferiu ir até a locadora. Disse que ia rapidinho, mas eu não fiquei muito tranquilo. Principalmente pela roupa super sexy que ela escolheu. Angélica é a única esposa do mundo que se veste pra ir na locadora como se fosse num coquetel. O vestido era vermelho alaranjado, com mangas até o cotovelo, mas os ombros de fora, então ela optou por não usar sutiã. Não que precisasse, não. Mas era tão justo da cintura pra cima quanto solto da cintura pra baixo, com uma saia larga até dois dedos acima do joelho. O resto: meia-calça preta e sapato preto.
Conhecia o garoto da locadora do shopping perto de casa, que por um milagre ainda não tinha fechado. Quem atendia era o Noel, um jovenzinho feio e cheio de espinhas. Quando a Angélica saiu de carro, pensei naquele moleque, na cara que ele ia fazer quando visse a gostosa da Angélica entrar com aquele vestido. Tinha certeza de que ela ia estacionar longe, teria que atravessar o estacionamento com aquele vento frio que soprava naquela tarde, de modo que quando chegasse na loja, os bicos dos peitos estariam marcados, o que, junto com o vestido vermelho, faria dela um semáforo humano. Nenhum homem deixaria de olhar, nenhum hétero conseguiria não desejar ela. Imaginei ela procurando nas prateleiras, com certeza faria isso pra provocar os poucos perdedores que estivessem por lá. Com certeza evitaria os filmes que estivessem numa altura normal e procuraria os filmes de terror que ela tanto gostava nas prateleiras mais baixas, de modo que pudesse se curvar ao máximo e todo mundo... aqueles idiotas ficassem olhando pra bunda gostosa de pêssego da minha esposa.
Voltou depois de duas horas. Parecia muito contente:
–Encontrei algo que parece uma pérola: “Noite de terror no velho hospital”.
Tasty estava esperando. Eu fingi indiferença, sentado no sofá, folheando o iPad de maneira despreocupada:
–Foi difícil de achar?
–Um pouco. A Noel lembrava dela e me ajudou a encontrar. Mas estava numa prateleira muito alta. Ele teve que me emprestar um banquinho pra alcançar.
Era o que me encantava na Angélica, uma cara de anjo, um corpo de stripper e ainda usava a palavra “banquinho”.
–Teve que subir muito alto, querida?
–Não se preocupa, amor. O Noel ficou por perto o tempo todo… pra eu não cair.
E pra ver sua calcinha, pensei eu. Mas falei:
–Claro. Mas você tem que tomar cuidado ao se equilibrar nesses lugares com esses saltos.
–Ele até me segurou um momento, achou que eu ia escorregar.
Aí eu percebi. Ela não tinha saído com uns sapatos pretos?
–E esses sapatos vermelhos, querida?
–Comprei hoje. Um capricho. Os que eu tava usando não combinavam com o vestido.
–Devia ter muita gente na sapataria.
–Que nada. Só eu e o vendedor.
–Aquele senhor mais velho?
–Não. Tinha um vendedor jovem muito gostoso. E solícito.
–Com certeza te ajudou a experimentar um monte de sapatos – ironizei.
–Pois é – e ela se virou pra mim com as mãos na cintura –. Ele sabia fazer uma garota se sentir admirada.
Me imaginei minha mulher com aquele vestido levantando a perna enquanto aquele babaca tocava o pé dela, talvez até a panturrilha, com a desculpa de experimentar um sapato atrás do outro, enquanto minha adorável esposa levantava uma perna e oferecia outra vista do seu trabalho de merda. Com certeza na próxima vez que o chefe dele dissesse que ele ganhava muito pelo que fazia, ele não ia discordar.
Se queria atiçar meu ciúme, tasty já tinha conseguido. Não precisava aumentar o volume com aquela história. Mas tasty estava taquicárdico.
Angélica começou a trazer tudo que era necessário pra ver o filme. Eu coloquei o vídeo no DVD. Tasty se aposentou no sofá e assim pôde ver como a doce Angélica se inclinava pra trazer os amendoins, a pipoca, as bebidas. E toda vez que fazia isso, dava pra ver as coxas dela e as meias pretas com liga que ela tinha escolhido, o que me irritava não tanto pelo que meu sobrinho via, mas pelo que, sem dúvida, o vendedor da sapataria tinha visto.
— Querida, será que dava pra baixar um pouco a saia?
— Desculpa, amor. Não queria te deixar desconfortável.
E dito e feito, ela pegou o vestido bem na cintura e puxou pra baixo. De certa forma, foi um sucesso porque agora o vestido batia nos joelhos, e ela achava que a gente não ia ver a liga dela o tempo todo. Mas ao fazer isso, a borda do vestido, com os ombros de fora, já não chegava nas clavículas, desceu na mesma proporção do que cobria das pernas e agora deixava metade dos peitos dela à mostra. Sim, ela tinha trazido amendoins, mas tasty parecia muito mais interessado naquele par de peras que agora se ofereciam só meio cobertas por um tecido vermelho fininho e justo. Além disso, adiantou pouco. Ela sentou no sofá, entre nós dois, e cruzou as pernas com tanta naturalidade uma vez e outra, toda vez que nos alcançava uma tigela de kikos ou um copo de refrigerante, que logo as coxas douradas dela estavam de novo à mostra.
O filme era uma merda, mas tinha a quantidade de sustos e assassinatos que minha Angélica adorava. Num hospital velho e desativado que estava prestes a fechar, a equipe e os pacientes que achavam que iam passar os últimos dias em paz se viam surpreendidos por crimes sórdidos, ao que parecia cometidos por um antigo cirurgião que tinha enlouquecido anos atrás. Todas as enfermeiras eram muito peitudas e usavam os uniformes mais curtos que o regulamento permitia.
A cada susto, tasty se agarrava na Ângela, ou pegava na perna dela. Ou virava o olhar pra ela. E fez isso mais vezes quando descobriu que sua protetora tia não tinha problema nenhum em abraçá-lo forte nas cenas mais sangrentas, que eram muitas, e até enfiava a cabeça dele no decote generoso dela pra ele não olhar — o mesmo decote que eu tinha provocado com minhas críticas idiotas sobre a saia curta dela. Então, a cada cinco minutos, eu via o cretino do meu sobrinho esfregar a cara exatamente onde eu morria de vontade de enfiar a minha: entre os peitos da minha até então casta senhora.
Mas não era só ele. Minha mulher estava mais desastrada que o normal, e não era raro derrubar umas amêndoas ou amendoins que sempre iam parar na calça jeans do *tasty*. E do mesmo jeito que às vezes levava uma noz à boca dele, ou um milho torrado, deixando, como no dia anterior, que o safado do *tasty* lambesse levemente os dedos dela; do mesmo modo, ela se demorava cada vez mais, catando os frutos secos da calça do sobrinho de um jeito lento, sacudindo o sal, com uns toques leves, apalpando, sempre que podia, aquele membro com o qual eu não conseguia competir de jeito nenhum.
Eu estava cada vez mais puto. Porque, além disso, nos últimos abraços, o pirralho encostava a orelha nos peitos da minha santa e inocente esposa e ficava me encarando com uma cara de deboche inconfundível.
Vi minha chance num momento em que a enfermeira peituda, que com certeza seria a última a morrer, começou a trepar com um paciente que parecia tísico. Os peitos dela balançando na tela que iluminava a escuridão da sala nos dava a todos um ar dos mais pervertidos, se é que isso era possível.
— Não sei se essa cena é adequada pro moleque.
— Ah, querido, você tem razão. Vou passar agora.
Mas Angélica, que sempre se atrapalhava com coisas eletrônicas, em vez de avançar a cena, voltou pra trás, então, se não queríamos peitos, aqui tínhamos dois pratos. Minha esposa atrapalhada percebeu e apertou outro botão do controle do vídeo. Mas dessa vez só conseguiu deixar a imagem em câmera lenta, com o que só conseguiu mais do que aumentar o clima erótico que já reinava.
– Deus, não sei como isso funciona!
Apertou de novo, e de novo, e mais uma vez. A cena não parava de ir pra frente e pra trás, pra frente e pra trás, e o que era só erótico agora tinha virado pornográfico. Era o efeito Angélica: tudo que ela tocava ficava ainda mais excitante.
No final, tive que arrancar o controle da minha mulherzinha e mudar o capítulo. Assim deixamos o sexo pra trás e pudemos continuar vendo assassinatos e mutilações como qualquer família de bem.
Depois de tanta amassação e roçada mal disfarçada, o moleque foi pra cama com um tesão do caralho. Quase o mesmo que eu tava sentindo. Só que eu era o marido e agora ia ter minha mulherzinha toda pra mim. Ela tava só de uma tanga azul celeste, bem subida na cintura. Comecei a apertar os peitos dela do jeito que eu sabia que Angela gostava. Senti os bicos cada vez mais duros, mesmo sabendo que o guri tinha feito o pré-aquecimento.
Então ouvi a voz horrível dele do outro lado do corredor:
—Titia, vem aqui um instante.
—Porra, o pivete!
—Não consigo dormir depois de ver um filme desses!
Angélica se levantou e calçou umas sandálias de salto.
—Você vai mesmo?
—O que você quer que eu faça?
—Pelo menos veste alguma coisa.
Com uma careta de irritação, vestiu uma camisola branca, uma baby doll tão transparente que era quase melhor que tivesse ido de topless, como pretendia a princípio.
—Querida, isso é quase pior — reclamei.
—Não sei do que você reclama. É a camisola nova que você me comprou.
Não soube o que dizer. Ela foi. Não ouvia nada. Aos poucos, a curiosidade, o tesão, me dominaram. Descalço, deslizei até o quarto do tasty. A porta estava entreaberta. O suficiente pra eu ver minha esposa gostosa com a camisola mais transparente do mundo sentada na cama do meu sobrinho.
—Você não precisa ter medo. Já é bem grandinho.
—Se você deitasse um pouquinho na minha cama, até eu pegar no sono.
—Não pode. Sou sua tia.
—Só um minutinho.
—Não seria certo — e bagunçou o cabelo dele de forma carinhosa.
—Foi culpa sua por escolher aquele filme horrível!
A pobre Angélica suspirou:
—Tá bom, só um minutinho. Até você dormir.
O filho da putinha tinha conseguido. Angélica se enfiou debaixo dos lençóis.
—Me abraça, titia.
—Tá bom, pra você se acalmar.
Por um momento, só vi um volume debaixo dos lençóis. Silêncio. De repente, ela esperneou. Os lençóis caíram.
—Tasty, para de morder meus peitos!
Ela tentava se soltar. Mas ele apertava ela contra o corpo, fazendo com que ela se retorcesse e só conseguisse que a camisola descesse, se abrisse, e que a seminus dela ficasse cada vez menos semi. Eu devia ter interferido, salvar minha esposa. Mas tava excitado demais.
—Não é justo! Você passou o dia inteiro me provocando! — reclamou tasty, não sem razão.
—Era uma brincadeira, tasty! Me solta!
—Até o garoto da locadora pôde te tocar! E o da sapataria…! —Meu Deus! Mas eu não consigo!
Angélica empurrou ele pra baixo pra se soltar dos braços dele. Mas o preço disso foi afundar o rosto dele de novo nos peitões dela.
—Eles quase não me tocaram!
—Eles não têm isso — e soltando ela, abaixou a calça do pijama e mostrou o pauzão, mais duro do que nunca.
—Por favor, ele vai nos ouvir.
—Diz que não quer tocar nele, que não quer ele dentro de você. Diz que não provocou aqueles caras porque tá morrendo de vontade de uma coisa, de uma única coisa.
Ele esfregava a pica na perna dela, tentava abrir caminho até a calcinha fio-dental, puxar pra baixo. Angélica evitava ele toda hora. Mas parecia adorar aquele jogo de gato e rato. Finalmente ele conseguiu ficar por cima, mas ela não abria as pernas.
—Me deixa, tiazinha. Você chupou o pau do diretor. Tem que me deixar. Senão vou contar pro tio.
Ela hesitou. Então vi ela abaixar a calcinha fio-dental. E respondeu:
—Só um pouquinho. É tão grande que não quero que meta até o fundo.
—Ah, meu Deus! Valeu!
No começo foi devagarzinho. Angélica foi abrindo mais e mais as pernas. E meu sobrinho foi se animando.
—Meu Deus! Você tá me fodendo! Vai me destruir!
A metida foi ficando cada vez mais contínua, violenta. Minha mulher devia estar cada vez mais molhada e aquele pedaço de pepino entrava cada vez mais fundo.
—Quer que eu pare, tia?
—Parar? Nãooooo! Continua! Continua!
Ele continuou. Sem parar. Com um vigor e uma resistência que me deixaram pasmo.
—Tô te machucando, tia?
—Sim!!!! Mas continua, continua!!! Me fode, Júlio!!!!
Minha mulher gozou. Um orgasmo que fez o quarto tremer. Não dava pra esperar que eu não ouvisse aquilo da nossa suíte. Me retirei pro meu quarto. Já tinha visto o suficiente. E curiosamente fui embora feliz. Porque não estávamos em julho, e sim em março. E porque Júlio era eu.
Naquela manhã, Angélica e eu finalmente fizemos. Tava tão excitado que me joguei nela meio dormindo. Ela acordou, claro. E se deixou levar, como sempre fazia comigo, porque nunca me negava nada. Tava dentro dela, dando o meu, o dela, o nosso. Toda minha fúria tava solta. O pivete tinha despertado a besta que eu carregava dentro.
— Amor, o que que tem? Você não parece você.
Meus lábios devoravam a boca dela, meus dedos percorriam o corpo dela com uma violência fora do comum. Sabia que quando ficava assim, gozava até mais rápido que o normal, mas tava pouco me lixando. Sabia que tava mordendo os peitos dela, o pescoço. Sabia que tava beliscando. Mas não tava nem aí. Aqueles dias tinham sido um inferno. E agora o demônio era eu.
Aí, sei lá por que, olhei pra porta. E vi ela entreaberta e… juro! Sim! O tasty tava nos olhando.
Fiz que não vi e continuei no meu rumo. Apesar do meu tamanho menor, Angélica tava molhada, muito molhada, e meu amigão chegava em todo canto com uma desenvoltura que eu nem conhecia.
— Mas, Julio… que… que… — ela gemia. Não acreditava, e eu também não.
Atento sem dar bola pro tasty, aguentei mais, muito mais do que de costume. E Angélica, como sempre, deu o melhor de si. Tudo e mais um pouco. E quando finalmente gozei, agarrado na bunda dela como se minha vida dependesse disso, ela também gozou, quase junto, comigo, debaixo de mim. Brilhando de suor e desejo. Sem fôlego, olhei pra porta: o tasty já tinha ido embora.
Minha irmã Pilar, falava sem parar. Tava toda feliz com a expulsão dos dois valentões. Perguntou se o tasty tinha se comportado bem naqueles dias.
— Muito bem.
— Demais! — completou Angélica.
— Tanto que fez companhia pra gente. Fizemos umas paradas juntos.
— Ver filmes — finalizou o tasty.
— Trocar experiências.
— E nos abrir! — destacou Angélica.
— Além disso, estudou pra caramba — eu ressaltei.
— É, aprendi um monte de coisa, mãe — admitiu o próprio tasty, sem mentir. verdade.
– Então a gente pensou que ela poderia vir mais vezes. Todo fim de semana ou a cada quinze dias. Se a tasty achar legal – eu coloquei na mesa.
– Pra mim tá de boa, mãe.
– Se o garoto estudar... – Pilar condicionou.
– Vou estudar, vou trabalhar pra caralho. Quase não vou sair dessa casa, mãe.
– Por mim, adorada – confessou minha mulherzinha.
– Bom, a gente vê.
E a gente viu. A gente viu e nos vimos os três com muito mais frequência. Agora a tasty até passa as férias com a gente. E nosso casamento voltou a subir de novo. É verdade que eu e a Angélica continuamos sem falar de sexo, das nossas relações. Mas a gente voltou a estar no topo da onda e economizamos uma grana em psicólogos, conselheiros conjugais e toda essa merda. Inclusive amanhã vamos ver uma empresa porque quero projetar a nova sede deles. Pedi pra Angélica me acompanhar. Acho que a postura dela pode ajudar pra caralho nas negociações. No fim das contas, a tasty era o que a gente precisava: algo tão simples quanto um novo ponto de vista.
O sobrinho nerd e as aparências que enganam. Fina.Quarta-feira era o último dia que a Tasty ia passar com a gente. Quinta-feira minha irmã vinha buscá-la. Naquela tarde, depois de um dia que a Angélica passou brincando entre nós dois e se divertindo com o jeito que a gente enchia ela de atenção. Depois do café, foi ela quem sugeriu a gente ver um filme, pra fazer algo os três juntos e aproveitar aquele home cinema gigantesco que dominava a sala.
Em vez de usar a Apple TV, ela preferiu ir até a locadora. Disse que ia rapidinho, mas eu não fiquei muito tranquilo. Principalmente pela roupa super sexy que ela escolheu. Angélica é a única esposa do mundo que se veste pra ir na locadora como se fosse num coquetel. O vestido era vermelho alaranjado, com mangas até o cotovelo, mas os ombros de fora, então ela optou por não usar sutiã. Não que precisasse, não. Mas era tão justo da cintura pra cima quanto solto da cintura pra baixo, com uma saia larga até dois dedos acima do joelho. O resto: meia-calça preta e sapato preto.
Conhecia o garoto da locadora do shopping perto de casa, que por um milagre ainda não tinha fechado. Quem atendia era o Noel, um jovenzinho feio e cheio de espinhas. Quando a Angélica saiu de carro, pensei naquele moleque, na cara que ele ia fazer quando visse a gostosa da Angélica entrar com aquele vestido. Tinha certeza de que ela ia estacionar longe, teria que atravessar o estacionamento com aquele vento frio que soprava naquela tarde, de modo que quando chegasse na loja, os bicos dos peitos estariam marcados, o que, junto com o vestido vermelho, faria dela um semáforo humano. Nenhum homem deixaria de olhar, nenhum hétero conseguiria não desejar ela. Imaginei ela procurando nas prateleiras, com certeza faria isso pra provocar os poucos perdedores que estivessem por lá. Com certeza evitaria os filmes que estivessem numa altura normal e procuraria os filmes de terror que ela tanto gostava nas prateleiras mais baixas, de modo que pudesse se curvar ao máximo e todo mundo... aqueles idiotas ficassem olhando pra bunda gostosa de pêssego da minha esposa.
Voltou depois de duas horas. Parecia muito contente:–Encontrei algo que parece uma pérola: “Noite de terror no velho hospital”.
Tasty estava esperando. Eu fingi indiferença, sentado no sofá, folheando o iPad de maneira despreocupada:
–Foi difícil de achar?
–Um pouco. A Noel lembrava dela e me ajudou a encontrar. Mas estava numa prateleira muito alta. Ele teve que me emprestar um banquinho pra alcançar.
Era o que me encantava na Angélica, uma cara de anjo, um corpo de stripper e ainda usava a palavra “banquinho”.
–Teve que subir muito alto, querida?
–Não se preocupa, amor. O Noel ficou por perto o tempo todo… pra eu não cair.
E pra ver sua calcinha, pensei eu. Mas falei:
–Claro. Mas você tem que tomar cuidado ao se equilibrar nesses lugares com esses saltos.
–Ele até me segurou um momento, achou que eu ia escorregar.
Aí eu percebi. Ela não tinha saído com uns sapatos pretos?
–E esses sapatos vermelhos, querida?
–Comprei hoje. Um capricho. Os que eu tava usando não combinavam com o vestido.
–Devia ter muita gente na sapataria.
–Que nada. Só eu e o vendedor.
–Aquele senhor mais velho?
–Não. Tinha um vendedor jovem muito gostoso. E solícito.
–Com certeza te ajudou a experimentar um monte de sapatos – ironizei.
–Pois é – e ela se virou pra mim com as mãos na cintura –. Ele sabia fazer uma garota se sentir admirada.
Me imaginei minha mulher com aquele vestido levantando a perna enquanto aquele babaca tocava o pé dela, talvez até a panturrilha, com a desculpa de experimentar um sapato atrás do outro, enquanto minha adorável esposa levantava uma perna e oferecia outra vista do seu trabalho de merda. Com certeza na próxima vez que o chefe dele dissesse que ele ganhava muito pelo que fazia, ele não ia discordar.
Se queria atiçar meu ciúme, tasty já tinha conseguido. Não precisava aumentar o volume com aquela história. Mas tasty estava taquicárdico.
Angélica começou a trazer tudo que era necessário pra ver o filme. Eu coloquei o vídeo no DVD. Tasty se aposentou no sofá e assim pôde ver como a doce Angélica se inclinava pra trazer os amendoins, a pipoca, as bebidas. E toda vez que fazia isso, dava pra ver as coxas dela e as meias pretas com liga que ela tinha escolhido, o que me irritava não tanto pelo que meu sobrinho via, mas pelo que, sem dúvida, o vendedor da sapataria tinha visto.
— Querida, será que dava pra baixar um pouco a saia?
— Desculpa, amor. Não queria te deixar desconfortável.
E dito e feito, ela pegou o vestido bem na cintura e puxou pra baixo. De certa forma, foi um sucesso porque agora o vestido batia nos joelhos, e ela achava que a gente não ia ver a liga dela o tempo todo. Mas ao fazer isso, a borda do vestido, com os ombros de fora, já não chegava nas clavículas, desceu na mesma proporção do que cobria das pernas e agora deixava metade dos peitos dela à mostra. Sim, ela tinha trazido amendoins, mas tasty parecia muito mais interessado naquele par de peras que agora se ofereciam só meio cobertas por um tecido vermelho fininho e justo. Além disso, adiantou pouco. Ela sentou no sofá, entre nós dois, e cruzou as pernas com tanta naturalidade uma vez e outra, toda vez que nos alcançava uma tigela de kikos ou um copo de refrigerante, que logo as coxas douradas dela estavam de novo à mostra.
O filme era uma merda, mas tinha a quantidade de sustos e assassinatos que minha Angélica adorava. Num hospital velho e desativado que estava prestes a fechar, a equipe e os pacientes que achavam que iam passar os últimos dias em paz se viam surpreendidos por crimes sórdidos, ao que parecia cometidos por um antigo cirurgião que tinha enlouquecido anos atrás. Todas as enfermeiras eram muito peitudas e usavam os uniformes mais curtos que o regulamento permitia.
A cada susto, tasty se agarrava na Ângela, ou pegava na perna dela. Ou virava o olhar pra ela. E fez isso mais vezes quando descobriu que sua protetora tia não tinha problema nenhum em abraçá-lo forte nas cenas mais sangrentas, que eram muitas, e até enfiava a cabeça dele no decote generoso dela pra ele não olhar — o mesmo decote que eu tinha provocado com minhas críticas idiotas sobre a saia curta dela. Então, a cada cinco minutos, eu via o cretino do meu sobrinho esfregar a cara exatamente onde eu morria de vontade de enfiar a minha: entre os peitos da minha até então casta senhora.
Mas não era só ele. Minha mulher estava mais desastrada que o normal, e não era raro derrubar umas amêndoas ou amendoins que sempre iam parar na calça jeans do *tasty*. E do mesmo jeito que às vezes levava uma noz à boca dele, ou um milho torrado, deixando, como no dia anterior, que o safado do *tasty* lambesse levemente os dedos dela; do mesmo modo, ela se demorava cada vez mais, catando os frutos secos da calça do sobrinho de um jeito lento, sacudindo o sal, com uns toques leves, apalpando, sempre que podia, aquele membro com o qual eu não conseguia competir de jeito nenhum.
Eu estava cada vez mais puto. Porque, além disso, nos últimos abraços, o pirralho encostava a orelha nos peitos da minha santa e inocente esposa e ficava me encarando com uma cara de deboche inconfundível.
Vi minha chance num momento em que a enfermeira peituda, que com certeza seria a última a morrer, começou a trepar com um paciente que parecia tísico. Os peitos dela balançando na tela que iluminava a escuridão da sala nos dava a todos um ar dos mais pervertidos, se é que isso era possível.
— Não sei se essa cena é adequada pro moleque.
— Ah, querido, você tem razão. Vou passar agora.
Mas Angélica, que sempre se atrapalhava com coisas eletrônicas, em vez de avançar a cena, voltou pra trás, então, se não queríamos peitos, aqui tínhamos dois pratos. Minha esposa atrapalhada percebeu e apertou outro botão do controle do vídeo. Mas dessa vez só conseguiu deixar a imagem em câmera lenta, com o que só conseguiu mais do que aumentar o clima erótico que já reinava.
– Deus, não sei como isso funciona!
Apertou de novo, e de novo, e mais uma vez. A cena não parava de ir pra frente e pra trás, pra frente e pra trás, e o que era só erótico agora tinha virado pornográfico. Era o efeito Angélica: tudo que ela tocava ficava ainda mais excitante.
No final, tive que arrancar o controle da minha mulherzinha e mudar o capítulo. Assim deixamos o sexo pra trás e pudemos continuar vendo assassinatos e mutilações como qualquer família de bem.
Depois de tanta amassação e roçada mal disfarçada, o moleque foi pra cama com um tesão do caralho. Quase o mesmo que eu tava sentindo. Só que eu era o marido e agora ia ter minha mulherzinha toda pra mim. Ela tava só de uma tanga azul celeste, bem subida na cintura. Comecei a apertar os peitos dela do jeito que eu sabia que Angela gostava. Senti os bicos cada vez mais duros, mesmo sabendo que o guri tinha feito o pré-aquecimento.
Então ouvi a voz horrível dele do outro lado do corredor:—Titia, vem aqui um instante.
—Porra, o pivete!
—Não consigo dormir depois de ver um filme desses!
Angélica se levantou e calçou umas sandálias de salto.
—Você vai mesmo?
—O que você quer que eu faça?
—Pelo menos veste alguma coisa.
Com uma careta de irritação, vestiu uma camisola branca, uma baby doll tão transparente que era quase melhor que tivesse ido de topless, como pretendia a princípio.
—Querida, isso é quase pior — reclamei.
—Não sei do que você reclama. É a camisola nova que você me comprou.
Não soube o que dizer. Ela foi. Não ouvia nada. Aos poucos, a curiosidade, o tesão, me dominaram. Descalço, deslizei até o quarto do tasty. A porta estava entreaberta. O suficiente pra eu ver minha esposa gostosa com a camisola mais transparente do mundo sentada na cama do meu sobrinho.
—Você não precisa ter medo. Já é bem grandinho.
—Se você deitasse um pouquinho na minha cama, até eu pegar no sono.
—Não pode. Sou sua tia.
—Só um minutinho.
—Não seria certo — e bagunçou o cabelo dele de forma carinhosa.
—Foi culpa sua por escolher aquele filme horrível!
A pobre Angélica suspirou:
—Tá bom, só um minutinho. Até você dormir.
O filho da putinha tinha conseguido. Angélica se enfiou debaixo dos lençóis.
—Me abraça, titia.
—Tá bom, pra você se acalmar.
Por um momento, só vi um volume debaixo dos lençóis. Silêncio. De repente, ela esperneou. Os lençóis caíram.
—Tasty, para de morder meus peitos!
Ela tentava se soltar. Mas ele apertava ela contra o corpo, fazendo com que ela se retorcesse e só conseguisse que a camisola descesse, se abrisse, e que a seminus dela ficasse cada vez menos semi. Eu devia ter interferido, salvar minha esposa. Mas tava excitado demais.
—Não é justo! Você passou o dia inteiro me provocando! — reclamou tasty, não sem razão.
—Era uma brincadeira, tasty! Me solta!
—Até o garoto da locadora pôde te tocar! E o da sapataria…! —Meu Deus! Mas eu não consigo!
Angélica empurrou ele pra baixo pra se soltar dos braços dele. Mas o preço disso foi afundar o rosto dele de novo nos peitões dela.
—Eles quase não me tocaram!
—Eles não têm isso — e soltando ela, abaixou a calça do pijama e mostrou o pauzão, mais duro do que nunca.
—Por favor, ele vai nos ouvir.
—Diz que não quer tocar nele, que não quer ele dentro de você. Diz que não provocou aqueles caras porque tá morrendo de vontade de uma coisa, de uma única coisa.
Ele esfregava a pica na perna dela, tentava abrir caminho até a calcinha fio-dental, puxar pra baixo. Angélica evitava ele toda hora. Mas parecia adorar aquele jogo de gato e rato. Finalmente ele conseguiu ficar por cima, mas ela não abria as pernas.
—Me deixa, tiazinha. Você chupou o pau do diretor. Tem que me deixar. Senão vou contar pro tio.
Ela hesitou. Então vi ela abaixar a calcinha fio-dental. E respondeu:
—Só um pouquinho. É tão grande que não quero que meta até o fundo.
—Ah, meu Deus! Valeu!
No começo foi devagarzinho. Angélica foi abrindo mais e mais as pernas. E meu sobrinho foi se animando.
—Meu Deus! Você tá me fodendo! Vai me destruir!
A metida foi ficando cada vez mais contínua, violenta. Minha mulher devia estar cada vez mais molhada e aquele pedaço de pepino entrava cada vez mais fundo.
—Quer que eu pare, tia?
—Parar? Nãooooo! Continua! Continua!
Ele continuou. Sem parar. Com um vigor e uma resistência que me deixaram pasmo.
—Tô te machucando, tia?
—Sim!!!! Mas continua, continua!!! Me fode, Júlio!!!!
Minha mulher gozou. Um orgasmo que fez o quarto tremer. Não dava pra esperar que eu não ouvisse aquilo da nossa suíte. Me retirei pro meu quarto. Já tinha visto o suficiente. E curiosamente fui embora feliz. Porque não estávamos em julho, e sim em março. E porque Júlio era eu.
Naquela manhã, Angélica e eu finalmente fizemos. Tava tão excitado que me joguei nela meio dormindo. Ela acordou, claro. E se deixou levar, como sempre fazia comigo, porque nunca me negava nada. Tava dentro dela, dando o meu, o dela, o nosso. Toda minha fúria tava solta. O pivete tinha despertado a besta que eu carregava dentro.— Amor, o que que tem? Você não parece você.
Meus lábios devoravam a boca dela, meus dedos percorriam o corpo dela com uma violência fora do comum. Sabia que quando ficava assim, gozava até mais rápido que o normal, mas tava pouco me lixando. Sabia que tava mordendo os peitos dela, o pescoço. Sabia que tava beliscando. Mas não tava nem aí. Aqueles dias tinham sido um inferno. E agora o demônio era eu.
Aí, sei lá por que, olhei pra porta. E vi ela entreaberta e… juro! Sim! O tasty tava nos olhando.
Fiz que não vi e continuei no meu rumo. Apesar do meu tamanho menor, Angélica tava molhada, muito molhada, e meu amigão chegava em todo canto com uma desenvoltura que eu nem conhecia.
— Mas, Julio… que… que… — ela gemia. Não acreditava, e eu também não.
Atento sem dar bola pro tasty, aguentei mais, muito mais do que de costume. E Angélica, como sempre, deu o melhor de si. Tudo e mais um pouco. E quando finalmente gozei, agarrado na bunda dela como se minha vida dependesse disso, ela também gozou, quase junto, comigo, debaixo de mim. Brilhando de suor e desejo. Sem fôlego, olhei pra porta: o tasty já tinha ido embora.
Minha irmã Pilar, falava sem parar. Tava toda feliz com a expulsão dos dois valentões. Perguntou se o tasty tinha se comportado bem naqueles dias.
— Muito bem.
— Demais! — completou Angélica.
— Tanto que fez companhia pra gente. Fizemos umas paradas juntos.
— Ver filmes — finalizou o tasty.
— Trocar experiências.
— E nos abrir! — destacou Angélica.
— Além disso, estudou pra caramba — eu ressaltei.
— É, aprendi um monte de coisa, mãe — admitiu o próprio tasty, sem mentir. verdade.
– Então a gente pensou que ela poderia vir mais vezes. Todo fim de semana ou a cada quinze dias. Se a tasty achar legal – eu coloquei na mesa.
– Pra mim tá de boa, mãe.
– Se o garoto estudar... – Pilar condicionou.
– Vou estudar, vou trabalhar pra caralho. Quase não vou sair dessa casa, mãe.
– Por mim, adorada – confessou minha mulherzinha.
– Bom, a gente vê.
E a gente viu. A gente viu e nos vimos os três com muito mais frequência. Agora a tasty até passa as férias com a gente. E nosso casamento voltou a subir de novo. É verdade que eu e a Angélica continuamos sem falar de sexo, das nossas relações. Mas a gente voltou a estar no topo da onda e economizamos uma grana em psicólogos, conselheiros conjugais e toda essa merda. Inclusive amanhã vamos ver uma empresa porque quero projetar a nova sede deles. Pedi pra Angélica me acompanhar. Acho que a postura dela pode ajudar pra caralho nas negociações. No fim das contas, a tasty era o que a gente precisava: algo tão simples quanto um novo ponto de vista.
8 comentários - Sobrinho nerd e as aparências que enganam. Final
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