Nos despedimos na porta de casa. Depois de anos de felicidade, aquela separação já era cantada. Fina e eu nos conhecemos jovens, casamos jovens, não tivemos filhos e os anos, a convivência e a certeza da minha parte de que podia encontrar algo melhor, nos levaram a essa separação. Eu via a Fina fudida, mas no fundo já dava pra ver que ia rolar, era questão de tempo. Sentia por ela, tão caretona, ia demorar pra se recompor, mas o tempo cura tudo.
– Bom, Paco – disse a Fina – fico tão feliz que a gente continue como amigos. Sinto muito te perder, mas com certeza prefiro te perder como marido do que como amigo e alguém importante na minha vida.
– Penso o mesmo – falei seguro pra Fina.
– Só uma coisa – me interrompeu a Fina – já que cada um fica com suas coisas, me devolve meu celular e eu te devolvo o seu. Assim, no fundo, fico com um pedaço de você – e me deu uma piscadinha.
Era verdade, eu adoro essas maquininhas. Quando a Fina trocou de operadora, a companhia tinha dado o último iPhone pra ela e, num gesto típico de casal, ela me passou ele e ficou com meu modelo antigo. Na hora, me deu uma certa pena devolver, mas fazer o quê? O que era um iPhone perto do que me esperava daqui pra frente? Fina era bonitinha, só isso, não se destacava. Fina era um tédio na cama, Fina não tinha papo, Fina não era muito esperta. Fina não era nada mal, mas eu mereço mais, muito mais.
Me despedi dela e fui pra minha nova casa.
Nas primeiras semanas, saí com meus amigos solteirões e quarentões, todos aqueles que eu tinha inveja há meses agora me tinham no time. As risadas eram constantes e as bebedeiras não paravam. Entre uma bebedeira e outra, entrei em contato com aquelas minas que, durante anos, claramente queriam me levar pra cama. Maria José, aquela que insistia pra gente jantar. Yolanda, aquela ex-colega de trabalho que vivia me dizendo pra ligar pra ela e... Nos víssemos mais, a Ana, amiga da Fina, que nunca tirava os olhos de mim, a Cátia, recepcionista da minha empresa, que sempre ficava comigo até o fim tomando cerveja. Por algum motivo que ainda não entendo direito, nem a Maria José, nem a Yolanda, nem a Ana, nem a Cátia queriam nada além de jantar, se encontrar, tomar uma cerveja ou saber que eu estava bem. De foder, nem puta ideia.
No começo, não sentia falta da Fina. Como ia sentir, se estava me divertindo pra caralho? Conforme os meses passavam, e como costuma acontecer nessas ocasiões, depois da euforia de estar solteiro, comecei a não parar de pensar na Fina. Na real, ainda estava apaixonado por ela e tinha me precipitado ao terminar. Sentia falta do sorriso dela, do estilo de se vestir, dos gemidinhos quando gozava, dos comentários na hora do jantar, dos raciocínios dela, sentia falta do meu iPhone. Conforme combinamos, não tínhamos contato pra facilitar as coisas. Ela continuava na casa dela/nossa, que os pais dela compraram quando casamos, um chalé bonito na saída de Valladolid, e eu no apartamento de solteiro que meu pai comprou antes de eu casar com a Fina. O único contato que mantinha com a Fina era que, ao trocar de celular, não tinha removido o sistema de compartilhar fotos e vídeos no iCloud. E as fotos que ela ia tirando, e através dessas fotos que apareciam no meu celular, eu ia vendo o que ela fazia da vida. Vi que tinha ido pra Galícia com as amigas, vi também que tinha cortado o cabelo, vi que tinha ido esquiar, e um dia vi um vídeo em que alguém gravava a Fina enquanto ela se masturbava. A cara dela era de prazer, estava de pernas abertas, apoiada na nossa cabeceira, esfregando a buceta com força com uma mão, e com a outra fazia gestos pro câmera parar de gravar.
— Apaga, idiota, e vem — ouvi ela dizer no vídeo.
O câmera não largou o brinquedo até a Fina se contorcer de prazer no meio de um orgasmo. O celular apontou pro chão e a gravação acabou.
— Filha da puta. Caralho, a filha da puta dessa vagabunda tava dando pra alguém. Ela tão tranquila, tão conservadora, tão acabada e na real tão puta. Ela tá dando pra outro, ela tá dando pra outro, ela tá dando pra outro e eu não preciso saber quem é.
Durante semanas fiquei olhando meu celular uma hora e outra, mas nenhuma das fotos ou vídeos que carregavam dava qualquer pista. Pensei em ligar pra ela, mas não era uma boa ideia. Pensei em ir vê-la, mas a ideia era pior. Pensei em contratar um detetive, mas Deus sabia quanto custava aquilo.
A luz acendeu um dia que no meu escritório disparou o alarme de incêndio. Enquanto evacuávamos o escritório, lembrei do alarme que colocamos em casa, na minha ex-casa, aquele alarme gravava por movimento quando você ligava ou por movimento o dia todo. Quando voltei ao escritório, procurei as senhas do alarme e entrei no aplicativo. Lá só tinha um par de vídeos de duas ocasiões em que minha ex-sogra tinha entrado em casa e esquecido de desligar o alarme, mas nada de nada no fundo. Mudei a configuração pra gravar todos os cômodos onde houvesse movimento, estivesse ligado ou não. Ia ser um saco, porque mesmo que a Fina morasse sozinha, ou eu achava que sim, iam ter muitos vídeos e ou eu ia apagando ou o disco rígido ia encher em nada.
Os primeiros dias os vídeos não traziam nada, mas no domingo, estando em casa depois de almoçar com meus pais, entrei de casa no aplicativo. Ia abrindo um e outro vídeo e apagando conforme via que nada acontecia. Fina entrava no banheiro, Fina saía de casa, Fina voltava, Fina cozinhava, Fina deitava pra tirar um cochilo, Fina falava no telefone, Fina tomando banho, Fina saindo de casa e eu apagando tudo até que Fina entrou no vídeo em casa, o relógio do vídeo marcava que tinha sido gravado. Fina entrava com a amiga Ana, Fina vestia o mesmo vestido de noite que quando saiu de casa, mas com cara de ter bebido umas quantas. No hall de entrada, Fina e Ana começaram a se beijar, eu não acreditava, estava simplesmente em choque. Não podia imaginar que quem tinha gravado minha mulher era outra mulher. Aquilo tava ficando bom. Ana e Fina subiram pro quarto entre beijos, mordidas, mãos e gemidos, se pelaram tirando a roupa. Lá estava eu vendo tanto minha Fina quanto a que eu achava que era minha Ana, peladas, chupando os peitos uma da outra e passando as mãos nas bucetas delas. Coloquei os alto-falantes do notebook no máximo e minha libido foi lá em cima quando ouvi minha ex-mulher e a amiga dela, Ana, gemendo. Ana tava de pernas abertas na nossa cama enquanto minha Fina, de joelhos e com a bunda empinada, comia a buceta da amiga. Eu tava no limite, me masturbava com prazer, meu pau vibrava na minha mão enquanto minha mulher comia a buceta daquela puta que se contorcia na nossa cama. Minha mão parou de repente quando vi na tela do meu computador um preto de mais de dois metros entrar no quadro como se tivesse saído do nada, pegou o pau imenso dele e, de uma só vez, enfiou na buceta da minha mulher. Fiquei de boca aberta, a mão parou e não acreditava no que via. O preto pegou minha mulher pela cintura e acelerou a bombada. De vez em quando, minha mulher tirava a cabeça da buceta da amiga e gemia de prazer. Eu não acreditava, meu pau tava explodindo, voltei a me masturbar com raiva, minha mulher gemia e gemia, o preto bufava e bombava, Ana gritava, Fina chupava, Ana se contorcia, Ana implorava pra não esquecer a buceta dela e continuar chupando. Eu gozei, o preto também gozou, Ana gozou e minha mulher pedia mais. O vídeo continuava e continuava; na real, depois do que vi, já não importava mais. Tanto Ana quanto Fina se beijavam com carinho enquanto o preto se recuperava e sumia do quarto.
Continuei observando as gravações da minha ex-casa. Nunca acontecia nada durante a semana, mas toda vez que chegava o fim de semana, minha casa virava uma orgia sem parar. Poucos eram os sábados em que os que a Fina chegava só com um acompanhante. Nos meses seguintes, todo sábado era um espetáculo pros meus olhos. Parei de sair com meus amigos pra poder, de vez em quando, revisar os vídeos que iam sendo gravados da minha mulher. Enquanto eu me acabava na punheta, minha mulher era possuída por amigas, amigos, desconhecidos. Nunca imaginei que veria minha mulher amarrada numa cama, ou sendo penetrada por duas pessoas ao mesmo tempo, ou sendo selvagemente sodomizada enquanto chupava a rola ou a buceta de outra pessoa. Era evidente que a vida social da minha Fina tinha passado dos jantares chatos com nossos amigos de sempre pra noites de vinho e rosas, com a cereja do bolo de uma sessão de sexo sem limites toda vez que voltava pra casa. Minha vida se resumia a me masturbar vendo ela gozar.
O ciúme me corroía, cada sábado que chegava minha dor era maior, assim como minha excitação, eu não via a hora de ver como minha mulher se acabava de um jeito que nunca tinha feito comigo.
Um sábado à tarde, por acaso, esbarrei nela. Fazia um ano da nossa separação. Não tínhamos nos visto desde então. A gente se cumprimentou, os dois estavam muito sem graça. Convidei ela pra um café, o café durou umas duas horas, convidei pra jantar, o jantar foi bem gostoso. Caímos num restaurante daqueles de luz baixa e ficamos conversando e conversando.
— Pois é, Paco, a vida tá sendo muito monótona sem você — ela disse.
— A minha também não acho que seja melhor — falei, sem saber o que pensar.
— Sinto muito sua falta, mas acho que fizemos o melhor — suspirou Fina.
— Sei lá, Fina, a distância talvez esteja colocando as coisas no lugar, pensa nisso — falei, desejando que ela pensasse mesmo.
Terminamos de jantar e acabamos tomando uns drinks, fazia anos que não fazíamos isso e, pra ser sincero, a gente se embebedou pra caralho. Passamos a noite inteira rindo, trocando beijinhos, pegando nas mãos um do outro, nos olhando nos olhos e esquentando. Eu pensei que naquela noite ia comer ela, mas quando levei ela até nossa casa e esperando entrar, Fina me parou, botando A mão dela no meu peito e ela disse:
— Paco, adoraria que você passasse a noite comigo, mas acho que não é uma boa ideia, é meio precipitado.
Não acreditei, a filha da puta tinha comido meio Valladolid e agora me dizia que não era uma boa ideia. Não reclamei muito, obviamente ela estava no ponto, dava pra esperar.
Cheguei em casa apressado, meu pau vibrava e eu precisava macetar ela, com um pouco de sorte pegaria ela se trocando. Cheguei em casa em meia hora, liguei o PC, conectei o aplicativo e fiquei chocado quando na tela vi a Fina de quatro, um cara que me era familiar de pé aos pés da nossa cama segurando ela pelos quadris e fazendo ela gritar com os movimentos da cintura. A filha da puta estava sendo sodomizada por um colega de trabalho dela. Conhecia o filho da puta, tinha jantado em casa com a mulher dele e agora estava comendo a minha, que meia hora antes tinha me rejeitado. A foda foi longa pra caralho, a Fina uivava enquanto o amante daquela noite, de joelhos atrás dela, segurava pelos ombros e puxava ela pra perto. Fina irradiava safadeza e o colega de trabalho dela se aproveitava, arrombando o cu dela do jeito que queria. Gozamos os três ao mesmo tempo. Fina, o amante dela e eu.
Era muito interessante ver o que acontecia depois das gozadas da Fina. Às vezes ela tomava uma taça na sala com o(s) amante(s), outras vezes despachava eles. Às vezes taça, boquete e pra casa. Às vezes taça, foda no meu sofá e pra casa. Às vezes taça e 69. Sempre tinha alguma coisa. O que sempre se repetia era a minha Fina enfiando um pretão de borracha no cu, já sozinha, antes de dormir. Nunca imaginei ela assim. Nem quando namorávamos e ela pedia pra apagar a luz pra fazer amor, ou quando na nossa noite de núpcias ela quis tirar o vestido sozinha no banheiro. Nunca teria acreditado que ia ver minha mulher, por um buraquinho, enfiar um negócio daqueles e ainda por cima no cu.
Os meses passaram, Fina a cada dia dava um passo pra trás, não era Raro ver como colocavam prendedores nos mamilos, como amarravam ela na cama, ou como eram dois que passavam pela cama dela.
Seis meses depois, no casamento de um amigo, a gente se reencontrou. Obviamente não sentaram a gente junto, mas já nos primeiros drinks, nós dois dedicamos 100% do nosso tempo um ao outro. Os drinks iam descendo, a história se repetiu, do casamento fomos pra um bar, do bar fomos pra outro e quando já não aguentávamos mais, eu levei ela pra casa de novo. De novo, só tinha na minha mente curtir minha mulher, fazer ela gozar como toda a gente que durante meses tinha fodido minha mulher tinha feito ela gozar. De novo, Fina colocou a mão no meu peito na entrada da casa dela/nossa.
– Paco, que isso. Não, não seria uma boa ideia – ela me disse.
– Como assim não? – eu falei.
– Não, Paco, não pode ser – ela disse.
– Tô afim de passar a noite com você.
– Paco, seria um erro, além disso, eu gozo mais com você agora do que quando você me comia.
– Como é que é?
– Não tem comparação, Paco, não tem comparação. Eu gozo muito mais fundo quando sei que você tá me olhando do que quando fodo na casa de alguém. Por que você acha que costumo brincar em casa? Me sentindo observada, sinto você comigo, e isso me atinge. Eu curto mais com você agora do que nunca. E eu tenho que te deixar, porque daqui a pouco vão chegar uns amigos aqui em casa. Se você se apressar, ainda dá tempo de chegar em casa. Me promete que vai bater uma pensando em mim.
– Bom, Paco – disse a Fina – fico tão feliz que a gente continue como amigos. Sinto muito te perder, mas com certeza prefiro te perder como marido do que como amigo e alguém importante na minha vida.
– Penso o mesmo – falei seguro pra Fina.
– Só uma coisa – me interrompeu a Fina – já que cada um fica com suas coisas, me devolve meu celular e eu te devolvo o seu. Assim, no fundo, fico com um pedaço de você – e me deu uma piscadinha.
Era verdade, eu adoro essas maquininhas. Quando a Fina trocou de operadora, a companhia tinha dado o último iPhone pra ela e, num gesto típico de casal, ela me passou ele e ficou com meu modelo antigo. Na hora, me deu uma certa pena devolver, mas fazer o quê? O que era um iPhone perto do que me esperava daqui pra frente? Fina era bonitinha, só isso, não se destacava. Fina era um tédio na cama, Fina não tinha papo, Fina não era muito esperta. Fina não era nada mal, mas eu mereço mais, muito mais.
Me despedi dela e fui pra minha nova casa.
Nas primeiras semanas, saí com meus amigos solteirões e quarentões, todos aqueles que eu tinha inveja há meses agora me tinham no time. As risadas eram constantes e as bebedeiras não paravam. Entre uma bebedeira e outra, entrei em contato com aquelas minas que, durante anos, claramente queriam me levar pra cama. Maria José, aquela que insistia pra gente jantar. Yolanda, aquela ex-colega de trabalho que vivia me dizendo pra ligar pra ela e... Nos víssemos mais, a Ana, amiga da Fina, que nunca tirava os olhos de mim, a Cátia, recepcionista da minha empresa, que sempre ficava comigo até o fim tomando cerveja. Por algum motivo que ainda não entendo direito, nem a Maria José, nem a Yolanda, nem a Ana, nem a Cátia queriam nada além de jantar, se encontrar, tomar uma cerveja ou saber que eu estava bem. De foder, nem puta ideia.
No começo, não sentia falta da Fina. Como ia sentir, se estava me divertindo pra caralho? Conforme os meses passavam, e como costuma acontecer nessas ocasiões, depois da euforia de estar solteiro, comecei a não parar de pensar na Fina. Na real, ainda estava apaixonado por ela e tinha me precipitado ao terminar. Sentia falta do sorriso dela, do estilo de se vestir, dos gemidinhos quando gozava, dos comentários na hora do jantar, dos raciocínios dela, sentia falta do meu iPhone. Conforme combinamos, não tínhamos contato pra facilitar as coisas. Ela continuava na casa dela/nossa, que os pais dela compraram quando casamos, um chalé bonito na saída de Valladolid, e eu no apartamento de solteiro que meu pai comprou antes de eu casar com a Fina. O único contato que mantinha com a Fina era que, ao trocar de celular, não tinha removido o sistema de compartilhar fotos e vídeos no iCloud. E as fotos que ela ia tirando, e através dessas fotos que apareciam no meu celular, eu ia vendo o que ela fazia da vida. Vi que tinha ido pra Galícia com as amigas, vi também que tinha cortado o cabelo, vi que tinha ido esquiar, e um dia vi um vídeo em que alguém gravava a Fina enquanto ela se masturbava. A cara dela era de prazer, estava de pernas abertas, apoiada na nossa cabeceira, esfregando a buceta com força com uma mão, e com a outra fazia gestos pro câmera parar de gravar.
— Apaga, idiota, e vem — ouvi ela dizer no vídeo.
O câmera não largou o brinquedo até a Fina se contorcer de prazer no meio de um orgasmo. O celular apontou pro chão e a gravação acabou.
— Filha da puta. Caralho, a filha da puta dessa vagabunda tava dando pra alguém. Ela tão tranquila, tão conservadora, tão acabada e na real tão puta. Ela tá dando pra outro, ela tá dando pra outro, ela tá dando pra outro e eu não preciso saber quem é.
Durante semanas fiquei olhando meu celular uma hora e outra, mas nenhuma das fotos ou vídeos que carregavam dava qualquer pista. Pensei em ligar pra ela, mas não era uma boa ideia. Pensei em ir vê-la, mas a ideia era pior. Pensei em contratar um detetive, mas Deus sabia quanto custava aquilo.
A luz acendeu um dia que no meu escritório disparou o alarme de incêndio. Enquanto evacuávamos o escritório, lembrei do alarme que colocamos em casa, na minha ex-casa, aquele alarme gravava por movimento quando você ligava ou por movimento o dia todo. Quando voltei ao escritório, procurei as senhas do alarme e entrei no aplicativo. Lá só tinha um par de vídeos de duas ocasiões em que minha ex-sogra tinha entrado em casa e esquecido de desligar o alarme, mas nada de nada no fundo. Mudei a configuração pra gravar todos os cômodos onde houvesse movimento, estivesse ligado ou não. Ia ser um saco, porque mesmo que a Fina morasse sozinha, ou eu achava que sim, iam ter muitos vídeos e ou eu ia apagando ou o disco rígido ia encher em nada.
Os primeiros dias os vídeos não traziam nada, mas no domingo, estando em casa depois de almoçar com meus pais, entrei de casa no aplicativo. Ia abrindo um e outro vídeo e apagando conforme via que nada acontecia. Fina entrava no banheiro, Fina saía de casa, Fina voltava, Fina cozinhava, Fina deitava pra tirar um cochilo, Fina falava no telefone, Fina tomando banho, Fina saindo de casa e eu apagando tudo até que Fina entrou no vídeo em casa, o relógio do vídeo marcava que tinha sido gravado. Fina entrava com a amiga Ana, Fina vestia o mesmo vestido de noite que quando saiu de casa, mas com cara de ter bebido umas quantas. No hall de entrada, Fina e Ana começaram a se beijar, eu não acreditava, estava simplesmente em choque. Não podia imaginar que quem tinha gravado minha mulher era outra mulher. Aquilo tava ficando bom. Ana e Fina subiram pro quarto entre beijos, mordidas, mãos e gemidos, se pelaram tirando a roupa. Lá estava eu vendo tanto minha Fina quanto a que eu achava que era minha Ana, peladas, chupando os peitos uma da outra e passando as mãos nas bucetas delas. Coloquei os alto-falantes do notebook no máximo e minha libido foi lá em cima quando ouvi minha ex-mulher e a amiga dela, Ana, gemendo. Ana tava de pernas abertas na nossa cama enquanto minha Fina, de joelhos e com a bunda empinada, comia a buceta da amiga. Eu tava no limite, me masturbava com prazer, meu pau vibrava na minha mão enquanto minha mulher comia a buceta daquela puta que se contorcia na nossa cama. Minha mão parou de repente quando vi na tela do meu computador um preto de mais de dois metros entrar no quadro como se tivesse saído do nada, pegou o pau imenso dele e, de uma só vez, enfiou na buceta da minha mulher. Fiquei de boca aberta, a mão parou e não acreditava no que via. O preto pegou minha mulher pela cintura e acelerou a bombada. De vez em quando, minha mulher tirava a cabeça da buceta da amiga e gemia de prazer. Eu não acreditava, meu pau tava explodindo, voltei a me masturbar com raiva, minha mulher gemia e gemia, o preto bufava e bombava, Ana gritava, Fina chupava, Ana se contorcia, Ana implorava pra não esquecer a buceta dela e continuar chupando. Eu gozei, o preto também gozou, Ana gozou e minha mulher pedia mais. O vídeo continuava e continuava; na real, depois do que vi, já não importava mais. Tanto Ana quanto Fina se beijavam com carinho enquanto o preto se recuperava e sumia do quarto.
Continuei observando as gravações da minha ex-casa. Nunca acontecia nada durante a semana, mas toda vez que chegava o fim de semana, minha casa virava uma orgia sem parar. Poucos eram os sábados em que os que a Fina chegava só com um acompanhante. Nos meses seguintes, todo sábado era um espetáculo pros meus olhos. Parei de sair com meus amigos pra poder, de vez em quando, revisar os vídeos que iam sendo gravados da minha mulher. Enquanto eu me acabava na punheta, minha mulher era possuída por amigas, amigos, desconhecidos. Nunca imaginei que veria minha mulher amarrada numa cama, ou sendo penetrada por duas pessoas ao mesmo tempo, ou sendo selvagemente sodomizada enquanto chupava a rola ou a buceta de outra pessoa. Era evidente que a vida social da minha Fina tinha passado dos jantares chatos com nossos amigos de sempre pra noites de vinho e rosas, com a cereja do bolo de uma sessão de sexo sem limites toda vez que voltava pra casa. Minha vida se resumia a me masturbar vendo ela gozar.
O ciúme me corroía, cada sábado que chegava minha dor era maior, assim como minha excitação, eu não via a hora de ver como minha mulher se acabava de um jeito que nunca tinha feito comigo.
Um sábado à tarde, por acaso, esbarrei nela. Fazia um ano da nossa separação. Não tínhamos nos visto desde então. A gente se cumprimentou, os dois estavam muito sem graça. Convidei ela pra um café, o café durou umas duas horas, convidei pra jantar, o jantar foi bem gostoso. Caímos num restaurante daqueles de luz baixa e ficamos conversando e conversando.
— Pois é, Paco, a vida tá sendo muito monótona sem você — ela disse.
— A minha também não acho que seja melhor — falei, sem saber o que pensar.
— Sinto muito sua falta, mas acho que fizemos o melhor — suspirou Fina.
— Sei lá, Fina, a distância talvez esteja colocando as coisas no lugar, pensa nisso — falei, desejando que ela pensasse mesmo.
Terminamos de jantar e acabamos tomando uns drinks, fazia anos que não fazíamos isso e, pra ser sincero, a gente se embebedou pra caralho. Passamos a noite inteira rindo, trocando beijinhos, pegando nas mãos um do outro, nos olhando nos olhos e esquentando. Eu pensei que naquela noite ia comer ela, mas quando levei ela até nossa casa e esperando entrar, Fina me parou, botando A mão dela no meu peito e ela disse:
— Paco, adoraria que você passasse a noite comigo, mas acho que não é uma boa ideia, é meio precipitado.
Não acreditei, a filha da puta tinha comido meio Valladolid e agora me dizia que não era uma boa ideia. Não reclamei muito, obviamente ela estava no ponto, dava pra esperar.
Cheguei em casa apressado, meu pau vibrava e eu precisava macetar ela, com um pouco de sorte pegaria ela se trocando. Cheguei em casa em meia hora, liguei o PC, conectei o aplicativo e fiquei chocado quando na tela vi a Fina de quatro, um cara que me era familiar de pé aos pés da nossa cama segurando ela pelos quadris e fazendo ela gritar com os movimentos da cintura. A filha da puta estava sendo sodomizada por um colega de trabalho dela. Conhecia o filho da puta, tinha jantado em casa com a mulher dele e agora estava comendo a minha, que meia hora antes tinha me rejeitado. A foda foi longa pra caralho, a Fina uivava enquanto o amante daquela noite, de joelhos atrás dela, segurava pelos ombros e puxava ela pra perto. Fina irradiava safadeza e o colega de trabalho dela se aproveitava, arrombando o cu dela do jeito que queria. Gozamos os três ao mesmo tempo. Fina, o amante dela e eu.
Era muito interessante ver o que acontecia depois das gozadas da Fina. Às vezes ela tomava uma taça na sala com o(s) amante(s), outras vezes despachava eles. Às vezes taça, boquete e pra casa. Às vezes taça, foda no meu sofá e pra casa. Às vezes taça e 69. Sempre tinha alguma coisa. O que sempre se repetia era a minha Fina enfiando um pretão de borracha no cu, já sozinha, antes de dormir. Nunca imaginei ela assim. Nem quando namorávamos e ela pedia pra apagar a luz pra fazer amor, ou quando na nossa noite de núpcias ela quis tirar o vestido sozinha no banheiro. Nunca teria acreditado que ia ver minha mulher, por um buraquinho, enfiar um negócio daqueles e ainda por cima no cu.
Os meses passaram, Fina a cada dia dava um passo pra trás, não era Raro ver como colocavam prendedores nos mamilos, como amarravam ela na cama, ou como eram dois que passavam pela cama dela.
Seis meses depois, no casamento de um amigo, a gente se reencontrou. Obviamente não sentaram a gente junto, mas já nos primeiros drinks, nós dois dedicamos 100% do nosso tempo um ao outro. Os drinks iam descendo, a história se repetiu, do casamento fomos pra um bar, do bar fomos pra outro e quando já não aguentávamos mais, eu levei ela pra casa de novo. De novo, só tinha na minha mente curtir minha mulher, fazer ela gozar como toda a gente que durante meses tinha fodido minha mulher tinha feito ela gozar. De novo, Fina colocou a mão no meu peito na entrada da casa dela/nossa.
– Paco, que isso. Não, não seria uma boa ideia – ela me disse.
– Como assim não? – eu falei.
– Não, Paco, não pode ser – ela disse.
– Tô afim de passar a noite com você.
– Paco, seria um erro, além disso, eu gozo mais com você agora do que quando você me comia.
– Como é que é?
– Não tem comparação, Paco, não tem comparação. Eu gozo muito mais fundo quando sei que você tá me olhando do que quando fodo na casa de alguém. Por que você acha que costumo brincar em casa? Me sentindo observada, sinto você comigo, e isso me atinge. Eu curto mais com você agora do que nunca. E eu tenho que te deixar, porque daqui a pouco vão chegar uns amigos aqui em casa. Se você se apressar, ainda dá tempo de chegar em casa. Me promete que vai bater uma pensando em mim.
10 comentários - La monotona vida de mi exmujer
gracias