Una peculiar familia 16

CAPÍTULO XVI

Minha mãe tinha herdado da mãe dela um baita repertório de ditados e, mesmo assim, acho que também fazia suas próprias contribuições, adicionando por conta própria os que achava oportunos conforme o momento e a ocasião, que automaticamente viravam parte da coleção particular dela de frases e sentenças curtas. E tenho que admitir que, até as que pareciam mais absurdas, acabavam sendo grandes verdades. Por exemplo, ela dizia: "Se quer encontrar alguma coisa, procura outra diferente". Quem nunca ficou louco procurando em vão por algo específico e, depois de um tempo, acabou encontrando quando já não estava mais procurando?

Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo naquela noite. Procurando uma coisa, me deparei com outra; e essa outra acabou me dando o que eu procurava quando já não estava mais procurando.

A verdade é que a cena que eu tinha presenciado me deixou tão excitado que mal aguentei sem foder a Barbi no próprio corredor, antes de chegar no meu quarto. E se não fosse por ela, até teria esquecido da porra da camisinha.

Como a Barbi também tava tão incandescente quanto eu, a primeira transa não precisou de nenhum pré-requisito e a gente finalizou em questão de minutos. Foi tão rápido que quase nem curtimos a parada; foi tipo um desabafo de emergência que, embora tenha acalmado nossos ânimos alterados, não deixou nenhum de nós dois devidamente satisfeito. Era óbvio que precisava de um segundo round e decidi levar com mais calma e aproveitar como merecia o fato de, finalmente, estar a sós com uma das gêmeas sem a presença inevitável da outra.

— Cati e você são lésbicas? — comecei a investigar a questão que mais me interessava esclarecer.

— Não somos — respondeu categórica —; mas, na falta de homens, de algum jeito a gente tem que se consolar, né?

— Na falta de homens? Por acaso papai e eu somos dois bonecos?

— Papai já tem o suficiente com a mamãe e você vive sempre enroscado com a Dori e com Deus sabe mais quem.

— Qualquer um que Se ouvir ele, ia dizer que eu e o papai passamos o dia inteiro transando.
— Pra merda que vocês tão...

Não é à toa que meu pai dizia que mulher adora exagerar e é capaz de transformar a piscina mais ridícula no maior dos oceanos. "Por isso, meu filho — ele me aconselhava —, só temos duas opções: ou ignorar ou entrar na onda. Qualquer coisa, menos contradizer."

Resolvi pegar o meio-termo.

— Me surpreende que, com esses corpos gostosos que Deus deu pra vocês, Cati e você não tenham um monte de caras atrás na rua.

— Na rua? — Barbi me olhou como se eu tivesse acabado de acusá-la do crime mais horrível —. Pelo amor de Deus, nem me fala da rua. São tudo uns tarados.

Não acho que, em casa, os dois únicos homens que moravam lá fossem exatamente uns santos; mas aqui eu segui a regra de não contradizer.

— Tem razão. Todos tão atrás da mesma coisa, né?

— Todos, absolutamente todos — confirmou, já mais relaxada, satisfeita por ver que eu concordava totalmente com ela —. E alguns procuram tanto e com tanta vontade, que acabam achando. E é aí que o problema aparece.

Esperei um pouco pra ver se ela explicava melhor; mas, vendo que não parecia disposta a esclarecer, incentivei:

— Qual é exatamente o problema?

— O problema é que todos os homens são iguais — a generalização me irritou um pouco, mas deixei ela continuar —. A gente, mais ou menos, se entrega por amor e, em compensação, os homens só pensam no deles. Depois que conseguem o que querem, te largam e nem lembram mais... E no caso de Cati e eu, por sermos gêmeas, os problemas são ainda maiores.

— O que uma coisa tem a ver com a outra?

— Não adivinha?

— Sinceramente, não.

— Ah, é bem claro. Como nós duas somos exatamente iguais, quem experimenta uma já não quer saber de nenhuma das duas, e todo mundo acaba dizendo que é complicado se comprometer. com nenhuma de nós, porque nunca vão saber se estão com uma ou com a outra.

— Decididamente, os caras da rua são uns otários — concluí, para a maior satisfação pessoal dela. E, na sequência, completei —: Eu, no entanto, vejo isso mais como uma vantagem.

— O teu caso e o do papai são diferentes. Vocês sabem perfeitamente quem sou eu e quem é a Cati.

— O que, pra mim, e suponho que também pro papai, não impede que a gente ame vocês duas por igual.

Como com tanta conversa eu já tinha me recuperado completamente, comecei a preparar o terreno de novo. Pra não fugir do esquema, meu primeiro alvo foram os peitos dela. Eram só dois, como é normal em toda mulher; mas, que duas gêmeas as gêmeas tinham! Já disse isso outras vezes e acho que vou repetir até a exaustão: por não sei que conflito estranho de personalidade, a primeira coisa que me chamava a atenção em qualquer mulher eram os peitos. Quando estão vestidas, adoro como eles se destacam sob o tecido; quando estão nuas, me encanta aquele aspecto de coisa macia e mimosa que eles têm.

Pra mim, cada um mostra mais interesse pelo que não tem do que pelo que já possui. Porque, depois dos peitos, o que mais me atraía nas mulheres era a buceta, não só pelo prazer que é capaz de proporcionar, mas pelas formas em si, tão diferentes das dos homens. Ver o pau do meu pai não me causava a menor sensação, por mais duro e empinado que estivesse; no entanto, uma buceta... Até em foto me emocionava.

A Barbi, assim como a Cati, tinha ambos os atributos dos sonhos. Os peitos dela (nem peitinhos nem peitonas) pareciam feitos de um material especial. Eram levemente pontudos, meio altivos, e essa sensação ficava ainda mais acentuada quando os mamilos ficavam duros, atitude que logo assumiam com um mínimo de atenção. Ao acariciá-los, tinha a vaga impressão de que meus dedos derretiam junto com eles. Aquele formigamento incomparável que sentia, ao roçá-los... Com as palmas das minhas mãos, bastava para reavivar tudo o que em mim era suscetível de ser reavivado. E o mais maravilhoso de tudo é que a Barbi sentia o mesmo que eu, com o que o prazer se multiplicava.

A Barbi era franca e espontânea e não enrolava na hora de mostrar suas emoções. Sabia muito bem o que queria e, se não ganhava ou não ganhava direito, pedia sem frescura.

— Tenho um desejo muito especial — sussurrou no meu ouvido como se fosse um segredo.

— Se estiver ao meu alcance realizar, você sabe que pode contar comigo.

— Não está nas suas mãos, e sim na sua boca — explicou com um sorriso malicioso, que queria passar por inocente mas claramente era provocante.

— Qual é esse desejo? — aguçou minha curiosidade.

— Nunca ninguém comeu minha bucetinha e eu queria experimentar como é.

— Mas esse não é só seu desejo. Também é o meu.

Acho que, talvez como em tudo mas nesses casos ainda mais, não há nada melhor do que realizar um desejo compartilhado. As bucetinhas das gêmeas, pois nem nisso dava pra notar muita diferença, eram pequenininhas mas bem gostosas. Como as duas gostavam de deixá-las sempre bem depiladas e limpas, e até perfumadas, chupar qualquer uma delas era como comer uma mariscada. Os lábios maiores não deixavam a menor brecha para os menores, então pareciam uma boca pequena mas carnuda. E embora, por razões óbvias, vou deixar os plurais de lado e falar só do caso da Barbi, tudo o que eu disser vale também pra Cati.

No estado natural, a vulva da Barbi era mais rosadinha; mas quando esse estado deixava de ser tão natural, aí ganhava um tom arroxeado, tanto mais escuro quanto menos natural era o estado. Mas se a gente afastava aquelas pestanas deliciosas que davam forma ao conjunto, debaixo encontrava de novo a mesma cor rosada na portinha. Não sabia quantas vezes nem por quantos intrusos aquela fortaleza tinha sido invadida, e também não tava nem aí. em excesso; o melhor de tudo é que ela tinha uma aparência puramente virginal, embora eu soubesse muito bem que pureza e virgindade brilhavam pela ausência. E é que, já que as coisas quase nunca são como são, mas como a gente quer que sejam, era mais sugestivo pra mim pensar que estava entrando num território só meu. Pelo menos, já era um estímulo e tanto dar como certo que minha boca era a primeira a se aventurar por recantos tão suculentos.

Me dediquei de verdade, colocando o melhor da minha arte no esforço. Tamanha sutileza bem que merecia o trabalho, ainda mais sendo uma encomenda. Minha língua não deu conta até que o tímido clitóris resolveu finalmente sair da casca, e aí começou o gemido da Barbi, que, mesmo que não fosse a primeira vez que uma língua se metia no mais íntimo dos seus assuntos, fingia muito bem que era.

— Ai, Quinito, que coisa tão yummy!

Na verdade, ela não estava errada. Aquela bucetinha quase infantil tinha um docinho que eu nunca tinha sentido em outras. Era pura guloseima, e eu saboreava como tal.

— Quinito, vou gozar!

Como era disso que se tratava, intensifiquei ainda mais o ataque, e uma abundância súbita de fluidos me indicou que o aviso não era brincadeira e que, de fato, a Barbi estava se derretendo de prazer. Novos sabores inundaram minhas papilas gustativas, todos agradáveis, embora o docinho inicial se perdesse um pouco e o resultado final ficasse mais salgado. O biquinho do clitóris já se mostrava sem nenhum pudor e, sabendo o quão sensível podia ficar em momentos tão cruciais, reduzi a força das minhas lambidas pra não transformar em incômodo o que eu só queria que fosse prazeroso.

E a Barbi, fiel ao seu espírito reivindicativo, me indicou por sinais, porque a fala ela já tinha quase perdido, que tinha chegado a hora de partir pra questões maiores ou, em outras palavras, de abandonar a técnica subsidiária do cunnilingus e passar pro método tradicional do que é, de fato, a essência de uma transa de verdade. O que popularmente se chama de "meter no pelo", saca.

Meu pau tava exultante, mais louco do que nunca pra cumprir a missão mais alta que tinha que realizar. A Barbi queria ele todinho dentro e se preparou pra assumir uma posição à altura das ambições dela. "A profunda", minha mãe dizia que chamava; e olha, o nome não podia ser mais apropriado, porque a penetração não podia ser mais total e absoluta, como eu não demoraria a descobrir. A Barbi levantou e abriu as pernas na minha frente, de um jeito que a buceta dela, agora já não tão fechada, se ofereceu num close alucinante quase debaixo do meu nariz. Depois de alguns titubeios diante da novidade, tentando, como sempre, disfarçar ao máximo minha ignorância, não demorei muito pra achar um jeito de me encaixar direitinho na situação inédita que se apresentava. Me posicionei como se fosse fazer flexão de braço, encaixei bem meu pau no dela e, bunda pra cima, bunda pra baixo, comecei a torpedear aquela buceta divina, cujos vestígios ainda estavam na minha língua.

Enquanto eu tava no auge do exercício, a Barbi começou a fazer uns movimentos estranhos com as pernas, que a princípio achei que fossem parte do jogo, mas na real era só pra colocar os pés dela na altura dos meus ombros.

Depois de conseguir o que queria, a buceta da Barbi apertou o cerco no meu pau de um jeito notável; mas as peças estavam bem lubrificadas e a fricção, mesmo mais apertada, continuou rolando com a mesma facilidade. Só que as sensações da Barbi pareceram ficar mais intensas a cada momento, e não demorou pra ela ser sacudida por uma nova onda de prazer descontrolado, que teve o dom de me transmitir todo aquele impulso e fazer eu gozar do jeito mais violento que se possa imaginar.

Só depois que passaram aqueles instantes de glória é que eu me toquei de verdade do trabalho que tinha imaginado que ia alcançar. Nunca antes tinha me visto tão encharcado de suor da cabeça aos pés nem sentido os braços tão doloridos de ter aguentado quase todo o peso do meu corpo. Mas valeu cada segundo. Sem dúvida, foi uma das gozadas mais memoráveis de todas que já aproveitei, e não foram poucas.

Barbi não ficou melhor do que eu. A posição forçada também cobrou seu preço, e ela demorou um bom tempo pra recuperar o fôlego. Mesmo assim, tava sorrindo. E eu, pra não ficar por baixo, mesmo sem muita vontade, também sorri.

Depois que a calma voltou, ela se virou pra mim e me beijou suavemente nos lábios.

— Foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida — declarou. E eu não tive o menor motivo pra duvidar da sinceridade dela.

Barbi se aninhou dengosa do meu lado, apoiando a cabeça na altura do meu ombro e acariciando meu peito com mão de seda. Eu me sentia no paraíso, com aquele corpo quente colado no meu e toda a minha sede saciada. E, como sempre acontecia, fui tomado por uma sensação de ternura e carinho infinitos, já distante de qualquer desejo, que me fez apertá-la nos braços como se temesse que alguém ou algo fosse tirá-la de mim naquele exato instante.

— Acho — murmurou — que agora você vai querer fazer o mesmo com a Cati.

— Agora, não quero e talvez nem conseguiria, mesmo que quisesse, fazer isso com mais ninguém.

— Não tô falando desta noite, mas mais pra frente... Amanhã, por exemplo.

— A Cati parecia bem emburrada quando você veio comigo. Ela também não é sapatão?

— Que mania você tem com essa história de que somos sapatões!

— Vocês nunca se separam e depois do que vi esta noite...

— Já te falei qual é o motivo. Se ninguém nos dá consolo, a gente tem que apelar pra outros métodos, né?

— Pelo que eu saiba, nem a Viki nem a Dori fazem isso.

— A Dori você tem bem atendida, e acho que ela não tem do que reclamar. A Viki, você já sabe, é a Viki.

— Também não é que a Cati e você facilitam as coisas com essa mania de ficar sempre juntas, ignorando todo mundo.
—Não é verdade que a gente ignora todo mundo. Hoje você me quis só pra você e me teve, não foi?
—Você teria feito igual em outras circunstâncias diferentes das desta noite?
—Você já me pediu alguma vez?
—Não achei adequado fazer isso, já que você está sempre com a Cati do lado. Acho que se eu pedir pra qualquer uma de vocês duas, a outra pode se sentir ofendida.
—Você não gosta de fazer com as duas ao mesmo tempo?
—Já fiz duas vezes e não é que tenha desgostado; mas, se quer que eu seja sincero, prefiro curtir vocês uma de cada vez. Você também não curtiu mais?
—Talvez um pouquinho mais. Mas não tem jeito: sinto falta da Cati. A gente tá tão acostumada a compartilhar tudo que não consigo evitar sentir falta dela.
—Então acho que vocês deveriam ir se acostumando a viver a sexualidade de vocês separadas, pelo menos quando tiver um terceiro no meio.

Lá estava eu de novo, dando conselhos pra quem talvez devesse me dar conselhos. Mas minha confiança ia crescendo e eu não só me atrevia a assumir aquele papel de aparente superioridade, como até me sentia cada vez mais convencido de que estava perfeitamente capacitado pra isso e soltava meus conselhos com tanta segurança e firmeza que até surtiam efeito.

Barbi me olhou quase encabulada.
—Você acha mesmo? —perguntou.
—Tenho certeza de que é o melhor pra vocês duas... —afirmei sem hesitar—. Ou pros três, se eu me incluir também.

Não sei que significado exato teve aquele beijo rápido que ela depositou nos meus lábios. Na minha crescente arrogância, me pareceu ver um gesto de admiração.
—Você é o melhor irmão do mundo! —exclamou Barbi, com uma espontaneidade que brotava de dentro dela e se apertando ainda mais contra mim.

Não respondi. Não tendo outros irmãos, era evidente que, no bom e no ruim, eu era único pra ela.

......

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