É irônico como um simples acontecimento na sua vida pode mudar toda a sua visão dela. Fiquei muito tempo sem escrever. Por causa de um rasgo no meu coração; sem grana e sem apoio, só tive que aguentar aquela sensação de bolha no peito. Era como se... como se eu sentisse minha morte chegando.
Sem muito a perder, e sem ninguém pra lembrar de um escritor frustrado, decidi dar uma virada no jeito que via o mundo, a forma como queria viver minha realidade se transformou em algo que só dá pra descrever como surreal. Meu espírito queria emoções mais fortes. E consegui elas, aqui vou só compartilhar uma história que poderia ter acontecido com qualquer um de vocês.
Quando a gente tem vontade de ser artista; tem que manter essa máquina imaginária funcionando, ou seja, nosso trem de pensamento e o de habilidade têm que andar juntos. Mas no meu caso, quando minha mente decolou, algo dentro de mim quebrou. Era como se eu pudesse ver além do espelho que chamam de realidade e contemplar o inferno onde a gente vive. Meu trem descarrilhou. Sem escapatória de uma liberdade tão subjetiva, optei por vencer esse universo com meu próprio punho... Ou, será que devo dizer pinto?
Assim como a pomba branca que voa nos céus e quando morre é triste, a gente tinge de vermelho os panos com que se veste ao cair no nosso abismo, a gente chama isso de tristeza. Bem, foi o que Ela me disse.
A garota de quem vou falar se chama Julieta. É uma mulher encantadora quando você a conhece. Intelectual, com curvas esculpidas pelos gregos antigos, Julieta é o sonho de algum filósofo platônico atual. Como a conheci? Fácil, hoje em dia a internet pode ser uma verdadeira arma pra penetrar nas entranhas da sociedade (de outra forma, como é que você tá lendo isso?). Enfim, bastou procurar algum fórum de temática sexual pra conhecê-la.
Preciso deixar claro que Julieta não é nenhuma puta, nem nada parecido. Ela é mais uma intermediária entre o mundo da Superfície, ao qual a maioria das pessoas pertence, e o Submundo, onde há prazeres a serem descobertos. Onde, por investigação, a prioridade é chegar aos limites da mente.
Minha conversa com Julieta fluiu casual como qualquer riacho de uma floresta. Nos entendemos tão bem que qualquer um que nos visse naquele bar diria que nos conhecemos há anos. Depois de uma hora conversando sobre coisas efêmeras, finalmente começamos o papo pelo qual ambos estávamos ali.
— George — com um gesto suave, ela coloca a mão na minha perna —, você é um garoto novo, uns vinte e quatro anos pelo que vejo, duvido muito que saiba no que está se metendo.
— Julieta, por favor, não passei por tantos problemas para me deixar parar pelo seu simples aviso envolto em persuasão.
— Tenho que admitir que você tem um ponto. Lembre-se: uma vez lá dentro, a única regra é a discrição. Toma. Vá lá no horário marcado e pergunte: “Quem ajudará o filho da bruxa?”
Uma clara referência maçônica, pensei comigo. Quando Julieta me entregou o cartão, com a graça de um felino, saiu da mesa rebolando a bunda apertada debaixo da saia preta que vestia. Era um papel fino com letra de forma, onde vinham umas instruções simples.
O bilhete tinha um endereço e um horário à noite, seguido de um parágrafo: “Aproxime-se da porta e sussurre para o ferro: ‘Quem ajudará o filho da bruxa?’ Depois, espere por mais instruções.”
Tinha que esperar cinco horas para o evento, então fui para casa tomar um banho. Durante o chuveiro, meditei muito sobre o que estava fazendo e se realmente queria aquilo. Então, para reduzir a tensão que fazia vibrar minhas entranhas, comecei a tocar meu pau de leve, sentindo o sangue chegar aos poucos. Minha mente imaginava a bunda nua de Julieta, aquelas nádegas enormes, eretas e firmes, que precisavam ser sacudidas. com as minhas mãos. Mas os peitos apertados na camisa dela eram um espetáculo à parte, dava pra jurar que aparecia um sutiã vermelho-carmim implorando pra ser solto e expor toda aquela carne do jeito certo. Quando meu pau ficou durinho o bastante, comecei o ritual de subir e descer a mão por todo o comprimento. A velocidade aumentava cada vez que eu imaginava aqueles peitos firmes se mexendo, balançando, pedindo pra eu chupar e meter no cu dela ao mesmo tempo.
Meu prazer não durou muito, por causa da tensão eu gozei rapidinho. Relaxei os bíceps e deixei o leite escorrer pela ponta do pau, fiquei olhando o fluido brotar com uma certa curiosidade e ao mesmo tempo com tesão, desejando que aquele elixir precioso fosse bebido pela Julieta ou, na pior das hipóteses, caísse nos peitos e na bunda dela.
Saí do chuveiro e me vesti com minha camisa preta, arregaçando as mangas pra mostrar o volume dos meus braços. Depois disso, parecia que as mangas iam estourar de tanta pressão. Coloquei uma calça preta apertada pra realçar o tamanho da minha ferramenta e uns sapatos escuros pra combinar.
Como o cartão mandava, fui até a casa velha do cais. Antes de bater, ergui o peito pra parecer mais másculo. Bati três vezes na porta. Não obtive resposta, meus pensamentos vagavam, considerei a ideia orgulhosa de…
-… Essa não é a resposta certa.
Ah, idiota que sou, a carta dizia: “Chegar perto da porta e sussurrar pro ferro ‘Quem vai ajudar o filho da bruxa?’ depois esperar por mais instruções”.
-Quem vai ajudar o filho da bruxa?
O ferro rangeu com aquele som metálico característico, abrindo as portas estava o que parecia ser um mordomo de talvez um metro e oitenta, cabeça raspada e uma tatuagem no perfil esquerdo com um símbolo wicca. Com voz neutra mas profunda, ele pronunciou as palavras que mudariam minha vida.
-Não tenha medo e espere.
O homem tirou uma bolsa escura enorme. Parecia ser feita de um tecido grosso, mas que permitia respirar, me pegou no braço e num movimento rápido envolveu meu rosto apagando a pouca luz que eu conseguia captar no cais. Me carregou como se eu fosse leve igual uma pena, quase dava pra me sentir insignificante se não fosse que eu peso uns noventa quilos de puro músculo.
Me jogou no que dava pra sentir como uma cama. Levei um porrete na têmpora que me deixou desorientado. Enquanto tentava processar o que tinha acabado de rolar, meu pensamento corria numa velocidade média que quase dava pra garantir…
-Mmmm… então é um novinho.
-É, parece, adoro quando são jovens.
-Hora de tirar as calças, querido.
-E a camisa, esquece essas porcarias. Isso é proibido aqui no castelo.
Comecei a sentir umas mãos macias me despindo com uma força bruta, era como se odiassem me ver vestido.
-Isso é só dinheiro! Isso são obsessões!
-Pega nosso dinheiro! Pega nossas obsessões!
-Todo mundo só quer sofrer!
-Todo mundo só quer prazer!
-Esquece o sistema que te odeia, nunca lembra do mundo que te detestou desde que nasceu, esse é seu novo mundo.
Quando arrancaram a máscara que me cobria, não consegui evitar a reação natural de dar uma bocada de ar, e aí eu vi. Isso é realmente um castelo! Mas como é que eu tinha chegado aqui sem perceber? Ah, aquela luz idiota cegante não deixava enxergar direito.
-Aqui não tem amanhã. Só tem o aqui e o agora.
-Isso mesmo, Brunnette. Vamos dar ao convidado as boas-vindas quentes que ele merece.
As minas começaram a tocar meu corpo. A sensação dos dedos passando pela minha pele e eu tão cego me fazia lembrar o que devo ter passado quando nasci. Tão confuso e pelado… sem pecado e sem desejo.
As línguas molhadas passavam por cada centímetro da minha carne branca. Uma tontura de náusea e prazer explodia na minha cabeça. Meus olhos não conseguiam ver nada, mas meu corpo não queria parar aquela sensação. doce que estavam me dando.
- Isso tá ficando chato, Jade, é hora de aumentar as apostas.
Uma garota enfiou os dedos na minha cabeleira escura, segurou firme minha nuca e começou, com mão segura, a fazer redemoinhos no meu cabelo. Ao mesmo tempo, balançava minha cabeça pra trás e pra frente, eu podia sentir o perfume de rosas que emanava dos peitos dela. A outra garota parecia ser mais bruta, porque ela pegou meus mamilos e começou a torcê-los. A sensação era dilacerante, mas ao mesmo tempo tão deliciosa que eu não queria que parasse.
Em meio ao mar de sensações que agora sentia, finalmente consegui acostumar meus olhos à luz do quarto. O quarto por si só podia ser do tamanho de uma casa pequena. Todas as paredes tinham uns baixos-relevos gregos, mais acima havia pinturas a óleo para coroar um teto com lustres de cristal. Mas minha mente não conseguia entender: como diabos eu fui parar ali?
- Confuso, George? Não lembra do cheiro daquela máscara de pano? - Ela começou a apertar os dedos com mais força no meu couro cabeludo, mas ao mesmo tempo meu rosto batia contra os peitos dela.
- Deixa ele em paz, Brunnette, deixa ele descobrir sozinho. Enquanto isso, quero me divertir mais com ele - Jade começou a lamber meus mamilos irritados enquanto acariciava minha perna; quando mordia, eu gemia um pouco ao sentir a carne entre os dentes dela. A sensação suave das tetas de Brunnette acalmava aquela dor.
Descobrir? Como eu poderia entender as coisas com duas garotas nuas me tocando?
- Muito bem, novato, é hora de começar sua iniciação.
Iniciação? Minha cabeça é um redemoinho, mal consigo saber o que está acontecendo quando Jade pega minha mão e coloca nas nádegas dela, se aproxima do meu ouvido e diz: "Aperta elas com força, se quiser sobreviver ao que te espera". Apertei com toda a força a bunda dela, pensei que ia estourar, mas ela só gemeu de prazer. Foi como se tivesse um orgasmo. Não. Ela realmente teve um orgasmo.
Brunnette era uma garota Ruiva de peitões enormes (que agora eu tinha o privilégio de admirar) me levanta da cama puxando meu cabelo de leve, enquanto Jade começava a acariciar minha bunda, me levaram pro quarto ao lado.
"Aqui começa seu teste, aluno."
Eu caminhava pelo cadafalso observando com mais detalhe as pinturas a óleo onde estavam os anjos como: Miguel, Uriel, Rafael, Gabriel, mas também tinha Metatron. Quando cheguei na outra sala, tinha um círculo com pessoas encapuzadas de panos vermelhos e pretos, mas de alguma forma a iluminação fraca, junto com o comprimento do pano, me impedia de ver os rostos delas.
"Fica de joelhos!" – gritou Jade, me dando um tapa tão forte na bunda que por milagre não sangrou.
Agachado com o golpe, vejo que o monge principal se aproxima e começa a me observar. Ele pega meu rosto e o manuseia do jeito que quer, me olha de vários ângulos. Então estala os dedos e todos os monges começam a se despir. Minha surpresa foi enorme ao ver que todas eram mulheres. Doze pra ser exato, e treze com o monge que, quando revelou o rosto, não era ninguém menos que Julieta.
"Surpreso? Esse é um clube muito privilegiado e não é qualquer um que entra. Não somos organizadas só entre mulheres" – As doze garotas dão um passo à minha frente – "mas... você tem que passar no teste... Comecem, meninas!"
As garotas caminham com passo firme, é meio assustador, quanto mais Julieta se afasta, mais as outras se aproximam. Uma garota morena com tatuagens de borboleta pelo corpo todo, com uns peitos que caem numa curva linda, é a primeira que chega perto de mim e pega minha cabeça com força, aproximando da buceta dela e grita: "Tira essa língua imunda e me chupa! Chupa como se sua vida dependesse disso!" Eu estico a língua e começo a lamber toda a carne que ela abre com os dedos da outra mão. Sinto a pressão no meu rosto, mal consigo respirar.
Outra garota de cabelo dourado se aproxima e puxa minha mão: "Hoje à noite você vai ser minha putinha, entendeu? começo a esfregar minha mão nos peitos dela, depois que ela se cansa de eu apertar as tetas dela, ela guia minha mão pra eu esfregar a bunda dela, não sem antes dar umas mordidas nos meus braços, especialmente na tatuagem que tenho da trindade celta.
Minha mente mal consegue me obedecer no oceano de ordens que recebo. Uma garota de cabelo castanho puxa meu braço livre "Me masturba! Você não vai tirar essa mão daí até eu satisfazer meu desejo, seu idiota!" e cuspiu no meu peito. Sinto minhas pernas sendo puxadas por duas garotas, fazendo eu formar uma tesoura, e ouço uma voz gritando "Nem pense em gozar cedo!". Assim que esse comentário termina, sinto a língua morna e viscosa enrolando meu pau como uma píton. É tanta intensidade que é quase impossível seguir a ordem dada.
Minha cabeça não consegue dar ordens pra todos os meus músculos pra obedecer aos comandos. Enquanto a garota morena parece estar prestes a chegar ao clímax, embora minha visão não consiga confirmar a cara de safada dela, tenho certeza de que ela vai quebrar o vidro fino do orgasmo. A mulher de cabelo castanho que arrancou minha mão, entre meus dedos começo a sentir um líquido morno saindo sob pressão, acompanhado da sinfonia hipnotizante dos gritos dela. Mas a de cabelo loiro vai com calma, porque eu mal comecei a esfregar o clitóris dela.
Embora minha morena já tenha quebrado a barreira, ela não se segurou e espalhou todo o êxtase dela no meu rosto. Foi a sensação mais quente e extrema que já senti. Me dava nojo, mas de um jeito mórbido eu queria que não acabasse. Não satisfeita com a primeira gozada, ela insiste "Continua, George! Continua que minha buceta quer gozar em você de novo!". Como um bom escravo, continuei o trabalho.
Pra minha desgraça, começo a sentir um calor no meu pau que vai envolvendo ele aos poucos. Pulsoes das cavernas úmidas da libido começam a causar estragos no meu ser. Pulsos nascendo na minha carne ficam cada vez mais fortes. É como se a sufocação aumentasse meu prazer, potencializado pelo cansaço que meu corpo sente, mas diminuído pelas sensações de prazer e dor que eu experimento.
—Muito bem! Você foi muito bem em não gozar, mas agora é hora de mostrar do que é feito.
Quando chega na base, começa a se mover e balançar com tanta força, que acho impossível não gozar. Escuto o som da carne batendo, os gemidos são insuportáveis. Melodia insuportável de luxúria que funciona como combustível para expressar meus desejos mais baixos. Pouco ou nada me importa agora gozar, agora só quero foder elas. Foder até não aguentar mais!
Começo a mover meu quadril em movimentos de sobe e desce. Com toda a força que meus músculos me dão, faço minha carne bater contra a dela. Meu cérebro para de pensar e só age por instinto. Minhas mãos retomam a força e começam a masturbar com toda energia as bucetas que as aprisionam. Posso garantir que quase todos os meus dedos entram dentro delas. Dou pequenas mordidas nos lábios molhados que estão no meu rosto. Cuspo toda a saliva que consigo na carne.
Os gemidos ominosos ecoam por todo o quarto. O cansaço não vale porra nenhuma, o coração acelera a ponto de sentir que posso morrer. Não quero que isso pare. As mordidas deram fruto na forma de uma torrente de água doce saindo da buceta da minha guardiã. Doce elixir claro, melhor que qualquer vinho.
—George, quero que você goze dentro de mim! Quero seu elixir quente escorrendo pela minha buceta suja! Solta isso, garoto! Eu quero tudo!!!
O que você quiser, querida.
Foi como ter chegado ao topo do meu êxtase, minha libido não poderia estar mais alta. O suor escorrendo pelo meu peito, os cheiros deliciosos que sinto, somados às sensações gostosas no meu ouvido... Soltei o néctar precioso.
A avalanche de prazer que senti foi Delirante. Meu pau vibrava com toda a força que os jatos de porra davam, se espatifando nas entranhas da mulher. Cada pulsação que minha pele sentia, fui o Deus do meu próprio prazer, fui o Demônio da minha dor.
Então tudo para de repente.
As minas que tinham me dado a experiência da minha vida começam a sair das posições, tirando as bucetas dos meus braços e do meu pau. Fico olhando os fluidos espalhados pelo meu corpo todo. O chão tão viscoso que reflete minha silhueta. O sangue escorrendo pelos braços. Os fios de cabelo arrancados, todos parecem ser meus. Meu membro também tá ferido, dá pra ver umas queimaduras de atrito na carne.
A cena ia ficar comigo por muitos anos, meu novo renascimento. Ia ter me deleitado mais tempo entre os fluidos, mas vejo ele… É a Julieta se aproximando com uma taça enorme de ouro.
Todas as garotas começam a se afastar de novo. Nunca tinha reparado que no chão tava desenhado o cubo de Metatron, junto com uns versos escritos. Todas começam a cantar em latim, mas só consigo entender um pouco do que dizem, mas todas repetem em vozes operísticas “Belial, Behemoth, Beelzebub, Asmodeus, illi sunt lux” e depois seguem com os cânticos. Me sentia numa espécie de aquelarre medieval.
Julieta aproxima o cálice com baixos-relevos de umas runas antigas.
— Bebe e se junta a nós. Prova os prazeres mais gostosos que essa vida pode te dar. A dor e o prazer são a mesma coisa.
De algum jeito consigo me levantar e começo a beber o líquido cor de cobalto que tá dentro do cálice. O gosto amargo mas ao mesmo tempo doce. É tipo tomar um vinho muito bom que no final bate igual um uísque.
Minha cabeça balança por dentro, tudo ao redor começa a piscar e se mexer, a luz se desfaz e começo a me sentir na escuridão, e só consigo entender as coisas que a Julieta sussurra. Como se fossem Lembranças muito turvas, consigo ter visões do que acontece, sem ter controle sobre meu corpo.
“O céu e o inferno não estão em guerra”, “O mal e o bem se precisam”, “Sem o pecado não se pode exaltar a virtude”, “Sem bem e mal. Somos apenas homens”, “Um Deus sem amor”, “Eles temem mais o seu Deus do que o seu Diabo”, “Quem pune com mais crueldade? O justo ou o vilão?”.
As lembranças que vêm depois das palavras dele são muito borradas. São como transições em preto de algum poço da minha memória. Consigo ver os corpos das mulheres nuas em cima de mim, rebolando suas ancas e peitos ao som dos coros das que não participam da bacanal. Vêm à mente as deliciosas sensações de dor e prazer que sinto em todo o meu corpo.
Lembro de um sofá enorme, como uma coberta gigante vermelha onde as garotas se reviram comigo, os tons pretos me fazem lembrar como se estivesse com vampiros ou entre demônios. Algumas das garotas se beijam entre si e brigam pelo meu corpo.
Uma garota com uma tatuagem de dragão nas costas puxa meus mamilos com uma pinça e outra garota me fura com agulhas finas. É a deliciosa sensação da submissão. Mas Julieta só observa, guiando todo o aquelarre pelo qual passo.
Outra lembrança me invade e imagino que estou amarrado a uma espécie de “X”, meus braços estão estendidos e meus pés pregados, e Julieta faz um comentário que marcaria minha vida. Não importa o quão drogado eu estivesse, essas palavras não se esquecem.
– O filho foi quem quebrou o feitiço que faz a gente amar tanto o nosso Pai Criador. Aquele que sofre tanto por nós. Aquele Deus imperfeito, sonhado por suas criaturas imperfeitas. Se Deus realmente existe… O filho foi o primeiro a se rebelar contra ele, mostrando-lhe seu erro. O erro de nos amar tanto e não nos perdoar pela nossa natureza. O filho perfeito de um pai imperfeito. O filho que se tornou divino ao se tornar humano. Pois nada mais divino do que a natureza. Tudo termina. Tô no chão, grudento de fluidos humanos e sangue que talvez seja só meu. O cheiro forte de sangue seco que tinha no quarto é inesquecível. Minha cabeça tá doendo pra caralho, como se tivesse levado uma paulada. Vejo Julieta se aproximando de longe, mas agora ela tá vestida com uma calça de couro bem justa, uma blusa com um corset embutido e umas botas que vão até o joelho.
— Você passou no teste, George.
— Ha, ha, ha — levanto a mão pra bater na minha testa. — Não foi tão difícil... mas...
— Mas nada. Agora você é um de nós. Se nos trair, a gente vai atrás de você como foi atrás do filho da bruxa. Nessa era digital, você não consegue se esconder da gente por muito tempo.
— Isso eu entendo, mas... e o seu último comentário?
Ao ver a cara de confusão dela, percebo que não sabe do que tô falando.
— Seu diálogo de "O Filho Perfeito de um Pai Imperfeito".
— Vou te dar uma pista só disso. "A busca é algo que sempre vai ter a ver com a mente das pessoas", ou seja, dentro das limitações mentais do nosso cérebro, tá buscar a resposta pras coisas, por mais complexas ou simples que sejam. Que razão a gente teria pra criar uma força cósmica chamada Deus? Pensa nisso um momento, George. Por que criar algo que a gente não entende, mas que adora e teme ao mesmo tempo?
— Ah, bem, eu... — não consegui pensar numa resposta satisfatória. Mesmo se Deus fosse real ou não.
— Simples. A gente não consegue viver no caos, precisa ter algo que organize esse caos, mesmo que não entenda direito esse regente por completo. Segunda pista, George: "Se a gente vive em sociedade, criar um idioma ou língua se torna necessário. É paradoxal pensar que foi graças à sociedade que a linguagem foi criada, ou vice-versa. Pra perpetuar a existência como indivíduos, teve que criar algo que durasse mais que o som, por isso inventaram a palavra e depois os livros." Em outras palavras, George, é quase impossível dizer que os Livros foram criados em sua totalidade por pensamentos compreensíveis para os humanos. Por isso mesmo, gosto de pensar que seres divinos que não são deuses podem ter intervindo ou não. Poderíamos até dizer que os livros são o eco dos nossos ancestrais. Junte as duas premissas anteriores e entenderá a parada do filho perfeito do pai imperfeito.
É assim que agora pertenço a esse clube seleto. Agora que penso de forma mais fria, sei como conseguiram me aceitar no começo: só com meu nome de batismo num site, conseguiram rastrear o IP do meu servidor, daí a máquina e então... bom, acho que é fácil sacar o que aconteceu depois.
Me encontrei com a Julieta outras vezes, tatuei meu símbolo: o cubo de Metatron. Da próxima vez que você vir um homem sentado num bar qualquer e falar no ar: "Quem vai ajudar o filho da bruxa?". Não responda, a menos que queira fazer parte do clube e ser o filho da bruxa. O filho perfeito de um pai imperfeito. Quem você acha que é o pai do filho da bruxa?
Sem muito a perder, e sem ninguém pra lembrar de um escritor frustrado, decidi dar uma virada no jeito que via o mundo, a forma como queria viver minha realidade se transformou em algo que só dá pra descrever como surreal. Meu espírito queria emoções mais fortes. E consegui elas, aqui vou só compartilhar uma história que poderia ter acontecido com qualquer um de vocês.
Quando a gente tem vontade de ser artista; tem que manter essa máquina imaginária funcionando, ou seja, nosso trem de pensamento e o de habilidade têm que andar juntos. Mas no meu caso, quando minha mente decolou, algo dentro de mim quebrou. Era como se eu pudesse ver além do espelho que chamam de realidade e contemplar o inferno onde a gente vive. Meu trem descarrilhou. Sem escapatória de uma liberdade tão subjetiva, optei por vencer esse universo com meu próprio punho... Ou, será que devo dizer pinto?
Assim como a pomba branca que voa nos céus e quando morre é triste, a gente tinge de vermelho os panos com que se veste ao cair no nosso abismo, a gente chama isso de tristeza. Bem, foi o que Ela me disse.
A garota de quem vou falar se chama Julieta. É uma mulher encantadora quando você a conhece. Intelectual, com curvas esculpidas pelos gregos antigos, Julieta é o sonho de algum filósofo platônico atual. Como a conheci? Fácil, hoje em dia a internet pode ser uma verdadeira arma pra penetrar nas entranhas da sociedade (de outra forma, como é que você tá lendo isso?). Enfim, bastou procurar algum fórum de temática sexual pra conhecê-la.
Preciso deixar claro que Julieta não é nenhuma puta, nem nada parecido. Ela é mais uma intermediária entre o mundo da Superfície, ao qual a maioria das pessoas pertence, e o Submundo, onde há prazeres a serem descobertos. Onde, por investigação, a prioridade é chegar aos limites da mente.
Minha conversa com Julieta fluiu casual como qualquer riacho de uma floresta. Nos entendemos tão bem que qualquer um que nos visse naquele bar diria que nos conhecemos há anos. Depois de uma hora conversando sobre coisas efêmeras, finalmente começamos o papo pelo qual ambos estávamos ali.
— George — com um gesto suave, ela coloca a mão na minha perna —, você é um garoto novo, uns vinte e quatro anos pelo que vejo, duvido muito que saiba no que está se metendo.
— Julieta, por favor, não passei por tantos problemas para me deixar parar pelo seu simples aviso envolto em persuasão.
— Tenho que admitir que você tem um ponto. Lembre-se: uma vez lá dentro, a única regra é a discrição. Toma. Vá lá no horário marcado e pergunte: “Quem ajudará o filho da bruxa?”
Uma clara referência maçônica, pensei comigo. Quando Julieta me entregou o cartão, com a graça de um felino, saiu da mesa rebolando a bunda apertada debaixo da saia preta que vestia. Era um papel fino com letra de forma, onde vinham umas instruções simples.
O bilhete tinha um endereço e um horário à noite, seguido de um parágrafo: “Aproxime-se da porta e sussurre para o ferro: ‘Quem ajudará o filho da bruxa?’ Depois, espere por mais instruções.”
Tinha que esperar cinco horas para o evento, então fui para casa tomar um banho. Durante o chuveiro, meditei muito sobre o que estava fazendo e se realmente queria aquilo. Então, para reduzir a tensão que fazia vibrar minhas entranhas, comecei a tocar meu pau de leve, sentindo o sangue chegar aos poucos. Minha mente imaginava a bunda nua de Julieta, aquelas nádegas enormes, eretas e firmes, que precisavam ser sacudidas. com as minhas mãos. Mas os peitos apertados na camisa dela eram um espetáculo à parte, dava pra jurar que aparecia um sutiã vermelho-carmim implorando pra ser solto e expor toda aquela carne do jeito certo. Quando meu pau ficou durinho o bastante, comecei o ritual de subir e descer a mão por todo o comprimento. A velocidade aumentava cada vez que eu imaginava aqueles peitos firmes se mexendo, balançando, pedindo pra eu chupar e meter no cu dela ao mesmo tempo.
Meu prazer não durou muito, por causa da tensão eu gozei rapidinho. Relaxei os bíceps e deixei o leite escorrer pela ponta do pau, fiquei olhando o fluido brotar com uma certa curiosidade e ao mesmo tempo com tesão, desejando que aquele elixir precioso fosse bebido pela Julieta ou, na pior das hipóteses, caísse nos peitos e na bunda dela.
Saí do chuveiro e me vesti com minha camisa preta, arregaçando as mangas pra mostrar o volume dos meus braços. Depois disso, parecia que as mangas iam estourar de tanta pressão. Coloquei uma calça preta apertada pra realçar o tamanho da minha ferramenta e uns sapatos escuros pra combinar.
Como o cartão mandava, fui até a casa velha do cais. Antes de bater, ergui o peito pra parecer mais másculo. Bati três vezes na porta. Não obtive resposta, meus pensamentos vagavam, considerei a ideia orgulhosa de…
-… Essa não é a resposta certa.
Ah, idiota que sou, a carta dizia: “Chegar perto da porta e sussurrar pro ferro ‘Quem vai ajudar o filho da bruxa?’ depois esperar por mais instruções”.
-Quem vai ajudar o filho da bruxa?
O ferro rangeu com aquele som metálico característico, abrindo as portas estava o que parecia ser um mordomo de talvez um metro e oitenta, cabeça raspada e uma tatuagem no perfil esquerdo com um símbolo wicca. Com voz neutra mas profunda, ele pronunciou as palavras que mudariam minha vida.
-Não tenha medo e espere.
O homem tirou uma bolsa escura enorme. Parecia ser feita de um tecido grosso, mas que permitia respirar, me pegou no braço e num movimento rápido envolveu meu rosto apagando a pouca luz que eu conseguia captar no cais. Me carregou como se eu fosse leve igual uma pena, quase dava pra me sentir insignificante se não fosse que eu peso uns noventa quilos de puro músculo.
Me jogou no que dava pra sentir como uma cama. Levei um porrete na têmpora que me deixou desorientado. Enquanto tentava processar o que tinha acabado de rolar, meu pensamento corria numa velocidade média que quase dava pra garantir…
-Mmmm… então é um novinho.
-É, parece, adoro quando são jovens.
-Hora de tirar as calças, querido.
-E a camisa, esquece essas porcarias. Isso é proibido aqui no castelo.
Comecei a sentir umas mãos macias me despindo com uma força bruta, era como se odiassem me ver vestido.
-Isso é só dinheiro! Isso são obsessões!
-Pega nosso dinheiro! Pega nossas obsessões!
-Todo mundo só quer sofrer!
-Todo mundo só quer prazer!
-Esquece o sistema que te odeia, nunca lembra do mundo que te detestou desde que nasceu, esse é seu novo mundo.
Quando arrancaram a máscara que me cobria, não consegui evitar a reação natural de dar uma bocada de ar, e aí eu vi. Isso é realmente um castelo! Mas como é que eu tinha chegado aqui sem perceber? Ah, aquela luz idiota cegante não deixava enxergar direito.
-Aqui não tem amanhã. Só tem o aqui e o agora.
-Isso mesmo, Brunnette. Vamos dar ao convidado as boas-vindas quentes que ele merece.
As minas começaram a tocar meu corpo. A sensação dos dedos passando pela minha pele e eu tão cego me fazia lembrar o que devo ter passado quando nasci. Tão confuso e pelado… sem pecado e sem desejo.
As línguas molhadas passavam por cada centímetro da minha carne branca. Uma tontura de náusea e prazer explodia na minha cabeça. Meus olhos não conseguiam ver nada, mas meu corpo não queria parar aquela sensação. doce que estavam me dando.
- Isso tá ficando chato, Jade, é hora de aumentar as apostas.
Uma garota enfiou os dedos na minha cabeleira escura, segurou firme minha nuca e começou, com mão segura, a fazer redemoinhos no meu cabelo. Ao mesmo tempo, balançava minha cabeça pra trás e pra frente, eu podia sentir o perfume de rosas que emanava dos peitos dela. A outra garota parecia ser mais bruta, porque ela pegou meus mamilos e começou a torcê-los. A sensação era dilacerante, mas ao mesmo tempo tão deliciosa que eu não queria que parasse.
Em meio ao mar de sensações que agora sentia, finalmente consegui acostumar meus olhos à luz do quarto. O quarto por si só podia ser do tamanho de uma casa pequena. Todas as paredes tinham uns baixos-relevos gregos, mais acima havia pinturas a óleo para coroar um teto com lustres de cristal. Mas minha mente não conseguia entender: como diabos eu fui parar ali?
- Confuso, George? Não lembra do cheiro daquela máscara de pano? - Ela começou a apertar os dedos com mais força no meu couro cabeludo, mas ao mesmo tempo meu rosto batia contra os peitos dela.
- Deixa ele em paz, Brunnette, deixa ele descobrir sozinho. Enquanto isso, quero me divertir mais com ele - Jade começou a lamber meus mamilos irritados enquanto acariciava minha perna; quando mordia, eu gemia um pouco ao sentir a carne entre os dentes dela. A sensação suave das tetas de Brunnette acalmava aquela dor.
Descobrir? Como eu poderia entender as coisas com duas garotas nuas me tocando?
- Muito bem, novato, é hora de começar sua iniciação.
Iniciação? Minha cabeça é um redemoinho, mal consigo saber o que está acontecendo quando Jade pega minha mão e coloca nas nádegas dela, se aproxima do meu ouvido e diz: "Aperta elas com força, se quiser sobreviver ao que te espera". Apertei com toda a força a bunda dela, pensei que ia estourar, mas ela só gemeu de prazer. Foi como se tivesse um orgasmo. Não. Ela realmente teve um orgasmo.
Brunnette era uma garota Ruiva de peitões enormes (que agora eu tinha o privilégio de admirar) me levanta da cama puxando meu cabelo de leve, enquanto Jade começava a acariciar minha bunda, me levaram pro quarto ao lado.
"Aqui começa seu teste, aluno."
Eu caminhava pelo cadafalso observando com mais detalhe as pinturas a óleo onde estavam os anjos como: Miguel, Uriel, Rafael, Gabriel, mas também tinha Metatron. Quando cheguei na outra sala, tinha um círculo com pessoas encapuzadas de panos vermelhos e pretos, mas de alguma forma a iluminação fraca, junto com o comprimento do pano, me impedia de ver os rostos delas.
"Fica de joelhos!" – gritou Jade, me dando um tapa tão forte na bunda que por milagre não sangrou.
Agachado com o golpe, vejo que o monge principal se aproxima e começa a me observar. Ele pega meu rosto e o manuseia do jeito que quer, me olha de vários ângulos. Então estala os dedos e todos os monges começam a se despir. Minha surpresa foi enorme ao ver que todas eram mulheres. Doze pra ser exato, e treze com o monge que, quando revelou o rosto, não era ninguém menos que Julieta.
"Surpreso? Esse é um clube muito privilegiado e não é qualquer um que entra. Não somos organizadas só entre mulheres" – As doze garotas dão um passo à minha frente – "mas... você tem que passar no teste... Comecem, meninas!"
As garotas caminham com passo firme, é meio assustador, quanto mais Julieta se afasta, mais as outras se aproximam. Uma garota morena com tatuagens de borboleta pelo corpo todo, com uns peitos que caem numa curva linda, é a primeira que chega perto de mim e pega minha cabeça com força, aproximando da buceta dela e grita: "Tira essa língua imunda e me chupa! Chupa como se sua vida dependesse disso!" Eu estico a língua e começo a lamber toda a carne que ela abre com os dedos da outra mão. Sinto a pressão no meu rosto, mal consigo respirar.
Outra garota de cabelo dourado se aproxima e puxa minha mão: "Hoje à noite você vai ser minha putinha, entendeu? começo a esfregar minha mão nos peitos dela, depois que ela se cansa de eu apertar as tetas dela, ela guia minha mão pra eu esfregar a bunda dela, não sem antes dar umas mordidas nos meus braços, especialmente na tatuagem que tenho da trindade celta.
Minha mente mal consegue me obedecer no oceano de ordens que recebo. Uma garota de cabelo castanho puxa meu braço livre "Me masturba! Você não vai tirar essa mão daí até eu satisfazer meu desejo, seu idiota!" e cuspiu no meu peito. Sinto minhas pernas sendo puxadas por duas garotas, fazendo eu formar uma tesoura, e ouço uma voz gritando "Nem pense em gozar cedo!". Assim que esse comentário termina, sinto a língua morna e viscosa enrolando meu pau como uma píton. É tanta intensidade que é quase impossível seguir a ordem dada.
Minha cabeça não consegue dar ordens pra todos os meus músculos pra obedecer aos comandos. Enquanto a garota morena parece estar prestes a chegar ao clímax, embora minha visão não consiga confirmar a cara de safada dela, tenho certeza de que ela vai quebrar o vidro fino do orgasmo. A mulher de cabelo castanho que arrancou minha mão, entre meus dedos começo a sentir um líquido morno saindo sob pressão, acompanhado da sinfonia hipnotizante dos gritos dela. Mas a de cabelo loiro vai com calma, porque eu mal comecei a esfregar o clitóris dela.
Embora minha morena já tenha quebrado a barreira, ela não se segurou e espalhou todo o êxtase dela no meu rosto. Foi a sensação mais quente e extrema que já senti. Me dava nojo, mas de um jeito mórbido eu queria que não acabasse. Não satisfeita com a primeira gozada, ela insiste "Continua, George! Continua que minha buceta quer gozar em você de novo!". Como um bom escravo, continuei o trabalho.
Pra minha desgraça, começo a sentir um calor no meu pau que vai envolvendo ele aos poucos. Pulsoes das cavernas úmidas da libido começam a causar estragos no meu ser. Pulsos nascendo na minha carne ficam cada vez mais fortes. É como se a sufocação aumentasse meu prazer, potencializado pelo cansaço que meu corpo sente, mas diminuído pelas sensações de prazer e dor que eu experimento.
—Muito bem! Você foi muito bem em não gozar, mas agora é hora de mostrar do que é feito.
Quando chega na base, começa a se mover e balançar com tanta força, que acho impossível não gozar. Escuto o som da carne batendo, os gemidos são insuportáveis. Melodia insuportável de luxúria que funciona como combustível para expressar meus desejos mais baixos. Pouco ou nada me importa agora gozar, agora só quero foder elas. Foder até não aguentar mais!
Começo a mover meu quadril em movimentos de sobe e desce. Com toda a força que meus músculos me dão, faço minha carne bater contra a dela. Meu cérebro para de pensar e só age por instinto. Minhas mãos retomam a força e começam a masturbar com toda energia as bucetas que as aprisionam. Posso garantir que quase todos os meus dedos entram dentro delas. Dou pequenas mordidas nos lábios molhados que estão no meu rosto. Cuspo toda a saliva que consigo na carne.
Os gemidos ominosos ecoam por todo o quarto. O cansaço não vale porra nenhuma, o coração acelera a ponto de sentir que posso morrer. Não quero que isso pare. As mordidas deram fruto na forma de uma torrente de água doce saindo da buceta da minha guardiã. Doce elixir claro, melhor que qualquer vinho.
—George, quero que você goze dentro de mim! Quero seu elixir quente escorrendo pela minha buceta suja! Solta isso, garoto! Eu quero tudo!!!
O que você quiser, querida.
Foi como ter chegado ao topo do meu êxtase, minha libido não poderia estar mais alta. O suor escorrendo pelo meu peito, os cheiros deliciosos que sinto, somados às sensações gostosas no meu ouvido... Soltei o néctar precioso.
A avalanche de prazer que senti foi Delirante. Meu pau vibrava com toda a força que os jatos de porra davam, se espatifando nas entranhas da mulher. Cada pulsação que minha pele sentia, fui o Deus do meu próprio prazer, fui o Demônio da minha dor.
Então tudo para de repente.
As minas que tinham me dado a experiência da minha vida começam a sair das posições, tirando as bucetas dos meus braços e do meu pau. Fico olhando os fluidos espalhados pelo meu corpo todo. O chão tão viscoso que reflete minha silhueta. O sangue escorrendo pelos braços. Os fios de cabelo arrancados, todos parecem ser meus. Meu membro também tá ferido, dá pra ver umas queimaduras de atrito na carne.
A cena ia ficar comigo por muitos anos, meu novo renascimento. Ia ter me deleitado mais tempo entre os fluidos, mas vejo ele… É a Julieta se aproximando com uma taça enorme de ouro.
Todas as garotas começam a se afastar de novo. Nunca tinha reparado que no chão tava desenhado o cubo de Metatron, junto com uns versos escritos. Todas começam a cantar em latim, mas só consigo entender um pouco do que dizem, mas todas repetem em vozes operísticas “Belial, Behemoth, Beelzebub, Asmodeus, illi sunt lux” e depois seguem com os cânticos. Me sentia numa espécie de aquelarre medieval.
Julieta aproxima o cálice com baixos-relevos de umas runas antigas.
— Bebe e se junta a nós. Prova os prazeres mais gostosos que essa vida pode te dar. A dor e o prazer são a mesma coisa.
De algum jeito consigo me levantar e começo a beber o líquido cor de cobalto que tá dentro do cálice. O gosto amargo mas ao mesmo tempo doce. É tipo tomar um vinho muito bom que no final bate igual um uísque.
Minha cabeça balança por dentro, tudo ao redor começa a piscar e se mexer, a luz se desfaz e começo a me sentir na escuridão, e só consigo entender as coisas que a Julieta sussurra. Como se fossem Lembranças muito turvas, consigo ter visões do que acontece, sem ter controle sobre meu corpo.
“O céu e o inferno não estão em guerra”, “O mal e o bem se precisam”, “Sem o pecado não se pode exaltar a virtude”, “Sem bem e mal. Somos apenas homens”, “Um Deus sem amor”, “Eles temem mais o seu Deus do que o seu Diabo”, “Quem pune com mais crueldade? O justo ou o vilão?”.
As lembranças que vêm depois das palavras dele são muito borradas. São como transições em preto de algum poço da minha memória. Consigo ver os corpos das mulheres nuas em cima de mim, rebolando suas ancas e peitos ao som dos coros das que não participam da bacanal. Vêm à mente as deliciosas sensações de dor e prazer que sinto em todo o meu corpo.
Lembro de um sofá enorme, como uma coberta gigante vermelha onde as garotas se reviram comigo, os tons pretos me fazem lembrar como se estivesse com vampiros ou entre demônios. Algumas das garotas se beijam entre si e brigam pelo meu corpo.
Uma garota com uma tatuagem de dragão nas costas puxa meus mamilos com uma pinça e outra garota me fura com agulhas finas. É a deliciosa sensação da submissão. Mas Julieta só observa, guiando todo o aquelarre pelo qual passo.
Outra lembrança me invade e imagino que estou amarrado a uma espécie de “X”, meus braços estão estendidos e meus pés pregados, e Julieta faz um comentário que marcaria minha vida. Não importa o quão drogado eu estivesse, essas palavras não se esquecem.
– O filho foi quem quebrou o feitiço que faz a gente amar tanto o nosso Pai Criador. Aquele que sofre tanto por nós. Aquele Deus imperfeito, sonhado por suas criaturas imperfeitas. Se Deus realmente existe… O filho foi o primeiro a se rebelar contra ele, mostrando-lhe seu erro. O erro de nos amar tanto e não nos perdoar pela nossa natureza. O filho perfeito de um pai imperfeito. O filho que se tornou divino ao se tornar humano. Pois nada mais divino do que a natureza. Tudo termina. Tô no chão, grudento de fluidos humanos e sangue que talvez seja só meu. O cheiro forte de sangue seco que tinha no quarto é inesquecível. Minha cabeça tá doendo pra caralho, como se tivesse levado uma paulada. Vejo Julieta se aproximando de longe, mas agora ela tá vestida com uma calça de couro bem justa, uma blusa com um corset embutido e umas botas que vão até o joelho.
— Você passou no teste, George.
— Ha, ha, ha — levanto a mão pra bater na minha testa. — Não foi tão difícil... mas...
— Mas nada. Agora você é um de nós. Se nos trair, a gente vai atrás de você como foi atrás do filho da bruxa. Nessa era digital, você não consegue se esconder da gente por muito tempo.
— Isso eu entendo, mas... e o seu último comentário?
Ao ver a cara de confusão dela, percebo que não sabe do que tô falando.
— Seu diálogo de "O Filho Perfeito de um Pai Imperfeito".
— Vou te dar uma pista só disso. "A busca é algo que sempre vai ter a ver com a mente das pessoas", ou seja, dentro das limitações mentais do nosso cérebro, tá buscar a resposta pras coisas, por mais complexas ou simples que sejam. Que razão a gente teria pra criar uma força cósmica chamada Deus? Pensa nisso um momento, George. Por que criar algo que a gente não entende, mas que adora e teme ao mesmo tempo?
— Ah, bem, eu... — não consegui pensar numa resposta satisfatória. Mesmo se Deus fosse real ou não.
— Simples. A gente não consegue viver no caos, precisa ter algo que organize esse caos, mesmo que não entenda direito esse regente por completo. Segunda pista, George: "Se a gente vive em sociedade, criar um idioma ou língua se torna necessário. É paradoxal pensar que foi graças à sociedade que a linguagem foi criada, ou vice-versa. Pra perpetuar a existência como indivíduos, teve que criar algo que durasse mais que o som, por isso inventaram a palavra e depois os livros." Em outras palavras, George, é quase impossível dizer que os Livros foram criados em sua totalidade por pensamentos compreensíveis para os humanos. Por isso mesmo, gosto de pensar que seres divinos que não são deuses podem ter intervindo ou não. Poderíamos até dizer que os livros são o eco dos nossos ancestrais. Junte as duas premissas anteriores e entenderá a parada do filho perfeito do pai imperfeito.
É assim que agora pertenço a esse clube seleto. Agora que penso de forma mais fria, sei como conseguiram me aceitar no começo: só com meu nome de batismo num site, conseguiram rastrear o IP do meu servidor, daí a máquina e então... bom, acho que é fácil sacar o que aconteceu depois.
Me encontrei com a Julieta outras vezes, tatuei meu símbolo: o cubo de Metatron. Da próxima vez que você vir um homem sentado num bar qualquer e falar no ar: "Quem vai ajudar o filho da bruxa?". Não responda, a menos que queira fazer parte do clube e ser o filho da bruxa. O filho perfeito de um pai imperfeito. Quem você acha que é o pai do filho da bruxa?
1 comentários - ¿Quién ayudara al hijo de la bruja?