Uma família peculiar 19

CAPÍTULO XIX

Bea e Luci, Luci e Bea, tão iguais quanto diferentes, tinham chegado a exercer sobre mim uma influência especial, com o denominador comum da atitude carinhosa com que sempre me trataram e me engrandeceram com suas personalidades tão distintas. As duas me ensinaram tanto que eu não sabia a quem agradecer mais. As famosas aulas de natação proporcionaram um contato mais frequente com Luci, mas cada encontro com Bea me deixava uma sensação mais profunda. Bea personificava para mim a experiência, enquanto Luci era a simplicidade em pessoa. Por razões que nunca me preocupei em saber, Merche tinha educado suas duas filhas de maneiras bem diferentes; e se à primeira ela tinha introduzido no mundo da prostituição, estava claro que a Luci, pelo contrário, queria mantê-la longe de tais atividades a todo custo e fazer dela uma verdadeira dama, para o que não poupava esforços nem dinheiro para que estudasse nos colégios mais caros.

Talvez isso fosse porque a posição econômica que agora desfrutavam nem sempre tinha sido a mesma, e Bea ficou com a pior parte nessa distribuição desigual de privilégios. Apesar de tudo, era de se elogiar a forma como Bea assumia esse papel de "prejudicada", pois tinha pela irmã um amor sem rachaduras e jamais ouvi de seus lábios qualquer rancor, nem pela mãe nem por Luci.

Para mim, ambas tinham um valor extra. Bea, com sua grande semelhança, me servia para aliviar um pouco a frustração de não conseguir vencer a teimosia da minha irmã Viki; e Luci me lembrava tanto Dori em tantas coisas, que era impossível não vê-la de uma forma muito especial.

Tudo estava indo maravilhosamente naquela manhã, depois do encontro mais que satisfatório com Merche, e eu me sentia o mais feliz dos mortais sendo escoltado por semelhantes gostosas até a piscina dos meus amores. E tudo teria continuado formidável se Bea não tivesse vindo quebrar o encanto do momento com aquela pergunta inesperada:

—Qual de nós duas você prefere?

—Tá de brincadeira?

—Não, não. Nada de brincadeira. Queremos saber qual de nós duas você prefere.

A Bea tava bem séria e a Luci também não parecia levar a parada na esportiva. Eu tava num tal aperto que até meu pau murchou de vez.

—Prefiro vocês duas igual — respondi com sinceridade.

—Isso não vale — cortou a Bea na hora—. Você tem que dizer qual de nós duas você prefere.

A coisa tava ficando tão pesada que resolvi apelar pra maior ambiguidade possível. A real é que, na hora de escolher, tanto fazia uma ou outra.

—Prefiro a que estiver mais à mão. Se for você, prefiro você; se for a Luci, prefiro a Luci.

—Isso não esclarece nada — ela também invalidou minha nova resposta—. Com qual das duas você transa mais gostoso?

Parecia que a Bea não queria me dar a menor chance de escapar; e a Luci também não mostrava a menor disposição de me ajudar a sair dessa enrascada. Meu pau, como se também quisesse se desligar completamente do assunto, continuava encolhendo mais e mais, quase sumindo de vez entre as bolas. Nunca tinha visto ele tão murcho e triste.

—Dá pra saber de onde veio essa curiosidade do nada? — tentei, virando o interrogador, enrolar o assunto na vã esperança de que a coisa não fosse pra frente—. Alguma de vocês tem queixa de mim?

Mas a Bea não tava disposta a largar o osso assim tão fácil.

—Responde primeiro minha pergunta e depois a gente responde as suas.

As duas me encaravam tão fixamente e tão vidradas na minha resposta, que eu não sabia por onde sair.

—É que a pergunta de vocês me parece tão... idiota... Sinceramente, não sei de onde veio isso tudo.

—Pois a parada é bem clara — a Luci tomou a palavra pela primeira vez—. Simplesmente é pra você dizer qual de nós duas você curte mais.

—E o que faz vocês acharem que uma de vocês me Você gosta mais de qual das duas?

— É o lógico — sentenciou Bea.

— Pois comigo essa lógica não funciona — respondi já meio irritado —. Eu gosto muito das duas e gosto por igual. Nem uma mais, nem uma menos. E é minha última palavra, pussy!

— Nesse caso — Bea fez um sinal com a cabeça pra irmã segui-la —, você fica aqui sozinho, que a gente vai pegar um sol.

Diante de uma perspectiva tão sombria, já que as duas pareciam mesmo dispostas a "me deixar sozinho" quando eu já tinha feito planos bem diferentes, de repente acendeu no meu cérebro aquela lâmpadinha que aparece com frequência nos que a gente sempre chamava de gibis e agora, mais modernizados, chamamos de comics.

— Um momento! — parei a debandada que já estava prestes a acontecer —. Vamos fazer um teste.

Pelo menos, por enquanto, neutralizei a tentativa de fuga das minhas escorregadias meias-irmãs.

— Que tipo de teste? — quis saber Bea.

— É muito simples — improvisei na hora —. Quando estive com qualquer uma de vocês duas, me senti tão bem e fiquei tão satisfeito que nunca me passou pela cabeça pensar se com uma foi melhor do que com a outra. Nunca fiz comparações porque não precisei. Por isso, agora é completamente impossível pra mim decidir com qual das duas me diverti mais. Se minha decisão é tão importante pra vocês, acho que a única forma de ser justo é que cada uma, separadamente, me mostre suas respectivas habilidades pra que eu possa estar em condições de julgar quem supera a outra.

Bea e Luci se consultaram com o olhar e esta última fez um gesto afirmativo com a cabeça.

— Parece razoável — falou Bea pelas duas —. O que exatamente a gente tem que fazer?

Eu não tinha muito claro o assunto, mas não demorei pra dar a resposta. Apesar do meu cock não estar no melhor estado, a coisa parecia ir animando aos poucos.

— O teste poderia consistir — falei com a seriedade que o caso exigia as circunstâncias — em que vocês duas me chupam durante, por exemplo, dois minutos. Quem fizer melhor, será minha preferida.

Novo olhar trocado entre as duas irmãs, novo gesto de aquiescência por parte da Luci e nova intervenção da Bea.

— Tem um pequeno problema.

— Que problema?

— Do jeito que você está agora — apontou pra minha pica —, quem fizer primeiro já sai perdendo. Pra prova ser justa, as duas têm que partir das mesmas circunstâncias: ou pica dura ou pica murcha.

— Tem razão — admiti —. Então proponho apalpar um pouco vocês duas, e vocês vão ver que não demoro nada pra ficar de pica dura.

— Ainda tem um problema — interferiu Luci —. Mesmo assim, a primeira joga em desvantagem.

— Não importa — disse Bea decidida —. Não me importo de ser a primeira.

— Então que comece o apalpação! — proclamou Luci enquanto tirava o top.

Num piscar de olhos, as duas ficaram peladas. Eu já tava no ponto e na hora. As duas se aproximaram de mim, uma de cada lado, e grudaram em mim feito duas lapas, o que já bastou pra minha rola dar um avanço notável. Com um movimento quase simultâneo, minhas mãos começaram a acariciar suas costas, cintura e bundas lindas. A da Bea era mais firme, mas a da Luci era mais macia. Como eu não tinha, e ainda não tenho, um conceito único de beleza, gostava tanto de um tipo de bunda quanto do outro, e por isso apertei as duas com o mesmo entusiasmo.

Esticando meus braços até o impossível ao redor dos corpos delas, consegui pegar um peito de cada uma e até fazer meus dedos indicadores brincarem com os biquinhos, achando o da Luci mais durinho que o da Bea, talvez por ser menor, precisar de menos pra ficar no ponto.

Como tanto Bea quanto Luci também não ficavam quietas, eu não teria me importado de prolongar um pouco mais a situação. Mas Bea, assim que viu que minha rola já tava pronta pra prova, deu um fim. No passatempo, me preparei pra exercitar minha vez.
Sabia muito bem que, nessa parada, ela era bem mais experiente que a Luci; mas como minha intenção não era provar nada, só sair dessa enrascada onde me meteram, ativei todos meus mecanismos de defesa e aguentei o tranco como pude, tentando não demonstrar demais o puta tesão que a Bea tava me dando e distraindo a atenção com beijinhos na Luci, que continuava colada em mim e cada vez mais quente, quase olhando com inveja o que a irmã mais velha tava fazendo.

—Tempo! —gritei quando comecei a sentir que ia estourar.

A Bea parou o boquete foda e, com cara de estranheza, me olhou:

—Que rápido passaram os dois minutos, né?

—Quando se tá no paraíso, amiga, o tempo voa.

—Como você cronometrou?

—Contando mentalmente os segundos até cento e vinte —menti.

Como nenhum de nós três tinha relógio, a Bea teve que aceitar o que eu tava falando. Mesmo assim, ela completou:

—Então, enquanto eu te chupava, você ficava contando segundos... Muito romântico, hein!

A Luci não quis perder a vantagem que o visual do meu pauzão todo brilhante dava pra ela e, se soltando do meu abraço, se abaixou e, sem perder tempo, foi mostrar suas habilidades.

—Não se incomoda —a Bea me avisou—. Agora eu cuido de contar o tempo.

A Luci se dedicou de verdade, chupando com uma vontade que nunca tinha mostrado antes, querendo com certeza provocar a gozada que provasse a vitória dela. De vez em quando, trocava a boca pela mão e me punhetava sem dó, me olhando fixo nos olhos pra ler neles o efeito que as manobras dela tavam causando em mim.

—Tempo! —dessa vez foi a Bea que mandou com autoridade.

A Luci, sabendo que já tava no limite, deu mais uns chupões; mas consegui Manter a pose.

—E aí? —Bea encarou comigo.

—Pois agora acontece que estou ainda mais confuso do que antes. Vocês duas foram igualmente fantásticas e ainda bem que colocamos o limite de dois minutos, porque acho que, se não fosse assim, dificilmente teria aguentado em nenhum dos dois casos.

—Quer dizer que o teste não serviu pra nada?

—Infelizmente não... Embora me ocorra outra que talvez possa dar resultado.

—Qual?

—Vamos trocar os papéis. Agora serei eu quem vai comer a buceta de vocês e quem gozar primeiro será minha preferida. Gosto mais de mulheres fogosas.

Nova troca de olhares entre Bea e Luci. Suponho que, a essa altura, nenhuma delas ignorava qual era meu verdadeiro objetivo; mas, assim como eu, tentavam disfarçar. Estávamos nos divertindo e não era questão de estragar tudo por aquela besteira de preferências.

—Não é má ideia —concordou Bea—. Começa com a Luci e eu cuido da contagem.

—Pra não ter trapaça —atreveu-se a intervir Luci—, proponho que a contagem seja feita em voz alta.

—Combinado. Vou contar em voz alta.

Eu teria preferido começar pela Bea, que era a que oferecia mais resistência. Quando tocava na buceta dela, a Luci ia ao orgasmo com uma facilidade incrível e ainda mais agora que já estava toda tesuda. Tinha que agir com muito tato para atrasar ao máximo esse momento e evitei ativar o clitóris dela, porque aquilo teria sido imparável. Bea também me dava uma mão, sei lá se intencionalmente ou não, contando os segundos bem mais rápido que qualquer relógio. Quando chegou aos trezentos, considerei que já tinha margem suficiente e agi de acordo, com o que a Luci, aos trezentos e quinze, já não aguentou mais.

E chegou o grande desafio. Enquanto a Luci desfiava a contagem, bem mais devagar por sinal que a irmã, fosse pela intenção malévola de que esta sucumbisse antes ou porque tinha uma precisão mais ajustada da durante um segundo, eu me virei com a Bea ou, pra ser mais exato, com seu coelhinho fofo. Ataquei ele com bem mais decisão, porque se usasse o mesmo esquema que com a Luci, a parada podia se estender por horas.

Conhecer o adversário é fundamental em todo tipo de luta e a buceta da Bea, embora um pouco menor que a da Luci, já era familiar o bastante pra eu saber o que esperar. A umidade que escorria antes de eu meter a cara me mostrou que minha situação era bem favorável e o único problema era sincronizar minha atividade de um jeito que a barreira dos trezentos e quinze supostos segundos não fosse ultrapassada e, mesmo sem ser exata, a realização dos meus objetivos chegasse perto o bastante pra determinar que as duas tinham gozado num espaço de tempo parecido. Qualquer diferença pequena podia ser justificada pela rapidez diferente com que cada uma tinha feito a famosa contagem.

Não deixou de ser uma epopeia aquela história de distribuir linguadas pra cá e pra lá com o cuidado que o tempo exigia. Cheguei a afinar tanto que concluí que um segundo dedicado ao clitóris equivalia a cinco segundos aplicados em outras partes daquela peça deliciosa. Quando a Luci ainda tava pelos duzentos e cinquenta, eu já sentia a Bea mais do que pronta pra explodir sem perdão se eu quisesse. Então tive que segurar meu ímpeto, dedicar mais atenção a áreas menos conflituosas e só focar de novo meu ataque no clitóris mais que excitado quando a contagem regressiva chegava ao fim.

— Trezentos e três... trezentos e quatorze... — a voz da Luci tinha virado uma música cansada e monótona —. Trezentos...

Antes que a Luci terminasse de pronunciar o número mágico, a Bea começou a se contorcer do mesmo jeito que sempre fazia quando chegava ao auge.

A nova prova, como eu queria, também não serviu pra estabelecer Diferenças, mas sim pra que nós três atingíssemos uma temperatura impossível de aguentar. E como nessas coisas de foder parece que a vista também faz tanto ou mais efeito que a própria ação, foi a Luci que correu até a conhecida gaveta pra pegar a camisinha adequada.

— Pra mim já basta — disse ela, enquanto vestia meu pau com a roupinha de gala—. Seja ou não sua preferida, o que eu quero é que você me dê uma boa foda sem precisar de mais provas.

— Acho que eu também penso o mesmo — completou a Bea.

Satisfeito com como os acontecimentos tinham se desenrolado, ainda me atrevi a provocar um pouco mais o diabo.

— Ainda me ocorre uma terceira prova pra...

— Falei que não quero mais provas — me interrompeu a Luci, se colocando em posição pra que eu a penetrasse sem mais delongas.

— Nem eu também — confirmou a Bea, adotando postura parecida.

E foi assim que meu pau, cheio de orgulho, foi se alternando entre um buraco e outro até deixar de novo satisfeitas as duas rivais e alcançar por sua vez sua devida recompensa, que procurei distribuir também igualmente entre as duas, pra que nenhuma delas guardasse daí em diante nem a menor suspeita de que uma ou outra gozava de maior ou menor preferência da minha parte.

— Sabe? — comentou a Bea, já com os ânimos mais calmos—. Na verdade era só uma brincadeira, mas acho que a Luci vai concordar comigo em dizer que você soube fazer muito bem.

— Concordo totalmente — assentiu a Luci, ainda não totalmente recuperada.

Acho que o banho em seguida fez muito bem pra nós três, pra afogar as paixões residuais que ainda pudessem estar nos corpos. Entre risadas e brincadeiras ficamos um bom tempo chapinhando na água, sem que elas me exigissem mais nem eu estivesse em condições de oferecer.

— Sua mãe já te falou que sábado é meu aniversário? — me perguntou a Bea antes de eu ir embora.

— Ela já me falou disso antes de vocês chegarem. —Aposto que você vai vir na festa, né?
—Se um trem não me pegar antes ou não rolar outra desgraça que me impeça, não perco isso por nada.
—Dá pra contar com o pai também?
Aquele "pai" soou meio estranho na boca dela. Era algo que eu já tinha aceitado de boa, mas agora, ouvindo com a voz dela, me deu uma sensação esquisita, não sei se gostosa ou desagradável.
—Espero que sim — me limitei a dizer.

E mais uma vez, ao passar o portão que limitava aquele jardim florido ao redor da Mansão, fiz isso com a certeza de que deixava para trás um paraíso sem igual, do qual eu era um dos poucos mortais que tinham acesso ilimitado a ele e a todos os prazeres que nele se escondiam.

PRÓXIMO RELATO
http://www.poringa.net/posts/relatos/2601725/Una-peculiar-familia-20.html


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