Orgasmo After Office

Sexta-feira, 6 de Maio. Eu estava com o Cristian, meu colega de trabalho, no aeroporto, a caminho do norte do continente, mais precisamente para Nova York. A empresa nos enviou para assistir a algumas conferências. A viagem foi meio cansativa, já que o resto do dia havíamos passado na empresa finalizando detalhes para a viagem. Nem preciso falar do trabalho que deu para conseguir um lugar para deixar a Nala, minha cachorra no cio, que, como estava no período fértil, não podia deixá-la na casa do meu irmão, já que ele tem um macho e eu não queria que rolasse um cruzamento entre eles.

Enfim, chegamos na América do Norte, fomos para o hotel onde seria a palestra, fizemos o check-in e cada um foi para seu quarto. Depois de um tempo, o Cristian me ligou e me convidou para tomar uns drinks e dar uma volta, mas eu estava realmente exausta e só queria tomar um banho e deitar um pouco. A conferência seria em 3 horas.

Na manhã seguinte, o Cristian novamente no telefone. Ele ia me buscar para irmos juntos para a reunião. Me arrumei e saímos. Nos sentamos na terceira fila da sala, para ter melhor visão e áudio, já que depois teríamos que apresentar um relatório de tudo para o gerente.

A reunião durou 4 horas, com um intervalo de uma hora, para podermos almoçar. Fomos com meu colega para o restaurante do hotel e comentamos um pouco do que havíamos ouvido, adiantando o relatório antes da segunda parte. Terminado o almoço, e perto da hora, voltamos para o auditório. Não queríamos perder nossos lugares. A palestra continuou seu rumo.

O apresentador dá as boas-vindas à Valerie. O Cristian me olha.

— Ah, bom… valeu a pena vir!

— Cale a boca, não seja babaca!

O Cristian tinha razão em se admirar diante de uma mulher daquelas. A típica norte-americana: loira, olhos ultra claros, de estatura média, seios médios e arredondados, os quais notei pelo seu decote nada discreto e aquele mamilo prestes a deixar alguém cego, cintura bem fina e curvada, quadris bem largos. Ela vestia uma camisa branca, uma saia preta de cintura alta e até os joelhos, e uns sapatos, também pretos, de salto agulha e bem altos. Como mulher fanática por sapatos que sou, morri com eles. Ah, desculpa, não me apresentei. Sou Gimena, uma mulher de 32 anos, trabalho para uma multinacional, moro sozinha, tenho um irmão, sou solteira… e não transo. Meu problema com isso é que fiquei 7 anos namorando e ele foi o único homem que me tocou, que me viu pelada, que me deu o melhor (e único) sexo da minha vida. O problema? O problema é que ele me traiu com uma puta barata do trabalho dele. Mas não só isso. Era a chefe dele, e eu os encontrei fodendo na NOSSA CAMA! O problema? Simples. Nunca mais confiei em nenhum homem. Também não me esforço para que nenhum me queira, por isso me visto de forma bem básica, e não saio muito.

Enfim, voltemos ao assunto. Eu também tinha ficado maravilhada com a Valerie, além de que ela parecia uma mulher super inteligente e segura de si. Passei as 4 horas restantes com o olho fixo nela. O resto do auditório… não existia.

Quando terminou o evento, deram a chance para os presentes de fazer algumas perguntas, então minha mão não parou um segundo. Finalizado, enfim, tudo, saímos com o Cristian do lugar.

– Vamos, vamos dar uma volta… vamos aproveitar que está tudo pago.

– Bom, deixa eu passar no quarto e me trocar um pouco – respondi.

– Sim, claro, eu também ia me trocar. Não ia sair assim na rua, que de terno vou conquistar todas as gostosas americanas – disse Cristian, rindo.

– Em 20 minutos estou pronta e vamos.

Não passaram nem 10 minutos, que ele apareceu no meu quarto, com uma garrafa de champanhe e duas taças. Eu ainda com o roupão.

– E a champanhe por quê? – pergunto.

– Pra comemorar isso, gata! Estamos na terra dos gringos, tudo pago, nós dois sozinhos… – e se aproxima de mim – sem ninguém que nos conheça e ninguém que nos veja…

– Para, idiota! – disse, afastando ele de – Pra mim – você é casado e eu conheço sua mulher. Além disso, você sabe que não tô interessada em nenhum homem.

– Virou lésbica? Hahaha

– Não, tá falando o quê? Tanto também não.

– Cala a boca, eu bem te vi olhando pra loira. Ficou molhadinha na conversa? Hahaha

– Não tá vendo que você é um idiota?! Se acalma, me faz o favor.

– Tá bom, vamos lá, troca de roupa pra gente ir.

Fui pro vestiário, analisei as roupas que tinha levado e tentei escolher a mais adequada pra noite. Passei uma maquiagem leve e saí pra encontrar o imbecil do meu companheiro, que tinha bebido quase a garrafa inteira sozinho.

– Ainda bem que era pra dividir – falei, enquanto me servia uma taça.

Terminamos o champanhe e saímos pra explorar a cidade grande. Perguntamos na recepção se podiam recomendar alguns lugares pra conhecer, e nos falaram de um bar relativamente perto que, pela hora, podia estar bem cheio e dava pra jantar ou beber. E optamos por começar por ali. Tínhamos só três dias por lá.

Chegamos no lugar, luz baixa, música alta, mas dava pra ouvir perfeitamente o que o outro dizia. Eu não tinha muito inglês na ponta da língua, na verdade era bem básico, então me apoiava no Cristian pra questão das traduções.

– O que a gente pede?

– Sei lá… uma cerveja – respondi, olhando em volta.

A garçonete percebeu que o Cristian era de fora, e começou a dar em cima dele. Trouxe as bebidas e continuaram conversando. Eu não existia. Minutos depois, e com um sinal e um sorriso ousado da parte da garçonete, os dois foram embora só Deus sabe pra onde, mas eu desconfiava perfeitamente.

– Que cara babaca! Como é que vai me deixar aqui sozinha? – resmunguei.

No fim, eu também era invisível pro resto do mundo. Definitivamente, nem cara de estrangeira, nem roupa chamativa.

– Bom, no fim das contas também não quero que qualquer infeliz se aproxime pra falar comigo em chinês básico e tentar me seduzir pra, obviamente, tentar me levar pra cama. E o que eu digo cama… pra algum beco por aí! – conversei com meu interior. Que doida recém-saída do hospício.

- Moça, moça, mo…! Essa gostosa é surda? Ei! Mmmmmiss?

- Yes, may I help you?

- I don't speak english… – e olho pra ela, como esperando que adivinhasse o que eu queria pedir.

- Ammm… do you want this? – e aponta minha garrafa de cerveja.

- Oh, yes, yes! Cerveja!

- Jajaja bear… I'll be right back

Por que ela tá rindo? Quando voltou com a garrafa, fiz sinais com as mãos indicando que me trouxesse mais 4. Até o outro voltar, eu ia ficar um tempão ali.

Terminada a terceira cerveja, avisto ao longe uma mulher. Duvidei que fosse a Valerie, mas a dúvida não durou muito quando a tive a menos de cinco metros de distância e pude identificá-la perfeitamente. Ela me olhou… e sorriu. Imediatamente desviei o olhar… fiquei inibida. Olhei pra ela de novo, dessa vez disfarçada, e ela continuava me olhando e sorrindo. Estava de pé, apoiada com os cotovelos numa cadeira, com o corpo de lado, conversando com dois homens. Às vezes tinha a sensação de que ela flertava comigo à distância. Eu não desgrudava meu bico da garrafa. Vejo ela caminhando pra minha mesa. Os nervos me invadiram.

- Hi… I saw you at the conference

- Sorry, I don't speak english… Valerie?

- No problem – ela sorri – você sabe que eu falo espanhol também. De onde você é?

- Da Argentina…

- Te vi na conferência, bem atenta.

- Ha, sim… você deu uma ótima palestra

- Posso te convidar pra outro setor daqui?

- Não sei, tô com um amigo e… não queria perdê-lo, não estamos com celulares nem nada pra nos comunicar.

- Easy, girl… vai ser só um momento, anda, vem! – e me pegou pela mão, me levando sem mais delongas pra algum lugar.

Atravessamos o bar todo, e chegamos no que, imaginei, seria o setor V.I.P.. As luzes eram ainda mais fracas, e a música mais alta. Aqui sim que não dava pra ouvir nada. Nos sentamos numa mesa redonda e pequena, cercada por um sofá, numa "salinha" separada das outras "salas". Pra explicar melhor, eram tipo setores V.I.P. pequenos dentro de um mesmo quarto, só que maior. Ela pediu outras bebidas, não consegui ouvir quais eram, mas quando chegaram pareciam deliciosas.

Conversamos um pouco, bebemos demais. Ela se aproximava cada vez mais de mim. Num instante, tinha a mão no meu joelho. "Tudo bem, não é nada demais", pensei. De repente, sua mão começou a me acariciar cada vez mais. Estava ficando nervosa. Não sabia o que fazer. Tentei afastá-la, mas minha mão roçou na dela agora. Uma pele muito macia, muito delicada. Minha infantilidade esqueceu o que tinha acontecido um segundo antes e eu a toquei, agora com vontade.

—É incrível como sua pele é macia!

Ela olhou para minha mão e voltou o olhar para o meu rosto. Sorriu.

—Você gosta?

E rompeu as distâncias entre nossos corpos. Percebi o que estava fazendo e tirei minha mão dali.

—Tudo bem, não se preocupe. Suas mãos também são muito macias, é gostoso ser acariciada por elas — e pegou minha mão, levando-a novamente até sua pele... sua pele viciante.

Algo em mim despertou. Algo em mim falou, me incitou. Eu queria tocá-la, desejava fazer isso... e fiz. Minha mão deslizou pelo seu joelho, sua coxa e ficou por ali, mas, no fundo, queria avançar. No fundo, estava excitada, e entre minhas pernas... também. Bebi de um só gole minha taça, agarrei Valerie pelo pescoço e num impulso me enfiei em sua boca. Sentia um formigamento por todo o corpo, meus mamilos endureciam, de nervosismo e excitação. Cada vez uníamos mais nossos corpos. De repente, a soltei e me afastei.

—O que foi? — ela pergunta.

—Não, não, isso é errado, e alguém pode nos ver.

Ao dizer isso, fiquei ainda mais excitada. Podia sentir a lubrificação escorrendo aos poucos pela minha vulva, molhando minha calcinha.

—Não se preocupe, aqui não acontece nada. Aqui cada um está no seu mundo. Fica tranquila. Se deixa levar, tá?

—Tem certeza?

—Sim, vamos, confia em mim e relaxa...

Me recostei no meu lugar e, quase por inércia, minhas coxas se separaram. Valerie voltou a me beijar devagar, sua língua úmida percorria o contorno dos meus lábios, beijava minhas bochechas, descia até meu pescoço e o lambia também. Sua mão, por outro lado, subia mais e se metia entre minhas coxas, as arranhava devagar e um arrepio percorria meu corpo, enquanto o fogo se apoderava das minhas entranhas. Seus dedos acariciavam minha vulva por cima da roupa, pelos lados da virilha e puxavam suavemente o tecido para encontrar mais pele e minha umidade. De norte a sul, iam e vinham por fora. Minha buceta suplicava cada vez mais, minha respiração se agitava. Ela tirou a mão e se afastou de mim. Olhei para ela, pensando que não ia continuar, que tudo terminaria ali. Não podia acreditar. Mas não, ela me pegou pelos braços, como me convidando a parar, e com certa força, como uma indicação, me guiou até a borda (em cima do encosto) do sofá. Sentei-me ali.

Ela se ajoelhou na minha frente, abriu minhas pernas e se posicionou entre elas. Continuou me beijando com mais paixão, foi até meu ouvido e sussurrou: “te confesso que desde a sala estava fantasiando com você”. Com sua língua o lambeu e começou a descer, devagar, beijando cada pedaço de pele que encontrava. Chegou aos meus seios e notou meus mamilos duros e eretos, e os mordiscava devagar, por cima da camiseta, apertando o resto das minhas tetas com ambas as palmas, para depois continuar com minha cintura e terminar, novamente, nas minhas pernas. Seu rosto as acompanhou, deixando-o de frente para minha cintura. Ela me olhou.

- Me deixa provar você? Morro de vontade de saber como você sabe!

Me relaxei mais para trás, e com ambas as mãos segurei sua cabeça e a guiei até minha buceta. Ela afastou o tecido que me cobria e com a ponta da língua roçou meu clitóris. Gemi devagar. Pouco a pouco foi deslizando-a para baixo, provando o néctar que fluía de mim. Adicionou ao seu trabalho um dedo, para levá-lo para dentro e, curvado para cima e com movimentos rítmicos, buscavam meu maior êxtase. Depois esse dedo deslizou mais para baixo ainda, e acariciava suavemente, e só por Por cima, meu cu, lubrificando também. Eu conseguia sentir. Sabia que algo estava prestes a acontecer. Outro dedo, agora mais grosso, voltou para dentro da minha boceta, enquanto outro, ajudado pela lubrificação recente, se infiltrava por outro lado para, juntos, e com a língua, me levarem a um orgasmo interminável. Meu corpo tremia, meus quadris se moviam para frente e para trás, minhas mãos apertavam a cabeça da Valerie ainda mais contra mim, um fogo me percorria por completo e uma corrente invadia minha ppk. Eu não queria que parasse, mas, quando os tremores e movimentos cessaram, ela também parou.

Ela ficou apoiada sobre minhas coxas, me olhando e sorrindo. Eu desci para me sentar novamente no sofá, ao lado dela. Ela me beijou de novo, agora suavemente. Uma corrente voltou a se apoderar do meu corpo. Minha vagina não parava de se contrair e relaxar. Continuei beijando-a, mas com mais ênfase. Com minha mão agarrei a dela e a levei rapidamente para minha virilha, enfiando-a por dentro da minha calcinha. Ela entendeu na hora e soube o que fazer. Mais um orgasmo, mas agora com mais fúria. Todo meu corpo ficou travado e eu gritei tão alto que minha garganta ardeu por um segundo. Ela sorriu de novo.

—Nossa, você é mesmo insaciável, argentina!

—Não acredito nisso tudo. Fazia tanto tempo que eu não tinha um orgasmo! Nunca imaginei que o próximo seria assim… muito menos com uma mulher.

—Fico feliz com o que você diz, e fico feliz por ser eu quem te deu isso. Já te falei, eu fantasiei com isso durante toda a reunião… foi difícil me concentrar! Hahaha.

—É… você também me chamou a atenção quando te vi, mas não pensei que isso aconteceria. Admito que estou com um pouco de vergonha.

—Não, não fique com vergonha. Vamos tomar mais uns drinks para relaxar e conversar direito agora, o que acha? — diz Valerie.

—Tá bom, eu vou passar no banheiro e já volto.

Me afasto dali a caminho do banheiro e vejo na "sala" ao lado o Cristian, sentado em uma das mesas, com a garçonete reclinada sobre o pau dele… olhando para a "sala" que a gente tava lá. Ela sorri... e pisca o olho pra mim.

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