Pra vocês me lembrarem, sou o Mario, o pedreiro formado em outro relato que compartilho com vocês.
Minha família é meus pais e três irmãs, Andrea, Silvana, Mariela, eu sou o caçula. Meu velho, militar de carreira e, como todo milico, apegado ao regulamento até na hora de trepar. E quando você é o único filho homem de um militar e vem de uma família com tradição militar, meio que seu destino já tá traçado. Quando eu disse que não iria pro colégio militar e que estudaria uma faculdade na universidade, meu velho respeitou minha decisão, mas obviamente não foi de bom grado. A questão é que, como tava na moda, me meti na universidade pública local pra estudar computação. Não tinha terminado nem metade do ano e eu já sabia que não ia continuar com aquilo. Quando anunciei minha decisão de não seguir, deu uma puta confusão. Meu velho, que já vinha decepcionado, descarregou a raiva dele. Discutimos feio, falei umas coisas horríveis, tipo um cuzão disfarçando os próprios erros. Com o choro da minha mãe e das minhas irmãs, uma mochila com umas roupas e umas merdas, umas economias mixurucas, me fiz de expulso de casa. E num mês de junho, com um frio do caralho, fui pra rua.
Na minha raiva injustificada, lembrava das palavras do meu velho no calor da discussão: "Você se acha muito maduro discutindo com quem te dá de comer, quem te dá uma cama quentinha, quem pagou sua educação... Vamos ver se você aguenta uma semana fora". Meu orgulho idiota ferido, numa atitude irracional, mais milico que meu velho, só que sem usar farda, ia mostrar pra ele que eu aguentava de boa.
Acabei no estado vizinho, trabalhando como ajudante de pedreiro, cavando buracos, catando entulho. Passei fome, frio, roupa suja e às vezes rasgada, não cheirava bem. Levou um tempo até eu conseguir dormir de novo numa cama quentinha... Na porrada da vida, que meu velho não me deu e que eu bem merecia, aprendi a valorizar uma grana no bolso, um prato de comida. Mas não aprendendo direito, como um salame picado vagabundo, a me dar valor. conta que o orgulho é bom, mas quando te impulsiona, continuei irracionalmente puto com meu velho, quando os erros eram todos meus.
Era novembro daquele ano, já trabalhava como meio oficial de pedreiro numa empresa, aluguei um quarto com banheiro privativo, quase um chiqueiro, mas que com muito capricho e uns ajustes, parecia habitável e facilmente cinco meses sem meter, porra cada vez que penso nisso… chegava morto do serviço, tomava um banho e dormia, às vezes acordava com a cueca meio dura e a mancha típica, involuntariamente algumas noites via que escapavam umas cabras, de vez em quando a vida… como dizia o famoso catalão, quase por regra eu batia uma punheta, vivia num estado de castidade mental que dói contar e que custa acreditar, com essa atitude não pegava nem um pulôver de lã grossa passando por um campo de arame farpado, nem sonhar em chegar numa gostosa.
Mas tudo mudou um dia, na pensão onde comia, a que servia a comida era uma baixinha, já velha, doente, foi substituída por uma deliciosa mina de 18 anos, baixinha, pele morena escura, cara rechonchuda que ao sorrir formava duas covinhas nas bochechas, um sotaque especial, imigrante, que muito séria quase odiosa, nos atendia, usava saias grandes e blusas grandes como se escondendo, à primeira impressão parecia uma gordinha, mas repito primeira impressão e não consigo me explicar por quê, mas o que me esquentou com a gostosa e capaz de não acreditarem, foram os pés dela, sempre de sandálias, pareciam empadas de cozinheira iniciante, grandes, largos, dedos grossos, duas cores, bem moreno em cima e a sola branca, o que tem de sexy nisso? Nem ideia, mas pra mim foi fatal. Ela se aproximava com os pratos, sempre muito séria, duas ou três frases com aquele sotaque, eu olhava as bochechas rechonchudas e aqueles pés gordinhos e a pica ficava dura, assim de curta e grossa, assim de simples a história.
Não tinha jeito de chegar nela, nem um pouco de Conversa, com não menos de 25 pedreiros comendo, nem fodendo que ia me dar bola. A questão é que um sábado, fim de quinzena, recebi, com uns trocados no bolso, fui comer, nunca ia num sábado, porque como o expediente termina ao meio-dia, todo mundo vai pra casa ou senta numa esquina pra torrar a quinzena. Deixei a bicicleta na entrada, nem amarrei, eu chamava de "bike", mas puta que era um pedaço de ferro com duas rodas, o banco era uma tábua e eu colocava um pano pra não doer a bunda e freava arrastando a bota de obra no chão, deixava ela assim de propósito, se inconscientemente você ousasse usar só o freio traseiro, te roubavam. Nisso que sento, éramos só três gatos pingados sentados num balcão comprido onde cabem trinta, quando ela se aproximou, tava diferente, sorridente me cumprimentou e disse:
— Moço, não deixe sua bicicleta solta, que levam ela.
Aquele sotaque e aquela forma de falar tão especial, tão cativante.
— Acho que quem perde é quem leva.
E me presenteou pela primeira vez com um sorriso, duas covinhas nas bochechas, os dentes brancos pareciam de cúm, os olhos puxadinhos que mais se apertavam.
— E não se ofenda, mas que feia que é sua bicicleta.
— Não me ofendo, aliás, acho que só chamando ela de feia, você tá sendo muito boazinha da sua parte.
E me deu outro sorriso ainda maior, enquanto me servia o menu, guisado de lentilha com carne, sopa com cozido e uma laranja. A gente conversava apressado como se fosse a última vez, ela me contou que se chamava Marta, que era de Tarija, Bolívia, que com a mãe e uma irmã mais velha tinham vindo trabalhar numa oficina de roupa e que por enquanto só a mãe dela podia trabalhar... ela contava como se quisesse muito me contar, que eu a conhecesse, ria de qualquer besteira que eu falava.
Do meu torpor mental de castidade, virei um lobo mau, capaz de comer até as vovozinhas, igual no conto, entre o sotaque dela na conversa, os pés dela que me esquentavam, tava com a pica dura e nem tinha percebido. Nem tocado. Convidei ela pra tomar um sorvete, aproveitando que na conversa passada ela me contou que ama e, lindamente, sem rodeios, ela aceitou, mas disse que só ia ficar livre às 16h30, eram 13h30.
— Não importa, espero você.
E nessa simplicidade única e linda, ela me deu aquele sorriso emocionado, tão especial, que pelo menos eu acho que conheço, aquele que as mulheres costumam dar e que, se você souber olhar, já te disse tudo.
Aquelas três horas pareceram três dias. Sentei na calçada da frente e esperei, até que ela veio. Tinha tirado o avental e estava com aquela saia larga de várias cores e a blusa branca, bem arrumadinha. Sentou no bagageiro da bike e, rindo, os dois brincando, zigzagueando de bicicleta no caminho pra sorveteria, com as pernas abertas feito uma tesoura tecendo, pedalando. Primeira vez tão perto da Marta, roçar minhas pernas na bunda dela, encostar meu peito nas costas dela, um cheiro tão especial, o cabelo preto como carvão, liso, preso numa trança grossa e comprida que quase batia na cintura. Na sorveteria, ela pediu o copinho mais pequeno. Forcei ela a pedir o de dois sabores e sentamos no banco de uma praça. Naquela simplicidade linda, ver ela comer e aproveitar aquele sorvete como se fosse um banquete real, lembro como um afago na minha alma. E vieram aquelas conversas, e ela sondava sobre mim, perguntando acusadora:
— O que você disse pra sua mulher pra chegar tarde hoje?
— Por que você fala assim? Se você acha que eu tenho mulher, por que saiu comigo hoje?
— Porque sou uma tonta, ué, o que mais poderia ser…
E a gente ria. Lá pras seis da tarde, virei pro quarto, aproveitando justamente essa acusação dela pra ela descobrir sobre mim, mostraria onde eu morava. No jogo dela, ela tava se levando pro matadouro ou se deixava levar, sei lá hahaha, não importa, o negócio era meter ela no quarto, depois era outro assunto.
Volto a lembrar com uma nostalgia e emoção enormes, dela sentada no bagageiro da bike, eu pedalando igual aranha com diarreia, claro, e como tem que ser, o quarto de Solteiro, era uma bagunça daquelas, que quando entramos tentei disfarçar, arrumando rapidamente o que dava. Não tinha nada sujo, nesse sentido tranquilo, mas a cama desfeita, a roupa empilhada numa cadeira tendo armário, aquele que ridiculamente você tem vazio, o dos cabides vazios e das portas sempre abertas. Ela me pediu pra ir ao banheiro e aproveitei pra dar uma arrumada melhor nas coisas. Quando saiu, começou a dobrar minha roupa da cadeira e guardar no armário vazio. Tentei recusar:
— Homens, são todos iguais, bagunceiros…
Convidei ela pra tomar um mate e ela disse que não tomava, “isso é coisa de gaúcho”, foi a frase dela, mas que eu ensinasse. Coloquei a chaleira no fogo, lavei xícaras, pratos e o resto que tava empilhado na pia, enquanto ela quase passava a roupa com as mãos quando dobrava e guardava tudo direitinho no meu armário, sem nem perguntar onde ia cada coisa. Depois arrumou a cama direitinho e sentou nela, enquanto eu, na cadeira, começava a ensinar como tomar mate.
— Sua mãe e sua irmã tão trabalhando?
— É, só vão sair na segunda, porque têm que entregar um pedido pra segunda.
— Mas elas dormem, comem e trabalham o dia inteiro?
— É, senão o patrão fica bravo.
Ela falava com resignação, até com um certo conformismo. É a forma de escravos desse tempo, pensei. Mundo de merda.
— E você fica sozinha até segunda? (segurando a mão dela)
— É, respondeu, a gente mora num lugar parecido com esse, nós três, e como eu não posso trabalhar com elas, tenho que ficar lá.
— E se você ficar comigo e deixar eu cuidar de você? (me aproximando)
— Não sei…
E eu beijei ela. E como todo primeiro beijo, mistura de medo, desejo, ternura. Ao abraçar ela, não posso deixar de dizer: fiquei atônito, era pura roupa. Quando senti os peitos dela no meu peito, por favor, melões de exportação. Começar a despir ela foi como andar num labirinto: a blusa que tinha como fundo um forro de pano branco, os botões escondidos, a saia colorida não era uma, eram três. numa dessas, quando nos meus beijos e na minha atrapalhação consegui tirar tudo dela e pude vê-la de sutiã e calcinha daquelas antigas e grandes, não era a gordinha que a gente imaginava, era exuberante, as curvas do quadril nem te conto, a cintura fininha, uma bunda generosa redondinha como moeda bem empinada, os peitos como melões grandes, a pele escura quase marrom, igual quando você se queimou várias vezes no sol nas férias, ela me pediu pra esperar um segundo a foda pra soltar o cabelo, desfazendo a trança, apareceu uma cabeleira enorme, que não sei por que me pareceu tão linda, tirou o sutiãzão de velha, deixando no ar aqueles dois peitões enormes que nem sabiam que existia lei da gravidade, as auréolas dos bicos escuros e grandes e os bicos grandes saltados pretinhos, quando tirou a calcinha por favor quase gozei, buceta bem peluda, pretos e longos os pelos como na cabeça, quando fazia tudo isso, não era uma atitude provocativa, era como submissa, entregue... às vezes em conversas os pedreiros chamam elas de fáceis, trouxas, essas mulheres lindas, quando te escolhem, zero frescura e bem disse quando te escolhem, não é fácil ser escolhido.
Nem ideia de como nem quando tirei a roupa, quando vou me meter na cama com ela, ela me diz na sua simplicidade, com aquele sotaque, com aquela forma de falar tão especial que elas têm
— não vai me fazer um filho, não ainda.
Morri de amor, morri pela simplicidade dela, morri de ternura, revivi de tesão, comecei a beijar ela desde o pescoço, maravilha é pouco, me excitava aquele cheiro de mulher selvagem, aquela pele que nunca soube de cremes nem de outras ervas, a pele dela tinha um gosto meio salgado e conforme eu passava a língua ela ficava arrepiada, se estremecia com o roçar da minha barba por fazer e da minha língua meio áspera, quando me agarrei nos peitos, doía a mandíbula de tanto chupar, ela só me olhava me possuindo, às vezes eu me afastava quando na minha atrapalhação machucava ela, ela ficava meio quietinha, submissa, deixando que eu a possuísse. chegar na buceta escondida naquela selva crescida de pelos pretos, suculenta como poucas, de lábios grossos quase pretos e dar um chupão violento, quente pra caralho, aí sentir ela gemer com gosto, ela adorava que chupassem, adorava que mordessem os lábios da buceta, que passassem a língua, gemia forte a Marta, abriu bem as pernas e me deixou fazer, fazer, fazer e maravilhosamente meu pau nos pés dela, aqueles pés que tanto me excitavam, começou a acariciar meu pau, sei lá, como dizer, mortal!!!!!!
- Já para, Mario, já para, não faz, vem dentro de mim
Aquele sotaque, naquele jeito de falar, quando meti de uma vez, a buceta apertada, bem quente, bem molhada, ouvir ela gemer, sentir o corpo quente dela, o cheiro de mulher no cio, a entrega, dizer que aguentei um tempo... mentira, cinco meses sem meter, acho que não foram mais de cinco estocadas, desesperado tirei o pau da buceta dela e gozei jatos, mas jatos grossos na barriguinha dela, nos pelos pretos da buceta, um pouco espirrou pro lado dos peitos dela, caí morto do lado dela, ela pegou na minha mão e beijou, ficou até segunda-feira, não sabem e eu também não, o quanto amei aquela mulher.Você é uma mulher muito gostosa, Marta, de coração enorme.
Minha família é meus pais e três irmãs, Andrea, Silvana, Mariela, eu sou o caçula. Meu velho, militar de carreira e, como todo milico, apegado ao regulamento até na hora de trepar. E quando você é o único filho homem de um militar e vem de uma família com tradição militar, meio que seu destino já tá traçado. Quando eu disse que não iria pro colégio militar e que estudaria uma faculdade na universidade, meu velho respeitou minha decisão, mas obviamente não foi de bom grado. A questão é que, como tava na moda, me meti na universidade pública local pra estudar computação. Não tinha terminado nem metade do ano e eu já sabia que não ia continuar com aquilo. Quando anunciei minha decisão de não seguir, deu uma puta confusão. Meu velho, que já vinha decepcionado, descarregou a raiva dele. Discutimos feio, falei umas coisas horríveis, tipo um cuzão disfarçando os próprios erros. Com o choro da minha mãe e das minhas irmãs, uma mochila com umas roupas e umas merdas, umas economias mixurucas, me fiz de expulso de casa. E num mês de junho, com um frio do caralho, fui pra rua.
Na minha raiva injustificada, lembrava das palavras do meu velho no calor da discussão: "Você se acha muito maduro discutindo com quem te dá de comer, quem te dá uma cama quentinha, quem pagou sua educação... Vamos ver se você aguenta uma semana fora". Meu orgulho idiota ferido, numa atitude irracional, mais milico que meu velho, só que sem usar farda, ia mostrar pra ele que eu aguentava de boa.
Acabei no estado vizinho, trabalhando como ajudante de pedreiro, cavando buracos, catando entulho. Passei fome, frio, roupa suja e às vezes rasgada, não cheirava bem. Levou um tempo até eu conseguir dormir de novo numa cama quentinha... Na porrada da vida, que meu velho não me deu e que eu bem merecia, aprendi a valorizar uma grana no bolso, um prato de comida. Mas não aprendendo direito, como um salame picado vagabundo, a me dar valor. conta que o orgulho é bom, mas quando te impulsiona, continuei irracionalmente puto com meu velho, quando os erros eram todos meus.
Era novembro daquele ano, já trabalhava como meio oficial de pedreiro numa empresa, aluguei um quarto com banheiro privativo, quase um chiqueiro, mas que com muito capricho e uns ajustes, parecia habitável e facilmente cinco meses sem meter, porra cada vez que penso nisso… chegava morto do serviço, tomava um banho e dormia, às vezes acordava com a cueca meio dura e a mancha típica, involuntariamente algumas noites via que escapavam umas cabras, de vez em quando a vida… como dizia o famoso catalão, quase por regra eu batia uma punheta, vivia num estado de castidade mental que dói contar e que custa acreditar, com essa atitude não pegava nem um pulôver de lã grossa passando por um campo de arame farpado, nem sonhar em chegar numa gostosa.
Mas tudo mudou um dia, na pensão onde comia, a que servia a comida era uma baixinha, já velha, doente, foi substituída por uma deliciosa mina de 18 anos, baixinha, pele morena escura, cara rechonchuda que ao sorrir formava duas covinhas nas bochechas, um sotaque especial, imigrante, que muito séria quase odiosa, nos atendia, usava saias grandes e blusas grandes como se escondendo, à primeira impressão parecia uma gordinha, mas repito primeira impressão e não consigo me explicar por quê, mas o que me esquentou com a gostosa e capaz de não acreditarem, foram os pés dela, sempre de sandálias, pareciam empadas de cozinheira iniciante, grandes, largos, dedos grossos, duas cores, bem moreno em cima e a sola branca, o que tem de sexy nisso? Nem ideia, mas pra mim foi fatal. Ela se aproximava com os pratos, sempre muito séria, duas ou três frases com aquele sotaque, eu olhava as bochechas rechonchudas e aqueles pés gordinhos e a pica ficava dura, assim de curta e grossa, assim de simples a história.
Não tinha jeito de chegar nela, nem um pouco de Conversa, com não menos de 25 pedreiros comendo, nem fodendo que ia me dar bola. A questão é que um sábado, fim de quinzena, recebi, com uns trocados no bolso, fui comer, nunca ia num sábado, porque como o expediente termina ao meio-dia, todo mundo vai pra casa ou senta numa esquina pra torrar a quinzena. Deixei a bicicleta na entrada, nem amarrei, eu chamava de "bike", mas puta que era um pedaço de ferro com duas rodas, o banco era uma tábua e eu colocava um pano pra não doer a bunda e freava arrastando a bota de obra no chão, deixava ela assim de propósito, se inconscientemente você ousasse usar só o freio traseiro, te roubavam. Nisso que sento, éramos só três gatos pingados sentados num balcão comprido onde cabem trinta, quando ela se aproximou, tava diferente, sorridente me cumprimentou e disse:
— Moço, não deixe sua bicicleta solta, que levam ela.
Aquele sotaque e aquela forma de falar tão especial, tão cativante.
— Acho que quem perde é quem leva.
E me presenteou pela primeira vez com um sorriso, duas covinhas nas bochechas, os dentes brancos pareciam de cúm, os olhos puxadinhos que mais se apertavam.
— E não se ofenda, mas que feia que é sua bicicleta.
— Não me ofendo, aliás, acho que só chamando ela de feia, você tá sendo muito boazinha da sua parte.
E me deu outro sorriso ainda maior, enquanto me servia o menu, guisado de lentilha com carne, sopa com cozido e uma laranja. A gente conversava apressado como se fosse a última vez, ela me contou que se chamava Marta, que era de Tarija, Bolívia, que com a mãe e uma irmã mais velha tinham vindo trabalhar numa oficina de roupa e que por enquanto só a mãe dela podia trabalhar... ela contava como se quisesse muito me contar, que eu a conhecesse, ria de qualquer besteira que eu falava.
Do meu torpor mental de castidade, virei um lobo mau, capaz de comer até as vovozinhas, igual no conto, entre o sotaque dela na conversa, os pés dela que me esquentavam, tava com a pica dura e nem tinha percebido. Nem tocado. Convidei ela pra tomar um sorvete, aproveitando que na conversa passada ela me contou que ama e, lindamente, sem rodeios, ela aceitou, mas disse que só ia ficar livre às 16h30, eram 13h30.
— Não importa, espero você.
E nessa simplicidade única e linda, ela me deu aquele sorriso emocionado, tão especial, que pelo menos eu acho que conheço, aquele que as mulheres costumam dar e que, se você souber olhar, já te disse tudo.
Aquelas três horas pareceram três dias. Sentei na calçada da frente e esperei, até que ela veio. Tinha tirado o avental e estava com aquela saia larga de várias cores e a blusa branca, bem arrumadinha. Sentou no bagageiro da bike e, rindo, os dois brincando, zigzagueando de bicicleta no caminho pra sorveteria, com as pernas abertas feito uma tesoura tecendo, pedalando. Primeira vez tão perto da Marta, roçar minhas pernas na bunda dela, encostar meu peito nas costas dela, um cheiro tão especial, o cabelo preto como carvão, liso, preso numa trança grossa e comprida que quase batia na cintura. Na sorveteria, ela pediu o copinho mais pequeno. Forcei ela a pedir o de dois sabores e sentamos no banco de uma praça. Naquela simplicidade linda, ver ela comer e aproveitar aquele sorvete como se fosse um banquete real, lembro como um afago na minha alma. E vieram aquelas conversas, e ela sondava sobre mim, perguntando acusadora:
— O que você disse pra sua mulher pra chegar tarde hoje?
— Por que você fala assim? Se você acha que eu tenho mulher, por que saiu comigo hoje?
— Porque sou uma tonta, ué, o que mais poderia ser…
E a gente ria. Lá pras seis da tarde, virei pro quarto, aproveitando justamente essa acusação dela pra ela descobrir sobre mim, mostraria onde eu morava. No jogo dela, ela tava se levando pro matadouro ou se deixava levar, sei lá hahaha, não importa, o negócio era meter ela no quarto, depois era outro assunto.
Volto a lembrar com uma nostalgia e emoção enormes, dela sentada no bagageiro da bike, eu pedalando igual aranha com diarreia, claro, e como tem que ser, o quarto de Solteiro, era uma bagunça daquelas, que quando entramos tentei disfarçar, arrumando rapidamente o que dava. Não tinha nada sujo, nesse sentido tranquilo, mas a cama desfeita, a roupa empilhada numa cadeira tendo armário, aquele que ridiculamente você tem vazio, o dos cabides vazios e das portas sempre abertas. Ela me pediu pra ir ao banheiro e aproveitei pra dar uma arrumada melhor nas coisas. Quando saiu, começou a dobrar minha roupa da cadeira e guardar no armário vazio. Tentei recusar:
— Homens, são todos iguais, bagunceiros…
Convidei ela pra tomar um mate e ela disse que não tomava, “isso é coisa de gaúcho”, foi a frase dela, mas que eu ensinasse. Coloquei a chaleira no fogo, lavei xícaras, pratos e o resto que tava empilhado na pia, enquanto ela quase passava a roupa com as mãos quando dobrava e guardava tudo direitinho no meu armário, sem nem perguntar onde ia cada coisa. Depois arrumou a cama direitinho e sentou nela, enquanto eu, na cadeira, começava a ensinar como tomar mate.
— Sua mãe e sua irmã tão trabalhando?
— É, só vão sair na segunda, porque têm que entregar um pedido pra segunda.
— Mas elas dormem, comem e trabalham o dia inteiro?
— É, senão o patrão fica bravo.
Ela falava com resignação, até com um certo conformismo. É a forma de escravos desse tempo, pensei. Mundo de merda.
— E você fica sozinha até segunda? (segurando a mão dela)
— É, respondeu, a gente mora num lugar parecido com esse, nós três, e como eu não posso trabalhar com elas, tenho que ficar lá.
— E se você ficar comigo e deixar eu cuidar de você? (me aproximando)
— Não sei…
E eu beijei ela. E como todo primeiro beijo, mistura de medo, desejo, ternura. Ao abraçar ela, não posso deixar de dizer: fiquei atônito, era pura roupa. Quando senti os peitos dela no meu peito, por favor, melões de exportação. Começar a despir ela foi como andar num labirinto: a blusa que tinha como fundo um forro de pano branco, os botões escondidos, a saia colorida não era uma, eram três. numa dessas, quando nos meus beijos e na minha atrapalhação consegui tirar tudo dela e pude vê-la de sutiã e calcinha daquelas antigas e grandes, não era a gordinha que a gente imaginava, era exuberante, as curvas do quadril nem te conto, a cintura fininha, uma bunda generosa redondinha como moeda bem empinada, os peitos como melões grandes, a pele escura quase marrom, igual quando você se queimou várias vezes no sol nas férias, ela me pediu pra esperar um segundo a foda pra soltar o cabelo, desfazendo a trança, apareceu uma cabeleira enorme, que não sei por que me pareceu tão linda, tirou o sutiãzão de velha, deixando no ar aqueles dois peitões enormes que nem sabiam que existia lei da gravidade, as auréolas dos bicos escuros e grandes e os bicos grandes saltados pretinhos, quando tirou a calcinha por favor quase gozei, buceta bem peluda, pretos e longos os pelos como na cabeça, quando fazia tudo isso, não era uma atitude provocativa, era como submissa, entregue... às vezes em conversas os pedreiros chamam elas de fáceis, trouxas, essas mulheres lindas, quando te escolhem, zero frescura e bem disse quando te escolhem, não é fácil ser escolhido.
Nem ideia de como nem quando tirei a roupa, quando vou me meter na cama com ela, ela me diz na sua simplicidade, com aquele sotaque, com aquela forma de falar tão especial que elas têm
— não vai me fazer um filho, não ainda.
Morri de amor, morri pela simplicidade dela, morri de ternura, revivi de tesão, comecei a beijar ela desde o pescoço, maravilha é pouco, me excitava aquele cheiro de mulher selvagem, aquela pele que nunca soube de cremes nem de outras ervas, a pele dela tinha um gosto meio salgado e conforme eu passava a língua ela ficava arrepiada, se estremecia com o roçar da minha barba por fazer e da minha língua meio áspera, quando me agarrei nos peitos, doía a mandíbula de tanto chupar, ela só me olhava me possuindo, às vezes eu me afastava quando na minha atrapalhação machucava ela, ela ficava meio quietinha, submissa, deixando que eu a possuísse. chegar na buceta escondida naquela selva crescida de pelos pretos, suculenta como poucas, de lábios grossos quase pretos e dar um chupão violento, quente pra caralho, aí sentir ela gemer com gosto, ela adorava que chupassem, adorava que mordessem os lábios da buceta, que passassem a língua, gemia forte a Marta, abriu bem as pernas e me deixou fazer, fazer, fazer e maravilhosamente meu pau nos pés dela, aqueles pés que tanto me excitavam, começou a acariciar meu pau, sei lá, como dizer, mortal!!!!!!
- Já para, Mario, já para, não faz, vem dentro de mim
Aquele sotaque, naquele jeito de falar, quando meti de uma vez, a buceta apertada, bem quente, bem molhada, ouvir ela gemer, sentir o corpo quente dela, o cheiro de mulher no cio, a entrega, dizer que aguentei um tempo... mentira, cinco meses sem meter, acho que não foram mais de cinco estocadas, desesperado tirei o pau da buceta dela e gozei jatos, mas jatos grossos na barriguinha dela, nos pelos pretos da buceta, um pouco espirrou pro lado dos peitos dela, caí morto do lado dela, ela pegou na minha mão e beijou, ficou até segunda-feira, não sabem e eu também não, o quanto amei aquela mulher.Você é uma mulher muito gostosa, Marta, de coração enorme.
1 comentários - Contos de obra pra Marta gostosa