Quantas primeiras vezes a gente pode ter?

-oh!... primo, você tem o maior pau que eu já vi na vida.
- Calma. - Cris deu um meio sorriso e aproximou o pau do meu rosto. - É verdade que eu tenho um bom tamanho, mas não é um superpau.
Minha língua começou a se lamber sem que eu percebesse e, inquieto, olhei para o falo que meu primo me entregava com todo o amor dele. Não soube como começar e me senti incapaz de merecer qualquer coisa que ele me desse. Cris era como um Deus todo-poderoso, um ser imaculado, inalcançável. Eu me inibi diante da visão de tanta grandeza.
Eu estava ajoelhado, o cheiro dele me envolvia e me levava a desejá-lo quase de forma doentia. O aroma de macho que o corpo nu dele exalava era hipnótico. No entanto, algo no meu primo ainda me impedia de fazer o que tantas vezes sonhei até a exaustão. O que era que não me deixava chupar aquele pau enorme? Uma sensação de insegurança passou na minha frente por alguns segundos.
Do nada, surgiu um pensamento quase idiota: "Não devia ter deixado o Cris me despir, meu corpo não é nada comparado ao dele."
- Vai em frente, primo, você me disse que desejava isso. - Christopher pegou o pau dele com a mão toda e começou a balançá-lo na frente dos meus olhos. - É um grande prazer para mim fazer isso, mas vejo pela sua cara que você parece arrependido.
- Não, claro que não, Cris. É só que esta é minha primeira vez e quero que seja especial.
As estrelas eram visíveis da janela do celeiro; por sorte para mim, estávamos no auge do verão, e ficar sem roupa era melhor do que tê-la no corpo. Mesmo assim, a tocha que usávamos deixava ver nas minhas nádegas redondinhas e brancas o brilho clássico provocado pelo suor.
Passei o braço pela testa sem tirar os olhos do pau que tinha na minha frente. Notei que a glande não era tão grossa em relação ao tronco, mas no conjunto ambos eram lindamente bestiais. As bolas pendiam perfeitas e tinham a quantidade certa de pelo, nem muito pouco, nem em excesso.
Tudo no meu primo se encaixava perfeitamente: ele era alto, de olhos azuis, profundos, e tinha uma Cabelo curto, bem penteado. Cheguei à conclusão que, aos 18, ele tinha alcançado a perfeição típica que toda a família do meu pai costumava ter. Também senti pena de mim mesmo, do único motivo que eu poderia me gabar era do meu cabelo loiro, algo que dava muita classe naquele ano. Eu continuava paralisado, não merecia aquilo.

— Primo, isso é especial. Se descobrirem o que estamos fazendo, podem nos açoitar como escravos. Você não acha que estou me arriscando por você?

— Eu sei, eu agradeço que...

— Você não disse que sonhava com isso toda noite? — Meu primo me olhou por pelo menos alguns segundos. Minha cara devia ter irritado ele, balançou a cabeça e soltou um suspiro forte de impaciência. — Você tá com medo?

Eu tava com medo? O grande sonho da minha vida estava na minha frente. Eu tinha desejado tanto meu primo, poder foder com ele de mil maneiras diferentes, fazer dele meu dono, me tornar seu brinquedo favorito, ser o único garoto entre tantas mulheres que com certeza passavam pela cama dele. Mas agora eu sentia: o medo de não ser bom o suficiente pra ele.

— Rápido. — Disse Cris. — Não podemos ficar tanto tempo fora de casa, vão perceber que não estamos nos nossos quartos. — Minha falta de reação fez ele ficar com raiva, com certeza ele tava acostumado com o próprio tempo, a não ter que esperar pra ter o que queria. Meu medo tava se tornando realidade, eu não merecia.

Cristopher tapou o rosto e suspirou de novo, decepcionado.

— Sabe de uma coisa? Deixa pra lá. — Ele se virou e andou até a pilha de fardos onde estavam nossas roupas e a tocha acesa. Enquanto fazia isso, pude ver a bunda dele, dura e empinada. Era mil vezes melhor do que eu tinha imaginado, vendo ela tantas vezes através das calças. — Talvez você não me deseje o suficiente. — Falou por fim, mas sem me olhar. Minha reação foi imediata.

— Claro que desejo, primo. Te desejo tanto que obedeceria a tudo que você pedisse. Sou capaz de tudo pra ter você por cima de mim.

Christopher virou pra me olhar. No caminho, ele já tinha colocado a camisa. Blanca, mas não teve tempo de abotoá-la.
Se não estivesse tão confuso, teria apreciado melhor seus abdominais perfeitamente definidos.
Quase de passagem, ele deu uma olhada na minha nudez e disse:
— Então... prova.

As palavras saíram da boca dele e ecoaram nos meus ouvidos como um sinal de alerta. Se eu não reagisse logo, Christopher ia embora puto e, pior, depois não me daria outra chance de consertar minha burrice. Por isso, me forcei a não pensar, só disse a mim mesmo que era a primeira oportunidade e que era melhor fazer errado do que nunca mais fazer.

Pra mim, aquele homem parado a alguns metros ainda era um adônis. Não tentei enxergá-lo de outro jeito, avancei na direção dele com uma ideia nova. Realmente tinha sorte de torná-lo meu macho.

Arrastei meus joelhos pelo feno do celeiro, olhei pro meu primo e lambi meus lábios antes de chegar no pau dele. Ele continuava parado com a camisa desabotoada e com a rola ereta, o tempo e a situação não tinham feito ela murchar, o esplendor dela só aumentava à medida que eu me aproximava.

Quando fiquei na frente de uma ferramenta daquelas, agradeci minha sorte. Observei o sorriso novo no rosto do Christopher e me preparei pra passar minha língua da base até a cabeça.

Acho que meu primo não tava disposto a perder tempo nenhum. Com um movimento que não previa, ele agarrou com força os cabelos da minha nuca e enfiou o pau dele até minha garganta. Uma ânsia forte me invadiu como uma onda, e mesmo tentando evitar, meus esforços foram totalmente em vão. Comecei a tossir, mas Christopher não tirou o pinto da minha boca, que agora parecia maior do que antes. Tive o pressentimento de que ele tava curtindo.

— Ah, primo! É disso que eu tava falando...

Não forcei meu corpo. Quando minha garganta conseguiu se acostumar com o pau batendo nela, consegui relaxar e deixar o Christopher tomar conta da situação. Sabia que não era bem o que muitas vezes imaginei, mas chegava perto. Além disso, meu primo tava fodendo minha boca, talvez com um toque de violência, mas mesmo assim tava fazendo — era meu deus fodendo minha boca. boca. E nada me fazia mais feliz do que aquilo.
Num instante eu entendi do que se tratava tudo.
Só precisava parar de pensar besteira e me deixar levar pelo instinto.
A respiração ofegante do Christopher, as palavras e os gemidos dele, me convidavam pra isso.
Então peguei nas bolas dele e comecei a brincar com elas.
Com a outra mão, acariciava ele com força, percorria as coxas grossas dele, a barriga, o peito.
Cheguei num ponto de perversão que eu precisava de mais.
Cravava as unhas e arranhava ele uma vez e outra.
Queria me misturar com meu primo.
Continuei arranhando ele e ele respondeu colocando as duas mãos na minha nuca e enfiando o pau mais fundo na minha boca.
Não me importava que ele mal me deixasse respirar, os gemidos de prazer dele eram meu oxigênio.
Mesmo assim, não consegui entender quando ele tirou o pau da minha boca.
— Primo, por que a gente não para? — perguntei. Minha voz saiu como a de um menino de dez anos.
Christopher me olhou, e eu senti que era ternura o que ele transmitia.
— Ira... (se pronuncia "aira")... quero ser seu primeiro homem, meu desejo mais profundo agora é desvirginar seu cu. — Meu primo se abaixou e ficamos cara a cara. Os olhos azuis dele me hipnotizaram. — Você aceitaria receber meu pau no seu cu?
— Sim.
O sorriso branco que recebi como resposta ficou opaco quando eu apaguei pela segunda vez. Não era eu que estava agora no celeiro, ajoelhado, com as marcas do feno nos joelhos. O Ira de 15 anos, tímido e idiota, tinha sumido. No lugar dele, um estranho de cabelo loiro começava a bater uma pro próprio pau enquanto se jogava em cima do Christopher e beijava ele.
— Ira, não sabia que você era tão bom nisso. Sempre achei que você era um filhinho de papai.
— Ah, Christopher, ninguém é o que parece nessa fazenda. Mas espero que você seja.
Nós dois caímos no chão. Eu me certifiquei de cair em cima do peito do meu primo pra brincar com os mamilos dele. Eu lambia, acariciava, e até dava uns belos mordiscos. Em resposta, eu ouvia as respirações pesadas.
Continuei descendo até a barriga lisa e dura dele, gostava que ele não tivesse Pelo pelo até o umbigo, onde uma linha fina descia até chegar na pica.
Minha nova identidade não se assustou nem um segundo quando cheguei nas bolas.
Aquelas bolas enormes eram um prazer proibido que eu adorava enfiar o máximo que podia.
Christopher tentou tomar o controle mais uma vez, mas agora era eu quem realmente o tinha e não deixaria que ele o tomasse de mim.
Ele pareceu notar.

— Vamos, Ira. Não podemos perder tempo. Deixa eu te foder de uma vez.
— Desculpa, primo, quero aproveitar esse pau até me dar nojo, coisa que acho impossível.
— Não se preocupa com isso. — Respondeu. Coçou minha cabeça e continuou. — Essa não vai ser a última vez, te prometo.

A verdade é que era minha primeira vez e no começo eu queria que fosse especial. No entanto, o Ira descontrolado, faminto por picas e prazer, isso não importava nem um pouco. Naqueles momentos ele estava no comando e ser desvirgado era só isso, ser desvirgado. Que importância tinha a primeira vez? Ia ser só mais uma das tantas daqui pra frente.

— Tá bem, primo. Faz de mim sua putinha. — Olhei pra ele com intenção. Decidi deixar ele pensar que era o mandante, que sentisse que dominava a cena.
— Quer ser minha putinha? Tá bem. — Christopher levantou a nudez, eu rolei e fiquei de barriga pra cima com um sorrisão. Voltei a observar o corpo esculpido dele, que sem dúvida era uma obra de arte. Nunca me enganei ao pensar que ele era um deus todo-poderoso. Mas dessa vez a figura dele já não era inalcançável, era minha. — Você precisa saber que sou muito bruto com minhas vadias.
— Tudo o que você quiser... primo. — respondi provocadoramente.

Meu cabelo foi agarrado com força extrema, mas não senti dor. Christopher me empurrou contra uma pilha de dois fardos que estava ao lado das nossas roupas. Depois me deu uma boa palmada que deixou minha bunda pulsando; virei a cabeça e vi os dedos marcados na nádega direita. O rosto do meu primo estava transtornado e acho que o excitou ainda mais eu gemer pra ele. Outro tapa bom me mandou pro céu.

— Abre as pernas e se prepara pra receber meu tronco — disse ele.
Será que eu ia dizer não? Obedeci como se fosse mais um dos escravos que estavam nas masmorras.
Ao abrir minhas perninhas, senti uma mão passando saliva no meu cu de forma selvagem.
Uma cuspida me avisou que o momento estava chegando, minha bunda deixaria de ser virgem. Senti a ponta da pica pressionando a entrada do meu buraco.
Claro que custava, Christopher fazia mais força a cada tentativa, e eu até ouvi mais uma ou duas cuspidas.
O momento me excitava, embora eu soubesse desde o início que o membro descomunal nunca entraria sem uma dilatação prévia.
— Primo, quero sua pica dentro de mim — falei. — Enfia os dedos pra dilatar.
— Não, eu não faço as coisas assim — respondeu.
Observei ele recuar vários passos até se abaixar e pegar um ancinho escondido entre o feno. Vi ele vindo. Christopher cuspiu na ponta do cabo, que era mais fino que a pica dele, e tentou enfiar no meu cu. Posso dizer que a dor que senti não era comparável a nada que eu já tivesse vivido. Como consegui não gritar?
— Primo, você vai me quebrar — falei, apertando os dentes. Só por um instante a Fúria de sempre apareceu. Mas sumiu tão rápido quanto veio. — Enfia mais fundo.
Duas ou três vezes senti o cabo do ancinho entrando e saindo. Tentei relaxar pra me acostumar, mas meu primo não era discreto com a velocidade que me empalava.
— Pronto — disse ele finalmente, puxou o ancinho e jogou longe.
Resisti à tentação de tocar meu cu, mas senti um líquido escorrendo pela minha perna esquerda. Sorri.
O que veio depois foi uma grande fusão de dor e prazer pervertido. Christopher enfiou a pica sem restrições e eu soltei um grito impossível de abafar. Foi só um momento de quietude antes do vai e vem consideravelmente lento. Eu estava me rasgando por dentro, o maldito ancinho não era nada comparado à grossura da pica que me empurrava.
Tentei me concentrar no fardo onde estava apoiado, depois no meu primo e seus gritos de prazer; no entanto, encontrei a calma quando virei para a janela do celeiro e vi as estrelas no céu.
Eram tão perfeitas, luminosas.
Conseguia me perder nelas e esquecer a dor que me invadia.

O sofrimento foi desaparecendo aos poucos.
Primeiro foram os insultos, depois as palmadas.
Tudo me lembrava o desejo que sentia por Christopher, e embora o começo tenha sido traumático, acabei aproveitando suas investidas bestiais.
Antes tarde do que nunca, acabei me levantando.

— Vamos, primo, me fode, me faz teu.
— Ira... — os gemidos dele se misturavam aos meus — ...amo que teu sangue molhe meu pau.

Longe de me assustar, as palavras dele me excitavam ainda mais, se é que era possível.
Empurrei ele e com dificuldade consegui soltar os braços dele da minha cintura.
O pau dele saindo arrancou de mim um gemido agudo demais.

Me virei e fiquei de frente pro meu macho.
Dei um tapa na cara dele.
Tanto tinha me concentrado naquele homem que esqueci do meu pau, que notei, estava prestes a explodir.
Comecei a bater uma enquanto ele me enfiava de novo.

No meio da noite, éramos Christopher e eu, ambos nos beijando sem controle.
Ele me comia forte, toda a humanidade dele estava dentro de mim.
Ira, pervertido, aproveitava pra rasgar a pele daquelas costas e braços feitos de pedra.
O deus estava no meu nível, não era muito melhor que eu.
Tinha se transformado num homem como qualquer outro, só era especial por ter um pauzão e aquele corpo escultural.

— Vou gozar! — disse ele.
Uma grande onda de porra encheu e esticou minhas entranhas.
Christopher soltou gemidos que pararam quando ele tirou o pau do meu cu.
Tentei beijá-lo de novo, mas ele desviou o rosto e deixou meus lábios roçando o ar.

A magia acabou pra ele.
Pegou a roupa dele e arrancou a tocha que tinha fincado quando chegamos no celeiro.
Nem se deu ao trabalho de me olhar, mas eu observei ele e vi o rosto anguloso dele.
Os olhos não mostravam arrependimento, pelo contrário, diziam algo tipo: "Já me aliviei, agora vou embora."
A figura dele saiu andando em direção aos portões enormes entreabertos e, antes de passar por eles, apagou a única fonte de luz.
Christopher se Foi nu e me deixou sozinho na escuridão total.
Minha mente ainda estava dominada pela luxúria, sem parar pra pensar, peguei meu pau e me masturbei lembrando dos acontecimentos recentes.
A bestialidade, o prazer, os insultos obscenos.
Em menos de dois minutos, jatos de porra saíram acompanhados de gemidos altos. Eu ainda estava apoiado nos fardos.
Voltar à consciência me lembrou que minhas nádegas doíam e com certeza estavam todas vermelhas e marcadas. Também me assustou o líquido que continuava escorrendo do meu buraco machucado, não tive coragem de verificar se era sêmen e sangue.
Cheguei a me apavorar com a pessoa em que me transformei durante a foda. Não era eu, alguém, um pervertido tomou meu corpo, minha carne fraca e me fez um monstro até o momento de gozar.
De qualquer forma, ele foi embora. Já sendo o Ira de sempre, revisei o que aconteceu. Não me surpreendeu o comportamento final do meu primo, acho que a culpa depois de ter gozado era previsível. O mais provável é que ele já estivesse se arrependendo de ter me beijado e comido.
"Bom, em uns dias ele com certeza vai me desejar de novo", pensei. Só esperei estar recuperado até lá.
0000000
Passei um tempo refletindo. O máximo que pude antes que as portas do celeiro se abrissem de par em par. A luz de uma tocha me fez pensar automaticamente que Christopher tinha voltado. No entanto, duas figuras se apresentaram diante da minha visão embaçada. Foi impossível não distinguir o contorno do meu pai, tão alto e grande como uma árvore.
A hora de explicar por que estava nu no celeiro, de madrugada, não seria fácil. A quantidade de sangue que cobria a parte inferior do meu corpo e, com certeza, os grandes espaços de feno ao meu redor não ajudariam. Um instinto covarde me fez me esconder atrás da pilha de fardos onde Christopher e eu tínhamos fodido.
Para minha sorte, aquela pilha de dois fardos era só o começo de uma grande montanha que seguia atrás. Sem preâmbulos, corri uns cinco metros com o coração na boca. Pronto me vi agachado, coberto por uma parede deles, mas meu medo continuava. Tinha certeza de que meu pai não tinha me visto, o celeiro era enorme e a tocha não iluminava o suficiente. Ouvi sua voz estrondosa e pesada:

—Maldito escravo!— Um gritinho e o som do feno se espalhando. Meu pai continuava xingando, a voz dele se aproximando perigosamente de mim.

Fiquei paralisado de verdade quando a parede de fardos acima de mim balançou. Com certeza o escravo tinha sido empurrado pelo meu pai contra eles. Tentei prender a respiração nos espaços de silêncio que ele deixava entre um insulto e outro, porque não seria capaz de inventar algo convincente se ele me ouvisse e me encontrasse escondido ali.

—Você vai começar a respeitar seu dono, depois disso não vai ter mais vontade de roubar comida de novo.— Disse meu pai, Dom Cisco.

—Não, senhor, me perdoe, não vou trair sua confiança de novo. Por favor, eu imploro.— A voz do escravo saiu fininha, igual de um menino. Dava pra ver que ele estava apavorado com o que quer que viesse.

—Você é um maldito escravo, não tem direito de escolher. Então se comporta ou eu te açoito, você e sua mãe.

O choro do escravo partiu minha alma. Era um garoto inocente.

Como meu pai descobriu ele roubando comida? Qual era o castigo que ele tinha preparado pro ladrão? Dom Cisco não era conhecido por ser amável e mole com suas posses. Eu mesmo já tinha visto ele cortar três dedos de um mulato por tentar fugir. E embora quando era pequeno eu odiasse aquilo e morresse de medo, aos 15 anos tinha aprendido a não pensar nisso.

—Tira a tanga e fica de quatro.— Disse meu pai.

Ele vai comer ele? Me perguntei, totalmente perdido.

Minha dúvida começou o lento transe pra se tornar realidade. Primeiro ouvi o cinto do meu pai desafivelando, o metal tilintou várias vezes, como se custasse a soltar. Depois, o choro quase inaudível do escravo e, por último, uma sequência de gritos abafados e gemidos dos dois. Não soube o que sentir, ouvir meu pai transando me Me impactou e ao mesmo tempo começou a me excitar. Meu pau endurecia cada vez mais, mesmo sem eu querer conscientemente. O lado incestuoso, o lado lascivo que tinha me possuído quando eu fodia com meu primo, voltava com força. Como um fantasma quase incontrolável, me invadia. Tentei resistir às tentações, nada era seguro com meu pai. O quê?! Eu queria dar pro meu pai?! Uma briga se desencadeou dentro de mim, uma batalha entre fazer o certo ou me deixar levar pelo prazer. Uma dor de cabeça me atingiu tão forte que desmaiei. E não sei quanto tempo passou, quando acordei o silêncio era total, não via um pingo de luz. Inconscientemente, me levantei e fui até onde meu pai com certeza pegou o escravo.

Ao chegar, vi o mulato jogado em cima das minhas roupas, estava em posição fetal. Senti que ele tinha os olhos fechados e cheios de lágrimas. Mas, o que eu podia fazer? Minha dor de cabeça continuava, embora não no nível que me deixou inconsciente. Além disso, sinceramente, não me importava. Puxei minhas roupas que ele estava amassando e saí do celeiro. Quando cheguei ao meu quarto, vi tudo cheio de sangue.

0000000000

Era muito difícil identificar a quantidade de emoções e sentimentos que eu experimentei naquela noite. Deitei na minha cama todo contraído, as marcas do feno e do fardo não tinham ido embora completamente e um cheiro de porra rodeava meu nariz. Queria dormir, mas antes de fechar os olhos, lembrei do meu pai e do que ele fez com o preto. Senti pena quando pensei nisso e o fantasma da luxúria acordou de novo pela terceira vez. Me ergueu, me levou flutuando até o celeiro. Ele me disse que eu devia pedir desculpas em nome de Dom Cisco. Como seu único filho, meu dever era deixar o escravo fazer comigo o que fizeram com ele. Olho por olho, dente por dente. "Agradar e ser agradado", o fantasma não se importava que meu cu estivesse arrebentado, eu tinha que me humilhar pro neguinho, isso tinha prioridade. Achei que não seria ruim dar pra ele, depois de tudo, seria minha primeira vez...
Com um escravo.

0 comentários - Quantas primeiras vezes a gente pode ter?