La Vecina.

Victoria é uma garota linda, ruiva, sorridente, daquelas que o bairro inteiro admira, daquelas que com um olhar fazem o sol corar. Leva os irmãos mais novos pra escola, ajuda a mãe com as compras e os serviços de casa, tá no segundo ano da faculdade de enfermagem, uma carreira promissora na vida dela, pelo carisma e pelo dom de roubar sorrisos do rosto das pessoas. O povo gosta dela, admira ela, é a garota favorita das sogras e o tesouro mais precioso dos filhos. Falei antes, ruiva, com umas sardas, um busto não tão avantajado, mas uma cintura fina, que fazia o vestido se desenhar na cintura dela de um jeito sedutor pra caralho; pra ter uma ideia, mais ou menos como ela é, pensa na Mary Jane Watson do filme do Homem-Aranha, algo assim.

Victoria, fiel ao costume da família, vai à missa todo domingo, como boa católica, se confessava e comungava em cada missa. Comecei a ir à missa quando um dia, voltando da farra, vi ela entrando na igreja do bairro; aliás, não falei que a Victoria mora na frente da minha casa? A partir daquele dia que vi ela na igreja, além de ser a vizinha, santinha, estudiosa, nerd, e de certa forma gostosa, que o que dava isso era só a beleza dela, ou não sei se a beleza, mas o sorriso, o andar leve, ela virou uma meta, falei pra mim mesmo "essa eu tenho que comer", como eu disse, meu primeiro passo foi começar a ir à missa... sempre me vangloriei de me chamar de ateu, agnóstico, ou alguma merda dessas, naquela época com 21 anos, na plenitude, me vendendo aos dogmas religiosos, que minha família, comunistas extremos, odiavam com fervor, por quê? Por um par de pernas, uma cintura que criava tornados, e um sorriso que fazia o sol corar. Depois de uns 15 anos morando na frente dela, e só algum "tchau", algum "oi!", falei minhas primeiras palavras: "Oi Victoria, me desculpa, você sabe se tem missa em algum outro dia da semana? ela, cordialmente respondeu: "O padre Matías dá uma missa sábado à tarde, e outra domingo à tarde".
"Valeu, Vicky", falei na confiança. "Haha, Vicky? Ninguém me chama de Vicky"... ela sorriu! SORRIU pra mim!!! Primeiro passo, concluído. Isso ia ser que nem o Mostaza Merlo, passo a passo.

Já tinham passado vários domingos em que a gente se cruzava, se cumprimentava, e até já trocávamos um papo. Eu conseguia fazer ela rir. Ela tem a minha idade, mas éramos de mundos bem diferentes: ela com toda a monotonia de católica ortodoxa, e eu no meu mundo, onde álcool, sexo e drogas eram moeda corrente. Mas tinha um brilho no olhar dela, e eu fazia ele crescer. Percebi que ela tava a fim, viu?! Olha, eu não sou lá muito bonito, nem muito atlético, nem muito galã, digamos, mas tenho a facilidade de fazer as pessoas acreditarem em mim. E com essa facilidade, sou um baita mentiroso. Então, entre nós, nunca vamos saber se isso é verdade ou mentira, se é um conto ou algo que aconteceu comigo hoje de manhã.

Já com o papo garantido e um fio de confiança, decidi que precisava dar um golpe mais forte: conseguir um segundo de intimidade, que na igreja ou na rua eu não conseguia. Aí me veio uma ideia na cabeça: ir buscar ela na faculdade!!! Como é que não pensei nisso antes?! Ela estuda numa faculdade na capital, daquelas caras, privadas. Era só ir, mas!!! Não podia aparecer do nada e falar "vim te buscar", porque isso me vendia por um preço mais barato do que eu mesmo tinha me posto. Então decidi passar disfarçado no ponto de ônibus dela, na hora que ela saía. No primeiro dia, não vi ela. No segundo... também não. Já tava frustrado... nem no terceiro. Mas teimoso, Ariano! E chato pra caralho que eu sou! Fui no quarto, e lá estava ela, conversando com uma colega, as duas rindo. Aí pensei: é agora. Parei na frente delas, abaixei o vidro da Fiorino e falei: "Vicky, que coincidência, ou você tá voltando pra casa?" O que cê tá fazendo aqui??? pensei comigo mesmo, "que Tá aí??" ela me disse... (...), "tô trabalhando, (resposta óbvia), quer que te leve?", ela olhou pra amiga, que balançou a cabeça, e subiu na caminhonete branca, brilhante, igual um corcel indo buscar a princesa, que tava com uma saia fininha, não entendo nada de tecidos, que contornava as coxas dela de um jeito que me fazia suar. Já dentro da caminhonete, coloquei música, música tranquila, o grupo francês "Zaz", recomendo de propósito, e começamos a conversar, descobri que ela curtia rock nacional, e eu, por essas coincidências da vida, canto numa banda de rock, me enchi todo na hora, falei que a gente tocava direto, pelas áreas de Ramos, Haedo, Morón, San Justo, etc... ela sorriu como nunca com meu oportunismo de divulgar minha banda, disse que ia me ver, e já deixou claro que não precisava pedir permissão, que os pais sabiam que ela era uma boa menina, e tava tudo certo, fiquei feliz, admito, e aí falei que se ela quisesse, qualquer dia, podia vir aqui em casa, tomar um mate, ouvir um som, que eu podia cantar alguma música pra ela, tenho a voz do Charly depois da reabilitação na casa do Palito, mas me acho o Luciano Pavarotti e o Axel Rose juntos, pra minha surpresa, ela disse que sim, que um dia desses vinha, pediu meu número de celular, pra avisar quando fosse aparecer, opa!, isso tá melhor do que eu esperava! estacionei na minha casa, ela desceu, me cumprimentou com um beijo na bochecha, e foi embora, sorrindo, e até virou pra me dar um último olhar... me senti realizado, feliz, não exagero se digo que entrei dançando em casa.
Horas depois, de noite, recebo uma mensagem, que dizia: "Tá aí? põe a chaleira no fogo, que vou aí tomar um mate"
pera pera pera PERA AÍ!!!!!, 23h, acabei de tomar banho, e nessa HORA recebo uma mensagem dessa mina, que não tava entendendo, será que tô viajando, ou ela tá me zoando, RESPONDI, "vem sim!", e Ela só apareceu mesmo.
Quando vi ela chegando, tava de calça de pijama, uma jaqueta de moletom, o cabelo preso no topo da cabeça, toda desarrumada, mas com um perfume de pele de mulher que me enlouqueceu. Quando olhei pra ela, não consegui segurar a ereção, e ela também não, e ainda brincou: "Picou uma abelha? hahaha". Minha cara passou do roxo ao azul, ao vermelho e ao laranja em questão de segundos. Só consegui falar: "Entra". Meu silêncio era eterno. Minha mãe já tinha ido dormir, e a gente ficou sozinho na sala.
— Senta, fica à vontade, vou pegar a chaleira.
— Não, não precisa trazer nada. Me mostra teu quarto — ela disse, e eu congelei.
Peguei na mão dela e subimos a escada, degrau por degrau. Minha respiração ficava cada vez mais forte e ofegante, não podia acreditar!!! Ela sorria, tinha tudo sob controle, e eu me sentia um inexperiente, tremendo...
Entramos no meu quarto, e ela disse: "Relaxa, nunca ficou sozinho com uma mina?". Ligou a TV, colocou um canal de música, se virou de novo pra mim, que tava pasmo, olhando ela andar pelo quarto com uma graça de fada. Ela chegou perto, sorriu, tirou minha camiseta, beijou meu peito e depois me beijou fundo na boca.
— Tava afim de eu estar aqui? — ela perguntou.
— O que você acha?
E segurando minha virilha com força, rebateu:
— Acho que tava bem afim, e eu também tava, há anos, e você nem me olhava! Me ignorava! haha.
Sozinha, ela se abaixou e começou a me chupar. Eu me sentia num sonho, olhava o relógio pra ver se era verdade!
A gente foi pra cama, comecei a tirar a roupa dela devagar, percorrendo cada centímetro do corpo dela com carícias e beijos. Ela gemia, toquei nela e descobri o quanto tava molhada. Depois de beijá-la, beijei os peitinhos dela, onde encontrei uns bicos rosados que pareciam prestes a explodir. "Chupa, chupa ela, por favor" — ela pedia. E sim, claro, como não? Mergulhei entre as pernas dela, brincando com o clitóris dela... Com os lábios dela, enfiando minha língua na buceta dela, totalmente depilada, rosada e super molhada, era uma delícia, que mina divina, e eu tinha ela toda pra mim, valeu o esforço, mesmo não esperando um resultado tão rápido!!!!
Aos poucos, comecei a subir pelo corpo dela, sem parar de acariciar, olhando nos olhos dela, abri bem as pernas dela e comecei a foder ela, embora não saiba direito se era ela que estava me comendo. Assim, eu por cima, gozei primeiro, tava com tanto tesão que foi inevitável, ela sorriu, me virou, e sem me dar tempo, começou a chupar de novo, em dois segundos já tava montada em mim de um jeito insaciável, linda, linda em cima de mim, e tão mas tão puta, que me esquentava ainda mais.
Coloquei ela de quatro, comecei a comer ela forte, e ela gozou, senti ela se derreter entre minhas mãos, que segurando a cintura dela quase a rodeavam por completo, sem deixar ela descansar, comecei a lamber o cu dela, ela gostava, fazia cócegas, eu ainda durasso, quis meter e ela tirou, "não não, aí não, porque dói, quero engolir seu leite", fiquei louco! isso era um sonho, ela chupou, gozei, engoliu tudo, deitei do lado dela, nos abraçamos um pouco, ela levantou, se vestiu, e disse, "me acompanha?", na porta da rua, sorriu pra mim, e disse, "amei os mates, hoje é terça, terça do mate, toda terça vai ser terça do mate, toda terça, vou ser sua puta".

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