Um pouco de mim.

Não sou o que se diz um Don Juan, um Marquês de Sade ou simplesmente um sedutor. Geralmente, me apaixono mais pelas minhas atividades diárias do que por buscar um encontro casual cheio de paixão e tesão. Também não sou durão nos meus relacionamentos amorosos, já que a outra pessoa — não sei se por costume ou pelo meu pouco interesse em quem me acompanha — sempre acabo escolhendo minhas atividades cotidianas: levantar de madrugada, ler meus jornais, tomar mates e fumar meio maço de cigarros até a hora de sair. Segundo minha cunhada emocionalmente instável, sou um idiota com sorte, já que meus encontros e mulheres mais fiéis foram produto, para elas, da mística de otário perdido que me acompanha. E assim foi que um dia, dentro do meu carro, pude experimentar a irmã de um amigo — partidário da ideia de que tenho medo de relacionamentos ou que não estou preparado para ser um homem de bem. Minha vida demonstra isso a cada passo: meu cheiro de cigarro, roupa informal, aparência descuidada, livros jogados pela casa, sempre alguma garrafa vazia e alguma calcinha alheia rolando por aí. Essa mulher que sempre me odiou por ser diferente do jeito dela, onde havia reuniões sempre me via com algum drink na mão conversando com alguém. E com ela, quando o destino e essa puta sorte nos encontravam, talvez para aquele encontro furtivo e carnal, ela tinha alguma forma de fugir, pensando que era a irmã do meu amigo. Talvez houvesse desejo ou aquela questão de pele que nos fazia parecidos. Mas um dia, esse dia aconteceu: ela me encarou desafiando, duvidando da minha hombridade — situação que, nesta altura da vida, não me afeta nem um pouco. Ela disse, quase mordendo meus lábios: "VOCÊ É UM OTÁRIO, MAS EU QUERO VOCÊ DENTRO DE MIM". Minha reação lenta fez com que ela tomasse as rédeas do que prometia ser uma foda para guardar na caixinha de lembranças ou esconder bem longe, para ir buscá-la quando a solidão fizesse seu chamado. Passada a voragem do silogismo em questão, me vi dirigindo com ela ao meu lado. me tocando, tirando um palpite sobre o que poderia ter sido o desejo sujo e insone dele pelo meu pau. Ela me pede para parar no parque, bem debaixo de uma árvore que esconde a luminária pública delatora e pouco solidária, se joga em cima de mim e começamos a nos beijar, minhas mãos percorriam seu corpo de forma barulhenta, tirando todo tipo de roupa, sentindo como ela mordia meus lábios e entre suspiros me dizia "me fode", quase sem perceber no momento em que eu tirava o sutiã, ela fazia uma "punheta" em mim, sentia como meu "pau" endurecia e seus lábios se desprendiam dos meus para fazer um "boquete" que despertou os instintos mais baixos.

Seus lábios finos e delicados se posicionavam sobre a cabeça do meu pau e quase sem abrir a boca eu sentia sua língua na minha glande, como girava e brincava de uma maneira única, minhas mãos desciam por suas costas até sua bunda e ali eu ficava ocupado massageando aquele pedaço interminável de carne viva que dava passagem para continuar minha jornada depois de nos despirmos ou quase, ela estava ali no banco de trás de pernas abertas esperando algo de mim - eu perguntei, o que você está esperando?; ao que ela respondeu - que você faça a puta que estava te esperando sair - ali me vi submerso entre suas coxas aplicando toda experiência passada, minha língua percorria cada centímetro daquela buceta suculenta e ardente enquanto meus dedos acompanhavam o balanço de sua cintura, sinto suas mãos na minha cabeça, ao mesmo tempo um jato grosso e morno na minha boca, o que me leva a colocá-la em cima de mim e posicionar meu pau entre suas cavidades, ela solta um suspiro tão profundo que senti que não havia mais ar dentro do carro, começou a cavalgar em cima de mim uma e outra vez repetidamente enquanto eu suavemente passava a língua por seus peitos, sentia como seus mamilos ficavam duros enquanto os lambia uma e outra vez.

Não tenho talento para escrever e olha que minha área são as ciências sociais, então minhas histórias nunca vão ter um fim, nunca esperem mais. o que posso dizer, já que esse é o meio que tenho não só para me masturbar quando a solidão me pega sem vontade, mas também para contar minhas poucas conquistas. Talvez, com o tempo, eu possa ir contando aventuras passadas. Saudações.

2 comentários - Um pouco de mim.

que lindo y si senti un calor por dentro al leer lo que pusiste 😬