Meu Senhor…
Acordei naquela manhã sentindo uns dedos percorrendo de um jeito quase imperceptível o contorno dos meus quadris.
— Bom dia, gatinha — disse o Martín.
— Oi — minha voz ainda tava meio pastosa de sono.
— Como você tá? — ele perguntou sem parar um segundo de me acariciar.
— Bem — falei, tentando focar o olhar pra captar a expressão no rosto dele. Ele parecia calmo, meio pensativo, quase aliviado. Quando os olhos dele encontraram os meus, ele me encarou com uma profundidade que eu não entendi e sorriu de leve.
— Quero te falar uma coisa — ele disse.
— Humm, sim? — perguntei enquanto espreguiçava o corpo, tentando me livrar um pouco da moleza que deixava meus músculos bambos.
— Não quero que você me interprete mal — ele falava de um jeito tão suave e controlado que, por momentos, não parecia o mesmo Martín que eu conhecia há quatro meses.
— Eu sei que tive uma reação horrível quando você me contou sobre suas histórias passadas. Fiquei pensando muito nisso tudo nesses dias que a gente não se viu — ele falava, e a mão dele percorria minha pele nua de um jeito tão doce e natural que não tinha nada de sexual.
— No começo, tinha decidido que não queria mais ficar com você. Que não aguentava saber o quão piranha você era.
Ele disse "piranha" de um jeito tão doce que me deu graça e eu soltei um sorriso.
— Mas os dias foram passando e eu não conseguia parar de pensar na sua carinha, no seu sorriso, na sua voz. Nunca tive com ninguém as conversas absurdas e intermináveis que tenho com você. Nunca ninguém desafiou minha mente do jeito que você faz. Não me importa nada do que você foi ou fez, eu preciso de você. Quero você pra mim.
— Eu também preciso de você — falei enquanto esticava a mão pra apoiar os dedos nos lábios dele. Ele beijou eles por uns segundos e foi deixando que invadissem a boca dele, mordiscando. A mão dele, que continuava acariciando meu quadril, desceu pelas minhas costas apalpando minha bunda. E, suave mas firme, me puxou pra perto dele. Enquanto com aquela mão segurava forte minhas nádegas, com a outra ele pegou meu queixo. e olhando nos meus olhos, ele disse.
—Não quero que você nunca pare de ser a putinha gostosa que é, quero que você seja minha puta pra sempre. Que aproveite ao máximo, que queira sempre mais. Porque eu sempre vou te dar mais.
Estiquei meu pescoço buscando a boca dele. Mas ele segurou meu rosto enquanto afastava o dele. Me olhou fixo.
—Me promete que vai esquecer minha reação idiota. Me promete que nunca vai se inibir comigo.
—Te prometo.
—Você vai se deixar levar? Vai ser minha puta?
—Sim — eu disse, e sentia aquela conversa quase como um compromisso, dava pra sentir que ele também prometia algo.
—Você vai ter tudo que precisa — ele falou quase como se assinasse um contrato. E me beijou. Minha boca o recebeu, o abraçou, o encharcou. Meu corpo instintivamente se esfregou contra o dele, buscando o sexo dele, mas ele me afastou de novo.
—Espera — ele disse, sério — quero te pedir desculpas. Não queria te assustar ontem à noite.
Eu simplesmente sorri, não soube o que dizer, não podia afirmar que tinha sentido medo. Me senti paralisada, sim, mas não assustada, e não sei por que motivo estranho aquela paralisia, aquele controle total dele sobre mim, me excitou mais. Eu o conhecia o suficiente pra saber que não me machucaria, que tudo era um jogo. De qualquer forma, preferi calar.
—Tá tudo bem, não me assustei — respondi.
Ele me abraçou forte.
—Te quero, pequena.
—Eu também — me aninhei no peito dele e esqueci o sexo, só me dediquei a sentir o calor do abraço dele. Me senti segura, como há tempos não me sentia. Enquanto me abraçava, uma das mãos dele acariciava meu cabelo.
—Não quero que você tenha medo nunca — ele disse, e senti uma lágrima cair na minha bochecha. Algo tinha mudado nele pra sempre.
**
Ficamos assim enroscados um no outro por um bom tempo sem dizer nada, trocando beijos doces e carícias suaves.
—De quem é essa casa, Martín? — perguntei.
—Nossa.
Me sentei e olhei pra ele.
—Nossa? — meu coração parou.
—Bom, não é pra te obrigar a vir comigo, mas sim pra gente ter um Um lugar pra gente.
—E… —eu não entendia nada— de onde saiu essa casa?
—Aluguei de um colega de trabalho.
—E… você vai morar aqui?
—Sim, você gostou?
—Sim, gostei.
—Bom, melhor. Porque quero que você se sinta à vontade pra vir e ficar sempre que quiser.
Sorri pra ele, mil ideias passaram pela minha cabeça, mas todas me levavam à mesma conclusão: Martín tinha decidido aceitar que me queria. E queria tentar algo sério comigo. Eu me sentia sobrecarregada e completamente seduzida por aquele ato impulsivo de compromisso.
Martín trabalhava numa empresa que produzia eventos culturais. A vida dele girava em torno de músicos, artistas de todo tipo e muita gente. Passava de dias corridos, cheios de trampo, a dias em que só ficava em casa navegando na internet atrás de ideias pra novos eventos. Foi num desses eventos que a gente se conheceu. Eu tava dando meus primeiros passos como artista plástica e, com um grupo de amigas, fui contratada pra montar uma exposição num dos salões grandes. Martín era o cara que conseguia tudo que a gente precisava pra levantar a exposição, e eu fui escolhida pelo grupo pra ser a ponte entre eles e ele. Acho que em certo ponto ele fugia quando me via, porque as coisas que eu pedia eram as mais inesperadas, até ridículas. Mas também peguei ele sorrindo da minha cara de pintinho com beiço quando eu tinha que pedir coisas muito engraçadas ou impossíveis de conseguir.
Foi na festa de inauguração que o cansaço de dias dormindo pouco e as taças do brinde me deixaram num estado particularmente alegre, o humor que me deixa mais gostosa, não por ser fácil, mas por ser impiedosa. Meu humor ácido e meu sarcasmo são as melhores armas de guerra quando quero seduzir. E pelo visto o álcool cria um microclima em mim que eleva o poder dessas armas a níveis que não consigo controlar. E eu tava dançando com minhas amigas. Comemorando o fim do trabalho quando trombei com o Martín. Ele não foi embora. Ficou dançando com a gente o resto da noite.
Quando a festa acabou, ele se ofereceu pra me acompanhar. Caminhamos oito quarteirões falando de nada, todos os assuntos evaporavam em silêncios constrangedores. Até que, de um empurrão só, me encurralou contra uma parede e me deu um beijo que me tirou o fôlego. O primeiro de muitos beijos. O caminho que normalmente faríamos em 30 minutos levou 2 horas. Naquela noite, não deixei ele entrar em casa. Ele foi embora me odiando porque nem pediu meu telefone, nem mencionou a ideia de a gente se ver de novo.
Mas de algum jeito ele descobriu meu número e me ligou no fim de semana seguinte. Viramos um casal baseado na paixão e nos conflitos. Ele se recusava a se comprometer, não compartilhava coisas do dia a dia dele comigo e também não tava nem aí pra fazer parte das minhas coisas cotidianas. Nada disso tinha importado muito até a gente começar a se sentir afetivamente comprometido. Esse foi o ponto de virada dele, descobrir que queria algo mais comigo. Primeiro, agiu fugindo, se convencendo de que não era pra ele. Mas a própria distância mostrou que ele não conseguia abrir mão de mim. Alguma coisa minha despertava e alimentava um sentimento que ele não queria perder. Nossas atividades em comum ajudaram a não me perder de vista completamente, e de longe ele conseguiu perceber minha tristeza por não estar mais com ele.
Descobrir que estava tão mexido por mim, me descobrir tão apagada por não tê-lo, deu a ele motivos suficientes pra dar o passo fundamental. E ele quis dar de um jeito firme, decidido. Usou todas as ferramentas que sabia que chegariam no fundo de mim: o mistério, a força, a sedução misturada entre agressiva e sutil. Apostou tudo nesse ato intenso, nesse encontro de forças, decidiu me mostrar que podia me conter e me arrastar pro prazer de um jeito que eu nunca tinha experimentado e que ele poderia me dar se eu aceitasse jogar. Então agora eu tava nesse apartamento ouvindo o homem que me que eu tinha desprezado por me achar atrevida demais pra fazer parte da vida dele, tava me pedindo pra me tornar a putinha dele. A sensação do orgasmo que tive quando gritei pra mim mesma "Sou sua puta!" ficou gravada no meu corpo. E bastava lembrar disso pra sentir a pele arrepiar e um calafrio gelado descendo pela espinha. Algo me dizia que aquele encontro, marcado pela intensidade das palavras, pela voz firme quase autoritária dele, me exigindo uma nova postura, quase um papel específico no ato, não seria uma situação isolada. Senti que era tipo uma inauguração. Que o jogo dele tinha só começado. Que a declaração de compromisso e as lágrimas na hora de pedir pra eu fazer parte da vida dele não passavam de peças que ele movia no tabuleiro. Eu era o Rei no jogo dele e tava em Xeque.
**
Passaram-se várias semanas e a nossa relação foi se ajeitando. Eu ficava na casa do Martín mais ou menos a cada dois ou três dias, e se os dois estivéssemos de folga, não tinha nada que nos separasse. Nessa época, meus dias eram bem corridos. Eu tava trabalhando como assistente de um figurinista que vestia várias peças de teatro ao mesmo tempo. Por isso, vivia pulando de obra em obra, garantindo que tudo estivesse nos trinques. Ao mesmo tempo, estudava maquiagem artística, achando que era um complemento pra carreira de figurinista. Então minha cabeça tava cheia de imagens e sensações artísticas que eu precisava botar no papel, transformadas em desenhos e pinturas. Isso virou quase uma obsessão, e por isso meu tempo livre se enchia de cores e traços. Enquanto isso, minha casa e a do Martín iam se enchendo de folhas onde corpos de mil cores se devoravam mutuamente.
Uma noite, cheguei na casa do Martín e ele não tava. Quando entrei no quarto dele, fiquei paralisada. A parede em frente à cama tinha sido forrada com a minha arte. Fiquei fascinada com aquela visão, primeiro porque minhas ilustrações ficavam lindas naquela parede, e segundo porque eu não sabia que ele gostava tanto deles a ponto de se dar ao trabalho de organizá-los daquele jeito. Criando uma espécie de exposição privada onde eu toda estava me mostrando aos olhos dele. Meus desenhos são tudo que eu sou e refletem mais do meu interior do que eu poderia fazer por decisão própria. Minha arte cobrindo a parede dele era eu mesma envolvendo o mundo dele.
Observando a parede, descobri um tubo de luz ultravioleta em cima. Acendi ele e apaguei a luz principal, tudo foi mágico, eu nunca tinha imaginado que minhas cores podiam ser vistas de um jeito tão especial, tão vivas, tão potentes. De repente, sem que eu percebesse, ele entrou no quarto.
— Gostou? — ele me perguntou
— Adorei, é mágico — falei quase eufórica.
— Mmm — disse ele parando atrás de mim e apoiando as mãos na minha cintura.
— Não, aqui o único mágico é você, sua putinha — o hálito quente dele bateu na minha nuca. Ele aproximou o nariz do meu pescoço e me cheirou fundo, num claro ato instintivo que me arrepiou. Desde aquela noite quando ele me amarrou na janela, ele não tinha me chamado de "putinha" de novo, e aquela palavra dita assim tão perto naquele ambiente místico, com meus desenhos de corpos nus se lambendo, se esfregando, se devorando e com aquela luz que mostrava e ao mesmo tempo escondia coisas, comecei a sentir a temperatura subir em mim. Martin percebeu.
— Mmm, Anita — disse bem suavemente — você gosta que eu te chame de putinha — as mãos dele na minha cintura me agarraram forte, puxando meu corpo para perto do dele. Meu corpo excitado agiu na hora, arqueando as costas, fazendo minha bunda buscar o pau dele que começava a crescer por baixo da calça.
— Mmm… sim, você gosta de se sentir uma putinha. E é o que você é, senão olha o que você desenha.
Ele começou a desabotoar minha calça jeans e a levantar minha camiseta, procurando minha pele.
Eu estava parada observando todas aquelas cores brilhando na parede, toda aquela carne ilustrada gritando sexo. As mãos dele percorriam meu corpo devagar, me despindo, mas era a voz dele e as palavras dele que me conduziam a uma nova jeito de sentir. -Vamos, quero que você olhe bem pra esse desenho… aquele da garota se tocando… -Sim -Repara na cara que você fez pra ela- a voz dele me fazia vibrar. -Sim -Você percebe como ela gosta de se tocar? -Sim -Ela tem a mesma cara que você quando goza, essa carinha de menininha perversa. -Mmm… hehe- escapou uma risadinha nervosa. -Olha bem pra ela, olha como ela tem a boca meio aberta, como se tentasse recuperar o ar que escapa do corpo. É isso que você faz quando sente prazer. Cê acha que porque não grita ou não fala, é menos puta? Os dedos dele roçavam meus mamilos por cima do tecido do sutiã. -Mmm… não, pequena, não pensa isso. Pelo contrário, você é uma puta especial, gosta tanto daquele momento único em que seu corpo inteiro vibra e sente; que você curte o silêncio. Gosta de sentir cada espasmo ao máximo e por isso segura a respiração e os gritos. As palavras dele entravam na minha mente e tomavam forma, virando línguas gigantes e molhadas que percorriam meu corpo todo. -É assim ou não é? -Sim -Claro que é, você é uma puta egoísta que não compartilha o prazer, que não grita, que acha que não expressa. Mas seu corpo expressa sim, suas bochechas vermelhas, seus olhos vidrados, seu ar preso, os tremores dos seus músculos. Seu corpo inteiro grita em silêncio cada orgasmo. E isso eu adoro. Adoro que você curta tanto. Adoro que você se sinta tão puta. Só a voz dele, só as palavras dele, o toque sutil dos dedos na minha pele nua, estavam me arrastando pra um desejo sem limites, eu queria que ele agisse logo. -Você acha que eu tô certo no que eu digo?- perguntou bem calmo. -Sim- eu já tava começando a ficar ofegante. -E você gosta de se sentir minha? -Sim -Fala pra mim. -Eu gosto de ser sua puta. -Ajoelha. Olhei pra ele. Ele tava sério. Impávido. Controlado. -Você quer ser minha puta? Sim ou não? -Sim, quero. -Então ajoelha e me pede. Ele se afastou de mim, olhou meu corpo dos pés aos olhos, enquanto Ele mantinha as mãos nos bolsos da calça.
— Se você quer que eu te toque, se espera que eu te faça minha, se tem a menor intenção de ser minha puta agora, você tem que me pedir. De joelhos.
Eu dei um passo pra trás, não sabia o que estava passando pela minha mente e pelo meu corpo naquele momento. Queria sentir o corpo dele me possuindo, queria os dentes dele me mordendo, queria tudo. E ele me tratar assim, quase com desprezo, em vez de me dar raiva ou rejeição, me excitava ainda mais. Ajoelhei na frente dele. Estendi as mãos com a intenção de soltar a calça dele. Ele deu um passo pra trás.
— Não, gatinha. Você está esquecendo de uma coisa. Ninguém disse que podia me tocar.
Eu abaixei as mãos e olhei pra ele. Sorri.
— O que você acha tão engraçado? Você não vai me tocar, eu não vou te tocar, até você pedir. Quero que você me diga o que quer ser.
— Quero ser sua puta.
— É mesmo?
— Sim, me faz sua puta.
— Hum, isso soou como uma ordem. Isso é um erro. Putas não dão ordens. Putas imploram.
Eu sentia a dureza gelada do chão nos meus joelhos e a dureza gelada dos olhos dele cravados em mim. Ele estava falando sério. E eu não me sentia com raiva. Não queria me mexer. Não passou pela minha cabeça em nenhum momento me levantar e dizer: "Para de me encher o saco, idiota!" Não, eu estava curtindo aquela situação. Sentia meu corpo derreter com o olhar dele. Sentia minha mente sucumbir com as palavras dele. E sentia como minha buceta esquentava naquela posição.
— Por favor, me faz sua puta.
— O "por favor" me parece correto. Mas parece que você não entende com quem está falando. Você acha que na sua posição pode me tratar por "você"? Não! Esse é outro erro. Se você quer ser minha puta a partir de agora e pra sempre, vai me chamar de Senhor e vai se dirigir a mim como "o senhor". Sempre.
Ele enfatizou a palavra "Sempre" com força, e eu senti como chicotadas na minha vontade. Olhei pra ele. Descobri naquele momento que amava a palavra "Sempre" na boca dele e que amava os olhos frios dele. A humilhação me excitava. Nunca tinha me perguntado até onde poderia ir por isso. amor e muito menos até onde eu podia ir por prazer. E naquele momento eu sentia as duas coisas juntas, um amor que meu coração não queria conter e um prazer que já começava a dominar minha mente.
Meus olhos pousaram calmamente no olhar dele, as lágrimas da descoberta os faziam parecer brilhantes e grandes.
— Senhor, faz de mim sua putinha, por favor.
Com uma das mãos, ele percorreu minha bochecha até tocar um dos meus olhos e sentir as lágrimas que mal queriam cair.
— Boa menina, você vai ser minha putinha. De que são essas lágrimas?
— De emoção, Senhor.
— Bem, quero que você veja uma coisa. Quero que, com uma das suas mãos, você se toque por um minuto. Só por um minuto, nem mais nem menos, um minuto.
Enfiei a mão dentro da calcinha e mal me toquei com os dedos. Fixei o olhar no relógio do outro lado do quarto e, por um minuto exato, me acariciei. Os dedos ficaram lambuzados num suco morno e grosso. Nunca antes tinha me molhado tanto, os lábios da minha buceta estavam inchados e quentes. Tirei a mão.
— Prove. Coloca os dedos na sua boca por mais um minuto.
Fiz isso. Devorei meus sucos, me saboreei, aproveitei.
— Que gosto tem?
— Gostoso, Senhor.
— Só gostoso? Gostoso me parece insuficiente.
— Delicioso, quente, ansioso, expectante, Senhor.
— Mmm, você tá quente, putinha… você gosta!! Você curte se sentir uma pobre putinha suplicante! E eu adoro te ver assim, de joelhos me pedindo, me adorando, chorando de amor e se molhando de desejo.
Ele soltou lentamente o cinto primeiro e depois a calça. Tirou de dentro da cueca o pau ereto e brilhante, destacado pela luz negra. Ele também estava muito excitado. Eu tava deixando ele louco com toda minha entrega, minha obediência, meu desejo. Ele acariciou devagar o comprimento da haste.
— Você tá sendo uma boa menina… e putinhas boas sempre ganham prêmio.
Ele se aproximou de mim, deixando o pau na frente da minha boca.
— Você gosta de cum slut?
— Sim.
— Bem, esse vai ser seu prêmio. Pode lamber até conseguir seu preciosa buceta.
Eu estiquei a língua, lambi a cabeça saboreando o líquido pré-seminal que a banhava. Passei os lábios suavemente, sentindo a maciez da pele na minha boca. Aproveitei cada beijo, cada lambida, cada chupada.
— Chupa, putinha, chupa… você tá curtindo como nunca… chupa ela, é toda sua… é seu prêmio por ser uma boa putinha…
Tudo que ele dizia era verdade, nunca tinha curtido tanto chupar um pau como tava chupando o do meu Senhor. Ele enroscou os dedos no meu cabelo e empurrou minha cabeça, enfiando na minha boca com uma intensidade animal. Eu sentia ele batendo na minha garganta, os engasgos cortavam minha respiração e a saliva escorria aos borbotões da minha boca.
— Isso, putinha linda, engole tudo, isso, putinha minha, tira seu leite.
Sentir ele tão quente, tão furioso, tão perto do orgasmo, tava me deixando louca. Dava pra sentir meu corpo se preparando pra explodir. Levei uma das mãos direto pra minha buceta que fervia de tesão. Precisava de alívio.
— Não! Não se toca… não quero que você goze…
Obedeci, tirando a mão. Ele acelerou os movimentos, aumentou o ritmo das estocadas. O vulcão explodiu violento, enchendo minha boca, alcançando minha garganta.
— Aaaahh… é toda sua… engole tudo… — disse ele, quase sufocado pelos espasmos.
E foi o que eu fiz. Deixei todo o esperma dele escorrer pela minha garganta, invadindo meu corpo. Depois de engolir cada gota, limpei toda a superfície do pau dele com minha língua.
— Isso, muito bem, putinha… Gostou do seu prêmio?
— Sim, Senhor — falei, quase sem fôlego e mais molhada do que nunca.
— Você tá com tesão, né?
— Sim, Senhor.
— Então agora pode se tocar, se toca forte, como se fosse eu mesmo te tocando.
Na hora, meus dedos enlouqueceram no meu clitóris, meu corpo começou a tremer na mesma hora. Ele não parou de acariciar minha cabeça. Quando percebeu que eu tava começando a gozar, puxou meu cabelo pra trás, fazendo minha cara ficar de frente pra dele.
— Que putinha gostosa você é… como você gosta… vai, putinha, se toca mais forte…
Comecei a sentir como os tremores cresciam em mim e um suor frio começava a me banhar…
- Que delícia… me dá… me dá teu prazer, putinha… diz que é minha…
- Aaaahhh… - meu orgasmo era forte, minha cabeça girava
- Aaaahhh… Sou sua, Senhor
- Quem sou eu?
- Meu Senhor.
- Isso, putinha… Teu Senhor… goza pro teu Senhor.
- Aaaaahhhhhh……….
Meu corpo desvaneceu, quase caí de vez no chão. Ele me segurou pelos ombros e se ajoelhou ao meu lado, me abraçando. Eu estava toda fraca, rendida, entregue. Com a mão, ele me acariciava da cabeça até as costas.
- Muito bem, minha putinha linda - a voz dele era doce, consoladora - muito bem, respira calma…
O encontro tinha me devastado, tinha derrubado meu corpo e minha vontade de tal jeito que comecei a chorar sem controle.
- Não se preocupa, putinha minha… teu Senhor vai cuidar de você.
Procurei os olhos dele com os meus. Ele limpou minhas lágrimas com as mãos e beijou minha testa.
- Nunca se esqueça que eu te amo.
- E eu te amo… Meu Senhor.
Ele sorriu e me beijou na boca.[
valeu desde já..... e comentar não custa nada... 🙂 🙂 🙂
Acordei naquela manhã sentindo uns dedos percorrendo de um jeito quase imperceptível o contorno dos meus quadris.
— Bom dia, gatinha — disse o Martín.
— Oi — minha voz ainda tava meio pastosa de sono.
— Como você tá? — ele perguntou sem parar um segundo de me acariciar.
— Bem — falei, tentando focar o olhar pra captar a expressão no rosto dele. Ele parecia calmo, meio pensativo, quase aliviado. Quando os olhos dele encontraram os meus, ele me encarou com uma profundidade que eu não entendi e sorriu de leve.
— Quero te falar uma coisa — ele disse.
— Humm, sim? — perguntei enquanto espreguiçava o corpo, tentando me livrar um pouco da moleza que deixava meus músculos bambos.
— Não quero que você me interprete mal — ele falava de um jeito tão suave e controlado que, por momentos, não parecia o mesmo Martín que eu conhecia há quatro meses.
— Eu sei que tive uma reação horrível quando você me contou sobre suas histórias passadas. Fiquei pensando muito nisso tudo nesses dias que a gente não se viu — ele falava, e a mão dele percorria minha pele nua de um jeito tão doce e natural que não tinha nada de sexual.
— No começo, tinha decidido que não queria mais ficar com você. Que não aguentava saber o quão piranha você era.
Ele disse "piranha" de um jeito tão doce que me deu graça e eu soltei um sorriso.
— Mas os dias foram passando e eu não conseguia parar de pensar na sua carinha, no seu sorriso, na sua voz. Nunca tive com ninguém as conversas absurdas e intermináveis que tenho com você. Nunca ninguém desafiou minha mente do jeito que você faz. Não me importa nada do que você foi ou fez, eu preciso de você. Quero você pra mim.
— Eu também preciso de você — falei enquanto esticava a mão pra apoiar os dedos nos lábios dele. Ele beijou eles por uns segundos e foi deixando que invadissem a boca dele, mordiscando. A mão dele, que continuava acariciando meu quadril, desceu pelas minhas costas apalpando minha bunda. E, suave mas firme, me puxou pra perto dele. Enquanto com aquela mão segurava forte minhas nádegas, com a outra ele pegou meu queixo. e olhando nos meus olhos, ele disse.
—Não quero que você nunca pare de ser a putinha gostosa que é, quero que você seja minha puta pra sempre. Que aproveite ao máximo, que queira sempre mais. Porque eu sempre vou te dar mais.
Estiquei meu pescoço buscando a boca dele. Mas ele segurou meu rosto enquanto afastava o dele. Me olhou fixo.
—Me promete que vai esquecer minha reação idiota. Me promete que nunca vai se inibir comigo.
—Te prometo.
—Você vai se deixar levar? Vai ser minha puta?
—Sim — eu disse, e sentia aquela conversa quase como um compromisso, dava pra sentir que ele também prometia algo.
—Você vai ter tudo que precisa — ele falou quase como se assinasse um contrato. E me beijou. Minha boca o recebeu, o abraçou, o encharcou. Meu corpo instintivamente se esfregou contra o dele, buscando o sexo dele, mas ele me afastou de novo.
—Espera — ele disse, sério — quero te pedir desculpas. Não queria te assustar ontem à noite.
Eu simplesmente sorri, não soube o que dizer, não podia afirmar que tinha sentido medo. Me senti paralisada, sim, mas não assustada, e não sei por que motivo estranho aquela paralisia, aquele controle total dele sobre mim, me excitou mais. Eu o conhecia o suficiente pra saber que não me machucaria, que tudo era um jogo. De qualquer forma, preferi calar.
—Tá tudo bem, não me assustei — respondi.
Ele me abraçou forte.
—Te quero, pequena.
—Eu também — me aninhei no peito dele e esqueci o sexo, só me dediquei a sentir o calor do abraço dele. Me senti segura, como há tempos não me sentia. Enquanto me abraçava, uma das mãos dele acariciava meu cabelo.
—Não quero que você tenha medo nunca — ele disse, e senti uma lágrima cair na minha bochecha. Algo tinha mudado nele pra sempre.
**
Ficamos assim enroscados um no outro por um bom tempo sem dizer nada, trocando beijos doces e carícias suaves.
—De quem é essa casa, Martín? — perguntei.
—Nossa.
Me sentei e olhei pra ele.
—Nossa? — meu coração parou.
—Bom, não é pra te obrigar a vir comigo, mas sim pra gente ter um Um lugar pra gente.
—E… —eu não entendia nada— de onde saiu essa casa?
—Aluguei de um colega de trabalho.
—E… você vai morar aqui?
—Sim, você gostou?
—Sim, gostei.
—Bom, melhor. Porque quero que você se sinta à vontade pra vir e ficar sempre que quiser.
Sorri pra ele, mil ideias passaram pela minha cabeça, mas todas me levavam à mesma conclusão: Martín tinha decidido aceitar que me queria. E queria tentar algo sério comigo. Eu me sentia sobrecarregada e completamente seduzida por aquele ato impulsivo de compromisso.
Martín trabalhava numa empresa que produzia eventos culturais. A vida dele girava em torno de músicos, artistas de todo tipo e muita gente. Passava de dias corridos, cheios de trampo, a dias em que só ficava em casa navegando na internet atrás de ideias pra novos eventos. Foi num desses eventos que a gente se conheceu. Eu tava dando meus primeiros passos como artista plástica e, com um grupo de amigas, fui contratada pra montar uma exposição num dos salões grandes. Martín era o cara que conseguia tudo que a gente precisava pra levantar a exposição, e eu fui escolhida pelo grupo pra ser a ponte entre eles e ele. Acho que em certo ponto ele fugia quando me via, porque as coisas que eu pedia eram as mais inesperadas, até ridículas. Mas também peguei ele sorrindo da minha cara de pintinho com beiço quando eu tinha que pedir coisas muito engraçadas ou impossíveis de conseguir.
Foi na festa de inauguração que o cansaço de dias dormindo pouco e as taças do brinde me deixaram num estado particularmente alegre, o humor que me deixa mais gostosa, não por ser fácil, mas por ser impiedosa. Meu humor ácido e meu sarcasmo são as melhores armas de guerra quando quero seduzir. E pelo visto o álcool cria um microclima em mim que eleva o poder dessas armas a níveis que não consigo controlar. E eu tava dançando com minhas amigas. Comemorando o fim do trabalho quando trombei com o Martín. Ele não foi embora. Ficou dançando com a gente o resto da noite.
Quando a festa acabou, ele se ofereceu pra me acompanhar. Caminhamos oito quarteirões falando de nada, todos os assuntos evaporavam em silêncios constrangedores. Até que, de um empurrão só, me encurralou contra uma parede e me deu um beijo que me tirou o fôlego. O primeiro de muitos beijos. O caminho que normalmente faríamos em 30 minutos levou 2 horas. Naquela noite, não deixei ele entrar em casa. Ele foi embora me odiando porque nem pediu meu telefone, nem mencionou a ideia de a gente se ver de novo.
Mas de algum jeito ele descobriu meu número e me ligou no fim de semana seguinte. Viramos um casal baseado na paixão e nos conflitos. Ele se recusava a se comprometer, não compartilhava coisas do dia a dia dele comigo e também não tava nem aí pra fazer parte das minhas coisas cotidianas. Nada disso tinha importado muito até a gente começar a se sentir afetivamente comprometido. Esse foi o ponto de virada dele, descobrir que queria algo mais comigo. Primeiro, agiu fugindo, se convencendo de que não era pra ele. Mas a própria distância mostrou que ele não conseguia abrir mão de mim. Alguma coisa minha despertava e alimentava um sentimento que ele não queria perder. Nossas atividades em comum ajudaram a não me perder de vista completamente, e de longe ele conseguiu perceber minha tristeza por não estar mais com ele.
Descobrir que estava tão mexido por mim, me descobrir tão apagada por não tê-lo, deu a ele motivos suficientes pra dar o passo fundamental. E ele quis dar de um jeito firme, decidido. Usou todas as ferramentas que sabia que chegariam no fundo de mim: o mistério, a força, a sedução misturada entre agressiva e sutil. Apostou tudo nesse ato intenso, nesse encontro de forças, decidiu me mostrar que podia me conter e me arrastar pro prazer de um jeito que eu nunca tinha experimentado e que ele poderia me dar se eu aceitasse jogar. Então agora eu tava nesse apartamento ouvindo o homem que me que eu tinha desprezado por me achar atrevida demais pra fazer parte da vida dele, tava me pedindo pra me tornar a putinha dele. A sensação do orgasmo que tive quando gritei pra mim mesma "Sou sua puta!" ficou gravada no meu corpo. E bastava lembrar disso pra sentir a pele arrepiar e um calafrio gelado descendo pela espinha. Algo me dizia que aquele encontro, marcado pela intensidade das palavras, pela voz firme quase autoritária dele, me exigindo uma nova postura, quase um papel específico no ato, não seria uma situação isolada. Senti que era tipo uma inauguração. Que o jogo dele tinha só começado. Que a declaração de compromisso e as lágrimas na hora de pedir pra eu fazer parte da vida dele não passavam de peças que ele movia no tabuleiro. Eu era o Rei no jogo dele e tava em Xeque.
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Passaram-se várias semanas e a nossa relação foi se ajeitando. Eu ficava na casa do Martín mais ou menos a cada dois ou três dias, e se os dois estivéssemos de folga, não tinha nada que nos separasse. Nessa época, meus dias eram bem corridos. Eu tava trabalhando como assistente de um figurinista que vestia várias peças de teatro ao mesmo tempo. Por isso, vivia pulando de obra em obra, garantindo que tudo estivesse nos trinques. Ao mesmo tempo, estudava maquiagem artística, achando que era um complemento pra carreira de figurinista. Então minha cabeça tava cheia de imagens e sensações artísticas que eu precisava botar no papel, transformadas em desenhos e pinturas. Isso virou quase uma obsessão, e por isso meu tempo livre se enchia de cores e traços. Enquanto isso, minha casa e a do Martín iam se enchendo de folhas onde corpos de mil cores se devoravam mutuamente.
Uma noite, cheguei na casa do Martín e ele não tava. Quando entrei no quarto dele, fiquei paralisada. A parede em frente à cama tinha sido forrada com a minha arte. Fiquei fascinada com aquela visão, primeiro porque minhas ilustrações ficavam lindas naquela parede, e segundo porque eu não sabia que ele gostava tanto deles a ponto de se dar ao trabalho de organizá-los daquele jeito. Criando uma espécie de exposição privada onde eu toda estava me mostrando aos olhos dele. Meus desenhos são tudo que eu sou e refletem mais do meu interior do que eu poderia fazer por decisão própria. Minha arte cobrindo a parede dele era eu mesma envolvendo o mundo dele.
Observando a parede, descobri um tubo de luz ultravioleta em cima. Acendi ele e apaguei a luz principal, tudo foi mágico, eu nunca tinha imaginado que minhas cores podiam ser vistas de um jeito tão especial, tão vivas, tão potentes. De repente, sem que eu percebesse, ele entrou no quarto.
— Gostou? — ele me perguntou
— Adorei, é mágico — falei quase eufórica.
— Mmm — disse ele parando atrás de mim e apoiando as mãos na minha cintura.
— Não, aqui o único mágico é você, sua putinha — o hálito quente dele bateu na minha nuca. Ele aproximou o nariz do meu pescoço e me cheirou fundo, num claro ato instintivo que me arrepiou. Desde aquela noite quando ele me amarrou na janela, ele não tinha me chamado de "putinha" de novo, e aquela palavra dita assim tão perto naquele ambiente místico, com meus desenhos de corpos nus se lambendo, se esfregando, se devorando e com aquela luz que mostrava e ao mesmo tempo escondia coisas, comecei a sentir a temperatura subir em mim. Martin percebeu.
— Mmm, Anita — disse bem suavemente — você gosta que eu te chame de putinha — as mãos dele na minha cintura me agarraram forte, puxando meu corpo para perto do dele. Meu corpo excitado agiu na hora, arqueando as costas, fazendo minha bunda buscar o pau dele que começava a crescer por baixo da calça.
— Mmm… sim, você gosta de se sentir uma putinha. E é o que você é, senão olha o que você desenha.
Ele começou a desabotoar minha calça jeans e a levantar minha camiseta, procurando minha pele.
Eu estava parada observando todas aquelas cores brilhando na parede, toda aquela carne ilustrada gritando sexo. As mãos dele percorriam meu corpo devagar, me despindo, mas era a voz dele e as palavras dele que me conduziam a uma nova jeito de sentir. -Vamos, quero que você olhe bem pra esse desenho… aquele da garota se tocando… -Sim -Repara na cara que você fez pra ela- a voz dele me fazia vibrar. -Sim -Você percebe como ela gosta de se tocar? -Sim -Ela tem a mesma cara que você quando goza, essa carinha de menininha perversa. -Mmm… hehe- escapou uma risadinha nervosa. -Olha bem pra ela, olha como ela tem a boca meio aberta, como se tentasse recuperar o ar que escapa do corpo. É isso que você faz quando sente prazer. Cê acha que porque não grita ou não fala, é menos puta? Os dedos dele roçavam meus mamilos por cima do tecido do sutiã. -Mmm… não, pequena, não pensa isso. Pelo contrário, você é uma puta especial, gosta tanto daquele momento único em que seu corpo inteiro vibra e sente; que você curte o silêncio. Gosta de sentir cada espasmo ao máximo e por isso segura a respiração e os gritos. As palavras dele entravam na minha mente e tomavam forma, virando línguas gigantes e molhadas que percorriam meu corpo todo. -É assim ou não é? -Sim -Claro que é, você é uma puta egoísta que não compartilha o prazer, que não grita, que acha que não expressa. Mas seu corpo expressa sim, suas bochechas vermelhas, seus olhos vidrados, seu ar preso, os tremores dos seus músculos. Seu corpo inteiro grita em silêncio cada orgasmo. E isso eu adoro. Adoro que você curta tanto. Adoro que você se sinta tão puta. Só a voz dele, só as palavras dele, o toque sutil dos dedos na minha pele nua, estavam me arrastando pra um desejo sem limites, eu queria que ele agisse logo. -Você acha que eu tô certo no que eu digo?- perguntou bem calmo. -Sim- eu já tava começando a ficar ofegante. -E você gosta de se sentir minha? -Sim -Fala pra mim. -Eu gosto de ser sua puta. -Ajoelha. Olhei pra ele. Ele tava sério. Impávido. Controlado. -Você quer ser minha puta? Sim ou não? -Sim, quero. -Então ajoelha e me pede. Ele se afastou de mim, olhou meu corpo dos pés aos olhos, enquanto Ele mantinha as mãos nos bolsos da calça.
— Se você quer que eu te toque, se espera que eu te faça minha, se tem a menor intenção de ser minha puta agora, você tem que me pedir. De joelhos.
Eu dei um passo pra trás, não sabia o que estava passando pela minha mente e pelo meu corpo naquele momento. Queria sentir o corpo dele me possuindo, queria os dentes dele me mordendo, queria tudo. E ele me tratar assim, quase com desprezo, em vez de me dar raiva ou rejeição, me excitava ainda mais. Ajoelhei na frente dele. Estendi as mãos com a intenção de soltar a calça dele. Ele deu um passo pra trás.
— Não, gatinha. Você está esquecendo de uma coisa. Ninguém disse que podia me tocar.
Eu abaixei as mãos e olhei pra ele. Sorri.
— O que você acha tão engraçado? Você não vai me tocar, eu não vou te tocar, até você pedir. Quero que você me diga o que quer ser.
— Quero ser sua puta.
— É mesmo?
— Sim, me faz sua puta.
— Hum, isso soou como uma ordem. Isso é um erro. Putas não dão ordens. Putas imploram.
Eu sentia a dureza gelada do chão nos meus joelhos e a dureza gelada dos olhos dele cravados em mim. Ele estava falando sério. E eu não me sentia com raiva. Não queria me mexer. Não passou pela minha cabeça em nenhum momento me levantar e dizer: "Para de me encher o saco, idiota!" Não, eu estava curtindo aquela situação. Sentia meu corpo derreter com o olhar dele. Sentia minha mente sucumbir com as palavras dele. E sentia como minha buceta esquentava naquela posição.
— Por favor, me faz sua puta.
— O "por favor" me parece correto. Mas parece que você não entende com quem está falando. Você acha que na sua posição pode me tratar por "você"? Não! Esse é outro erro. Se você quer ser minha puta a partir de agora e pra sempre, vai me chamar de Senhor e vai se dirigir a mim como "o senhor". Sempre.
Ele enfatizou a palavra "Sempre" com força, e eu senti como chicotadas na minha vontade. Olhei pra ele. Descobri naquele momento que amava a palavra "Sempre" na boca dele e que amava os olhos frios dele. A humilhação me excitava. Nunca tinha me perguntado até onde poderia ir por isso. amor e muito menos até onde eu podia ir por prazer. E naquele momento eu sentia as duas coisas juntas, um amor que meu coração não queria conter e um prazer que já começava a dominar minha mente.
Meus olhos pousaram calmamente no olhar dele, as lágrimas da descoberta os faziam parecer brilhantes e grandes.
— Senhor, faz de mim sua putinha, por favor.
Com uma das mãos, ele percorreu minha bochecha até tocar um dos meus olhos e sentir as lágrimas que mal queriam cair.
— Boa menina, você vai ser minha putinha. De que são essas lágrimas?
— De emoção, Senhor.
— Bem, quero que você veja uma coisa. Quero que, com uma das suas mãos, você se toque por um minuto. Só por um minuto, nem mais nem menos, um minuto.
Enfiei a mão dentro da calcinha e mal me toquei com os dedos. Fixei o olhar no relógio do outro lado do quarto e, por um minuto exato, me acariciei. Os dedos ficaram lambuzados num suco morno e grosso. Nunca antes tinha me molhado tanto, os lábios da minha buceta estavam inchados e quentes. Tirei a mão.
— Prove. Coloca os dedos na sua boca por mais um minuto.
Fiz isso. Devorei meus sucos, me saboreei, aproveitei.
— Que gosto tem?
— Gostoso, Senhor.
— Só gostoso? Gostoso me parece insuficiente.
— Delicioso, quente, ansioso, expectante, Senhor.
— Mmm, você tá quente, putinha… você gosta!! Você curte se sentir uma pobre putinha suplicante! E eu adoro te ver assim, de joelhos me pedindo, me adorando, chorando de amor e se molhando de desejo.
Ele soltou lentamente o cinto primeiro e depois a calça. Tirou de dentro da cueca o pau ereto e brilhante, destacado pela luz negra. Ele também estava muito excitado. Eu tava deixando ele louco com toda minha entrega, minha obediência, meu desejo. Ele acariciou devagar o comprimento da haste.
— Você tá sendo uma boa menina… e putinhas boas sempre ganham prêmio.
Ele se aproximou de mim, deixando o pau na frente da minha boca.
— Você gosta de cum slut?
— Sim.
— Bem, esse vai ser seu prêmio. Pode lamber até conseguir seu preciosa buceta.
Eu estiquei a língua, lambi a cabeça saboreando o líquido pré-seminal que a banhava. Passei os lábios suavemente, sentindo a maciez da pele na minha boca. Aproveitei cada beijo, cada lambida, cada chupada.
— Chupa, putinha, chupa… você tá curtindo como nunca… chupa ela, é toda sua… é seu prêmio por ser uma boa putinha…
Tudo que ele dizia era verdade, nunca tinha curtido tanto chupar um pau como tava chupando o do meu Senhor. Ele enroscou os dedos no meu cabelo e empurrou minha cabeça, enfiando na minha boca com uma intensidade animal. Eu sentia ele batendo na minha garganta, os engasgos cortavam minha respiração e a saliva escorria aos borbotões da minha boca.
— Isso, putinha linda, engole tudo, isso, putinha minha, tira seu leite.
Sentir ele tão quente, tão furioso, tão perto do orgasmo, tava me deixando louca. Dava pra sentir meu corpo se preparando pra explodir. Levei uma das mãos direto pra minha buceta que fervia de tesão. Precisava de alívio.
— Não! Não se toca… não quero que você goze…
Obedeci, tirando a mão. Ele acelerou os movimentos, aumentou o ritmo das estocadas. O vulcão explodiu violento, enchendo minha boca, alcançando minha garganta.
— Aaaahh… é toda sua… engole tudo… — disse ele, quase sufocado pelos espasmos.
E foi o que eu fiz. Deixei todo o esperma dele escorrer pela minha garganta, invadindo meu corpo. Depois de engolir cada gota, limpei toda a superfície do pau dele com minha língua.
— Isso, muito bem, putinha… Gostou do seu prêmio?
— Sim, Senhor — falei, quase sem fôlego e mais molhada do que nunca.
— Você tá com tesão, né?
— Sim, Senhor.
— Então agora pode se tocar, se toca forte, como se fosse eu mesmo te tocando.
Na hora, meus dedos enlouqueceram no meu clitóris, meu corpo começou a tremer na mesma hora. Ele não parou de acariciar minha cabeça. Quando percebeu que eu tava começando a gozar, puxou meu cabelo pra trás, fazendo minha cara ficar de frente pra dele.
— Que putinha gostosa você é… como você gosta… vai, putinha, se toca mais forte…
Comecei a sentir como os tremores cresciam em mim e um suor frio começava a me banhar…
- Que delícia… me dá… me dá teu prazer, putinha… diz que é minha…
- Aaaahhh… - meu orgasmo era forte, minha cabeça girava
- Aaaahhh… Sou sua, Senhor
- Quem sou eu?
- Meu Senhor.
- Isso, putinha… Teu Senhor… goza pro teu Senhor.
- Aaaaahhhhhh……….
Meu corpo desvaneceu, quase caí de vez no chão. Ele me segurou pelos ombros e se ajoelhou ao meu lado, me abraçando. Eu estava toda fraca, rendida, entregue. Com a mão, ele me acariciava da cabeça até as costas.
- Muito bem, minha putinha linda - a voz dele era doce, consoladora - muito bem, respira calma…
O encontro tinha me devastado, tinha derrubado meu corpo e minha vontade de tal jeito que comecei a chorar sem controle.
- Não se preocupa, putinha minha… teu Senhor vai cuidar de você.
Procurei os olhos dele com os meus. Ele limpou minhas lágrimas com as mãos e beijou minha testa.
- Nunca se esqueça que eu te amo.
- E eu te amo… Meu Senhor.
Ele sorriu e me beijou na boca.[
valeu desde já..... e comentar não custa nada... 🙂 🙂 🙂
4 comentários - Meu Senhor…
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