Tabu dos Irmãos Cap I ao II

Capítulo I


A noite se fechava ao redor deles. Em uma das árvores ao redor, um grilo se refugiava, animando a noite com seu canto.

Quatro caras de 14 a 15 anos, sentados num banco do parque, comendo pipas num sábado à noite.

— "Igualzinho as velhas." — Pensou Sergio, emburrado, enquanto cuspia umas cascas.

Num sábado normal, eles estariam num boteco, ou pelo menos na área onde a galera se reunia. Sergio não era muito fã de bebida alcoólica desde o dia em que teve a primeira ressaca. "Nunca mais", foi o que disse pra si mesmo quando tinha uma locomotiva fazendo "chuuu chuuu" na cabeça dele. Até hoje, quase dois anos depois, ele manteve a palavra. Por que esse não era um sábado normal? Porque na semana passada a polícia tinha dado um flagra na praça onde eles costumavam beber. Uns dois caras, muito bêbados pra ir embora, foram detidos, com a multa indo pra eles ou pros pais. Essa semana era melhor ir na calma, pra não dar chance pros tiras pescarem em águas turbulentas.

Sergio suspirou e cuspiu outra casca. Eles tinham passado umas duas horas falando sobre coisas de moleque, ou seja: Futebol, mina, Fórmula 1, mina, basquete, mina, e... Mina.

Algo que os amigos dele diziam chamou sua atenção.

— Eu vi tudo, mano, tudo, e tu não tem noção como ela é gostosa... Ela nem tem dezenove ainda, mas... — Se gabava Pepe, o mais velho do grupo, só por uns meses, mas ele parecia achar que eram anos. Ninguém questionava a liderança dele. Também não tava afim de fazer isso. — Ela tava com a xerequinha toda depiladinha, e não sei, mano, mas se uma mina faz isso, é porque planeja usar. Que nojo...

— Do que vocês tão falando? — Perguntou Sergio, interessado. Quando numa mesma frase apareciam palavras como "xerequinha", "depiladinha" e "usar", chamava a atenção dele.

— Esse aí diz que viu a irmã dele pelada. — Juanma balançou a cabeça, incrédulo.

— A Nerea ou a Dafne? — Perguntou Oscar, franzindo a testa. — Nerea, porra, a Dafne ainda é quase uma criança, não sou um pederasta do caralho. —Pepe se retesou e cravou o olhar no amigo.— Além disso, ela ainda não tem peitos...

— Bom... Tanto faz qual é. —Oscar fez um som de desgosto.— É sua irmã, cara, não é certo ficar espiando.

— Eu não tava espiando. —Esclareceu o interpelado.— Tava na varanda e ela deixou a janelinha do banheiro aberta, que porra eu ia fazer? Arrancar meus olhos?

— Claro que foi tudo um acidente. —Juanma sorriu ironicamente.— Foi só um instante, né? Você nunca faria algo como espiar pela janela, hein?

Os três riram e Pepe não pôde deixar de concordar de má vontade. Era um tarado. Se destacava entre a elite dos tarados, ou seja, todos os caras entre 13 e... 60 anos? Pepe queria ser ginecologista daqui a alguns anos, e não porque gostava de medicina.

— Ainda acho errado. —Comentou Oscar de novo.— É sua irmã!

— Claro, como o único irmão que você tem é viado. —Pepe soltou uma gargalhada.— E porra, vi ela com o novo namorado outro dia, um cara bem alto e de cabelo preto...

— É... —Oscar franziu a cara.— Alan, ou algo assim, não sei de onde é. Hoje à tarde tavam se pegando no portão, porra, que digo se pegando, tavam comendo a boca um do outro! Quase vomitei...

Os quatro fizeram sons de desgosto.

— E você? —Pepe apontou pra Juanma com a cabeça.— Não viu nenhuma das suas irmãs pelada?

— Eu...

A situação do Juanma era especial. Morava com a mãe e com as quatro irmãs mais velhas. Como os pais eram divorciados, era o único homem da casa. As irmãs eram gostosas, cada uma com seu estilo, mas claro, juntando cinco minas na mesma casa... Juanma era o escravo particular de todas elas. "Juanmi, vai comprar absorvente", "Juanmi, tira o lixo", "Juanmi, me empresta seu computador". O estranho era ele ser hétero e não ter nenhuma doença mental grave. Todo mundo evitava a Odeio essas mulheres que mandavam nele e não hesitavam em mandar nos amigos também.

— Uma vez vi o peito da Marta, mas sei lá, não me chamou a atenção.

— Bah, outro viado... — Pepe cuspiu um monte de sementes de girassol que estava mascando. — Se eu tivesse quatro irmãs... Puf!

Três pares de olhos se viraram para Sérgio, esperando. Ele sabia que mais cedo ou mais tarde chegaria a vez dele nas confissões.

— Não. — Respondeu seco.

— Não? — Pepe parecia incrédulo.

— Qual é, cara! — Juanma balançou a cabeça.

— Certeza que sim... — Até Oscar olhou pra ele estranho.

— Nunca vi minha irmã pelada. — Disse ele com sinceridade. — Nem tentei... Porra, é minha irmã, e sei lá, pra isso tem internet, né?

— Meu Deus! Mas que otário você é às vezes! — Pepe esticou a mão e deu um tapa forte no ombro dele. Doía, mas não dava pra reclamar. Era coisa de homem. — Sua irmã Leo é uma gostosa, porra, quantas punhetas já bati pensando nela...

— É verdade, cara, a Leo é... — Juanma franziu a testa enquanto procurava a palavra. — Uma deusa do sexo? Não acredito em tudo que falam dela, é mais inveja, mas... Porra, que rabo enorme ela tem!

— Eu gosto dos olhos dela... — Oscar entrou na conversa, ganhando olhares estranhos dos amigos. Nessa idade, romantismo não é valorizado. Finalmente, ele grunhiu e acabou confessando. — E também os peitos dela, porra, não são muito grandes, mas... Uff...

— Bom... — Sérgio hesitou. — Já vi ela de biquíni, e às vezes ela solta a parte de cima...

— Ela faz topless? — Perguntaram os três, interessados.

— Mas fica de bruços, é pra não marcar as alças ou alguma merda dessas.

— Bah... — Um grunhido de decepção encheu o banco.

— Sérgio, cara, vou te falar na boa. — As palavras de Pepe fizeram Sérgio se tensar. A delicadeza do amigo... Brilhava pela ausência. — Ter uma Uma gostosa como a Leo no quarto ao lado e não ter visto ela pelada, ou pelo menos tentado, é...

- É estranho. –Concluiu Juanma, provavelmente interrompendo alguma sacanagem do Pepe.- Muito estranho.

- Estranhíssimo. –Oscar se juntou ao lado hostil.

- E o que vocês querem que eu faça? –Reclamou ele, irritado.- Que eu espie ela? Como? Ela não toma café pelada, que eu saiba.

- Você vai achar uma oportunidade. –Pepe deu outro tapa no ombro dele, dessa vez como um gesto de apoio. Doeu do mesmo jeito.- E depois nos conta como é a buceta dela.

Sergio suspirou, mas escapou de fazer uma promessa que não pretendia cumprir quando o alarme do relógio do Juanma tocou. Ele olhou a hora e viu que era pouco mais de meio-dia e meia.

- Tenho que ir. –Disse o garoto, levantando enquanto sacudia sementes de girassol do colo.- Minha mãe fica puta se eu chegar tarde, e não quero irritar ela agora que vou pedir grana pra moto.

- Também vou. –Sergio se levantou também.- Afinal, aqui não estamos fazendo nada mesmo...

- Porra, vocês são uns bostas, já vão pra casa? Mas se não é nem uma hora, fiquem mais um pouco e...

- Ah, deixa eles. –Oscar também se levantou.- Vou pra casa e entrar no Warcraft, te espero?

Essa ideia pareceu consolar Pepe, que balançou a cabeça efusivamente.

- Isso sim. –Ele esfregou as mãos.- Quero pegar umas novinhas.

As despedidas de praxe foram formalizadas com mais porradas no ombro. Sergio tinha pensado em sugerir que dessem tapinhas nas costas, ou talvez um simples "Falou!", mas não teve coragem de falar, não queria que pensassem mal dele. Ia ficar com um hematoma no ombro no dia seguinte, sim, mas seria um hematoma conquistado com toda a virilidade intacta.

Coisas de garotos.

Estar todos de pé serviu pra ele perceber outra coisa óbvia, sua baixa estatura. Não que os outros fossem altos, embora Oscar tivesse quase 1,75m, Bastante pra idade dela. No caso do Sergio, ser baixinho era simplesmente uma questão de família. Herança genética, como diziam. Por algum motivo que ele não sabia, um cromossomo filho da puta, provavelmente, os homens da família dele se desenvolviam dois ou três anos depois da média. O avô, o pai e o tio dele eram testemunhas disso. Não tinha nada que o pai dele gostasse mais de contar do que como teve que trocar de tamanho de uniforme enquanto servia o Exército. Agora ele tinha quase 1,80, uma altura nada desprezível, mas o Sergio ainda tinha pela frente o calvário de esperar por esse estirão tão desejado. Enquanto isso, ele era o moleque mais baixo da turma. Tinha até duas ou três meninas mais velhas que ele...

Bah! Não era algo que o incomodasse, pelo menos ele achava que não. Pode ser que não fosse bom no basquete, mas no futebol ele se virava. Algum cuzão tinha começado a chamar ele de "A Pulga", igual ao Messi. O Sergio ainda esperava descobrir quem tinha inventado isso pra quebrar a boca do filho da puta, ganhar o mesmo apelido que um jogador do Barcelona sendo torcedor do Real Madrid era algo intolerável.

Ele rosnou enquanto se afastava dos amigos.

O parque onde eles entravam formava uma grande avenida com margens cheias de grama e outras plantas, além de pequenos grupos de árvores que, em outros momentos, estariam cheios da fauna local: Mães com seus filhos pequenos, bandos, vagabundos... O normal.

Os postes de luz eram bem espaçados, então, entre um e outro, surgiam espaços de escuridão bem sinistros. Foi quando ele estava num desses espaços que um casal entrou no parque usando uma das trilhas laterais.

O Sergio reconheceu na hora. Afinal, era a garota com quem ele dividia a vida desde que nasceu. Leonor, Leo para os amigos, passeava com o braço de um cara envolvendo os ombros dela.

Cabelo comprido moreno e pele branca, quase chegando no metro setenta, Leonor era uma garota que, aos seus 17 anos, chamava atenção. Os peitos dela, um 85 pelo que ele tinha descoberto olhando alguns dos sutiãs dela, se destacavam na sua figura magra. E a bunda dela... Ele não era grande fã de bundas, mas os entendidos no assunto diziam que a da irmã dele passava de cinco estrelas. A escuridão não deixava ele ver, mas os olhos dela, intensamente azuis, tinham uma manchinha na íris direita. Era mais um dos muitos detalhes que a tornavam especial.

Foi o garoto que fez o irmão dele franzir a testa, já que ele não reconhecia o cara em questão. Namorado novo? Provavelmente. E esse já era o... Vigésimo... Da lista de namorados naquele ano. A Leo era, como se diz, uma garota de bunda inquieta.

Ele parou no espaço escuro e eles não perceberam. Iam conversando, aparentemente, e sobre algo intenso, já que o garoto se expressava com muitos gestos. Num dado momento, o cara apontou para um ponto e ela balançou a cabeça negando. O tipo apontou de novo, e ela, embora relutante, seguiu ele.

Sergio piscou, incrédulo. A Leo e o passarinho com quem ela estava se dirigiam a um pequeno grupo de árvores que, junto com os arbustos, mais densos que em outras áreas, davam um esconderijo perfeito para...

- "Porra..." – Ele balançou a cabeça na escuridão. – "Não pode ser... Eles vão fazer? Aqui? No meio do parque?"

Por um lado, ele se sentia indignado com a irmã, por aceitar uma parada dessas, como se fosse uma putinha barata. Por outro, a conversa com os amigos dele ecoava feito um tambor na mente dele. O Pepe tinha dito que ele teria uma chance de olhar, sim, mas ele não esperava que fosse algo tão... Violento.

Ainda com dúvidas, ele seguiu o casal, tentando ser silencioso e certeiro como um lobo à espreita. Conseguiu chegar perto o suficiente para ouvi-los quando levantavam a voz e ficar escondido atrás de um dos troncos ao mesmo tempo. De novo, a escuridão era aliada dele, já que enquanto ele Ficava na penumbra, o casal era iluminado quase diretamente por um dos postes do outro lado.

— Por que não? — O cara tava dizendo. — Já esperei e não...

As partes que ele não conseguia ouvir irritavam, principalmente porque, pelo visto, o que ele tava presenciando não era o ninho de amor que ele esperava. O cara queria putaria, mas Leo parecia não estar a fim. Bem feito pra ela! O respeito que sentia pela irmã, meio escasso, aumentou.

— Tô prestes a explodir, e você não...

A conversa continuou por uns minutos, e Sergio esperou o desfecho quase com mais tesão que os protagonistas. Num dado momento, depois de muitos sussurros e palavras perdidas pela distância, Leo concordou com a cabeça e... Se ajoelhou.

— "Não fode..." — Sergio segurou a exclamação de surpresa a duras penas. — "Ela vai..."

O cara, que pelo visto tinha algo pra comemorar naquela noite, se encostou em outra árvore e ficou na expectativa. Leonor, relutante, levou as mãos pro zíper e...

Duas coisas saltaram na hora: O celular de Sergio do bolso e o pau, meio duro, do cara, que parecia pedindo atenção.

Com todo o cuidado do mundo, Sergio ligou a câmera do celular, pronto pra gravar pra eternidade uma cena tão... Oral? A luz do poste dava iluminação suficiente pra fazer o vídeo. Ele usou o zoomzinho do celular pra aumentar a imagem o máximo que pôde. No momento em que as mãos da irmã pegaram a rola do cara, o coração começou a bater desenfreado.

Fazia menos de meia hora que ele tava reclamando que nunca tinha visto a irmã pelada. Agora tava prestes a ver ela fazendo um boquete. O próprio pau dele já tinha reagido rápido e tava uma pedra enfiada na cueca. Ele ajeitou com a mão que tava livre. Ficou tentado a se tocar mais, mas não, precisava concentrar-se no que tinha diante dos olhos e não no que crescia e pulsava entre suas pernas.

Quando o pau do cara atingiu uma ereção completa, Leonor se inclinou levemente para pegá-lo com a boca. O garoto gemeu. Sergio conseguiu se segurar a tempo.

Enquanto a carne ardente entrava e saía da boca da irmã dele, o cara que estava recebendo essas atenções magníficas esticou uma mão e colocou sobre a cabeça dela, empurrando-a, forçando-a a seguir o ritmo que ele marcava. Isso fez com que a garota abrisse os olhos, que estavam fechados o tempo todo, e o observasse com um lampejo de raiva. No entanto, essa fogosidade desapareceu em uma nuvem de desgosto, submissão e... medo? A irmã dele? Sergio fez uma nota mental de julgar as cenas depois, agora só queria observá-las.

O cara sortudo não demorou muito para começar a respirar mais forte. A mão que repousava sobre a cabeça da irmã dele marcava um ritmo cada vez mais rápido. Sergio sabia o que aconteceria agora, o que não conseguia deduzir era "como" terminaria. Na cara dela, como as atrizes pornô? Na boca dela? No chão? Onde o presentinho ia parar?

Leo não teve chance de escolher.

Quando chegou o momento do clímax, a mão do garoto empurrou com firmeza, de modo que Leo, querendo ou não, teve que ficar para receber o "presentinho". O garoto gemeu e conteve alguns gemidos menos viris. Leonor aproveitou a moleza do orgasmo para se separar dele. A primeira coisa que fez foi cuspir uma quantidade generosa de porra, incluindo um barulho com o qual manifestava seu nojo. Tirou um pacote de lenços do bolso e limpou os lábios e a língua com um deles. Cuspiu de novo.

Enquanto a irmã dele se limpava, o cara sorria levemente, aparentemente encantado com a gozada dele. Leonor se levantou e o fulminou com o olhar, sussurrou algo em voz baixa que não pareciam palavras de amor, exatamente. Enquanto ela sacudia a calça para tirar a terra, Sergio percebeu que tinha chegado a hora de vazar.

Guardou o vídeo no celular e se mandou, feito um ninja, de volta pra escuridão protetora. Uns dois minutos depois, já que o cara tinha pedido um dos lenços pra se limpar, os dois foram embora pelo mesmo caminho que vieram, só que dessa vez não iam juntinhos, mas sim separados por uma distância prudente.

Sergio deixou eles se afastarem antes de continuar o caminho pra casa. Leo tinha como horário limite uma da manhã por causa das notas dele no colégio, que eram meio fracas. Ele chegaria um pouco depois. Se é que conseguia andar, claro, porque naquele momento tava com uma ereção de respeito, e ela não parecia querer baixar.

Chegou em casa sem mais sustos. Morava num bangalô com os pais e a irmã. O quarto dele ficava no segundo andar, junto com o quarto da Leonor e um banheiro. Lá embaixo ficava o quarto dos pais e os outros cômodos, aproveitando o espaço maior.

Quando chegou no patamar que dava pro quarto dele, viu que tinha luz debaixo da porta da irmã. Sergio tava numa neblina que nem conseguia entender direito, a mente dele tava na ponta do pau naquele momento, pulsando forte, querendo aliviar tanta tensão.

Com uma calma antinatural, vestiu o pijama e lavou as mãos, depois entrou no quarto e fechou a porta, garantindo de trancar o ferrolho. Ligou o monitor do computador, que tava ligado há vários dias "alugando" filmes e séries no Emule, e conectou o celular nele, garantindo de baixar o vídeo precioso que acabara de gravar.

Com a resolução e as possibilidades que o computador dava, viu várias vezes, uma atrás da outra. Era... Impressionante... Respirava ofegante quando finalmente liberou o pau e começou a acariciar.

Gemia enquanto se tocava. Não tava testando a resistência, não queria distração; só precisava gozar, de forma Animal, agora, já. Isso não demorou pra acontecer. Ele prendeu qualquer som na garganta e apertou a mandíbula com força enquanto o esperma jorrava com uma força inusitada e acertava direto em...

A toalha que ele usava pra essas paradas. Nunca encontraram uma mancha de porra no lugar mais errado? Sergio tinha resolvido esse problema com a toalha dele; lavava ela frequentemente ele mesmo, usando um montão de amaciante de pêssego.

Ele gostava que ela ficasse bem macia e com um cheirinho gostoso.

Quando não tava cumprindo a função, ela ficava guardada numa das gavetas do armário. Naquele momento, e depois de examinar a gozada dele de um jeito tarado, Sergio decidiu que teria que lavar ela na hora.

O vídeo começou a rodar de novo e os olhos dele seguiram a cena como se fossem atraídos por forças magnéticas. Um tempo depois, ele começou a sentir o sangue voltar a subir pro meio das pernas, ainda precisando de mais ação. Ele grunhiu enquanto esticava os ombros e se acomodava na cadeira.

Pelo visto, a noite ia ser bem longa...

Principalmente porque ele tinha acabado de pensar em outro uso pro vídeo.



Capítulo II



No dia seguinte, Sergio acordou com a boca pastosa e uma baita dor de cabeça. O ombro direito também tava doendo, e o "amigão" dele ia precisar de um pouco de hidratante.

Ele resmungou sonolento enquanto mordia o travesseiro, agradecendo por ser domingo e não ter nada pra fazer. A noite anterior tinha sido foda, quase dava pra dizer que foi o destino que o empurrou praquela situação. Primeiro a conversa com os amigos, depois dar de cara com a irmã numa posição tão surpreendente...

Resmungou de novo. O zumbido do computador, ligado 24 horas por dia, era a única coisa que cortava o silêncio. Pela janela entravam uns poucos raios de sol, mesmo com as persianas quase totalmente fechadas.

— "Será que eu consigo?" — ele se perguntou pela enésima vez.

A ideia tinha rodado na cabeça dele a noite inteira, antes e depois de deitar, igual uma mosca chata que enche o saco até deixar a gente nervoso. Até aquele dia, nunca tinha pensado numa parada tão doida. Claro que também nunca tinha visto um vídeo da irmã chupando a rola de um cara. E mesmo assim...

Sergio geralmente bolava planos bons; no grupo de Tecnologia dele, era o líder indiscutível. Ele distribuía o trabalho, decidia o quê e quem devia fazer cada tarefa, e os outros obedeciam por dois motivos: sempre terminavam os trabalhos primeiro, e não precisavam quebrar a cabeça pensando. Ele também assumia essa responsabilidade por outros motivos, tipo, no final, ser o que fazia as tarefas mais leves.

Se ele tinha cabeça suficiente pra bolar uma estratégia em quase qualquer situação, que não esperassem que ele também se matasse de trabalhar com eles. Não era tão otário assim.

Usando aquela mente maquinadora que tinha, ele montou um plano. Era realmente uma loucura, mas... E se funcionasse? Não tinha nada a perder, e sim muito a ganhar...

Deu outra virada na cama e finalmente levantou. Precisava de um banho. —"Vou fazer." —disse finalmente. —"E que seja o que Deus quiser..."

Naquela mesma tarde, Sergio já tinha todos os elementos do seu plano em andamento. Os pais tinham saído para almoçar com uns amigos, lembrando a Leonor que ela não podia sair antes das cinco. "Você passa o dia inteiro na rua", disse o pai, franzindo a testa. Leo preferiu não contestar; pelo visto, também não tava com muita vontade de sair.

Perfeito.

Pelo menos pra ele.

Abriu a porta do quarto e observou a da irmã. As dúvidas vieram, mas ele se convenceu de que era tarde demais pra voltar atrás. O prêmio valia a pena.

Respirou fundo e bateu.

A irmã demorou uns dois minutos pra abrir e, quando abriu, olhou pra ele com cara feia, como já era comum entre os dois.

—O que você quer?

Sempre achou que Leonor tinha uma voz bonita. Uma pena que, quando falava com ele, só soltava uns latidos.

—Tenho... —Ele limpou a garganta, os olhos desviando rapidamente pelo corpo da irmã, que vestia roupa de ficar em casa. —Tenho uma coisa pra te mostrar.

—O quê? —Perguntou ela, desconfiada. —Não é outro vídeo idiota desses do YouTube, é?

—Não, não... —Franziu a testa. Os vídeos que ele mostrava não eram ruins, ela é que não tinha bom gosto. —Esse vai te interessar.

—Claro...

Leo revirou os olhos, mas seguiu ele até o quarto, provavelmente porque não tinha nada melhor pra fazer. Curiosamente, mesmo ela já tendo entrado no quarto dele mil vezes, foi a primeira vez que a presença dela pareceu estranha. Será que algo tinha mudado na noite anterior? Ou seria por causa da intenção dele de que tudo mudasse naquele exato momento?

—Olha.

Sem mais, ele moveu o cursor do mouse até apertar o "Play". A cena do parque se reproduziu em toda a sua glória...

Leonor ofegou, consternada. O rosto dela ficou branco de repente, pra depois passar pro verde quando o pau aparecia na tela... tipo na boca dela. Chegou até a balançar, como se estivesse tonta. Quando finalmente juntou forças, se apressou pra pegar o mouse e fechar o player.

— De onde você tirou isso? Quem mais viu? — Ela respirava com dificuldade, o pânico e o medo escorrendo da voz dela. — Sergio, porra, me fala de onde... Preciso saber quem viu e...

— Relaxa, ninguém mais viu. — Ele se forçou a parecer calmo, até indiferente. Leo olhou pra ele como se não entendesse. — Ninguém viu, porque fui eu quem gravou.

Um silêncio longo se instalou. Um instante depois, o medo sumiu do rosto da irmã dele e deu lugar à raiva. Sem cerimônia, ela o empurrou pra fora do caminho e foi até o computador. Apagou o vídeo e garantiu que também sumisse da Lixeira.

— Não importa o que você faça, tenho mais cópias.

— Seu filho da puta, já vai me entregar tudo se não quiser que... — Ela se aproximou dele, ameaçadora.

— Te dou todas as cópias que fiz... — A garganta dele secou, e ele teve que engolir pra continuar falando. Não podia falhar, não naquele momento. — Se você se pelar na minha frente.

Quase antes de ele terminar de falar, Leonor deu um tapa daqueles nele, que deixou ele vendo estrelinhas. A irmã dele tinha mãos compridas, isso ele já sabia. Eles costumavam brigar de vez em quando, não tanto como anos atrás, mas de vez em quando... Ele se convencia, dizendo pra si mesmo que era mais forte, mesmo ela sendo maior e, principalmente, mais imponente. Um dia, brigando pelo controle remoto da sala, ele deu uma cotovelada na barriga dela. Não foi nada muito forte, mas ela se dobrou e começou a soluçar de dor, assustando ele. A mãe dele, depois, comentou algo sobre "menstruação" e "ovários". Como se ele tivesse entendido alguma coisa... Mas, desde aquele dia, ele evitava revidar os golpes. Não gostava. Ver ela chorar.

Quando viu que outro tapa vinha, se apressou pra sair do alcance e encarar ela.

— Pode me bater à vontade, mas acho que você não vai gostar de ver seu vídeo na internet. — Ameaçou ele.

— Você não pode postar na internet, eu ainda sou menor de idade. — Falou com a voz meio acuada, mas pelo menos parou.

— Tem milhares de vídeos de menores que parecem ter mais de 18, e você sabe disso.

— Você não sabe o que tá dizendo, me dá o vídeo, Sergio, me dá ou... — O desespero voltou a tomar conta do rosto dela. — Você não sabe o que tá fazendo, me ver pelada? Sou sua irmã!

— Também é minha irmã que eu vi chupando um cara. — Retrucou ele com amargura. — Espero que te vendo pelada eu consiga tirar isso da cabeça, não é nada agradável te ver cuspindo porra.

Ela estremeceu e fechou os olhos.

— Se você quer dinheiro... — Foi um sussurro derrotado que escapou dos lábios dela.

— Você não tem um puto. — Cortou ele.

— Mas, Sergi. — Bem na hora que ela usou o apelido carinhoso. — Você não pode... Pelada? Sou sua irmã, porra, você não pode querer...

— Quero, sim. — Sentiu uma irritação repentina e não conseguiu evitar o que veio em seguida. — E, sinceramente, se você vai chupar qualquer um na rua, me ver pelada é o menor dos seus problemas...

— Sergi...

— Será que o pai vai gostar de ver o vídeo...

Leonor fechou a boca com força, respirou fundo e abriu os olhos. Dois olhos azuis faiscantes encararam ele. Ódio, medo, humilhação... Todas as emoções brilhavam claras no rosto dela, coroadas pela ansiedade.

— Você é um filho da puta... — Sibilou ela com raiva.

Mas parecia ter tomado uma decisão, porque praticamente arrancou a camiseta que vestia, mostrando um sutiã rosa claro. Fez o mesmo com a calça, já que não usava sapatos. Num piscar de olhos, estava na frente dele só de calcinha. interior.

Sergio engoliu seco.

Já tinha visto ela de biquíni muitas vezes, mas... Aquilo não era um biquíni, era roupa íntima. Esse fato mudava tudo. O corpo de Leo era lindo, com pernas longas e torneadas, além de uma barriga lisa que levava, inevitavelmente, às duas partes da anatomia dela que mais se destacavam.

O vermelho tomou conta do rosto da garota, ela parecia prestes a desmaiar de vergonha. Sergio observava, esperando...

Ela levou as mãos às costas e, com um movimento habilidoso, fruto de anos de prática, soltou o sutiã. Segurou ele por alguns instantes, procurando qualquer saída por onde fugir. Deu uma olhada no computador e estremeceu.

Deixou cair a peça fina.

Sergio soltou o ar, percebendo naquele instante que tinha estado prendendo ele.

— "Que gostosa..." — O pensamento ecoou por toda a psique dele, se repetindo.

Eram em formato de gota, e esses eram o tipo preferido dele. Os mamilos eram pequeninos, emoldurados por auréolas escuras de aparência macia que contrastavam com a pele branca dela. Ele estava no limbo, era uma visão magnífica, a primeira mulher que via nua, sem contar as do computador, claro. Essas não valiam.

Enquanto sentia a excitação crescer incontrolável, a irmã dele continuou em movimento. Com o rosto vermelho, baixou as mãos até os quadris, no elástico da calcinha, e começou a descer.

Talvez fosse por causa dos olhos dela, que tinham começado a lacrimejar, provavelmente de humilhação e vergonha, ou talvez porque ver os peitos dela já tinha sido suficiente, mas as palavras escaparam da boca dele, traindo o desejo.

— Para. — Ele limpou a garganta para recuperar a voz. — Para...

— O que você quer agora? — Aqueles olhos cheios de lágrimas não derramadas olharam para ele.

— Já chega. — Ele se moveu desajeitadamente até a escrivaninha e tirou um CD da gaveta. — É o suficiente, você não precisa tirar mais nada. Mais.

—Por quê? —Ela olhou pro disco, desconfiada.

—Porque... —Ele lambeu os lábios e evitou olhar pras mãos da irmã, que ainda seguravam o elástico da calcinha dela. Será que tinha visto uma linha de pelos pubianos antes de impedi-la? — O que eu já vi me impressionou, era o que eu queria, e eu... foda-se o CD, vaza!

Precisava ficar sozinho. Urgentemente.

—Como eu sei que não tem mais cópias? —Ela se abaixou num pulo e agora cobria os peitos com a camiseta que tinha jogado fora.

—Não tem mais cópias, eu juro.

Verdade. O que restava era a versão original. Pra uso pessoal dele.

Leonor pegou o CD, observou por um instante, depois tremeu e, mostrando toda sua força, partiu ele no meio. O olhar dela voltou pra ele, de novo cheio de fúria e raiva.

—Se eu souber de novo desse vídeo... —A voz dela falhou. — Juro que arranco teus ovos.

Ele acreditou. Com aqueles olhos... Saiu do quarto dela e bateu a porta, que ecoou pela casa toda quando ele chegou no dele. A música tocou alta quase na hora. Sergio ficou encarando a porta por um minuto inteiro. Confirmou que estava trancada e depois se deitou na cama.

Não conseguiu esperar. Lembrava da cremosidade daqueles peitos, do formato, da aparência dos mamilos, até das três ou quatro pintinhas, ou sinais, ou sei lá o quê, que os decoravam. Se masturbou com fúria e não demorou pra gozar. Dessa vez não teve toalha pra evitar a bagunça.

Também não ligou muito.
Continua...

8 comentários - Tabu dos Irmãos Cap I ao II

BroSos Un Chingon!!!!

Esta Historia Me Iso Recordar Cuando Mi Hermana Entro A Mi Cuarto Y Me Comenzo A Masturbar...

Te Dejaria Puntos Pero Soy Novato..
Excelente relato, me puso a mil. 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️