Larpal: Treinando putas (1)

Era uma noite tranquila, alguns vaga-lumes iluminavam o campo e o clima permitia que as crianças brincassem na rua até tarde. Era também meu último dia na cidadezinha, ao meio-dia do dia seguinte eu estaria viajando para a cidade. “Já estava na hora”, minha mãe repetia enquanto terminava de arrumar minha mala e eu, como sempre, me maquiava na frente do espelho. Eu era uma das mais gatas da cidade, não queria me gabar, mas também não é que tivesse muita concorrência. Meu cabelo liso, preto e comprido, os olhos de um cinza intrigante. Sabia que quando chegasse na cidade as coisas seriam diferentes. Por isso queria aproveitar a última noite com o Javi. Ele ia ficar.

Mas o que eu faria com ele? Fazia um dia só que minha menstruação tinha vindo, não poderia dar adeus a ele daquela forma. Sabia que ele ia querer fazer, estava morrendo de vontade e nem se dava ao trabalho de disfarçar. Embora eu tivesse pedido mil vezes que achava super desagradável ele ficar tão babão, ele dizia “mas é assim o mundo hoje, negra, o que vamos fazer. Se na TV tudo é sexo…”. Ele tinha um pouco de razão, mas eu não ia dar esse gostinho pra ele.

Saí de casa com o vestido florido e entrei no carro dele. Ele já estava me esperando há um tempão. Dei um beijo molhado nos lábios dele e ele ligou o motor.

— Vamos pra cabana? — Ele disse, feliz.

— Não. Eu preferiria ir pro centro. Me dá um pouco de receio ir embora assim. — Respondi. Ele continuou sorrindo.

— Tá bom, mas depois a gente vai pra cabana. — Ele deu partida no carro e virou numa esquina deserta.

— Depois a gente vê.

Já estava tarde. Não tinha muita gente, embora houvesse um bar aberto e a locadora estivesse lotada. Assim, os dois pontos de encontro brilhavam em quarteirões diferentes da praça. Nos sentamos num canto e ficamos vendo a gente passando de um lugar pro outro. Quase todas famílias, poucos eram os grupos de jovens da nossa idade que ficavam na cidade. Era pequeno demais pros nossos 22 anos. Na verdade, pra mim já estava meio atrasado. Por que eu tinha demorado tanto? No começo porque eu não queria ir embora. Mas depois de estudar numa filial da faculdade, quase por correspondência, eu tinha que terminar meus estudos de qualquer jeito na cidade. Quando cheguei nesse ponto, já sabia que se quisesse progredir na vida, teria que ir pra lá de qualquer maneira. E claro que eu queria progredir, sendo a mais bonita da cidade, a aluna mais aplicada, a esportista mais admirada, etc., etc. Meu instinto de competição tinha crescido demais e eu não era nenhuma boba. Não queria ficar com esses orgulhos pequenos. Queria ir pro oceano.

— Ainda não acredito que você gostou de *O Grande Peixe*. — Ele me disse, como se estivesse ouvindo o que eu pensava.

— É doce. Além disso, o Burton faz filmes muito bonitos.

— Burton, Burton. Quando você estiver na cidade, vai virar uma esnobe?

— Quando eu estiver na cidade, vou ser o que eu quiser. — Eu não queria ter essa discussão com ele de novo. Nós dois gostávamos de filmes e assistíamos muitos. A gente se encontrava pra isso, ver TV e transar. Essa era a nossa vida de casal.

Ele tinha querido ser cineasta, estudou numa Escola de Cinema de uma cidade a alguns quilômetros, mas não muito. Tinha que viajar e isso tinha acabado cansando ele. Agora trabalhava com o pai dele numa loja de ferragens e eu sabia que ele queria ir embora, mas nem ele nem eu sabíamos como tirá-lo da família dele.

Ele apoiou a mão na minha perna e, puxando o vestido pra cima, enfiou a mão entre o tecido tentando me excitar. A princípio, conseguiu.

— O que você tá fazendo, Javier? — Reagi num tom meio histérico e tirei a mão dele devagar, com um sorriso cúmplice, mas tentando marcar um limite que ele interpretou como um jogo. — Tem gente pra todo lado.

— Do que você tá falando?

— Mas aqui pode vir gente, até meu pai me disse que ia passar no vídeo.

Javier bufou e ligou o carro de novo pra dar mais uma volta proverbial na praça.

— Bom, vamos esperar o tempo passar e você ir embora então.

Ele sempre especulava com isso. Já sabia que eu estava excitada, então, mesmo que eu cumprisse o papel de segurá-lo, a ideia de eu sucumbir o excitava. meus próprios desejos. Aquela no seria a noite. Fiquei em silêncio olhando para a igreja. Fazia tempo que não ia, em casa já ficavam enchendo o saco com isso e eu, eu tinha sido uma daquelas garotas que ia fanaticamente à igreja, tinha pedido ao padre para fazer parte do grupo de Ação Católica, e foi lá que conheci Javier. Percebi que era pra isso que os garotos iam lá.

Não tinha nem um mês que estava lá e já um tinha se declarado pra mim. Deu vergonha, chamavam ele de Lucho e ele era famoso na cidade porque a família era meio desleixada com ele. Diziam que ele usava drogas. Por isso tinham mandado ele pro grupo, mas todo mundo discriminava, só eu dava bola. Eu estudava com ele e essas coisas. Era um pouco irreverente, sim, mas era um cara legal. Um dia ele veio e disse que precisava falar comigo. Disse que gostava de mim e eu falei que eu-também-mas-só-como-amigo e ele ficou muito bravo. Me xingou e depois o tratamento entre a gente ficou distante. Aquela noite me toquei pensando em alguém, eu que não me tocava, agora me lembro, não era ele, ou talvez fosse. Como um relâmpago de imagem, entre uma sensação de uma mão me acariciando, seu lado mais sombrio, o desagradável. Deus, que horror, não queria pensar nisso. Depois conheci Javier, ele era meio louco, mas era bom, e seus músculos eram definidos e talvez fosse a única coisa que importava naquele momento.

Ele me beijou uma noite numa festa. Foi incrível, a noite perfeita. Talvez pelo nível de álcool no sangue, era uma chácara alugada e tinha muita gente. Eu estava tentada, não parava de rir e ele fazia todas as palhaçadas que vinham na cabeça. Em um momento ficamos sozinhos na beirada da piscina. Não era uma noite escura, era clara, dava pra ver o jardim e a casa cheia de barulhos e de sombras entrando e saindo. Ele tinha pegado minhas mãos e as acariciava, separando meus dedos. Nos olhamos e nos beijamos de forma pequena e doce. As línguas avançaram devagarzinho, como querendo conhecer o gosto um do outro, e fomos descendo pelos nossos pescoços. Nossas respirações ficaram ofegantes e eu fiquei excitada. Ele percebeu e quis me tocar, mas eu não deixei. Ainda tinha aquelas conversas com o padre na cabeça. Ideias sobre amor e se preservar. Ideias que logo voariam, mas eu não sabia disso. No dia que nos encontramos sozinhos na casa dele, percebi que sempre tinha me tocado pensando nele e que, se ele avançasse, eu deixaria. E foi o que aconteceu. Perdi a virgindade na cama dele e transamos feito dois desgraçados. A primeira vez doeu, mas o prazer... o prazer me fez gritar. Mais tarde, os gritos nos trariam problemas, fomos descobrindo. Principalmente por causa do pudor.

— Vamos pra cabana? — Javier me interrompeu.

— Já disse que não.

— Então vamos pra... a cabana! — Ele disse e acelerou, esperando que eu sorrisse cúmplice, o que eu fiz.

Dava pra ver no carro que ele queria se saciar de mim naquela noite, cheguei a temer que um animal de verdade surgisse nos seus movimentos e me possuísse com pura fúria. Para além do sangue, para além de tudo. Eu tirava os braços dele mecanicamente, mas aceitava seus beijos.

— Não é que eu não queira, é que não posso — confessei, envergonhada.

— Não dá pra acreditar — ele se frustrou, entendia perfeitamente o que estava acontecendo, já nos conhecíamos demais.

A cabana era um lugar que ele e um primo tinham descoberto e reformado, o primo agora estava viajando, então era um lugar só nosso. Mas naquela noite chegamos e nos deitamos na cama. Esperando, em silêncio, confessar algo doce ou sinistro. Buscando interesse um no outro. Falamos de coisas sem importância até depois da meia-noite, e ele me tocava e me dizia as coisas mais lindas do mundo, e eu o tocava e sentia que ia explodir.

— Você gosta do meu pau, né?

— Tá bom — tentei não cortar o barato dele, mas não tinha gostado da expressão.

— Chupa meu pau.

— Não fala assim comigo.

— Vai, amor... chupa ele — ele disse e abaixou as calças, colocando os joelhos ao lado dos meus ombros e seu... pau apontando pra minha boca.

-love, o que você tá fazendo?... EI!

-VAI! - Ele dizia e tentava avançar.

-ME DEIXA SAIR! - Gritei angustiada.

Ele abriu as pernas e eu saí da cama assustada.

-Que que tem com você? Tá louco?, não tá vendo que eu não gosto?

Ele, frustrado, voltou a subir a calça.
-É pra você não sentir saudades, love. - Disse, mas na voz dele não tinha doçura. -Vamos ver um filme?

Me senti um pouco culpada por não aceitar, mas quem ele pensava que era? A gente tinha transado muito, sim. E tínhamos feito sexo oral, mas ele sabia que eu não gostava de chupar, e a gente tinha combinado que eu não ia fazer mais. E muito menos assim, o que eu era? A putinha dele? Não, eu não era putinha de ninguém. Eu era...

Ele colocou um filme e a gente voltou a deitar na cama. Eu de frente pra tela, ele me abraçando. Mal o filme tinha começado e a gente foi caindo no sono, perdedora e perdedor, em algumas horas eu estaria na cidade apadrinhada por um tio que tinha sabido ficar poderoso. Um tio milionário que tinha me prometido tudo. Ou pelo menos facilitar um pouco as coisas. Ou pelo menos era isso que eu entendia estando bêbada de ansiedade.

Mais tarde na noite, Javier voltou a me dizer coisas doces, as coisas que eu gostava, até me pediu desculpas e eu tentei chupar ele porque a gente estava excitado e tal. Eu desci um pouco a calça dele, que ele tinha deixado folgada, e dei uns beijos, ainda estava mole. Coloquei a cabeça dentro da boca e passando a língua pela cabeça senti ela áspera, até ficar macia, mas quando senti ela macia e dura, o líquido pré-gozo misturado na minha saliva começou a me dar nojo. Eu não queria aquilo, tentei cuspir ou brincar com minha saliva sem engolir. Mas não conseguia porque pensava em coisas que me davam nojo.

Ele valorizou meus esforços e me beijou, me afastando. Acho que depois ele se vingou. Dormimos juntos e pelados, como sempre a gente tinha feito. O tio, a cidade, as coisas de lá, gente estranha. Sozinha, eu avançava entre as árvores de uma mata fechada de chão Frio, duro e escorregadio. Terra úmida, supus. Meu camisola branca mal me cobria. Levantei a vista para ver o sol aparecendo esporadicamente entre as folhas. Suspeitei que era um sonho, e só nos pequenos feixes de luz fazia calor, depois puro frio. A selva não tinha fim, só galhos e caminhos estranhos que afundavam na escuridão, sem pé nem cabeça. Comecei a correr, temi congelar procurando pequenos raios de sol que nada podiam fazer para me aquecer. O vestido úmido colava na minha pele e eu sentia o frio, sob a camisola estava nua. Um pouco de calor. A água na minha pele era morna, suor talvez. Javier me cobriu com um cobertor e seus braços e pernas me envolviam, me tranquilizando na noite.

Foi uma viagem longa. Muitas paradas. Muitos sonhos. Enfrentava outra vida. Chorei quando me despedi de todos no Terminal. E ainda tinha uma viagem de avião. José me esperaria no aeroporto. Quando cheguei não me surpreendeu não ver ele, mas uma placa com meu nome. Ele tinha mandado um motorista me buscar. Tantos barulhos me atordoavam, tanta gente. O motorista levou as malas para o carro. Tentamos conversar durante a viagem. O que primeiro me surpreendeu foi o clima pesado e úmido, algo diferente do que eu estava acostumada. Vinha de um lugar seco e frio onde as montanhas cobriam o horizonte. Agora só havia estruturas, prédios.

Chegamos a uma grande mansão localizada em um bairro privado. Me senti aliviada, não sabia se ia conseguir suportar tanta agitação de uma vez. Uma mulher de uns cinquenta anos me recebeu, era elegante e se chamava Mabel. Me mostrou a casa e depois meu quarto. Era enorme. Tudo ali era gigantesco. Era o coração inteiro de um grande quarteirão. Uma piscina, um churrasqueiro com sala de jogos. Televisões enormes. Enfim. Lá no interior ninguém podia supor que o tio fosse dono de tamanha fortuna. Nem mesmo eu, uma vez no meio dela.

O primeiro dia não o vi. O segundo também não. Eu acordava e meu café da manhã estava pronto. Não sabia bem o que fazer. Peguei o jornal algumas vezes e marquei alguns empregos. Não sabia que meu tio ia me propor algo. Era bem provável que eu fosse trabalhar pra ele. Também pesquisei na internet sobre a universidade. Quanto custaria pra entrar, etc. Era a única coisa que me vinha à mente naquelas tardes silenciosas de verão.

Até que a Mabel apareceu. Uma mulher de uns cinquenta anos, executiva, de óculos e com uma atitude examinadora, daquelas que não conseguem parar de avaliar com o olhar.

— Carolina, não é? — Eu concordei com a cabeça. — Falei com seu tio hoje de manhã, ele está viajando. Infelizmente ele não deu tempo de te arrumar um trabalho na empresa e fiquei eu responsável. Como entendo que você quer fazer sua vida na cidade, vou te dar uma quantia por mês e vamos ver em que lugar da empresa podemos te encaixar, se tá bom pra você. — Eu concordei de novo.

Ela disse isso e foi embora. Fiquei sozinha, naquela casa gigante. Andei pelos salões de camisola, de um lado pro outro. Sem respostas, os retratos dos meus tios eram intensos, acusadores. Mas tinha algo estranho em todos eles. Algo por trás. Principalmente nas fotos que pareciam ter sido tiradas em alguma festa ou algo assim. O ambiente era esquisito. Figuras estranhas, com expressões borradas. E as mulheres, tinha algo com elas. Não conseguia precisar o quê, mas em algumas dava pra ver uma alça e a lingerie aparecendo mais do que uma mulher recatada gostaria. Talvez fosse isso. Costumes urbanos dos quais eu, ainda, não sabia nada. O que mais me preocupava eram as expressões. Pareciam predadores. Era isso.

Passou uma semana, fácil, e nenhuma novidade. A Mabel vinha de vez em quando e me atualizava. "Melhor pra mim", depois eu ficava sozinha na casa. Alguns empregados lá no fundo, só.

Uma noite me aproximei da videoteca particular do meu tio. Mais precisamente da seção adulta. Tava com curiosidade. Lá tinha uma quantidade absurda de DVDs; parecia uma locadora. E mais atrás tinha caixas de DVDs pretas, com placas dizendo "Experimento 1" e assim por diante. Coloquei um desses. Tava Filmado com a câmera na mão, numa festa, uma festa bem formal pelo jeito. Lá estava meu tio conversando com uma mulher de uns 30 anos, cabelo preto e sobrancelhas bem marcadas, uma mulher bonita com um vestido azul curto, bem curto. Tinha um físico privilegiado.

Pelo barulho da festa não dava pra ouvir o que eles diziam. Meu tio se aproximava do ouvido dela e ela continuava com seu drink e com um olhar firme, seus lábios percorriam a borda da taça. Ela assentia ou simplesmente sorria. Aí corta.

Meu tio aparece num quarto. Ele fala com a câmera. Dessa vez ele segura.
— Larpal, primeiro teste. — Ele diz e pega um frasco e passa na cock dele. Não é muito grande, ele se vira e a garota está com o vestido e os sapatos calçados. Abre as pernas e levanta o vestido mostrando que não tem calcinha, que está depilada com um pequeno risco abaixo do monte de vênus e ele enfia uns dedos lá, entre os lábios da sua buceta. Está molhada. Os dedos vão e vêm e eles só se olham.

— Vamos fazer uma aposta. — diz ela. — Se você gozar primeiro me paga o dobro e se eu gozar primeiro, não me paga nada.

— Você está muito molhada, como sei que não está mentindo.

— Não minto. Sou uma puta, não uma mentirosa.

— Você dilata muito. — Meu tio continuava indo e vindo mas com mais e mais dedos. — Assim que eu gosto. Tem que estar preparada.

Ela gemía cada vez mais.

— Eu não me importaria de te pagar o dobro. — Disse meu tio, virou ela num movimento e colocou um travesseiro debaixo do quadril, deixando a bunda dela bem empinada. Tirou do bolso mais daquele produto que tinha passado na cock e besuntou a bunda dela. Introduzindo primeiro um dedo. Ao que ela gemeu mais, mistura de prazer e dor. Novamente ele introduziu um, dois e três dedos. Ela parecia em êxtase agarrando os peitos com os olhos fechados. Concentrada no seu prazer. Assim parecia não perceber que meu tio tinha colocado um consolo bem largo na bunda dela e tinha se posicionado bem na frente da a boca dela.

- Abre bem a boquinha. – Meu tio segurou a cabeça dela e guiou em direção ao seu pau, ela abriu os lábios como se estivesse saboreando algo delicioso. – Assim, chupa bem. Isso. Assim. Vamos ver como está essa garganta. – Interrompe a boquete. – Vem, fica de cócoras e se toca. Vamos assim na mão. – Ele voltou a enfiar o membro na boca dela, indo e vindo, como um ator pornô. Os gemidos aumentando. Como se fosse gozar. – Vem. – Meu tio colocou os braços por baixo das pernas dela e a levantou, ficando na posição de missionário na cama. Os músculos dele estavam definidos e seu peito era forte como as costas. Estavam cara a cara.

- Tá romântico? – Ela disse, provocadora.

- Quero te arrombar o cu.

- Quero ele todinho no meu cu – Ela ri.

- Você tem um belo cu. Vou te mostrar quão promíscua você é – Ela pendurou as pernas nos ombros largos e bem definidos do meu tio. – Abre bem. – Meu tio diz, e ela abre as nádegas ao máximo, se expondo completamente. Ele passa aquele lubrificante que havia colocado no pau e introduz os dedos lubrificados. Enquanto isso, com a outra mão, coloca uma camisinha. Seu membro já está muito maior. Seus dedos continuam num vai e vem que a faz gemer e gemer.

- Arrrghh ah… ahhh…. ah…. sua puta do caralho – ela sussurra, mordendo os lençóis e se entregando ao prazer.

- Olha, só com os dedos. Dois dedinhos no cu e olha como você goza. – Ela começou a gritar, chegando ao clímax. – Só estamos começando. – E ele começou a introduzir seu membro grosso. Ela continuou gemendo, aumentando à medida que o membro grosso abria caminho. Quando entrou completamente, ela abriu a boca e ele enfiou quatro dedos escorrendo lubrificante. – Vai preparando a boquinha enquanto isso. Ela levantava as pernas a cada investida.

PLAZ
PLAZ
PLAZ
PLAZ

Sem contemplação, meu tio ia e vinha, quase tirando o pau para enfiar de uma vez, fazendo todo o percurso rapidamente. Ele era tão forte, tão violento, parecia descontrolado. arrancando orgasmos um atrás do outro. Ela, mais religiosa do que nunca, gritando "não pode ser" no meio dos gemidos, uma mulher no cio sob os músculos de um animal poderoso. Meu tio, o animal, a criatura sexual.
Não aguentei mais e gozei. Quando acabei, ele estava enfiando devagar na boca dela. Já não cabia inteira, tinha crescido demais. Desliguei a TV e fui dormir. Entre os lençóis, me deu um pouco de culpa ter me masturbado vendo meu tio, mas fazia tanto tempo sem uma alegria. Além disso, a situação, a situação era muito sensual, aquela mulher estava completamente entregue. E com sexo anal. Algo que nunca fiz, mas que não faz sentido fazer, tem merda ali, mesmo que aquela puta estivesse limpa, mas o que pode ter de excitante nisso! Homens, homens e é verdade que tem putas que se deixam levar.
No dia seguinte, me encontrei com Mabel.
—Estivemos vendo onde poderíamos te colocar. A verdade é que o assunto é complicado porque tem vagas. Sim, mas não têm muito futuro. Estive falando com o advogado e ele me recomendou te colocar à prova num programa que talvez te interesse.
—Do que se trata? — perguntei.
—Você é uma garota muito bonita e muito capaz, disso não temos dúvidas. Então também não queremos que você se veja obrigada a fazer nada que não goste. É só um projeto. Nada concreto. Acreditamos que você poderia ter futuro como modelo.
Olhei pra ela estranhada. Era verdade, eu era uma garota bonita, os homens me olhavam, disso não havia dúvidas. Mas não era perfeita... Não a esse nível, pensei, lembrando que fazia um tempo que não fazia esportes.
—Nunca te passou pela cabeça? — perguntou Mabel.
—Não. De jeito nenhum — respondi sincera. — Sempre pensei que isso era coisa de garotas bonitas sem nada na cabeça.
—Tudo bem. Você tem um pouco de razão. Eu fui modelo. — Ela riu e eu ri. Me senti um pouco envergonhada.
—Sério?
—Foi assim que comecei. Sabe quanto pagam por uma sessão de fotos se você é uma modelo mais ou menos conhecida?
—Imagino que muito.
—É suficiente para viver um tempinho sem trabalhar. E viver bem, te garanto.
– Mas eu não tenho corpo de modelo. Modelos são altas e perfeitas.
– Querida. Olha ao seu redor. Podemos te deixar tão perfeita quanto você quiser. E quanto à altura, não se preocupe. Você não vai desfilar.
– Eu estava pensando em começar uma carreira em administração – respondi, e Mabel suspirou.
– Seu tio teria querido que você fizesse o que desejasse... Mas te recomendo não fazer ele perder tempo.
– Eu entendo e agradeço, é só que talvez eu não queira viver me fazendo de bonita.
– Ainda nesse mundo, a gente vive só pra se fazer de bonita. Caso não tenha percebido, dá uma olhada na televisão. Sai na rua. Observa.

Ela me deixou com um papel. Havia um nome, um endereço, uma data e um horário. Eu podia ir se quisesse ou deixar pra lá.
Deixei pra lá. Um mês depois, tive que sair da mansão. Arrumei um apartamento no centro e comecei a faculdade. Meu tio me mandava uma grana por mês, mas nunca era suficiente. Eu queria jantar fora sempre, além de já ter comprado um carro, sapatos e todos os vestidos de grife que via pela frente. Minha capacidade de economizar era quase zero. Não demorou muito para pedir aos meus pais que me mandassem um dinheiro extra.

– Mas querida, o que você está fazendo com a grana? – disse minha mãe. Ela sabia que eu recebia dinheiro.

No entanto, entre festa e festa, não sobrava tempo para estudar. Tudo era tão chato. E tão caro. Mabel me ligou pouco tempo depois.

– Vamos ter que reduzir sua mesada, falei com seus pais e eles concordam que não estamos te fazendo bem facilitando tanto as coisas. Além disso, você não está indo bem na faculdade. Enfim. Você vai ter que trabalhar, querida.

– Mabel, não preciso que você me diga isso agora que estou nessa situação.

– O que houve? Ainda não arrumou nenhum namorado que te banque?

Não respondi. Sim, eu tinha arrumado um. Ele se chamava Tomás. Foi numa noite de bebedeira, nos beijamos. Ele era muito atraente e eu dei meu número de telefone. Marcamos um encontro, ele me convidou para o restaurante mais caro da cidade. Comemos e depois fomos para a casa dele. Uma mansão. Mal cruzamos a porta da frente ele me levou dos lábios dele para o pau dele. ("cock", foi assim que ele chamou, o filho da puta, e eu deixei, quando fazia menos de um ano, eu tinha feito um escândalo por causa disso com o amor da minha vida). Eu chupei ele e quando estava duro ele começou a empurrar mais e mais fundo. Não era grande coisa mas eu não estava acostumada com essa violência.

-Engole!, ENGOLA! - Ele me disse segurando minha nuca. Eu tirei o membro dele da minha boca, dei um tapa nele e fui embora. Ele tentou me segurar me tocando.

-Vem cá, eu tava brincando, você não pode me deixar assim. - Ele me disse de novo e naquela noite fizemos mas nunca mais o vi. Ele tinha me tratado tão mal. Era um desgraciado. Toda aquela ostentação dele não me surpreendia o suficiente para entregar minha moral.
E lá estava Mabel que parecia saber de tudo.

-Mal te vi soube que tipo de garota você era. Inocente mas com atitude. Já ter chegado até aqui com as pretensões que você trazia é bastante. Imagino que você já foi em todas as festas e percebeu que a vida aqui não é fácil só pra se divertir. - Simplesmente olhei pra ela e acendi um cigarro. - Não pode fumar aqui. - Eu ignorei e ela sorriu. - Que olhar. Você vai ter que começar a ir na academia se quiser usar o programa.

-Programa?

-É o emprego que mais dinheiro pode te dar, isso sim você vai ter fácil. Vou te designar um personal trainer. Nada complicado. Tiram umas fotos de teste e vão vendo qual é seu perfil.

-Isso eu vou pagar? - Disse e ela acendeu seu próprio cigarro. Conversávamos entre as nuvens.

-Não, querida, você não poderia pagar algo assim. Embora na verdade você tenha que fazer, seu tio quer que você se responsabilize, e principalmente com esses números.-

Por que eu nunca podia falar com meu tio sobre essas coisas. Sempre que ele ele dizia que estava ocupado ou não tinha tempo... Continua...

3 comentários - Larpal: Treinando putas (1)

excelente post 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️ 🙎‍♂️

Larpal: Treinando putas (1)
laaaaa esto promete avisame cuando este la segunda parte gracias