Olha nos meus olhos, me reconhece e se anima pra amar.
Cadê a mão que vai soltar um torrente de vida na minha pele? Agacha e olha nos meus olhos, me descobre por inteiro, desliza pelas minhas constelações de pintas, confia na minha risada sincera, senta nas minhas emoções frescas e escuta... shhhhh, escuta como minhas carícias marcham ao teu encontro, cê devia se deixar amar, hoje em dia isso é um luxo, não acha?
Tô aqui, sem ações heroicas nem batalhas vencidas, só tenho vontade, sexo e vontade, love e vontade, poemas e vontade, muitos etcéteras e vontade.
Minha paisagem não é austera, dá vida generosamente, tanta vida que tem dia que eu sufoco, mas mesmo assim cê não tá. Entre minhas linhas tortas e teimosas cresce minha essência, dançando sob a lua, se reinventando, renascendo entre silêncios, testemunhas mudas da minha península de misérias. Sim, tô aqui, depois da tempestade, depois da queda fazendo o love, construindo a manhã e a tarde e a noite, pintando talvezes, reivindicando calado o direito de cê olhar nos meus olhos e se encontrar, sim, se encontrar na minha desesperança, desejando que minhas lágrimas evoquem sua inocência e cê me sinta nos seus músculos, na sua boca tão perfeita, na sua existência. Sou simples e puramente igual a ninguém, imperfeito por natureza, e digo isso literalmente, meu tempo é o tempo dos beijos, aqueles que não tenho e aqueles que me sobram, os que engoli e os que dei em sonhos, e se alguma vez te faltou um, não fui eu o egoísta, foi o vento que se acovardou ao te procurar.
Sou seu esquecimento, seu silêncio, sou um poema brega e uns CDs gastos, sou a caminhada adiada, sou o suor da sua pele depois do gemido, aquele que nunca escorreu nem salgou minha língua, sou desperdício de resistência, e raiva na mesa de família.
Perceber a solidão não é um grande sentido, mas como eu faço isso bem! E de vez em quando me supero, Deus! Deixar de ser pateticamente real é uma empreitada titânica e seguir essa estrada até a morte perdeu a graça.
Que se exploda em Manobra sutil tua mão no meu pau!, e drena da minha carne minha virilidade, que se rasgue tua buceta no encontro com meu baixo-ventre ereto, duro como um continente de luxúria, que te feches mais e mais no meu corpo despido de disfarces a cada estocada, saliva com saliva, alma com alma em redenção, em orgasmo salvador.
Homem e mulher, animais instintivos, chamando o fogo do básico à liturgia da magia amatória, fazendo amor!, sem estipular medida ou modo, sem levar em conta estereótipos nem cânones. Fluidos e necessidade, desespero e humanismo, abismo e salto de dois.
Olha nos meus olhos, me reconhece e se atreve a amar.
Fer
Cadê a mão que vai soltar um torrente de vida na minha pele? Agacha e olha nos meus olhos, me descobre por inteiro, desliza pelas minhas constelações de pintas, confia na minha risada sincera, senta nas minhas emoções frescas e escuta... shhhhh, escuta como minhas carícias marcham ao teu encontro, cê devia se deixar amar, hoje em dia isso é um luxo, não acha?
Tô aqui, sem ações heroicas nem batalhas vencidas, só tenho vontade, sexo e vontade, love e vontade, poemas e vontade, muitos etcéteras e vontade.
Minha paisagem não é austera, dá vida generosamente, tanta vida que tem dia que eu sufoco, mas mesmo assim cê não tá. Entre minhas linhas tortas e teimosas cresce minha essência, dançando sob a lua, se reinventando, renascendo entre silêncios, testemunhas mudas da minha península de misérias. Sim, tô aqui, depois da tempestade, depois da queda fazendo o love, construindo a manhã e a tarde e a noite, pintando talvezes, reivindicando calado o direito de cê olhar nos meus olhos e se encontrar, sim, se encontrar na minha desesperança, desejando que minhas lágrimas evoquem sua inocência e cê me sinta nos seus músculos, na sua boca tão perfeita, na sua existência. Sou simples e puramente igual a ninguém, imperfeito por natureza, e digo isso literalmente, meu tempo é o tempo dos beijos, aqueles que não tenho e aqueles que me sobram, os que engoli e os que dei em sonhos, e se alguma vez te faltou um, não fui eu o egoísta, foi o vento que se acovardou ao te procurar.
Sou seu esquecimento, seu silêncio, sou um poema brega e uns CDs gastos, sou a caminhada adiada, sou o suor da sua pele depois do gemido, aquele que nunca escorreu nem salgou minha língua, sou desperdício de resistência, e raiva na mesa de família.
Perceber a solidão não é um grande sentido, mas como eu faço isso bem! E de vez em quando me supero, Deus! Deixar de ser pateticamente real é uma empreitada titânica e seguir essa estrada até a morte perdeu a graça.
Que se exploda em Manobra sutil tua mão no meu pau!, e drena da minha carne minha virilidade, que se rasgue tua buceta no encontro com meu baixo-ventre ereto, duro como um continente de luxúria, que te feches mais e mais no meu corpo despido de disfarces a cada estocada, saliva com saliva, alma com alma em redenção, em orgasmo salvador.
Homem e mulher, animais instintivos, chamando o fogo do básico à liturgia da magia amatória, fazendo amor!, sem estipular medida ou modo, sem levar em conta estereótipos nem cânones. Fluidos e necessidade, desespero e humanismo, abismo e salto de dois.
Olha nos meus olhos, me reconhece e se atreve a amar.
Fer
9 comentários - Relato Erótico y Romántico (algo diferente para variar)
🙎♂️ 🙎♂️
saludos
Ya te lo dije en otro de tus escritos, tenés un Don Especial para escribir, no la desaproveches, sigue así. Sos un groso.
Y un dulce de leche 😬 😬