O Resgate da Buceta

Desde pequena sempre fui assim, quando alguma coisa me desagradava, me trancava no quarto e me imaginava como a protagonista de uma história que eu inventava.
Uma história que sempre voltava, onde eu era a bela dama que esperava paciente — enquanto vivia uma situação complicada — que o amor, na forma do homem dos sonhos, viesse me levar para um mundo cheio de momentos felizes.

Tudo muda na vida — pelo menos pra mim —, tudo mudou, menos esse jeito de me abstrair do sofrimento imaginando uma fantasia; claro que não passo os dias trancada pensando naquelas histórias que eu fabulava quando era pequena, mas de vez em quando me dou esse luxo, e vêm à tona lembranças lindas das minhas fantasias de infância.

Deixei muita coisa de lado pra construir o império que tenho. Pois é! Pode parecer presunçoso, mas é a verdade. É um império onde, sendo sua presidente, tenho um grupo de assessores, e eles cuidam pra que os negócios que a gente encara sempre me deixem triunfar e manter um sorriso (uma mistura de satisfação e orgulho por eliminar possíveis adversários do caminho que tracei).
Chegar aos trinta e cinco anos e sentir que meu nome é pronunciado com respeito, e que pra muitas outras executivas sou um modelo a seguir, me enche de orgulho.

A virtude — minha virtude — está em enxergar negócios onde outros não veem — é instinto natural em mim —, mas no fundo é só ficar atenta às variáveis do mercado e dar o bote na hora certa. Meus assessores dizem que pareço uma tigresa à espreita da presa e que eu curto — e é verdade — quando afundo minhas garras no novo troféu conquistado.
Até aí eu vou, depois é tarefa deles fazer os lucros multiplicarem e me permitir viver com os luxos que tanto me agradam.

Tenho tudo que desejo: inteligência, um corpo bonito, altura normal, um rosto agradável onde meus olhos, segundo dizem, podem hipnotizar dependendo da situação; também tenho uma mansão com um parque imenso, piscina aquecida, salões amplos. de recepção que uso duas vezes por ano pra celebrar as festas temáticas mais comentadas nas revistas de fofoca (me divirto vendo depois as fotos que os jornalistas tiram dos espetáculos de bundas), mas também tenho — isso poucos sabem — um apartamento simples onde me refugiar, onde meu nome não é conhecido.

Comprei ele há um tempo quando tive um caso com o Sergio e nossa exposição pública já não permitia mais nenhum tipo de intimidade. Era nosso ninho, o lugar que guardava toda nossa paixão e aquelas palavras — as especiais, às vezes bregas, ou um tanto escandalosas — que, como casal apaixonado, podíamos dizer um pro outro.

Cumpriu essa função até eu descobrir que o Sergio mantinha uma situação paralela, e minhas ilusões e projetos desabaram pra sempre.

Fiquei naquela época trancada nos doze piores dias da minha vida. Doze dias pra velar cada um dos meses que tinham sido do amor mais intenso que vivi, e no fim deles ressurgi forte e gostosa como sou agora.

Quando reapareci na frente da Mônica e da Graciela (depois do meu luto) era um trapo humano, abatida, com olheiras e muito mais magra porque minha única comida tinha sido chá de menta e quantidades industriais de cigarro.

Elas cuidaram de mim, me levaram ao melhor SPA da cidade e em uma semana, entre médicos, dermatologistas, estilistas, massagistas e outros, conseguiram que minha aparência mudasse completamente.

Me analisar na frente do espelho — com a pele tão macia, os cabelos lisos e brilhantes, os olhos maquiados de um jeito que realçava ainda mais o verde natural deles, as mãos perfeitamente cuidadas, umas calças que pareciam minha segunda pele e uma jaqueta justa que só permitia usar um sutiã por baixo — fez com que eu me visse como um ser desejável e desde então mudei minha forma de viver. Nunca fui do tipo que duvida de si mesma, mas devo reconhecer que a aparência exterior reforça a imagem mental, e desde então continuo o culto a ela. Hoje eu decidi me dar uma licença - na minha vida e no meu trabalho - por vários dias. Avisei o Mariano que não vou à empresa e que deixo nas mãos dele as decisões que forem necessárias tomar.

Mariano é "meu braço direito", e o esquerdo também. Ele se juntou a mim, na minha então média empresa, quando estava procurando emprego recém-formado. É ambicioso, inteligente e capaz; reconheço nele uma qualidade fundamental: ele curte o trabalho dele e é habilidoso no uso das zonas cinzentas das leis. Além disso, é um dos executivos que podem disputar as melhores empresas a qualquer custo.

A experiência me ensinou que ele jamais vai tomar uma decisão que me prejudique, porque isso o privaria do prazer que ele sente ao ver nossas "vítimas" assinando as cessões de direito. Mariano é um advogado brilhante, sabe o quanto eu o valorizo, mesmo quando digo que ele é "meu gurkha pessoal", e ele é; é selvagem como ninguém quando o assunto é cumprir um objetivo, e nada o para até concretizá-lo. Na verdade, somos um o complemento exato do outro: eu caço e ele despedaça pra mim.

Depois de comunicar meu descanso ao Mariano, decidi que não serei eu, a de todos os dias, que vai sair pra ver o mundo. Serei uma aventureira em busca de algo. Já vou determinar o quê!

Jeans elastano, uma camisa branca amarrada na cintura com umas manchinhas de tinta, a típica maleta de óleos e pincéis, meu cabelo preso, quase nada de maquiagem, e me jogo pra caminhar.

Assim vestida, sou mais uma pessoa percorrendo as ruas da cidade, vou me afastando em direção às avenidas que a circundam porque tenho um propósito: encontrar um homem bonitão, um que me atraia de verdade.

Me acostumei a decidir o que quero, como quero, com quem quero, e pra isso, essa aparência de mina boêmia e simples é a melhor isca.

Tenho bem claros os motivos pelos quais penso em achar um homem. Acontece que os jovens precisam ser ensinados, mesmo quando Eles acham que sabem tudo, e eu não tenho vocação pra ser professora! Já com um homem é tudo mais simples, eles sacam na hora qual é a parada e, como sempre têm obrigações pra cumprir, se deixam levar por uma experiência diferente.

Paro num ponto de ônibus e fico olhando os carros passando, observando os motoristas, porque nessa área eles têm que reduzir a velocidade.

Minha presa vem chegando num BMW (pelo menos aprendi a diferenciar as marcas, porque de modelos e todo o resto dos detalhes não entendo nada, e esse é daqueles com bancos de couro e painel de madeira envernizada, no fim das contas como todos dessa marca). É exatamente como eu quero, não passa dos quarenta anos e já me viu. Faço sinal e ele para (era certeza isso), pergunto se pode me levar alguns quilômetros adiante e ele topa.

— Valeu, gato. — Falo enquanto me acomodo no banco do carona.

— Você se atreve a tudo, né?

— Por quê?

— Parar um carro assim...

— Não tinha outra opção. — Respondo com um sorrisinho.

— Agora, o... por quê? É meu.

— Bom, percebi que não tenho dinheiro e tô cansada pra andar.

— Ah, então você me escolheu como "motorista"?

— Fechou. Me descobriu! E quanto o "motorista" vai me cobrar pra me levar até meu apê?

— Depende. — Ele fala com um sorriso bem sensual, e eu finjo que não tô ligada no jogo dele e respondo:

— Uau, tô ouvindo sua oferta. — Um sorriso cúmplice brota nos meus lábios.

— Te levo até seu apê se me pagar uma dose e um café, que tal? — Outro sorriso da parte dele e um olhar onde finjo estar totalmente encantada por ele.

— Fechado, mas pelo menos me diz seu nome.

— Pablo, e você se chama...

— Andrea. Me chamo Andrea, Pablo. — Falo com um sorrisão — triunfante, pra mim — porque consegui o que queria.

— Agora que sou oficialmente seu "motorista", me mostra o caminho.

Vou indicando o trajeto entre olhadinhas e comentários. elogiosos. Sei o nome dele, que tem quarenta anos (não aparenta), que vem de uma separação e não quer compromissos (isso me agrada, eu também não quero), que é executivo de uma empresa (finjo não entender nada disso, e isso o diverte), que mora na zona norte da cidade, na área residencial, e que se mudou pra lá há pouco tempo (pelas informações que ele me dá, percebo que mora relativamente perto da minha mansão, e isso me faz hesitar, mas sigo com meu plano). Tem coisas que não preciso perguntar, dá pra ver um corpo atlético, cuidado, e ele tem muita presença.

Assim, quase de passagem, uma das mãos dele pousou no meu joelho, acaricia minha coxa, minha resposta não demorou e, com um movimento suave e estudado, começo a acariciar a coxa dele, roçando com minhas unhas desde o joelho pra cima. O rosto dele mostra que causou o efeito que eu queria, e isso me deixa feliz porque então vou ter com ele o jogo que tanto me agradava.

Ele continua dirigindo conforme minhas instruções e também continua explorando o novo terreno que se apresenta de bandeja. A mão dele acaricia, aperta, tateia de novo não só minhas pernas, mas também minhas costas, pescoço e meus peitos.

Ele sabe fazer isso – é evidente que sim – porque tô gostando, e muito: eu o incentivo com alguns suspiros, uns olhares e, principalmente, com minhas mãos que começaram a percorrer o pescoço dele e, enquanto uma sobe devagar pelo cabelo dele, a outra desabotoa um botão da camisa pra acariciar o peito dele. Ele gosta e só diz:

– Já provei suas mãos, agora quero provar sua boca.
– Pode ser perigoso.
– Por quê?
– Você tá dirigindo. – Falo com um sorriso largo.
– Você sempre tem uma resposta?
– Eu tento. E você, sempre tem uma pergunta?

Nós dois rimos, e quando paramos num semáforo, ele me beijou. Digo bem, ele me beijou porque foi absolutamente possessivo naquele beijo e explorou minha boca como o melhor espeleólogo que existe. Gosto que ele tenha iniciativa, que não seja Não fiquei com vontade de nada, ele tentou dominar a situação, mostrar a inteligência dele.

Quando chegamos no prédio onde fica meu apartamento, o porteiro só pergunta se o senhor vai me acompanhar e se vai estacionar o carro na garagem; respondo que sim, que o senhor vai ficar um bom tempo no apartamento, porque vamos discutir negócios.

Pablo acena com a cabeça e eu fico séria.

Subimos e os dois riem, fazendo menção ao negócio que temos em mãos, nunca tão bem empregado o termo, já que nossas mãos e nossas bocas reconhecem o terreno com gosto.

Entramos e ele gosta do lugar, me diz que é muito luxuoso para eu ser só uma pintora, que devo vender muito bem meus quadros, senão não conseguiria manter esse lugar. Olho pra ele, mas não dou explicações, e só vou buscar algo pra beber enquanto convido ele a sentar no sofá.

Preparo algo simples, uísque com refrigerante Booty e levo numa bandeja com um balde de gelo. Ele – solícito – ajuda a colocar tudo na mesinha de centro que fica na frente do sofá.

Não tem preâmbulo, ou tem, porque enquanto bebemos a gente se beijou de boca bem aberta e tô descobrindo que gosto da boca dele, dos lábios, do jeito de beijar que às vezes é possessivo e outras vezes é completamente suave e carinhoso.

Ele tirou minha camisa, gostou do que viu e acaricia, amassa, sopra e lambe por cima do sutiã. Parece saber que isso me excita e eu já desabotoei a dele, afrouxei a gravata e soltei o cinto.

A gente se olha no meio de tanta carícia e decido que merecemos o quarto. Levanto e, pegando a gravata dele, puxo como se estivesse guiando um cachorro. A ideia me agrada, só falo:

- Olha, sua gravata é a coleira e eu te guio como se fosse meu cachorrinho.
- “Au, au”. É a resposta dele, sorrindo.
- Vem, cachorrinho, sobe na cama da sua dona.
- “Au”. De novo como resposta, isso me mostra que ele entrou na minha brincadeira.

Ele se joga na cama, eu me sento montada nele e tiro a gravata, de certa forma eu o tenho preso e à mercê do que eu quiser fazer. Sorrio com malícia e, semicerrando os olhos, digo:
– Você gostaria de ser totalmente dominado, está disposto a que eu tome a iniciativa?
– Nunca foi assim, adoraria!
– Você disse. Você falou que sim.
– Claro que falei, gosto muito de experimentar coisas diferentes.
– Beleza.

Me inclino para frente e seguro, com cada uma das minhas mãos, seus pulsos e os prendo no colchão. Ele não oferece resistência e exclama:
– Você é rápida, Andrea, pra começar os jogos.
– Quero me divertir tanto quanto você, e é melhor não perdermos tempo.
– Gosto que você seja assim, diferente, imperativa.
– Então se cuida, não vá ser que depois você não goste.

A risada dele ecoou no quarto, enquanto dizia: “Por acaso você pensa em me sequestrar?”.
Penso que é melhor ele rir, porque se for tão agradável, será meu parceiro de jogos por mais que algumas horas.
Solto uma das mãos dele e estico a minha até chegar na barra – que existe dos dois lados da cabeceira da minha cama – estico e tateio em busca da argola de um jogo de algemas e, com um movimento rápido, prendo o pulso dele. Faço o mesmo com a outra mão e assim o tenho seguro para mim.

Os olhos dele olham para os dois lados e não acreditam no que está acontecendo. Ele se olha e me olha, nota a mudança em mim, já não sorrio docemente, mas ele se recompõe e se entrega orgulhosamente ao jogo.

Me sinto triunfante. Capturei minha presa e isso me enche de adrenalina e desejos – desejos de brincar com ele, como se fosse uma gata com um rato que tem encurralado – aproveito o poder que me dá tê-lo amarrado e agora ele saberá o que é ser beijado.
– Fica quieto! Quero sua boca fechada! – digo – porque de agora em diante, você só vai fazer o que eu quiser, entendeu?
– Sim. Foi sua resposta lacônica e, em seguida, ele juntou os lábios.

Me acomodo ao lado dele, olho para ele e decido tirar sua calça e sua cueca. Deixo a calça dele de lado na cama, no chão. Sinto o cheiro da calcinha e, pendurada num dedo, passo ela roçando de leve no corpo dele. Ele tenta falar alguma coisa, e eu lembro que ele tem que ficar calado, ganhando um beliscão num dos mamilos (ele não gostou muito, mas pra mim pareceu o mínimo castigo por desobedecer).

Pego o rosto dele com minhas mãos e começo a beijar seus lábios, me dá vontade de mil beijinhos e minha língua sabe que desenhar neles vai aumentar a temperatura dele. (É isso que eu quero, quero ele quente e cheio de tesão pra depois decidir o que fazer). Continuo brincando na boca dele até que, sem querer, ele se abre pra mim, e aí quem explora sou eu. Quando ele tenta reagir, levo uma mordidinha leve na língua dele e continuo chupando com gosto.

É estranho, quando todo mundo se desconcentra com a mordida, no Pablo estimulou. O pau dele deu um pulo, agora quem ficou estimulada fui eu, que quero deixar ele louco a ponto de me pedir pra montar nele.

Desço até o queixo dele e meus dentes prendem ele, enquanto minha língua molha. Vou percorrendo o pescoço dele em direção à orelha. Chego e mordo o lóbulo, solto e falo:

— Você não faz ideia de como vou te aproveitar. Vai me pedir por favor pra eu cavalgar em você.
— Ahã — ele responde, só isso (gosto do jeito que ele mostra que, mesmo amarrado, tenta dominar a situação).

Tô metida num jogo de forças, ele não se curva e eu quero curvá-lo. Curto isso. É um homem à altura que encontrei, não vai ser só um jogo sexual, vai ser também um jogo de inteligências.

Lambo o peito dele e, enquanto percorro, minhas unhas deixam marcas num rosa que, aos poucos, vira um tom mais forte. São minhas marcas na pele dele, e continuo pela barriga, pelos quadris, coxas e chego nos pés dele.

Me esfrego na pele dele, me delicio sentindo o pau dele cada vez mais duro, roçando com meus mamilos, com minha buceta, com minhas coxas, de leve com meus pés.

Tô de pé agora, com os pés dos dois lados da cabeça dela e decidi que quero sentir a língua dela me lambendo, vou descendo e me seguro na cabeceira da cama e ordeno:
- Me lambe até me fazer gozar, senão você não vai ter o seu.

A língua dela começa a agir, primeiro devagar, lambendo meus lábios, molhando eles ainda mais, depois são os lábios dela que sugam os meus e puxam eles. A ponta da língua dela brinca, percorre, separa, sobe e desce do meu clitóris até minha buceta.

Às vezes o percurso é lento, depois frenético, às vezes é uma ponta afiada, outras uma lambida larga onde a língua inteira desliza por esse canal até minha buceta. Ela brinca na entrada, toca com ela, sopra o hálito quente e minha pele se arrepia.

Ela faz isso maravilhosamente bem e eu tô morrendo de vontade de sentir ele dentro, mas pedi um orgasmo e não vou ceder à tentação.

Os dentes dela roçam de leve no meu clitóris e um gemido escapa, um mar de fogo, então ela me ataca de novo em forma de língua, os dentes seguram e a língua roça e roça e quando acho que não aguento mais, é o momento em que ela enfia na minha buceta. Entra e sai, fica me acariciando até onde o comprimento da língua dela permite. Volta a roçar meu clitóris com mais intensidade, e faz muito bem, nós duas sabemos que tô molhada e se continuar assim não vou me segurar. De repente ela para, tenta se rebelar e eu volto a ser imperativa. Enquanto aproximo ainda mais meu púbis da boca dela, ordeno:
- Continua, não te mandei parar em momento nenhum. Vai, faz isso! Ao falar, pego os cabelos dela e puxo, aproximando a cabeça dela da minha buceta.

Ela reage e continua a tarefa, isso me conforta duplamente porque me excita fisicamente, mas também mentalmente, já que ela entendeu.
- Muito bem, continua assim. É um prazer saber que você me entende.

Ela não responde e sinto os dentes dela apertarem mais meu clitóris (sorrio com a rebeldia dela) e puxo os cabelos dela de novo pra mostrar a relação de poder que existe. A realidade É que me excita não só porque ele atua magnificamente bem como amante, mas me excita a rebeldia dele, esse desejo de se impor que ele tem mesmo estando amarrado.
- Você é bom e, se conseguir, vou te mostrar o quão boa posso ser com você.

Sinto a língua dele novamente me atravessando, molhando, acariciando, e instintivamente me movo no ritmo que ele propõe. Ele vai conseguir. Vai fazer eu ter um orgasmo porque minha respiração está ofegante, meu pulso acelera cada vez mais e todo o meu corpo responde ao estímulo que recebo. Meus peitos estão inchados e, se apenas roço meus mamilos, uma sensação de eletricidade me percorre e converge no meu púbis. Estou cada vez mais molhada, ele sabe porque agora a língua dele se dedica a entrar na minha buceta. É uma adaga que entra e sai e cada vez consegue me acender mais e melhor até que eu explodo e me sacudo e me elevo e me tenso e arqueio e então, a calma e o relaxamento dos músculos junto com um suspiro profundo.
- Você conseguiu e, como bom cachorrinho, vai receber a recompensa.

Ele me tirou do jogo, mentalmente conseguiu me afastar do jogo proposto e, ainda mantendo minhas habilidades de caçadora, estou desejosa de saborear minha presa. Deslizo sobre o peito dele até roçar o mastro dele e começa "meu jogo", o roçar é intenso. O pau dele está ereto, quente, e ao roçá-lo contra minha umidade existem novas sensações que adivinho no rosto dele.

Continuo por um momento me roçando contra ele, noto que a respiração dele acelera um pouco e isso me diverte. Quero que ele sinta que vai explodir, que não tem controle do orgasmo dele, quero ser eu quem decide sobre a vontade dele e lhe oferece o melhor de uma forma diferente.

Abandono o roçar contra meus lábios e desço sobre o corpo dele, minhas mãos tocam e apertam o peito dele e quando o membro dele está ao alcance da minha boca começa meu festim. Me posiciono entre as pernas dele e, como um deus pagão, o venero. Não sei como dar prazer se não for sentindo primeiro, e adoro me deliciar com um bom Fellatio.
Adoro quando minha língua percorre a maciez da pele dela, me excita sentir o calor que emana do botãozinho dela e quero apagá-lo com umas lambidas que começam curtas e se transformam em profundas.
O desejo de adorá-la cresce em mim quando a percorro com meus lábios por todo o comprimento e, ao voltar, minha língua deixa seu rastro de umidade nela.
No momento em que decido por uma comunhão profunda, começo a chupar e sugar, sinto prazer em sentir como ela invade minha boca, ali me dedico a molhá-la completamente com minha saliva e a percorro de forma que inúmeras vezes entre e saia da minha boca.
Não existe nada tão especial, único e prazeroso quanto senti-la na minha boca e dar a ela o tratamento e a adoração que merece.

Não perdi o toque mágico. Sei que ela já não se controla quando a ouço dizer:
– Não aguento mais!
É o momento que esperava e as palavras certas. Tiro da boca e sopro no pau dela, a reação não demora:
– O que você tá fazendo?!
– Prolongar minha diversão e seu prazer. Por acaso você pode dizer que foi ruim?
– Ruim não. Estranho, talvez. Diferente de tudo que esperava.
– Nunca espere o comum de mim. – Disse enquanto meus dedos polegar e indicador, em forma de anel, tentavam abraçar a grossura do falo dela e deslizavam por ele.
Coloquei o pau dela de volta na minha boca e, dessa vez, causei a sensação de vibrações só com o som de um "mmm" reverberando na minha cavidade bucal. Só ouvi dela um:
– Me fode agora, por favor. Me entrego. Não vou mais resistir.

Consegui o que queria e me levanto triunfante pra montar nela como uma mulher no cio. Cavalgo do meu jeito, de vez em quando me inclino pra que meus mamilos rocem a pele dela, depois me ergo, subo e desço rápido, até que finalmente meu orgasmo é incentivado por um rio de lava quente que me inunda por dentro e termino deitada no peito dela.

Assim deitada em cima do Pablo, me estico pra tirar as algemas dele, depois vou tomar um banho.

– Anda, vem aqui, cachorrinho lindo!, você merece um bom banho.
- Como você quiser.
Eu escuto e sorrio, gosto que ele continue esse jogo.
Ele entra no chuveiro dizendo,
- Gostei do seu jogo, é algo diferente e divertido. Diz sorrindo.
- Fico feliz, porque me diverti muito.
- É?
- Sim, por quê? E enquanto falo, ele pega minhas mãos e as amarra com a gravata dele, dizendo: "Seu jogo me mostrou que me privar de te tocar foi uma experiência onde tive que aprender a receber prazer sem poder interferir diretamente. Agora você vai ser, no chuveiro, quem vai tomar do mesmo remédio."

A água cai no meu corpo e ao mesmo tempo as mãos dele me percorrem. Ele me acaricia, aperta meus mamilos, morde meus lábios antes de me beijar e depois faz isso sendo absolutamente possessivo.
Puxando meu cabelo, ele consegue que eu me ajoelhe, beijo e chupo, mas ele não me deixa fazer muito mais. Ele me manda levantar e me vira, ficando de costas para ele. Beija minha nuca, me mordisca enquanto acaricia por trás minha buceta, me inclina para frente e sinto o pau dele me penetrar,
- Você gosta, né? Gosta de sentir que não tem o controle.
- Sim, eu gosto!
- Aprendi rápido seu jogo e é muito gostoso.
Sinto ele entrar e sair e fico molhada. Já fazia tempo que tinha esquecido como era se deixar levar pelo outro. Gozo um orgasmo que não esperava, e as últimas estocadas ele dá me segurando forte contra ele ao mesmo tempo que beija e mordisca meu pescoço.
Ele me vira de novo, solta minhas mãos e agora me beija com uma suavidade incrível. Nos olhamos nos olhos e sorrimos.

Enrolados cada um em uma toalha, saímos do banheiro e, sem pensar, vou preparar café. Enquanto bebemos, ambos temos vontade de conversar, mas nos seguramos.

Na minha mente, flashes do que aconteceu há pouco tempo atrás se sucedem, e também vislumbro uma possibilidade, a de ter na minha frente o homem que tem os mesmos gostos que eu. É evidente que nos damos bem, senão ele teria ido embora ou dito algo. Em Nesse momento, aflora em mim aquele instinto que me fez ser uma boa empresária e pergunto:
– Você curtiu?
– O quê?
– Ficar amarrado?
– Com certeza, sim.
– E você, curtiu o banho?
– Aham. Posso te propor uma coisa?
– Tô ouvindo...
– Você não sabe nada sobre mim, assim como eu não sei nada sobre você, mas é óbvio que nós dois curtimos jogos sexuais e nos entregamos a eles sem preconceitos nem inibições. Você toparia ter encontros regulares como esses, ou quem sabe ainda melhores?
– Você é direta, disso não tenho dúvida, e também rápida pra tomar decisões. Não tô acostumado com essas propostas, aliás é a primeira que recebo, mas vou dizer que sim.
– Agora me diz: por que você aceitou?
– Pelo mesmo motivo que tive pra parar meu carro. Você é gostosa e não resisto a isso, me mostrou ser inteligente e isso me agradou muito mais, e agora me mostra que quando algo te interessa, você fala na lata, sem mais.
– Pelo visto falamos a mesma língua. Quer alguma coisa disso por escrito?
– Acha necessário?
– Só pra exercer meus direitos se você se arrepender.
– Você toma precauções pra tudo, não tem a boemia de uma artista.
– Tô acostumada a ser precavida.
– Nem parece que você é aquela maldita executiva com quem vou discutir negócios daqui a três dias.
– Quem?
– Andrea Sinclair.
– Tem medo dela?
– Não, ainda não, mas me disseram que ela é implacável e nunca deixa nada ao acaso, que tudo tem que ficar por escrito e que, quando quer alguma coisa, não desiste até conseguir.
– Isso me parece perfeito. E o que mais sabe sobre ela?
– Os fuxicos de sempre: que é bonita, inteligente, astuta e habilidosa pra conseguir o que deseja.
– Ah, igual a mim.
– É verdade, você mostrou ter as mesmas qualidades que ela.

Prefiro ficar quieta, porque pelo visto em poucos dias vamos nos encontrar cara a cara por algum negócio especial.
Vai ser divertido ver a cara dele quando negociarmos. Dessa vez, a situação vai ter um algo a mais. Nem esperava por isso. Conheci minha próxima "vítima" sem ela saber quem sou.

- No que você está pensando?
- Besteiras, só queria saber como é a Andrea Sinclair na cama.
- Com certeza uma mulher tradicional, sem criatividade, totalmente previsível, incapaz de propor qualquer coisa ao parceiro. Esse tipo de mulher que coloca toda a libido no trabalho e em casa é extremamente monótona.
- Você acha?

(Vou falar com o Mariano para ele adiar a entrevista até que eu consiga chegar a um acordo com o Pablo sobre nossos jogos. Caso ele não aceite, estou disposta a chantageá-lo com o vídeo de tudo que aconteceu no quarto. Eu já sabia que gravar com aquela câmera escondida uma hora daria frutos).

Já não crio mais fantasias na minha cabeça, não preciso de príncipes que me salvem. Eu me salvo sozinha toda vez que tiro dois dias de folga do trabalho.

1 comentários - O Resgate da Buceta

muy bueno!!!!!! y no me quiero cruzar con esta chica