Embora eu escreva há um tempo, não sou muito fã de tornar meus textos públicos.
Dessa vez fiz algo que achei que poderia ser legal pra essa comunidade, quem sabe funcione.
Como todo movimento criativo, tem um pequeno risco: se expor e ser criticado. 😬
Por isso, crítica é bem-vinda!
Adicionei a música como sugeriram, acho que essa tem tudo a ver com o que escrevi, além de eu amar a banda!
Tomara que gostem, abraços pra todos!
[/swf] UM INFERNO
E sonhar era algo que pouca gente se dava ao luxo de ter nessa época.
muito menos fazer isso acordado.
No máximo fantasiar e nem vamos falar de uma punheta.
Nem curta, nem rápida, nem mesmo triste, vergonhosa, daquelas punhetas culposas.
Daquelas vergonhas de si mesmo, dos pesadelos que viram desejos sexuais.
Era tristeza que habitava o chão argentino.
a desolação de ideias de todo tipo tinha desembocado, inevitavelmente, no vazio de ilusões e, consequentemente, de fantasias e desejos sexuais.
Não existiam mais cantos de baladas liberais cheios de mãos e bocas e sexos desesperados, procurando um lugar pra montar um ninho efêmero, passageiro.
De gente que, assustada e vertiginosa, se entregava ao desconhecido, a dividir sua mulher, seu marido com alguém anônimo mas onipresente: sem esse alguém a queda livre não era possível.
Também não havia segredos sussurrados no ouvido enquanto a carne procura entre mais carne se esgueirar de sei lá que demônios invisíveis.
Não tinha mais lugar, o busão do desespero tava lotado e a máquina de bilhetes não funcionava.
Lá fora na rua fazia frio e essa dormência tinha chegado na alma, depois de atravessar como um raio laser o sexo, aquele mental e físico que todos nós tínhamos por dentro.
Tinha levado consigo a esperança, as lembranças, os anseios, sonhos de todo tipo.
Aqueles possíveis e os outros, de cordas e mordaças, de humilhações secretas e impossíveis, de corrupções absolutas e maravilhosas, desejos de estupro tão profundos, escuros e secretos que o simples fato de virem à tona destruiriam a consciência da vítima ocasional.
Desejos que poderiam rasgar num único movimento a própria alma humana, um risco sem o qual viver não era possível.
E mesmo assim aprendemos a viver sem isso.
Nos dedicar a respirar, já não na boca de outra pessoa, nem sobre sua pele ou sobre nossa saliva que tinha traçado um mapa do tesouro invisível, secreto sobre a humanidade do companheiro eventual; só respirar, processar ar e transformar em algo inútil e que sobrava.
Não teve mais carícia, nem das secretas nem das outras: maravilhosas, escondidas, proibidas, debaixo da mesa de Natal com um pé descalço, daquelas que arrepiavam a pele num só passo encantador.
Também não rolou orgia maratônica cheia de suor, confusão e inseguranças magistrais.
Não deixaram mais espaço pra gente transvestida, nem no terreno da imaginação, já extinta e fora de moda.
Também não teve lugar nesse inferno particular pra lacerações, feridas latentes ou respiração ofegante por chicotadas dadas com precisão macabra e paladar delicioso.
Nos deixaram um inferninho de bolso, uma gaiola pra mente.
Nos deixamos prender de boa, por medo de tudo e todos.
Não vá que essa parada de curtir a vida escape da gente.[/swf]
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Dessa vez fiz algo que achei que poderia ser legal pra essa comunidade, quem sabe funcione.
Como todo movimento criativo, tem um pequeno risco: se expor e ser criticado. 😬
Por isso, crítica é bem-vinda!
Adicionei a música como sugeriram, acho que essa tem tudo a ver com o que escrevi, além de eu amar a banda!
Tomara que gostem, abraços pra todos!
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E sonhar era algo que pouca gente se dava ao luxo de ter nessa época.
muito menos fazer isso acordado.
No máximo fantasiar e nem vamos falar de uma punheta.
Nem curta, nem rápida, nem mesmo triste, vergonhosa, daquelas punhetas culposas.
Daquelas vergonhas de si mesmo, dos pesadelos que viram desejos sexuais.
Era tristeza que habitava o chão argentino.
a desolação de ideias de todo tipo tinha desembocado, inevitavelmente, no vazio de ilusões e, consequentemente, de fantasias e desejos sexuais.
Não existiam mais cantos de baladas liberais cheios de mãos e bocas e sexos desesperados, procurando um lugar pra montar um ninho efêmero, passageiro.
De gente que, assustada e vertiginosa, se entregava ao desconhecido, a dividir sua mulher, seu marido com alguém anônimo mas onipresente: sem esse alguém a queda livre não era possível.
Também não havia segredos sussurrados no ouvido enquanto a carne procura entre mais carne se esgueirar de sei lá que demônios invisíveis.
Não tinha mais lugar, o busão do desespero tava lotado e a máquina de bilhetes não funcionava.
Lá fora na rua fazia frio e essa dormência tinha chegado na alma, depois de atravessar como um raio laser o sexo, aquele mental e físico que todos nós tínhamos por dentro.
Tinha levado consigo a esperança, as lembranças, os anseios, sonhos de todo tipo.
Aqueles possíveis e os outros, de cordas e mordaças, de humilhações secretas e impossíveis, de corrupções absolutas e maravilhosas, desejos de estupro tão profundos, escuros e secretos que o simples fato de virem à tona destruiriam a consciência da vítima ocasional.
Desejos que poderiam rasgar num único movimento a própria alma humana, um risco sem o qual viver não era possível.
E mesmo assim aprendemos a viver sem isso.
Nos dedicar a respirar, já não na boca de outra pessoa, nem sobre sua pele ou sobre nossa saliva que tinha traçado um mapa do tesouro invisível, secreto sobre a humanidade do companheiro eventual; só respirar, processar ar e transformar em algo inútil e que sobrava.
Não teve mais carícia, nem das secretas nem das outras: maravilhosas, escondidas, proibidas, debaixo da mesa de Natal com um pé descalço, daquelas que arrepiavam a pele num só passo encantador.
Também não rolou orgia maratônica cheia de suor, confusão e inseguranças magistrais.
Não deixaram mais espaço pra gente transvestida, nem no terreno da imaginação, já extinta e fora de moda.
Também não teve lugar nesse inferno particular pra lacerações, feridas latentes ou respiração ofegante por chicotadas dadas com precisão macabra e paladar delicioso.
Nos deixaram um inferninho de bolso, uma gaiola pra mente.
Nos deixamos prender de boa, por medo de tudo e todos.
Não vá que essa parada de curtir a vida escape da gente.[/swf]
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24 comentários - Un humilde relato
Gracias por compartir
La P!ratita de hotin
en realidad se me dispararon muchas cosas... ke lo parió!
en fin, un relato extraño pero reflexivo a la vez.
salutes! 🆒
Gracias.
Te dejo +5 y gracias por avisarme X MP
Yyyyy....
Vos y yo sabemos...........(que escribistes mucho mas que este \"humilde relato\" ....como decis vos....)
FELICITACIONES PABLUCHI !!!! 😉 😛 😉
Tu relato....\"un infierno\"... 🙎♂️ Muy lindo,
y mas que lindo ,con mucha imaginacion!!! 😉
Gracias por invitarme y avisarme....
Y
COMO SE QUE HAY MAS.....
Aqui me quedare!! esperando tu proximo post!! 😛 😛
Besitos!!!
😛 😛 😛 😛 😛
\"Frutillita\"
🆒 🆒 🆒 🆒
🆒 🆒 🆒 🆒
🆒 🆒 🆒 🆒
ya leí muchas cosas tuyas pero este me faltaba 😛
te debo un post todavia a vos, no me olvide 😉
el tema muy bueno tambien
saludos 😉
Creo que hoy en día se vive mal, creo que la gente joven no conoce el amor y, por lo tanto, no puede practicarlo. La súplica \"Que vuelvan los lentos\" es una prueba cabal de ésto que digo, la gente joven piensa que un tema meloso va a despertar mágicamente en ellos, algo de lo que escucharon hablar, pero que nunca sintieron. Estoy convencido de que se queman etapas en aras de vivir el hoy, el ya, dejando de lado todos los principios y valores de cualquier relación humana. Cada vez queda menos gente en la que se puede confiar, vas caminando por la calle y te encontrás rodeado de zombies que van encerrados en su propio mundo, hemos dejado de mirar el cielo, hemos dejado de mirarnos.
La retórica del consumismo nos hace acumular y adquirir, pero en ése recorrido perdemos de vista lo que es compartir, por lo que el fin de ésa idea termina siendo egoísta.
Yo he decidido vivir mi vida de acuerdo a MIS VALORES, éso me genera problemas bastante seguido, pero prefiero vivir la vida así, a ser otro zombie más.
Te felicito porque lo que vos expresaste en éstas palabras, es algo que yo siempre pienso.
🙌 🙌 🙌 🙌 🙌 🙌 🙌
Gracias por invitarme!!
saludos
Manchita4ever - la banda de P! (primera dama)
Gracias...por acordarte de mi.... 🙂
Estaremos pendientes de nuevas entregas¡¡ 😃
Me hizo muy bien la buena onda de todos/as. Ojala haya una proxima vez, verdaderamente valio la pena.
Anda preparando el proximo!!
Daleee!!
:globo::globo::globo::globo:
Besitosss!! 😛 😛
Gracias.
Me gusto mucho!!!!
Tus frases tienen un PESO una DENSIDAD propias.
Mientras lo leía las metáforas, no me permitieron una interpretación lineal, pero en todos los caso me dejaron una sensacion de ADVERSIDAD, de LOCURA, de SEXUALIDAD.
Es como que me transmitistes una SENSACION, que no podria relatársela a un tercero.
Es un ANCLA, un YUNQUE, un sensación AMORFA de HASTIO e INCOMPRENSION.
Realmente no sabia como comentarlo, asi que solo trate de decir lo que me causo su lectura.
Te felicito, excelente trabajo, excelente vuelo!!!
Yo soy de la idea que las expresiones artísticas no hay que detenerse mucho en el análisis, sino que hay que abrirse, sentirlas y dejarse sorprender.
Y a mi me sorprendío tu forma!!!
Bruce.
Uh Pablo, la verdad no sabía que escribías. En realidad podía suponerlo debido a la calidad de tus comentarios. Pero nunca leí algo tuyo. Decí que \"piqué\" en tu perfil y encontré esto.
Muy bueno, la verdad muy bueno. Y estupendo el comentario de Becket.
Ya voy en busca de otros relatos tuyos. 😉
Rel·jerº - la banda de P!