Ontem à tarde, comprei uma garrafa preta. Era de vidro, mas vidro preto fosco, então não tinha como saber o que tinha dentro até chegar em casa.
Comprei de um moleque na praia. Era um desses pivetes chatos que montam uma barraquinha cheia de tralha no chão e já se acham grandes empresários. Ele encheu o saco, e além disso me deu pena, então comprei a garrafa por quatrocentas pesetas. Era uma garrafa pesada, de gargalo bem largo, e pensei que serviria pra alguma coisa.
Já na hora da compra, achei que tinha algo dentro fazendo um barulho estranho. E no caminho pra casa, ignorei a sensação de que algo se mexia lá dentro.
Quando cheguei em casa, fui pro meu quarto guardar ela debaixo do travesseiro, mas só tirei a tampa depois do jantar. Levantei rápido da mesa e falei que ia estudar.
Sou muito imaginativo e gosto de dar um toque teatral pra certas coisas. Então tentei criar um clima especial no meu quarto. Deixei na penumbra, só com uma luz fraca, e coloquei a garrafa preta com cuidado em cima da cama. Achei que ouvi algo lá dentro, tipo um gemido.
Abri a garrafa e cheirei o interior. Cheirava a velho. Deixei na cama e fiquei observando, esperando não sei o quê. Daí a pouco, saiu pelo gargalo da garrafa uma garota. Não tenho outro jeito de dizer. Simplesmente era uma garota, uma gostosa, de cabelão loiro, pele nua brilhando, que media só uns dez centímetros. Pensei que era uma espécie de fada, porque das costas dela saíam umas asas lindas tipo de libélula, de cores vibrantes, mas murchas, como uma planta que esqueceram de cuidar direito.
Fiquei paralisado, vendo a garota se arrastar pra fora da garrafa e ficar de pé na minha cama, cambaleando. Ela me encarou. O rosto dela era maravilhoso, redondinho e proporcionado. Maduro ao mesmo tempo que meigo, de olhos esverdeados e lábios carnudos. A pele dela soltava tipo umas faíscas com os reflexos da luz.
— Onde eu tô? — ela perguntou, bem séria.
— Cê tá no meu quarto, quer dizer, na minha casa — respondi.
— Bom, deixa pra depois. Agora não importa muito. Foi você que me tirou da garrafa, né? — Sim. Comprei ela e você tava dentro.
— Então te devo uma gratidão eterna. Um homem muito mau me colocou nessa garrafa. Era um cara muito ruim, fazia coisas horríveis comigo. No fim, acho que se cansou de mim e me enfiou lá pra me esquecer. Te devo a vida.
— Também não tenho tanto mérito assim.
— Não, sério, te devo.
Naquela hora, eu já tava apaixonado.
Não parei pra pensar se ela era real ou não, ou se os outros também podiam vê-la. Pra mim, era uma garota de carne e osso, e eu não podia deixar nada de ruim acontecer com ela. Fiz uma casinha pra ela numa caixa de papelão, que aos poucos fui enchendo com coisas como almofadinhas, tapetes de crochê, potinhos com água pra ela se lavar... Parecia que ela precisava estar rodeada pela natureza, então coloquei algumas pétalas de rosa e folhas de grama. Pus a caixa no lugar mais escondido que encontrei no meu quarto: na última prateleira do meu armário, entre os cobertores e a parede.
Pedi desculpas pra ela, porque por algumas horas do dia eu teria que deixá-la sozinha. Ela me perdoou numa boa. Era uma fofa.
Voltei correndo da escola e subi pra vê-la, trancando primeiro o ferrolho do meu quarto. Lá estava ela, deitada na caminha dela. Eu já tinha percebido que ela não gostava de usar roupa.
Quando me viu, sorriu.
— Sabe? Tô fedendo. Fiquei muito tempo dentro daquela garrafa velha. Não gosto do cheiro que peguei.
— Você... cê quer um banho? Em vez de responder, ela sorriu de novo.
Tive que dar banho nela de madrugada, quando todo mundo em casa tava dormindo. Sem fazer muito barulho, enchi uma bacia pequena com água quente e levei pro meu quarto. Ela adorou o banho. Mergulhou bem na água quente, e esfregou o corpo várias vezes pra se livrar do mau cheiro.
O corpo dela, com um leve Brilho mágico, me cegava; a pele dela era tão linda, molhada e cintilante sob a luz fraca da minha lâmpada...
Ela sorriu pra mim e seu rostinho ficou vermelho ao perceber como eu tava olhando. Mas não parecia ter ficado com vergonha de repente, e continuou se lavando, agora se deliciando.
— Vou te trazer uma coisa, acho que você vai gostar.
Joguei um pouco de gel de banho na água e mexi com o dedo até fazer espuma. Ela amou a espuma. Deixou borbulhar no corpo dela, fez montanhas, fez chapéus com ela, se perdeu e apareceu mil vezes no meio. Na escala minúscula dela, a espuma virava um monte de bolhas de sabão enormes...
Lá estava eu, altas horas da madrugada, mexendo a água com o dedo, olhando pra ela encantado. Nós dois estávamos quase dormindo.
Ela se abraçou no meu dedo e se deitou nele, sonolenta. Respirava tranquila e sorria.
Fiquei de pau duro por baixo do pijama. O peito dela se apertava e relaxava contra meu dedo. O corpo todo dela, a barriga, as coxas, a buceta, tudo encostava no meu dedo. Ela me olhou em silêncio, como se agradecesse por alguma coisa, por eu ter dedos. Fechou os olhos de novo e começou a se esfregar no meu dedo. Parecia que tava montando uma cobra gigante. Os peitos dela eram duas bolinhas minúsculas de carne, os biquinhos eu mal sentia, mas sabia que estavam durinhos, excitados. A buceta dela era um musguinho procurando o movimento de uma das minhas falanges.
Enquanto ela fazia amor com meu dedo, gemendo, eu comecei a me masturbar.
Nem preciso dizer que todo dia eu fazia de tudo pra ficar com ela o mais rápido e o máximo possível. Em casa, eu devia parecer muito estudioso, porque assim que dava, eu sumia pro meu quarto "pra estudar". Só tirava ela da caixa de madrugada, quando não tinha ninguém.
Um dia ela reclamou que tava entediada.
— Me deixa alguma coisa pra me distrair enquanto você não tá.
— Tipo o quê? — Tipo... tipo uma daquelas revistas que você tira de baixo de vez em quando. da sua cama. Não adianta fingir que não te vi pegando elas! E também o que você faz depois — disse ela, maliciosa.
— Você é uma...!
— Uma o quê?! Hein?! — me desafiou.
— Não consigo ficar bravo com você. Mas não vejo o que essas revistas têm de tão interessante pra você.
— Deixa comigo. Não sou boba.
— Eu sei.
Deixei um exemplar da Penthouse dentro da caixa dela. Ela me agradeceu e me deu um beijo na bochecha. Fui dormir, mas pra falar a verdade, não dormi muito. Ficava imaginando ela estudando, toda encantada, as fotos das gostosas esculturais, se pegando umas com as outras, chupando as intimidades, curtindo os corpos... Rolei na cama um monte até pegar no sono.
Uma tarde que finalmente consegui ficar sozinho em casa, levei ela pro jardim dos fundos. Tinha arrumado uma caixa de papelão pra encaixar dentro do meu bolso, assim dava pra carregar sem amassar, podendo esconder com a barra da camiseta, por exemplo, quando precisasse.
Ela correu pra lá e pra cá, acariciando as folhas de grama e as flores. As asas dela continuavam tristes. Não voou.
Deitamos na grama, nos olhando um pro outro, sem falar nada.
— Achei bem interessante sua revista — disse ela depois de um tempo, com um sorriso safado.
— Ah, é?
— Mas não entendi tudo. Vi umas minas muito gostosas, lindas, com uns corpos incríveis. Umas pernas perfeitas e uns peitinhos redondinhos. Mas faziam umas coisas muito estranhas umas com as outras. São como eu, mas faziam umas paradas esquisitas com a língua, e ficavam em posições muito estranhas...
Ela começou a dançar pela grama, se contorcendo, abraçando o próprio corpo, mandando beijos pra um espectador invisível, ou passando as mãos pela própria pele sem tocar. Era uma mina muito divertida.
— Você é maluca! — Empurrei ela com um dedo, ela perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Me olhava, ofegante, me provocando. Acariciei o corpinho dela com o máximo de cuidado. Passei pelas pernas macias, pela barriguinha, pelo pescoço, pelo rosto. Ela me sentia de olhos fechados. A safada Sem-vergonha abriu as pernas, e eu tive que acariciar ela ali. Meu dedo indicador era grande demais, até meu mindinho mal cabia entre as pernas dela.
Me senti frustrado. Me senti angustiado. Ela me olhou, me perdoando com aqueles olhos verdes.
Eu levava ela no bolso pra fazer compra, tirar o lixo, ou passear na praia, mas não tinha coragem de levar pro colégio. Quando não tava com ela, ficava imaginando mil maneiras de agradar, mas nenhuma me convencia. Quando voltava pra casa, ela parecia ter esperado ansiosa pela minha volta. Se agarrava em mim e não soltava. A gente se olhava em silêncio.
E eu me sentia um lixo.
Uma noite ela acordou quando eu abri a caixa. — O que você quer? — disse sonolenta.
— Nada. Só tava olhando você.
Ela sentou na cama dela e devolveu o olhar.
— Quer dormir comigo? Estendeu os braços pra eu pegar ela.
A gente deitou junto. Ficamos nos olhando sem falar nada. Depois de um tempo, ela levantou e subiu pelas dobras do meu pijama até meu peito. Andou por cima de mim. Chegava até meu queixo e voltava até minha cintura. Eu sentia as plantas dos pés dela, minúsculas e frescas. Sentou no meu peito e fechou os olhos pra sentir ele subindo e descendo. Pegou um botão da camisa e desabotoou. Desabotoou mais alguns, sem deixar eu ajudar, e deitou no meu peito. Acariciou os peitos dela, deslizou uma mão até a buceta e começou a se masturbar. As pontas das asas dela faziam cócegas a cada movimento. Toda excitada, se arrastou até um dos meus mamilos e começou a fazer carícias minúsculas, suaves, até ele ficar duro. Começou a beijar e lamber, enquanto com um dedinho penetrava a própria bucetinha.
Senti vontade de me tocar também, mas deixei pra depois. Antes que ela gozasse, coloquei ela de volta na cama.
— O que cê tá fazendo?! Pra onde cê vai agora?! — choramingou que nem criança.
Peguei um envelope debaixo da cama. Tirei dele uma pena, uma pena bem pequena que tinha Encontrado e limpo com carinho. Ao vê-la, riu.
Acariciei seu corpo com a pena macia, e a deixei louca. Passava a ponta pelos peitos dela e pelo monte de Vênus, uma vez e outra, e ela não parava de rir. Se aquela garota tivesse um tamanho normal, minha família toda teria acordado, mas era como ouvir um passarinho piando.
Larguei a pena e tirei do envelope o outro objeto que tinha preparado. Os olhos verdes dela se arregalaram e ela mordiscou os lábios num gesto que me enlouqueceu. Tirei meu pau e comecei a acariciá-lo, enquanto esfregava a cabeça do alfinete contra a buceta dela, procurando a entrada.
— Ah! Tá-tá fria! — gemeu.
— Vou esquentar pra você...
Esfreguei a cabeça do alfinete entre meus dedos e soprei nela. Ela pegou ansiosa e guiou de volta pro seu cuzinho. Era ideal. Deslizou perfeitamente e ela gemeu.
— Ah! Que grande! E que duro! Meti, dei prazer enquanto me masturbava, morrendo de vontade de me esfregar no corpo dela, poder tocá-la sem machucar, pegar ela eu mesmo, fazer amor, beijar, abraçar.
— Vem cá...
Ela fez sinal pra eu chegar perto. Me beijou na boca. Pegou meu lábio entre os dela e chupou e mordiscou com gana. Eu coloquei só a ponta da língua pra fora, e ela banhou o rosto inteiro na minha saliva. Deitou e deixou eu lamber. Passei minha língua com extremo cuidado pelo corpo dela, fazendo ela se contorcer de prazer. Molhei o corpo dela. Os lábios da buceta estavam abertos; penetrei de novo com a cabeça molhada do alfinete. Eu me masturbava com fúria, ela se revirava na minha língua, se agarrava com raiva na minha boca, gemíamos e tremíamos...
— Faz amor comigo! Faz! Te quero! Te quero! Me pega! Levei três orgasmos dela pra gozar. Dolorido pela posição, não consegui evitar de gozar nos meus lençóis. Ela largou o alfinete pra se aproximar do meu pau, que começava a descansar da ereção. Abraçou minha glande, apertou entre os braços. Beijou, lambeu e se esfregou nele com fúria, até conseguir que ela gozasse de novo.
Vi ela provar o leite branco com um dedo, levar à boca, saborear, mergulhar os lábios nas gotinhas que ainda escorriam, deitar em cima dele, se esfregar. E os olhos dela me encaravam, brilhante e suada, enquanto se banhava.
Naquela noite, nós dois tivemos que tomar um banho de madrugada.
Levo ela pra quase todo lugar no meu bolso. Deitamos à noite na areia da praia, nos banhamos e tomamos banho juntos. Já vimos que levar ela pra aula também não é tão problemático. Ela já conhece o resto da minha casa, principalmente as camas.
Consegui fazer da caixinha dela um lugar bem habitável. Como papel de parede, tem umas gostosas das minhas revistas e de outras revistas de moda que de vez em quando decidimos comprar. A cama dela é recheada de algodão e sempre tem flores frescas. Ela aceitou, por mim, usar uma camisolinha feita de um pedaço de pano bem fininho, só porque fica linda nela. Faz umas coroinhas com ervas e estames, e a cabecinha dela fica uma graça. Amo ela.
Ontem voltei depois de dois dias de uma viagem com o coral da igreja. Ela saiu da caixinha e a gente se beijou.
— O que é isso? — Surpresa! Cê gostou, hein?! As asas verdes de libélula dela estavam sãs e fortes, finalmente tinham brilho e cor.
Comprei de um moleque na praia. Era um desses pivetes chatos que montam uma barraquinha cheia de tralha no chão e já se acham grandes empresários. Ele encheu o saco, e além disso me deu pena, então comprei a garrafa por quatrocentas pesetas. Era uma garrafa pesada, de gargalo bem largo, e pensei que serviria pra alguma coisa.
Já na hora da compra, achei que tinha algo dentro fazendo um barulho estranho. E no caminho pra casa, ignorei a sensação de que algo se mexia lá dentro.
Quando cheguei em casa, fui pro meu quarto guardar ela debaixo do travesseiro, mas só tirei a tampa depois do jantar. Levantei rápido da mesa e falei que ia estudar.
Sou muito imaginativo e gosto de dar um toque teatral pra certas coisas. Então tentei criar um clima especial no meu quarto. Deixei na penumbra, só com uma luz fraca, e coloquei a garrafa preta com cuidado em cima da cama. Achei que ouvi algo lá dentro, tipo um gemido.
Abri a garrafa e cheirei o interior. Cheirava a velho. Deixei na cama e fiquei observando, esperando não sei o quê. Daí a pouco, saiu pelo gargalo da garrafa uma garota. Não tenho outro jeito de dizer. Simplesmente era uma garota, uma gostosa, de cabelão loiro, pele nua brilhando, que media só uns dez centímetros. Pensei que era uma espécie de fada, porque das costas dela saíam umas asas lindas tipo de libélula, de cores vibrantes, mas murchas, como uma planta que esqueceram de cuidar direito.
Fiquei paralisado, vendo a garota se arrastar pra fora da garrafa e ficar de pé na minha cama, cambaleando. Ela me encarou. O rosto dela era maravilhoso, redondinho e proporcionado. Maduro ao mesmo tempo que meigo, de olhos esverdeados e lábios carnudos. A pele dela soltava tipo umas faíscas com os reflexos da luz.
— Onde eu tô? — ela perguntou, bem séria.
— Cê tá no meu quarto, quer dizer, na minha casa — respondi.
— Bom, deixa pra depois. Agora não importa muito. Foi você que me tirou da garrafa, né? — Sim. Comprei ela e você tava dentro.
— Então te devo uma gratidão eterna. Um homem muito mau me colocou nessa garrafa. Era um cara muito ruim, fazia coisas horríveis comigo. No fim, acho que se cansou de mim e me enfiou lá pra me esquecer. Te devo a vida.
— Também não tenho tanto mérito assim.
— Não, sério, te devo.
Naquela hora, eu já tava apaixonado.
Não parei pra pensar se ela era real ou não, ou se os outros também podiam vê-la. Pra mim, era uma garota de carne e osso, e eu não podia deixar nada de ruim acontecer com ela. Fiz uma casinha pra ela numa caixa de papelão, que aos poucos fui enchendo com coisas como almofadinhas, tapetes de crochê, potinhos com água pra ela se lavar... Parecia que ela precisava estar rodeada pela natureza, então coloquei algumas pétalas de rosa e folhas de grama. Pus a caixa no lugar mais escondido que encontrei no meu quarto: na última prateleira do meu armário, entre os cobertores e a parede.
Pedi desculpas pra ela, porque por algumas horas do dia eu teria que deixá-la sozinha. Ela me perdoou numa boa. Era uma fofa.
Voltei correndo da escola e subi pra vê-la, trancando primeiro o ferrolho do meu quarto. Lá estava ela, deitada na caminha dela. Eu já tinha percebido que ela não gostava de usar roupa.
Quando me viu, sorriu.
— Sabe? Tô fedendo. Fiquei muito tempo dentro daquela garrafa velha. Não gosto do cheiro que peguei.
— Você... cê quer um banho? Em vez de responder, ela sorriu de novo.
Tive que dar banho nela de madrugada, quando todo mundo em casa tava dormindo. Sem fazer muito barulho, enchi uma bacia pequena com água quente e levei pro meu quarto. Ela adorou o banho. Mergulhou bem na água quente, e esfregou o corpo várias vezes pra se livrar do mau cheiro.
O corpo dela, com um leve Brilho mágico, me cegava; a pele dela era tão linda, molhada e cintilante sob a luz fraca da minha lâmpada...
Ela sorriu pra mim e seu rostinho ficou vermelho ao perceber como eu tava olhando. Mas não parecia ter ficado com vergonha de repente, e continuou se lavando, agora se deliciando.
— Vou te trazer uma coisa, acho que você vai gostar.
Joguei um pouco de gel de banho na água e mexi com o dedo até fazer espuma. Ela amou a espuma. Deixou borbulhar no corpo dela, fez montanhas, fez chapéus com ela, se perdeu e apareceu mil vezes no meio. Na escala minúscula dela, a espuma virava um monte de bolhas de sabão enormes...
Lá estava eu, altas horas da madrugada, mexendo a água com o dedo, olhando pra ela encantado. Nós dois estávamos quase dormindo.
Ela se abraçou no meu dedo e se deitou nele, sonolenta. Respirava tranquila e sorria.
Fiquei de pau duro por baixo do pijama. O peito dela se apertava e relaxava contra meu dedo. O corpo todo dela, a barriga, as coxas, a buceta, tudo encostava no meu dedo. Ela me olhou em silêncio, como se agradecesse por alguma coisa, por eu ter dedos. Fechou os olhos de novo e começou a se esfregar no meu dedo. Parecia que tava montando uma cobra gigante. Os peitos dela eram duas bolinhas minúsculas de carne, os biquinhos eu mal sentia, mas sabia que estavam durinhos, excitados. A buceta dela era um musguinho procurando o movimento de uma das minhas falanges.
Enquanto ela fazia amor com meu dedo, gemendo, eu comecei a me masturbar.
Nem preciso dizer que todo dia eu fazia de tudo pra ficar com ela o mais rápido e o máximo possível. Em casa, eu devia parecer muito estudioso, porque assim que dava, eu sumia pro meu quarto "pra estudar". Só tirava ela da caixa de madrugada, quando não tinha ninguém.
Um dia ela reclamou que tava entediada.
— Me deixa alguma coisa pra me distrair enquanto você não tá.
— Tipo o quê? — Tipo... tipo uma daquelas revistas que você tira de baixo de vez em quando. da sua cama. Não adianta fingir que não te vi pegando elas! E também o que você faz depois — disse ela, maliciosa.
— Você é uma...!
— Uma o quê?! Hein?! — me desafiou.
— Não consigo ficar bravo com você. Mas não vejo o que essas revistas têm de tão interessante pra você.
— Deixa comigo. Não sou boba.
— Eu sei.
Deixei um exemplar da Penthouse dentro da caixa dela. Ela me agradeceu e me deu um beijo na bochecha. Fui dormir, mas pra falar a verdade, não dormi muito. Ficava imaginando ela estudando, toda encantada, as fotos das gostosas esculturais, se pegando umas com as outras, chupando as intimidades, curtindo os corpos... Rolei na cama um monte até pegar no sono.
Uma tarde que finalmente consegui ficar sozinho em casa, levei ela pro jardim dos fundos. Tinha arrumado uma caixa de papelão pra encaixar dentro do meu bolso, assim dava pra carregar sem amassar, podendo esconder com a barra da camiseta, por exemplo, quando precisasse.
Ela correu pra lá e pra cá, acariciando as folhas de grama e as flores. As asas dela continuavam tristes. Não voou.
Deitamos na grama, nos olhando um pro outro, sem falar nada.
— Achei bem interessante sua revista — disse ela depois de um tempo, com um sorriso safado.
— Ah, é?
— Mas não entendi tudo. Vi umas minas muito gostosas, lindas, com uns corpos incríveis. Umas pernas perfeitas e uns peitinhos redondinhos. Mas faziam umas coisas muito estranhas umas com as outras. São como eu, mas faziam umas paradas esquisitas com a língua, e ficavam em posições muito estranhas...
Ela começou a dançar pela grama, se contorcendo, abraçando o próprio corpo, mandando beijos pra um espectador invisível, ou passando as mãos pela própria pele sem tocar. Era uma mina muito divertida.
— Você é maluca! — Empurrei ela com um dedo, ela perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Me olhava, ofegante, me provocando. Acariciei o corpinho dela com o máximo de cuidado. Passei pelas pernas macias, pela barriguinha, pelo pescoço, pelo rosto. Ela me sentia de olhos fechados. A safada Sem-vergonha abriu as pernas, e eu tive que acariciar ela ali. Meu dedo indicador era grande demais, até meu mindinho mal cabia entre as pernas dela.
Me senti frustrado. Me senti angustiado. Ela me olhou, me perdoando com aqueles olhos verdes.
Eu levava ela no bolso pra fazer compra, tirar o lixo, ou passear na praia, mas não tinha coragem de levar pro colégio. Quando não tava com ela, ficava imaginando mil maneiras de agradar, mas nenhuma me convencia. Quando voltava pra casa, ela parecia ter esperado ansiosa pela minha volta. Se agarrava em mim e não soltava. A gente se olhava em silêncio.
E eu me sentia um lixo.
Uma noite ela acordou quando eu abri a caixa. — O que você quer? — disse sonolenta.
— Nada. Só tava olhando você.
Ela sentou na cama dela e devolveu o olhar.
— Quer dormir comigo? Estendeu os braços pra eu pegar ela.
A gente deitou junto. Ficamos nos olhando sem falar nada. Depois de um tempo, ela levantou e subiu pelas dobras do meu pijama até meu peito. Andou por cima de mim. Chegava até meu queixo e voltava até minha cintura. Eu sentia as plantas dos pés dela, minúsculas e frescas. Sentou no meu peito e fechou os olhos pra sentir ele subindo e descendo. Pegou um botão da camisa e desabotoou. Desabotoou mais alguns, sem deixar eu ajudar, e deitou no meu peito. Acariciou os peitos dela, deslizou uma mão até a buceta e começou a se masturbar. As pontas das asas dela faziam cócegas a cada movimento. Toda excitada, se arrastou até um dos meus mamilos e começou a fazer carícias minúsculas, suaves, até ele ficar duro. Começou a beijar e lamber, enquanto com um dedinho penetrava a própria bucetinha.
Senti vontade de me tocar também, mas deixei pra depois. Antes que ela gozasse, coloquei ela de volta na cama.
— O que cê tá fazendo?! Pra onde cê vai agora?! — choramingou que nem criança.
Peguei um envelope debaixo da cama. Tirei dele uma pena, uma pena bem pequena que tinha Encontrado e limpo com carinho. Ao vê-la, riu.
Acariciei seu corpo com a pena macia, e a deixei louca. Passava a ponta pelos peitos dela e pelo monte de Vênus, uma vez e outra, e ela não parava de rir. Se aquela garota tivesse um tamanho normal, minha família toda teria acordado, mas era como ouvir um passarinho piando.
Larguei a pena e tirei do envelope o outro objeto que tinha preparado. Os olhos verdes dela se arregalaram e ela mordiscou os lábios num gesto que me enlouqueceu. Tirei meu pau e comecei a acariciá-lo, enquanto esfregava a cabeça do alfinete contra a buceta dela, procurando a entrada.
— Ah! Tá-tá fria! — gemeu.
— Vou esquentar pra você...
Esfreguei a cabeça do alfinete entre meus dedos e soprei nela. Ela pegou ansiosa e guiou de volta pro seu cuzinho. Era ideal. Deslizou perfeitamente e ela gemeu.
— Ah! Que grande! E que duro! Meti, dei prazer enquanto me masturbava, morrendo de vontade de me esfregar no corpo dela, poder tocá-la sem machucar, pegar ela eu mesmo, fazer amor, beijar, abraçar.
— Vem cá...
Ela fez sinal pra eu chegar perto. Me beijou na boca. Pegou meu lábio entre os dela e chupou e mordiscou com gana. Eu coloquei só a ponta da língua pra fora, e ela banhou o rosto inteiro na minha saliva. Deitou e deixou eu lamber. Passei minha língua com extremo cuidado pelo corpo dela, fazendo ela se contorcer de prazer. Molhei o corpo dela. Os lábios da buceta estavam abertos; penetrei de novo com a cabeça molhada do alfinete. Eu me masturbava com fúria, ela se revirava na minha língua, se agarrava com raiva na minha boca, gemíamos e tremíamos...
— Faz amor comigo! Faz! Te quero! Te quero! Me pega! Levei três orgasmos dela pra gozar. Dolorido pela posição, não consegui evitar de gozar nos meus lençóis. Ela largou o alfinete pra se aproximar do meu pau, que começava a descansar da ereção. Abraçou minha glande, apertou entre os braços. Beijou, lambeu e se esfregou nele com fúria, até conseguir que ela gozasse de novo.
Vi ela provar o leite branco com um dedo, levar à boca, saborear, mergulhar os lábios nas gotinhas que ainda escorriam, deitar em cima dele, se esfregar. E os olhos dela me encaravam, brilhante e suada, enquanto se banhava.
Naquela noite, nós dois tivemos que tomar um banho de madrugada.
Levo ela pra quase todo lugar no meu bolso. Deitamos à noite na areia da praia, nos banhamos e tomamos banho juntos. Já vimos que levar ela pra aula também não é tão problemático. Ela já conhece o resto da minha casa, principalmente as camas.
Consegui fazer da caixinha dela um lugar bem habitável. Como papel de parede, tem umas gostosas das minhas revistas e de outras revistas de moda que de vez em quando decidimos comprar. A cama dela é recheada de algodão e sempre tem flores frescas. Ela aceitou, por mim, usar uma camisolinha feita de um pedaço de pano bem fininho, só porque fica linda nela. Faz umas coroinhas com ervas e estames, e a cabecinha dela fica uma graça. Amo ela.
Ontem voltei depois de dois dias de uma viagem com o coral da igreja. Ela saiu da caixinha e a gente se beijou.
— O que é isso? — Surpresa! Cê gostou, hein?! As asas verdes de libélula dela estavam sãs e fortes, finalmente tinham brilho e cor.
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