Moro com minha tia e molhar a blusa dela mudou tudo

Duas semanas tinham se passado desde que Nicolás voltou pra cidade pra começar o terceiro ano da faculdade, e ele já não sentia mais o apartamento da tia como um lugar pra ficar enquanto ia pra universidade. Sentia que os silêncios e os climas estranhos tinham virado rotina.
Sentia que ia derreter de calor, então foi pra cozinha. Lá estava a tia dele, comendo salgadinhos enquanto lia alguma coisa no celular. Ele olhou o relógio pendurado em cima da porta: marcava três e quinze da tarde.

"Por isso tá fazendo tanto calor." — pensou.

Abriu a geladeira e pegou uma jarra de água gelada e uns cubos de gelo do freezer, depois de quebrá-los pegou um copinho de metal do armário e foi procurar uma bombilha na gaveta.

"Flor, você não viu a bombilha do tereré?"
"Aaah sim, coloquei na gaveta de baixo" — respondeu a tia, como se só tivesse lembrado naquele momento.

Terminou de preparar o copinho, pegou a jarra e se virou. Bateu nela, que estava se levantando da mesa, e derramou água no peito dela. Nicolás ficou olhando por uns instantes como os mamilos dela iam marcando aos poucos na blusa, quando percebeu, desviou o olhar rápido pro rosto da tia e a viu corada. Começou a se desculpar enquanto ela saiu correndo pro quarto.

"Desculpa, tia" — se desculpou, arrastando as palavras.
"Não foi nada, Nico, não se preocupa. De qualquer forma, eu já ia tomar banho e colocar roupa pra lavar" — respondeu ela atrás da porta.
"Foi mal, tia, não vi que você tava atrás de mim. Desculpa."
"Sério, Nico, não foi nada. Pode ir... fazer o que você ia fazer" — respondeu Flor depois de uma pausa.

Nicolás foi pro quarto, se ajeitou na escrivaninha e abriu o jogo favorito no computador.

"Faa, chego agora e já faço uma merda. Tomara que não seja assim o ano todo..." — pensou com ar de preocupação.
Começou a partida e, em algum momento, ouviu o chuveiro ligar.
"Nunca vi ela ficar corada." — repetiu mentalmente enquanto começava a tocar o tema de combate de chefe. O problema não era que ela tivesse corado, mas que aquela situação — os mamilos marcados, a água escorrendo pelo peito — tinha aberto uma rachadura que ele vinha tentando fechar há mais de um ano. No começo, descartou a ideia como uma confusão nascida da convivência próxima, mas os meses passaram e aquela emoção ficava ainda mais forte. O chuveiro continuava ligado. Nicolás baixou o volume do jogo sem perceber. Pensou em Florencia se movendo pela casa com roupa leve, o cabelo castanho preso, a cintura fina antes da curva dos quadris. Sua boca secou. "Não" — disse a si mesmo — "Não é só isso." Pensou que por trás do corpo estava sua tia: a que o recebia com um abraço, a que perguntava se ele tinha comido, a que abria a porta para que ele pudesse estudar. O vapor escapava por baixo da porta do banheiro. Cheirava a sabonete. Nicolás apertou o mouse. Imaginou, de novo, o tecido molhado. A curva de um quadril contra o batente da porta. Aqueles quadris cavalgando no colo dele. E logo sentiu o golpe de sempre: se desse um passo, perderia tudo. "Concentra" — repreendeu-se em voz baixa. Percebeu que todo aquele tempo tinha se movido desajeitadamente. O chefe caiu. O chuveiro desligou. Nicolás ficou olhando para a tela, com a boca seca e a certeza de que a casa inteira acabara de ficar menor. Quando estava limpando a mente, uma batida na porta o fez sobressaltar. "Nico, você tem algo pra fazer depois?" — perguntou Flor com um tom que soou carinhoso. Ele se virou, encontrando-a enrolada numa toalha, vapor saindo da pele, a pele avermelhada e a borda da toalha deixando ver a parte de cima dos seios, mostrando os mamilos que até pouco tempo atrás ele tentava esquecer. Devolveu o olhar para a tela rapidamente. "Tenho, precisa de algo?" — titubeou. "Pode me acompanhar pra comprar? Preciso pegar umas coisas no mercado" — respondeu ela, pausada. "Sim, claro. Me avisa quando estiver pronta" — disse Nicolás, e voltou para a tela, embora já não visse nada.

Flor não foi embora.

Ele a ouviu se mexer atrás dele. O roçar da toalha contra a pele. Um passo. Outro. O vapor do banheiro ainda flutuava no ar e se misturava com o cheiro de sabonete.

"O que você tá fazendo?" — perguntou ela, e a voz soou mais perto do que Nicolás esperava.

"Nada. Eeh... tava jogando. Tinha travado num desafio." — respondeu, sem jeito.

As mãos de Flor pousaram nos ombros dele. Suaves. Sem pressa. Nicolás tensionou as costas sem querer.

"Travou?" — disse ela, quase como se não se importasse com a resposta.
"É... um chefe. Já passei." — mentiu.

Ela não respondeu. Passou as palmas pelos ombros dele, devagar, como se estivesse medindo o gesto. Nicolás sentiu a respiração falhar. Quis se virar, mas não fez. Quis dizer algo, mas não lhe veio nada à cabeça.

Flor se aproximou mais. O corpo dela ficou contra a nuca dele, úmido e morno. Nicolás fechou os olhos por um segundo. "É por causa do acidente", pensou. "Ela tá brincando. Não é o que parece." Mas o calor dela arrepiou a pele e, sem conseguir evitar, ele começou a ficar de pau duro.

Rezou em pensamento para que ela não notasse. Apertou o mouse. Olhou para a tela sem ver.

"O que você tá fazendo?" — repetiu ela, dessa vez com um tom mais baixo, quase um sussurro.

"Nada" — disse ele, e a voz saiu mais aguda do que queria.

Flor não se afastou. Apoiou o queixo no ombro dele, como se estivesse olhando a tela junto. Nicolás sentiu a respiração dela na bochecha. Depois, um som baixo, um ronronar quase inaudível, como se estivesse rindo por dentro.

"Você gosta dos meus carinhos?" — perguntou ela, e a mão direita deslizou pelo braço dele, pela lateral, até parar na borda da cadeira, bem perto da virilha.

Nicolás ficou sem ar.

"Flor..." — começou, mas não soube como continuar.

Ela não esperou. Apoiou a mão sobre o jeans, devagar, e repetiu a pergunta com a boca quase colada no ouvido dele.

"Você gosta?"

Nicolás não respondeu.

A mão de Flor continuava sobre a calça, parada, esperando. Ele olhou de esguelha: a toalha, um peito quase à mostra, a pele ainda molhada. Ela olhava para ele, e no rosto dela havia algo que Nicolás não soube decifrar.

"Flor..." — disse ele de novo, e dessa vez ela se inclinou.

O beijo o pegou de surpresa. Foi lento no começo, quase uma pergunta, e Nicolás ficou parado por um segundo, com as mãos no ar, sem saber onde colocá-las. Depois ela mordeu o lábio inferior dele e ele cedeu. Colocou uma mão na nuca dela e subiu até enredá-la no cabelo.

Flor se afastou só um pouco.

"Você tem certeza?" — perguntou ele, e a voz saiu rouca.

Ela não respondeu com palavras. Beijou-o de novo, mais fundo, e guiou a mão dele até o próprio peito. Nicolás sentiu o peso, a textura, o mamilo endurecido contra a palma. Apertou sem pensar e ela soltou um som baixo contra a boca dele.

A mão de Flor desceu de novo. Dessa vez não parou na borda da cadeira: abriu a calça dele com dedos rápidos e enfiou a mão por dentro da cueca. Nicolás ficou sem ar. Ela o pegou com a palma, sem pressa, e ele sentiu as pernas tremerem.

"Flor..." — repetiu, e já não era uma pergunta.

Ela girou a cadeira e se ajoelhou.

Nicolás olhou para ela de cima, a toalha aberta no chão, o cabelo castanho caindo sobre o rosto. Quis dizer algo, quis parar, quis perguntar se aquilo estava certo. Mas ela baixou a calça e a cueca dele de um puxão só e passou a língua pela ponta, e qualquer pensamento se desfez.

"Deus..." — sussurrou ele, e se agarrou ao braço da cadeira.

Flor o colocou na boca devagar, sem pressa, e Nicolás fechou os olhos. O calor, a umidade, o jeito como ela subia e descia com a língua. Um gemido escapou e ele mordeu o lábio para abafar.

A casa estava em silêncio; só se ouvia o zumbido do computador e o som úmido da boca dela.
Abriu os olhos por um segundo. Viu ela ali, ajoelhada entre suas pernas, uma apoiada na coxa e a outra na base do pau dele. Pareceu que ela olhava de esguelha, como se estivesse verificando algo. Nicolás desviou o olhar. "Isso não está acontecendo", pensou. "Deve ser um sonho."
Mas estava acontecendo, era real.

Ela parou, limpou a boca com as costas da mão e se levantou. Caminhou com sensualidade enquanto deixava a toalha cair, revelando aos poucos a curva do quadril, como um segredo bem guardado.

Ela se jogou na cama e fez um gesto com o dedo, como dizendo "Vem".

Nicolás a seguiu. As pernas tremiam um pouco.

Florencia já estava deitada na cama, as pernas entreabertas deixando entrever um pouco sua buceta semirasparada, o corpo ainda úmido do banho. A luz da tarde entrava pela janela semifechada e desenhava brilhos na pele. Quando ele parou na beira do colchão, ela se ergueu um pouco sobre os cotovelos e o olhou de cima a baixo, sem pudor.

"Vem" — repetiu, mais baixo.

Ele tirou a camiseta de um puxão e a deixou cair no chão. A calça e a cueca já estavam em algum lugar perto da cadeira. Subiu na cama de joelhos. Florencia o agarrou pelos pulsos e o puxou sobre ela. O peso dele a afundou um pouco no colchão. Ela abriu as pernas e o acomodou entre elas, o pau de Nicolás roçando sua barriga.

"Faz um tempo que estou te olhando" — sussurrou contra a boca dele —. "Desde o ano passado."

Nicolás ficou quieto por um segundo. Ela não esperou resposta. Beijou-o de novo, mais profundo, e passou as mãos pelas costas dele até agarrar sua bunda. Apertou-o contra o corpo. Ele sentiu o calor dela, a umidade que já molhava sua coxa.

"Flor..."
"Shhh." — Mordeu o lábio dele —. "Não fala merda agora."

Passou uma mão pelos dois corpos e o agarrou. Guiou-o até a entrada. Esfregou por um momento, devagar, deixando que a cabeça do pau se empurrou. Nicolás fechou os olhos e apoiou a testa no ombro dela. O cheiro de sabonete ainda estava no pescoço dela.

"Metela" — ordenou ela, quase sem voz.

Ele empurrou. Entrou devagar. Florencia soltou um gemido curto e se arqueou. As unhas cravaram nas costas de Nicolás. Ele continuou, centímetro por centímetro, até ficar completamente dentro. O calor o apertou por todos os lados. Ficou parado, respirando contra o pescoço dela.

Florencia mexeu os quadris.

"Movete, Nico."

Começou devagar. Entrava e saía com cuidado, ainda sem acreditar de verdade que estava acontecendo. Ela o agarrou pela nuca e o obrigou a olhar pra ela. Tinha os olhos entreabertos, a boca entreaberta. Cada vez que ele empurrava, ela soltava um som baixo, quase um ronronar.

"Mais forte" — disse ela.

Ele obedeceu. Agarrou uma das pernas dela e levantou até o quadril. O ângulo mudou. Florencia gritou baixinho e cravou os calcanhares nas costas dele. Nicolás acelerou. O som de pele contra pele encheu o quarto. A cama rangia. Ele olhava como os peitos dela se mexiam a cada investida, os mamilos ainda duros da água fria de antes.

Florencia o empurrou de lado. Se ajeitou por cima dele, montando num movimento. Apoiou as mãos no peito de Nicolás e começou a subir e descer. Devagar primeiro, depois mais rápido. O cabelo castanho caía sobre o rosto dela. Ele a agarrou pela cintura e ajudou, empurrando pra cima cada vez que ela descia.

"Olha como eu te monto" — disse ela, sem vergonha —. "Faz meses que eu me toco pensando nisso."

Nicolás sentiu o sangue subir pro rosto. Ela riu, um som curto e rouco, e se inclinou pra beijá-lo enquanto continuava se movendo. A língua de Florencia entrou na boca dele ao mesmo tempo que ele enfiava o pau até o fundo. O ritmo ficou mais urgente.

Ela se endireitou de novo e agarrou os pulsos dele, cravando-os no colchão dos lados da cabeça. Continuou cavalgando, agora mais forte, mais fundo. Cada vez que descia, o O choque dos quadris soava molhado. Nicolás levantou a cabeça e chupou um mamilo dela. Florencia soltou um gemido mais longo e apertou os pulsos dele.

"Assim... assim, amor..."

Ele não respondeu. Só olhou para ela. Ela estava com as bochechas coradas, a boca entreaberta, os olhos brilhando. Suava um pouco. O cabelo grudava na testa. Nicolás sentiu o estômago se apertar. Estava perto.

Florencia percebeu. Soltou os pulsos e se inclinou para trás, apoiando as mãos nas coxas dele. O ângulo permitiu que ele entrasse mais fundo. Ela começou a esfregar o clitóris com dois dedos enquanto continuava subindo e descendo.

"Vou gozar." — disse ele, a voz falhada.
"Sim, goza"

Não demorou. Duas, três estocadas mais e ele gozou. O orgasmo sacudiu as pernas dele. Ficou cravado dentro dela, tremendo, enquanto continuava ejaculando. Florencia não parou. Continuou se movendo em cima dele, mais rápido, os dedos trabalhando com mais força.

"Olha..." — ofegou ela, a voz falhada —. Te falei que ia mijar em você...

Um segundo depois ela se retesou toda. Inclinou-se para frente, agarrou os ombros de Nicolás e soltou um gemido longo, agudo, quase um grito. Ao mesmo tempo um jato quente e potente saiu de entre as pernas dela, molhando o baixo ventre dele, as coxas e parte da cama. O líquido encharcou a pele de Nicolás enquanto ela continuava apertando ele por dentro, se sacudindo em cima dele, ainda gozando e escorrendo.

Ficou assim um tempo, respirando fundo, o corpo ainda sacudido pelas últimas contrações. O jato tinha parado de sair, mas o colchão estava encharcado entre os dois. Depois ela se deixou cair de lado, meio em cima dele. O pau de Nicolás saiu com um som molhado. Ele sentia o esperma misturado com o líquido dela escorrendo pela coxa e encharcando o quadril.

Florencia apoiou a cabeça no peito dele. As mãos ainda tremiam um pouco.

"Faz um ano que eu esperava que você derrubasse o copo" — murmurou contra a pele dele —. "Ou algo assim. Qualquer coisa. Nicolás passou uma mão pelas costas dela, ainda sem palavras. Ela levantou o olhar e sorriu de lado, aquele sorriso brincalhão que ele conhecia das manhãs na cozinha.

"Não vai ficar esquisito agora, hein?"

Ele negou com a cabeça. Ainda custava respirar normal. A voz saiu mais baixa do que ele queria.

"Não... não tô esquisito."

Florencia se esticou e deu um beijo curto na boca dele. Ficou olhando por um segundo, como medindo alguma coisa. Depois se ajeitou melhor contra ele, uma perna por cima das dele, e passou um dedo distraído pelo peito.

"Bom." — disse, sem mais.

A luz da tarde continuava entrando. Lá fora se ouvia o barulho distante de algum carro. Dentro, só o som das respirações que iam se acalmando. Nicolás olhou pra ela mais um segundo. O cabelo bagunçado, a marca vermelha que ele tinha deixado no pescoço dela com a boca, o esperma que ainda brilhava entre as pernas. Ela sustentou o olhar dele.

"Quer pedir uns hambúrgueres e ver um filme?" — perguntou, como se nada.

Ele soltou uma risada curta, quase incrédula. A culpa pesava no peito ao mesmo tempo que um alívio bobo relaxava os ombros. As duas coisas se misturavam e ele não sabia qual ganhava.

"Sim" — respondeu, e a voz tremeu um pouco —. "Depois."

Florencia não se mexeu. Ficou ali, colada nele, com a bochecha apoiada no peito. Nicolás sentiu o corpo dela ir relaxando aos poucos. O calor da tarde entrava pela janela e dava sono. Ela passou uma mão pelo lado dele, devagar, sem dizer mais nada.

Ele olhou pro teto por um tempo. Depois baixou o olhar e ajeitou o cabelo dela atrás da orelha. A tia fechou os olhos. Ele também.

Enquanto o sono ia tomando conta, pensou na mudança da relação deles. Que não tinha mais volta. Que a mulher que abria a porta pra ele toda manhã e perguntava se ele tinha comido agora tinha o esperma dele entre as pernas e a marca dele no pescoço. E mesmo assim não sentia medo. Só uma quietude estranha, quase feliz. Como se finalmente tivesse parado de lutar contra algo que há tempo demais apertava seu peito. Fechou os olhos de vez. O braço de Flor pesava de leve sobre seu lado.

1 comentários - Moro com minha tia e molhar a blusa dela mudou tudo