Emily ficava andando de um lado pro outro pelo quarto. Conferiu, mais uma vez, se tinha organizado as anotações por cor, preparado lápis extras e deixado os dois copos d'água sobre a escrivaninha. E enquanto fazia isso pela enésima vez, bateram na porta: devia ser ele. Voltaram de repente aquele calor e o sobressalto no peito, como quando conversaram nos armários pela manhã.
—Emily? —aquela voz masculina a denunciou atrás da porta.
—Sim. Entra. —disse ela com um fio de voz.
Jake entrou no quarto com uma mochila pendurada no ombro e sua jaqueta de futebol. Naquela manhã tinha sido a primeira vez que Emily falou com ele e ainda estava assimilando que o capitão do time tivesse pedido ajuda pra preparar a prova de matemática.
—Valeu por me receber, sério —de novo aquela voz—. Me disseram que você é a melhor da turma.
—Bom, eu... É que eu gosto de estudar —a garota mal conseguia levantar o olhar.
—Espero que você possa fazer um milagre comigo. A prova é na sexta e eu tô bem perdido.
—Não se preocupa. Vamos começar do início e ir devagar.
Jake se sentou ao lado da escrivaninha, as cadeiras estavam dispostas uma de frente pra outra, mas ele aproximou a dele da da garota. Ela, como ato reflexo, bufou ao sentir a proximidade.
—O que você acha daqui? Assim eu consigo ver melhor suas anotações.
—Tá bom...
—Beleza, por onde a gente começa? —perguntou Jake animado.
Emily baixou o olhar para o caderno.
—Eu acho que é por aqui, pelas equações. Vamos ver de onde a gente tá partindo, olha. Se a gente tem dois xis mais quatro igual a dez, o que a gente precisa fazer pra isolar a incógnita?
Jake examinou o exercício.
—Dividir por dois?
—Primeiro você tem que subtrair quatro.
—Pode ser —disse o garoto coçando a cabeça.
—E depois você divide por dois.
—Seis dividido por dois. Três.
—Exato.
Jake sorriu.
—Hahaha. Não sou tão ruim assim, né?
—Não. Você fez direitinho.
Emily tentava se comportar com naturalidade, ter ele tão perto tava acabando com ela. Na aula, Jake costumava estar rodeado de colegas, sempre puxando a conversa. No entanto, sentado ao lado dela, parecia muito mais real.
—E isso aqui? —perguntou ele, apontando o próximo problema—. Com essas operações eu sempre me perco.
Emily se aproximou do caderno pra explicar, mas ao fazer isso, fortuitamente, roçou o ombro do garoto. No contato sentiu aquela intensidade e teve que se afastar bufando, fingindo precisar de mais espaço pra escrever.
—Mi... Olha —"calma, Emily... Bufff" disse pra si mesma pra não gaguejar—, você tem que seguir esses passos. Se pular um, é fácil errar.
—E se eu errar?
—A gente tenta de novo.
—Hahaha, matemática e perseverança... Tá bom.
—A matemática exige isso.
—Bufff, Emily, obrigado pela paciência, você vê como eu posso ser cabeça-dura —ela adorou ouvir o próprio nome nos lábios do capitão.
—Você tá entendendo bem, não desespera, é só que você precisa treinar mais.
—Então vou precisar de mais horas das suas aulas —Emily apertou o lápis entre os dedos segurando um sorriso—. Você tem que me deixar te pagar de alguma forma.
—Já te falei hoje de manhã, não precisa... Faço com maior prazer —e ao dizer isso desviou o olhar.
Jake sorriu pensativo.
—Vou encontrar um jeito de te compensar. Você tá salvando a minha vida.
Jake copiou a próxima equação. Sem conseguir evitar, Emily o observou Fazer isso de esguelha, mas desviou o olhar rapidamente ao vê-lo virar-se para ela de repente.
—Ei, você sempre tira notas boas?
—Eu tento.
—E como você consegue arranjar tempo para tudo? Estudar, socializar, o namorado... Essas coisas.
—Não socializo muito, além disso... Não tenho namorado.
—Bom, claro, é outra forma de ser. Eu talvez tenha vida social demais, estou tão acostumado, talvez esse seja o problema.
Não haveria momento melhor, a bola esperava para ser chutada. Emily inspirou, armando-se de coragem.
—E você... tem namorada? Quer dizer... Com os treinos e tudo mais, você também deve estar muito ocupado.
Jake negou com a cabeça.
—Namorada, namorada, assim como se entende, não. Um relacionamento sério exige muito tempo e eu agora não tenho.
—Claro... —a garota traçou uma pequena linha na margem das suas anotações, embora não houvesse nenhuma razão para fazer isso—. Bom, é melhor a gente continuar —propôs a garota, reprimindo outro sorriso—. Ainda falta muito.
—De acordo, professora, mas me dá um minuto, preciso ir ao banheiro.
Nesse intervalo, Emily deu uma olhada no celular, tinha quarenta mensagens não lidas de Jodie, sua amiga. Ela não parava de perguntar.
Tia, ele tá na sua casa? Tá aí agora?
Tá... acabou de ir no banheiro.
Ele é tão gato de perto assim?
Mais, tá me deixando louca. É um verdadeiro Adônis, quase não consigo falar nem olhar pra cara dele de tão lindo que é... Tia, e que músculos, é impressionante.
Tira uma foto dele pelo amor de Deus.
Nooo, tá louca?
Quando ele se distrair... e me manda. Seria demais poder me masturbar hoje à noite com ela.
Você tá Muuuito louca, tia...
Siim!!
Ei, sabe de uma coisa? Ele me disse que não tem namorada...
Sério? E o negócio da Amanda...?
Tia, ele tá voltando... Depois te escrevo.
—Já tô aqui. Por onde a gente continua?
—Tenho mais problemas, vê esse aqui —disse apontando no caderno— Como você resolveria? Primeiro lê com calma e pensa.
E assim, lutando contra o cálculo, passaram umas duas horas de estudo árduo. Jake estava com as bochechas coradas quando pediu um tempo.
—Tia, preciso de uma pausa —disse soltando o lápis na mesa—. Se eu continuar olhando pra números, vou começar a ver o código da realidade tipo Matrix.
Emily sorriu.
—A gente pode parar cinco minutos.
—Cinco? Não dá pra negociar dez?
—Sete.
—Você é uma negociadora implacável, Emily Parker —de novo, como soou bem o nome dela na boca do Jake.
—Água?
—Por favor, preciso me refrescar.
Ela soltou uma risadinha enquanto se levantava pra encher o copo. Ainda achava estranho ter ele ali, no quarto dela, conversando como se fossem... amigos? Na faculdade, Jake sempre estava cercado de moscas pedindo vez pra voar ao redor dele. Aos olhos de fora, parecia tão convencido. No entanto, nada mais longe da realidade, ela nunca teria imaginado que ele fosse um cara tão próximo e agradável. Exalava a calma dos verdadeiros líderes.
—Você entende muito disso —disse ele depois de dar um gole no copo.
—Só sei que nada sei, hahaha... Ainda tenho muito o que aprender.
—E você nunca se cansa? Quero dizer, tudo bem se esforçar, mas tem que haver algo mais na vida além dos livros. Não leve a mal, só quero entender.
—É pura vontade, tenho muita curiosidade, fome de conhecimento. Além disso, meu sonho é ser pesquisadora científica um dia.
—É um sonho bonito... E explica tudo.
—E você, o que faz quando não está treinando?
—Bufff, depende. Minha vida é bem mais convencional, na verdade. Muito corpo e pouca mente, hahaha.
—Você não faz nada além de treinar?
—Não.
—Não?
—Não acredita?
—Não, não é por isso...
—E por que pergunta?
—É por... Bom, você sabe que é super popular no campus...
—Vai, manda... o que andam falando de mim.
—Que... Bom... Que você é um expert em massagens...
—Sério? Isso rola por aí? Comentei outro dia e já tá no mural de recados.
—Eu ouvi semana passada... É verdade?
—Hahaha, sim, é verdade, uns dois anos atrás fiz um curso de massagem, no verão, na praia, durante os quinze dias que fiquei lá. Talvez esse curso seja a coisa menos convencional que já fiz na vida.
—Foi tão especial assim?
—Sério que foi...
Emily piscou e mudou a expressão.
—E essa cara? —perguntou Jake ao ver a garota gesticular—. O que você ouviu sobre o curso?
—Nada... Um curso de massagem normal... Mas especial, claro.
—Hahaha, claro que sim, e eu acredito.
—Bufff, conta você, o que me falaram pode ser qualquer coisa.
—A verdade é que tudo foi ideia do meu tio. Naquele ano perdemos a liga, eu tinha ficado lesionado nos três últimos jogos e não parava de me culpar, quando cheguei na praia estava bem pra baixo. Aí, meu tio me apresentou a um velho amigo dele, um hippie bem peculiar. Tinha cabelo até a cintura, andava descalço por todo lado e falava da energia do universo como se estivesse explicando como funciona uma máquina de lavar.
Emily riu.
—Nem quero pensar o que uma estudante de ciências como você teria achado. Os métodos dele eram tão... únicos. Misturava antigas lendas hindus com tradições dos povos indígenas de lá. Falava de pontos de energia, do equilíbrio entre o corpo e o espírito, de como as tensões físicas às vezes têm a ver com coisas que você nem sabe que te preocupam.
—Tenho que admitir que não acredito muito nessas coisas.
—Comigo era igual, mas me deixei levar pelos ensinamentos dela, ela passava tudo com tanta determinação. Talvez algum dia eu te conte como foi o processo. O caso é que aprendi bem a fazer aquelas massagens, você se surpreenderia com o quanto podem ser eficazes.
Emily, absorta, acariciava a borda do copo com a ponta do dedo.
—Não é isso que se diz pelo campus... Ou não é só isso.
—E o que se diz?
—Que essas massagens são realmente especiais.
—São... são tântricas... Você sabe, são voltadas para despertar e satisfazer a libido. O curso foi feito por um grupo bem variado de gente e entre nós havia várias mulheres que queriam aprender a se conhecer. Nos últimos dias a gente ficou praticando uns com os outros. Não é pra me gabar, mas no final, na "formatura", me deram um colgante, bem estilo hippie. Era tipo um troféu de MVP. Fiz uma daquelas mulheres sentir coisas incríveis. Nunca teria imaginado que fazer uma coisa dessas pudesse ser tão fácil pra mim.
Emily era só ouvidos.
—É isso que estavam falando?
—Sim, em parte... —ela, hesitante, demorou uma eternidade pra responder.
—Então?
—Nada, só que eu estava pensando no que você disse sobre aquela mulher.
—Ah! Margaret era o nome dela, que história a dela. Era divorciada e tinha tido uma vida sexual muito pobre com o marido. Ele era o típico homem antigo que não se preocupava nada com as necessidades dela. Eu, praticando com ela, consegui fazer com que ela alcançasse o primeiro orgasmo. Bom, o primeiro e os cem seguintes. Descobrimos que ela era multiorgásmica. Nas últimas vezes, de tanto tremor, ela deixava tudo molhado.
Emily suspirou...
—O que foi, Emily? Não te Gostou da história? Quer que a gente volte a estudar?
—Não é isso, é... Afff. Enquanto você falava, alguma coisa me fez lembrar.
—Eu estou confiando em você, estou te contando minha vida, se quiser você pode fazer isso em mim. Nunca falhei com um amigo.
A garota adorou como soou essa palavra... "amigo"
—Jake, comigo acontece um pouco como com a Margaret, minha vida sexual também é muito pobre... Só fiz uma vez, com um cara do pueblo, um autêntico animal. Não gostei da experiência, passei mal... Além disso, peguei medo de... de me explorar...
—Sério? Você está falando com o MVP desse problema. Eu, se quiser, posso te ajudar.
—Me ajudar?
—Sim... Te ajudar. Vamos, abaixa a saia.
—O quêêê? Agora? Aqui...? Nããão.
—Por que não? Eu já estou saturado de tanta matemática. Vai servir pra gente relaxar, e você vai ver como é fácil resolver seu problema.
—Porra, Jake... Eu, sou... Afff… Eu sou muito...
—Tímida?
—Sim... não dá pra notar?
—Vamos, não pensa nisso, abaixa a saia e sobe na cama. A porta está bem fechada?
Com o olhar perdido, ela olhou para a maçaneta da porta.
—Sim, está bem fechada —e dizendo isso, levou a mão ao zíper da saia—. Me dá tanta vergonha isso.
—Não sei por quê, você é muito gostosa.
—Você acha?
—Claro...
—Eu fico assim...
—Hahaha, sim, mas você tem que abrir as pernas.
—Caralho, Jake... Que loucura.
Eles se olharam nos olhos e ela começou a abrir as pernas lentamente.
—A calcinha também... Tira.
—A... Assim? —gaguejou a garota.
—Sim, assim... Agora respira fundo... Inspira, expira... Inspira, expira... Um... Dois. Relaxa… —Jake começou enfiando o polegar na boca dela, pra ela se distrair chupando—. Assim... Agora vou te estimular... E aí, como é que tá?
—Ufff... Bom... —suspirou ao sentir o toque dos dedos do garoto na buceta dela—. Ummmmm… Muuuito bom...
—Você é uma garota linda...
—Uffff… Você acha, Jake?
—Sim, eu acho...
—Assim... Inspirar... expirar... Você é um todo com o universo, o vento, a chuva, o mar... O vento das montanhas...
—Ahhhhh…
—Você está muito excitada... Vou te ensinar a explorar a parede vaginal anterior... Assim, com dois dedos...
—Co... Com dois...? —perguntou abrindo os olhos...
—Sim... Respira, olha, assim —Jake introduziu na buceta o anelar e o médio da mão direita, bem devagar. Emily suspirou com o roçar e ao senti-los chegar tão fundo. Com as pontas dos dedos acariciou o interior para depois tirá-los e começar de novo.
—Ahhhhhhh, porra Jake...
—É assim...?
—Siiiiiiim.
—A brisa do mar, as estrelas do firmamento, as flores, o sol... Vocês são tudo um só... O universo e você... Você e o universo...
—Buffff… Ahhhhhhh… O que está acontecendo comigo?
—Você está chegando, Emily, é o topo, é o céu... você está chegando... Se deixa levar...
—Ahhhhh, Ahhhhhhhhh… Gozeeeeeiii.
Quando parou de tremer, ficou olhando pra ele e não conseguiu parar por um bom tempo. Quando contasse pra Jodie, ela não ia acreditar.
Continua...
—Emily? —aquela voz masculina a denunciou atrás da porta.
—Sim. Entra. —disse ela com um fio de voz.
Jake entrou no quarto com uma mochila pendurada no ombro e sua jaqueta de futebol. Naquela manhã tinha sido a primeira vez que Emily falou com ele e ainda estava assimilando que o capitão do time tivesse pedido ajuda pra preparar a prova de matemática.—Valeu por me receber, sério —de novo aquela voz—. Me disseram que você é a melhor da turma.
—Bom, eu... É que eu gosto de estudar —a garota mal conseguia levantar o olhar.—Espero que você possa fazer um milagre comigo. A prova é na sexta e eu tô bem perdido.
—Não se preocupa. Vamos começar do início e ir devagar.
Jake se sentou ao lado da escrivaninha, as cadeiras estavam dispostas uma de frente pra outra, mas ele aproximou a dele da da garota. Ela, como ato reflexo, bufou ao sentir a proximidade.
—O que você acha daqui? Assim eu consigo ver melhor suas anotações.
—Tá bom...
—Beleza, por onde a gente começa? —perguntou Jake animado.
Emily baixou o olhar para o caderno.—Eu acho que é por aqui, pelas equações. Vamos ver de onde a gente tá partindo, olha. Se a gente tem dois xis mais quatro igual a dez, o que a gente precisa fazer pra isolar a incógnita?
Jake examinou o exercício.
—Dividir por dois?
—Primeiro você tem que subtrair quatro.
—Pode ser —disse o garoto coçando a cabeça.
—E depois você divide por dois.
—Seis dividido por dois. Três.
—Exato.
Jake sorriu.
—Hahaha. Não sou tão ruim assim, né?
—Não. Você fez direitinho.
Emily tentava se comportar com naturalidade, ter ele tão perto tava acabando com ela. Na aula, Jake costumava estar rodeado de colegas, sempre puxando a conversa. No entanto, sentado ao lado dela, parecia muito mais real.
—E isso aqui? —perguntou ele, apontando o próximo problema—. Com essas operações eu sempre me perco.
Emily se aproximou do caderno pra explicar, mas ao fazer isso, fortuitamente, roçou o ombro do garoto. No contato sentiu aquela intensidade e teve que se afastar bufando, fingindo precisar de mais espaço pra escrever.
—Mi... Olha —"calma, Emily... Bufff" disse pra si mesma pra não gaguejar—, você tem que seguir esses passos. Se pular um, é fácil errar.
—E se eu errar?
—A gente tenta de novo.
—Hahaha, matemática e perseverança... Tá bom.
—A matemática exige isso.
—Bufff, Emily, obrigado pela paciência, você vê como eu posso ser cabeça-dura —ela adorou ouvir o próprio nome nos lábios do capitão.
—Você tá entendendo bem, não desespera, é só que você precisa treinar mais.
—Então vou precisar de mais horas das suas aulas —Emily apertou o lápis entre os dedos segurando um sorriso—. Você tem que me deixar te pagar de alguma forma.
—Já te falei hoje de manhã, não precisa... Faço com maior prazer —e ao dizer isso desviou o olhar.
Jake sorriu pensativo.
—Vou encontrar um jeito de te compensar. Você tá salvando a minha vida.
Jake copiou a próxima equação. Sem conseguir evitar, Emily o observou Fazer isso de esguelha, mas desviou o olhar rapidamente ao vê-lo virar-se para ela de repente.
—Ei, você sempre tira notas boas?
—Eu tento.
—E como você consegue arranjar tempo para tudo? Estudar, socializar, o namorado... Essas coisas.
—Não socializo muito, além disso... Não tenho namorado.
—Bom, claro, é outra forma de ser. Eu talvez tenha vida social demais, estou tão acostumado, talvez esse seja o problema.
Não haveria momento melhor, a bola esperava para ser chutada. Emily inspirou, armando-se de coragem.
—E você... tem namorada? Quer dizer... Com os treinos e tudo mais, você também deve estar muito ocupado.
Jake negou com a cabeça.
—Namorada, namorada, assim como se entende, não. Um relacionamento sério exige muito tempo e eu agora não tenho.
—Claro... —a garota traçou uma pequena linha na margem das suas anotações, embora não houvesse nenhuma razão para fazer isso—. Bom, é melhor a gente continuar —propôs a garota, reprimindo outro sorriso—. Ainda falta muito.
—De acordo, professora, mas me dá um minuto, preciso ir ao banheiro.
Nesse intervalo, Emily deu uma olhada no celular, tinha quarenta mensagens não lidas de Jodie, sua amiga. Ela não parava de perguntar.

—Já tô aqui. Por onde a gente continua?
—Tenho mais problemas, vê esse aqui —disse apontando no caderno— Como você resolveria? Primeiro lê com calma e pensa.
E assim, lutando contra o cálculo, passaram umas duas horas de estudo árduo. Jake estava com as bochechas coradas quando pediu um tempo.
—Tia, preciso de uma pausa —disse soltando o lápis na mesa—. Se eu continuar olhando pra números, vou começar a ver o código da realidade tipo Matrix.
Emily sorriu.
—A gente pode parar cinco minutos.
—Cinco? Não dá pra negociar dez?
—Sete.
—Você é uma negociadora implacável, Emily Parker —de novo, como soou bem o nome dela na boca do Jake.
—Água?
—Por favor, preciso me refrescar.
Ela soltou uma risadinha enquanto se levantava pra encher o copo. Ainda achava estranho ter ele ali, no quarto dela, conversando como se fossem... amigos? Na faculdade, Jake sempre estava cercado de moscas pedindo vez pra voar ao redor dele. Aos olhos de fora, parecia tão convencido. No entanto, nada mais longe da realidade, ela nunca teria imaginado que ele fosse um cara tão próximo e agradável. Exalava a calma dos verdadeiros líderes.
—Você entende muito disso —disse ele depois de dar um gole no copo.
—Só sei que nada sei, hahaha... Ainda tenho muito o que aprender.
—E você nunca se cansa? Quero dizer, tudo bem se esforçar, mas tem que haver algo mais na vida além dos livros. Não leve a mal, só quero entender.
—É pura vontade, tenho muita curiosidade, fome de conhecimento. Além disso, meu sonho é ser pesquisadora científica um dia.
—É um sonho bonito... E explica tudo.
—E você, o que faz quando não está treinando?
—Bufff, depende. Minha vida é bem mais convencional, na verdade. Muito corpo e pouca mente, hahaha.
—Você não faz nada além de treinar?
—Não.
—Não?
—Não acredita?
—Não, não é por isso...
—E por que pergunta?
—É por... Bom, você sabe que é super popular no campus...
—Vai, manda... o que andam falando de mim.
—Que... Bom... Que você é um expert em massagens...
—Sério? Isso rola por aí? Comentei outro dia e já tá no mural de recados.
—Eu ouvi semana passada... É verdade?
—Hahaha, sim, é verdade, uns dois anos atrás fiz um curso de massagem, no verão, na praia, durante os quinze dias que fiquei lá. Talvez esse curso seja a coisa menos convencional que já fiz na vida.
—Foi tão especial assim?
—Sério que foi...
Emily piscou e mudou a expressão.
—E essa cara? —perguntou Jake ao ver a garota gesticular—. O que você ouviu sobre o curso?
—Nada... Um curso de massagem normal... Mas especial, claro.
—Hahaha, claro que sim, e eu acredito.
—Bufff, conta você, o que me falaram pode ser qualquer coisa.
—A verdade é que tudo foi ideia do meu tio. Naquele ano perdemos a liga, eu tinha ficado lesionado nos três últimos jogos e não parava de me culpar, quando cheguei na praia estava bem pra baixo. Aí, meu tio me apresentou a um velho amigo dele, um hippie bem peculiar. Tinha cabelo até a cintura, andava descalço por todo lado e falava da energia do universo como se estivesse explicando como funciona uma máquina de lavar.
Emily riu.
—Nem quero pensar o que uma estudante de ciências como você teria achado. Os métodos dele eram tão... únicos. Misturava antigas lendas hindus com tradições dos povos indígenas de lá. Falava de pontos de energia, do equilíbrio entre o corpo e o espírito, de como as tensões físicas às vezes têm a ver com coisas que você nem sabe que te preocupam.
—Tenho que admitir que não acredito muito nessas coisas.
—Comigo era igual, mas me deixei levar pelos ensinamentos dela, ela passava tudo com tanta determinação. Talvez algum dia eu te conte como foi o processo. O caso é que aprendi bem a fazer aquelas massagens, você se surpreenderia com o quanto podem ser eficazes.
Emily, absorta, acariciava a borda do copo com a ponta do dedo.
—Não é isso que se diz pelo campus... Ou não é só isso.
—E o que se diz?
—Que essas massagens são realmente especiais.
—São... são tântricas... Você sabe, são voltadas para despertar e satisfazer a libido. O curso foi feito por um grupo bem variado de gente e entre nós havia várias mulheres que queriam aprender a se conhecer. Nos últimos dias a gente ficou praticando uns com os outros. Não é pra me gabar, mas no final, na "formatura", me deram um colgante, bem estilo hippie. Era tipo um troféu de MVP. Fiz uma daquelas mulheres sentir coisas incríveis. Nunca teria imaginado que fazer uma coisa dessas pudesse ser tão fácil pra mim.
Emily era só ouvidos.
—É isso que estavam falando?
—Sim, em parte... —ela, hesitante, demorou uma eternidade pra responder.
—Então?
—Nada, só que eu estava pensando no que você disse sobre aquela mulher.
—Ah! Margaret era o nome dela, que história a dela. Era divorciada e tinha tido uma vida sexual muito pobre com o marido. Ele era o típico homem antigo que não se preocupava nada com as necessidades dela. Eu, praticando com ela, consegui fazer com que ela alcançasse o primeiro orgasmo. Bom, o primeiro e os cem seguintes. Descobrimos que ela era multiorgásmica. Nas últimas vezes, de tanto tremor, ela deixava tudo molhado.
Emily suspirou...
—O que foi, Emily? Não te Gostou da história? Quer que a gente volte a estudar?
—Não é isso, é... Afff. Enquanto você falava, alguma coisa me fez lembrar.
—Eu estou confiando em você, estou te contando minha vida, se quiser você pode fazer isso em mim. Nunca falhei com um amigo.
A garota adorou como soou essa palavra... "amigo"
—Jake, comigo acontece um pouco como com a Margaret, minha vida sexual também é muito pobre... Só fiz uma vez, com um cara do pueblo, um autêntico animal. Não gostei da experiência, passei mal... Além disso, peguei medo de... de me explorar...
—Sério? Você está falando com o MVP desse problema. Eu, se quiser, posso te ajudar.
—Me ajudar?
—Sim... Te ajudar. Vamos, abaixa a saia.
—O quêêê? Agora? Aqui...? Nããão.
—Por que não? Eu já estou saturado de tanta matemática. Vai servir pra gente relaxar, e você vai ver como é fácil resolver seu problema.
—Porra, Jake... Eu, sou... Afff… Eu sou muito...
—Tímida?
—Sim... não dá pra notar?
—Vamos, não pensa nisso, abaixa a saia e sobe na cama. A porta está bem fechada?
Com o olhar perdido, ela olhou para a maçaneta da porta.
—Sim, está bem fechada —e dizendo isso, levou a mão ao zíper da saia—. Me dá tanta vergonha isso.
—Não sei por quê, você é muito gostosa.
—Você acha?
—Claro...
—Eu fico assim...
—Hahaha, sim, mas você tem que abrir as pernas.
—Caralho, Jake... Que loucura.
Eles se olharam nos olhos e ela começou a abrir as pernas lentamente.
—A calcinha também... Tira.
—A... Assim? —gaguejou a garota.—Sim, assim... Agora respira fundo... Inspira, expira... Inspira, expira... Um... Dois. Relaxa… —Jake começou enfiando o polegar na boca dela, pra ela se distrair chupando—. Assim... Agora vou te estimular... E aí, como é que tá?
—Ufff... Bom... —suspirou ao sentir o toque dos dedos do garoto na buceta dela—. Ummmmm… Muuuito bom...
—Você é uma garota linda...—Uffff… Você acha, Jake?
—Sim, eu acho...
—Assim... Inspirar... expirar... Você é um todo com o universo, o vento, a chuva, o mar... O vento das montanhas...
—Ahhhhh…
—Você está muito excitada... Vou te ensinar a explorar a parede vaginal anterior... Assim, com dois dedos...
—Co... Com dois...? —perguntou abrindo os olhos...
—Sim... Respira, olha, assim —Jake introduziu na buceta o anelar e o médio da mão direita, bem devagar. Emily suspirou com o roçar e ao senti-los chegar tão fundo. Com as pontas dos dedos acariciou o interior para depois tirá-los e começar de novo.
—Ahhhhhhh, porra Jake...—É assim...?
—Siiiiiiim.
—A brisa do mar, as estrelas do firmamento, as flores, o sol... Vocês são tudo um só... O universo e você... Você e o universo...
—Buffff… Ahhhhhhh… O que está acontecendo comigo?
—Você está chegando, Emily, é o topo, é o céu... você está chegando... Se deixa levar...
—Ahhhhh, Ahhhhhhhhh… Gozeeeeeiii.
Quando parou de tremer, ficou olhando pra ele e não conseguiu parar por um bom tempo. Quando contasse pra Jodie, ela não ia acreditar.
Continua...
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