Viagem com minha mãe #2

Laura abriu os olhos quando já havia luz. O ventilador continuava girando. O lençol estava enroscado entre suas pernas e a camiseta tinha subido até debaixo dos peitos. Ficou parada um momento, olhando o teto, e de imediato tudo voltou: as mãos, o roçar no abdômen, os dedos perto da calcinha, o silêncio depois. O orgasmo escondido. A vergonha. Sentou-se na beira da cama. Estava com a boca seca e um nó no estômago. Passou as mãos pelo rosto e se forçou a levantar. Não podia ficar pensando. Trocou de roupa devagar. Escolheu o maiô inteiro preto de sempre e por cima uma saia leve e uma camiseta folgada. Olhou-se um segundo no espelho do banheiro. O rosto estava normal. Não dava pra notar nada. Ou pelo menos era o que queria acreditar. Desceu. A casa cheirava a café e pão torrado. Mateo estava na cozinha de cueca e camiseta. Nico sentado à mesa, cabelo molhado. Tomás ainda não tinha aparecido. — Bom dia, mãe. — Bom dia. Laura foi direto na chaleira. As mãos tremiam um pouco e ela as escondeu apoiando na bancada. Nico levantou a vista. Olhou pra ela um segundo. Não disse nada. Só assentiu e voltou pro celular. Tomás desceu um tempo depois, bocejando. Deixou-se cair numa cadeira e olhou Laura de esguelha enquanto ela preparava o mate. — Bom dia, Laura. — Bom dia. A voz saiu normal, quase seca. Tomás não insistiu. Pegou uma torrada e começou a falar com Mateo. Laura ficou de pé, tomando mate, sentindo o nó que não ia embora. Tomaram café da manhã sem pressa. Decidiram ir à praia no meio da manhã. Caminharam as duas quadras. O sol já apertava. Laura escolheu o lugar perto das pedras. Estendeu a toalha, tirou a saia e a camiseta. O maiô colou na pele. Mateo e Tomás entraram na água na hora. Nico ficou mais um tempo na toalha do lado. Laura pegou o protetor. Passou nos braços e ombros. Quando chegou às costas, hesitou. Nico, sem que ela pedisse nada, estendeu a mão. — Quer que eu passe? Ela hesitou um segundo a mais dessa vez. No final Ele assentiu, sem olhar para ele. —Manda. Mas rápido. Ele se ajoelhou atrás. As mãos eram as mesmas da noite passada. Começaram pelos ombros, circulares, cuidadosas. Desceram pela coluna. Quando chegaram na borda do maiô, pararam. Laura sentiu o calor das palmas e a lembrança da noite anterior subiu pela garganta. —Até aí —disse ela, mais seca do que queria. Nico parou. Mas não tirou as mãos de imediato. Deixou-as por um segundo apoiadas na parte baixa das costas dela, os polegares roçando de leve a borda do maiô. Depois se levantou. —Pronto. Foi para a água. Laura ficou sentada com as costas sensíveis. O lugar onde as mãos estiveram queimava. Mais tarde, quando saiu da água, o maiô tinha subido um pouco atrás. Ela se agachou para juntar a toalha. Naquele momento Tomás passou atrás dela para pegar a própria toalha.Viagem com minha mãe #2Ao passar, o corpo dele roçou no dela. Não foi um esbarrão. Foi um encostão curto, de frente pra costas, o peito dele contra as costas dela e a virilha mal roçando a bunda. Durou um segundo. Talvez menos. —Desculpa —disse ele, baixinho, já se afastando. Laura se endireitou de repente. O coração batia rápido. Não disse nada. Só ajeitou o maiô e voltou a se sentar. Tomás não insistiu. Entrou na água como se nada tivesse acontecido. Mas o roçar tinha ficado marcado. O calor do corpo dele. A pressão breve. Voltaram pra casa ao meio-dia. O calor era pesado. Almoçaram o que tinha. Depois cada um se recolheu um pouco. Mateo se jogou no sofá. Tomás disse que ia tirar um cochilo. Nico ficou no quintal. Laura entrou no chuveiro. A água fria não tirou todo o calor. Se olhou no espelho. Tocou as costas onde tinham estado as mãos de Nico e depois a parte de baixo das costas onde tinha sentido o corpo de Tomás. Tirou as mãos na hora. Vestiu um short limpo e uma camiseta folgada. A tarde foi lenta. Laura se sentou numa espreguiçadeira com um livro que não rendia. Nico estava do outro lado da piscina. Se cruzavam olhares e desviavam. Num momento Laura se levantou pra buscar água na cozinha.vadiaNico entrou atrás, quase ao mesmo tempo. A cozinha era pequena. Ao passar, ele se aproximou mais do que o necessário para pegar um copo na prateleira de cima. O peito roçou as costas dela. Uma mão se apoiou por um segundo na cintura dela, como para não empurrá-la. —Desculpa —murmurou ele. Laura ficou parada. Não se afastou de imediato. O contato durou um segundo a mais do que o acidental. Depois ele se afastou, encheu o copo e saiu sem dizer mais nada. Ela ficou com as mãos apoiadas na bancada, respirando devagar. O lugar onde tinha sentido a mão queimava. Mais tarde, quando Mateo estava no chuveiro, Laura estava na sala arrumando umas coisas. Tomás passou perto para ir à cozinha. Ao passar, a mão dele roçou a parte de trás da coxa dela, por cima do short. Não foi um aperto. Foi um roçar lento, quase como se estivesse medindo. Laura se retesou e deu um passo para o lado. Tomás não disse nada. Seguiu em frente. Mas o roçar tinha deixado a pele dela sensível. À noite comeram pizza. Mateo dormiu cedo de novo no sofá. Laura, Nico e Tomás ficaram mais um tempo na sala terminando o vinho. A conversa era cuidadosa, quase tensa. Num momento Laura se levantou para levar os copos para a cozinha. Tomás se levantou também, como para ajudar. No corredor estreito entre a sala e a cozinha se cruzaram. Ele não se afastou de todo. O corpo dele se aproximou do dela de frente, peito contra peito, por um segundo. Ela sentiu a respiração dele perto do rosto. Ele baixou o olhar para a boca dela por um instante e depois se afastou. —Desculpa —disse ele de novo, baixo. Laura não respondeu. Seguiu para a cozinha com o coração batendo na garganta. As mãos tremiam enquanto deixava os copos. Não tinha sido um acidente completo. Nenhum dos roçares daquele dia tinha sido totalmente. E ela não tinha gritado. Não tinha empurrado. Só tinha ficado parada um segundo a mais a cada vez. Voltou para a sala. Sentou-se longe. Um tempo depois se levantou. —Vou dormir. —Boa noite. Laura fechou a porta do seu quarto e girou a chave. O click soou claro no silêncio da casa. Ficou um segundo encostada na madeira, escutando. Não havia passos. Ninguém se aproximou. Só o ventilador de teto e, bem longe, o barulho das ondas. Trocou de roupa devagar. Tirou o short e a camiseta, vestiu a calça de dormir fina e uma camiseta velha. Entrou na cama. O colchão afundou sob seu peso. Apagou a luz da mesinha e ficou olhando o teto na penumbra. O corpo pedia algo havia horas. Os roçados do dia tinham ficado grudados na pele: o agarro do Tomás na praia, a mão do Nico na cintura na cozinha, o peito do Tomás contra o dela no corredor, o calor das palmas nas costas enquanto ele passava o protetor. Cada um tinha durado pouco. Cada um tinha ficado ali. E ela não tinha empurrado ninguém. Virou-se de lado. Ficou quieta um tempo, tentando não fazer nada. A tentativa durou pouco. Enfiou a mão por baixo da calça de dormir. A fio-dental estava molhada. Passou os dedos por cima do tecido primeiro, devagar, sentindo o calor. Depois puxou a fio-dental para o lado e tocou a pele direto. Estava escorregadia. Mordeu o lábio inferior e fechou os olhos.amigosComeçou com movimentos lentos, circulares, apenas roçando. A imagem das mãos da noite passada voltou forte: os dedos na barriga dela, o polegar no mamilo, a pressão no quadril. Depois o agarro do Tomás, o corpo duro contra o dela. A mão do Nico segurando a cintura. O roçar deliberado na coxa.milfAcelerou um pouco. Dois dedos entraram com facilidade. O polegar procurou o clitóris e pressionou em círculos curtos. A respiração dela falhou. Levantou um pouco o quadril e abriu mais as pernas, ainda de lado, escondendo o rosto contra o travesseiro. Tocou-se com mais força. Os dedos entravam e saíam molhados. O polegar não parava. Sentia o calor subindo pela barriga até o peito. Os mamilos raspavam na camiseta. Apertou os olhos com força e se deixou levar pelas imagens que não queria ter: as mãos alheias, os corpos perto, o fato de que não tinha dito para pararem de vez. O orgasmo veio de repente, seco e forte. Arqueou-se um pouco, mordeu o travesseiro para não fazer nenhum barulho e ficou tremendo enquanto as contrações a atravessavam. Os dedos continuaram se movendo sozinhos por mais um segundo até que teve que tirá-los porque era demais. Ficou deitada, respirando ofegante, com a mão ainda entre as pernas e o rosto quente de vergonha. O silêncio da casa voltou a preencher tudo. Só o ventilador. Só as ondas longe. Tirou a mão. Ajeitou a calcinha fio-dental e a calça. Baixou a camiseta. Virou-se de costas para a porta, cobriu-se até os ombros e fechou os olhos com força. Dessa vez não esperou ninguém entrar. Só ficou quieta, com o corpo ainda sensível e a cabeça cheia de coisas que não queria nomear, até que o cansaço venceu e ela adormeceu. Parte 3?

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