Você vai imaginar que nessa idade, aos dezesseis anos, os caras já me olhavam muito. Sim, na real, parecia que os homens mais velhos eram os que mais me queriam. O Rogelio eu conhecia desde sempre. Tipo, não era amigo da família, nem nada. Mas, literalmente, me viu crescer. Não sei te dizer o que era que eu gostava nele. Pode ser a aura de cara perigoso que ele tinha. Mas me dava tesão, sim. Me dava medo e me dava tesão. Era moreno, grandão, de olhos verdes. Quando sorria, apareciam os pés de galinha, e isso eu achava encantador. Sério, não ri, cara.
Bom, te conto tudo isso pra você entender por que eu caí tão fácil. Era uma menina doce que há anos babava por ele. E por isso, quando tive a oportunidade de dar pra ele, eu dei. Além disso, minha irmã me entregou. Bom, na verdade ela me entregou pra ele. Mas no fim é a mesma coisa.
Acho que essa separação dos seus pais durou umas duas semanas. Mas foi o suficiente pra deixar a Alicia rendida pro pau dele. O quê? Você não me disse que queria que eu te contasse tudo com linguagem direta e com muitos detalhes? Então tá aí.
Ah, claro, agora você quer saber do Maxi. Isso não tava no combinado, haha. Bom, não foi nada de outro mundo. Primeiro ele me falou não sei de quê. Disse que eu era linda. Chegou perto de mim. Tocou minha perna, me beijou.
A verdade é que não lembro muito disso. Só lembro do importante, de que ele me comeu e depois trocaram com o Rogelio, como se sua mãe e eu fôssemos um objeto. Você mesmo disse. Não, nem lembro como ele me comeu. Me despiro, e a gente fez ali, no sofá. Acho que eu tava de barriga pra cima. Mas não lembro.
Do outro eu lembro um pouco mais. Eu pelada, vulnerável, depois de ter ficado com aquele homem tão grande. Depois o Rogelio saindo do quarto. Tava vestido, embora eu soubesse que ele tinha acabado de gozar. Disso eu lembro porque foi um choque. Principalmente a partir do momento em que ele chegou perto de mim, tirou meus braços dos meus peitos. Falou alguma coisa pro Maxi, e depois combinaram a troca.
O Maxi entrou no quarto onde a Alicia tava. Lembro que pensei, coitada da Ali, ela vai se assustar quando esse cara entrar assim do nada. Mas depois percebi que quem tava assustada era eu, porque eu era uma mocinha, e agora tinha um cara de quarenta anos acariciando minha bochecha, me prometendo que ia me tratar bem.
Não tenho certeza se perguntei por ela. Certeza que sim. Devo ter perguntado algo tipo: "Mas você não tá saindo com a minha irmã?" O que eu lembro mesmo é do sorriso dele, como se estivesse por cima, como se dissesse que eu era uma menina boba que não entendia nada.
Depois eu baixei a calça dele. Não, não era a primeira vez que eu fazia um boquete. Mas era a primeira vez que me davam instruções, como se eu não estivesse fazendo direito. Pra maioria dos homens não é muito difícil agradá-los com um blow job. O simples fato de sentirem nossas línguas e boca no cock já é suficiente pra eles ficarem loucos de prazer. Às vezes a gente conversa com minhas amigas sobre os elogios que os homens fizeram pra gente pela maneira de chupá-los. Acontece que todas somos, segundo eles, excelentes chupadoras. Isso só me leva a uma conclusão: ou os caras mentem, só pra gente fazer de novo. Ou simplesmente fazer um boquete é algo tão básico que é impossível estragar. O que você acha, Lucio? Ah, claro, se nunca te fizeram, é impossível que você saiba. Não se preocupe, já vão fazer. Você tem a vida toda pela frente, e além disso é um garoto bonito. Como você é engraçado. Você não ficou vermelho enquanto eu falava de sexo oral, mas ficou agora. Bom, a questão é que com o Rogelio não era tão fácil. Esse é outro motivo pelo qual eu me lembro daquela noite. "Aqui", ele dizia, me marcando onde queria que eu passasse a língua. "Aqui, aqui". E eu passava por onde ele me dizia. No começo pela base do tronco. Depois mais pra cima. Além disso, ele me dizia com que intensidade queria que eu esfregasse. E também me dizia se queria que eu fizesse movimentos mais longos, ou mais lentos. E… foi divertido e excitante, não posso negar. A verdade é que eu curtia estar ali, sentada no sofá, com ele em pé encostando essa coisa em mim. Lembro que ele me pedia pra usar bastante saliva. Ele gostava de como o cock ia ficando coberto por uma camada de baba. E a verdade é que eu também. Os paus não são especialmente bonitos, mas se pertencem ao cara que você gosta, são lindos. Lembro que ele acariciava minha cabeça. Me dizia: "Muito bem, assim, slut. Slut como sua irmã". É, com certeza excitava muito ele o fato de comer duas cuties que eram irmãs. Ele se sentia todo-poderoso ali, em pé, comigo rezando uma e outra vez. E tem outra coisa pela qual eu me lembro daquela noite. Primeiro, porque ele não me comeu. Só me deixou fazer esse boquete. Segundo, porque foi a primeira que tomei porra. Não me avisou. Mas, quando você estava chupando, com o pau quase inteiro na minha boca, senti como o corpo dele tensionava. Tentei me livrar daquela coisa. Mas ele apoiou a mão na minha nuca, com força, e me obrigou a receber tudo. Foi patético. Comecei a cuspir no chão. Mas mesmo assim já tinha engolido boa parte da porra. É, um bruto. Mas eu curti, principalmente porque finalmente era a mulher que estava dando prazer pra aquele homem. Depois ele entrou no quarto de novo, mas Maxi não saiu. E sim, óbvio. Estavam comendo a Alicia entre os dois. Ela já era toda uma mulher. Não uma menina como eu, que nem sabia chupar direito um pau. Então fiquei ali, escutando os gemidos. Comecei a chorar, mas fiquei, esperando por ela. Não, não brigamos nem nada. Na verdade, eu sentia que tinha acabado de abrir as portas pra um novo mundo. Depois de uns dias, a mamãe me disse que a Alicia ia voltar com o Carlos. Mas naquela mesma noite, um dia antes da mudança dela, ela teve um encontro de despedida com o Rogelio. Sim, suponho que nesse caso sim foi uma infidelidade, porque naquele momento já tinham se acertado com o seu pai. Mas não acho que o Carlos se importasse tanto. O que importava pra ele era que ela voltasse pra casa. Bom, o que a Alicia não sabia era que o Rogelio tinha marcado comigo também. Saí um pouco antes, pra ir dançar com umas amigas. Mas quando recebi a mensagem dele — naquela época a gente se comunicava pelo Messenger —, fui ver ele. Dessa vez ele estava sozinho, e eu fiquei feliz que fosse assim. Que otária, né? Então ficamos ali, na sala, nos beijando, enquanto ele me passava a mão por todo lado. No começo achei que ele só queria ir devagar. Não imaginei que ele estava ganhando tempo pra minha irmã chegar. Não lembro por que fui tão ingênua. Deve ser porque pensei que dessa vez a mamãe não ia permitir que ele deixasse os dois filhos pequenos com ela, enquanto a filha mais velha ia se putear. Mas a Alicia sempre Ele sempre encontrava um jeito de se dar bem. Aí a campainha tocou, e Rogelio disse pra eu esperar um pouco. Eu me surpreendi e fiquei nervosa. Mas depois pensei que devia ser o Maxi ou outro amigo. E a ideia de fazer um ménage não me assustava. Enquanto ele estivesse comigo, eu faria o que ele pedisse. É, Lucio, quando uma mulher tá caidinha por um homem, ela pode acabar fazendo as coisas mais malucas. Nem precisa estar apaixonada. Tesão e obsessão já são mais que suficientes. Mas enfim, não entrou nenhum cara. Entrou a sua mãe. "O que você tá fazendo aqui?", disse Alicia. Lembro que me pareceu uma deusa. Com um vestidinho branco divino, o cabelo solto, chapado. Não lembro o que eu tava vestindo, mas me senti insignificante do lado dela.
Deixa, fui eu que convidei", disse Rogelio, fechando a porta, como se com aquele gesto selasse algo que já não podia ser desfeito. Alicia estava meio desconfiada, mas entrou. Seus passos eram curtos, meio inseguros, coisa rara nela. Rogelio a observou com aquele olhar dele, lento, invasivo, e sem dizer uma palavra apalpou a bunda dela como se ela lhe pertencesse desde sempre, com aquela segurança de quem se sabe no controle. "Vamos, ajoelhem-se aí, uma do lado da outra", disse, com uma voz rouca e autoritária que parecia não deixar espaço para o não.
Nos olhamos por um instante, e senti que o ar ficava mais denso entre as duas. Mas, como me deu vergonha olhar minha irmã num momento tão íntimo como aquele, desviei o olhar para onde Rogelio apontava. Ele tinha empurrado a mesinha para o lado e jogado duas almofadas sobre o tapete, uma ao lado da outra. Por um momento não entendi pra que ele tinha feito aquilo, e o silêncio ficou insuportável enquanto eu pensava no que aquele cara que poderia ser meu pai pretendia.
Mas depois, quando vi o que ela fazia, entendi tudo, e me senti uma idiota por não ter previsto. Minha irmã se ajoelhou aos pés daquele cara, afundando os joelhos numa das almofadas, com a cabeça meio baixa e o cabelo caindo pra frente. Aquele gesto, tão simples e ao mesmo tempo tão brutal, foi como uma rendição muda. Com ele, ela estava aceitando tacitamente fazer um ménage com a irmã, quebrando uma linha invisível que jamais imaginei cruzar.
E eu também aceitei, óbvio. Caminhei devagar, como se estivesse dentro de um sonho do qual não conseguia acordar. Cada passo soava distante, abafado. Não olhei pra Alicia quando me ajoelhei ao lado dela; não tive coragem. Só senti o roçar do ombro dela, o calor da pele perto, e o cheiro compartilhado do nosso medo e desejo misturados no ar.
Rogelio nos olhava sério, como se estivesse observando duas empregadas que tinham feito mal o trabalho. "Abaixa o zíper pra mim", ordenou a Alicia. Ela fez isso. Abaixou bem devagarinho, como se quisesse criar suspense pro que ia acontecer. Então, Rogelio abaixou o elástico da cueca, e o pau apareceu, balançando no ar, pra depois ficar parado, reto, como se estivesse consciente da própria dureza. Não precisou dar outra ordem pra gente saber o que tinha que fazer.
Alicia enfiou o pau na boca na hora, como se quisesse tomar conta dele. Mas ele disse pra ela deixar espaço pra mim. E também indicou como ele queria que a gente fizesse. Rogelio tinha suas manhas, mas também não é como se pedisse nada de outro mundo. Sim, é verdade que duas irmãs te chuparem com duas línguas já é algo insólito por si só. Mas o que quero dizer é que, no contexto em que a gente já estava, ele não pediu nada imprevisível.
Então Alicia parou de chupar, e as duas começamos a lamber. Nos olhamos por um segundo, sem falar, como se já entendêssemos o que tinha que ser feito. Nos aproximamos devagar, coordenadas sem planejar, com a respiração entrecortada e os lábios molhados. Fizemos primeiro ao longo do tronco todo, de cima a baixo, com lentidão, deixando um brilho molhado sobre a pele quente. Sentia o pulso das veias dele, firme, latejante.
Continuamos assim, uma e outra vez, passando a língua como se estivéssemos marcando um ritmo invisível, subindo e descendo lentamente, roçando as bochechas sem querer. Até chegar na glande. Nesse ponto tudo mudava: a respiração dele ficava mais rápida, o peito inflava, e um tremor leve percorria as pernas. Fizemos uma e outra vez, alternando, repetindo esse trajeto como se fosse uma espécie de ritual secreto.
E eu percebi naquela noite que a glande é muito mais sensível que o resto do membro. Não era só por como ele se mexia ou como tensionava o abdômen: era por esse pequeno espasmo, esse estremecimento involuntário que o percorria cada vez que a língua roçava bem ali. Quando a gente chegava nesse ponto, tudo O corpo dela tremia, como se não conseguisse se conter. Soltava um som tipo tssss, entre os dentes, mistura de prazer e descontrole, e acariciava a nossa cabeça com as mãos abertas, com uma suavidade que contrastava com a tensão que tinha no corpo todo.
Então a gente fez uma e outra vez, e foi divertido. Eu não entendia por que ele não deixava a gente chupar naquela parte tão sensível e pronto, se dava pra ver que ali ele gozava muito mais. Mas ele queria fazer assim, e a gente fez. Imagina, as duas ali, ajoelhadas, chupando o pau daquele cara.
Não, a verdade é que não me arrependo. Mas mesmo assim, não se apressa. Isso não foi o mais escandaloso que ele fez a gente fazer naquela noite.
"Fiquem peladas", ele disse. Mas depois acrescentou outra ordem: "Ajudem a tirar a roupa da outra".
A Alicia nem hesitou. Se moveu com uma segurança que me desnorteou, porque contradizia a insegurança inicial dela. Foi tirando minha roupa devagar, uma peça atrás da outra, com as mãos firmes mas suaves, sem parar de me olhar nos olhos. Não lembro exatamente o que eu estava usando, mas devia ser um top leve e um short curto, ou algo do tipo, algo que escorregava fácil entre os dedos dela.
Quando fiquei só com a fio-dental — porque não usava sutiã naquela noite — senti o ar fresco do quarto na minha pele quente, e o silêncio ficou mais denso. Rogelio nos olhava, com um sorriso satisfeito, curtindo cada segundo.
Aí ele me disse, com tom autoritário, que agora eu tirasse o vestido da Alicia. Essa ordem me deixou paralisada por um instante. Ela me observava, quieta, esperando, como se quisesse saber se eu teria coragem. E eu fiz. Cheguei devagar, com as mãos tremendo no começo, mas depois mais decidida, e fui levantando o vestido dela pela cintura. Subiu devagar até eu tirar completamente, e depois deixei cair de lado.
"Vamos, fiquem de pé", disse Rogelio. Depois, se dirigindo à Alicia: "Tira a fio-dental dela, devagar".
A Alicia se aproximou de mim, em silêncio, e eu senti que todo meu corpo tremia de nervoso. Pra piorar, ele fez tudo em câmera lenta, como pra agradar ele. Senti os dedos dele na minha pele, quando ele agarrava o elástico da calcinha, pra depois ir baixando devagar. Rogelio ficou me olhando, fascinado. Os olhos dele subiam e desciam pelo meu corpo, como se estivesse devorando minha alma. Não dizia nada, só observava, como se quisesse memorizar cada detalhe. Depois ele se aproximou, devagar, sem tirar o olhar das minhas tetas. Senti o calor do corpo dele antes de me tocar, e o cheiro da pele dele misturado com o perfume barato que ele usava. Agarrou minhas duas tetas com força, como se quisesse confirmar que eram reais, e levantou elas com as mãos grandes, calejadas, que me apertavam sem cuidado. O contato foi tão brusco que soltei um gemido curto, mais de surpresa do que de prazer. Depois ele se inclinou, aproximando o rosto, e começou a chupar elas, com uma ansiedade quase animal, sugando uma e depois a outra, deixando a pele molhada, brilhante, marcada pela saliva dele. Alicia ficou um bom tempo afastada, só olhando. Estava em silêncio, com a respiração presa, os braços moles ao lado do corpo. A luz fraca dava um brilho estranho aos olhos dela, como se não soubesse se o que sentia era ciúme, desconforto ou desejo. Talvez isso tenha gerado algum ressentimento nela, uma espécie de necessidade de recuperar o protagonismo, e por isso acabou obedecendo a ordem seguinte de Rogelio sem hesitar. Ou talvez ela simplesmente quis fazer, sem mais rodeios, se deixando levar pela situação como todo mundo. "Beija a bunda dela", ele disse, com um tom baixo mas carregado de autoridade, uma ordem que se cravou no ar e partiu tudo em dois. No começo não entendi. Essas palavras Rogelio dizia pra Alicia e, portanto, não deveria ser muito difícil interpretá-las. E, no entanto, eu me negava a fazer isso. Uma coisa era compartilhar o homem com sua irmã, mas isso… Então Alicia se agachou, atrás de mim. Senti os lábios dela me apoiando nas minhas nádegas, enquanto o outro devorava minhas tetas como se quisesse tirar porra delas. Foi um beijo suave, onde você mal teria sentido minha pele, mas não deixava de ser algo inaudito para mim. Não, naquele momento não me deu nojo. Além disso, como digo, foi apenas um roçar. Mas Rogelio estava vendo o beijo de cima. "Chupa bem e morde", disse. Desta vez Alicia demorou um instante. Depois acariciou minha nádega de um jeito muito carinhoso. Depois eu perceberia que ela estava esperando que eu desse o consentimento, para que pudesse fazer sem culpa. Mas não percebi naquele momento, só era uma adolescente que sentia como um cara de quarenta anos chupava suas tetas enquanto sua irmã acariciava seu rabo. Então senti. Foi como uma descarga elétrica percorrendo meu corpo. Os dentes se fechando em uma das minhas nádegas, devagar. A sensação foi melhor do que eu esperava. Doeu só um pouquinho. Fez com a pressão exata para que o prazer prevalecesse, medindo cada movimento como um artista que conhece bem sua obra. Depois me beijou, e passou a língua no mesmo ponto onde tinha mordido, como se estivesse curando a ferida. "Agora, você, tira o sutiã e a calcinha dela", me ordenou Rogelio. Alicia se levantou, e girou, me dando as costas, para depois jogar seu lindo cabelo para o lado. Desabrochei o sutiã. Rogelio pegou e jogou no sofá. Depois, cravou o olhar em mim, como me instigando a completar a ordem. Eu ainda sentia os dentes da minha irmã no rabo. Peguei a fio-dental dela, e comecei a puxar, com mais pressa do que ela tinha demonstrado. Depois tive que me agachar para terminar de tirá-la. Então me encontrei com o traseiro dela na minha cara. Sempre tinha admirado. Os idiotas dos meus colegas de escola não paravam de dizer que eu tinha tetas melhores que minha irmã, e olha que eu era bem mais nova, mas que o rabo da Alicia era o melhor que já tinham visto. E eu também pensava o mesmo. E Ver isso de tão perto era impactante. Não sei por que fiz isso, sério. Acho que a ideia de que Rogelio também pudesse me mandar beijar o cu dele me deixou tão nervosa que eu fiz antes mesmo de ele falar nada. Mas foi um beijo bem menos obsceno, mais parecido com o primeiro que a Alicia me deu. Apoiei a boca numa das nádegas dele. Não usei a língua, mas meus lábios estavam molhados, então deixei uma marca de umidade ali. Depois levantei rápido, com medo de ele me dar outra ordem. Mas acho que ele percebeu que eu não tinha tanta resistência quanto a Alicia, então não falou mais nada. Só se limitou a ficar de novo na frente dos dois almofadões, apontando com o olhar pro pau dele. A gente se ajoelhou de novo aos pés dele, como se fôssemos súditas. Começamos a fazer o mesmo movimento de antes, deslizando a língua por todo o comprimento do tronco, pra culminar na glande. Mas dessa vez nossas línguas se roçavam uma na outra repetidamente. Sei lá. Não sei por que dessa vez foi assim. Capaz que a Alicia fazia de propósito, pra agradar ele. Ou talvez fosse só que agora nossos movimentos eram mais rápidos, menos sincronizados, então esses roces eram uma consequência natural. Sei lá. Então a gente ficou ali, ajoelhadas, lambendo o pau daquele cara que nos tratava como objetos, sem que isso nos incomodasse. Muito pelo contrário. Como a mamãe dizia, éramos "filhas do rigor". Nenhuma das duas costumava ficar com caras românticos e cavalheiros. Bom, seu pai era um pouco assim, mas também não era um homem convencional. Não, não vou falar do Carlos agora. Já é bastante eu te contar tudo do Rogelio, ainda com tantos detalhes. Então a gente continuou ali. E num momento ele deixou a Alicia meter na boca, e pra mim disse pra lamber as bolas dele. Não foi o que eu mais gostei de fazer, mas obedeci. E sim. A coisa terminou previsivelmente. Homens são todos cortados pela mesma tesoura. Não tem um que recuse uma gozada na cara. Nem precisou dizer nada. Eu já tinha visto filmes pornôs suficientes pra saber o que fazer. Então, quando ele tirou o pau da boca da Alice e começou a se masturbar, nós duas abrimos a boca e colocamos a língua pra fora, como se estivéssemos pedindo em silêncio que ele gozasse na gente. Óbvio que ele fez. Não, Lucio, a verdade é que não lembro se ele gozou tudo dentro ou se sujou a nossa cara. Acho que não fez isso. Como te falei, da outra vez tinha sido a primeira vez que engoli porra, mas dessa vez eu tava com o paladar mais atento, e senti a textura, a densidade, o sabor, entre doce, salgado e ácido. Não, não curto porra especialmente. Mas leva em conta que não é todo mundo que tem o mesmo gosto. Uma vez saí com um cara que era vegetariano, e foi mais gostoso que a maioria dos que eu já tinha provado. Sei lá. Quase todos os caras com quem saí com frequência, em algum momento engoli o deles. Pros que me fodem ocasionalmente eu faço raramente, mas pode acontecer, sim, como com o Rogelio. Não, isso é o pior de tudo. A camisinha não me pegou. Nem naquela noite nem nunca. Ele me usou pra fazer sexo oral nele duas vezes. Fiz coisas com a minha irmã que nunca imaginei que faria, e só fiz por ele. Mas o filho da puta me mandou pra casa, enquanto continuava comendo a Alice. Deve ser que ele ainda não me via como mulher. O que me faz pensar, porque, se ele não me via como mulher o suficiente pra transar comigo, pra que ele me fazia fazer todas aquelas coisas, né? …………………………………………………………………. Fiquei um tempo calado, esperando pra ver se a história continuava. Mas a tia Mariana se levantou, suspirando fundo. Bem naquele momento, a mamãe finalmente apareceu, pronta pra começar a se exercitar no quintal. Tinha colocado uma legging curta e um top esportivo. O cabelo loiro amarrado. Tava demais, como sempre, e eu não consegui evitar imaginá-la, junto com a Mariana, as duas com doze anos a menos, ajoelhadas, entregues praquele cara que as instigou a caminhar pelo caminho do incesto, ou, pelo menos, algo muito próximo disso.
—Mas agora você é uma mulher de verdade — eu disse para minha querida tia.
Com certeza, se esse tal de Rogelio te ver, vai querer se matar por nunca ter te comido.
Mamãe virou a cabeça na nossa direção. Talvez tenha ouvido o nome Rogelio, mas, a essa distância, duvidava que ela entendesse do que estávamos falando.
—Pode ser — disse Mariana. — Então, é um trato, né?
—De qualquer forma, eu não ia contar nada — eu disse.
—Que malvado — ela disse, rindo, e me deixou ali, para entrar na casa, provavelmente para se encontrar com Luana.
Eu fiquei pensando na mamãe. Me perguntei se ela realmente tinha um impulso incestuoso, como eu e como as meninas, ou se simplesmente seu enorme apetite sexual a fazia fazer coisas que talvez não estivessem dentro dos seus gostos.
Fosse como fosse, aquela conversa com a tia Mariana me animou muito, e me fez pensar que, afinal, não era impossível ficar com a mamãe.
Bom, te conto tudo isso pra você entender por que eu caí tão fácil. Era uma menina doce que há anos babava por ele. E por isso, quando tive a oportunidade de dar pra ele, eu dei. Além disso, minha irmã me entregou. Bom, na verdade ela me entregou pra ele. Mas no fim é a mesma coisa.
Acho que essa separação dos seus pais durou umas duas semanas. Mas foi o suficiente pra deixar a Alicia rendida pro pau dele. O quê? Você não me disse que queria que eu te contasse tudo com linguagem direta e com muitos detalhes? Então tá aí.Ah, claro, agora você quer saber do Maxi. Isso não tava no combinado, haha. Bom, não foi nada de outro mundo. Primeiro ele me falou não sei de quê. Disse que eu era linda. Chegou perto de mim. Tocou minha perna, me beijou.
A verdade é que não lembro muito disso. Só lembro do importante, de que ele me comeu e depois trocaram com o Rogelio, como se sua mãe e eu fôssemos um objeto. Você mesmo disse. Não, nem lembro como ele me comeu. Me despiro, e a gente fez ali, no sofá. Acho que eu tava de barriga pra cima. Mas não lembro.
Do outro eu lembro um pouco mais. Eu pelada, vulnerável, depois de ter ficado com aquele homem tão grande. Depois o Rogelio saindo do quarto. Tava vestido, embora eu soubesse que ele tinha acabado de gozar. Disso eu lembro porque foi um choque. Principalmente a partir do momento em que ele chegou perto de mim, tirou meus braços dos meus peitos. Falou alguma coisa pro Maxi, e depois combinaram a troca.
O Maxi entrou no quarto onde a Alicia tava. Lembro que pensei, coitada da Ali, ela vai se assustar quando esse cara entrar assim do nada. Mas depois percebi que quem tava assustada era eu, porque eu era uma mocinha, e agora tinha um cara de quarenta anos acariciando minha bochecha, me prometendo que ia me tratar bem.
Não tenho certeza se perguntei por ela. Certeza que sim. Devo ter perguntado algo tipo: "Mas você não tá saindo com a minha irmã?" O que eu lembro mesmo é do sorriso dele, como se estivesse por cima, como se dissesse que eu era uma menina boba que não entendia nada.
Depois eu baixei a calça dele. Não, não era a primeira vez que eu fazia um boquete. Mas era a primeira vez que me davam instruções, como se eu não estivesse fazendo direito. Pra maioria dos homens não é muito difícil agradá-los com um blow job. O simples fato de sentirem nossas línguas e boca no cock já é suficiente pra eles ficarem loucos de prazer. Às vezes a gente conversa com minhas amigas sobre os elogios que os homens fizeram pra gente pela maneira de chupá-los. Acontece que todas somos, segundo eles, excelentes chupadoras. Isso só me leva a uma conclusão: ou os caras mentem, só pra gente fazer de novo. Ou simplesmente fazer um boquete é algo tão básico que é impossível estragar. O que você acha, Lucio? Ah, claro, se nunca te fizeram, é impossível que você saiba. Não se preocupe, já vão fazer. Você tem a vida toda pela frente, e além disso é um garoto bonito. Como você é engraçado. Você não ficou vermelho enquanto eu falava de sexo oral, mas ficou agora. Bom, a questão é que com o Rogelio não era tão fácil. Esse é outro motivo pelo qual eu me lembro daquela noite. "Aqui", ele dizia, me marcando onde queria que eu passasse a língua. "Aqui, aqui". E eu passava por onde ele me dizia. No começo pela base do tronco. Depois mais pra cima. Além disso, ele me dizia com que intensidade queria que eu esfregasse. E também me dizia se queria que eu fizesse movimentos mais longos, ou mais lentos. E… foi divertido e excitante, não posso negar. A verdade é que eu curtia estar ali, sentada no sofá, com ele em pé encostando essa coisa em mim. Lembro que ele me pedia pra usar bastante saliva. Ele gostava de como o cock ia ficando coberto por uma camada de baba. E a verdade é que eu também. Os paus não são especialmente bonitos, mas se pertencem ao cara que você gosta, são lindos. Lembro que ele acariciava minha cabeça. Me dizia: "Muito bem, assim, slut. Slut como sua irmã". É, com certeza excitava muito ele o fato de comer duas cuties que eram irmãs. Ele se sentia todo-poderoso ali, em pé, comigo rezando uma e outra vez. E tem outra coisa pela qual eu me lembro daquela noite. Primeiro, porque ele não me comeu. Só me deixou fazer esse boquete. Segundo, porque foi a primeira que tomei porra. Não me avisou. Mas, quando você estava chupando, com o pau quase inteiro na minha boca, senti como o corpo dele tensionava. Tentei me livrar daquela coisa. Mas ele apoiou a mão na minha nuca, com força, e me obrigou a receber tudo. Foi patético. Comecei a cuspir no chão. Mas mesmo assim já tinha engolido boa parte da porra. É, um bruto. Mas eu curti, principalmente porque finalmente era a mulher que estava dando prazer pra aquele homem. Depois ele entrou no quarto de novo, mas Maxi não saiu. E sim, óbvio. Estavam comendo a Alicia entre os dois. Ela já era toda uma mulher. Não uma menina como eu, que nem sabia chupar direito um pau. Então fiquei ali, escutando os gemidos. Comecei a chorar, mas fiquei, esperando por ela. Não, não brigamos nem nada. Na verdade, eu sentia que tinha acabado de abrir as portas pra um novo mundo. Depois de uns dias, a mamãe me disse que a Alicia ia voltar com o Carlos. Mas naquela mesma noite, um dia antes da mudança dela, ela teve um encontro de despedida com o Rogelio. Sim, suponho que nesse caso sim foi uma infidelidade, porque naquele momento já tinham se acertado com o seu pai. Mas não acho que o Carlos se importasse tanto. O que importava pra ele era que ela voltasse pra casa. Bom, o que a Alicia não sabia era que o Rogelio tinha marcado comigo também. Saí um pouco antes, pra ir dançar com umas amigas. Mas quando recebi a mensagem dele — naquela época a gente se comunicava pelo Messenger —, fui ver ele. Dessa vez ele estava sozinho, e eu fiquei feliz que fosse assim. Que otária, né? Então ficamos ali, na sala, nos beijando, enquanto ele me passava a mão por todo lado. No começo achei que ele só queria ir devagar. Não imaginei que ele estava ganhando tempo pra minha irmã chegar. Não lembro por que fui tão ingênua. Deve ser porque pensei que dessa vez a mamãe não ia permitir que ele deixasse os dois filhos pequenos com ela, enquanto a filha mais velha ia se putear. Mas a Alicia sempre Ele sempre encontrava um jeito de se dar bem. Aí a campainha tocou, e Rogelio disse pra eu esperar um pouco. Eu me surpreendi e fiquei nervosa. Mas depois pensei que devia ser o Maxi ou outro amigo. E a ideia de fazer um ménage não me assustava. Enquanto ele estivesse comigo, eu faria o que ele pedisse. É, Lucio, quando uma mulher tá caidinha por um homem, ela pode acabar fazendo as coisas mais malucas. Nem precisa estar apaixonada. Tesão e obsessão já são mais que suficientes. Mas enfim, não entrou nenhum cara. Entrou a sua mãe. "O que você tá fazendo aqui?", disse Alicia. Lembro que me pareceu uma deusa. Com um vestidinho branco divino, o cabelo solto, chapado. Não lembro o que eu tava vestindo, mas me senti insignificante do lado dela.
Deixa, fui eu que convidei", disse Rogelio, fechando a porta, como se com aquele gesto selasse algo que já não podia ser desfeito. Alicia estava meio desconfiada, mas entrou. Seus passos eram curtos, meio inseguros, coisa rara nela. Rogelio a observou com aquele olhar dele, lento, invasivo, e sem dizer uma palavra apalpou a bunda dela como se ela lhe pertencesse desde sempre, com aquela segurança de quem se sabe no controle. "Vamos, ajoelhem-se aí, uma do lado da outra", disse, com uma voz rouca e autoritária que parecia não deixar espaço para o não.Nos olhamos por um instante, e senti que o ar ficava mais denso entre as duas. Mas, como me deu vergonha olhar minha irmã num momento tão íntimo como aquele, desviei o olhar para onde Rogelio apontava. Ele tinha empurrado a mesinha para o lado e jogado duas almofadas sobre o tapete, uma ao lado da outra. Por um momento não entendi pra que ele tinha feito aquilo, e o silêncio ficou insuportável enquanto eu pensava no que aquele cara que poderia ser meu pai pretendia.
Mas depois, quando vi o que ela fazia, entendi tudo, e me senti uma idiota por não ter previsto. Minha irmã se ajoelhou aos pés daquele cara, afundando os joelhos numa das almofadas, com a cabeça meio baixa e o cabelo caindo pra frente. Aquele gesto, tão simples e ao mesmo tempo tão brutal, foi como uma rendição muda. Com ele, ela estava aceitando tacitamente fazer um ménage com a irmã, quebrando uma linha invisível que jamais imaginei cruzar.
E eu também aceitei, óbvio. Caminhei devagar, como se estivesse dentro de um sonho do qual não conseguia acordar. Cada passo soava distante, abafado. Não olhei pra Alicia quando me ajoelhei ao lado dela; não tive coragem. Só senti o roçar do ombro dela, o calor da pele perto, e o cheiro compartilhado do nosso medo e desejo misturados no ar.
Rogelio nos olhava sério, como se estivesse observando duas empregadas que tinham feito mal o trabalho. "Abaixa o zíper pra mim", ordenou a Alicia. Ela fez isso. Abaixou bem devagarinho, como se quisesse criar suspense pro que ia acontecer. Então, Rogelio abaixou o elástico da cueca, e o pau apareceu, balançando no ar, pra depois ficar parado, reto, como se estivesse consciente da própria dureza. Não precisou dar outra ordem pra gente saber o que tinha que fazer.
Alicia enfiou o pau na boca na hora, como se quisesse tomar conta dele. Mas ele disse pra ela deixar espaço pra mim. E também indicou como ele queria que a gente fizesse. Rogelio tinha suas manhas, mas também não é como se pedisse nada de outro mundo. Sim, é verdade que duas irmãs te chuparem com duas línguas já é algo insólito por si só. Mas o que quero dizer é que, no contexto em que a gente já estava, ele não pediu nada imprevisível.
Então Alicia parou de chupar, e as duas começamos a lamber. Nos olhamos por um segundo, sem falar, como se já entendêssemos o que tinha que ser feito. Nos aproximamos devagar, coordenadas sem planejar, com a respiração entrecortada e os lábios molhados. Fizemos primeiro ao longo do tronco todo, de cima a baixo, com lentidão, deixando um brilho molhado sobre a pele quente. Sentia o pulso das veias dele, firme, latejante.
Continuamos assim, uma e outra vez, passando a língua como se estivéssemos marcando um ritmo invisível, subindo e descendo lentamente, roçando as bochechas sem querer. Até chegar na glande. Nesse ponto tudo mudava: a respiração dele ficava mais rápida, o peito inflava, e um tremor leve percorria as pernas. Fizemos uma e outra vez, alternando, repetindo esse trajeto como se fosse uma espécie de ritual secreto.
E eu percebi naquela noite que a glande é muito mais sensível que o resto do membro. Não era só por como ele se mexia ou como tensionava o abdômen: era por esse pequeno espasmo, esse estremecimento involuntário que o percorria cada vez que a língua roçava bem ali. Quando a gente chegava nesse ponto, tudo O corpo dela tremia, como se não conseguisse se conter. Soltava um som tipo tssss, entre os dentes, mistura de prazer e descontrole, e acariciava a nossa cabeça com as mãos abertas, com uma suavidade que contrastava com a tensão que tinha no corpo todo.
Então a gente fez uma e outra vez, e foi divertido. Eu não entendia por que ele não deixava a gente chupar naquela parte tão sensível e pronto, se dava pra ver que ali ele gozava muito mais. Mas ele queria fazer assim, e a gente fez. Imagina, as duas ali, ajoelhadas, chupando o pau daquele cara.
Não, a verdade é que não me arrependo. Mas mesmo assim, não se apressa. Isso não foi o mais escandaloso que ele fez a gente fazer naquela noite.
"Fiquem peladas", ele disse. Mas depois acrescentou outra ordem: "Ajudem a tirar a roupa da outra".
A Alicia nem hesitou. Se moveu com uma segurança que me desnorteou, porque contradizia a insegurança inicial dela. Foi tirando minha roupa devagar, uma peça atrás da outra, com as mãos firmes mas suaves, sem parar de me olhar nos olhos. Não lembro exatamente o que eu estava usando, mas devia ser um top leve e um short curto, ou algo do tipo, algo que escorregava fácil entre os dedos dela.
Quando fiquei só com a fio-dental — porque não usava sutiã naquela noite — senti o ar fresco do quarto na minha pele quente, e o silêncio ficou mais denso. Rogelio nos olhava, com um sorriso satisfeito, curtindo cada segundo.
Aí ele me disse, com tom autoritário, que agora eu tirasse o vestido da Alicia. Essa ordem me deixou paralisada por um instante. Ela me observava, quieta, esperando, como se quisesse saber se eu teria coragem. E eu fiz. Cheguei devagar, com as mãos tremendo no começo, mas depois mais decidida, e fui levantando o vestido dela pela cintura. Subiu devagar até eu tirar completamente, e depois deixei cair de lado.
"Vamos, fiquem de pé", disse Rogelio. Depois, se dirigindo à Alicia: "Tira a fio-dental dela, devagar".
A Alicia se aproximou de mim, em silêncio, e eu senti que todo meu corpo tremia de nervoso. Pra piorar, ele fez tudo em câmera lenta, como pra agradar ele. Senti os dedos dele na minha pele, quando ele agarrava o elástico da calcinha, pra depois ir baixando devagar. Rogelio ficou me olhando, fascinado. Os olhos dele subiam e desciam pelo meu corpo, como se estivesse devorando minha alma. Não dizia nada, só observava, como se quisesse memorizar cada detalhe. Depois ele se aproximou, devagar, sem tirar o olhar das minhas tetas. Senti o calor do corpo dele antes de me tocar, e o cheiro da pele dele misturado com o perfume barato que ele usava. Agarrou minhas duas tetas com força, como se quisesse confirmar que eram reais, e levantou elas com as mãos grandes, calejadas, que me apertavam sem cuidado. O contato foi tão brusco que soltei um gemido curto, mais de surpresa do que de prazer. Depois ele se inclinou, aproximando o rosto, e começou a chupar elas, com uma ansiedade quase animal, sugando uma e depois a outra, deixando a pele molhada, brilhante, marcada pela saliva dele. Alicia ficou um bom tempo afastada, só olhando. Estava em silêncio, com a respiração presa, os braços moles ao lado do corpo. A luz fraca dava um brilho estranho aos olhos dela, como se não soubesse se o que sentia era ciúme, desconforto ou desejo. Talvez isso tenha gerado algum ressentimento nela, uma espécie de necessidade de recuperar o protagonismo, e por isso acabou obedecendo a ordem seguinte de Rogelio sem hesitar. Ou talvez ela simplesmente quis fazer, sem mais rodeios, se deixando levar pela situação como todo mundo. "Beija a bunda dela", ele disse, com um tom baixo mas carregado de autoridade, uma ordem que se cravou no ar e partiu tudo em dois. No começo não entendi. Essas palavras Rogelio dizia pra Alicia e, portanto, não deveria ser muito difícil interpretá-las. E, no entanto, eu me negava a fazer isso. Uma coisa era compartilhar o homem com sua irmã, mas isso… Então Alicia se agachou, atrás de mim. Senti os lábios dela me apoiando nas minhas nádegas, enquanto o outro devorava minhas tetas como se quisesse tirar porra delas. Foi um beijo suave, onde você mal teria sentido minha pele, mas não deixava de ser algo inaudito para mim. Não, naquele momento não me deu nojo. Além disso, como digo, foi apenas um roçar. Mas Rogelio estava vendo o beijo de cima. "Chupa bem e morde", disse. Desta vez Alicia demorou um instante. Depois acariciou minha nádega de um jeito muito carinhoso. Depois eu perceberia que ela estava esperando que eu desse o consentimento, para que pudesse fazer sem culpa. Mas não percebi naquele momento, só era uma adolescente que sentia como um cara de quarenta anos chupava suas tetas enquanto sua irmã acariciava seu rabo. Então senti. Foi como uma descarga elétrica percorrendo meu corpo. Os dentes se fechando em uma das minhas nádegas, devagar. A sensação foi melhor do que eu esperava. Doeu só um pouquinho. Fez com a pressão exata para que o prazer prevalecesse, medindo cada movimento como um artista que conhece bem sua obra. Depois me beijou, e passou a língua no mesmo ponto onde tinha mordido, como se estivesse curando a ferida. "Agora, você, tira o sutiã e a calcinha dela", me ordenou Rogelio. Alicia se levantou, e girou, me dando as costas, para depois jogar seu lindo cabelo para o lado. Desabrochei o sutiã. Rogelio pegou e jogou no sofá. Depois, cravou o olhar em mim, como me instigando a completar a ordem. Eu ainda sentia os dentes da minha irmã no rabo. Peguei a fio-dental dela, e comecei a puxar, com mais pressa do que ela tinha demonstrado. Depois tive que me agachar para terminar de tirá-la. Então me encontrei com o traseiro dela na minha cara. Sempre tinha admirado. Os idiotas dos meus colegas de escola não paravam de dizer que eu tinha tetas melhores que minha irmã, e olha que eu era bem mais nova, mas que o rabo da Alicia era o melhor que já tinham visto. E eu também pensava o mesmo. E Ver isso de tão perto era impactante. Não sei por que fiz isso, sério. Acho que a ideia de que Rogelio também pudesse me mandar beijar o cu dele me deixou tão nervosa que eu fiz antes mesmo de ele falar nada. Mas foi um beijo bem menos obsceno, mais parecido com o primeiro que a Alicia me deu. Apoiei a boca numa das nádegas dele. Não usei a língua, mas meus lábios estavam molhados, então deixei uma marca de umidade ali. Depois levantei rápido, com medo de ele me dar outra ordem. Mas acho que ele percebeu que eu não tinha tanta resistência quanto a Alicia, então não falou mais nada. Só se limitou a ficar de novo na frente dos dois almofadões, apontando com o olhar pro pau dele. A gente se ajoelhou de novo aos pés dele, como se fôssemos súditas. Começamos a fazer o mesmo movimento de antes, deslizando a língua por todo o comprimento do tronco, pra culminar na glande. Mas dessa vez nossas línguas se roçavam uma na outra repetidamente. Sei lá. Não sei por que dessa vez foi assim. Capaz que a Alicia fazia de propósito, pra agradar ele. Ou talvez fosse só que agora nossos movimentos eram mais rápidos, menos sincronizados, então esses roces eram uma consequência natural. Sei lá. Então a gente ficou ali, ajoelhadas, lambendo o pau daquele cara que nos tratava como objetos, sem que isso nos incomodasse. Muito pelo contrário. Como a mamãe dizia, éramos "filhas do rigor". Nenhuma das duas costumava ficar com caras românticos e cavalheiros. Bom, seu pai era um pouco assim, mas também não era um homem convencional. Não, não vou falar do Carlos agora. Já é bastante eu te contar tudo do Rogelio, ainda com tantos detalhes. Então a gente continuou ali. E num momento ele deixou a Alicia meter na boca, e pra mim disse pra lamber as bolas dele. Não foi o que eu mais gostei de fazer, mas obedeci. E sim. A coisa terminou previsivelmente. Homens são todos cortados pela mesma tesoura. Não tem um que recuse uma gozada na cara. Nem precisou dizer nada. Eu já tinha visto filmes pornôs suficientes pra saber o que fazer. Então, quando ele tirou o pau da boca da Alice e começou a se masturbar, nós duas abrimos a boca e colocamos a língua pra fora, como se estivéssemos pedindo em silêncio que ele gozasse na gente. Óbvio que ele fez. Não, Lucio, a verdade é que não lembro se ele gozou tudo dentro ou se sujou a nossa cara. Acho que não fez isso. Como te falei, da outra vez tinha sido a primeira vez que engoli porra, mas dessa vez eu tava com o paladar mais atento, e senti a textura, a densidade, o sabor, entre doce, salgado e ácido. Não, não curto porra especialmente. Mas leva em conta que não é todo mundo que tem o mesmo gosto. Uma vez saí com um cara que era vegetariano, e foi mais gostoso que a maioria dos que eu já tinha provado. Sei lá. Quase todos os caras com quem saí com frequência, em algum momento engoli o deles. Pros que me fodem ocasionalmente eu faço raramente, mas pode acontecer, sim, como com o Rogelio. Não, isso é o pior de tudo. A camisinha não me pegou. Nem naquela noite nem nunca. Ele me usou pra fazer sexo oral nele duas vezes. Fiz coisas com a minha irmã que nunca imaginei que faria, e só fiz por ele. Mas o filho da puta me mandou pra casa, enquanto continuava comendo a Alice. Deve ser que ele ainda não me via como mulher. O que me faz pensar, porque, se ele não me via como mulher o suficiente pra transar comigo, pra que ele me fazia fazer todas aquelas coisas, né? …………………………………………………………………. Fiquei um tempo calado, esperando pra ver se a história continuava. Mas a tia Mariana se levantou, suspirando fundo. Bem naquele momento, a mamãe finalmente apareceu, pronta pra começar a se exercitar no quintal. Tinha colocado uma legging curta e um top esportivo. O cabelo loiro amarrado. Tava demais, como sempre, e eu não consegui evitar imaginá-la, junto com a Mariana, as duas com doze anos a menos, ajoelhadas, entregues praquele cara que as instigou a caminhar pelo caminho do incesto, ou, pelo menos, algo muito próximo disso.
—Mas agora você é uma mulher de verdade — eu disse para minha querida tia.
Com certeza, se esse tal de Rogelio te ver, vai querer se matar por nunca ter te comido.
Mamãe virou a cabeça na nossa direção. Talvez tenha ouvido o nome Rogelio, mas, a essa distância, duvidava que ela entendesse do que estávamos falando.
—Pode ser — disse Mariana. — Então, é um trato, né?
—De qualquer forma, eu não ia contar nada — eu disse.
—Que malvado — ela disse, rindo, e me deixou ali, para entrar na casa, provavelmente para se encontrar com Luana.
Eu fiquei pensando na mamãe. Me perguntei se ela realmente tinha um impulso incestuoso, como eu e como as meninas, ou se simplesmente seu enorme apetite sexual a fazia fazer coisas que talvez não estivessem dentro dos seus gostos.
Fosse como fosse, aquela conversa com a tia Mariana me animou muito, e me fez pensar que, afinal, não era impossível ficar com a mamãe.
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