Na quarentena com a mamãe 5

Estavam acontecendo coisas estranhas demais, e rápido demais. Eu tinha tido uma espécie de avanço com a mamãe, uma coisa que, só de pensar, me fazia sentir que estava enlouquecendo. A experiência que eu tinha tido alguns minutos antes, apertando meu pau duro na bunda dela, foi a coisa mais sexy que já experimentei na vida. Claro, ela depois se afastou, meio assustada, mas o que aconteceu não ia sumir da minha cabeça por causa disso. E ainda por cima eu tinha ficado sabendo da Luana e da tia Mariana. No almoço fiquei bem nervoso, mas todas elas agiam com normalidade. A mamãe falava de coisas triviais, como se a manhã não tivesse existido. A Luana ria com o celular na mão, e a Mariana soltava algum comentário de vez em quando. Eu mal conseguia engolir a comida; sentia a garganta seca e as mãos suadas. Toda vez que a mamãe se levantava da mesa, eu não conseguia evitar olhar pra ela, lembrando daquele instante proibido. Percebi que todas fingiam muito bem. Até a mamãe. Eu olhava de canto pra Luana e Mariana. Ainda lembrava da imagem que elas tinham me dado. Minha irmã entre as coxas da nossa tia, chupando a buceta dela até fazer ela gozar. Que loucura. Fiquei me perguntando desde quando aquilo estava acontecendo. Aí lembrei que a Mariana disse que depois a gente ia conversar. Mas isso também me deixava com ciúmes. Porque eu estava fora daquele jogo sexual incestuoso, e vontade não me faltava. — Olha só — disse a Luana de repente, com os olhos na tela do celular, quando já estávamos na sobremesa —. Parece que as vacinas pra essa nova cepa vão demorar mais do que o previsto. — Não pode ser — disse a mamãe, perplexa. Aí ela ligou a televisão. Justo naquele momento o ministro do interior estava falando em rede nacional. Mas não precisava ouvir, porque no gráfico dizia o mais importante: "A quarentena se estende por mais um mês". — Puta que pariu — disse a mamãe, quase caindo no choro ali mesmo. — Bom, era óbvio que a quarentena ia se estender. Mas com certeza vão ir baixando As restrições aos poucos — disse a tia Mariana —. Não acredito que vão nos obrigar a ficar trancados assim por tanto tempo.
— Você não percebe? — disse a mamãe, quase gritando —. Se fosse assim, já estariam dizendo. Está claro que o nível de isolamento vai continuar sendo esse. Vou ficar louca.
Alguns segundos depois, o ministro confirmou os temores da mamãe, e de todos. Bom, eu não estava tão assustado com essa perspectiva. É muito antiético o que vou dizer, mas se com esses poucos dias que a mamãe passou trancada, eu já a encontrei nua, se masturbando, e depois tivemos aquele momento na cozinha, o fato de o isolamento se estender podia me beneficiar de alguma forma.
A tia Mariana tentou acalmá-la, mas foi em vão.
Depois, quando fui lavar os pratos — me tocava fazer isso —, Luana foi levar os copos, e ficamos a sós por um tempo.
— E aí, qual é a boa? — perguntei.
— Qual é a boa do quê — disse ela, na defensiva.
— Me disseram que a gente ia conversar depois.
— Eu não te disse nada. Foi a Mariana — disse, meio irritada —. Além disso, não acho que tenha nada pra falar com você.
— Não sei por que você tá brava — falei —. Não sou nenhum dedo-duro. Só me dá curiosidade. Além do mais… Não vou ser justamente eu o cara que vai te criticar por ter tesão na tia. É só que me surpreendeu.
— É… Você acha que é estranho?
— Sim — admiti —. Mas não estranho como algo ruim. Você tá apaixonada? — perguntei depois.
Ela soltou uma gargalhada.
— Como você é inocente — disse —. Não, Lucio, quando duas pessoas transam não necessariamente precisam estar apaixonadas.
— Eu já sei disso, sua burra. Só perguntei.
Olhei pra ela de cima a baixo, sem conseguir disfarçar. Ela estava usando um daqueles shortinhos minúsculos que mal cobriam o necessário, deixando ver o começo daquelas pernas longas, douradas pelo sol. Eram de jeans claro, gastos, com rasgos nas bordas que pareciam feitos de propósito pra que aparecesse um pouco mais de pele. O short marcava o traço perfeito dos quadris e aquela bunda firme, redonda, que se mexia só quando dava um passo. Em cima, usava uma regata branca, simples, mas tão justa que parecia feita sob medida. Marcava a cintura e deixava adivinhar o contorno dos peitos, firmes e proporcionados, sem exagerar. O cabelo, castanho e solto, caía até os ombros com um brilho natural que acompanhava cada movimento.Na quarentena com a mamãe 5Tinha aquele tipo de beleza que não precisa de esforço: natural, relaxada, mas impossível de ignorar. Era dessas garotas que a gente pode ficar olhando sem cansar, porque cada detalhe — do brilho nos lábios ao jeito que ela ajeitava o short — parecia feito pra tentar. — Tá olhando o quê? — ela me perguntou. — Não, nada — eu disse. — O fato de eu ter dado pra minha tia não quer dizer que eu esteja disposta a dar pro meu irmão — ela soltou, sem piedade. — Que porra é essa, sua idiota? Eu não tava pensando nisso. — Ah, não? Então você tá com tesão na mamãe e na nossa tia, mas comigo não. Era informação demais pra processar. Eu não sabia o que caralhos pensar. Minha irmã tava me dizendo na cara que percebia que eu tava com tesão nela e na mamãe. Bom, eu sempre fui óbvio demais, mas não esperava que ela me falasse assim. — É que… Isso tudo é novo pra mim — eu disse. — Bom, mas você não vai falar nada pra mamãe, vai? Se ela descobrir, vai ficar muito puta com a tia. — Eu já sei — balbuciei —. Não vou falar nada. O que eu ia ganhar com isso? Aí a Luana chegou perto e me deu um beijo no rosto. — Valeu, maninho. Ela me deixou ali, com o pau já quase duro, enquanto terminava de enxaguar os pratos. Quando ela atravessou a porta da cozinha, não consegui evitar olhar praquele rabo gostoso que ela tinha. Mas aí, como se tivesse olhos na nuca, ela virou. Não disse nada. Só balançou a cabeça e me deixou sozinho. Na hora da soneca, a tia Mariana sugeriu ver uns filmes ou séries, pra passar o tempo. A mamãe concordou. Já não queria ver o noticiário, que só trazia más notícias. — Vamos deixar os celulares de lado por algumas horas e passar um tempo em família — ela disse. A Luana reclamou, mas obedeceu. Acho que, no fundo, ela agradecia ter uma desculpa pra não ficar olhando as redes sociais a cada instante, coisa da qual era viciada. Foi assim que fizemos. Passamos uma tarde na sala. Como tinham consertado o ar-condicionado, estávamos muito mais confortáveis que no dia anterior. Só que as três As mulheres da minha família estavam terrivelmente gostosas. Luana se sentou em um dos sofás individuais. Como ela estava usando aquele short curtinho, suas pernas torneadas estavam nuas. Tia Mariana se sentou ao meu lado, o que imediatamente me acendeu, pois era inevitável lembrar do seu corpo nu, dando um orgasmo. Ela estava vestida com uma calça elástica que se ajustava como uma luva, e uma camiseta cinza, meio folgada, que no entanto não conseguia esconder aqueles peitos enormes que ela tinha. Com a mamãe era a mesma coisa. Eu a tinha do meu lado, vestida com uma saia azul-clara e uma blusa branca, e não conseguia evitar lembrar como há algumas horas eu tinha sentido seu rabo lindo no meu pau. Não me importava muito com o filme. Só queria estar ali, rodeado daquelas mulheres lindas, com a expectativa de que acontecesse algo, por menor que fosse. Por um bom tempo só tive que me contentar com o estímulo visual e tátil. Ver minha irmã de perfil, com as pernas cruzadas, os mamilos marcando na camisetinha. Sentir a pele da mamãe e da tia, que de vez em quando roçavam as pernas ou os braços em mim. Também tinha detalhes que em outro momento poderiam me parecer inofensivos, mas que agora eu via com segundas intenções. Como quando Luana abria as pernas exageradamente, quase como se quisesse que eu visse sua buceta marcando no short. Ou como quando Mariana se levantou pra buscar algo gelado na cozinha, e passou na minha frente, quase esfregando seu rabo precioso na minha cara. Mas não eram mais que coisas normais. Eu era filho, irmão e sobrinho dela, então elas não deveriam se preocupar em despertar meus instintos com um leve movimento. E, no entanto, depois de tudo o que tinha acontecido, me custava não ver um fundo de depravação em cada mínimo gesto que fizessem. E aí aconteceu algo mais interessante. —Uf, esse aí se parece muito com o Rogelio —disse Mariana, de repente, se referindo a um dos atores do filme que a gente estava vendo. —Quê? Não acho —disse a mamãe. E aí, como olhando com mais atenção,
acrescentou—. Bom, pode ser que tenha um ar.
—E quem é Rogelio —disse Luana, ecoando meus próprios
pensamentos.
—Um cara que comia a sua mãe —disse a tia
Mariana, de repente.
—Nena, não usa esses termos com os meninos —disse a mãe.
—E como você quer que eu chame? Ele não era seu namorado. Era um desses caras que
só queriam te comer. Não tem nada de errado, desde que você
também queira isso. Eu também tive os meus.
—Claro, e o Rogelio também foi um desses,
né? —soltou a mãe, de repente.
—Por que você tá brava? Foi há muito tempo. E você não estava com o Carlos naqueles
tempos. Então não tem nada de errado os meninos saberem.
Lembrei que a mãe e o pai tinham tido várias separações e
reconciliações ao longo da minha infância. E agora eu supunha que era pela
voracidade sexual da mãe. Claro, ele a entregava pra outros caras, como
bem tinha visto naquele vídeo que a Luana me mostrou. Mas talvez depois ele não
aguentasse. Tinha muitas perguntas sobre a vida sexual da mãe e
do pai, mas não era o melhor momento pra fazer isso.
—Então…? —perguntou Luana—. Vocês tiveram o
mesmo rolo? Como foi?
Primeiro ela ficou com a mãe e depois com você? Ou não me diga que…?
—Não é pra tanto. As duas estávamos
solteiras. Isso sim…
—Mariana, para, sério.
—Isso sim, o quê? —insistiu Luana.
—Não importa —disse a tia Mariana—. Já passou.
Por um momento, pareceu que foi a tia quem olhava com certo
ressentimento pra mãe, coisa que me surpreendeu, porque a brava sempre
era a mãe.
—Não se faz de inocente —soltou então a mãe—. Você já era grandinha,
e sabia bem o que estava fazendo.
—Claro. Tinha dezesseis anos. Toda uma
adulta. E você me entregou pra aquele
cara.
—Você era louca por ele! Igual por
Carlos —disse a mãe.
Evidentemente a coisa estava saindo do controle.
Fiz as contas. A mãe era oito anos mais velha que
Mariana. Então naquele momento ela já tinha vinte e quatro, enquanto a irmã era apenas
uma adolescente.
—Agora você quer falar do Carlos? Quer que a gente conte pros meninos Como você a convenceu a voltar, da última vez que vocês brigaram? —Chega! —gritou Luana—. Parem de brigar. Vocês duas são umas taradas. Não joguem a culpa uma na outra. Fulminou as duas com o olhar, mas ficou olhando para a tia. Afinal, Luana era uma adolescente que estava sendo comida pela tia. Podia recriminá-la como Mariana recriminava a mamãe. Ou pelo menos foi o que eu entendi. O filme acabou. Luana subiu para o quarto, e Mariana a seguiu. —Você está bem? —perguntei para a mamãe—. Você estava separada do papai. E se as duas queriam sair com esse cara… Não me parece que esteja errado —disse depois. Talvez eu estivesse sendo óbvio demais. Estava tentando dizer que as relações distorcidas não me incomodavam, e que não a julgava pelo seu apetite sexual. Mas isso tinha uma dupla intenção bem clara. —Tudo bem, de qualquer forma a Mariana tem razão —disse a mamãe, levantando do sofá—. Eu sabia o que estava fazendo, sim. Mas não deixa de ser verdade que ela era muito novinha, e eu devia ter cuidado dela. —Mas… o que foi que aconteceu? Foi só sexo, não foi? E ela consentiu. —Sim, claro. Mas mesmo assim… Enfim. Acho que tem coisas muito erradas em mim. Me levantei, peguei a mão dela e a puxei para mim. —Não tem nada de errado em você —falei, olhando para aqueles lindos olhos azuis que agora estavam brilhando. Os seios dela roçavam no meu torso. Segurei-a pela cintura, para abraçá-la. —Sim, obrigada —disse ela, se afastando de mim—. Vou fazer um pouco de exercício lá fora. Entrou no quarto para se trocar. Eu saí para fora, com um livro, para observá-la. Mas ela demorava a aparecer. No entanto, foi a tia Mariana quem veio até mim. Enquanto caminhava, mexia os quadris suavemente, e os seios se moviam dentro da camiseta. Eu estava deitado numa espreguiçadeira, e não pude evitar lembrar daquelas tetas deslumbrantes e nuas. —Desculpa pelo que aconteceu antes —disse ela, sentando ao meu lado.relato—Por causa do que aconteceu com a mamãe ou com a Luana? —perguntei. Ela soltou uma risadinha histérica. —Você tem razão. Você está passando por muita coisa esses dias, né? —Pode ser. Mas mais do que tudo, estou preocupado com a mamãe, com como a quarentena está afetando ela. O resto me parece muito estranho, sim. Mas eu quero entender. É por isso que você está aqui? —O que você quer entender? —ela me perguntou. —Bom… pra começar, como é que você está comendo a sua sobrinha? E não estou falando de moral. Esquece isso. Só me dá curiosidade. —Eu te entendo. Bom, como você deve ter percebido, as mulheres dessa família não somos muito normais, digamos assim. —É verdade. —No que diz respeito a mim e à Luana. Tudo foi muito espontâneo, quase inocente. Foi um daqueles dias em que a gente ficava brincando de luta. A gente estava se espojando no sofá. Naquele dia estávamos sozinhas. Eu tinha vindo de visita, mas a sua mãe tinha te levado no médico. Foi uns meses antes da pandemia. Entre uma coisa e outra, a Luana me beijou. Eu me surpreendi, ri. Depois ela me beijou de novo. E aí… eu beijei ela. —Um beijo de língua —eu disse. —Sim —ela disse, rindo. —E nesse mesmo dia vocês transaram? —perguntei. —Não. Porque vocês podiam aparecer a qualquer momento. A primeira vez foi na outra noite. E quando você nos viu, foi só a segunda vez. Lembrei da noite dos gemidos. Eu tinha ficado do lado da porta pra escutar elas. —Então tudo é graças ao ar-condicionado que tinha quebrado —eu disse. Ela soltou uma gargalhada. —Bom, suponho que de alguma forma sim. Mas acho que ia acontecer de qualquer jeito, mais cedo ou mais tarde. —Com certeza. Tem muita tensão sexual entre vocês —eu disse. —Sério? Dá pra notar muito? —Bom, mais ou menos. A verdade é que só agora que eu sei o que rola entre vocês é que começo a juntar as peças. —E o que você acha? —ela perguntou. —Acho que vocês são loucas. E eu gosto. —Não é nada sério. Muito pelo contrário. —Entendi —eu disse—. E o que aconteceu com esse tal de Rogelio? Olhei pra ela de perfil, e por um momento esqueci até de respirar. O peito dela era generoso, redondo, e a cada inspiração ele subia lentamente, como seguindo um ritmo próprio que me hipnotizava. O movimento era suave, mas impossível de ignorar: o tecido da camiseta dele esticava de leve, marcando o contorno perfeito daqueles peitos grandes, pesados, que pareciam desafiar a gravidade. Eu conseguia ver como a luz deslizava sobre a pele dele, acentuando cada curva. A respiração pausada dele fazia o ar parecer mais denso, mais carregado. Eu não conseguia desviar o olhar; era como se tudo ao redor se desfocasse e só restasse aquele vai e vem lento e provocante que me deixava babando. Era uma imagem simples, mas tinha algo magnético, algo impossível de disfarçar.
—Rogelio era um cara que perseguia a sua mãe faz tempo. Daqueles caras que acabam te conquistando pela insistência. Era um vizinho. Um cara grande, de quarenta anos. Mas sei lá por quê, eu sempre tinha gostado dele. A Alicia, por outro lado, tinha tantos pretendentes que nunca tinha reparado nele. Mas, quando ela se separou do seu pai e veio passar uns dias com vocês na casa da mamãe, as coisas mudaram um pouco.
—Mudaram como?
—Bom, claramente o Rogelio estava comendo ela. Acho que ele era simplesmente um cara que estava à mão. E ela... Bom, naquele momento ela já começava a mostrar sinais de vício em sexo. A mamãe não gostava muito que ela andasse com aquele cara, porque no bairro falavam muita coisa dele. Mas ela não deu bola, óbvio. Eu também não teria dado.
—E você? O que você tem a ver com esse cara?
—Simples. Uma noite, ela apareceu no meu quarto. Estava uma puta, com uma minissaia. Eu sempre a admirei, porque era minha irmã mais velha e era uma deusa. Era o tipo de mulher em que toda adolescente quer se transformar.
—Bom, agora tem muita adolescente que diria isso de você —comentei.
—Valeu, você é um amor.
—E aí? O que aconteceu?
—Acontece que ela me chamou pra sair. Eu fiquei superfeliz, porque ela quase nunca fazia isso. A mamãe no começo reclamou, porque a gente ia deixar vocês com ela, enquanto a gente saía pra farra, mas no final a Ali convenceu ela. Mas, quando a gente saiu, ela me explicou que não íamos realmente pra uma festa.
—Iam ver o Rogelio —adivinhei.
—É. A casa era só duas quadras dali. E por isso a gente teve que esperar até uma da manhã. Como era dia de semana, não tinha quase ninguém na rua. Se não, imagina. Nós duas entrando na casa de um quarentão. O falatório ia rolar na hora. Principalmente por minha causa.
—E o que aconteceu lá?
—O Rogelio tava com um amigo. Era mais novo que ele, mas pelo menos tinha uns trinta anos.
—Muito velho pra você.
—É. Aí a Alicia foi pro quarto com o Rogelio, e me deixou com o cara, que se chamava Maxi.
—Ele abusou de você?
—Não. Não exatamente. Quer dizer… Digamos que naquela situação, sozinha, com um cara muito mais velho que eu, enquanto minha irmã transava com o parceiro dela… Sei lá. É como se naquele contexto eu não tivesse outra chance a não ser dizer sim.
—Entendi —falei.
Percebi que meu pau tava duríssimo. E não era um momento oportuno pra isso. Mas a tia Mariana não tava me olhando. Pelo menos não por enquanto.
—Mesmo assim, não é que eu tenha passado mal. O cara sabia como tocar uma mulher. E não era nada mal. Além disso, me senti lisonjeada pelo fato de um homem de verdade reparar numa garotinha como eu.
—Claro, entendo. Mas então, não é uma lembrança traumática pra você?
—Não. Mas é uma daquelas lembranças que, quando a gente olha em retrospecto, percebe que tinha algo que não tava certo. Mas sim, na hora eu curti muito.
—E depois?
Depois, quando o cara terminou, eu fiquei no sofá —ele tinha me comido ali—. Jogada, meio pelada. E aí, de repente, o Rogelio saiu do quarto. No começo achei que ele só tinha saído pra beber água. Cobri os peitos. Mas aí ele veio na minha direção.
—E como foi que a garota se saiu? Ele perguntou pro amigo —continuou contando a tia Mariana—. Bem, meio tímida, mas vai se soltar, virar uma putinha, igual à irmã. Disse o tal Maxi. E depois ela perguntou: a gente troca? —Como se fossem uma coisa só —eu disse. —Aham. Então foi lá que o Rogelio agarrou meu braço e afastou, me obrigando a mostrar as tetas pra ele. E depois… Bom, você já sabe o que aconteceu. Enquanto sua mãe estava transando com o Maxi, o Rogelio transava comigo. Bom, na verdade, ele não me comeu exatamente. Mas mesmo assim eu curti muito. Não tanto pelo que a gente fez, mas pelo fato de que finalmente tirei a vontade de ficar com ele. De fato, passou muito tempo até eu ter uma experiência tão excitante quanto essa. Mas é difícil não ficar jogando na cara da Alicia de vez em quando o jeito que ela me entregou pra caras tão grandões. Mas é só algo passageiro. Além disso, ela passou por coisas piores por causa do vício dela. —Piores? —perguntei. —Sim, você vai ficar sabendo na hora certa, se ela achar oportuno te contar. —Bom, agora eu entendo um pouco melhor as coisas —eu disse—. Ou acho que entendo. —Posso contar com você pra não falar nada pra Alicia? —Sim —eu disse. —E você não vai pedir nada em troca? Essa pergunta me pegou de surpresa. Nem preciso dizer que um monte de ideias obscenas me veio à cabeça. —Não, nada —eu disse—. Mas… eu queria saber uma coisa. —O quê. —Você voltou a ficar com o Rogelio? Digo, pelo que a mamãe falou. —Sim, claro. E ela também. E a gente voltou a ficar as duas com ele. Só com ele. —E como foi isso? —Como foi? Você tá me perguntando como o Rogelio comeu a gente? —Sim —eu disse, com o pau dolorido preso no short—. Fiquei curioso. —Tá bom. Se esse é o preço do seu silêncio… —ela disse. Eu ia me defender dizendo que jamais faria uma extorsão desse tipo. Mas então, ela começou a falar.

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