Quando mais tarde desci, dei de cara com a tia Mariana. Mas dizer que dei de cara com ela não é uma frase que consiga descrever fielmente essa situação. Fiquei paralisado ao ver a roupa dela. Ou, melhor dizendo, a pouca roupa dela.
Suas tetas enormes mal cabiam numa blusinha preta que parecia prestes a estourar a qualquer momento, de tanta pressão que aqueles peitos faziam. Estava descalça, e na cintura tinha um pareô semitransparente amarrado no quadril. Parecia mais uma mulher indo pra praia do que alguém trancado em quarentena. O tecido deixava adivinhar a bucetinha que ela tinha embaixo. O cabelo estava preso de um jeito prático, mas até isso dava um ar provocante. A pele dela brilhava de leve, como se o calor tivesse envernizado ela.
Não entendia por que caralhos ela estava assim, mas já começava a me enlouquecer. Que isso me acontecesse logo depois de ter tido aquela conversa quente com minha irmã era demais.
Senti um calor insuportável e não era só a excitação que me percorria, mas também o da sala abafada.
— O ar-condicionado quebrou — disse minha tia gostosa, apontando pro aparelho da sala.
— Ah, que merda! — respondi, tentando me concentrar nesse fato cotidiano pra não pensar nas cinquenta maneiras como eu comeria ela.
— É por isso que estou assim — acrescentou com naturalidade, ajeitando o pareô.
A imagem era imponente. Uma escultura humana esculpida à mão por um artista que entendia muito bem de erotismo e luxúria. Era tudo o que um homem podia desejar. Pra completar, a tia, além de estar terrivelmente gostosa, tinha aquela atitude que animava os homens a encará-la, embora, na real, poucos tivessem chance com ela. Ou pelo menos era o que eu achava.
Comigo sempre tinha sido boa, carinhosa. Era o tipo de tia que todo garoto queria ter. Só que agora eu não a via mais como tia. Ou melhor, via ela como uma tia que eu queria comer selvagemente.
Percebi que fazia um tempo bom demais que eu olhava pras tetas dela, então desviei o olhar pros olhos dela, rezando pra que ela não tivesse notado, ou que pelo menos fingisse não notar.
— Não te incomoda eu andar assim pela casa, né? — disse ela.
— Não, imagina… Como é que ia me incomodar? — respondi, enquanto por dentro sentia que Isso me deixava louco. Aquele pareô, mais do que cobrir, acentuava a sensualidade dela. E o fato de ser tão fácil de desamarrar me fazia ter os pensamentos mais sujos com ela. De verdade, aquela quarentena estava se tornando uma tortura. Então a mamãe saiu da cozinha. Estava com um vestidinho preto, curto e leve, que flutuava a cada passo. O cabelo preso deixava o rosto dela livre. Ela também estava se adaptando ao calor com roupas leves, embora não tão provocantes quanto a tia Mariana. Não me surpreendi ao me pegar desejando que a mamãe também estivesse quase pelada. Mas mesmo assim, com aquele vestidinho, era mais do que suficiente para eu esquecer que se tratava da mulher que me gerou.
—Impossível vir um técnico hoje —sentenciou com fastio —. Com sorte, amanhã. Já me explicaram o protocolo: tem que abrir a porta, manter pelo menos três metros de distância e usar máscara. Mas mesmo assim…
Eu a escutava, mas na minha cabeça se formava outra imagem: tia Mariana vestida tal como estava, com uma máscara cobrindo a boca, e o técnico entrando, se deparando com aquele espetáculo. Pobre cara, ele ficaria louco.
—Vai ter que esperar até amanhã —disse a tia, resignada.
—Com sorte —repetiu mamãe, cansada —. Mas não penso passar o dia todo trancada no quarto.
—No meu também não funciona o ar —acrescentou Mariana.
—E por que não me disse antes? —repreendeu mamãe.
—É que faz um tempão que não funciona, mas não pensei que fosse fazer tanto calor —respondeu.
—Hoje estamos no forno, literalmente —disse mamãe, e suspirou.
Entrou na cozinha, e saiu logo em seguida. A vi caminhar com uma bandeja de salada entre as mãos e, embora o gesto fosse simples, o movimento dos seus quadris me pareceu o de uma garçonete de fantasia, com aquele vestido curto colado à pele e os peitos tensionando o tecido. Era impossível não deixar a luxúria começar a subir de novo dentro de mim.
Deixou a salada sobre a mesa da sala de jantar, e nos disse para sentarmos para comer.
Mas a coisa não terminou aí. Uns segundos depois apareceu Luana, exatamente como eu a tinha visto lá em cima: uma camisetinha curta, sem sutiã, e apenas uma fio-dental que aparecia descarada. Eu não tinha esperado que ela saísse assim. Uma coisa era ficar de bunda de fora no quarto dela, mas na sala de jantar…
—O que você tá fazendo assim, menina? —disse mamãe, arqueando as sobrancelhas.
—Nem louca eu coloco uma calça —respondeu ela, cruzando os braços.
—Pelo menos coloca uma saia —insistiu mamãe, estalando a língua.
—Deixa ela, se tá confortável assim —interveio Mariana, em sua defesa —. Além disso, estamos em família, e o calor é insuportável.
—É, não tem problema —reforçou Luana, e depois olhou diretamente para mim com aquele sorriso dela que parecia uma provocação —. Afinal, o único homem aqui é o Lucio. Não precisamos ficar nos escondendo, nem nos preocupar porque algum punheteiro vai nos assediar ou, pior, nos estuprar. —Não precisa falar desse jeito — repreendeu a mamãe. Senti que devia dizer algo, mesmo que as palavras mal saíssem. —Por mim, não tem problema — consegui dizer, enquanto o sangue queimava no meu rosto e no meu pau. Antes de me sentar para comer, abaixei um ventilador velho de pé, mas ele mal jogava um ar morno que se desfazia assim que roçava na nossa pele. Abrimos a janela, mas também não corria muito vento; na verdade, parecia que entrava ar quente, como se lá fora tivesse um forno aberto. O calor era sufocante, daqueles que grudam nas suas costas e fazem você sentir que qualquer movimento é demais. O mais provável era que mais cedo ou mais tarde todos voltássemos para nossos quartos para nos refugiar, porque a sala de estar estava se tornando inabitável. A mamãe nos tinha acostumados a não usar os celulares à mesa, mas com aquele calor e aquele confinamento, a única coisa que me dava vontade era entrar na internet, conversar com meus amigos, me distrair. E mesmo assim, enquanto pensava nisso, respondi a mim mesmo que nenhum deles podia estar vivendo algo como o meu. Nenhum podia ter a sorte — ou a condenação — de estar trancado com três mulheres assim. O meu era único. Ninguém poderia entender esses desejos distorcidos que me acometiam, essa mistura de vergonha e luxúria que me devorava. Percebi que a pior coisa que eu podia fazer era me trancar no meu quarto. Lá eu tinha as três. Se não podia transar com nenhuma delas, pelo menos aproveitaria a paisagem que me presenteavam. Olhei para elas uma a uma, disfarçando o melhor que pude. Naquele momento, a que mais me chamava a atenção era a tia, já que as outras, estando sentadas ao redor da mesa, eu só via os torsos cobertos. Mariana, por outro lado… Era muito difícil não olhar para as tetas dela. Além disso, quando se inclinava para comer, ambas as mamas se apoiavam na mesa, como se fossem um segundo prato que me Eu comeria com muito prazer. Percebi que seria impossível evitar que o pau ficasse duro. Eu nem tinha conseguido me masturbar quando saí do quarto da Luana. Isso pelo menos me aliviaria um pouco. Mas pelo menos dessa vez eu tinha tomado precauções: estava usando uma camiseta comprida que me cobria até o meio das pernas e, por baixo, uma cueca menor que o normal, cujo elástico apertava meu pau com força, de modo que, mesmo se ficasse duro, não aparecesse tanto. Por cima de tudo, um short folgado. Era o máximo que eu podia fazer. E mesmo assim, estava convencido de que naquela tarde eu teria mais de um susto. O espetáculo era constante. Quando a Luana se levantou pra levar os pratos pra cozinha, eu a segui com os talheres e não me privei de contemplar aquele rabo perfeito, o fio dental afundado no meio das nádegas como uma provocação. Eu me perguntava se ela fazia de propósito, se ela sabia que me deixava excitado. Depois, quando terminei de lavar os pratos, esbarrei com a tia Mariana. Era impossível passar perto dela sem sentir que os peitos dela se impunham, enormes, como se ocupassem mais espaço do que o permitido. Às vezes me parecia que ela tinha que se desviar pra um lado pra não esbarrar neles, embora no fundo eu desejasse que ela fizesse isso, que esmagasse meu rosto com aquela dianteira descomunal. O simples fato de imaginar enfiar a boca ali me fazia perder a noção do tempo. Ficamos um tempo na sala, aguentando o calor como dava. O ventilador girava inutilmente, e as gotas de suor escorriam devagar pelas clavículas, pelas coxas, pelos braços delas. Eu já sabia que logo alguma ia desertar pro quarto, mas antes que isso acontecesse, a Luana soltou uma das dela. —Sinceramente, a gente devia ficar sempre sem sutiã —disse de repente, se espreguiçando e cruzando os braços atrás da nuca, como pra reforçar. —O que você tá falando, menina? —repreendeu a mamãe, arqueando uma sobrancelha. —E é, são desconfortáveis —insistiu minha irmã—. Vocês não sabem melhor que ninguém? Apertam, te deixam marcas, cortam a circulação. E nesse calor… pior.
—Não se faz —riu Mariana, dirigindo-se à irmã —. Agora você também não tem.
—Óbvio, mas estou coberta com o vestido —respondeu mamãe, suspirando.
Luana não desistiu:
—Bom, olha a pobre tia, obrigada a ficar sempre apertada.
Mariana soltou uma risada suave, e as bochechas dela se acenderam de leve.
—Não pense. Pra mim vêm bem, pelo tamanho —disse, levando as mãos aos peitos, sacudindo-os obscenamente, num movimento que me hipnotizou —. Se você soubesse o que pesam… Termino com os ombros marcados, as costas destruídas, e olha que compro os bons. Imagina com os baratos. Mas sim, com esse calor, eu gostaria de ficar sem nada me apertando.
Mamãe assentiu com um gesto resignado:
—Eu também tenho que aguentar isso. Às vezes termino com as alças cravadas na pele, como se tivesse dormido com as cordas amarradas.
—Bom, na verdade, a gente não dorme de sutiã. Sabia disso, Lucio?
A pergunta me fez ficar vermelho. Além disso, não sabia o que responder. De fato, não sabia, mas, não ia parecer um puritano?
—Muitos homens não sabem —disse a tia, saindo em meu socorro —. Principalmente os homens que ainda não dormiram com nenhuma mulher.
Luana riu cruelmente, e eu senti que ficava mais vermelho. Não podia acreditar que a tia me dizia aquilo.
—Não falei pra zombar —disse logo —. Só que os homens que já têm certa idade pra dormir com as mulheres sabem que não costumamos dormir de sutiã. Já um garoto da sua idade, ou até mais velho, talvez não saiba.
—Claro, entendo —disse, tentando fazer a cor sumir do meu rosto.
—E por que você não tira um pouco? —saltou Luana, maliciosa, olhando fixo pra tia.
—Menina! —repreendeu mamãe, embora com menos firmeza que antes.
Mariana deu de ombros e sorriu, divertida.
—Já te disse: vontade não me falta —disse, olhando de esguelha pra mim.
Eu fiquei congelado com a ideia. Imaginar ela libertando aquelas 2 peitos, deixando que caíssem pesados e naturais na minha frente, me deu um arrepio. —Não fala merda —cortou a mamãe, balançando a mão. Mas Luana continuou: —Você não estaria melhor sem esse vestido? Mamãe piscou, surpresa. —Bom… agora sim —reconheceu—. Mas não vou tirar aqui. —E por que não? Se estamos em família. O dia tá ideal pra deitar no quintal, pegar um sol e fazer topless. Eu não aguentava mais. Minha cabeça era um turbilhão de imagens: Tia Mariana desabotoando o sutiã, Luana deitada de bruços com o biquíni deslocado, Mamãe levantando o vestido com aquela seriedade dela que deixava tudo ainda mais excitante. Era uma imagem do paraíso. —Chega de bobagem —cortou finalmente a mamãe. Depois de um tempo, Luana desapareceu. O calor era tão intenso que pensei que ela teria subido pra se refugiar no quarto, que tinha ar-condicionado, mas logo ouvi a voz dela me chamando do quintal. Um grito brincalhão, claro, que me tirou da moleza. Saí pra procurá-la e a encontrei perto da piscina. Vazia, é claro. A gente deveria ter limpado antes do calor começar, mas ninguém se ocupou, e agora só restavam as lajes quentes e a estrutura vazia. Mesmo assim, Luana tinha encontrado um jeito de transformar o quintal no palco dela. Estava contra a parede do muro, com a mangueira desenrolada na mão. Apontava o jato de água pro corpo, se deixando molhar como se estivesse numa festa particular. Mexia os quadris devagar, com um ritmo sugestivo, como se improvisasse uma dança erótica só pra mim.
—Vem! —ela me chamou, com o dedo indicador curvado num gesto travesso.
Ela sorriu com descaramento. Levou a mangueira à cabeça, deixando a água cair sobre o cabelo e escorrer pela pele. A camiseta fina que ela usava encharcou na hora, grudando no corpo. Os mamilos se marcaram com descaramento, tensionando o tecido como se quisessem rasgá-lo. A água descia pelos peitos, escorria pelo abdômen liso e desaparecia sob o tecido mínimo da calcinha fio-dental, que também começava a aderir às suas curvas.
A imagem me deixou imóvel. Parecia uma sereia fugida de algum sonho proibido.
Me aproximei dela, como se estivesse possuído. Não entendia a que se devia aquela atitude brincalhona e sedutora. Estava zombando de mim ou passando por algo muito parecido com o que eu sentia? Naqueles meses em que meu desejo incestuoso despertou, eu tinha presumido que estava sozinho com aquele sentimento, que era um esquisito, um degenerado. E agora me perguntava se era mesmo algo tão incomum, ou se era algo de que não se falava.
Mas não podia me confiar tratando-se da minha irmã. Ela sempre gostava de me provocar. Talvez simplesmente percebesse como eu a olhava, e agora quisesse me provocar.
De repente, apontou a mangueira para mim. Pôs o dedo na ponta para que a água saísse com mais pressão e me molhou de surpresa.
—Ei, que que tu tá fazendo, sua idiota! —protestei, embora por dentro agradecesse o frescor. A água estava fria e parecia um presente no meio do forno em que a casa tinha se transformado.
Me aproximei decidido a tirar a mangueira das mãos dela, mas Luana sempre tinha sido rápida e ágil. Ela se afastou rindo, correndo alguns passos para trás. Eu a segui, e quando finalmente a alcancei, a abracei por trás para imobilizá-la. Ela se debateu, forcejando com a mangueira, se movendo como um peixe escorregadio. A bunda dela ficou empinada, apertada contra minha coxa primeiro, e depois, inevitavelmente, contra minha virilha.
O roçar foi devastador. O corpo respondeu de imediato. O A cueca justa e o short folgado não foram suficientes para esconder a ereção que cresceu com violência, porque agora ela estava sentindo isso nos glúteos. Para piorar, aquele cu perfeito se esfregou uma e outra vez contra mim, como se em vez de se afastar buscasse exatamente isso: prolongar o contato. Eu tentava tomar a mangueira dela, mas minha atenção estava em outro lugar. A água nos respingava, molhava nossa pele. Sentia a maciez da bunda dela contra meu pau duro, repetida, insistente. Luana ria sem parar, com aquela risada contagiante que misturava inocência e provocação, como se brincar comigo daquele jeito fosse a coisa mais natural do mundo. Seus olhos claros brilhavam sob a luz do sol, cintilantes, cúmplices. A água escorria pelas bochechas, pelo pescoço, pela clavícula, até se perder no vale dos peitos encharcados. Eu tinha o coração batendo na garganta e o desejo me devorando inteiro. Era simples e era perfeito: o sol, a água, o corpo dela contra o meu. —O que vocês estão fazendo? —ouvi de repente. Era a voz de Mariana. Tia Mariana, que aos trinta anos às vezes se comportava mais infantilmente do que nós dois juntos. Mariana, a mesma que na noite passada tinha me pegado com o pau duro e contado pra Luana como se fosse uma fofoca divertida. Mariana, minha primeira fantasia sexual, a mulher com quem, quando garoto, eu tinha sonhado casar. Percebi que finalmente tinha tomado a mangueira de Luana, e a primeira coisa que fiz foi apontar um jato direto pra tia. Ela recebeu em cheio, mas em vez de ficar brava explodiu numa gargalhada. O pareô encharcou na hora, ficando pesado e transparente, então ela simplesmente tirou e jogou de lado com um movimento rápido. Se aproximou de mim rindo, e eu não conseguia parar de olhar pros peitos enormes dela balançando suavemente dentro do sutiã encharcado. A água escorria entre os seios e se perdia na barriga. Agora ela estava igual a Luana: só de fio-dental. Levei o jato de água pra cima e se lambuzar pela cabeça. Mariana fechou os olhos, jogou o cabelo para trás e levantou o rosto, deixando-se banhar, como se estivesse curtindo um banho improvisado. De repente, Luana apareceu atrás dela e tentou arrancar a mangueira de mim. A tia ficou presa entre nós duas. No empurra-empurra, cheguei mais perto, tanto que meu corpo colou no dela, e finalmente senti aqueles peitos se apertando contra o meu peito. O roçar me sacudiu inteiro, me eletrizou. Luana, rápida, conseguiu tirar a mangueira de mim e me jogou um jato gelado. Fiquei encharcado, com a camiseta grudada no torso, enquanto continuava abraçado à Mariana. Ela percebeu. Evidentemente sentiu minha ereção se esmagando contra a barriga dela. —Para com isso, gata —disse ela à Luana, num tom que misturava irritação e riso. Então tudo virou confusão. O sol batia forte nos meus olhos e eu mal enxergava direito. Éramos três corpos se empurrando, encharcados, escorregando, girando uns sobre os outros como se estivéssemos presos numa coreografia improvisada. Sentia o rabo da Mariana se esfregando uma e outra vez contra meu pau duro. Minhas mãos, enredadas na brincadeira, escapavam para os peitos dela sob a desculpa de arrancar a mangueira. Às vezes ela se afastava e ficava de frente pra Luana, e eu ia atrás dela, até que outra vez os três se juntavam num nó de água, risadas e corpos. Minhas mãos pousavam no rabo redondo da Mariana, no começo como se fosse casualidade, até que entendi que ninguém mais fingia: era parte do jogo. Igual quando a tia, ao tentar tirar a mangueira de mim, apertava os peitos enormes contra o meu peito e eu não podia fazer nada além de me afundar naquele contato. O chão tinha virado uma poça ardente sob o sol, mas nada importava. A única coisa que eu sentia era a pele molhada das duas, macia, escorregadia, morna. O roçar dos bundões perfeitos, os peitos encharcados, o som das risadas misturado com o bater da água. Estávamos encharcados e eu à beira da loucura. —O que vocês estão fazendo? Isso é um enchastre—escutamos de repente. Nós três paramos na hora. Eu tentei ajeitar minha camiseta encharcada, rezando para que a mamãe não tivesse notado a ereção brutal que deformava meu short. —Vai, vem —chamou a Mariana, ainda sorrindo—. A gente tá se divertindo. A mamãe manteve distância, parada no batente da porta, de braços cruzados. A silhueta dela sob o vestidinho preto parecia ainda mais provocante que a das outras duas. Por alguns segundos ela nos observou em silêncio, suspirou e no fim esboçou um sorriso resignado. Eu queria que ela se aproximasse, que tirasse esse vestido leve e entrasse na brincadeira. Queria achar qualquer desculpa pra pôr as mãos naquele rabo perfeito que me obcecava. —Vocês são uns bobos —disse simplesmente, e depois virou de costas e entrou na casa. A água continuava escorrendo, morna, mas o calor de verdade agora estava dentro de mim. A presença da mamãe, de certa forma, funcionou como um freio. A gente parou, se olhou com cara de tontos, como se só ali tomássemos consciência da bagunça que tínhamos armado. As meninas pegaram umas toalhas e começaram a se secar, ainda rindo entre elas. Eu fiquei parado, observando, com a respiração ofegante. Escutava as vozes delas, baixinhas, cochichando algo que não consegui entender, até que se acomodaram nas espreguiçadeiras. O sol batia forte, o calor continuava sufocante. Foi aí que a Luana me desestabilizou. Com total naturalidade, ela desabotoou o sutiã, deixou de lado, se acomodou numa espreguiçadeira e fechou os olhos, deitada pra trás. Eu fiquei sem ar. Os peitos dela eram perfeitos: não muito grandes, mas redondos, firmes, empinados como se desafiassem o próprio calor. Os mamilos, escuros e duros, pareciam arder sob o sol, molhados pelas gotinhas que a água ainda deixava na pele. Ela nem pareceu notar minha presença… ou talvez não estivesse nem aí. —Você busca protetor solar pra gente? No meu quarto eu tenho —disse a tia, de repente, e sem titubear se Ela também tirou o sutiã. O mundo desabou pra mim. Os peitos dela ficaram de fora, enormes, impressionantes, muito mais do que minha imaginação tinha conseguido conceber até aquele momento. As aréolas eram largas, escuras, quase hipnóticas, e os mamilos estavam duros, excitados, igual aos da Luana. Eu fiquei boquiaberto, olhando como um idiota, sentindo o pau ficar cada vez mais duro. A Mariana já não me olhava; parecia alheia, tranquila no próprio jogo, mas a real é que ela tinha me dado uma ordem direta: trazer o protetor solar pra ela.
—Claro —consegui dizer, com a voz embargada—, já volto.
Fui em direção à casa, ainda tremendo. Entrei pela cozinha e foi aí que esbarrei com a mamãe. Ela estava parada na frente da pia, e quando me viu entrar pingando água pra todo lado, franziu a testa.
—Nem pense em entrar assim —ela me disse—. Você vai deixar poça pela casa toda.
Parei, sem jeito. Diferente das meninas, eu ainda estava bem vestido: camiseta encharcada, bermuda grudenta, tênis molhado. O chão já estava cheio de pegadas escuras.
A mamãe caminhou até mim. Sem dizer nada, levou uma mão à barra da minha camiseta e levantou. Eu respirei fundo, surpreso. Ela tirou de um puxão só. O ar quente bateu no meu torso molhado.
Depois desceu a mão até minha cintura. Naquele instante ela deve ter notado. A dureza sob o tecido, impossível de disfarçar. Eu fiquei gelado. Ela desabotoou o botão da bermuda e abaixou sem esforço. Fiquei só de cueca, com o pau duro feito pedra, marcado obscenamente contra o tecido.
—Como fica duro rápido! —ela me disse de repente, olhando fixo nos meus olhos.
Naquele olhar tinha algo que eu não quis acreditar, algo parecido com tesão. O coração batia acelerado. Fiquei vermelho na hora.
—Não se preocupe —ela acrescentou logo, como se tirasse a importância—. Já falamos que isso é normal. Além do mais, você me viu numa situação muito pior.
Assenti, nervoso, lembrando do corpo nu dela, da buceta encharcada, depois do gozo.
—É… mas às vezes eu queria que ele não ficasse duro assim, de repente. Ela sorriu com ternura. — Tá bom, não se preocupa. Quando você for mais velho, vai agradecer por ele ficar duro assim tão fácil. Ela deu uns tapinhas leves no meu ombro, como se me tranquilizasse. Depois apontou com a cabeça pro tanque. — Vai lá colocar a roupa na máquina de lavar. Obedeci sem reclamar. Tirei o chinelo, coloquei a roupa no tambor e fechei a tampa. O pau continuava duro, rebelde, batendo contra a cueca. Voltei pra cozinha, ainda respirando ofegante. Quando passei do lado dela, ela estremeceu de leve, como se tivesse percebido algo no ar. — Você cresceu muito — me disse, com um tom estranho, carregado de nostalgia. — E você continua tão jovem quanto há dez anos — me saiu, quase sem pensar. Ela sorriu, entre incrédula e lisonjeada. — Que mentiroso. — Não, é verdade. Você tá linda. — Obrigada, você é um doce — me respondeu, e então, como se nada, se inclinou e me deu um beijo suave no rosto. Subi a escada mais excitado do que nunca, direto pro quarto da Mariana buscar o protetor solar. Depois vesti roupa seca e desci de novo. Lá estavam as duas, conversando como se nada, com seus peitos túrgidos nus. — Que foi? Foi lá fabricar o protetor solar? — perguntou Luana, com ironia, enquanto entregava o pote pra tia. Engoli em seco, nervoso. O pau não tinha amolecido em momento nenhum. Não tive coragem de perguntar se podia ficar ali, nem elas me ofereceram. Mas com aquela paisagem que me davam era mais que suficiente. Decidi entrar de novo. Além disso, se eu ficasse ali, era capaz de gozar dentro da minha bermuda, sem nem me tocar.
Suas tetas enormes mal cabiam numa blusinha preta que parecia prestes a estourar a qualquer momento, de tanta pressão que aqueles peitos faziam. Estava descalça, e na cintura tinha um pareô semitransparente amarrado no quadril. Parecia mais uma mulher indo pra praia do que alguém trancado em quarentena. O tecido deixava adivinhar a bucetinha que ela tinha embaixo. O cabelo estava preso de um jeito prático, mas até isso dava um ar provocante. A pele dela brilhava de leve, como se o calor tivesse envernizado ela.Não entendia por que caralhos ela estava assim, mas já começava a me enlouquecer. Que isso me acontecesse logo depois de ter tido aquela conversa quente com minha irmã era demais.
Senti um calor insuportável e não era só a excitação que me percorria, mas também o da sala abafada.
— O ar-condicionado quebrou — disse minha tia gostosa, apontando pro aparelho da sala.
— Ah, que merda! — respondi, tentando me concentrar nesse fato cotidiano pra não pensar nas cinquenta maneiras como eu comeria ela.
— É por isso que estou assim — acrescentou com naturalidade, ajeitando o pareô.
A imagem era imponente. Uma escultura humana esculpida à mão por um artista que entendia muito bem de erotismo e luxúria. Era tudo o que um homem podia desejar. Pra completar, a tia, além de estar terrivelmente gostosa, tinha aquela atitude que animava os homens a encará-la, embora, na real, poucos tivessem chance com ela. Ou pelo menos era o que eu achava.
Comigo sempre tinha sido boa, carinhosa. Era o tipo de tia que todo garoto queria ter. Só que agora eu não a via mais como tia. Ou melhor, via ela como uma tia que eu queria comer selvagemente.
Percebi que fazia um tempo bom demais que eu olhava pras tetas dela, então desviei o olhar pros olhos dela, rezando pra que ela não tivesse notado, ou que pelo menos fingisse não notar.
— Não te incomoda eu andar assim pela casa, né? — disse ela.
— Não, imagina… Como é que ia me incomodar? — respondi, enquanto por dentro sentia que Isso me deixava louco. Aquele pareô, mais do que cobrir, acentuava a sensualidade dela. E o fato de ser tão fácil de desamarrar me fazia ter os pensamentos mais sujos com ela. De verdade, aquela quarentena estava se tornando uma tortura. Então a mamãe saiu da cozinha. Estava com um vestidinho preto, curto e leve, que flutuava a cada passo. O cabelo preso deixava o rosto dela livre. Ela também estava se adaptando ao calor com roupas leves, embora não tão provocantes quanto a tia Mariana. Não me surpreendi ao me pegar desejando que a mamãe também estivesse quase pelada. Mas mesmo assim, com aquele vestidinho, era mais do que suficiente para eu esquecer que se tratava da mulher que me gerou.
—Impossível vir um técnico hoje —sentenciou com fastio —. Com sorte, amanhã. Já me explicaram o protocolo: tem que abrir a porta, manter pelo menos três metros de distância e usar máscara. Mas mesmo assim…Eu a escutava, mas na minha cabeça se formava outra imagem: tia Mariana vestida tal como estava, com uma máscara cobrindo a boca, e o técnico entrando, se deparando com aquele espetáculo. Pobre cara, ele ficaria louco.
—Vai ter que esperar até amanhã —disse a tia, resignada.
—Com sorte —repetiu mamãe, cansada —. Mas não penso passar o dia todo trancada no quarto.
—No meu também não funciona o ar —acrescentou Mariana.
—E por que não me disse antes? —repreendeu mamãe.
—É que faz um tempão que não funciona, mas não pensei que fosse fazer tanto calor —respondeu.
—Hoje estamos no forno, literalmente —disse mamãe, e suspirou.
Entrou na cozinha, e saiu logo em seguida. A vi caminhar com uma bandeja de salada entre as mãos e, embora o gesto fosse simples, o movimento dos seus quadris me pareceu o de uma garçonete de fantasia, com aquele vestido curto colado à pele e os peitos tensionando o tecido. Era impossível não deixar a luxúria começar a subir de novo dentro de mim.
Deixou a salada sobre a mesa da sala de jantar, e nos disse para sentarmos para comer.
Mas a coisa não terminou aí. Uns segundos depois apareceu Luana, exatamente como eu a tinha visto lá em cima: uma camisetinha curta, sem sutiã, e apenas uma fio-dental que aparecia descarada. Eu não tinha esperado que ela saísse assim. Uma coisa era ficar de bunda de fora no quarto dela, mas na sala de jantar…
—O que você tá fazendo assim, menina? —disse mamãe, arqueando as sobrancelhas.
—Nem louca eu coloco uma calça —respondeu ela, cruzando os braços.
—Pelo menos coloca uma saia —insistiu mamãe, estalando a língua.
—Deixa ela, se tá confortável assim —interveio Mariana, em sua defesa —. Além disso, estamos em família, e o calor é insuportável.
—É, não tem problema —reforçou Luana, e depois olhou diretamente para mim com aquele sorriso dela que parecia uma provocação —. Afinal, o único homem aqui é o Lucio. Não precisamos ficar nos escondendo, nem nos preocupar porque algum punheteiro vai nos assediar ou, pior, nos estuprar. —Não precisa falar desse jeito — repreendeu a mamãe. Senti que devia dizer algo, mesmo que as palavras mal saíssem. —Por mim, não tem problema — consegui dizer, enquanto o sangue queimava no meu rosto e no meu pau. Antes de me sentar para comer, abaixei um ventilador velho de pé, mas ele mal jogava um ar morno que se desfazia assim que roçava na nossa pele. Abrimos a janela, mas também não corria muito vento; na verdade, parecia que entrava ar quente, como se lá fora tivesse um forno aberto. O calor era sufocante, daqueles que grudam nas suas costas e fazem você sentir que qualquer movimento é demais. O mais provável era que mais cedo ou mais tarde todos voltássemos para nossos quartos para nos refugiar, porque a sala de estar estava se tornando inabitável. A mamãe nos tinha acostumados a não usar os celulares à mesa, mas com aquele calor e aquele confinamento, a única coisa que me dava vontade era entrar na internet, conversar com meus amigos, me distrair. E mesmo assim, enquanto pensava nisso, respondi a mim mesmo que nenhum deles podia estar vivendo algo como o meu. Nenhum podia ter a sorte — ou a condenação — de estar trancado com três mulheres assim. O meu era único. Ninguém poderia entender esses desejos distorcidos que me acometiam, essa mistura de vergonha e luxúria que me devorava. Percebi que a pior coisa que eu podia fazer era me trancar no meu quarto. Lá eu tinha as três. Se não podia transar com nenhuma delas, pelo menos aproveitaria a paisagem que me presenteavam. Olhei para elas uma a uma, disfarçando o melhor que pude. Naquele momento, a que mais me chamava a atenção era a tia, já que as outras, estando sentadas ao redor da mesa, eu só via os torsos cobertos. Mariana, por outro lado… Era muito difícil não olhar para as tetas dela. Além disso, quando se inclinava para comer, ambas as mamas se apoiavam na mesa, como se fossem um segundo prato que me Eu comeria com muito prazer. Percebi que seria impossível evitar que o pau ficasse duro. Eu nem tinha conseguido me masturbar quando saí do quarto da Luana. Isso pelo menos me aliviaria um pouco. Mas pelo menos dessa vez eu tinha tomado precauções: estava usando uma camiseta comprida que me cobria até o meio das pernas e, por baixo, uma cueca menor que o normal, cujo elástico apertava meu pau com força, de modo que, mesmo se ficasse duro, não aparecesse tanto. Por cima de tudo, um short folgado. Era o máximo que eu podia fazer. E mesmo assim, estava convencido de que naquela tarde eu teria mais de um susto. O espetáculo era constante. Quando a Luana se levantou pra levar os pratos pra cozinha, eu a segui com os talheres e não me privei de contemplar aquele rabo perfeito, o fio dental afundado no meio das nádegas como uma provocação. Eu me perguntava se ela fazia de propósito, se ela sabia que me deixava excitado. Depois, quando terminei de lavar os pratos, esbarrei com a tia Mariana. Era impossível passar perto dela sem sentir que os peitos dela se impunham, enormes, como se ocupassem mais espaço do que o permitido. Às vezes me parecia que ela tinha que se desviar pra um lado pra não esbarrar neles, embora no fundo eu desejasse que ela fizesse isso, que esmagasse meu rosto com aquela dianteira descomunal. O simples fato de imaginar enfiar a boca ali me fazia perder a noção do tempo. Ficamos um tempo na sala, aguentando o calor como dava. O ventilador girava inutilmente, e as gotas de suor escorriam devagar pelas clavículas, pelas coxas, pelos braços delas. Eu já sabia que logo alguma ia desertar pro quarto, mas antes que isso acontecesse, a Luana soltou uma das dela. —Sinceramente, a gente devia ficar sempre sem sutiã —disse de repente, se espreguiçando e cruzando os braços atrás da nuca, como pra reforçar. —O que você tá falando, menina? —repreendeu a mamãe, arqueando uma sobrancelha. —E é, são desconfortáveis —insistiu minha irmã—. Vocês não sabem melhor que ninguém? Apertam, te deixam marcas, cortam a circulação. E nesse calor… pior.
—Não se faz —riu Mariana, dirigindo-se à irmã —. Agora você também não tem.
—Óbvio, mas estou coberta com o vestido —respondeu mamãe, suspirando.
Luana não desistiu:
—Bom, olha a pobre tia, obrigada a ficar sempre apertada.
Mariana soltou uma risada suave, e as bochechas dela se acenderam de leve.
—Não pense. Pra mim vêm bem, pelo tamanho —disse, levando as mãos aos peitos, sacudindo-os obscenamente, num movimento que me hipnotizou —. Se você soubesse o que pesam… Termino com os ombros marcados, as costas destruídas, e olha que compro os bons. Imagina com os baratos. Mas sim, com esse calor, eu gostaria de ficar sem nada me apertando.
Mamãe assentiu com um gesto resignado:
—Eu também tenho que aguentar isso. Às vezes termino com as alças cravadas na pele, como se tivesse dormido com as cordas amarradas.
—Bom, na verdade, a gente não dorme de sutiã. Sabia disso, Lucio?
A pergunta me fez ficar vermelho. Além disso, não sabia o que responder. De fato, não sabia, mas, não ia parecer um puritano?
—Muitos homens não sabem —disse a tia, saindo em meu socorro —. Principalmente os homens que ainda não dormiram com nenhuma mulher.
Luana riu cruelmente, e eu senti que ficava mais vermelho. Não podia acreditar que a tia me dizia aquilo.
—Não falei pra zombar —disse logo —. Só que os homens que já têm certa idade pra dormir com as mulheres sabem que não costumamos dormir de sutiã. Já um garoto da sua idade, ou até mais velho, talvez não saiba.
—Claro, entendo —disse, tentando fazer a cor sumir do meu rosto.
—E por que você não tira um pouco? —saltou Luana, maliciosa, olhando fixo pra tia.
—Menina! —repreendeu mamãe, embora com menos firmeza que antes.
Mariana deu de ombros e sorriu, divertida.
—Já te disse: vontade não me falta —disse, olhando de esguelha pra mim.
Eu fiquei congelado com a ideia. Imaginar ela libertando aquelas 2 peitos, deixando que caíssem pesados e naturais na minha frente, me deu um arrepio. —Não fala merda —cortou a mamãe, balançando a mão. Mas Luana continuou: —Você não estaria melhor sem esse vestido? Mamãe piscou, surpresa. —Bom… agora sim —reconheceu—. Mas não vou tirar aqui. —E por que não? Se estamos em família. O dia tá ideal pra deitar no quintal, pegar um sol e fazer topless. Eu não aguentava mais. Minha cabeça era um turbilhão de imagens: Tia Mariana desabotoando o sutiã, Luana deitada de bruços com o biquíni deslocado, Mamãe levantando o vestido com aquela seriedade dela que deixava tudo ainda mais excitante. Era uma imagem do paraíso. —Chega de bobagem —cortou finalmente a mamãe. Depois de um tempo, Luana desapareceu. O calor era tão intenso que pensei que ela teria subido pra se refugiar no quarto, que tinha ar-condicionado, mas logo ouvi a voz dela me chamando do quintal. Um grito brincalhão, claro, que me tirou da moleza. Saí pra procurá-la e a encontrei perto da piscina. Vazia, é claro. A gente deveria ter limpado antes do calor começar, mas ninguém se ocupou, e agora só restavam as lajes quentes e a estrutura vazia. Mesmo assim, Luana tinha encontrado um jeito de transformar o quintal no palco dela. Estava contra a parede do muro, com a mangueira desenrolada na mão. Apontava o jato de água pro corpo, se deixando molhar como se estivesse numa festa particular. Mexia os quadris devagar, com um ritmo sugestivo, como se improvisasse uma dança erótica só pra mim.
—Vem! —ela me chamou, com o dedo indicador curvado num gesto travesso.Ela sorriu com descaramento. Levou a mangueira à cabeça, deixando a água cair sobre o cabelo e escorrer pela pele. A camiseta fina que ela usava encharcou na hora, grudando no corpo. Os mamilos se marcaram com descaramento, tensionando o tecido como se quisessem rasgá-lo. A água descia pelos peitos, escorria pelo abdômen liso e desaparecia sob o tecido mínimo da calcinha fio-dental, que também começava a aderir às suas curvas.
A imagem me deixou imóvel. Parecia uma sereia fugida de algum sonho proibido.
Me aproximei dela, como se estivesse possuído. Não entendia a que se devia aquela atitude brincalhona e sedutora. Estava zombando de mim ou passando por algo muito parecido com o que eu sentia? Naqueles meses em que meu desejo incestuoso despertou, eu tinha presumido que estava sozinho com aquele sentimento, que era um esquisito, um degenerado. E agora me perguntava se era mesmo algo tão incomum, ou se era algo de que não se falava.
Mas não podia me confiar tratando-se da minha irmã. Ela sempre gostava de me provocar. Talvez simplesmente percebesse como eu a olhava, e agora quisesse me provocar.
De repente, apontou a mangueira para mim. Pôs o dedo na ponta para que a água saísse com mais pressão e me molhou de surpresa.
—Ei, que que tu tá fazendo, sua idiota! —protestei, embora por dentro agradecesse o frescor. A água estava fria e parecia um presente no meio do forno em que a casa tinha se transformado.
Me aproximei decidido a tirar a mangueira das mãos dela, mas Luana sempre tinha sido rápida e ágil. Ela se afastou rindo, correndo alguns passos para trás. Eu a segui, e quando finalmente a alcancei, a abracei por trás para imobilizá-la. Ela se debateu, forcejando com a mangueira, se movendo como um peixe escorregadio. A bunda dela ficou empinada, apertada contra minha coxa primeiro, e depois, inevitavelmente, contra minha virilha.
O roçar foi devastador. O corpo respondeu de imediato. O A cueca justa e o short folgado não foram suficientes para esconder a ereção que cresceu com violência, porque agora ela estava sentindo isso nos glúteos. Para piorar, aquele cu perfeito se esfregou uma e outra vez contra mim, como se em vez de se afastar buscasse exatamente isso: prolongar o contato. Eu tentava tomar a mangueira dela, mas minha atenção estava em outro lugar. A água nos respingava, molhava nossa pele. Sentia a maciez da bunda dela contra meu pau duro, repetida, insistente. Luana ria sem parar, com aquela risada contagiante que misturava inocência e provocação, como se brincar comigo daquele jeito fosse a coisa mais natural do mundo. Seus olhos claros brilhavam sob a luz do sol, cintilantes, cúmplices. A água escorria pelas bochechas, pelo pescoço, pela clavícula, até se perder no vale dos peitos encharcados. Eu tinha o coração batendo na garganta e o desejo me devorando inteiro. Era simples e era perfeito: o sol, a água, o corpo dela contra o meu. —O que vocês estão fazendo? —ouvi de repente. Era a voz de Mariana. Tia Mariana, que aos trinta anos às vezes se comportava mais infantilmente do que nós dois juntos. Mariana, a mesma que na noite passada tinha me pegado com o pau duro e contado pra Luana como se fosse uma fofoca divertida. Mariana, minha primeira fantasia sexual, a mulher com quem, quando garoto, eu tinha sonhado casar. Percebi que finalmente tinha tomado a mangueira de Luana, e a primeira coisa que fiz foi apontar um jato direto pra tia. Ela recebeu em cheio, mas em vez de ficar brava explodiu numa gargalhada. O pareô encharcou na hora, ficando pesado e transparente, então ela simplesmente tirou e jogou de lado com um movimento rápido. Se aproximou de mim rindo, e eu não conseguia parar de olhar pros peitos enormes dela balançando suavemente dentro do sutiã encharcado. A água escorria entre os seios e se perdia na barriga. Agora ela estava igual a Luana: só de fio-dental. Levei o jato de água pra cima e se lambuzar pela cabeça. Mariana fechou os olhos, jogou o cabelo para trás e levantou o rosto, deixando-se banhar, como se estivesse curtindo um banho improvisado. De repente, Luana apareceu atrás dela e tentou arrancar a mangueira de mim. A tia ficou presa entre nós duas. No empurra-empurra, cheguei mais perto, tanto que meu corpo colou no dela, e finalmente senti aqueles peitos se apertando contra o meu peito. O roçar me sacudiu inteiro, me eletrizou. Luana, rápida, conseguiu tirar a mangueira de mim e me jogou um jato gelado. Fiquei encharcado, com a camiseta grudada no torso, enquanto continuava abraçado à Mariana. Ela percebeu. Evidentemente sentiu minha ereção se esmagando contra a barriga dela. —Para com isso, gata —disse ela à Luana, num tom que misturava irritação e riso. Então tudo virou confusão. O sol batia forte nos meus olhos e eu mal enxergava direito. Éramos três corpos se empurrando, encharcados, escorregando, girando uns sobre os outros como se estivéssemos presos numa coreografia improvisada. Sentia o rabo da Mariana se esfregando uma e outra vez contra meu pau duro. Minhas mãos, enredadas na brincadeira, escapavam para os peitos dela sob a desculpa de arrancar a mangueira. Às vezes ela se afastava e ficava de frente pra Luana, e eu ia atrás dela, até que outra vez os três se juntavam num nó de água, risadas e corpos. Minhas mãos pousavam no rabo redondo da Mariana, no começo como se fosse casualidade, até que entendi que ninguém mais fingia: era parte do jogo. Igual quando a tia, ao tentar tirar a mangueira de mim, apertava os peitos enormes contra o meu peito e eu não podia fazer nada além de me afundar naquele contato. O chão tinha virado uma poça ardente sob o sol, mas nada importava. A única coisa que eu sentia era a pele molhada das duas, macia, escorregadia, morna. O roçar dos bundões perfeitos, os peitos encharcados, o som das risadas misturado com o bater da água. Estávamos encharcados e eu à beira da loucura. —O que vocês estão fazendo? Isso é um enchastre—escutamos de repente. Nós três paramos na hora. Eu tentei ajeitar minha camiseta encharcada, rezando para que a mamãe não tivesse notado a ereção brutal que deformava meu short. —Vai, vem —chamou a Mariana, ainda sorrindo—. A gente tá se divertindo. A mamãe manteve distância, parada no batente da porta, de braços cruzados. A silhueta dela sob o vestidinho preto parecia ainda mais provocante que a das outras duas. Por alguns segundos ela nos observou em silêncio, suspirou e no fim esboçou um sorriso resignado. Eu queria que ela se aproximasse, que tirasse esse vestido leve e entrasse na brincadeira. Queria achar qualquer desculpa pra pôr as mãos naquele rabo perfeito que me obcecava. —Vocês são uns bobos —disse simplesmente, e depois virou de costas e entrou na casa. A água continuava escorrendo, morna, mas o calor de verdade agora estava dentro de mim. A presença da mamãe, de certa forma, funcionou como um freio. A gente parou, se olhou com cara de tontos, como se só ali tomássemos consciência da bagunça que tínhamos armado. As meninas pegaram umas toalhas e começaram a se secar, ainda rindo entre elas. Eu fiquei parado, observando, com a respiração ofegante. Escutava as vozes delas, baixinhas, cochichando algo que não consegui entender, até que se acomodaram nas espreguiçadeiras. O sol batia forte, o calor continuava sufocante. Foi aí que a Luana me desestabilizou. Com total naturalidade, ela desabotoou o sutiã, deixou de lado, se acomodou numa espreguiçadeira e fechou os olhos, deitada pra trás. Eu fiquei sem ar. Os peitos dela eram perfeitos: não muito grandes, mas redondos, firmes, empinados como se desafiassem o próprio calor. Os mamilos, escuros e duros, pareciam arder sob o sol, molhados pelas gotinhas que a água ainda deixava na pele. Ela nem pareceu notar minha presença… ou talvez não estivesse nem aí. —Você busca protetor solar pra gente? No meu quarto eu tenho —disse a tia, de repente, e sem titubear se Ela também tirou o sutiã. O mundo desabou pra mim. Os peitos dela ficaram de fora, enormes, impressionantes, muito mais do que minha imaginação tinha conseguido conceber até aquele momento. As aréolas eram largas, escuras, quase hipnóticas, e os mamilos estavam duros, excitados, igual aos da Luana. Eu fiquei boquiaberto, olhando como um idiota, sentindo o pau ficar cada vez mais duro. A Mariana já não me olhava; parecia alheia, tranquila no próprio jogo, mas a real é que ela tinha me dado uma ordem direta: trazer o protetor solar pra ela.
—Claro —consegui dizer, com a voz embargada—, já volto.
Fui em direção à casa, ainda tremendo. Entrei pela cozinha e foi aí que esbarrei com a mamãe. Ela estava parada na frente da pia, e quando me viu entrar pingando água pra todo lado, franziu a testa.
—Nem pense em entrar assim —ela me disse—. Você vai deixar poça pela casa toda.
Parei, sem jeito. Diferente das meninas, eu ainda estava bem vestido: camiseta encharcada, bermuda grudenta, tênis molhado. O chão já estava cheio de pegadas escuras.
A mamãe caminhou até mim. Sem dizer nada, levou uma mão à barra da minha camiseta e levantou. Eu respirei fundo, surpreso. Ela tirou de um puxão só. O ar quente bateu no meu torso molhado.
Depois desceu a mão até minha cintura. Naquele instante ela deve ter notado. A dureza sob o tecido, impossível de disfarçar. Eu fiquei gelado. Ela desabotoou o botão da bermuda e abaixou sem esforço. Fiquei só de cueca, com o pau duro feito pedra, marcado obscenamente contra o tecido.
—Como fica duro rápido! —ela me disse de repente, olhando fixo nos meus olhos.
Naquele olhar tinha algo que eu não quis acreditar, algo parecido com tesão. O coração batia acelerado. Fiquei vermelho na hora.
—Não se preocupe —ela acrescentou logo, como se tirasse a importância—. Já falamos que isso é normal. Além do mais, você me viu numa situação muito pior.
Assenti, nervoso, lembrando do corpo nu dela, da buceta encharcada, depois do gozo.
—É… mas às vezes eu queria que ele não ficasse duro assim, de repente. Ela sorriu com ternura. — Tá bom, não se preocupa. Quando você for mais velho, vai agradecer por ele ficar duro assim tão fácil. Ela deu uns tapinhas leves no meu ombro, como se me tranquilizasse. Depois apontou com a cabeça pro tanque. — Vai lá colocar a roupa na máquina de lavar. Obedeci sem reclamar. Tirei o chinelo, coloquei a roupa no tambor e fechei a tampa. O pau continuava duro, rebelde, batendo contra a cueca. Voltei pra cozinha, ainda respirando ofegante. Quando passei do lado dela, ela estremeceu de leve, como se tivesse percebido algo no ar. — Você cresceu muito — me disse, com um tom estranho, carregado de nostalgia. — E você continua tão jovem quanto há dez anos — me saiu, quase sem pensar. Ela sorriu, entre incrédula e lisonjeada. — Que mentiroso. — Não, é verdade. Você tá linda. — Obrigada, você é um doce — me respondeu, e então, como se nada, se inclinou e me deu um beijo suave no rosto. Subi a escada mais excitado do que nunca, direto pro quarto da Mariana buscar o protetor solar. Depois vesti roupa seca e desci de novo. Lá estavam as duas, conversando como se nada, com seus peitos túrgidos nus. — Que foi? Foi lá fabricar o protetor solar? — perguntou Luana, com ironia, enquanto entregava o pote pra tia. Engoli em seco, nervoso. O pau não tinha amolecido em momento nenhum. Não tive coragem de perguntar se podia ficar ali, nem elas me ofereceram. Mas com aquela paisagem que me davam era mais que suficiente. Decidi entrar de novo. Além disso, se eu ficasse ali, era capaz de gozar dentro da minha bermuda, sem nem me tocar.
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