Isso aconteceu no ano passado, eu tava há três meses comendo ovo cozido, literalmente. Ficar desempregada aos 22 era uma merda; você acaba com as economias, entra em depressão e termina aceitando que o mundo não te deve nada, já quase terminando a faculdade. Por isso, quando a Lili me disse que o pai dela precisava de alguém de confiança pro caixa e pro estoque na loja de tintas dele, não pensei duas vezes. —Meu pai é meio ogro pro trabalho, mas paga em dia e te conhece desde sempre, Caro. Vai fundo —me disse a Lili enquanto tomávamos um café. Eu sempre soube quem era o Sergio. O típico senhor respeitável, sério, que quando eu ia na casa dele estudar com a Lili nos cumprimentava com um "oi, meninas" e se trancava no quarto. Mas claro, desde que o conheço eu era pequena e já fazia um tempo desde os 18 anos que não o via e ele era só "o pai da minha amiga" até então. Na segunda-feira da entrevista cheguei cedo na loja. Coloquei uns shorts semi formais que, na verdade, apertavam um pouco a bunda, mas eram os únicos que estavam de acordo com a situação e com o calor que fazia. Eu sempre fui assim: baixinha, de 1,50, com minhas curvas bem postas e a cara simpática que herdei da minha mãe, branquinha e com bons peitos, uma boa bunda e pernas bonitas ou pelo menos é o que me dizem. Tava de salto e basicamente como estou na foto.
Quando eu entrei, o cheiro de solvente me bateu na cara. Sergio estava de costas, movendo uns baldes de impermeabilizante como se fossem latas de refrigerante. O cara tem 1,85 e uma costa que parece um muro. Quando ele se virou pra me ver, senti um buraco no estômago que não era de fome. —Caro? —ele perguntou, tirando os óculos e me varrendo com o olhar de cima a baixo. Ele parou um segundo a mais nos meus quadris, ou talvez tenha sido imaginação minha—. Você cresceu, magrela. Bom, nem tão magrela assim. Fiquei vermelha na hora. Ele soltou uma risadinha rouca e limpou as mãos num pano cheio de graxa. Estava com uma camisa polo que ficava justa nos bíceps. —Entra no escritório —ele ordenou, apontando pro cubículo do fundo—. Os peões chegam em dez minutos e quero te explicar como isso funciona aqui antes que eles comecem com a bagunça. Caminhei na frente dele e senti o olhar dele cravado nas minhas costas o trajeto inteiro. O lugar estava vazio, em silêncio, e o roçar das minhas próprias coxas ao andar me fazia sentir estranha. Sentei na cadeira em frente à mesa dele e ele ficou de pé, com aquele ar de homem maduro que sabe perfeitamente quais peças mover. —Aqui não se vem pra brincar, Caro. A Lili diz que você é esperta, e eu preciso de ordem —ele disse apoiando as mãos na mesa, se inclinando na minha direção. Pude ver de perto o pelo escuro que saía pelo decote da camisa, aquele mesmo que eu já imaginava que cobria o peito todo dele. Ele cheirava a uma mistura de homem trabalhador e loção cara. Naquele momento, eu soube que ter aceitado o emprego ia ser o maior problema da minha vida. Fiquei ali sentada, vendo o Sergio revisar uns papéis, e senti que meu rosto queimava. Não entendia nada. Tipo, ele era o pai da Lili, eu o conhecia desde que a gente usava uniforme escolar, mas agora eu sentia que estava vendo ele pela primeira vez. Comecei a pensar: será que faz tanto tempo que estou de dieta de sexo que qualquer cara já me parece gostoso? Porque, sinceramente, entre a busca por trampo e a depressão de estar sem grana, minha vida sexual estava mais morta que tudo. Mas não, não era isso. Já vi caras na academia ou na rua e nem aí. O negócio com o Sergio era outra coisa. Fiquei hipnotizada com as mãos dele. Eram mãos de homem, grandes, com os nós dos dedos marcados e um pouco de tinta velha embaixo das unhas. Nada a ver com os dedos fininhos dos caras com quem eu saía antes. E aí tinha aquele peito... não conseguia parar de olhar como o tecido da camiseta esticava cada vez que ele se mexia. "Se controla, Caro", falei pra mim mesma. "Ele é o chefe. É o pai da sua amiga. Não seja puta". Mas quanto mais eu tentava me convencer de que estava errado, mais eu reparava em como a calça de trabalho caía nele ou naquele olhar pesado que te fazia sentir que ele estava te despindo sem querer. — Você me ouviu, Caro? Ou ficou viajando? — soltou o Sergio de repente, me tirando dos meus pensamentos. — Sim, sim... que os inventários são feitos nas sextas, né? — menti, rezando pra que ele não percebesse que eu estava imaginando coisas que não tinham nada a ver com latas de tinta. Ele ficou me olhando um segundo a mais, com aquele meio sorriso daqueles que te dizem que ele não acredita em você nem um pouco, mas que curte o jogo. — Exato. Nas sextas — repetiu, baixando a voz —. E é bom que não escape nada, porque sou muito exigente com o que é meu. Senti um arrepio que desceu pela minha espinha inteira até as pernas. Levantei rápido pra sair pro balcão antes que me desse alguma coisa ali mesmo. — E aí, chefa! — gritou um dos caras, descendo da caminhonete —. Você é a nova? Que bom que trouxeram algo bonito pra ver por aqui! Ia responder algo simpático, mas senti o Sergio parar logo atrás de mim, como marcando território. A presença dele era tão imponente que o ajudante se calou na hora e começou a descer os baldes sem dizer um pio. O Sergio não falou nada, mas senti a respiração dele na minha cabeça e o calor do corpo dele a centímetros das minhas costas. Eu amava e morria de medo ao mesmo tempo tempo. O dia ficou pesado. Entre o calor que fazia e o cheiro de tinta, eu sentia a roupa grudando no corpo. Os ajudantes, o Beto e o Javi, não paravam de circular com latas pra lá e pra cá, brincando e fazendo barulho. Eu tentava me concentrar no computador, mas o Sergio não facilitava. Toda vez que passava por trás da minha cadeira, eu sentia aquela energia de homem mais velho que faz você se endireitar sem querer. Num momento, tive que ir ao depósito do fundo buscar uma amostra de impermeabilizantes que um cliente estava pedindo. O corredor era superestreito, cheio de prateleiras metálicas altas até o teto. Eu estava lá, me esticando pra alcançar uma pasta, quando senti que alguém bloqueava a luz da entrada. Era o Sergio. — Tá na prateleira de cima, Caro. Você não vai alcançar nem se ficar na ponta dos pés — disse com aquela voz rouca, meio zombando da minha altura. Me levantei de novo, já que eu estava de joelhos quase de quatro kkkkk obviamente ele teve uma visão muito boa do meu bumbum e ainda mais com o short que eu estava usando, eu tinha mostrado tudo. Ele colou nas minhas costas pra alcançar a pasta. Senti todo o corpo dele, de 1,85 de puro músculo e autoridade, me pressionando contra a prateleira. O peito peludo dele, aquele que dava pra ver sob a camiseta, roçou meus ombros, e os braços dele envolveram minha cintura pra chegar mais alto. Fiquei sem ar. Meu 1,50 desapareceu sob a sombra dele. — Aqui está — sussurrou, mas não se afastou na hora. Bem nesse momento, ouvimos o grito que me trouxe de volta à realidade como um balde de gelo. — Tem alguém aí?! Pai! Caro! Era a Lili. Me separei do Sergio como se tivesse levado um choque. Ele, por outro lado, nem se abalou; pegou a pasta com uma calma que me deu inveja e saiu do depósito como se nada estivesse acontecendo. Eu fiquei ali um segundo, tentando fazer o coração não sair pela boca, e saí pro balcão e lá estava a Lili, toda tranquila, com seus óculos de sol e um sorriso. — Amiga! Que estranho te ver aqui de avental —me disse ele rindo e me dando um beijo no rosto —. Como o ogro do meu pai está te tratando? Espero que ele não seja muito chato com você. Olhei para Sergio. Ele estava apoiado no balcão, olhando para nós duas com uma cara impressionante. Cruzou os braços, e os bíceps ficaram tão marcados que quase estouravam as mangas da camisa polo. —Sua amiga é muito eficiente, Lili. Faz só algumas horas e ela já está aprendendo onde guardo cada coisa —disse ele, me lançando um olhar que me deixou inquieta. Lili não suspeitava de absolutamente nada. Começou a me contar o que faríamos mais tarde, enquanto eu sentia a culpa se misturando com o desejo. Estava ali, enganando minha melhor amiga sem ter feito nada ainda, mas me sentindo mais pecadora do que nunca só pela forma como Sergio me tocou no estoque e pelos pensamentos que eu tinha com ele. Assim, o primeiro mês foi de puro reconhecimento. Eu andava com o pé atrás, tentando ser a funcionária perfeita para que Lili não ficasse mal por ter me indicado. Sergio era pura autoridade; me dava ordens curtas e ficava no escritório dele. Mas depois de duas semanas, a coisa mudou. Ele começou a sair mais vezes para o balcão só para "verificar" coisas que claramente já estavam bem. Eu sentia que ele me procurava com o olhar. Um dia, enquanto eu subia uns potes na prateleira, peguei ele olhando para a minha bunda com uma cara de pau que me fez derrubar a trena. Ele só levantou uma sobrancelha e entrou no escritório sem dizer nada. No segundo mês, a confiança já nos permitia brincar um pouco mais. Eu já tinha pegado o jeito dele. Sabia que ele gostava que eu o desafiasse um pouquinho. —Sergio, se você continuar comprando esse tom de azul, vai ficar tudo no estoque —falei um dia, cruzando os braços. Ele se aproximou de mim, invadindo meu espaço pessoal até que o peito dele quase roçasse nos meus peitos. —Você dá um jeito de vender, Caro. Com esse sorrisinho que você tem, convence qualquer um de que azul é a melhor cor do mundo —ele soltou a meio metro da minha cara. Essa foi a primeira vez que não Baixei o olhar. Fiquei ali, aguentando o clima, sentindo como minhas curvas se tensavam sob a sombra dele de 1,85. O terceiro mês já foi tortura total. O flerte virou algo diário, quase uma rotina necessária pra aguentar o turno. Eu já não vestia qualquer coisa pra ir trabalhar; procurava aquela calça jeans que eu sabia que me deixava com um bundão e camisetas que destacassem meu rosto. Ele também fazia a parte dele. Começou a parar de usar a camisa de botão por causa do calor e ficava naquelas camisetas brancas que deixavam ver todo aquele pelo escuro e aqueles ombros largos.
Quando eu entrei, o cheiro de solvente me bateu na cara. Sergio estava de costas, movendo uns baldes de impermeabilizante como se fossem latas de refrigerante. O cara tem 1,85 e uma costa que parece um muro. Quando ele se virou pra me ver, senti um buraco no estômago que não era de fome. —Caro? —ele perguntou, tirando os óculos e me varrendo com o olhar de cima a baixo. Ele parou um segundo a mais nos meus quadris, ou talvez tenha sido imaginação minha—. Você cresceu, magrela. Bom, nem tão magrela assim. Fiquei vermelha na hora. Ele soltou uma risadinha rouca e limpou as mãos num pano cheio de graxa. Estava com uma camisa polo que ficava justa nos bíceps. —Entra no escritório —ele ordenou, apontando pro cubículo do fundo—. Os peões chegam em dez minutos e quero te explicar como isso funciona aqui antes que eles comecem com a bagunça. Caminhei na frente dele e senti o olhar dele cravado nas minhas costas o trajeto inteiro. O lugar estava vazio, em silêncio, e o roçar das minhas próprias coxas ao andar me fazia sentir estranha. Sentei na cadeira em frente à mesa dele e ele ficou de pé, com aquele ar de homem maduro que sabe perfeitamente quais peças mover. —Aqui não se vem pra brincar, Caro. A Lili diz que você é esperta, e eu preciso de ordem —ele disse apoiando as mãos na mesa, se inclinando na minha direção. Pude ver de perto o pelo escuro que saía pelo decote da camisa, aquele mesmo que eu já imaginava que cobria o peito todo dele. Ele cheirava a uma mistura de homem trabalhador e loção cara. Naquele momento, eu soube que ter aceitado o emprego ia ser o maior problema da minha vida. Fiquei ali sentada, vendo o Sergio revisar uns papéis, e senti que meu rosto queimava. Não entendia nada. Tipo, ele era o pai da Lili, eu o conhecia desde que a gente usava uniforme escolar, mas agora eu sentia que estava vendo ele pela primeira vez. Comecei a pensar: será que faz tanto tempo que estou de dieta de sexo que qualquer cara já me parece gostoso? Porque, sinceramente, entre a busca por trampo e a depressão de estar sem grana, minha vida sexual estava mais morta que tudo. Mas não, não era isso. Já vi caras na academia ou na rua e nem aí. O negócio com o Sergio era outra coisa. Fiquei hipnotizada com as mãos dele. Eram mãos de homem, grandes, com os nós dos dedos marcados e um pouco de tinta velha embaixo das unhas. Nada a ver com os dedos fininhos dos caras com quem eu saía antes. E aí tinha aquele peito... não conseguia parar de olhar como o tecido da camiseta esticava cada vez que ele se mexia. "Se controla, Caro", falei pra mim mesma. "Ele é o chefe. É o pai da sua amiga. Não seja puta". Mas quanto mais eu tentava me convencer de que estava errado, mais eu reparava em como a calça de trabalho caía nele ou naquele olhar pesado que te fazia sentir que ele estava te despindo sem querer. — Você me ouviu, Caro? Ou ficou viajando? — soltou o Sergio de repente, me tirando dos meus pensamentos. — Sim, sim... que os inventários são feitos nas sextas, né? — menti, rezando pra que ele não percebesse que eu estava imaginando coisas que não tinham nada a ver com latas de tinta. Ele ficou me olhando um segundo a mais, com aquele meio sorriso daqueles que te dizem que ele não acredita em você nem um pouco, mas que curte o jogo. — Exato. Nas sextas — repetiu, baixando a voz —. E é bom que não escape nada, porque sou muito exigente com o que é meu. Senti um arrepio que desceu pela minha espinha inteira até as pernas. Levantei rápido pra sair pro balcão antes que me desse alguma coisa ali mesmo. — E aí, chefa! — gritou um dos caras, descendo da caminhonete —. Você é a nova? Que bom que trouxeram algo bonito pra ver por aqui! Ia responder algo simpático, mas senti o Sergio parar logo atrás de mim, como marcando território. A presença dele era tão imponente que o ajudante se calou na hora e começou a descer os baldes sem dizer um pio. O Sergio não falou nada, mas senti a respiração dele na minha cabeça e o calor do corpo dele a centímetros das minhas costas. Eu amava e morria de medo ao mesmo tempo tempo. O dia ficou pesado. Entre o calor que fazia e o cheiro de tinta, eu sentia a roupa grudando no corpo. Os ajudantes, o Beto e o Javi, não paravam de circular com latas pra lá e pra cá, brincando e fazendo barulho. Eu tentava me concentrar no computador, mas o Sergio não facilitava. Toda vez que passava por trás da minha cadeira, eu sentia aquela energia de homem mais velho que faz você se endireitar sem querer. Num momento, tive que ir ao depósito do fundo buscar uma amostra de impermeabilizantes que um cliente estava pedindo. O corredor era superestreito, cheio de prateleiras metálicas altas até o teto. Eu estava lá, me esticando pra alcançar uma pasta, quando senti que alguém bloqueava a luz da entrada. Era o Sergio. — Tá na prateleira de cima, Caro. Você não vai alcançar nem se ficar na ponta dos pés — disse com aquela voz rouca, meio zombando da minha altura. Me levantei de novo, já que eu estava de joelhos quase de quatro kkkkk obviamente ele teve uma visão muito boa do meu bumbum e ainda mais com o short que eu estava usando, eu tinha mostrado tudo. Ele colou nas minhas costas pra alcançar a pasta. Senti todo o corpo dele, de 1,85 de puro músculo e autoridade, me pressionando contra a prateleira. O peito peludo dele, aquele que dava pra ver sob a camiseta, roçou meus ombros, e os braços dele envolveram minha cintura pra chegar mais alto. Fiquei sem ar. Meu 1,50 desapareceu sob a sombra dele. — Aqui está — sussurrou, mas não se afastou na hora. Bem nesse momento, ouvimos o grito que me trouxe de volta à realidade como um balde de gelo. — Tem alguém aí?! Pai! Caro! Era a Lili. Me separei do Sergio como se tivesse levado um choque. Ele, por outro lado, nem se abalou; pegou a pasta com uma calma que me deu inveja e saiu do depósito como se nada estivesse acontecendo. Eu fiquei ali um segundo, tentando fazer o coração não sair pela boca, e saí pro balcão e lá estava a Lili, toda tranquila, com seus óculos de sol e um sorriso. — Amiga! Que estranho te ver aqui de avental —me disse ele rindo e me dando um beijo no rosto —. Como o ogro do meu pai está te tratando? Espero que ele não seja muito chato com você. Olhei para Sergio. Ele estava apoiado no balcão, olhando para nós duas com uma cara impressionante. Cruzou os braços, e os bíceps ficaram tão marcados que quase estouravam as mangas da camisa polo. —Sua amiga é muito eficiente, Lili. Faz só algumas horas e ela já está aprendendo onde guardo cada coisa —disse ele, me lançando um olhar que me deixou inquieta. Lili não suspeitava de absolutamente nada. Começou a me contar o que faríamos mais tarde, enquanto eu sentia a culpa se misturando com o desejo. Estava ali, enganando minha melhor amiga sem ter feito nada ainda, mas me sentindo mais pecadora do que nunca só pela forma como Sergio me tocou no estoque e pelos pensamentos que eu tinha com ele. Assim, o primeiro mês foi de puro reconhecimento. Eu andava com o pé atrás, tentando ser a funcionária perfeita para que Lili não ficasse mal por ter me indicado. Sergio era pura autoridade; me dava ordens curtas e ficava no escritório dele. Mas depois de duas semanas, a coisa mudou. Ele começou a sair mais vezes para o balcão só para "verificar" coisas que claramente já estavam bem. Eu sentia que ele me procurava com o olhar. Um dia, enquanto eu subia uns potes na prateleira, peguei ele olhando para a minha bunda com uma cara de pau que me fez derrubar a trena. Ele só levantou uma sobrancelha e entrou no escritório sem dizer nada. No segundo mês, a confiança já nos permitia brincar um pouco mais. Eu já tinha pegado o jeito dele. Sabia que ele gostava que eu o desafiasse um pouquinho. —Sergio, se você continuar comprando esse tom de azul, vai ficar tudo no estoque —falei um dia, cruzando os braços. Ele se aproximou de mim, invadindo meu espaço pessoal até que o peito dele quase roçasse nos meus peitos. —Você dá um jeito de vender, Caro. Com esse sorrisinho que você tem, convence qualquer um de que azul é a melhor cor do mundo —ele soltou a meio metro da minha cara. Essa foi a primeira vez que não Baixei o olhar. Fiquei ali, aguentando o clima, sentindo como minhas curvas se tensavam sob a sombra dele de 1,85. O terceiro mês já foi tortura total. O flerte virou algo diário, quase uma rotina necessária pra aguentar o turno. Eu já não vestia qualquer coisa pra ir trabalhar; procurava aquela calça jeans que eu sabia que me deixava com um bundão e camisetas que destacassem meu rosto. Ele também fazia a parte dele. Começou a parar de usar a camisa de botão por causa do calor e ficava naquelas camisetas brancas que deixavam ver todo aquele pelo escuro e aqueles ombros largos.
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