Todo ano era a mesma coisa. Chegava o mês dos aniversários das crianças, e Rodrigo tentava por todos os meios convencer Marlene, sua esposa, de que fizessem uma festa mais simples para poucos convidados. E todo ano seu pedido era ignorado categoricamente. Não importava se o casal estava atravessando uma crise financeira ou não; os aniversários das crianças tinham se tornado uma espécie de ritual sagrado e intocável. Era assim desde o primeiro aniversário, quando as crianças não entendiam nada do que acontecia, mas isso era o de menos. O importante era que a festa acontecesse. A única concessão que se fazia era combinar as duas festas em uma só, já que as datas eram próximas. Mas isso não era um verdadeiro alívio, porque era só uma festa, mas os gastos dobravam. As discussões nunca eram amistosas. Começavam aos gritos e terminavam em uma discussão acalorada.
Este ano, porém, Rodrigo sentiu um raio de esperança quando o salão de festas que costumavam alugar para a comemoração entrou em obras para cumprir as normas de segurança da cidade. Com um sorriso irônico e mal disfarçado, assistiu ao desespero da esposa, já que não havia outro lugar ideal no bairro. Até começou a planejar o que faria com o dinheiro que economizariam naquele ano.
Infelizmente, a alegria dele durou só até o dia seguinte, quando atendeu o telefone no trabalho e ouviu a esposa anunciar triunfante que tinha encontrado a solução. Não por acaso, a solução foi dada por Clara, a irmã da Marlene, a cunhada que adorava colocar o Rodrigo em situações constrangedoras. Sem dúvida, ela fazia jus à fama de cunhada chata.
A solução foi contratar um serviço de festas em domicílio, que custava o mesmo que um salão de festas, com a vantagem de que a bagunça seria na própria casa deles. Se a esposa tivesse organizado a festa ela mesma, teria que ser menor, mas com esse serviço, podiam convidar o número habitual de pessoas. Conformado, teve que aguentar o sorriso de satisfação da esposa e a careta irônica da cunhada, tudo junto, sem nenhum tipo de enrolação. E tudo tinha que ser feito rápido, já que a festa era no fim de semana seguinte, em três dias. O doce sonho de tranquilidade e economia do Rodrigo tinha se transformado, num piscar de olhos, num caos total. Pra começar, a Marlene já tinha agendado uma visita à casa no dia seguinte da equipe de animação, uma dupla de palhaços. Esse foi o golpe final. Como se todo o tormento e o gasto da festa não bastassem, ele também tinha que avaliar uma dupla de palhaços em casa. Nem teve tempo de inventar uma reunião pra evitar o compromisso.
Para a enorme surpresa dele, quem tocou a campainha na manhã seguinte não foram palhaços, mas um par inesperado de palhaças. Algo incomum, criativo e, no caso delas, extremamente atraente. Eram duas jovens muito bonitas, com corpos atléticos, acostumadas às acrobacias da profissão, e com um charme cativante. E eram realmente engraçadas. Não aquele tipo de humor forçado e artificial. Sabiam como entreter, cativar e provocar risadas. Até Marlene, que no início olhava com desconfiança para as duas belezas esculturais, se rendeu em questão de minutos ao charme delas. Rodrigo, por sua vez, percebeu rapidamente o dilema em que se encontrava. Na noite anterior, ele tinha franzido a testa olhando para a esposa, maldizendo o momento em que a cunhada tinha bolado aquela solução. Não dava simplesmente para sorrir de orelha a orelha na frente das garotas. Com prudência, adotou uma postura neutra. Sorria de forma contida e educada, tentando manter certa distância, mas toda vez que a esposa se distraía, devorava as duas mulheres atraentes com seus olhos grandes, suas presas afiadas e seus lábios salivantes. Principalmente a morena, que era simplesmente uma das mulheres mais lindas que ele já tinha visto na vida. E também a mais extrovertida e enérgica. Contava piadas ótimas, tinha uma presença de espírito impressionante, mas aquelas calças justas que deixavam ver suas curvas voluptuosas eram o que atraía o olhar ganancioso de Rodrigo como os polos opostos de dois eletroímãs potentes. E quando ela se movia, era uma loucura total.
Finalmente chegou o sábado. Rodrigo tinha conseguido encontrar o momento perfeito para tratar com cortesia as garotas, mas sem levantar suspeitas. Não foi fácil. Chegaram cedo e, como tinham combinado, as duas poderiam usar um pequeno baú para trocar de roupa durante a festa, enquanto os outros funcionários da empresa usariam a cozinha para os preparativos restantes. Tudo estava pronto e os convidados começaram a chegar. Marlene pediu ao marido que trouxesse uma lona do baú. Tinha o costume de sempre esperar até o último minuto para pedir as coisas, e isso sempre irritava Rodrigo, mas desta vez não.
Quando foi buscar a bendita lona para cobrir parte do pátio, onde o sol caía a pino, deparou-se com a cena mais insólita da sua vida. Duas mulheres semidespidas, com maquiagem de palhaço. Quase prontas, pareciam muito diferentes do dia da sua visita, mas... o que só tinha podido imaginar no primeiro dia, agora via com os próprios olhos. Estavam se vestindo e se surpreenderam com o olhar atônito do anfitrião. A ruiva estava sentada, já com as calças brancas que formavam sua fantasia. Tinha uma costas lindas, bem definidas e fortes. Mas a morena... a morena... mil vezes a morena desejada, estava de pé, levantando a saia da fantasia, e naquele gesto interrompido, ficou congelada, mostrando suas nádegas esculpidas, impróprias para qualquer um que quisesse conservar a sanidade. Só uma calcinha fio-dental branca absurda, que servia para embelezar ainda mais essa formação anatômica privilegiada. Os três se olharam fixamente. No que diz respeito a Rodrigo, aquele momento poderia ter durado uma eternidade, mas as garotas, envergonhadas, se vestiram.
Aquele momento já tinha feito a festa valer a pena, apesar de todos os seus inconvenientes, mas o resto do dia reservava mais surpresas agradáveis para o agora sorridente marido de Marlene, que por sua vez era só sorrisos e gestos com os convidados. Algo que sempre irritava Rodrigo, mas que desta vez também jogaria a seu favor, era a suspeita de que Marlene e sua irmã pensavam que Rodrigo flertava com uma amiga do casal que sempre ia às festas. Na verdade, ele a achava atraente, mas nada além disso. Nem tinha tentado nada com a garota, mas isso não impediu que sua esposa e sua cunhada o observassem atentamente com aquela expressão cautelosa de "Ah, eu sabia", pronta para saltar de seus lábios. Naquela festa, enquanto sua cunhada o vigiava com a amiga, a pedido de sua esposa, Rodrigo pôde desfrutar felizmente dos olhares para a morena que agora estava completamente transformada em palhaça, com sua saia curta e extravagante e sua peruca roxa de cabelo espetado. Para surpresa de todos, em certo momento do espetáculo, as duas palhaças protagonizaram umas travessuras que provocaram olhares cúmplices e sorrisos maliciosos entre os homens da plateia. Não era raro que os palhaços arrancassem as calças para fazer o público rir, mas... mulheres? Simulando que enfiavam um rojão nas calças, Perseguida (o nome da palhaça interpretada pela morena) abaixou as calças de Cariñosa (a palhaça interpretada pela ruiva), deixando à mostra um traseiro lindo e atlético que daria inveja a qualquer mulher presente.
Os olhos dos homens se arregalaram; as mulheres prenderam a respiração; as crianças caíram na gargalhada, e logo todos riram junto com elas. Assim, aquele momento de indecisão se transformou em um ato de palhaçada e diversão perfeitamente aceitável. E as duas repetiram o ato muitas vezes mais, reforçando o tom cômico, com quedas, escorregões, tapas na cara e também pistolas de água. Alguém comentou que não era nada demais, já que até pouco tempo, os canais de televisão estavam cheios de apresentadores de programas infantis com roupas que serviam mais para atrair os pais do que as crianças. Apesar das polêmicas, Perseguida e Carente continuaram dando um show de alegria, nas diversas interpretações que essa palavra ganhava dependendo de quem estivesse olhando. Rodrigo estava impressionado, com a lembrança do que acabara de ver ainda vívida. Sua única frustração era que tentou conseguir um olhar da morena, mas não rolou.
Quando atuava como a palhaça Perseguida, ela não tinha olhos para mais ninguém, diferente de todos os outros presentes, que só tinham olhos para ela.
Se o Rodrigo sorria na festa, sua esposa Marlene estava radiante! Tudo ia bem, os convidados se divertiam, a festa transcorria sem incidentes e a comida e as bebidas eram elogiadas por todos. Era justamente o que ele mais desejava nessas festas: o reconhecimento dos convidados. Até a suspeita que tinha sobre o marido e aquela amiga havia desaparecido por completo, já que seu irmão tinha dito que os dois mal tinham conversado. Já era bem tarde quando trouxeram o bolo e as duas crianças sopraram as velas no final do refrão de "Parabéns pra Você".
Rodrigo, por sua vez, estava um pouco nervoso. Era a primeira vez que encontrava motivos para curtir uma festa de aniversário em casa, e o tempo estava passando voando.
Cortou-se o bolo, uma fila de crianças se empurrava e se apertava para atacar a mesa de doces, e alguns adultos estavam levemente bêbados.
Tudo estava em perfeita harmonia. Marlene, é claro, não podia abandonar seus velhos hábitos:
"Querido, guarda essas cadeiras no quarto, porque as crianças estão correndo por aí e alguém pode se machucar."
Ele estava de tão bom humor que nem questionou.
Ele, ainda com duas cadeiras debaixo do braço esquerdo, abriu a porta de supetão com o direito e parou ali mesmo. Diante dele, sem nenhuma ilusão de ótica, estava de novo a morena seminu no quarto de despejo. Se olharam como da primeira vez, só que agora ele entrou e fechou rapidamente a porta atrás de si. "E se alguém que passa olhando vê a pobre garota trocando de roupa?", pensou. A pobre garota em questão, casualmente, estava trocando a camisa que um garoto gordinho, numa proeza notável, tinha conseguido manchar com creme e refrigerante. Não podia continuar com a fantasia assim, então veio se trocar enquanto a amiga seguia entretendo todo mundo. Agora, com só eles dois no quarto, a porta trancada, Rodrigo tinha mais espaço para interagir.
"Olha, desculpa. Não foi de propósito, juro. Achei que não tinha ninguém e vim guardar essas cadeiras..."
Ele começou a falar enquanto ela permanecia imóvel, agora com um olhar mais sereno, mas ainda com as mãos cobrindo os peitos. E eram peitos, porque Rodrigo não gostava da palavra «peitos». Achava que era um termo técnico. Em público, eram «peitos», mas assim, em particular, com toda a adrenalina percorrendo o corpo, eram seios de verdade. E muito bonitos, por sinal.
Ela finalmente falou:
"Ah... é... tá bom, não se preocupa. Estava pensando enquanto você falava... no significativo que isso é."
"Significativo?", perguntou.
"Sim, bastante. Uma vez é engraçado e meio vergonhoso, mas duas vezes seguidas, no mesmo dia, isso é um sinal de alarme."
Finalmente, Rodrigo colocou as cadeiras num canto, apoiando os braços.
"Você tem razão. Realmente é um aviso. Quando te vi antes, não conseguia parar de pensar em você. E agora, isso de novo. Acho que é um sinal de que não podemos deixar passar. Pode ser que o raio... não caia três vezes no mesmo lugar, tá certo?"
Ela sorriu com a piada. E como não ia sorrir? Afinal de contas, era uma palhaça.
Havia um entendimento tácito entre os dois sobre o quão incomum era a situação. Ele foi direto aos seios dela. Ela permitiu sem hesitar. Afinal, já estava sem camisa; só precisava afastar levemente os braços. Não era uma manobra complicada; só exigia força de vontade. E os dois tinham de sobra.
Ele tentou beijá-la na boca, mas o nariz enorme e vermelho tornava a operação desconfortável, e ela preferiu não fazer papel de palhaça, para evitar ter que se retirar apressadamente. Então ele se aproximou por trás, a saia e as calças cedendo à influência da gravidade ao mesmo tempo, enquanto a ereção de Rodrigo e os mamilos dela desafiavam a gravidade para compensar a afronta das roupas. Que peitos maravilhosos, que pele macia, que corpo quente, que encaixe perfeito para essa bunda maravilhosa. Ele avançou enquanto ela arqueava as costas e empurrava na direção oposta, os dois buscando essa fricção única que só a carne de corpos quentes pode provocar. As calças dele desceram facilmente, mas a cueca foi outra história. Cheio até a capacidade máxima, foi preciso a ação das mãos para liberar o nervo rígido, que saltou num movimento mecânico e incisivo, sempre com a cabeça pra frente, atrevido e brilhante, a pele esticada, querendo cavar em algum lugar, como é da sua natureza e comportamento.
"Eu não parei de te olhar na festa o tempo todo."
"Eu vi, mas tive que disfarçar."
"Você viu? Achei que estava me ignorando."
"Não. Você acha que estou acostumada a ser pega trocando de roupa e continuar indiferente?"
"Não temos muito tempo..."
"Eu sei...
Sem dizer mais nenhuma palavra, ela se ajoelhou diante dele e o pegou quase inteiro de uma só vez, direto e decidida, típico de alguém consciente da urgência do momento. Ele ainda procurava algo em que se apoiar quando ela já lambia o membro ereto dele de cima a baixo, dando-lhe tudo o que se podia esperar daqueles lábios roxos extravagantes. Não, não conseguia engolir tudo, mas o prazer estava na tentativa, não no sucesso. Rodrigo gemeu baixinho. Livrou-se da necessidade de soltá-lo, apertando a ereção com força com uma mão, enquanto procurava a nuca, que devia estar em algum lugar sob aquela peruca roxa e pontuda. Ela chupava com maestria, com um apetite que era um prazer de se contemplar, se por acaso alguém a observasse. Rodrigo estava com os olhos fechados, e quando os abriu, inspecionou as frestas da porta e as janelas, procurando algum voyeur curioso. Seu pau duro e pulsante entrava e saía daquela boca estranhamente colorida e habilidosa. Como aqueles lábios eram macios. Que harmonia perfeita havia entre seu membro de ferro e sua língua envolvente, como se fossem velhos conhecidos, embora fosse a primeira vez que se viam. Esticou as pernas várias vezes, como se tentasse escapar do chão, dando-lhe uma clara indicação de que, se aquilo continuasse, o prazer chegaria fácil e rapidamente, sem que ele pudesse satisfazer o desejo de sua outra boca.
Vamos mudar de posição, senão esse palhaço vai ficar sozinho no ringue."
"Sim... Por favor... vamos mudar... sua boca é perigosa..."
Ela se levantou, mas só por um instante. O tempo suficiente para ser conduzida a uma velha mesa de madeira e se inclinar sobre a pintura desgastada. A penetração veio sem hesitação. Foi carinhosa, mas não muito suave. Enquanto lá fora se ouviam sons de música, risadas e os passos apressados de crianças brincando, ela abriu as pernas e se deixou penetrar sem aviso prévio. Rodrigo mostrou sem dúvida o quanto estava ansioso por aquele momento. Seu pau entrou por completo, e seus corpos suados se chocaram, arrancando um gemido involuntário da morena de cabelo roxo. Depois das primeiras estocadas exploratórias e contidas, vieram outras, mais desinibidas e enfáticas, como se dissessem: "Se não for assim, não quero de outro jeito". Ela não disse essas coisas, mas estranhamente, esses pensamentos lhe passaram pela cabeça exatamente assim. Duas vezes houve um impacto contra a porta, mas não era ninguém tentando entrar. Eram as crianças brincando lá fora que assustaram o casal, sem conseguir, no entanto, parar o movimento contínuo.
Se não bastasse para deter o ato, pelo menos os fez voltar à realidade do risco que corriam. Era necessário definir aquilo rapidamente, e mais uma vez, sem dizer palavra, ambos começaram a se castigar com maior intensidade, como se estivessem forjando ferro. Ela se agarrou à borda da mesa e passou da atitude passiva para uma mais cooperativa. Ele a penetrou por trás, ela aguentou tudo e devolveu o movimento.
“Não vou sair daqui sem recompensa, entendeu?”
“Sim... entendi, claro... você tem razão... temos que nos apressar.”
“Sim.... hhhmmmmm… precisamos... abrir a pele desse palhacinho... por completo...”
Rodrigo sentiu o pelo da nuca arrepiar ao ouvir essas palavras pronunciadas com tom prolongado. Já não havia tempo para calcular quando nem quanto. Agora estavam numa corrida frenética para alcançar o orgasmo antes que alguém fizesse isso por eles. Agarrou uma das pernas dela e começou a investir com todas as forças, e mais de uma vez seus testículos bateram contra a carne molhada dela, produzindo aquele típico som úmido. Então, sem aviso prévio:
Depois de atingir o clímax, ela soltou a borda da mesa e se ajeitou com cuidado no chão. Os sapatos enormes de palhaço eram desconfortáveis para dobrar as pernas naquela posição, mas seria mais complicado colocá-los de volta rapidamente se fosse necessário, então preferiu deixá-los calçados. Tinha consciência de que não era seu momento mais sensual nem esteticamente atraente, mas qualquer disfarce era mais do que compensado pela luxúria que envolvia os dois. Rodrigo sentia o mesmo. Jamais na vida tinha fantasiado transar com uma mulher vestida de palhaço. Se tivessem pedido, talvez ele teria feito.
Achou engraçado, mas naquele momento, tudo nela lhe parecia atraente. Até os sapatos enormes e as meias listradas o impulsionavam a penetrá-la mais profundamente, como se o ridículo de sua aparência tivesse se transformado — uma transformação que ele não compreendia nem se importava naquele instante — numa força avassaladora. A única coisa que desejava era partir ela no meio, abrir ela de canto a canto, partir ela no meio e gozar furiosamente sobre sua carne firme e suada.
Sem perceber, falava com voz arrastada e entre dentes apertados:
"Você é uma palhaça gostosa e sexy... vou te foder bem... vou te encher..."
Ela reagiu com prazer a essa verborragia desinibida:
"Você vai gozar, né? Sinto que você tá quase gozando. Vamos, goza na minha boca!
Depois de dizer isso, da posição em que estava, ele simplesmente se reposicionou, permanecendo de joelhos. Enquanto ele continuava com movimentos duros e incisivos, ela, após o orgasmo, agia agora com languidez, com uma certa lentidão que era agradável aos olhos, e isso aguçou ainda mais o desejo dele de dominá-la, submetê-la e gozar com aquela fome absurda que emitia descargas elétricas desde a ponta do seu pau inchado. Tudo o que ele fazia entre as pernas dela, agora repetia na boca dela, pois já tinha chegado àquele ponto em que não tinha mais autocontrole suficiente para sutilezas.
Em seu estado de transe, tudo se resumia ao seu membro, pulsante, buscando qualquer orifício onde pudesse encontrar alívio.
Ela jogou a cabeça para trás várias vezes enquanto se engasgava, mas em vez de se conter, ele foi além e a penetrou ainda mais fundo, a ponto de segurá-la pelos ombros para ter melhor acesso aos lábios dela. Ela compreendeu essa necessidade e fez tudo o que pôde para ajudá-lo a alcançar o clímax também. Ouviu-se alguém perguntar lá fora: "Onde está aquela palhaça engraçada? Pra onde ela foi?".
Rodrigo olhou fixamente para ela e falou bem baixinho, num tom lascivo:
" A palhacinha tá aqui, mamando meu pau!
Depois de mais três ou quatro penetrações mais profundas, que ela aguentou com certo esforço, ele tremeu levemente e começou a gozar como se nunca mais fosse ter a chance de fazer isso. Instintivamente, ela cuspiu o primeiro jato no chão, depois de engasgar, e com isso, os jatos seguintes caíram sobre o rosto dela. Quando percebeu o estrago que estava fazendo no cabelo dela, já era tarde demais. O líquido branco e viscoso escorria visivelmente sobre o cabelo roxo dela; mesmo assim, era preciso esperar ele terminar primeiro antes de procurar uma saída. Ele terminou de gozar, e o pau dele ficou curiosamente apoiado sobre o nariz vermelho dela, sobre o qual pingavam as últimas listras brancas e escorregadias. Não tinham mais tempo a perder, e os dois se arrumaram o melhor que puderam. Ela foi primeiro, e ele ficou sozinho no escuro até sentir que era seguro ir também. Pensou em alguma desculpa caso Marlene perguntasse o motivo da demora, mas a festa estava tão boa que a ausência dele nem sequer foi notada naquele momento. A morena se reuniu com a amiga e a festa se estendeu até altas horas da noite. Todos estavam felizes. E Marlene, pela primeira vez, viu o marido com uma expressão radiante e sorridente numa festa tão cara, e para manter o costume, mandou ele buscar alguma coisa na cozinha.
FIM
Este ano, porém, Rodrigo sentiu um raio de esperança quando o salão de festas que costumavam alugar para a comemoração entrou em obras para cumprir as normas de segurança da cidade. Com um sorriso irônico e mal disfarçado, assistiu ao desespero da esposa, já que não havia outro lugar ideal no bairro. Até começou a planejar o que faria com o dinheiro que economizariam naquele ano.
Infelizmente, a alegria dele durou só até o dia seguinte, quando atendeu o telefone no trabalho e ouviu a esposa anunciar triunfante que tinha encontrado a solução. Não por acaso, a solução foi dada por Clara, a irmã da Marlene, a cunhada que adorava colocar o Rodrigo em situações constrangedoras. Sem dúvida, ela fazia jus à fama de cunhada chata.A solução foi contratar um serviço de festas em domicílio, que custava o mesmo que um salão de festas, com a vantagem de que a bagunça seria na própria casa deles. Se a esposa tivesse organizado a festa ela mesma, teria que ser menor, mas com esse serviço, podiam convidar o número habitual de pessoas. Conformado, teve que aguentar o sorriso de satisfação da esposa e a careta irônica da cunhada, tudo junto, sem nenhum tipo de enrolação. E tudo tinha que ser feito rápido, já que a festa era no fim de semana seguinte, em três dias. O doce sonho de tranquilidade e economia do Rodrigo tinha se transformado, num piscar de olhos, num caos total. Pra começar, a Marlene já tinha agendado uma visita à casa no dia seguinte da equipe de animação, uma dupla de palhaços. Esse foi o golpe final. Como se todo o tormento e o gasto da festa não bastassem, ele também tinha que avaliar uma dupla de palhaços em casa. Nem teve tempo de inventar uma reunião pra evitar o compromisso.
Para a enorme surpresa dele, quem tocou a campainha na manhã seguinte não foram palhaços, mas um par inesperado de palhaças. Algo incomum, criativo e, no caso delas, extremamente atraente. Eram duas jovens muito bonitas, com corpos atléticos, acostumadas às acrobacias da profissão, e com um charme cativante. E eram realmente engraçadas. Não aquele tipo de humor forçado e artificial. Sabiam como entreter, cativar e provocar risadas. Até Marlene, que no início olhava com desconfiança para as duas belezas esculturais, se rendeu em questão de minutos ao charme delas. Rodrigo, por sua vez, percebeu rapidamente o dilema em que se encontrava. Na noite anterior, ele tinha franzido a testa olhando para a esposa, maldizendo o momento em que a cunhada tinha bolado aquela solução. Não dava simplesmente para sorrir de orelha a orelha na frente das garotas. Com prudência, adotou uma postura neutra. Sorria de forma contida e educada, tentando manter certa distância, mas toda vez que a esposa se distraía, devorava as duas mulheres atraentes com seus olhos grandes, suas presas afiadas e seus lábios salivantes. Principalmente a morena, que era simplesmente uma das mulheres mais lindas que ele já tinha visto na vida. E também a mais extrovertida e enérgica. Contava piadas ótimas, tinha uma presença de espírito impressionante, mas aquelas calças justas que deixavam ver suas curvas voluptuosas eram o que atraía o olhar ganancioso de Rodrigo como os polos opostos de dois eletroímãs potentes. E quando ela se movia, era uma loucura total.
Finalmente chegou o sábado. Rodrigo tinha conseguido encontrar o momento perfeito para tratar com cortesia as garotas, mas sem levantar suspeitas. Não foi fácil. Chegaram cedo e, como tinham combinado, as duas poderiam usar um pequeno baú para trocar de roupa durante a festa, enquanto os outros funcionários da empresa usariam a cozinha para os preparativos restantes. Tudo estava pronto e os convidados começaram a chegar. Marlene pediu ao marido que trouxesse uma lona do baú. Tinha o costume de sempre esperar até o último minuto para pedir as coisas, e isso sempre irritava Rodrigo, mas desta vez não.Quando foi buscar a bendita lona para cobrir parte do pátio, onde o sol caía a pino, deparou-se com a cena mais insólita da sua vida. Duas mulheres semidespidas, com maquiagem de palhaço. Quase prontas, pareciam muito diferentes do dia da sua visita, mas... o que só tinha podido imaginar no primeiro dia, agora via com os próprios olhos. Estavam se vestindo e se surpreenderam com o olhar atônito do anfitrião. A ruiva estava sentada, já com as calças brancas que formavam sua fantasia. Tinha uma costas lindas, bem definidas e fortes. Mas a morena... a morena... mil vezes a morena desejada, estava de pé, levantando a saia da fantasia, e naquele gesto interrompido, ficou congelada, mostrando suas nádegas esculpidas, impróprias para qualquer um que quisesse conservar a sanidade. Só uma calcinha fio-dental branca absurda, que servia para embelezar ainda mais essa formação anatômica privilegiada. Os três se olharam fixamente. No que diz respeito a Rodrigo, aquele momento poderia ter durado uma eternidade, mas as garotas, envergonhadas, se vestiram.
Aquele momento já tinha feito a festa valer a pena, apesar de todos os seus inconvenientes, mas o resto do dia reservava mais surpresas agradáveis para o agora sorridente marido de Marlene, que por sua vez era só sorrisos e gestos com os convidados. Algo que sempre irritava Rodrigo, mas que desta vez também jogaria a seu favor, era a suspeita de que Marlene e sua irmã pensavam que Rodrigo flertava com uma amiga do casal que sempre ia às festas. Na verdade, ele a achava atraente, mas nada além disso. Nem tinha tentado nada com a garota, mas isso não impediu que sua esposa e sua cunhada o observassem atentamente com aquela expressão cautelosa de "Ah, eu sabia", pronta para saltar de seus lábios. Naquela festa, enquanto sua cunhada o vigiava com a amiga, a pedido de sua esposa, Rodrigo pôde desfrutar felizmente dos olhares para a morena que agora estava completamente transformada em palhaça, com sua saia curta e extravagante e sua peruca roxa de cabelo espetado. Para surpresa de todos, em certo momento do espetáculo, as duas palhaças protagonizaram umas travessuras que provocaram olhares cúmplices e sorrisos maliciosos entre os homens da plateia. Não era raro que os palhaços arrancassem as calças para fazer o público rir, mas... mulheres? Simulando que enfiavam um rojão nas calças, Perseguida (o nome da palhaça interpretada pela morena) abaixou as calças de Cariñosa (a palhaça interpretada pela ruiva), deixando à mostra um traseiro lindo e atlético que daria inveja a qualquer mulher presente.
Os olhos dos homens se arregalaram; as mulheres prenderam a respiração; as crianças caíram na gargalhada, e logo todos riram junto com elas. Assim, aquele momento de indecisão se transformou em um ato de palhaçada e diversão perfeitamente aceitável. E as duas repetiram o ato muitas vezes mais, reforçando o tom cômico, com quedas, escorregões, tapas na cara e também pistolas de água. Alguém comentou que não era nada demais, já que até pouco tempo, os canais de televisão estavam cheios de apresentadores de programas infantis com roupas que serviam mais para atrair os pais do que as crianças. Apesar das polêmicas, Perseguida e Carente continuaram dando um show de alegria, nas diversas interpretações que essa palavra ganhava dependendo de quem estivesse olhando. Rodrigo estava impressionado, com a lembrança do que acabara de ver ainda vívida. Sua única frustração era que tentou conseguir um olhar da morena, mas não rolou.Quando atuava como a palhaça Perseguida, ela não tinha olhos para mais ninguém, diferente de todos os outros presentes, que só tinham olhos para ela.
Se o Rodrigo sorria na festa, sua esposa Marlene estava radiante! Tudo ia bem, os convidados se divertiam, a festa transcorria sem incidentes e a comida e as bebidas eram elogiadas por todos. Era justamente o que ele mais desejava nessas festas: o reconhecimento dos convidados. Até a suspeita que tinha sobre o marido e aquela amiga havia desaparecido por completo, já que seu irmão tinha dito que os dois mal tinham conversado. Já era bem tarde quando trouxeram o bolo e as duas crianças sopraram as velas no final do refrão de "Parabéns pra Você".Rodrigo, por sua vez, estava um pouco nervoso. Era a primeira vez que encontrava motivos para curtir uma festa de aniversário em casa, e o tempo estava passando voando.
Cortou-se o bolo, uma fila de crianças se empurrava e se apertava para atacar a mesa de doces, e alguns adultos estavam levemente bêbados.
Tudo estava em perfeita harmonia. Marlene, é claro, não podia abandonar seus velhos hábitos:
"Querido, guarda essas cadeiras no quarto, porque as crianças estão correndo por aí e alguém pode se machucar."
Ele estava de tão bom humor que nem questionou.
Ele, ainda com duas cadeiras debaixo do braço esquerdo, abriu a porta de supetão com o direito e parou ali mesmo. Diante dele, sem nenhuma ilusão de ótica, estava de novo a morena seminu no quarto de despejo. Se olharam como da primeira vez, só que agora ele entrou e fechou rapidamente a porta atrás de si. "E se alguém que passa olhando vê a pobre garota trocando de roupa?", pensou. A pobre garota em questão, casualmente, estava trocando a camisa que um garoto gordinho, numa proeza notável, tinha conseguido manchar com creme e refrigerante. Não podia continuar com a fantasia assim, então veio se trocar enquanto a amiga seguia entretendo todo mundo. Agora, com só eles dois no quarto, a porta trancada, Rodrigo tinha mais espaço para interagir."Olha, desculpa. Não foi de propósito, juro. Achei que não tinha ninguém e vim guardar essas cadeiras..."
Ele começou a falar enquanto ela permanecia imóvel, agora com um olhar mais sereno, mas ainda com as mãos cobrindo os peitos. E eram peitos, porque Rodrigo não gostava da palavra «peitos». Achava que era um termo técnico. Em público, eram «peitos», mas assim, em particular, com toda a adrenalina percorrendo o corpo, eram seios de verdade. E muito bonitos, por sinal.
Ela finalmente falou:
"Ah... é... tá bom, não se preocupa. Estava pensando enquanto você falava... no significativo que isso é."
"Significativo?", perguntou.
"Sim, bastante. Uma vez é engraçado e meio vergonhoso, mas duas vezes seguidas, no mesmo dia, isso é um sinal de alarme."
Finalmente, Rodrigo colocou as cadeiras num canto, apoiando os braços.
"Você tem razão. Realmente é um aviso. Quando te vi antes, não conseguia parar de pensar em você. E agora, isso de novo. Acho que é um sinal de que não podemos deixar passar. Pode ser que o raio... não caia três vezes no mesmo lugar, tá certo?"
Ela sorriu com a piada. E como não ia sorrir? Afinal de contas, era uma palhaça.
Havia um entendimento tácito entre os dois sobre o quão incomum era a situação. Ele foi direto aos seios dela. Ela permitiu sem hesitar. Afinal, já estava sem camisa; só precisava afastar levemente os braços. Não era uma manobra complicada; só exigia força de vontade. E os dois tinham de sobra.Ele tentou beijá-la na boca, mas o nariz enorme e vermelho tornava a operação desconfortável, e ela preferiu não fazer papel de palhaça, para evitar ter que se retirar apressadamente. Então ele se aproximou por trás, a saia e as calças cedendo à influência da gravidade ao mesmo tempo, enquanto a ereção de Rodrigo e os mamilos dela desafiavam a gravidade para compensar a afronta das roupas. Que peitos maravilhosos, que pele macia, que corpo quente, que encaixe perfeito para essa bunda maravilhosa. Ele avançou enquanto ela arqueava as costas e empurrava na direção oposta, os dois buscando essa fricção única que só a carne de corpos quentes pode provocar. As calças dele desceram facilmente, mas a cueca foi outra história. Cheio até a capacidade máxima, foi preciso a ação das mãos para liberar o nervo rígido, que saltou num movimento mecânico e incisivo, sempre com a cabeça pra frente, atrevido e brilhante, a pele esticada, querendo cavar em algum lugar, como é da sua natureza e comportamento.
"Eu não parei de te olhar na festa o tempo todo."
"Eu vi, mas tive que disfarçar."
"Você viu? Achei que estava me ignorando."
"Não. Você acha que estou acostumada a ser pega trocando de roupa e continuar indiferente?"
"Não temos muito tempo..."
"Eu sei...
Sem dizer mais nenhuma palavra, ela se ajoelhou diante dele e o pegou quase inteiro de uma só vez, direto e decidida, típico de alguém consciente da urgência do momento. Ele ainda procurava algo em que se apoiar quando ela já lambia o membro ereto dele de cima a baixo, dando-lhe tudo o que se podia esperar daqueles lábios roxos extravagantes. Não, não conseguia engolir tudo, mas o prazer estava na tentativa, não no sucesso. Rodrigo gemeu baixinho. Livrou-se da necessidade de soltá-lo, apertando a ereção com força com uma mão, enquanto procurava a nuca, que devia estar em algum lugar sob aquela peruca roxa e pontuda. Ela chupava com maestria, com um apetite que era um prazer de se contemplar, se por acaso alguém a observasse. Rodrigo estava com os olhos fechados, e quando os abriu, inspecionou as frestas da porta e as janelas, procurando algum voyeur curioso. Seu pau duro e pulsante entrava e saía daquela boca estranhamente colorida e habilidosa. Como aqueles lábios eram macios. Que harmonia perfeita havia entre seu membro de ferro e sua língua envolvente, como se fossem velhos conhecidos, embora fosse a primeira vez que se viam. Esticou as pernas várias vezes, como se tentasse escapar do chão, dando-lhe uma clara indicação de que, se aquilo continuasse, o prazer chegaria fácil e rapidamente, sem que ele pudesse satisfazer o desejo de sua outra boca.
Vamos mudar de posição, senão esse palhaço vai ficar sozinho no ringue.""Sim... Por favor... vamos mudar... sua boca é perigosa..."
Ela se levantou, mas só por um instante. O tempo suficiente para ser conduzida a uma velha mesa de madeira e se inclinar sobre a pintura desgastada. A penetração veio sem hesitação. Foi carinhosa, mas não muito suave. Enquanto lá fora se ouviam sons de música, risadas e os passos apressados de crianças brincando, ela abriu as pernas e se deixou penetrar sem aviso prévio. Rodrigo mostrou sem dúvida o quanto estava ansioso por aquele momento. Seu pau entrou por completo, e seus corpos suados se chocaram, arrancando um gemido involuntário da morena de cabelo roxo. Depois das primeiras estocadas exploratórias e contidas, vieram outras, mais desinibidas e enfáticas, como se dissessem: "Se não for assim, não quero de outro jeito". Ela não disse essas coisas, mas estranhamente, esses pensamentos lhe passaram pela cabeça exatamente assim. Duas vezes houve um impacto contra a porta, mas não era ninguém tentando entrar. Eram as crianças brincando lá fora que assustaram o casal, sem conseguir, no entanto, parar o movimento contínuo.
Se não bastasse para deter o ato, pelo menos os fez voltar à realidade do risco que corriam. Era necessário definir aquilo rapidamente, e mais uma vez, sem dizer palavra, ambos começaram a se castigar com maior intensidade, como se estivessem forjando ferro. Ela se agarrou à borda da mesa e passou da atitude passiva para uma mais cooperativa. Ele a penetrou por trás, ela aguentou tudo e devolveu o movimento.“Não vou sair daqui sem recompensa, entendeu?”
“Sim... entendi, claro... você tem razão... temos que nos apressar.”
“Sim.... hhhmmmmm… precisamos... abrir a pele desse palhacinho... por completo...”
Rodrigo sentiu o pelo da nuca arrepiar ao ouvir essas palavras pronunciadas com tom prolongado. Já não havia tempo para calcular quando nem quanto. Agora estavam numa corrida frenética para alcançar o orgasmo antes que alguém fizesse isso por eles. Agarrou uma das pernas dela e começou a investir com todas as forças, e mais de uma vez seus testículos bateram contra a carne molhada dela, produzindo aquele típico som úmido. Então, sem aviso prévio:
“Isso… é exatamente… o que… eu precisava… Aaahhhhmmm…”
Aproveitando o som mais alto de uma música aleatória lá fora, ela chegou ao orgasmo deliciosamente, sem nenhuma vergonha, no máximo tentando abafar seus gemidos com o colarinho da fantasia de palhaço.
Depois de atingir o clímax, ela soltou a borda da mesa e se ajeitou com cuidado no chão. Os sapatos enormes de palhaço eram desconfortáveis para dobrar as pernas naquela posição, mas seria mais complicado colocá-los de volta rapidamente se fosse necessário, então preferiu deixá-los calçados. Tinha consciência de que não era seu momento mais sensual nem esteticamente atraente, mas qualquer disfarce era mais do que compensado pela luxúria que envolvia os dois. Rodrigo sentia o mesmo. Jamais na vida tinha fantasiado transar com uma mulher vestida de palhaço. Se tivessem pedido, talvez ele teria feito.Achou engraçado, mas naquele momento, tudo nela lhe parecia atraente. Até os sapatos enormes e as meias listradas o impulsionavam a penetrá-la mais profundamente, como se o ridículo de sua aparência tivesse se transformado — uma transformação que ele não compreendia nem se importava naquele instante — numa força avassaladora. A única coisa que desejava era partir ela no meio, abrir ela de canto a canto, partir ela no meio e gozar furiosamente sobre sua carne firme e suada.
Sem perceber, falava com voz arrastada e entre dentes apertados:
"Você é uma palhaça gostosa e sexy... vou te foder bem... vou te encher..."
Ela reagiu com prazer a essa verborragia desinibida:
"Você vai gozar, né? Sinto que você tá quase gozando. Vamos, goza na minha boca!
Depois de dizer isso, da posição em que estava, ele simplesmente se reposicionou, permanecendo de joelhos. Enquanto ele continuava com movimentos duros e incisivos, ela, após o orgasmo, agia agora com languidez, com uma certa lentidão que era agradável aos olhos, e isso aguçou ainda mais o desejo dele de dominá-la, submetê-la e gozar com aquela fome absurda que emitia descargas elétricas desde a ponta do seu pau inchado. Tudo o que ele fazia entre as pernas dela, agora repetia na boca dela, pois já tinha chegado àquele ponto em que não tinha mais autocontrole suficiente para sutilezas.Em seu estado de transe, tudo se resumia ao seu membro, pulsante, buscando qualquer orifício onde pudesse encontrar alívio.
Ela jogou a cabeça para trás várias vezes enquanto se engasgava, mas em vez de se conter, ele foi além e a penetrou ainda mais fundo, a ponto de segurá-la pelos ombros para ter melhor acesso aos lábios dela. Ela compreendeu essa necessidade e fez tudo o que pôde para ajudá-lo a alcançar o clímax também. Ouviu-se alguém perguntar lá fora: "Onde está aquela palhaça engraçada? Pra onde ela foi?".
Rodrigo olhou fixamente para ela e falou bem baixinho, num tom lascivo:
" A palhacinha tá aqui, mamando meu pau!
Depois de mais três ou quatro penetrações mais profundas, que ela aguentou com certo esforço, ele tremeu levemente e começou a gozar como se nunca mais fosse ter a chance de fazer isso. Instintivamente, ela cuspiu o primeiro jato no chão, depois de engasgar, e com isso, os jatos seguintes caíram sobre o rosto dela. Quando percebeu o estrago que estava fazendo no cabelo dela, já era tarde demais. O líquido branco e viscoso escorria visivelmente sobre o cabelo roxo dela; mesmo assim, era preciso esperar ele terminar primeiro antes de procurar uma saída. Ele terminou de gozar, e o pau dele ficou curiosamente apoiado sobre o nariz vermelho dela, sobre o qual pingavam as últimas listras brancas e escorregadias. Não tinham mais tempo a perder, e os dois se arrumaram o melhor que puderam. Ela foi primeiro, e ele ficou sozinho no escuro até sentir que era seguro ir também. Pensou em alguma desculpa caso Marlene perguntasse o motivo da demora, mas a festa estava tão boa que a ausência dele nem sequer foi notada naquele momento. A morena se reuniu com a amiga e a festa se estendeu até altas horas da noite. Todos estavam felizes. E Marlene, pela primeira vez, viu o marido com uma expressão radiante e sorridente numa festa tão cara, e para manter o costume, mandou ele buscar alguma coisa na cozinha.
FIM
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