Dia 12. Quarta-feira. Quando acordei, percebi que estava sozinha. Embora fosse cedo, não achei estranho, pois Ale sempre era o primeiro a levantar. Levantei e, depois de trocar o pijama que estava usando, fui para a sala. Não tinha ninguém. Estranhando, saí para fora atravessando a porta de correr e encontrei os dois menores cochichando na piscina. — Vocês não tomaram café da manhã? — perguntei, um pouco desconcertada. — Tomamos, preparamos umas torradas — respondeu Ale. — E a lição de casa? — dirigi-me a Raúl, que gesticulou se fazendo de bobo. Os dois irmãos se separaram, começando a nadar cada um pro seu lado. Tive a sensação de que algo estranho estava acontecendo, mas não dei muita importância. — Tá bom — me conformei enquanto voltava pro apartamento pra preparar um café. Poucos minutos depois eu estava na água junto dos meus dois primos pequenos. — Hoje você não faz topless? — me pegou de surpresa Ale, corando como sempre, enquanto o pequeno ria às gargalhadas. — Por quê? — Sei lá… Se ele tinha alguma estratégia, não tinha pensado muito bem. Me fez rir por dentro. — Você só faz quando o Jesús tá aqui? — me perguntou Raúl. Que ideias malucas meu primo tinha! — Não — respondi, sorrindo, totalmente desconcertada com a conversa. — Então? — insistiu Ale. — Pois é, sei lá… — É que você não quer na frente da gente? — me pressionou Raúl. — Não é isso… Em parte era sim. Normalmente eu não teria problema nenhum em fazer topless na frente dos meus primos, mas depois de tudo que tinha acontecido com o Ale preferia não fazer. No entanto, não gostei que os meninos ficassem com essa impressão. Decidi baixar o tom da conversa com uma brincadeira. — Vamos ver — sorri, travessa —, eu tiro a parte de cima se vocês também se despidem. Nem tinha considerado a possibilidade de que levassem a sério. Porém, os dois irmãos me surpreenderam. — Beleza! — aceitaram em uníssono, tirando os sungas e jogando pra fora da piscina. Meu rosto deve ter refletido a tremenda perplexidade pela reação dos meus primos. Depois de alguns segundos de total incredulidade, percebi que estava na água junto com dois meninos completamente nus e não consegui evitar rir descontroladamente. Que situação com os dois pequenos! —Bom, então acho que devo cumprir —sorri, tentando não dar muita importância, enquanto tirava a parte de cima do biquíni, me divertindo com a situação. Levantei a peça com uma mão e, depois de algumas voltas para pegar impulso, joguei junto com as sungas. —Eita! —vibraram Raúl e Ale, me divertindo. —Ei, mas não é justo que a gente esteja nu e você não —provocou o pequeno. —vocês tiraram as sungas porque quiseram —reclamei. —Não, porque você pediu —esclareceu Ale. Eu tinha pedido? Como isso soava mal. Não tinha a sensação de que realmente tinha acontecido desse jeito, mas talvez ele tivesse um pouco de razão. Tive a impressão de que a coisa começava a sair levemente do controle. O que eu estava fazendo meio nua dentro de uma piscina junto com meus primos pequenos completamente pelados? E o pior era que eu estava me divertindo pra caralho apesar das circunstâncias. Pensei mais uma vez no meu marido e na vontade tremenda que eu tinha de vê-lo de novo pra dar uma boa transada. Mas isso teria que esperar ainda. Enquanto isso, não me pareceu tão ruim me divertir um pouco pra amenizar a espera. Isso ou eu ficaria louca. Afinal, estava claro que não ia acontecer nada. —Tá bom —aceitei. Nem eu acreditava, mas sem hesitar puxei a única peça que me restava, deslizando-a pelas minhas pernas pra finalmente ficar inteiramente nua debaixo da água. Meus primos se comportavam com total naturalidade. Parecia que tirar a roupa na piscina com uma garota como eu era coisa de todo dia. Começamos a brincar como normalmente. Splashes, empurrões, corridas e agarrações. Mas, claro, estávamos nus e os roces eram tão inevitáveis quanto constantes. —Ei! —reclamei com o primeiro encoxada de peito totalmente descarada. Raúl só reagiu sorrindo com malícia e se afastando rapidamente a nado do local do crime, como se não tivesse sido nada mais que uma molecagem. Mas essa foi só a primeira mão na bunda. À medida que os garotos iam ficando mais ousados, apesar das minhas repreensões brincalhonas, eu mais me acostumava. Mas o que mais me dava graça era quando em algum dos empurra-empurra eles me batiam sem querer com seus grandes e duros membros. Sabia que Raúl era bem dotado, mas tive a impressão de que Fer não tinha absolutamente nada a invejar. De repente, avistei a figura de Jorge do outro lado do vidro da porta de correr, nos observando. O coração me deu um pulo, tanto pelo susto de não esperar por aquilo quanto pela sensação de ter sido pega fazendo algo errado. —Bom, garotos, acho que já é o suficiente —cortei o barato deles. Os dois irmãos reclamaram. Sem dúvida estavam se divertindo muito mais que bem. Pedi que saíssem primeiro, pois não queria me mostrar nua, e não pareceu incomodá-los emergir da água completamente de pau duro como estavam. Era a primeira vez que via Ale nu e, embora não pudesse reparar bem devido à abundante pelagem que ele tinha no púbis, tive a impressão de que possuía um pau tremendamente grande, maior que o de Raúl. Mesmo assim, não tinha totalmente claro se minha imaginação não estava me pregando uma peça, pois começava a me excitar pensar que, com o quanto ele era bonito, meu primo adolescente tivesse um bom pau. Começava a me sentir ligeiramente descontrolada. Observando os pequenos se afastarem, instintivamente, levei uma mão à virilha. Estava novamente excitada, mas muito mais que nos últimos dias. Tinha a impressão de que, enquanto não me aliviasse, os tesões pareciam se acumular, aumentando minha libido um pouco mais a cada vez. Deu uma vontade enorme de me tocar, mas logo percebi que o mais velho não tirava os olhos de mim. A custo reprimi a vontade de me masturbar sob o água. Claro, eu não queria fazer isso enquanto o Jorge me olhava. Embora eu tenha contado o que aconteceu pro Jesus naquela mesma tarde quando falei com ele por telefone, a verdade é que eu omiti os detalhes mais picantes. Como se tudo tivesse sido uma brincadeira, contei como a gente tinha acabado pelado debaixo d'água na piscina, mas calei a boca sobre o que rolou lá dentro e, principalmente, sobre o que eu senti e experimentei no meu próprio corpo. Se tinha algo de bom em tudo o que estava acontecendo com meus primos, era que minha relação com eles até tinha melhorado. Tinha mais confiança e cumplicidade entre a gente. Sem que as coisas saíssem do controle, tinha virado rotina eles me soltarem cantadas sem vergonha ou, com um certo disfarce, buscarem roces sutis comigo. Eu curtia a situação tentando não dar muita bola. Eu tinha passado de me sentir estranha e desconfortável por causa dos acontecimentos inesperados pra me sentir como flutuando numa nuvem graças à testosterona juvenil dos garotos. De fato, que mulher não gosta de se sentir desejada? Dia 13. Quinta-feira. —Não me fode! —reagi à má notícia. Depois de passar a manhã na piscina, eu estava preparando a comida quando recebi a ligação do meu marido. Parece que surgiu um problema na empresa e o Jesus tinha que trabalhar até tarde na sexta. —Mas você vem nem que seja de noite, né? —quis saber, realmente preocupada. —Não quero pegar estrada de noite. Vou sair sábado de manhã, cedo. —Merda! —reclamei. Eu estava cortando uma cebola pro refogado quando, acho que por causa do desgosto, a faca escapou e me cortei no dedo. O sangue começou a jorrar e eu tive que deixar a conversa pela metade, quase sem me despedir e desligando de repente. —Jorge! —gritei. O cara de vinte e poucos correu em meu socorro, me ajudando a parar a hemorragia com guardanapos de papel. Enquanto ele pressionava o ferimento, pensei no Jesus. Eu estava ansiosa esperando a chegada dele e foi difícil aceitar que Eu tinha que aguentar mais um dia sem o alívio de um orgasmo. Fiquei levemente tonta, me deixando cair e me apoiando no corpo do meu primo. —Tá tudo bem, Ann? —ele pareceu se preocupar. —Sim, é só que… tô bem —tentei forçar um sorriso. Jorge me tratou, colocando um curativo pequeno mas chamativo no dedo da mão direita, me impossibilitando de terminar de fazer a comida. Por sorte os meninos cuidaram disso. À tarde a gente tinha planejado ir à praia, mas eu não tava a fim por causa do incômodo que sentia no dedo por causa do corte que eu tinha feito. Como o Raúl insistiu, deixei os três irmãos irem enquanto eu ficava no apartamento descansando. Depois que fiquei sozinha, pensei em me masturbar e brincar com meu vibrador pra me aliviar finalmente. Mas amaldiçoei minha sorte por ter a mão hábil machucada. Tentei me dar prazer com a esquerda, mas não me senti confortável e deixei pra lá, meio de mau humor. Tava puta comigo mesma por ser tão desastrada, mas também com o Jesus por atrasar a chegada dele. Inclusive, mesmo sem terem culpa nenhuma, descontei nos meus primos pequenos. Eu tava simplesmente irritada com o mundo. —Oi, Ann! Como você tá? —me cumprimentou o Raúl efusivamente, vindo direto ao meu encontro quando voltaram da praia. —Bem, céu. —O carinho dele aplacou um pouco meu mau humor. Perguntei como tinha sido e, depois de uma conversa em que me explicaram o que tinham feito na praia, pedi que fossem tomar banho. Enquanto o Ale ocupava o banheiro comum, o Jorge usou o do meu quarto. Raúl e eu ficamos conversando mais um pouco. —Você vai conseguir tomar banho com isso? —me perguntou o pequeno, se referindo ao machucado. —Bom, vou ter que tentar —hesitei. —Tá doendo? —Tá. E é chato —reclamei. —Se quiser, posso te ajudar. —Ajudar com o quê? —perguntei, completamente desconcertada. —A tomar banho. Ri pra caralho com a proposta completamente inesperada do meu primo pequeno. —Tô te devendo —ele sorriu com malícia, fazendo eu rir ainda mais. —Valeu, mas acho que Melhor não —me recusei. —O que foi, tá com vergonha? Porra, moleque! Sem dúvida ele estava me testando. Fiquei tentada a entrar no jogo dele, mas não quis morder a isca. Ia recusar de vez, quando ele continuou com o argumento. —Não precisa se preocupar que eu te veja, sou seu primo e tem confiança —fez uma careta de convencido. Não conseguia acreditar que o pequeno estava usando minhas próprias palavras pra me convencer, igual eu fiz com ele na semana anterior. Sem dúvida, pelo menos estava me divertindo e tinha conseguido despertar minha curiosidade. —A diferença é que eu vou ser a primeira mulher que você vai ver pelada. Tô errada? —Ann, eu tenho internet em casa… Ri de novo, gargalhando. Meu primo tinha um dom pra isso. —Tá, tá bom —aceitei finalmente, rindo, sem saber muito bem até onde ele pretendia chegar com tudo isso. Com a desculpa idiota de trocar o curativo enquanto o Raúl tomava banho, consegui me enfiar no banheiro junto com meu primo pequeno sem levantar muitas suspeitas entre os outros dois irmãos. A verdade é que a sensação de estar fazendo uma travessura estava me causando um nervosismo gostoso que fazia eu estar me divertindo demais. —Porra, pequeno! —me surpreendeu ao abaixar o short de banho de repente, me mostrando o pau lustroso completamente duro. —Quer que eu te ajude a tirar a roupa? —me perguntou enquanto se livrava da peça, chutando ela pra jogar do lado da pia. —Precisava você ficar pelado? —reclamei com calma, enquanto começava a me despir sem maiores problemas apesar do incômodo no dedo machucado. —A gente vai tomar banho juntos, não vai? —foi baixando o tom da voz conforme via como eu tirava a camiseta e depois a calça. Sem ter muita clareza do que estava fazendo, me plantei de calcinha na frente do meu primo, que tinha ficado sem fala, completamente embasbacado, me observando. Apesar de não estar mostrando mais do que ele tinha visto durante Todos os dias de férias, estava claro que a situação era muito mais excitante e o tinha impressionado. Isso me animou a continuar. Tirei o sutiã e verifiquei como o pau do pequeno se estremecia, dando um sobressalto e parecendo adquirir ainda mais volume, se é que isso era possível. O rosto dele ficou branco. Supus que todo o sangue tinha ido para a virilha e por um momento temi que ele desmaiasse. Quando tirei a calcinha fio-dental, mostrando meu púbis totalmente raspado e limpo que deixava ver minha buceta rosa completamente sem nenhuma barreira, o pau gordinho do moleque já babava, fazendo oscilar um fio pendente de bastante líquido pré-ejaculatório. Fui em direção ao chuveiro. O menor de idade me seguiu com o olhar, mas não ousou mover um único músculo. Eu o tinha hipnotizado. E essa sensação de controle me fazia sentir tremendamente poderosa. — Vem? — perguntei enquanto deixava a água do chuveiro cair sobre meu corpo. Meu primo balbuciou um monossílabo incompreensível, me provocando uma onda de ternura. Afinal, não era mais que um garoto. — Ora, ontem na piscina você era mais corajoso — provoquei, para ver se ele reagia. — É... — soltou, ainda com o rosto pálido devido ao susto de me ver completamente nua. — Me ajuda? — propus, mostrando o frasco de gel. Mas o garoto não me surpreendeu, negando com a cabeça. Como supus, devia estar apavorado. Deixei cair um jato de sabonete entre meus peitos e dei uma última chance. — Tem certeza? — insisti enquanto o gel escorria pelo meu corpo, em direção à minha buceta. O garoto não ousou. Balbuciou de novo e eu levei uma mão à virilha para me lavar. Observei como as enormes bolas de Raúl se retraíam, fazendo o cacete se retorcer, deixando cair no chão do banheiro o copioso fio de líquido pré-ejaculatório. Essa visão e meus próprios roçamentos estiveram prestes a me trair. Estive muito perto de me deixar levar, me masturbando na frente do pequeno. Mas me contive. Continuei me ensaboando o resto do corpo, me acariciando disfarçadamente pra me dar prazer, mas nada além disso, fingia que me esfregava embora enfiasse um pouco mais o dedo na minha buceta. —Sua vez —avisei assim que terminei o banho enquanto passava do lado dele, em direção à roupa pra me vestir de novo, ao chegar na minha roupa comecei a me secar ainda com ele de olho no meu corpo nu, ele estava no chuveiro me vendo mas completamente parado, pra brincar mais um pouco de costas pra ele decidi dar um presentinho, me agachei pra secar os pés e me inclinei demais deixando uma vista espetacular da minha buceta e do meu cuzinho, na hora que me agachei senti minhas bandas se abrirem deixando ver o mais íntimo de mim e fiquei ali uns 20 segundos, tinha dado pra ele uma vista espetacular de todo o meu tesouro. Não demorei pra deixá-lo sozinho. Já não sei se ele bateu uma pensando em mim, mas suspeitei que sim. E, certamente, gostava de pensar que tinha sido assim. Dia 14. Sexta. Acordei completamente encharcada de suor. Praticamente não tinha conseguido dormir, pois a chegada de Alejandro se aproximava e eu começava a não parar de remoer tudo o que tinha acontecido durante a semana. Embora tivesse contado pro meu parceiro a bebedeira que tive com Jorge ou parte do que rolou na quarta com os dois pequenos na piscina, claro que tinha escondido o resto dos acontecimentos. Se bem que era verdade que eu tinha assumido o que aconteceu com Ale, ficando como um segredo entre Jorge e eu do qual Jesús jamais saberia, o que rolou com Raúl me deixava preocupada. Não é que me sentisse culpada, pois também não considerava que tivesse acontecido nada grave, mas não sabia como meu marido poderia encarar se eu decidisse contar. Olhei a hora. Ainda era cedo. Provavelmente nem Ale teria acordado. Observei o mais novo dos meus primos, que dormia do meu lado, e dei um tapinha leve pra acordá-lo. O menino continuou dormindo, então tentei sacudi-lo de leve. —Pequeno… —sussurrei— Raúl… —insisti, levantando um pouco a voz até chamar a atenção dele. —O que foi? —soluçou ele, se espreguiçando. —A gente precisa conversar. Dei um pequeno sermão nele com o objetivo de garantir que o que aconteceu no dia anterior no banheiro ficasse como uma anedota sem maior importância da qual ninguém precisava saber. O garoto aceitou sem reclamar. Imaginei que ajudava o fato de ele estar sonolento. Fiquei mais tranquila. Tanto pela manhã na piscina quanto à tarde na praia, evitei entrar na água com a desculpa do curativo no dedo. A verdade é que já não doía, mas procurei evitar mais situações embaraçosas com meus primos. O bom é que pude me dedicar à leitura e terminei o primeiro dos livros que tinha começado a ler na semana anterior. Naquela noite Jorge saiu de novo. Eu mandei os dois pequenos para o quarto duplo com a ideia de dormir na sala. O vinte e poucos anos ia se deitar no meu quarto para que ninguém o incomodasse no dia seguinte pela manhã. Deitada no sofá-cama, vendo TV enquanto esperava meu primo, comecei a rir sozinha, como uma tonta. Pensava em como minhas preocupações tinham mudado em tão poucos dias. Na semana passada eu estava triste porque Jesús não podia estar com a gente nas férias, angustiada pela vida ruim de Jorge e incomodada pelos sentimentos de Ale. E agora praticamente a única coisa que me atormentava era que meu marido ficasse sabendo de algumas das molecagens que eu tinha vivido com meus primos. Não era tarde quando o mais velho voltou ao apartamento. Ao ouvir o barulho da porta, me endireitei, ficando sentada no sofá-cama. —Oi —me cumprimentou com evidente mau humor. —Eita, eita, eita… te deixaram na mão de novo. — Eu começava a interpretar perfeitamente as caras do meu primo, como antigamente. Jorge não respondeu. Só grunhiu, sentando ao meu lado e confirmando minhas suspeitas. —Outro tesão acumulado? —perguntei. —É. Tô há dias demais sem descarregar —reclamou ele. —Mas, a outra noite não…? —gesticulei, imitando o gesto de uma masturbação. —Que nada! Eu ri alto. —Então você deve estar subindo pelas paredes —zombei. —Pois é! —O que aconteceu dessa vez? —Ela é uma provocadora. —Sério? —brinquei ironicamente, ficando na expectativa. Jorge começou a me explicar o que tinha acontecido e não tive como não dar razão a ele. A verdade é que, pelo que ele me contava, a garota estava provocando ele descaradamente. Sorri por dentro, lembrando de algumas vezes em que eu mesma tinha me comportado de um jeito parecido, brincando com os caras que eram capazes de tudo só pela esperança de conseguir algo comigo. Imaginei que a provocadora do meu primo devia ser bem gostosa. —Hoje você não vai me deixar sozinho? —me perguntou, sem dúvida, com toda a intenção. —O que foi, tá me expulsando? —fiz a ofendida, me divertindo com a conversa. —Não é isso… é que eu pensei que você me deixaria aliviar —sorriu pra mim. —Hoje você pensa em…? —fechei o punho de novo, sacudindo pra cima e pra baixo—. Então sinto muito, essa noite eu durmo aqui. Além disso, tô vendo o filme —não menti, embora já fizesse um tempo que tinha perdido o fio da história—. Se quiser, pode ir no banheiro, no quarto… ou fazer aqui mesmo —brinquei. —Tá bom… Dilan se recostou no sofá-cama, jogando-se um pouco pra trás. Eu, sem me mexer, de cara pra televisão, olhava ele de rabo de olho. Não podia acreditar! O cara de vinte e poucos anos abriu o zíper e, sem vergonha nenhuma, tirou o pau pra fora. Será que ele nunca ia aprender a parar de fazer certos tipos de brincadeira com meus primos? Embora não tivesse uma visão clara, tive a impressão de que ele não estava duro. Mesmo assim, como já tinha sacado na manhã em que vi o volume, ele tinha um pau bom. Eu estava chocada, principalmente ao descobrir que o carocinho da glande que entrevi enquanto ele dormia parecia ser um piercing. Meu pequeno Jorge tinha furado a ponta do pau? Não sabia se aquela ideia me causava repulsa ou admiração, não tinha certeza. Comecei a escutar o som característico da masturbação. Toda digna, de frente pra TV, decidi não falar nada, mantendo a compostura, mas a real é que eu não parava de olhar de rabo de olho, contemplando como o pau do meu primo endurecia e crescia até o que supus ser seu auge máximo. O coração disparava enquanto o cheiro inconfundível de suor de pau começava a chegar nas minhas narinas. Logicamente, eu estava completamente excitada mais uma vez, parecia bem grande e olha que só vi de relance. —Se quiser, pode olhar —me surpreendeu, quebrando a mistura de sons da TV e do barulho que a mão dele fazia deslizando ao longo do tronco do pau. Quase como uma autômata, sem poder de decisão, virei levemente, me recostando ao lado do meu primo e ganhando uma visão privilegiada da masturbação que ele estava fazendo. O cara de vinte e poucos tirou completamente as calças e a cueca, deixando na altura dos joelhos, podendo reparar nos genitais dele em detalhe. Jorge tinha um saco bem gordo, com bolas grandes e enrugadas. Estava totalmente raspado, o que até dava a impressão de que o pau vigoroso dele media mais de 20 centímetros, que devia ser mais ou menos o tamanho. Era circuncidado e dava pra ver claramente o ampallang, uma barra reta que atravessava horizontalmente a glande grossa. Visto de perto, não tinha mais dúvidas. Aquele piercing me deixava molhadíssima. O cara de vinte e poucos também pareceu gostar que eu olhasse, porque começou a tremer. Pedi silêncio com um shhh suave, sem conseguir evitar um sorriso trêmulo pela putaria que era a situação. Estávamos a uma porta e alguns passos de corredor de sermos descobertos por algum dos irmãos menores do Jorge. —Calma… —murmurei, tentando acalmar os gemidos dele, que aumentavam. Aí tudo passou muito rápido. Meu instinto me fez reagir E, sem pensar, com a ideia de que nada se mancharia, peguei um par de guardanapos do rolo de papel que estava na mesa da sala, cobrindo com eles o pau rechonchudo e ardente do meu priminho. Senti o aço frio do piercing cravando na minha palma e como minha mão ficava molhada à medida que o sêmen impregnava os panos escassos, me lambuzando a mão também de porra do meu primo, nossa, como era bastante. —Chis… chis… —sussurrava pra ele, tentando acalmar os suspiros de prazer de Jesus. Tive que esfregar os guardanapos encharcados por parte do tronco do pau enorme pra recolher os jatos de esperma que a contenção improvisada não tinha conseguido segurar. A verdade é que curti a brevísima mas intensa massagem no pau. Me levantei. —Acho que no final você dorme aqui —me despedi sem dizer mais nada, indo em direção ao quarto de casal. Entrei no banheiro e joguei os guardanapos encharcados na privada. Me olhei no espelho e contemplei minhas bochechas completamente coradas. Estava muito excitada. Abaixei de uma vez o short e a calcinha fio-dental. Essa última ficou enrolada na metade das minhas coxas. Me apoiando com uma mão na pia, com a outra acariciei minha virilha molhada, escutando o som quase imperceptível dos meus lábios se separando levemente devido à viscosidade que os mantinha unidos. Gemi. Mordi o lábio, tentando não fazer muito barulho. Fechei os olhos, tentando pensar em Jesus, mas na minha mente veio Jorge. Não conseguia tirar da cabeça meu priminho e o pau magnífico que só alguns minutos atrás tinha estado entre meus dedos. Lutei brevemente contra minha imaginação, mas não demorei a me deixar levar pela fantasia. Era a primeira vez que pensava em fazer isso sonhando com meu primo, o pequeno que eu sempre tinha considerado como um irmão. Nem tempo me deu de ir pegar meu vibrador e enfiei um par de dedos na minha buceta, soltando um gemido sonoro impossível de evitar. Tinha claro que Jorge possivelmente me Eu tinha ouvido, mas não consegui parar. Aumentei a pressão dos meus dedos, enfiando-os até o fundo e fazendo com que parte dos abundantes fluidos vaginais que me inundavam escorressem pelas minhas coxas. Gemi de novo. E desta vez temi que os dois menores me ouvissem. Não demorei a gozar. Gozei com a imagem do pau do Jorge gravada na minha cabeça. Mas durante o êxtase houve um momento para lembrar dos meus outros dois primos. Embora muito brevemente, enquanto explodia de prazer, gostei de recordar tudo o que vivi com eles durante as duas primeiras semanas de férias de verão. Foi um orgasmo bom demais, muito acima da média dos que eu costumava ter com o Jesus. Tirei os dedos completamente encharcados da minha buceta, com as pernas ainda tremendo por causa do gozo recente. Lavei as mãos enquanto observava as gotas de suor que percorriam meu rosto. Limpei as coxas e o meio das pernas com um pouco de papel higiênico, antes de recolocar a calcinha fio-dental e subir a calça. Fui para a cama e me deitei. Mas não dormi. Estava absolutamente arrependida. Dia 15. Sábado. Custei a levantar. Uma mistura de remorso e cansaço fazia com que eu quisesse ficar na cama. Meu marido tinha saído em direção ao apartamento cedo, então não devia demorar a chegar. Não tinha certeza se isso me tranquilizava, pois com o que aconteceu há apenas algumas horas já eram coisas demais para esconder dele. E isso não me agradava nem um pouco. Apesar dos meus temores, quando o Jesus chegou tudo transcorreu com normalidade. Aproveitando que durante a semana não tínhamos carro, decidimos passar o dia fazendo um pouco de turismo pelos arredores. Percorremos algumas das cidades vizinhas, visitando os pontos mais emblemáticos. Comemos fora e, a pedido do pequeno, à tarde passamos um tempo na praia. Enquanto meus primos se banhavam no mar, o Jesus e eu ficamos sozinhos, tomando sol na areia. Embora quisesse escutar meu marido, que me detalhava alguns dos acontecimentos durante a semana no trabalho dela, estava distraída, não conseguindo evitar a inquietação que me corroía por dentro. —Os meninos estão um pouco excitados —retomei a conversa, fazendo Jesus rir. —E isso? —perguntou, risonho. —Acho que os deixei um pouco agitados —confessei, forçando um tom mais de queixa. Agora Jesus riu às gargalhadas. —Bom, é normal. Com a idade que têm e a mulher gostosa com quem estão compartilhando as férias… —minimizou o assunto, me fazendo sentir um pouco melhor. —Talvez você tenha razão… —Claro. Não se preocupe. Provavelmente fantasiam com você e batem uma punheta esporádica. Todo mundo já fez isso com alguma prima mais velha na infância —confessou, me fazendo rir—. Queria eu ter tido a oportunidade de tomar banho pelado numa piscina com uma prima que eu tinha no interior! —brincou, agora sim, me reconfortando definitivamente ao ver que ele levava tão bem a ideia de que os meninos pudessem estar dando em cima de mim. Embora eu não tivesse contado praticamente nada, a conversa curta tinha servido para desabafar. Observei meu marido e, como sempre, a atitude entusiasmada dele acabou por me tranquilizar. Lembrei mais uma vez por que o amava tanto e deixei em segundo plano o que aconteceu com meus primos. —Estou com vontade de chegar em casa —beijei ele, sorridente, deixando bem claro que queria sexo. —E eu também. Jesus tocou o pacote disfarçadamente, me mostrando a ereção que se marcava sob o tecido da sunga. Sorri, satisfeita. Parecia que ele tinha achado graça saber que meus primos estavam rondando por mim. Embora me sentisse mais aliviada por causa da punheta que bati na noite anterior, me deram umas vontades repentinas e enormes de voltar ao apartamento. —Vamos embora —concluí, me levantando para chamar os meninos. Na volta para casa paramos para tomar um sorvete por pedido expresso do caçula. Era tarde, então, uma vez no apartamento, já não jantamos. Jesus e eu aproveitamos para nos deitar primeiro, deixando meus primos vendo televisão na sala. Não precisou de nenhum tipo de preliminar. Eu estava completamente pronta quando começamos a nos despir. Deitei na cama de barriga pra cima e, tentando não fazer muito barulho, meu marido me penetrou. O homem parecia mais fogoso que de costume. Não tinham passado nem dois minutos quando ele abafou os gemidos contra o travesseiro, descarregando toda a sua porra dentro de mim.
Com o corpo suado de Jesús em cima de mim, me penetrando, eu fiquei na metade. Tudo bem que meu marido nunca tinha sido uma máquina na cama, mas pelo menos tinha fôlego, o suficiente pra normalmente me dar tempo de alcançar o orgasmo. Minha cara devia estar um poema. Ele se retirou pro lado, bufando. — Eu tava muito excitado — se desculpou —. Você…? — Sim — menti, sem saber muito bem como reagir —. Eu também, embora nem tivesse chegado perto. — Tá… bom… — ele bufava. Como ele podia estar sem ar se praticamente não tinha feito nada? Eu tava uma semana como louca esperando aquele momento e, na hora da verdade, meu marido tinha me deixado na metade. Bufei, irritada, mas não disse nada, não querendo incomodar ele. Levantei pra tomar um banho, deixando ele na cama meio morto. Uma vez deitada ao lado do meu parceiro, que já dormia, me custou pegar no sono. Finalmente tinha transado, mas tinha sido a pior foda que eu lembrava em muito tempo. Sem dúvida, eu tinha ficado com vontade de mais. Quis ser positiva. O bom era que Jesús não tinha ficado sabendo de nada do que aconteceu com meus primos durante a semana. Além disso, meus remorsos por ter tocado no Jorge e ter fantasiado com aquilo tinham diminuído. Tentei me concentrar nessas ideias, procurando esquecer o que aconteceu, pra finalmente acabar caindo num sono, infelizmente, extremamente leve. Dia 16. Domingo. Dia de feira. Eu gostava de ir às compras e as barracas típicas das feiras de interior me encantavam. No entanto, apesar do plano matinal, levantei de mau humor, pois não tinha passado uma boa noite. Eu tinha pensado demais no momento ejaculação precoce do meu marido, acordando com o corpo pesado. Acompanhada de Jesús e dos meninos, percorremos os diferentes corredores do mercado de pulgas, lotados de gente. Ter que abrir caminho no meio da multidão não ajudava a me relaxar. Também não me empolgava que o Raúl parasse a cada dois minutos pra pedir que a gente comprasse alguma das coisas que ele davam vontade. —Vai, compra alguma coisa pra ele, pra ver se ele cala a boca de uma vez —comentei com meu marido baixinho, tentando fazer com que o próprio não me ouvisse, nem os irmãos dele. Depois de comprar uma munhequeira pro menino, chegamos a uma barraca de roupa. Era aquela típica que vendia camisetas, biquínis, cangas… basicamente roupas de verão. —Preciso de um short de banho —Raúl pediu de novo. —Três shorts de banho, 300 pesos! —gritou a moça que estava atendendo. Dei uma olhada na mercadoria, que não me pareceu grande coisa. —O que tem de errado com o seu? —perguntei. —Qual é, Ann, que estão baratos demais —argumentou Jesús. —Vocês querem um? —me dirigi aos meus outros dois primos, que assentiram, aceitando sem mais. —Três shorts de banho? —perguntou a atendente, que já estava pegando alguns pra mostrar. —Deixa eu ver o que você tem… — reclamei. Não gostei de nenhum dos que ela nos mostrou e meus primos não se decidiam. Já estava começando a me irritar com a situação. Então, depois de dez minutos da minha vida perdidos na frente da barraca da moça, explodi. —Pelo amor de Deus, gente! Não pode ser tão difícil escolher uns malditos shorts. Observei o rosto perplexo do meu marido e dos dois pequenos. No entanto, Jorge me olhava sorridente. —Deixa ver… esses mesmos —peguei três aleatórios—. Se são todos igualmente feios. —Terrível! —ele reclamou. —Ann, você tá bem? —Jesús se preocupou. —Tô. Paga. Espero vocês no carro. —E, sem mais nem menos, fui embora sem dar chance de resposta. Depois da minha explosão, aproveitamos pra comer fora, na praça da cidade. Eram os últimos momentos da semana ao lado do meu marido antes de ele ir embora de novo. Apesar de ainda me incomodar a separação, sabendo que ia sentir falta dele de novo, já estava acostumada e não levava tão a sério. Antes de partir, Jesús nos deixou na praia. Eu fiquei tomando sol enquanto meus primos se banhavam no mar. Estava relaxada, praticamente dormindo, quando me respingaram, enchendo minha barriga de água, que me pareceu gelada. —Jorge, porra! —reclamei ao descobrir que Tinha sido meu primo, que ria às gargalhadas. —Que dia você tá tendo, hein. Dá pra saber o que tá acontecendo? —Comigo? Nada. —Então por que você tá puta da vida? —ele voltou a me provocar, me irritando. —Amadurece, porra —repreendi sério. —Que foi, o Jesus não te deu o que você precisava? Ele me pegou de surpresa. Achei que ele só tava tirando sarro de mim, mas tinha acertado na mosca. —Não passa dos limites —tentei frear ele. —Qual é! Então eu tenho que te explicar tudo e você não pode me contar o que tá rolando… O Jorge tinha razão. Não só era injusto que ele me contasse as intimidades dele e eu não fizesse o mesmo, como agora eu não podia colocar em risco tudo o que tinha conquistado, me aproximando dele de novo. Além disso, tinha que reconhecer que me comportei como uma idiota o dia inteiro. Tá, eu tava decepcionada com o que aconteceu com meu marido, mas também não era pra eu ficar daquele jeito. —Tá bom… Me abri com meu primo, detalhando como eu me sentia e os motivos que tinham provocado aquilo. Quando conheci o Jesus, eu tinha acabado de sair de um relacionamento complicado. Meu parceiro anterior era um mala com M maiúsculo. Bonito, com um corpo bom, tremendamente bem dotado e muito, muito bom na cama. Mas era um cara, o típico puto com quem você passa momentos muito bons mas sabe que não é pra vida toda. Mesmo assim, ele conseguiu me machucar o suficiente pra eu precisar de uma mudança radical na minha vida. E essa virada sentimental quem me ofereceu foi meu marido atual. O Jesus soube me dar tudo o que me faltava. E, apesar de não poder se comparar sexualmente falando, pra mim valia, embora o fogo inicial tenha diminuído com o tempo, virando um tédio gostoso. Os encontros amorosos com meu esposo eram pura matemática, tão exatos e funcionais quanto frios e entediantes. Pra mim, suficiente. Até o que aconteceu no dia anterior. —Tô mal fodida —confessei de vez, finalmente desabafando. O Jorge me olhou fixamente sem dizer nada, sorrindo com certa malícia. Não me pareceu a reação mais adequada, me decepcionando levemente. Achei que a situação ruim ainda não tinha passado de vez. — Que desperdício — soltou finalmente, me elogiando enquanto acentuava ainda mais o sorriso, com intenções sedutoras evidentes. Embora eu tenha levado na brincadeira, meu primo tinha dado um jeito. Me senti lisonjeada. — Ann, vi uma água-viva e saí correndo! O pequeno, que tinha chegado correndo, nos interrompeu. Mas o comentário dele me deu tanta risada que eu perdoei. Meu mau humor tinha desaparecido. Dia 17. Segunda-feira. — Jorge, amor… — sussurrei, acariciando o rosto dele. De lado, deitada na cama de frente para meu primo, observei como ele abria os olhos, nossos olhares se cruzando. — Que horas são? — me perguntou. — Cedo. Ficamos alguns segundos nos olhando, sem dizer nada. Lembrei da conversa que tivemos no dia anterior e uma nova onda de amor por aquele homenzinho me invadiu. — Que tal se a gente levantar cedo e ir à praia? — Você e eu sozinhos? — ele me fez rir. — Que nada! Não seja idiota — sorri, me deixando lisonjear. — Pena… — ele se espreguiçou. — Vamos, levanta! — incentivei, me ativando também. Exceto pelo dia da praia, não tínhamos ido à praia de manhã nenhum dia, então me deu vontade de mudar um pouco de ares. Para conseguir lugar era preciso ir cedo. Mesmo assim, quando chegamos já tinha bastante gente na areia. Nos acomodamos num espaço suficientemente amplo que havia a alguns metros do mar, perto de uma espreguiçadeira com guarda-sol que estava momentaneamente sem dono. Fazia um bom tempo que eu estava na água com meus primos quando decidi sair, deixando Raúl e Ale na beira, brincando de se deixar empurrar pelas ondas. Jirge tinha ido para o fundo do mar e estava tão longe que eu quase não o via. Ao chegar na toalha, reparei no homem que ocupava a espreguiçadeira ao lado do guarda-sol. Devia ter uns 45 anos, com cabelo e barba grisalhos, o que lhe conferia uma maturidade atraente. Tinha um bom corpo, um baita corpo. — Que prazer você me olhar — ele me Ele sorriu, imaginei que estava me examinando através dos óculos escuros. —Desculpa —senti que estava corando—, foi um lapso. —Você não tem do que se desculpar —ele não perdeu o sorriso—. Está de férias? —Sim —respondi secamente, tentando não dar corda para ele continuar. —Primeiro dia? Não tinha te visto antes. —Costumamos vir à tarde —sorri amigavelmente. —Nossa! Errei o horário. —Dessa vez ele arrancou um sorriso sincero de mim. Comecei a manter uma conversa agradável com o homem. Era evidente que ele estava tentando me dar em cima, mas parecia cavalheiro e não me incomodava, eu gostava que estávamos flertando os dois. —Essas toalhas são dos seus irmãos? —Primos —corrigi. —Tinha certeza de que não eram seus filhos. —Claro que não! —ri de forma sedutora, começando a me sentir levemente atraída pela expressão cativante do desconhecido bonito e pelo seu corpo. —Sabe o que eu acho? —O quê? —Que seus primos têm sorte. —Por quê? —fiz de boba. O homem não me respondeu. Se remexeu na espreguiçadeira, ficando sentado de frente para mim, com as pernas ligeiramente abertas. Levou uma mão ao sunga e, disfarçadamente, afastou uma das pernas, deixando à minha escolha dar uma olhada no que tinha no fundo. —Por passar as férias com você a sós —respondeu finalmente, como se nada fosse. —Não estamos sós —sorri com malícia—. Sou casada —quis freá-lo de vez. —E eu —riu, abrindo ainda mais o vão da sunga, quase me obrigando a ver os genitais dele. —Está tentando me mostrar alguma coisa? —desafiei, segura de mim mas também com um tom quente e atrevido. —Ann, esse idiota está te incomodando? —Jorge apareceu para o resgate, embora eu realmente não precisasse que ninguém me salvasse. —Deixa os mais velhos falarem, moleque. —Quer que eu te coloque no seu lugar, retardado… —Moleque… —ele soltou com desprezo. Jorge levantou o punho, me deixando com taquicardia. —Ei, ei… —tentei dissuadi-lo, me colocando na frente—, a gente só estava conversando. —Sei… —meu primo, de mau humor, não pareceu concordar, mas ele se acalmou, sentando em uma das toalhas, ao meu lado, entre o desconhecido e eu. O homem olhou pra mim, sorridente, e gesticulou como quem aceitava a situação. Piscou pra mim e eu, instintivamente, sorri de volta. Com certeza o quarentão era bem gostoso e a conversa que a gente tinha tido foi agradável, muito agradável pra mim. Mas a coisa ficou por isso no momento, mais uma da longa lista de oportunidades pra ser infiel que eu tinha recusado naquele momento. Depois eu conto o que aconteceu kkkk. Quando meus outros dois primos saíram da água, o sol já estava começando a arder pra caramba. Decidimos arrumar as coisas e voltar pro apartamento. —A gente já tá indo —me despedi do cara da espreguiçadeira. —Foi um prazer. Espero te ver de novo. Mas da próxima vez sem crianças no meio —piscou pra mim de novo enquanto pegava o pacote dele. —Ainda vai pra casa inteiro —ameaçou Jorge, começando a andar na direção dos chuveiros da praia. —Desculpa ele —falei baixinho—, é que ele ficou meio rebelde —brinquei com certa cumplicidade e flerte. Já no apartamento preparamos uma salada de verão refrescante e, depois do almoço, ficamos de papo na sala. —O que aconteceu com aquele senhor da praia? —quis saber Raúl. —É que ele tava enchendo o saco da Ann —afirmou Jorge. —Isso não é verdade! —reclamei. —Ah, não é? —parecia ofendido—. Então o Sr. mostra o pau pra você do nada e você não se incomoda. —Mas o que você tá falando?! —Eu não sabia que meu primo tinha percebido esse detalhe. —Ele mostrou pra você? —perguntou Ale, que parecia desnorteado. —Não. Bom, sim. Quer dizer… —Você viu ou não viu? —insistiu o pequeno. —Ele mostrou, mas eu não vi nada —confessei, cansada—, tá satisfeitos? Depois de alguns segundos de silêncio, os dois menores se olharam e começaram a rir. A risada deles era contagiosa e Jorge e eu não conseguimos evitar sorrir vendo como eles morriam de rir. —Era tão pequena que você nem viu! —gargalhou Raúl, fazendo com que o vinte e poucos anos e eu também acabássemos rindo. —Não é Isso… bom, ou sim, porque eu olhei e não vi nada (mentindo porque dava pra ver que ele também tinha bem grande, hahaha, e sim, ele me deixou com vontade de ficar com ele, mas depois eu conto essa história). A gente quatro teve um ataque de riso que durou alguns minutos. —Mas, vamos ver, Ann, você gosta de grande? —o pequeno continuou a conversa, depois que a gente se acalmou. —Bom… —pensei na resposta —. Tamanho não importa. O que importa é… —Claro —Jorge me cortou —, desde que seja grande, não importa —ele me fez sorrir, porque não deixava de ter razão. —Olha, o que eu quero dizer é… —Com quantos você já ficou? —o vinte e poucos anos me cortou de novo. —Bom… 16 ou 18 —respondi sem pudor à pergunta que dias atrás eu tinha recusado responder. —E desses 16 ou 18, quantos tinham um bom pau? —Jorge! —reclamei da pergunta. Achei que a conversa tinha esquentado mais do que deveria pra estar falando com uns garotos. E mais ainda se esses meninos eram meus primos. Mas, por outro lado, eu estava me divertindo. Lembrei que já tinha tido pequenas conversas sobre sexo com Raúl e Ale, nas quais eles tinham confessado a pouca experiência sexual deles. No entanto, embora eu supusesse que Jorge devia ter uma vasta experiência, eu não tinha detalhes. —E você, com quantas já ficou? —Ufa! —ele bufou —. Acho que entre cinquenta e sessenta, mais ou menos. —Caralho! —Os irmãos dele, fazendo gestos de admiração, ficaram espantados, surpresa à qual eu me juntei. Eu estava convencida de que, com o quanto ele era bonito e a vida que levava, meu primo devia ter transado muito, mas nunca pensei que tanto em tão pouco tempo. Lembrei que há apenas alguns anos ele não passava de um moleque virgem que eu tratava como se fosse meu irmãozinho. Uma sensação arrepiante percorreu meu corpo, provocando um ardência incipiente na virilha. —Ei, Ann, a gente podia ir numa praia nudista amanhã —propôs Raúl, insistindo no tema que já tinha tocado no dia da Praia. —Tá falando sério? —sorri, surpresa, porque estava convencida de que que da primeira vez tinha dito de brincadeira. —Claro! Por um momento pensei nisso. Sem dúvida seria divertido e, por que não dizer, até podia me dar vontade de ver os garotos nus. Mas justamente por isso não me pareceu uma boa ideia. Decidi desviar a atenção com qualquer desculpa. —Eu pensava em vê-los amanhã estreando os sungas novos —sorri, lembrando que estavam estendidos depois de tê-los lavado e percebendo na hora o quão estúpida soava a evasiva. —Podemos ir com eles até a nudista —interveio Jorge, me desconcertando. —Você também? —olhei pra ele, surpresa—. Além disso, não vão saber se comportar —me dirigi aos dois menores. —Por quê? —perguntou Ale. —Fiquem de pé —insisti. O adolescente ficou vermelho enquanto o irmão menor sorria nervosamente. —Vamos! —apressei. Os garotos me obedeceram, levantando-se desajeitadamente e ficando levemente curvados, sem conseguir disfarçar os tesões por baixo das calças. Jorge riu. —Não podem ficar assim numa praia nudista —os orientei. —É que nos falta prática —garantiu Ale. —O que você quer dizer? —me intriguei. —Temos que nos acostumar a ficar nus. Raúl me fez rir às gargalhadas mais uma vez. Ele estava sugerindo que queriam se despir na minha frente? Sem dúvida o baixinho era muito mais safado do que eu podia imaginar. Embora estivesse claro que não ia permitir, só a ideia de que fizessem isso, me vendo cercada pelos dois menores pelados como no dia da piscina mas sem água no meio, me deixou a buceta ligeiramente molhada, me provocando um pequeno descontrole. —Se quiserem podem experimentar os sungas agora. Assim vão se acostumando —sugeri que podiam fazer isso na minha frente. Não tinha terminado de dizer a frase quando os dois meninos saíram correndo. Jorge me olhou, sorridente. —Eu também? —me perguntou. —Claro. Observei o vinte e poucos anos indo com calma em busca da peça enquanto começava a pensar no que estava permitindo. Tinha claro que não ia ser mais que uma brincadeira, mas nada me impedia de aproveitar o banquete visual que eu ia encarar. Lambi os lábios, começando a desenhar na minha mente as rolas dos meus primos. E eu estava especialmente ansiosa pra ver uma, a única que eu ainda não tinha contemplado com detalhes, a do tímido Alejandro. Os três irmãos não demoraram a voltar. Ficaram na minha frente, um do lado do outro, e abaixaram as calças. Os dois menores continuavam completamente de pau duro, enquanto o Jorge estava com a dele levemente altiva. Eu os observava, absorta, vendo como as pirocas dos meus primos balançavam de um lado pro outro enquanto eles gesticulavam pra tirar uma peça e vestir outra. Meu nível de excitação ia aumentando. Embora estivesse claro que a rola do Ale era mais comprida que a do Raúl, fiquei com vontade de vê-la com mais atenção. Os movimentos bruscos pra trocar de sunga não tinham me permitido medir o que ele realmente tinha entre as pernas. —Vocês vão arrebentar —reclamei, observando os volumes dos meus primos tensionando o tecido das sungas, que sem dúvida eram mais apertadas que as que costumavam usar—. Melhor tirar. Sem papas na língua, decidida a contemplá-la de uma vez por todas, me aproximei do Ale, me ajoelhando na frente dele pra segurar a peça pelos lados. Comecei a abaixá-la até que de repente saltou um pedaço de rola que quase me acertou na cara. Me afastei por instinto, espantada. Eu desconfiava que meu priminho tinha uma grande, mas não tinha percebido o verdadeiro pirocão com que naquele momento ele estava apontando direto pra minha cara. A rola monstruosa devia ter uns 19 centímetros. De entre os pelos encaracolados e escuros do púbis surgiam um par de veias grossas que percorriam quase todo o tronco até desaparecer perto da ponta, inacreditavelmente ainda coberta pelo prepúcio. Deu vontade de pegá-la pra esticar a pele e observar a glande, mas me contive. Me afastei um pouco, tremendamente excitada, e observei meus outros dois primos que também tinham se despido. O pau do pequeno continuava duro enquanto o do Jorge estava completamente mole. Fui invadida por uma sensação de satisfação gratificante pelo quão extraordinariamente bem dotados os três meninos eram. —Caralho, garotos! —elogiei, sorrindo lascivamente. —Você gosta? —me perguntou Raúl. —Claro —sorri, fazendo os paus dos menores balançarem e o pau do Jorge começar a ganhar vida—. Não são exatamente pequenos. E a gente, mulheres, gosta grande —confessei finalmente, com um certo flerte. Os dois pequenos sorriram, imaginei que satisfeitos com minhas palavras de elogio. —A gente também gosta de você —o pequeno me fez rir pela enésima vez. —É? —fiz a ingênua—. Todos? —Eu sim —confirmou Raúl balançando a cabeça afirmativamente. —Uhm… suponho que então deve ter rolado alguma punheta pensando em mim… —soltei sem me segurar nem um pouco, lembrando o dia que tomei banho na frente dele, deixando-o no banheiro com uma ereção daquelas. —Várias —me fez rir às gargalhadas. —E você? —perguntei ao Ale. O garoto ficou vermelho como um tomate e balançou a cabeça levemente. —Isso é que sim? —Sim… —gaguejou. —Nossa… —reagi, mais que satisfeita, virando o rosto para o Jorge. —Sinceramente? Não. Na real, meio que cortou meu barato. Eu tinha adorado saber que era a inspiração onanista dos meus primos menores e não me importaria de ser do homenzinho que antigamente eu considerava como meu irmão. Me senti levemente decepcionada. —E você já se masturbou alguma vez pensando em algum de nós? —me soltou o vinte e poucos anos, com toda a cara de pau. Sim, eu tinha me tocado pensando no Jorge e imagino que ele sabia, mas não podia confessar. Isso não. —Eu não faço essas coisas. Sou uma mocinha —menti brincando, provocando as vaias dos meus primos. - e o Jorge respondeu como não se na primeira noite eu encontrei seu vibrador e seu lubrificante kkkkk, isso é mentira - e eu um pouco sem graça disse é pra me dar minha massagem antes de dormir pra isso - todos começaram a rir e disseram hahaha claro que você faz - e eu disse pra eles bom sim sim eu também faço. A noite chegou entre piadas picantes e conversas íntimas em que os caras, sempre pelados, levaram uma ou outra anedota sexual minha. Eu gostava de observar como o pau do mais velho ia crescendo e diminuindo conforme as circunstâncias. Ale e Raúl não perderam a ereção em momento nenhum. Curti demais a situação mórbida e, embora o que aconteceu não fosse inconfessável, decidi que era melhor que a partir daquele momento Jesús não ficasse sabendo de nada do que rolava no apartamento durante a ausência dele. Naquela noite não deixei nenhum dos meus primos dormir comigo, pois comecei a temer que acabasse acontecendo algo do que eu realmente devesse me arrepender.
Com o corpo suado de Jesús em cima de mim, me penetrando, eu fiquei na metade. Tudo bem que meu marido nunca tinha sido uma máquina na cama, mas pelo menos tinha fôlego, o suficiente pra normalmente me dar tempo de alcançar o orgasmo. Minha cara devia estar um poema. Ele se retirou pro lado, bufando. — Eu tava muito excitado — se desculpou —. Você…? — Sim — menti, sem saber muito bem como reagir —. Eu também, embora nem tivesse chegado perto. — Tá… bom… — ele bufava. Como ele podia estar sem ar se praticamente não tinha feito nada? Eu tava uma semana como louca esperando aquele momento e, na hora da verdade, meu marido tinha me deixado na metade. Bufei, irritada, mas não disse nada, não querendo incomodar ele. Levantei pra tomar um banho, deixando ele na cama meio morto. Uma vez deitada ao lado do meu parceiro, que já dormia, me custou pegar no sono. Finalmente tinha transado, mas tinha sido a pior foda que eu lembrava em muito tempo. Sem dúvida, eu tinha ficado com vontade de mais. Quis ser positiva. O bom era que Jesús não tinha ficado sabendo de nada do que aconteceu com meus primos durante a semana. Além disso, meus remorsos por ter tocado no Jorge e ter fantasiado com aquilo tinham diminuído. Tentei me concentrar nessas ideias, procurando esquecer o que aconteceu, pra finalmente acabar caindo num sono, infelizmente, extremamente leve. Dia 16. Domingo. Dia de feira. Eu gostava de ir às compras e as barracas típicas das feiras de interior me encantavam. No entanto, apesar do plano matinal, levantei de mau humor, pois não tinha passado uma boa noite. Eu tinha pensado demais no momento ejaculação precoce do meu marido, acordando com o corpo pesado. Acompanhada de Jesús e dos meninos, percorremos os diferentes corredores do mercado de pulgas, lotados de gente. Ter que abrir caminho no meio da multidão não ajudava a me relaxar. Também não me empolgava que o Raúl parasse a cada dois minutos pra pedir que a gente comprasse alguma das coisas que ele davam vontade. —Vai, compra alguma coisa pra ele, pra ver se ele cala a boca de uma vez —comentei com meu marido baixinho, tentando fazer com que o próprio não me ouvisse, nem os irmãos dele. Depois de comprar uma munhequeira pro menino, chegamos a uma barraca de roupa. Era aquela típica que vendia camisetas, biquínis, cangas… basicamente roupas de verão. —Preciso de um short de banho —Raúl pediu de novo. —Três shorts de banho, 300 pesos! —gritou a moça que estava atendendo. Dei uma olhada na mercadoria, que não me pareceu grande coisa. —O que tem de errado com o seu? —perguntei. —Qual é, Ann, que estão baratos demais —argumentou Jesús. —Vocês querem um? —me dirigi aos meus outros dois primos, que assentiram, aceitando sem mais. —Três shorts de banho? —perguntou a atendente, que já estava pegando alguns pra mostrar. —Deixa eu ver o que você tem… — reclamei. Não gostei de nenhum dos que ela nos mostrou e meus primos não se decidiam. Já estava começando a me irritar com a situação. Então, depois de dez minutos da minha vida perdidos na frente da barraca da moça, explodi. —Pelo amor de Deus, gente! Não pode ser tão difícil escolher uns malditos shorts. Observei o rosto perplexo do meu marido e dos dois pequenos. No entanto, Jorge me olhava sorridente. —Deixa ver… esses mesmos —peguei três aleatórios—. Se são todos igualmente feios. —Terrível! —ele reclamou. —Ann, você tá bem? —Jesús se preocupou. —Tô. Paga. Espero vocês no carro. —E, sem mais nem menos, fui embora sem dar chance de resposta. Depois da minha explosão, aproveitamos pra comer fora, na praça da cidade. Eram os últimos momentos da semana ao lado do meu marido antes de ele ir embora de novo. Apesar de ainda me incomodar a separação, sabendo que ia sentir falta dele de novo, já estava acostumada e não levava tão a sério. Antes de partir, Jesús nos deixou na praia. Eu fiquei tomando sol enquanto meus primos se banhavam no mar. Estava relaxada, praticamente dormindo, quando me respingaram, enchendo minha barriga de água, que me pareceu gelada. —Jorge, porra! —reclamei ao descobrir que Tinha sido meu primo, que ria às gargalhadas. —Que dia você tá tendo, hein. Dá pra saber o que tá acontecendo? —Comigo? Nada. —Então por que você tá puta da vida? —ele voltou a me provocar, me irritando. —Amadurece, porra —repreendi sério. —Que foi, o Jesus não te deu o que você precisava? Ele me pegou de surpresa. Achei que ele só tava tirando sarro de mim, mas tinha acertado na mosca. —Não passa dos limites —tentei frear ele. —Qual é! Então eu tenho que te explicar tudo e você não pode me contar o que tá rolando… O Jorge tinha razão. Não só era injusto que ele me contasse as intimidades dele e eu não fizesse o mesmo, como agora eu não podia colocar em risco tudo o que tinha conquistado, me aproximando dele de novo. Além disso, tinha que reconhecer que me comportei como uma idiota o dia inteiro. Tá, eu tava decepcionada com o que aconteceu com meu marido, mas também não era pra eu ficar daquele jeito. —Tá bom… Me abri com meu primo, detalhando como eu me sentia e os motivos que tinham provocado aquilo. Quando conheci o Jesus, eu tinha acabado de sair de um relacionamento complicado. Meu parceiro anterior era um mala com M maiúsculo. Bonito, com um corpo bom, tremendamente bem dotado e muito, muito bom na cama. Mas era um cara, o típico puto com quem você passa momentos muito bons mas sabe que não é pra vida toda. Mesmo assim, ele conseguiu me machucar o suficiente pra eu precisar de uma mudança radical na minha vida. E essa virada sentimental quem me ofereceu foi meu marido atual. O Jesus soube me dar tudo o que me faltava. E, apesar de não poder se comparar sexualmente falando, pra mim valia, embora o fogo inicial tenha diminuído com o tempo, virando um tédio gostoso. Os encontros amorosos com meu esposo eram pura matemática, tão exatos e funcionais quanto frios e entediantes. Pra mim, suficiente. Até o que aconteceu no dia anterior. —Tô mal fodida —confessei de vez, finalmente desabafando. O Jorge me olhou fixamente sem dizer nada, sorrindo com certa malícia. Não me pareceu a reação mais adequada, me decepcionando levemente. Achei que a situação ruim ainda não tinha passado de vez. — Que desperdício — soltou finalmente, me elogiando enquanto acentuava ainda mais o sorriso, com intenções sedutoras evidentes. Embora eu tenha levado na brincadeira, meu primo tinha dado um jeito. Me senti lisonjeada. — Ann, vi uma água-viva e saí correndo! O pequeno, que tinha chegado correndo, nos interrompeu. Mas o comentário dele me deu tanta risada que eu perdoei. Meu mau humor tinha desaparecido. Dia 17. Segunda-feira. — Jorge, amor… — sussurrei, acariciando o rosto dele. De lado, deitada na cama de frente para meu primo, observei como ele abria os olhos, nossos olhares se cruzando. — Que horas são? — me perguntou. — Cedo. Ficamos alguns segundos nos olhando, sem dizer nada. Lembrei da conversa que tivemos no dia anterior e uma nova onda de amor por aquele homenzinho me invadiu. — Que tal se a gente levantar cedo e ir à praia? — Você e eu sozinhos? — ele me fez rir. — Que nada! Não seja idiota — sorri, me deixando lisonjear. — Pena… — ele se espreguiçou. — Vamos, levanta! — incentivei, me ativando também. Exceto pelo dia da praia, não tínhamos ido à praia de manhã nenhum dia, então me deu vontade de mudar um pouco de ares. Para conseguir lugar era preciso ir cedo. Mesmo assim, quando chegamos já tinha bastante gente na areia. Nos acomodamos num espaço suficientemente amplo que havia a alguns metros do mar, perto de uma espreguiçadeira com guarda-sol que estava momentaneamente sem dono. Fazia um bom tempo que eu estava na água com meus primos quando decidi sair, deixando Raúl e Ale na beira, brincando de se deixar empurrar pelas ondas. Jirge tinha ido para o fundo do mar e estava tão longe que eu quase não o via. Ao chegar na toalha, reparei no homem que ocupava a espreguiçadeira ao lado do guarda-sol. Devia ter uns 45 anos, com cabelo e barba grisalhos, o que lhe conferia uma maturidade atraente. Tinha um bom corpo, um baita corpo. — Que prazer você me olhar — ele me Ele sorriu, imaginei que estava me examinando através dos óculos escuros. —Desculpa —senti que estava corando—, foi um lapso. —Você não tem do que se desculpar —ele não perdeu o sorriso—. Está de férias? —Sim —respondi secamente, tentando não dar corda para ele continuar. —Primeiro dia? Não tinha te visto antes. —Costumamos vir à tarde —sorri amigavelmente. —Nossa! Errei o horário. —Dessa vez ele arrancou um sorriso sincero de mim. Comecei a manter uma conversa agradável com o homem. Era evidente que ele estava tentando me dar em cima, mas parecia cavalheiro e não me incomodava, eu gostava que estávamos flertando os dois. —Essas toalhas são dos seus irmãos? —Primos —corrigi. —Tinha certeza de que não eram seus filhos. —Claro que não! —ri de forma sedutora, começando a me sentir levemente atraída pela expressão cativante do desconhecido bonito e pelo seu corpo. —Sabe o que eu acho? —O quê? —Que seus primos têm sorte. —Por quê? —fiz de boba. O homem não me respondeu. Se remexeu na espreguiçadeira, ficando sentado de frente para mim, com as pernas ligeiramente abertas. Levou uma mão ao sunga e, disfarçadamente, afastou uma das pernas, deixando à minha escolha dar uma olhada no que tinha no fundo. —Por passar as férias com você a sós —respondeu finalmente, como se nada fosse. —Não estamos sós —sorri com malícia—. Sou casada —quis freá-lo de vez. —E eu —riu, abrindo ainda mais o vão da sunga, quase me obrigando a ver os genitais dele. —Está tentando me mostrar alguma coisa? —desafiei, segura de mim mas também com um tom quente e atrevido. —Ann, esse idiota está te incomodando? —Jorge apareceu para o resgate, embora eu realmente não precisasse que ninguém me salvasse. —Deixa os mais velhos falarem, moleque. —Quer que eu te coloque no seu lugar, retardado… —Moleque… —ele soltou com desprezo. Jorge levantou o punho, me deixando com taquicardia. —Ei, ei… —tentei dissuadi-lo, me colocando na frente—, a gente só estava conversando. —Sei… —meu primo, de mau humor, não pareceu concordar, mas ele se acalmou, sentando em uma das toalhas, ao meu lado, entre o desconhecido e eu. O homem olhou pra mim, sorridente, e gesticulou como quem aceitava a situação. Piscou pra mim e eu, instintivamente, sorri de volta. Com certeza o quarentão era bem gostoso e a conversa que a gente tinha tido foi agradável, muito agradável pra mim. Mas a coisa ficou por isso no momento, mais uma da longa lista de oportunidades pra ser infiel que eu tinha recusado naquele momento. Depois eu conto o que aconteceu kkkk. Quando meus outros dois primos saíram da água, o sol já estava começando a arder pra caramba. Decidimos arrumar as coisas e voltar pro apartamento. —A gente já tá indo —me despedi do cara da espreguiçadeira. —Foi um prazer. Espero te ver de novo. Mas da próxima vez sem crianças no meio —piscou pra mim de novo enquanto pegava o pacote dele. —Ainda vai pra casa inteiro —ameaçou Jorge, começando a andar na direção dos chuveiros da praia. —Desculpa ele —falei baixinho—, é que ele ficou meio rebelde —brinquei com certa cumplicidade e flerte. Já no apartamento preparamos uma salada de verão refrescante e, depois do almoço, ficamos de papo na sala. —O que aconteceu com aquele senhor da praia? —quis saber Raúl. —É que ele tava enchendo o saco da Ann —afirmou Jorge. —Isso não é verdade! —reclamei. —Ah, não é? —parecia ofendido—. Então o Sr. mostra o pau pra você do nada e você não se incomoda. —Mas o que você tá falando?! —Eu não sabia que meu primo tinha percebido esse detalhe. —Ele mostrou pra você? —perguntou Ale, que parecia desnorteado. —Não. Bom, sim. Quer dizer… —Você viu ou não viu? —insistiu o pequeno. —Ele mostrou, mas eu não vi nada —confessei, cansada—, tá satisfeitos? Depois de alguns segundos de silêncio, os dois menores se olharam e começaram a rir. A risada deles era contagiosa e Jorge e eu não conseguimos evitar sorrir vendo como eles morriam de rir. —Era tão pequena que você nem viu! —gargalhou Raúl, fazendo com que o vinte e poucos anos e eu também acabássemos rindo. —Não é Isso… bom, ou sim, porque eu olhei e não vi nada (mentindo porque dava pra ver que ele também tinha bem grande, hahaha, e sim, ele me deixou com vontade de ficar com ele, mas depois eu conto essa história). A gente quatro teve um ataque de riso que durou alguns minutos. —Mas, vamos ver, Ann, você gosta de grande? —o pequeno continuou a conversa, depois que a gente se acalmou. —Bom… —pensei na resposta —. Tamanho não importa. O que importa é… —Claro —Jorge me cortou —, desde que seja grande, não importa —ele me fez sorrir, porque não deixava de ter razão. —Olha, o que eu quero dizer é… —Com quantos você já ficou? —o vinte e poucos anos me cortou de novo. —Bom… 16 ou 18 —respondi sem pudor à pergunta que dias atrás eu tinha recusado responder. —E desses 16 ou 18, quantos tinham um bom pau? —Jorge! —reclamei da pergunta. Achei que a conversa tinha esquentado mais do que deveria pra estar falando com uns garotos. E mais ainda se esses meninos eram meus primos. Mas, por outro lado, eu estava me divertindo. Lembrei que já tinha tido pequenas conversas sobre sexo com Raúl e Ale, nas quais eles tinham confessado a pouca experiência sexual deles. No entanto, embora eu supusesse que Jorge devia ter uma vasta experiência, eu não tinha detalhes. —E você, com quantas já ficou? —Ufa! —ele bufou —. Acho que entre cinquenta e sessenta, mais ou menos. —Caralho! —Os irmãos dele, fazendo gestos de admiração, ficaram espantados, surpresa à qual eu me juntei. Eu estava convencida de que, com o quanto ele era bonito e a vida que levava, meu primo devia ter transado muito, mas nunca pensei que tanto em tão pouco tempo. Lembrei que há apenas alguns anos ele não passava de um moleque virgem que eu tratava como se fosse meu irmãozinho. Uma sensação arrepiante percorreu meu corpo, provocando um ardência incipiente na virilha. —Ei, Ann, a gente podia ir numa praia nudista amanhã —propôs Raúl, insistindo no tema que já tinha tocado no dia da Praia. —Tá falando sério? —sorri, surpresa, porque estava convencida de que que da primeira vez tinha dito de brincadeira. —Claro! Por um momento pensei nisso. Sem dúvida seria divertido e, por que não dizer, até podia me dar vontade de ver os garotos nus. Mas justamente por isso não me pareceu uma boa ideia. Decidi desviar a atenção com qualquer desculpa. —Eu pensava em vê-los amanhã estreando os sungas novos —sorri, lembrando que estavam estendidos depois de tê-los lavado e percebendo na hora o quão estúpida soava a evasiva. —Podemos ir com eles até a nudista —interveio Jorge, me desconcertando. —Você também? —olhei pra ele, surpresa—. Além disso, não vão saber se comportar —me dirigi aos dois menores. —Por quê? —perguntou Ale. —Fiquem de pé —insisti. O adolescente ficou vermelho enquanto o irmão menor sorria nervosamente. —Vamos! —apressei. Os garotos me obedeceram, levantando-se desajeitadamente e ficando levemente curvados, sem conseguir disfarçar os tesões por baixo das calças. Jorge riu. —Não podem ficar assim numa praia nudista —os orientei. —É que nos falta prática —garantiu Ale. —O que você quer dizer? —me intriguei. —Temos que nos acostumar a ficar nus. Raúl me fez rir às gargalhadas mais uma vez. Ele estava sugerindo que queriam se despir na minha frente? Sem dúvida o baixinho era muito mais safado do que eu podia imaginar. Embora estivesse claro que não ia permitir, só a ideia de que fizessem isso, me vendo cercada pelos dois menores pelados como no dia da piscina mas sem água no meio, me deixou a buceta ligeiramente molhada, me provocando um pequeno descontrole. —Se quiserem podem experimentar os sungas agora. Assim vão se acostumando —sugeri que podiam fazer isso na minha frente. Não tinha terminado de dizer a frase quando os dois meninos saíram correndo. Jorge me olhou, sorridente. —Eu também? —me perguntou. —Claro. Observei o vinte e poucos anos indo com calma em busca da peça enquanto começava a pensar no que estava permitindo. Tinha claro que não ia ser mais que uma brincadeira, mas nada me impedia de aproveitar o banquete visual que eu ia encarar. Lambi os lábios, começando a desenhar na minha mente as rolas dos meus primos. E eu estava especialmente ansiosa pra ver uma, a única que eu ainda não tinha contemplado com detalhes, a do tímido Alejandro. Os três irmãos não demoraram a voltar. Ficaram na minha frente, um do lado do outro, e abaixaram as calças. Os dois menores continuavam completamente de pau duro, enquanto o Jorge estava com a dele levemente altiva. Eu os observava, absorta, vendo como as pirocas dos meus primos balançavam de um lado pro outro enquanto eles gesticulavam pra tirar uma peça e vestir outra. Meu nível de excitação ia aumentando. Embora estivesse claro que a rola do Ale era mais comprida que a do Raúl, fiquei com vontade de vê-la com mais atenção. Os movimentos bruscos pra trocar de sunga não tinham me permitido medir o que ele realmente tinha entre as pernas. —Vocês vão arrebentar —reclamei, observando os volumes dos meus primos tensionando o tecido das sungas, que sem dúvida eram mais apertadas que as que costumavam usar—. Melhor tirar. Sem papas na língua, decidida a contemplá-la de uma vez por todas, me aproximei do Ale, me ajoelhando na frente dele pra segurar a peça pelos lados. Comecei a abaixá-la até que de repente saltou um pedaço de rola que quase me acertou na cara. Me afastei por instinto, espantada. Eu desconfiava que meu priminho tinha uma grande, mas não tinha percebido o verdadeiro pirocão com que naquele momento ele estava apontando direto pra minha cara. A rola monstruosa devia ter uns 19 centímetros. De entre os pelos encaracolados e escuros do púbis surgiam um par de veias grossas que percorriam quase todo o tronco até desaparecer perto da ponta, inacreditavelmente ainda coberta pelo prepúcio. Deu vontade de pegá-la pra esticar a pele e observar a glande, mas me contive. Me afastei um pouco, tremendamente excitada, e observei meus outros dois primos que também tinham se despido. O pau do pequeno continuava duro enquanto o do Jorge estava completamente mole. Fui invadida por uma sensação de satisfação gratificante pelo quão extraordinariamente bem dotados os três meninos eram. —Caralho, garotos! —elogiei, sorrindo lascivamente. —Você gosta? —me perguntou Raúl. —Claro —sorri, fazendo os paus dos menores balançarem e o pau do Jorge começar a ganhar vida—. Não são exatamente pequenos. E a gente, mulheres, gosta grande —confessei finalmente, com um certo flerte. Os dois pequenos sorriram, imaginei que satisfeitos com minhas palavras de elogio. —A gente também gosta de você —o pequeno me fez rir pela enésima vez. —É? —fiz a ingênua—. Todos? —Eu sim —confirmou Raúl balançando a cabeça afirmativamente. —Uhm… suponho que então deve ter rolado alguma punheta pensando em mim… —soltei sem me segurar nem um pouco, lembrando o dia que tomei banho na frente dele, deixando-o no banheiro com uma ereção daquelas. —Várias —me fez rir às gargalhadas. —E você? —perguntei ao Ale. O garoto ficou vermelho como um tomate e balançou a cabeça levemente. —Isso é que sim? —Sim… —gaguejou. —Nossa… —reagi, mais que satisfeita, virando o rosto para o Jorge. —Sinceramente? Não. Na real, meio que cortou meu barato. Eu tinha adorado saber que era a inspiração onanista dos meus primos menores e não me importaria de ser do homenzinho que antigamente eu considerava como meu irmão. Me senti levemente decepcionada. —E você já se masturbou alguma vez pensando em algum de nós? —me soltou o vinte e poucos anos, com toda a cara de pau. Sim, eu tinha me tocado pensando no Jorge e imagino que ele sabia, mas não podia confessar. Isso não. —Eu não faço essas coisas. Sou uma mocinha —menti brincando, provocando as vaias dos meus primos. - e o Jorge respondeu como não se na primeira noite eu encontrei seu vibrador e seu lubrificante kkkkk, isso é mentira - e eu um pouco sem graça disse é pra me dar minha massagem antes de dormir pra isso - todos começaram a rir e disseram hahaha claro que você faz - e eu disse pra eles bom sim sim eu também faço. A noite chegou entre piadas picantes e conversas íntimas em que os caras, sempre pelados, levaram uma ou outra anedota sexual minha. Eu gostava de observar como o pau do mais velho ia crescendo e diminuindo conforme as circunstâncias. Ale e Raúl não perderam a ereção em momento nenhum. Curti demais a situação mórbida e, embora o que aconteceu não fosse inconfessável, decidi que era melhor que a partir daquele momento Jesús não ficasse sabendo de nada do que rolava no apartamento durante a ausência dele. Naquela noite não deixei nenhum dos meus primos dormir comigo, pois comecei a temer que acabasse acontecendo algo do que eu realmente devesse me arrepender.
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