Férias em família fora do comum 3

Dia 5. Quarta-feira. A manhã passou na piscina sem maiores incidentes. Agora que eu estava consciente dos sentimentos do Ale, flagrei meu primo me dando uma ou outra olhada disfarçada, quando eu andava de shorts pela casa, quando andava de biquíni etc. A situação me deixava um pouco desconfortável, mas não deixava de me agradar de certo modo hahaha. Embora eu estivesse acostumada com os olhares indiscretos de muitos homens e comentários bem safados, o do meu priminho era novidade. Saber que eu podia atrair caras tão novinhos me fazia sentir bem, jovem, viva. À tarde voltamos à praia. Naquele dia parecia estar menos lotada, então eu estava curtindo o sol irradiando sobre minha pele enquanto ignorava os garotos que brincavam na água. Estava com a mente completamente em branco, sem pensar no que meu marido estaria fazendo, nos problemas do Jorge nem na situação nova com o Ale. De repente, ouvi o vinte e poucos anos gritar. —Ann! Levantei a cabeça e o vi, tipo salva-vidas de praia, correndo na minha direção com alguém nos braços. E esse alguém era o Raúl! —O que aconteceu?! —me levantei rapidamente, preocupadíssima. —Uma água-viva picou ele —esclareceu Ale. O menor dos irmãos não parava de soluçar, reclamando das mãos que estavam completamente vermelhas. —Você não tentou tocar nela, né?! —repreendi ele, dando um tapinha leve no braço. —A gente estava brincando quando vimos ela e ele quis caçar… —confessou Ale. —Fofoqueiro! —recriminou Raúl. —Anda, vamos pra casa —indiquei— Você consegue andar? —Não… —reclamou da dor. —Pura mentira —reprovou Ale. —Você consegue com ele? —me dirigi ao Jorge. —Claro. Imaginei que meu primo estava se fazendo de herói, pois todos sabíamos que o pequeno podia andar perfeitamente. Duvidava que o vinte e poucos anos conseguisse aguentar o peso do irmão até o apartamento, mas achei engraçado que ele quisesse tentar. —Então vamos —apressei eles. Faltava pouco pra chegar quando percebi que o Jorge começava a ficar um pouco para trás. —Tem certeza que não consegue andar? —perguntei de novo pro machucado. —Relaxa —gemeu o mais velho dos irmãos, com claros sinais de cansaço—, que eu dou conta dele. —Tá, tá —sorri pra ele, achando graça daquele que parecia ser um evidente esforço pra me impressionar. O mais velho cumpriu como um campeão e finalmente chegamos ao destino. Enquanto Ale tomava banho e Jorge recuperava as forças na piscina, eu me preparei pra cuidar do Raúl no banheiro do quarto do casal. Os ferimentos não eram graves, mas doíam pra caralho e o pobre não conseguia tocar em absolutamente nada com as mãos. —Hoje não vou tomar banho —me disse enquanto eu cuidava dele. —Como assim não vai!? —reclamei. —Não consigo —estendeu as mãos, mostrando a irritação que tinha nas duas palmas. —Ah, não seja porco. Pelo menos você tem que tirar a areia da praia, senão depois vai coçar tudo. —É que eu não consigo! —soluçou de novo. —Tá, não se preocupa. Eu te ajudo —soltei sem pensar muito. —Como? —Ué, eu te dou banho —respondi por pura inércia. —Agora? —Sim, claro. Vamo, entra logo nesse chuveiro —insisti. Observei o pequeno Raúl se afastando quando me dei conta da enrascada em que eu mesma tinha me metido. Que porra eu tava fazendo dando banho no meu primo? O moleque tava em plena idade da putaria e talvez eu não tivesse pensado bem nas possíveis consequências que isso podia ter. Na verdade eu poderia ter pedido pra algum dos irmãos dele ajudar, mas com certeza eles iam se recusar e já era tarde demais pra voltar atrás, então decidi improvisar. —Você pretende tomar banho de sunga? —zoei ele rindo ao vê-lo debaixo da água do chuveiro ainda vestido com a peça. Raúl voltou a me mostrar as palmas machucadas pra me responder sem falar. —Tá bom… Já que o pequeno não conseguia se despir, tive que fazer isso eu mesma. Ainda tava de biquíni então entrei no chuveiro sem problemas. Me agachei na frente dele, agarrando a sunga pela cintura com as duas mãos e puxei pra baixo. O pequeno, instantaneamente, ele se cobriu para me impedir a visão. —Você tá com vergonha? —perguntei, divertida—. Vai, não seja tímido —agarrei um dos braços dele, tentando separá-los, mas o garoto fazia força para impedir. —É que… —parecia nervoso. —Vamos, pequeno, querido —tentei acalmá-lo—, você não precisa se preocupar porque eu te vejo, sou sua prima e tem confiança. Te garanto que você não vai ser o primeiro homem que vejo pelado —sorri, conseguindo que ele relaxasse levemente a expressão—. Além disso, se você não me deixar te limpar por todo o corpo, não vamos conseguir nos livrar de toda a areia —tentei parecer natural. —Bom…

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