Dia 1. Sábado. A viagem de carro até o apartamento foi agradável, até divertida. A verdade é que eu sempre tive muita química com os caras e fiquei feliz em descobrir que não tinha perdido isso. Jesús, meu marido, também fazia a parte dele, pois desde que conheceu meus primos, se deu bem com eles. Raúl e Alejandro pareciam contentes por passar as férias com a gente e, embora José tentasse se mostrar mais distante nesse sentido, eu estava convencida de que no fundo também estava a fim. Como dava pra ver nas fotos do site, o apartamento era uma casa geminada de um único andar que, junto com as vizinhas, fazia parte de um bloco inteiro de casas de aluguel. A entrada dava para um corredor com duas portas na parede da direita. A primeira era o banheiro comum e a outra um quarto duplo com duas camas pequenas que Raúl e Ale pegaram. No final do corredor ficava o cômodo maior do apartamento, uma sala ampla separada da cozinha por um balcão americano, bem do outro lado do acesso ao quarto de casal, que tinha pia própria, banheiro com chuveiro e tudo que Jesús e eu usaríamos. Jorge teria que dormir no sofá-cama da sala. Mas o que nos fez escolher esse apartamento foi a parte de trás. No fundo da casa tinha uma enorme porta de correr de vidro que dava para um quintal de uso particular onde havia uma piscina de 8 metros de comprimento por 3 de largura. O terreninho tinha um caminho de pedra que atravessava o gramado, da casa até a piscina, passando ao lado de um pinheiro frondoso. Era delimitado por cercas de urze altas o suficiente para que os vizinhos não pudessem ver o que acontecia nos lotes ao lado, então a privacidade estava garantida. Depois de descarregar o carro e nos acomodarmos cada um em seus respectivos cômodos, fomos preparar algo pra comer, pois já tinha ficado tarde. Enquanto comíamos no sala assistindo algo na única televisão que tinha no apartamento, conversamos sobre como a gente ia se organizar durante as férias. Eu não pretendia ser empregada de ninguém. Jesús e eu costumávamos dividir as tarefas de casa, mas depois de ficar a semana toda trabalhando não ia permitir que meu marido também tivesse que fazer mais deveres durante os fins de semana, então exigi que os meninos colaborassem. Meus primos aceitaram, mas com condições. Jorge queria liberdade pra poder sair à noite, enquanto Raúl pediu pra ir todos os dias à praia. Ale, no entanto, aceitou minhas imposições sem reclamar. —Bom, José, isso a gente vai vendo —falei pro mais velho. —Ah, Ann, é que se você não me deixar sair, eu vou mesmo assim —me desafiou. —Você sabe muito bem que por mim não tem problema nenhum —esclareci—. É você que tem que mostrar que a gente pode confiar em você e que se a gente te deixar sair você vai ser responsável. —Dilan, amigo—interveio Jesús—, é que você mesmo procurou. Com a gente você sabe que vai ter toda a liberdade do mundo, mas… —Ah tá, já entendi! —cortou ele—. Prometo ser um menino bom —riu abertamente. —Espero que sim —dediquei meu melhor sorriso—. De qualquer forma, como eu falei, a gente vai vendo. Virei pro mais novo dos meus primos e, sem perder o jeito alegre, procurei tranquilizá-lo sobre seus medos. —Claro que a gente vai à praia. Assim que você começar com os deveres da escola a gente vai todos os dias —brinquei, provocando a careta simpática de protesto do Raúl e as risadas do Ale. —E você do que tá rindo? —perguntou Jesús em tom de brincadeira. —Do Raúl. Se ele tivesse se esforçado como eu durante o ano agora não teria tarefas de verão. —Cala a boca, baixinho! —Jorge agarrou o irmão, esfregando os nós dos dedos na cabeça dele— Idiota! —exclamou. Logo Raúl entrou na briga e voltou aquela bagunça típica e habitual que normalmente rodeava meus primos. Jesús e eu nos olhamos e nos entendemos sem falar. Iam ser umas férias muito diferentes das que tínhamos imaginado. Aproveitamos a tarde de sábado para ir comprar tudo o necessário, já que Jesús levaria o carro para ir trabalhar e durante a semana só poderíamos nos deslocar a pé. O apartamento ficava na segunda linha do mar e a cidade era pequena o suficiente para que a área mais central e a estação de táxi não ficassem muito longe. Então, ficar sem veículo próprio não deveria ser problema nenhum. Depois de guardar as compras no apartamento, deixando tudo completamente organizado, nos dispusemos a preparar o jantar. Naquele dia tínhamos acordado cedo e estávamos cansados da viagem, então não demoramos muito para ir dormir. —Sinto muito que estas não sejam as férias que tínhamos sonhado —me desculpei com Jesús, quando ficamos a sós no quarto. —Não fala bobagem. As que tínhamos planejado também não eram as melhores que poderíamos ter. Ainda teremos oportunidade no ano que vem… —ele sorriu para mim. —Você tem razão. —Você deveria encarar isso de forma positiva. Ficar entediada você não vai ficar —ele me fez rir. —É verdade. Mas também não vou ter a liberdade de ir à praia procurar um cara novo para me divertir —falei em tom de brincadeira. —Pois uma das colegas do novo grupo disse que está feliz que este ano não vou ter férias —ele contra-atacou, conseguindo me divertir. —Você é idiota… você sabe que eu não faria isso (já fiz uma vez e prometi que nunca mais pensei nisso) - hahaha mas você tem seus dedos e além disso trouxe seus vibradores para que você não sinta minha falta. - isso mesmo, trouxe dois vibradores e com meus dedos vou tentar não sentir tanto sua falta. Me joguei sobre meu marido, beijando-o com paixão enquanto ele acariciava minhas costas e eu em cima dele. Quem sabe se naquela primeira noite teríamos acabado fazendo amor se estivéssemos os dois sozinhos, teríamos transado muito gostoso. Provavelmente sim, mas não era o caso. A presença dos meus primos cortou a excitação e não passamos de alguns beijos e carícias.
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