Se a pandemia já tinha aprofundado o desejo doentio que eu vinha arrastando pela mamãe, o vídeo que Luana me mostrou na noite anterior intensificou tudo até ficar insuportável. No dia seguinte, toda vez que eu a via, não conseguia evitar lembrá-la nua, lambendo aquele pau grosso, engasgando enquanto um fio de saliva escorria da boca dela, com o papai, transformado num ator coadjuvante cujo rosto nem aparecia, metendo forte nela por trás. E ela, entregue, soltando aqueles sons molhados, profundos, carregados de prazer. Nesse mesmo dia chegaram as compras do supermercado. O protocolo era simples e frio: fazíamos o pedido pela internet, pagávamos com cartão, e quando a campainha tocava, o entregador deixava a caixa na porta. Não o víamos por mais de alguns segundos. Ele vinha vestido com uma roupa especial, completamente coberto, como se fosse um astronauta, e desaparecia logo em seguida. Essa imagem nos lembrava o quão sozinhos estávamos, o quão isolados naquela quarentena que parecia infinita. A gente recebia a caixa, borrifávamos álcool, esperávamos alguns segundos e depois começávamos a tirar as coisas. Naquele dia eu ajudei a mamãe a arrumar tudo na cozinha. Ela estava vestida de um jeito que me pareceu letal. Uma saia azul-clara simples, uma blusa creme de mangas compridas, nada muito ostensivo. Mas nela, até o simples ganhava um magnetismo erótico impossível de ignorar. Ela parecia aquelas donas de casa dos comerciais americanos: perfeitas, sóbrias, lindas. Com uma sensualidade que tentava esconder, mas que acabava ressaltando ainda mais. O cabelo ondulado estava solto.
De repente, entendi por que no vídeo ela estava com o cabelo preso, coisa que fazia muito raramente: para poder chupar aquele pau sem que o cabelo atrapalhasse. Era um detalhe mínimo, quase insignificante, mas que me fez olhar para ela com uma estranha admiração.
—O que foi? —ela me perguntou de repente, ao notar que eu a encarava fixo.
Na sala, tia Mariana e Luana cochichavam e riam juntas. Sempre estavam grudadas. Às vezes parecia que Mariana tinha mais afinidade com a sobrinha do que com a própria irmã, o que também não era estranho: a diferença de idade entre elas era quase a mesma que separava a tia Mariana da Mamãe.
—Nada… —respondi, tentando disfarçar.
—Então por que você me olha assim? —insistiu, arqueando uma sobrancelha.
Fiquei nervoso, engoli em seco.
—Nada… é que eu gosto de te ver —disse, sem coragem de falar que na verdade eu estava devorando a bunda dela com os olhos, que eu tinha ficado fissurado nos peitos dela e em cada curva do corpo dela.
—Você tá estranho, né? —comentou, mas logo se corrigiu—. Mas todo mundo tá estranho.
—É que eu não pensei que a quarentena fosse ser tão pesada —confessei.
—É, mas tem que aguentar. Não tem outra —disse, enquanto se esticava para abrir o armário e guardar umas latas.
O movimento me deixou sem ar. A saia esticou, marcando o traseiro dela de um jeito obsceno, e a blusa grudou no torso, desenhando a redondeza dos seios. O cabelo loiro caía solto sobre o rosto, e eu, de pé a alguns passos, não conseguia parar de lembrar dela outra vez no vídeo: ajoelhada, babada, com dois paus entrando e saindo do corpo dela. Senti meu pau começar a inchar sem remédio.
Terminei de ajudar ela a arrumar as coisas e, para escapar daquela situação, falei que ia pro meu quarto.
—Tá, mas não fica trancado o dia todo jogando videogame —me repreendeu com um tom suave.
—Tá bom…
—A gente tem um quintal lindo. Aproveita. Agora é mais valioso do que nunca. Imagina as pessoas que não têm nem quintal, ou têm um quintalzinho —insistiu.
—Você tem razão —admiti.
Eu estava prestes a me virar quando, de repente, ela me lançou:
—E hoje você não me dá um beijo?
—Hã? —balbuciei, sem entender no começo—. Bom… não é que eu estivesse me despedindo de você. Mas… se você quiser.
Me aproximei, nervoso. Dessa vez foi ela quem me abraçou primeiro, de frente. Senti suas tetas se espremendo contra meu torso, quentes, firmes. Seu perfume me envolveu. Depois ela me beijou na testa, com uma ternura maternal que contrastava com tudo o que eu estava sentindo.
Por sorte meu pau ainda não tinha endurecido, mas mesmo assim temia que ela notasse que estava inchado.
—Vai. Você é um bom garoto —sussurrou.
Me virei como pude, com o pau endurecendo dentro da calça, e saí.
Na sala estavam Mariana e Luana, jogadas no sofá grande. Luana em cima da minha tia, brincando de luta como duas meninas caprichosas. Mas eu não conseguia vê-las com inocência. O short de algodão da minha irmã entrava entre as nádegas, desenhando aquele rabo empinado, juvenil, irresistível. Nossa tia, de barriga pra cima, ria com a boca aberta; suas tetas balançavam suavemente, sem sutiã, sob a camiseta.
Invejei que pudessem se tocar assim, com naturalidade, como se não fosse nada. Aquele contato físico contínuo, aquela liberdade de pele contra pele, enquanto eu mal conseguia controlar os desejos obscuros que me percorriam. Senti como o pau terminava de endurecer, e subi rápido pro meu quarto, fugindo dos meus próprios pensamentos.
Esse segundo dia pareceu correr tudo bem. No entanto, não conseguia tirar da cabeça o que Luana tinha me dito: que mamãe não conseguia passar mais de um dia sem transar. E eu tinha medo das consequências que isso podia trazer pra convivência. O que aconteceria se, de verdade, ela não conseguisse saciar esse apetite no meio do confinamento?
Durante todo o dia não se notou nada estranho, exceto pequenas tensões. Mas o dia nunca termina até terminar.
À noite a sede me acordou. Desci pra cozinha meio dormindo, arrastando os pés. A casa era bem grande, silenciosa às vezes. Lá em cima ficavam os três quartos: o meu, o da Mariana — que usava o quarto de hóspedes — e o da Luana. Embaixo, no quarto principal, dormia a mamãe. Acendi só uma luz fraquinha na cozinha e me servi um copo d'água. Estava calor, então eu estava só de cueca. O ar noturno estava impregnado daquele silêncio que na pandemia ficava mais pesado do que nunca: sem carros, sem gente, sem vida além daquelas paredes. Apoiado na bancada, bebi devagar. E, como sempre ultimamente, os pensamentos começaram a me martelar a cabeça. Lembrei do vídeo: mamãe de fio-dental, depois pelada, babando com dois paus ao mesmo tempo. Lembrei do sorriso da Luana quando me mostrou, como se estivesse esperando aquele momento pra expor minha reação. E depois as duas, Luana e Mariana, no sofá, se esfregando e rindo, se tocando como se fossem meninas, mas me fazendo ferver o sangue. O pau ficou duro na hora. Não tinha como segurar. E agora, mal coberto pela cueca, a ereção era óbvia demais, um volume obsceno que me marcava sem pudor. Apaguei a luz da cozinha e comecei a subir de novo, com a intenção de voltar pro meu quarto. Mas aí escutei alguma coisa. Barulhos. Não podiam vir de outro lugar que não fosse do quarto da mamãe. Fiquei parado, petrificado na escada, com o coração batendo forte no peito. Avancei com cuidado, devagar, até ficar de frente pra porta fechada do quarto principal. Os sons eram estranhos. No começo achei que ela estava chorando. Era um soluço, um gemido, algo entrecortado. Mas logo percebi que não era um choro comum. Soava diferente. Como uma dor física… De repente, um grito rasgou o silêncio. E sem pensar, com o estômago embrulhado e o sangue fervendo nas veias, empurrei a porta e entrei. Quando acendi a luz, percebi, tarde demais, o quanto eu tinha sido burro por não prever o que ia encontrar. Ela estava ali, deitada na cama matrimonial, os lençóis de seda escorridos para um canto como se estivessem atrapalhando. O corpo dela brilhava sob o abajur, nu, úmido. O som que eu tinha escutado continuava escapando da garganta dela, entrecortado, vibrante. Não era um choro. Também não era dor. Ou sim, talvez uma mistura das duas coisas. Era um gemido áspero, carregado de prazer e desespero. Mamãe tinha acabado de gozar. Vi no corpo inteiro dela, ainda tremendo, estremecendo como se cada músculo respondesse atrasado ao arrepio que tinha acabado de atravessá-la. A mão direita dela estava enfiada entre as coxas, ainda agarrada à buceta. E eu vi tudo. Vi latejante, inchada, aberta, molhada, brilhando com aquele esplendor íntimo e brutal que eu nunca tinha visto tão de perto numa mulher. Um rosa aceso, obsceno. O cheiro metálico e doce do orgasmo flutuava no ar, misturado com o perfume dela, com o calor sufocante do quarto fechado. Fiquei boquiaberto. O coração martelava no meu peito como querendo sair. Ela levantou a cabeça de leve e olhou pra mim. Os olhos azuis dela, intensos, pareciam saltar das órbitas. A boca entreaberta, ofegante. Percebi na hora: ela também estava olhando pra mim, sim, mas não nos meus olhos. Tinha notado o volume grotesco no meu cueca, aquela verdade dura que se marcava como um animal preso querendo escapar.
—Eu… não… —tentei dizer, nervoso, mas as palavras se desfizeram antes de sair.
Ela não respondeu. Continuava ali, ofegante, com os peitos subindo e descendo de forma violenta, os mamilos eretos, pontiagudos, como flechas. Sua pele perolada de suor brilhava com um fulgor quase doentio. Parecia recém-atropelada por um trem invisível, ainda sob os espasmos do prazer que ela mesma tinha se dado.
E eu, idiota, não conseguia me mover. Não atinei a me virar nem a pedir desculpas. Só fiquei ali, observando-a. Meus olhos percorreram cada canto do seu corpo: os peitos firmes, as aréolas rosadas endurecidas; o abdômen liso tremendo com a respiração agitada; os lábios molhados, brilhantes, entreabertos; e sua buceta, essa buceta babada, latejando ainda, como se me chamasse, como se me tentasse a dar um passo a mais.
O tempo parecia suspenso. O ar estava tão carregado que me custava respirar.
—Estou bem… —conseguiu dizer, com a voz rouca, mal audível.
Com um gesto lento, como sabendo que já era inútil, esticou a mão esquerda para o lençol de seda que jazia amassado ao lado. Cobriu-se com ele, escondendo o que já tinha mostrado sem remédio. Mas fez isso tarde, tarde demais: meus olhos já estavam tatuados com essa imagem.
—Vai embora… não se preocupe. Estou bem —repetiu, embora seus olhos continuassem fixos em mim, me atravessando com uma intensidade que queimava minha pele.
—Tá bom… já vou indo —murmurei, a garganta seca, com um fio de voz que mal saiu.
Me virei devagar, como se estivesse flutuando, com as pernas bambas, sentindo o sangue arder em cada veia. Saí do quarto fechando a porta sem fazer barulho, embora soubesse que o silêncio não apagaria o que aconteceu.
Subi para o meu quarto sem entender nada, com o coração disparado e o pau duro latejando sob o tecido. Levava grudada na retina a imagem da mamãe nua, tremendo, molhada, convulsionando de prazer. E a certeza brutal de que essa visão ia me perseguir por muito tempo.
Para completar o meu Que vergonha, quando subi para o primeiro andar, esbarrei com a tia Mariana. Ela tinha acabado de sair do banheiro que compartilhava com a Luana, então estava no corredor, sob a semi-penumbra que a única lâmpada acesa deixava. Meu coração parou por um instante. Ela estava com uma camisola de tecido fino, ajustada na cintura por uma fita que acentuava sua silhueta de vespa. O decote era enorme, deixando à mostra um canal profundo no qual meus olhos mergulharam sem conseguir evitar. As curvas do corpo dela pareciam esculpidas para o pecado: os peitos enormes se insinuavam firmes sob o tecido, a camisola mal acariciava seus quadris, e quando ela virou um pouco, o tecido se moldou àquela bunda perfeita que tanto me obcecava desde sempre.
Mariana abriu a boca como se fosse dizer algo, mas ao me ver parou em seco. O olhar dela desceu na hora e parou no volume grotesco que esticava minha cueca. E então ela sorriu. Um sorriso curto, malicioso, como se tivesse entendido tudo em um segundo. — Boa noite. A gente se vê amanhã — disse com a voz macia, quase cantarolando. Girou nos calcanhares e foi embora pro quarto dela. Eu fiquei parado, vendo a bunda dela se mexer sob o tecido da camisola, acariciada por cada dobra da peça. Era uma visão insuportável e deliciosa. Me senti um idiota. De novo… Como se o que aconteceu com a mamãe não bastasse, agora minha tia tinha me visto com o pau duro. Quem sabe o que ela ia pensar. Embora, claro, comparado ao resto, isso era uma bobagem. Quando entrei no meu quarto, ainda com a cabeça um turbilhão, o celular vibrou na mesa de cabeceira. Era uma mensagem. “Não se preocupe. Foi só um acidente. A masturbação é a coisa mais normal do mundo. E eu sei que você entrou porque estava preocupado. Sinto muito que você tenha tido que me ver assim.” Era da mamãe. Fiquei olhando pra tela, sem saber como reagir. O alívio tomou conta de mim inteiro, ao mesmo tempo que algo escuro me arrepiou. Agora a gente tinha um segredo estranho, perigoso, que nos unia de um jeito que eu não ia conseguir esquecer. Respondi sem jeito: “Claro. E óbvio que não vou contar nada pras meninas.” Essa última parte eu disse mais pra mim do que pra ela. A mamãe reagiu à minha mensagem com umcurtir, o que me fez pensar que ela concordava em não mencionar nada. Guardei o celular, mas a inquietação continuava me queimando por dentro. Naquela noite, eu já não conseguia pensar em outra coisa. O vídeo, a cena no quarto dela, a mensagem. O corpo dela pulsando sob a luz, a buceta molhada, tremendo. E o sorriso da Mariana no corredor, os peitos dela, a bunda perfeita se afastando. Puxei o cuecão pra baixo e me deixei cair na cama. Fechei os olhos e comecei a me tocar, primeiro devagar, depois com mais desespero. Meus pensamentos se misturavam sem ordem: Mamãe nua, se masturbando até gritar; Mariana sorrindo pra mim com safadeza, a camisola marcando as curvas; Luana rindo com os olhos claros, as pernas perfeitas enroscadas nas da nossa tia. Eu me masturbava com violência, com raiva e com prazer, consciente de que a quarentena só estava começando e de que cada dia ia ser pior. Ou melhor… No dia seguinte, bati na porta da Luana. Eu tinha ficado sem bateria no celular e meu carregador não servia, então precisava pedir o dela. — Entra — ela disse de dentro. Entrei e me surpreendi ao vê-la assim. Estava de bruços na cama, com a bunda pra cima. Não nua, mas quase. Só usava uma calcinha fio-dental preta que marcava tudo, e uma regata curta, também preta. O contraste da roupa com a pele clara dela era hipnótico. Tinha um livro aberto na frente, apoiado no travesseiro, e mexia os pés no ar num vaivém distraído.
Não podia acreditar naquele rabo. Já tinha visto ela de roupa íntima muitas vezes, não era algo novo que ela precisasse esconder de mim. Mas agora as coisas tinham mudado. Já não a via como uma irmã. Bom, continuava pensando nela como minha irmã, óbvio, mas não a via só como isso. Era uma das mulheres com quem eu tinha que conviver. Uma das mulheres que iam fazer meu pau ficar duro todos os dias. A calcinha fio-dental afundava o suficiente, marcando os lábios do sexo dela, desenhando um relevo proibido que me deixou com a boca seca. Ela levantou os olhos de leve e sorriu com ironia. —Aí está —disse, apontando o carregador sobre a mesa de luz. Me aproximei, nervoso, tentando não olhar tanto. Mas ela cravou aquele olhar dela, irônico, safado, que usava quando queria me provocar. —Então… a tia te viu numa situação bem difícil ontem à noite —soltou, e riu. Fiquei gelado. —Não acredito que ela te contou —falei, tentando rir também—. Às vezes ela parece até mais nova que a gente. O que mais ela te contou? —perguntei depois. —E o que mais ela ia me contar? —respondeu com indiferença. Aliviado, entendi que ela não tinha ideia do que tinha acontecido com a mamãe, que era o que realmente importava. —Por que você fica com tanta vergonha? —me disse de repente, inclinando a cabeça—. É engraçado, mas é normal. E na sua idade o pau fica duro do nada, né? Assenti com a cabeça, me sentindo ridículo ali parado com o carregador na mão. Sentei numa cadeira ao lado. —Alguma dica pra evitar isso? —perguntei. —E por que você ia evitar? —respondeu ela, dando de ombros—. Essas coisas acontecem. —Eu sei… mas não quero que aconteça na sua frente ou da Mariana. —Sei lá… não sou homem. Mas mesmo assim, a tia te dá tesão, né? Fiquei duro. Ela tinha jogado a pergunta assim, de cara, como se nada fosse. —O quê? —tussi, surpreso—. Nada a ver. —Nada a ver… —riu ela, divertida—. Se você não consegue parar de olhar as tetas dela, seu tarado. —É impossível não olhar —me defendi. —Bom, isso é verdade. Mas… mesmo assim, você já Eu sei. Desde pequeno você dizia que ela ia ser sua namorada, lembra?
—Isso era quando eu era criança… —murmurei, desconfortável.
O fato de ela continuar ali, na mesma posição, com a bunda levantada, me mostrando descaradamente, me deixava cada vez mais nervoso. Sabia que a qualquer momento ia ficar durasso de novo, como na noite anterior.
—Não me diga que ela também te falou que acha que eu tô excitado com ela? —perguntei, sondando o terreno.
—Não precisa falar diretamente —respondeu Luana, com calma.
—Então você acha… que ela sabe mesmo.
—Pode ser —disse ela, dando de ombros.
Mas eu sabia que a resposta era que sim, ela sabia. Nossa tia sabia que eu sonhava em comer ela. E, pensando bem, era óbvio. Então me perguntei se minha irmã e minha mãe também percebiam o quanto me deixavam excitado. A resposta me dava um arrepio. Mas eu disse a mim mesmo que elas não pensariam isso, porque isso sim seria algo muito degenerado, e por mais que me pegassem olhando pra elas, não ousariam pensar numa coisa dessas.
—Você não acha anormal? —falei, buscando apoio.
Ela só deu de ombros.
—Sei lá. Relações intrafamiliares são mais comuns do que você imagina. Embora também seja verdade que, na maioria das vezes, são relações não consentidas.
—Você tá falando de abuso sexual —falei.
—Aham. Tios que abusam das sobrinhas, padrastos das enteadas, primos das priminhas… E em geral, são os homens que cometem o abuso.
—Claro, entendo —balbuciei.
—De qualquer forma você não deveria criar expectativas com ela. Não acho que ela vai te dar bola.
—Óbvio que não —respondi rápido.
Luana ficou em silêncio por alguns segundos, e de repente me pegou de surpresa:
—Você é virgem, né?
Fiquei vermelho na hora.
—Por quê? —perguntei, nervoso. E depois, pra tirar o foco de mim, retruquei—: Você imagino que não.
—Por que você assume que não?
—Sei lá… você parece muito… —busquei as palavras—. Muito sexual.
Ela riu e se ajeitou de lado, agora sim me mostrando o perfil do corpo dela. —Bom… você tem um pouco de razão. —Fiquei olhando pra ela, perdido—. E aí? Vai me responder ou não? —insistiu.
Engoli em seco.
—Sim… sou virgem. E por que você quer saber disso?
—Por nada em especial. Mas… você gosta de garotas, obviamente.
—Sim, eu gosto —afirmei.
—E você sabe como se faz? Como se fode?
—Sei… o pau entra na buceta —soltei.
Luana deu uma gargalhada deliciosa.
—Bom, sim, basicamente você tem razão. Mas não é tão simples, sabe? Principalmente você, que tem ele um pouco grande. Tem que ter cuidado. Primeiro fazer as preliminares… beijar as partes mais erógenas. Fazer a mulher ficar toda molhada. E depois meter devagarinho… e aos poucos mais forte.
Eu escutava sem poder acreditar. Não entendia por que ela estava me dizendo tudo aquilo. Mas estava dizendo. E eu estava sentindo na pele: o pau começava a inchar de novo.
O calor na minha virilha era insuportável, e a imagem da minha irmã, com aquela calcinha fio-dental preta marcando até o proibido, estava me deixando louco. Com muita dificuldade conseguia conter a ereção.
—E você? —perguntei, tentando provocar—. Você gosta muito de transar?
—Sim —reconheceu sem hesitar, com aquele sorriso safado que me deixava sem ar—. E também gosto de fazer com mulheres.
A confissão me atingiu. Era forte, excitante, mas ao mesmo tempo não me surpreendeu totalmente. Combinava perfeitamente com a personalidade irreverente dela, com essa liberdade com que se movia no mundo.
—Tem coisas que os homens não sabem fazer direito —acrescentou.
—Tipo o quê? —quis saber, intrigado.
—Sexo oral —respondeu na hora, me olhando com malícia—. A maioria não sabe chupar uma buceta. Mas, claro, depois querem que todas as gatinhas sejam expertas em chupar pau.
Engoli em seco, nervoso. Era óbvio que ela estava tocando nesse assunto pra me deixar sem graça. Sempre se divertiu vendo como eu ficava vermelho. Mas isso não tirava o fato de ser uma conversa sincera, carregada de erotismo, e com ela ali, quase pelada, falando como se nada fosse comigo.
—Se quiser, eu posso te ensinar —ela disparou depois.
A maneira como ela disse aquilo me deixou gelado. Nervoso, mas ansioso ao mesmo tempo. Eu tinha medo de continuar perguntando, embora o desejo de ouvi-la fosse mais forte que qualquer prudência.
—E como eu tenho que fazer? —me animei afinal, com a voz mais baixa do que eu gostaria.
Ela fechou o livro, deixou-o de lado e se levantou um pouco, ficando de lado na cama, com a calcinha fio-dental preta marcando cada dobra.
—Primeiro… —começou, com um tom didático que me deixava louco—, um toquezinho nas coxas. É pra sondar o terreno, pra fazer ela esperar um pouquinho. Depois… nos lábios vaginais. Você brinca ali, suave, lento. Mas não fica só nisso.
—Okey —disse, sem conseguir evitar desviar o olhar para os próprios lábios vaginais dela, que se marcavam no tecido da calcinha.
—Uma vez que a cutie já está completamente impregnada, quente… —continuou—, você usa o botãozinho mágico. O clitóris. Você beija, acaricia… chupa. Como as cuties chupamos o pau, entendeu? Você faz isso com esse botãozinho pequenininho. E fica ali… até a mina gozar.
Fiquei olhando pra ela, fascinado.
—E como eu percebo quando ela chega ao orgasmo? —perguntei, sem jeito.
—Fácil —disse ela, cravando o olhar em mim como se fosse óbvio—. Você vai perceber. Não se preocupe.
E na minha cabeça apareceu a imagem da mamãe, exata, a lembrança fresca da noite anterior: o gemido entrecortado dela, o corpo tremendo inteiro, o rosto desfigurado, os olhos azuis acesos no meio do prazer. Era inconfundível.
Senti como meu pau endurecia com violência. Estava completamente duro de novo. Não tinha como disfarçar, embora a calça ajudasse um pouco.
Luana riu ao me ver assim.
—É incrível como é fácil pra você ficar de pau duro —disse, entre divertida e cruel—. A gente mal fala um pouco de sexo e você já está quente.
—Você é uma vaca —respondi, irritado, com a voz trêmula—. Você fez de propósito pra me foder, né?
—E por que você está com raiva? —ela retrucou com aquela calma insolente—. Sim, eu fiz de propósito, mas pra a gente se divertir. Eu também tô excitada, não tá vendo?
Com uma naturalidade que me deixou sem ar, ela levou as mãos ao peito e me mostrou como os mamilos se marcavam na camisetinha. Dois pontos duros, eretos, que esticavam o tecido. Seus peitos, embora pequenos, estavam inchados, tensos, respirando com ela.
Mordi o lábio, à beira de perder o controle.
—Bom, leva o carregador —disse de repente, como se nada—. Mas assim que terminar de usar, me traz de volta, tá?
Voltou a pegar o livro, abriu como se eu não existisse, e se acomodou de novo de bruços na cama, me oferecendo outra vez aquele cu perfeito que estava me deixando louco.Saí do quarto confuso, com o coração batendo descompassado. Não entendia nada. Mas sabia de uma coisa: Luana estava brincando comigo. E, de alguma forma, tinha um plano. Um que eu ainda desconhecia por completo.
De repente, entendi por que no vídeo ela estava com o cabelo preso, coisa que fazia muito raramente: para poder chupar aquele pau sem que o cabelo atrapalhasse. Era um detalhe mínimo, quase insignificante, mas que me fez olhar para ela com uma estranha admiração.—O que foi? —ela me perguntou de repente, ao notar que eu a encarava fixo.
Na sala, tia Mariana e Luana cochichavam e riam juntas. Sempre estavam grudadas. Às vezes parecia que Mariana tinha mais afinidade com a sobrinha do que com a própria irmã, o que também não era estranho: a diferença de idade entre elas era quase a mesma que separava a tia Mariana da Mamãe.
—Nada… —respondi, tentando disfarçar.
—Então por que você me olha assim? —insistiu, arqueando uma sobrancelha.
Fiquei nervoso, engoli em seco.
—Nada… é que eu gosto de te ver —disse, sem coragem de falar que na verdade eu estava devorando a bunda dela com os olhos, que eu tinha ficado fissurado nos peitos dela e em cada curva do corpo dela.
—Você tá estranho, né? —comentou, mas logo se corrigiu—. Mas todo mundo tá estranho.
—É que eu não pensei que a quarentena fosse ser tão pesada —confessei.
—É, mas tem que aguentar. Não tem outra —disse, enquanto se esticava para abrir o armário e guardar umas latas.
O movimento me deixou sem ar. A saia esticou, marcando o traseiro dela de um jeito obsceno, e a blusa grudou no torso, desenhando a redondeza dos seios. O cabelo loiro caía solto sobre o rosto, e eu, de pé a alguns passos, não conseguia parar de lembrar dela outra vez no vídeo: ajoelhada, babada, com dois paus entrando e saindo do corpo dela. Senti meu pau começar a inchar sem remédio.
Terminei de ajudar ela a arrumar as coisas e, para escapar daquela situação, falei que ia pro meu quarto.
—Tá, mas não fica trancado o dia todo jogando videogame —me repreendeu com um tom suave.
—Tá bom…
—A gente tem um quintal lindo. Aproveita. Agora é mais valioso do que nunca. Imagina as pessoas que não têm nem quintal, ou têm um quintalzinho —insistiu.
—Você tem razão —admiti.
Eu estava prestes a me virar quando, de repente, ela me lançou:
—E hoje você não me dá um beijo?
—Hã? —balbuciei, sem entender no começo—. Bom… não é que eu estivesse me despedindo de você. Mas… se você quiser.
Me aproximei, nervoso. Dessa vez foi ela quem me abraçou primeiro, de frente. Senti suas tetas se espremendo contra meu torso, quentes, firmes. Seu perfume me envolveu. Depois ela me beijou na testa, com uma ternura maternal que contrastava com tudo o que eu estava sentindo.
Por sorte meu pau ainda não tinha endurecido, mas mesmo assim temia que ela notasse que estava inchado.
—Vai. Você é um bom garoto —sussurrou.
Me virei como pude, com o pau endurecendo dentro da calça, e saí.
Na sala estavam Mariana e Luana, jogadas no sofá grande. Luana em cima da minha tia, brincando de luta como duas meninas caprichosas. Mas eu não conseguia vê-las com inocência. O short de algodão da minha irmã entrava entre as nádegas, desenhando aquele rabo empinado, juvenil, irresistível. Nossa tia, de barriga pra cima, ria com a boca aberta; suas tetas balançavam suavemente, sem sutiã, sob a camiseta.
Invejei que pudessem se tocar assim, com naturalidade, como se não fosse nada. Aquele contato físico contínuo, aquela liberdade de pele contra pele, enquanto eu mal conseguia controlar os desejos obscuros que me percorriam. Senti como o pau terminava de endurecer, e subi rápido pro meu quarto, fugindo dos meus próprios pensamentos.
Esse segundo dia pareceu correr tudo bem. No entanto, não conseguia tirar da cabeça o que Luana tinha me dito: que mamãe não conseguia passar mais de um dia sem transar. E eu tinha medo das consequências que isso podia trazer pra convivência. O que aconteceria se, de verdade, ela não conseguisse saciar esse apetite no meio do confinamento?
Durante todo o dia não se notou nada estranho, exceto pequenas tensões. Mas o dia nunca termina até terminar.
À noite a sede me acordou. Desci pra cozinha meio dormindo, arrastando os pés. A casa era bem grande, silenciosa às vezes. Lá em cima ficavam os três quartos: o meu, o da Mariana — que usava o quarto de hóspedes — e o da Luana. Embaixo, no quarto principal, dormia a mamãe. Acendi só uma luz fraquinha na cozinha e me servi um copo d'água. Estava calor, então eu estava só de cueca. O ar noturno estava impregnado daquele silêncio que na pandemia ficava mais pesado do que nunca: sem carros, sem gente, sem vida além daquelas paredes. Apoiado na bancada, bebi devagar. E, como sempre ultimamente, os pensamentos começaram a me martelar a cabeça. Lembrei do vídeo: mamãe de fio-dental, depois pelada, babando com dois paus ao mesmo tempo. Lembrei do sorriso da Luana quando me mostrou, como se estivesse esperando aquele momento pra expor minha reação. E depois as duas, Luana e Mariana, no sofá, se esfregando e rindo, se tocando como se fossem meninas, mas me fazendo ferver o sangue. O pau ficou duro na hora. Não tinha como segurar. E agora, mal coberto pela cueca, a ereção era óbvia demais, um volume obsceno que me marcava sem pudor. Apaguei a luz da cozinha e comecei a subir de novo, com a intenção de voltar pro meu quarto. Mas aí escutei alguma coisa. Barulhos. Não podiam vir de outro lugar que não fosse do quarto da mamãe. Fiquei parado, petrificado na escada, com o coração batendo forte no peito. Avancei com cuidado, devagar, até ficar de frente pra porta fechada do quarto principal. Os sons eram estranhos. No começo achei que ela estava chorando. Era um soluço, um gemido, algo entrecortado. Mas logo percebi que não era um choro comum. Soava diferente. Como uma dor física… De repente, um grito rasgou o silêncio. E sem pensar, com o estômago embrulhado e o sangue fervendo nas veias, empurrei a porta e entrei. Quando acendi a luz, percebi, tarde demais, o quanto eu tinha sido burro por não prever o que ia encontrar. Ela estava ali, deitada na cama matrimonial, os lençóis de seda escorridos para um canto como se estivessem atrapalhando. O corpo dela brilhava sob o abajur, nu, úmido. O som que eu tinha escutado continuava escapando da garganta dela, entrecortado, vibrante. Não era um choro. Também não era dor. Ou sim, talvez uma mistura das duas coisas. Era um gemido áspero, carregado de prazer e desespero. Mamãe tinha acabado de gozar. Vi no corpo inteiro dela, ainda tremendo, estremecendo como se cada músculo respondesse atrasado ao arrepio que tinha acabado de atravessá-la. A mão direita dela estava enfiada entre as coxas, ainda agarrada à buceta. E eu vi tudo. Vi latejante, inchada, aberta, molhada, brilhando com aquele esplendor íntimo e brutal que eu nunca tinha visto tão de perto numa mulher. Um rosa aceso, obsceno. O cheiro metálico e doce do orgasmo flutuava no ar, misturado com o perfume dela, com o calor sufocante do quarto fechado. Fiquei boquiaberto. O coração martelava no meu peito como querendo sair. Ela levantou a cabeça de leve e olhou pra mim. Os olhos azuis dela, intensos, pareciam saltar das órbitas. A boca entreaberta, ofegante. Percebi na hora: ela também estava olhando pra mim, sim, mas não nos meus olhos. Tinha notado o volume grotesco no meu cueca, aquela verdade dura que se marcava como um animal preso querendo escapar.
—Eu… não… —tentei dizer, nervoso, mas as palavras se desfizeram antes de sair.Ela não respondeu. Continuava ali, ofegante, com os peitos subindo e descendo de forma violenta, os mamilos eretos, pontiagudos, como flechas. Sua pele perolada de suor brilhava com um fulgor quase doentio. Parecia recém-atropelada por um trem invisível, ainda sob os espasmos do prazer que ela mesma tinha se dado.
E eu, idiota, não conseguia me mover. Não atinei a me virar nem a pedir desculpas. Só fiquei ali, observando-a. Meus olhos percorreram cada canto do seu corpo: os peitos firmes, as aréolas rosadas endurecidas; o abdômen liso tremendo com a respiração agitada; os lábios molhados, brilhantes, entreabertos; e sua buceta, essa buceta babada, latejando ainda, como se me chamasse, como se me tentasse a dar um passo a mais.
O tempo parecia suspenso. O ar estava tão carregado que me custava respirar.
—Estou bem… —conseguiu dizer, com a voz rouca, mal audível.
Com um gesto lento, como sabendo que já era inútil, esticou a mão esquerda para o lençol de seda que jazia amassado ao lado. Cobriu-se com ele, escondendo o que já tinha mostrado sem remédio. Mas fez isso tarde, tarde demais: meus olhos já estavam tatuados com essa imagem.
—Vai embora… não se preocupe. Estou bem —repetiu, embora seus olhos continuassem fixos em mim, me atravessando com uma intensidade que queimava minha pele.
—Tá bom… já vou indo —murmurei, a garganta seca, com um fio de voz que mal saiu.
Me virei devagar, como se estivesse flutuando, com as pernas bambas, sentindo o sangue arder em cada veia. Saí do quarto fechando a porta sem fazer barulho, embora soubesse que o silêncio não apagaria o que aconteceu.
Subi para o meu quarto sem entender nada, com o coração disparado e o pau duro latejando sob o tecido. Levava grudada na retina a imagem da mamãe nua, tremendo, molhada, convulsionando de prazer. E a certeza brutal de que essa visão ia me perseguir por muito tempo.
Para completar o meu Que vergonha, quando subi para o primeiro andar, esbarrei com a tia Mariana. Ela tinha acabado de sair do banheiro que compartilhava com a Luana, então estava no corredor, sob a semi-penumbra que a única lâmpada acesa deixava. Meu coração parou por um instante. Ela estava com uma camisola de tecido fino, ajustada na cintura por uma fita que acentuava sua silhueta de vespa. O decote era enorme, deixando à mostra um canal profundo no qual meus olhos mergulharam sem conseguir evitar. As curvas do corpo dela pareciam esculpidas para o pecado: os peitos enormes se insinuavam firmes sob o tecido, a camisola mal acariciava seus quadris, e quando ela virou um pouco, o tecido se moldou àquela bunda perfeita que tanto me obcecava desde sempre.
Mariana abriu a boca como se fosse dizer algo, mas ao me ver parou em seco. O olhar dela desceu na hora e parou no volume grotesco que esticava minha cueca. E então ela sorriu. Um sorriso curto, malicioso, como se tivesse entendido tudo em um segundo. — Boa noite. A gente se vê amanhã — disse com a voz macia, quase cantarolando. Girou nos calcanhares e foi embora pro quarto dela. Eu fiquei parado, vendo a bunda dela se mexer sob o tecido da camisola, acariciada por cada dobra da peça. Era uma visão insuportável e deliciosa. Me senti um idiota. De novo… Como se o que aconteceu com a mamãe não bastasse, agora minha tia tinha me visto com o pau duro. Quem sabe o que ela ia pensar. Embora, claro, comparado ao resto, isso era uma bobagem. Quando entrei no meu quarto, ainda com a cabeça um turbilhão, o celular vibrou na mesa de cabeceira. Era uma mensagem. “Não se preocupe. Foi só um acidente. A masturbação é a coisa mais normal do mundo. E eu sei que você entrou porque estava preocupado. Sinto muito que você tenha tido que me ver assim.” Era da mamãe. Fiquei olhando pra tela, sem saber como reagir. O alívio tomou conta de mim inteiro, ao mesmo tempo que algo escuro me arrepiou. Agora a gente tinha um segredo estranho, perigoso, que nos unia de um jeito que eu não ia conseguir esquecer. Respondi sem jeito: “Claro. E óbvio que não vou contar nada pras meninas.” Essa última parte eu disse mais pra mim do que pra ela. A mamãe reagiu à minha mensagem com umcurtir, o que me fez pensar que ela concordava em não mencionar nada. Guardei o celular, mas a inquietação continuava me queimando por dentro. Naquela noite, eu já não conseguia pensar em outra coisa. O vídeo, a cena no quarto dela, a mensagem. O corpo dela pulsando sob a luz, a buceta molhada, tremendo. E o sorriso da Mariana no corredor, os peitos dela, a bunda perfeita se afastando. Puxei o cuecão pra baixo e me deixei cair na cama. Fechei os olhos e comecei a me tocar, primeiro devagar, depois com mais desespero. Meus pensamentos se misturavam sem ordem: Mamãe nua, se masturbando até gritar; Mariana sorrindo pra mim com safadeza, a camisola marcando as curvas; Luana rindo com os olhos claros, as pernas perfeitas enroscadas nas da nossa tia. Eu me masturbava com violência, com raiva e com prazer, consciente de que a quarentena só estava começando e de que cada dia ia ser pior. Ou melhor… No dia seguinte, bati na porta da Luana. Eu tinha ficado sem bateria no celular e meu carregador não servia, então precisava pedir o dela. — Entra — ela disse de dentro. Entrei e me surpreendi ao vê-la assim. Estava de bruços na cama, com a bunda pra cima. Não nua, mas quase. Só usava uma calcinha fio-dental preta que marcava tudo, e uma regata curta, também preta. O contraste da roupa com a pele clara dela era hipnótico. Tinha um livro aberto na frente, apoiado no travesseiro, e mexia os pés no ar num vaivém distraído.
Não podia acreditar naquele rabo. Já tinha visto ela de roupa íntima muitas vezes, não era algo novo que ela precisasse esconder de mim. Mas agora as coisas tinham mudado. Já não a via como uma irmã. Bom, continuava pensando nela como minha irmã, óbvio, mas não a via só como isso. Era uma das mulheres com quem eu tinha que conviver. Uma das mulheres que iam fazer meu pau ficar duro todos os dias. A calcinha fio-dental afundava o suficiente, marcando os lábios do sexo dela, desenhando um relevo proibido que me deixou com a boca seca. Ela levantou os olhos de leve e sorriu com ironia. —Aí está —disse, apontando o carregador sobre a mesa de luz. Me aproximei, nervoso, tentando não olhar tanto. Mas ela cravou aquele olhar dela, irônico, safado, que usava quando queria me provocar. —Então… a tia te viu numa situação bem difícil ontem à noite —soltou, e riu. Fiquei gelado. —Não acredito que ela te contou —falei, tentando rir também—. Às vezes ela parece até mais nova que a gente. O que mais ela te contou? —perguntei depois. —E o que mais ela ia me contar? —respondeu com indiferença. Aliviado, entendi que ela não tinha ideia do que tinha acontecido com a mamãe, que era o que realmente importava. —Por que você fica com tanta vergonha? —me disse de repente, inclinando a cabeça—. É engraçado, mas é normal. E na sua idade o pau fica duro do nada, né? Assenti com a cabeça, me sentindo ridículo ali parado com o carregador na mão. Sentei numa cadeira ao lado. —Alguma dica pra evitar isso? —perguntei. —E por que você ia evitar? —respondeu ela, dando de ombros—. Essas coisas acontecem. —Eu sei… mas não quero que aconteça na sua frente ou da Mariana. —Sei lá… não sou homem. Mas mesmo assim, a tia te dá tesão, né? Fiquei duro. Ela tinha jogado a pergunta assim, de cara, como se nada fosse. —O quê? —tussi, surpreso—. Nada a ver. —Nada a ver… —riu ela, divertida—. Se você não consegue parar de olhar as tetas dela, seu tarado. —É impossível não olhar —me defendi. —Bom, isso é verdade. Mas… mesmo assim, você já Eu sei. Desde pequeno você dizia que ela ia ser sua namorada, lembra?
—Isso era quando eu era criança… —murmurei, desconfortável.
O fato de ela continuar ali, na mesma posição, com a bunda levantada, me mostrando descaradamente, me deixava cada vez mais nervoso. Sabia que a qualquer momento ia ficar durasso de novo, como na noite anterior.
—Não me diga que ela também te falou que acha que eu tô excitado com ela? —perguntei, sondando o terreno.
—Não precisa falar diretamente —respondeu Luana, com calma.
—Então você acha… que ela sabe mesmo.
—Pode ser —disse ela, dando de ombros.
Mas eu sabia que a resposta era que sim, ela sabia. Nossa tia sabia que eu sonhava em comer ela. E, pensando bem, era óbvio. Então me perguntei se minha irmã e minha mãe também percebiam o quanto me deixavam excitado. A resposta me dava um arrepio. Mas eu disse a mim mesmo que elas não pensariam isso, porque isso sim seria algo muito degenerado, e por mais que me pegassem olhando pra elas, não ousariam pensar numa coisa dessas.
—Você não acha anormal? —falei, buscando apoio.
Ela só deu de ombros.
—Sei lá. Relações intrafamiliares são mais comuns do que você imagina. Embora também seja verdade que, na maioria das vezes, são relações não consentidas.
—Você tá falando de abuso sexual —falei.
—Aham. Tios que abusam das sobrinhas, padrastos das enteadas, primos das priminhas… E em geral, são os homens que cometem o abuso.
—Claro, entendo —balbuciei.
—De qualquer forma você não deveria criar expectativas com ela. Não acho que ela vai te dar bola.
—Óbvio que não —respondi rápido.
Luana ficou em silêncio por alguns segundos, e de repente me pegou de surpresa:
—Você é virgem, né?
Fiquei vermelho na hora.
—Por quê? —perguntei, nervoso. E depois, pra tirar o foco de mim, retruquei—: Você imagino que não.
—Por que você assume que não?
—Sei lá… você parece muito… —busquei as palavras—. Muito sexual.
Ela riu e se ajeitou de lado, agora sim me mostrando o perfil do corpo dela. —Bom… você tem um pouco de razão. —Fiquei olhando pra ela, perdido—. E aí? Vai me responder ou não? —insistiu.Engoli em seco.
—Sim… sou virgem. E por que você quer saber disso?
—Por nada em especial. Mas… você gosta de garotas, obviamente.
—Sim, eu gosto —afirmei.
—E você sabe como se faz? Como se fode?
—Sei… o pau entra na buceta —soltei.
Luana deu uma gargalhada deliciosa.
—Bom, sim, basicamente você tem razão. Mas não é tão simples, sabe? Principalmente você, que tem ele um pouco grande. Tem que ter cuidado. Primeiro fazer as preliminares… beijar as partes mais erógenas. Fazer a mulher ficar toda molhada. E depois meter devagarinho… e aos poucos mais forte.
Eu escutava sem poder acreditar. Não entendia por que ela estava me dizendo tudo aquilo. Mas estava dizendo. E eu estava sentindo na pele: o pau começava a inchar de novo.
O calor na minha virilha era insuportável, e a imagem da minha irmã, com aquela calcinha fio-dental preta marcando até o proibido, estava me deixando louco. Com muita dificuldade conseguia conter a ereção.
—E você? —perguntei, tentando provocar—. Você gosta muito de transar?
—Sim —reconheceu sem hesitar, com aquele sorriso safado que me deixava sem ar—. E também gosto de fazer com mulheres.
A confissão me atingiu. Era forte, excitante, mas ao mesmo tempo não me surpreendeu totalmente. Combinava perfeitamente com a personalidade irreverente dela, com essa liberdade com que se movia no mundo.
—Tem coisas que os homens não sabem fazer direito —acrescentou.
—Tipo o quê? —quis saber, intrigado.
—Sexo oral —respondeu na hora, me olhando com malícia—. A maioria não sabe chupar uma buceta. Mas, claro, depois querem que todas as gatinhas sejam expertas em chupar pau.
Engoli em seco, nervoso. Era óbvio que ela estava tocando nesse assunto pra me deixar sem graça. Sempre se divertiu vendo como eu ficava vermelho. Mas isso não tirava o fato de ser uma conversa sincera, carregada de erotismo, e com ela ali, quase pelada, falando como se nada fosse comigo.
—Se quiser, eu posso te ensinar —ela disparou depois.
A maneira como ela disse aquilo me deixou gelado. Nervoso, mas ansioso ao mesmo tempo. Eu tinha medo de continuar perguntando, embora o desejo de ouvi-la fosse mais forte que qualquer prudência.
—E como eu tenho que fazer? —me animei afinal, com a voz mais baixa do que eu gostaria.
Ela fechou o livro, deixou-o de lado e se levantou um pouco, ficando de lado na cama, com a calcinha fio-dental preta marcando cada dobra.
—Primeiro… —começou, com um tom didático que me deixava louco—, um toquezinho nas coxas. É pra sondar o terreno, pra fazer ela esperar um pouquinho. Depois… nos lábios vaginais. Você brinca ali, suave, lento. Mas não fica só nisso.
—Okey —disse, sem conseguir evitar desviar o olhar para os próprios lábios vaginais dela, que se marcavam no tecido da calcinha.
—Uma vez que a cutie já está completamente impregnada, quente… —continuou—, você usa o botãozinho mágico. O clitóris. Você beija, acaricia… chupa. Como as cuties chupamos o pau, entendeu? Você faz isso com esse botãozinho pequenininho. E fica ali… até a mina gozar.
Fiquei olhando pra ela, fascinado.
—E como eu percebo quando ela chega ao orgasmo? —perguntei, sem jeito.
—Fácil —disse ela, cravando o olhar em mim como se fosse óbvio—. Você vai perceber. Não se preocupe.
E na minha cabeça apareceu a imagem da mamãe, exata, a lembrança fresca da noite anterior: o gemido entrecortado dela, o corpo tremendo inteiro, o rosto desfigurado, os olhos azuis acesos no meio do prazer. Era inconfundível.
Senti como meu pau endurecia com violência. Estava completamente duro de novo. Não tinha como disfarçar, embora a calça ajudasse um pouco.
Luana riu ao me ver assim.
—É incrível como é fácil pra você ficar de pau duro —disse, entre divertida e cruel—. A gente mal fala um pouco de sexo e você já está quente.
—Você é uma vaca —respondi, irritado, com a voz trêmula—. Você fez de propósito pra me foder, né?
—E por que você está com raiva? —ela retrucou com aquela calma insolente—. Sim, eu fiz de propósito, mas pra a gente se divertir. Eu também tô excitada, não tá vendo?
Com uma naturalidade que me deixou sem ar, ela levou as mãos ao peito e me mostrou como os mamilos se marcavam na camisetinha. Dois pontos duros, eretos, que esticavam o tecido. Seus peitos, embora pequenos, estavam inchados, tensos, respirando com ela.
Mordi o lábio, à beira de perder o controle.
—Bom, leva o carregador —disse de repente, como se nada—. Mas assim que terminar de usar, me traz de volta, tá?
Voltou a pegar o livro, abriu como se eu não existisse, e se acomodou de novo de bruços na cama, me oferecendo outra vez aquele cu perfeito que estava me deixando louco.Saí do quarto confuso, com o coração batendo descompassado. Não entendia nada. Mas sabia de uma coisa: Luana estava brincando comigo. E, de alguma forma, tinha um plano. Um que eu ainda desconhecia por completo.
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