Capítulo 10: Beijos de Meia-NoiteA luz do amanhecer se infiltrava timidamente pelas cortinas de renda branca do quarto principal. Não era um sol agressivo de meio-dia, mas aquela luz pálida, quase líquida, que tinge tudo com tons de azul e cinza antes que o mundo desperte por completo. O ar na casa estava frio. Eu sabia disso porque, ao entrar no quarto da minha mãe, senti como a temperatura baixava na minha pele nua. O ar-condicionado estava ligado em dezoito graus, um hábito que Aracely mantinha desde que Abraham foi para a plataforma da Pemex há três anos. O zumbido constante do compressor era o único som na casa, um monólogo mecânico que preenchia o vazio deixado pela ausência do meu pai. Parei no umbral da porta. A madeira de carvalho, polida e brilhante, refletia minha própria sombra alongada. Cheirava a lavanda. O aromatizador que ela sempre usava, aquele de frasco rosa com a imagem de uma lavanda desenhada, se misturava com o cheiro de roupa limpa e com aquela fragrância sutil, quase imperceptível, que era só dela. Um aroma de baunilha e pele madura que me perseguia a vida toda e que, agora que estávamos sozinhos, eu sentia mais intenso, mais denso, como se o próprio ar tivesse absorvido a presença dela durante as noites de solidão. Vi Aracely. Estava deitada de lado, encolhida sob os lençóis de algodão egípcio de setecentos fios. O tecido branco se colava às curvas do corpo dela com uma intimidade que me fez prender a respiração. O cabelo dela, negro como a noite e comprido até a cintura, estava espalhado sobre o travesseiro de seda, criando um contraste escuro que destacava a palidez da pele. Estava profundamente adormecida. O peito dela subia e descia de forma rítmica e suave, um ritmo de vida que parecia ter desacelerado com a ausência do meu pai. Tirei os sapatos, um por um, deixando que o piso de madeira absorvesse o peso dos meus pés descalços. O frio mordeu as plantas dos meus pés, um choque térmico que me fez tensionar os dedos. Avancei em direção à cama. Cada passo era calculado, silencioso. A casa cheirava a umidade matinal, aquela sensação de umidade que entra pelas frestas das janelas velhas quando a temperatura cai. Eu podia sentir o cheiro de poeira antiga nos móveis da sala, o cheiro de azeite que tinha ficado impregnado na cozinha na noite anterior e, agora, o cheiro fresco e limpo do quarto da minha mãe. Subi na cama. O colchão afundou sob meu peso, cedendo lentamente. O frio do colchão passou através da minha calça de pijama de seda azul-marinho. Me ajoelhei sobre as cobertas, perto da cabeceira. Meu coração batia forte, um tamborilar surdo contra minhas costelas. Não era a primeira vez que eu a acordava assim, mas era a primeira vez que fazia isso com essa intenção clara, com essa fome acumulada durante semanas de silêncios e olhares furtivos na mesa de jantar. Inclinei-me em direção a ela. Meu rosto estava a centímetros do de Aracely. Eu podia ver os detalhes da pele dela na luz fraca: as pequenas linhas de expressão ao redor dos olhos, a suavidade dos lábios entreabertos, o leve brilho de umidade na pele. Respirei fundo. O cheiro do cabelo dela era mais forte agora, um aroma de shampoo de jasmim e algo mais primitivo, feromônios doces. Passei a mão pelo braço dela. A seda da camisola deslizava sob minhas pontas dos dedos. Estava fria. A pele da minha mãe era sempre fresca, um contraste com o calor que eu sentia nas veias. Acariciei o braço dela lentamente, do ombro ao cotovelo, sentindo a suavidade da pele sob o tecido fino. Ela não se mexeu. A respiração dela continuava rítmica, profunda. Acariciei a bochecha dela com o polegar. A pele era macia, como veludo. Tinha uma textura incrível, aquela suavidade que só têm as pessoas que cuidaram da pele durante décadas, mas que agora, de manhã, tinha um toque aveludado, quase úmido pelo sono. Meus dedos tremiam levemente. Não era de frio, embora o ar continuasse gelado. Era de antecipação. —Mamãe... — sussurrei, embora ela continuasse dormindo. Minha voz era um fio de ar, mal audível.
Ela não respondeu. Só franziu a testa levemente, como num sonho.
Desci mais. Ajoelhei-me entre as pernas da cama, onde os pés dela apareciam pela borda dos lençóis. Primeiro, tirei o cobertor de lã que cobria as pernas dela. O tecido pesado caiu no chão com um som surdo,Não entendi "floowmp". Você quer que eu traduza um texto do espanhol para o português brasileiro? Se sim, por favor, envie o texto que deseja traduzir.O ar frio do quarto atingiu suas pernas nuas. Eram longas, torneadas, a pele branca e lisa. Senti um arrepio percorrer minha espinha ao vê-las. Inclinei-me ainda mais. Meu nariz roçou a parte interna da coxa dela. O cheiro era intenso ali, uma mistura do seu perfume habitual e algo mais salgado, mais animal. Era o cheiro da sua intimidade, do lugar onde o tempo e a solidão tinham deixado sua marca. Parei ali, respirando sua essência, sentindo o calor que irradiava do seu corpo apesar do frio do quarto. Suas pernas estavam frias ao toque, mas eu podia sentir o calor que havia por baixo, a vida que corria em suas veias.
—Aracely... —murmurei, mais alto desta vez.
Ela se mexeu. Um leve espasmo na perna. Seus olhos se entreabriram, confusos, nublados pelo sono. Olhou-me com aquele olhar perdido de quem acorda bruscamente, sem entender onde está. Suas pupilas estavam dilatadas, negras, profundas.
—Beto? —perguntou, com a voz fraca pelo sono. Era uma voz suave, quebradiça, como se tivesse acabado de sair de um sonho distante.
—Sim, mãe. Sou eu.
—O que você está fazendo aqui? Por que está tão frio?
Inclinei-me em direção à virilha dela. Estava a poucos centímetros da calcinha. Era de renda branca, transparente, úmida pelo suor noturno. Podia ver a forma do clitóris dela através do tecido fino. O algodão da calcinha estava levemente grudado na pele.
—Pra te esquentar —disse, e antes que ela pudesse responder, deslizei minha mão sob o lençol e levantei a parte inferior da camisola de Aracely.
O tecido de algodão se moveu com um som suave,cuspirLevantei a saia até a cintura dela. O ar frio bateu na barriga, fazendo a pele dela se arrepiar por um instante. Depois, desci minhas mãos, até encontrar a borda da calcinha. — Beto, o que você tá fazendo... — disse ela, mas a voz não soava como repreensão. Soava como uma pergunta, uma curiosidade misturada com espanto. Os olhos dela estavam mais abertos agora, fixos no meu rosto, nas minhas mãos, na distância entre nós. Levantei o rendado da calcinha com dois dedos. O tecido deslizou pra baixo, revelando o pubis dela. Estava limpo, raspado, a pele rosada e sensível. O cheiro era mais forte aqui, uma mistura de doçura e salinidade. O ar frio do quarto fazia os lábios maiores dela se contraírem levemente, protegendo o clitóris. Cheguei mais perto. Meu nariz roçou o pubis dela. Ela prendeu a respiração. Senti as coxas dela se tensarem sob minhas mãos. — Beto... — disse ela, mais alto dessa vez. Não era um grito, era uma exclamação de surpresa. — Shhh — falei, colocando um dedo nos lábios dela. Eram quentes, macios. O contato do meu dedo contra a boca dela foi elétrico pros dois. Depois, abaixei a cabeça. Minha boca buscou o clitóris dela. Encontrei rápido, um pequeno botão ereto sob meus lábios. Lambi de leve, um carinho prévio, um aviso. A pele dela estava molhada, escorregadia. — Beto... — sussurrou ela, mas dessa vez a voz tinha um tom diferente. Era mais macia, mais molhada. Os quadris dela se moveram de leve, me buscando. Comecei a lamber. Foi devagar no começo, um carinho molhado, rítmico. Minha língua percorreu o clitóris dela, de cima pra baixo, sentindo a textura da pele. Era macia, como seda, mas com uma sensibilidade extrema. Cada roçada da minha língua fazia o corpo dela tremer. Podia sentir o gosto da intimidade dela, uma mistura de doce e salgado, com um fundo metálico que era único dela.Lambida, lambida.O som da minha língua contra a pele dela era molhado, profundo. Era o som da penetração sem corpo, um som íntimo, privado. Aracely arqueou as costas. Suas mãos se agarraram aos lençóis, enrugando o tecido branco. Seus dedos cravaram-se no algodão. —Oh... Beto... —gemeu ela. Sua voz era um sussurro rouco, cheio de surpresa. Continuei lambendo. Mais rápido agora. Minha língua se movia com precisão, buscando o ponto exato onde o prazer dela se concentrava. Sabia onde estava porque tinha ouvido seus gemidos na escuridão, porque tinha sentido a vibração do corpo dela quando me olhava com aquele olhar faminto. Agora estava aqui, em carne e osso, alimentando essa fome.Slurp, slurp.O som estava mais alto agora, mais molhado. Minha saliva cobria o clitóris dela, deixando-o mais escorregadio, mais sensível. Eu sentia como o corpo dela se tensionava sob a minha boca. As coxas dela se abriram ligeiramente, me convidando a entrar mais fundo. —Beto... sim... —sussurrou ela, com a voz trêmula. Dei mais umas lambidas mais rápidas, mais profundas. Minha língua entrava na carne dela com uma determinação suave. Eu sentia o gosto do prazer dela, uma doçura acre, intensa. Os quadris dela se moviam contra a minha boca, buscando mais fricção, mais pressão.Chlick, chlick, chlick.O ritmo era constante, hipnótico. Minha língua dançava sobre o clitóris dela, alternando entre lambidas suaves e pressões mais firmes. Eu ouvia a respiração dela, que ficava mais agitada, mais curta.
—Ahh... Beto... —gemeu ela, mais alto agora. A voz dela se elevou, quebrando o silêncio do quarto.
Continuei. Sabia que ela estava perto. O corpo dela estava tenso, os dedos nos lençóis estavam brancos de tanta pressão. Eu ouvia como a respiração dela acelerava, como os gemidos ficavam mais agudos.
—Ahh... isso... mais rápido... —disse ela, sem abrir totalmente os olhos. Estava mergulhada na sensação, perdida no prazer.
Dei uma série de lambidas rápidas, profundas, bem no ponto crítico. Minha língua pressionava contra o clitóris dela com uma força constante.
—Beto! —gritou ela, a voz falhando.
E então aconteceu. O corpo dela se arqueou violentamente. Os quadris se moveram pra cima, buscando minha boca. Os gemidos ficaram altos, agudos, cheios de uma liberação intensa.
—TÔ GOZANDOOOO! —gritou ela, a voz ecoando no quarto frio.
—AAAAHHHHHHH! —gemeu ela, o corpo tremendo violentamente sob minha boca.
Senti o clitóris dela pulsando contra minha língua, cada batida um terremoto de prazer. Os quadris dela se moviam pra cima e pra baixo, contra meu rosto, contra minha língua. A respiração dela era errática, ofegante.
—Ahh... ahhh... isso... isso... —gemeu ela, a voz quebrada, cheia de prazer.
Parei um momento, deixando ela curtir o clímax. Depois, voltei a lamber, mais suavemente agora, como um carinho pós-orgasmo. A pele dela estava molhada, brilhante de suor e da minha saliva. O cheiro estava mais intenso agora, mais profundo.
Ela se jogou no travesseiro, exausta, mas sorrindo. Os olhos estavam fechados, os lábios entreabertos, respirando fundo.
—Beto... —sussurrou ela, com a voz ainda trêmula.
—Tá tudo bem? —perguntei, levantando a cabeça. Limpei a boca com as costas da mão.
Ela me olhou. Os olhos estavam brilhantes, úmidos. Sorriu. Um sorriso lento, pleno de satisfação.
—Sim... sim, estou bem. —disse ela, com uma voz suave, quase sussurrante.
Sentei-me na cama, ao lado dela. O frio do quarto batia nas minhas costas, mas meu corpo estava quente, coberto de suor. Aproximei-me dela. Abracei-a. Seu corpo estava quente, úmido. Cheirava a prazer, a libertação.
—Obrigado, mãe —disse, beijando sua testa.
—Não me agradeça, filho —respondeu ela, me abraçando com força. Seu corpo estava rígido, ainda tremendo levemente.
Passamos alguns minutos ali, abraçados, sentindo como nossos corpos se acalmavam. O zumbido do ar-condicionado continuava soando, mas agora o silêncio entre nós era diferente. Já não era o silêncio da ausência, mas o silêncio da presença. O silêncio de duas pessoas que se encontraram.
Levantei-me da cama. O colchão afundou sob meu peso. Vestí-me rapidamente, colocando os pants do pijama e uma camisa. O frio do ar me fez tremer, mas já não me importava. Sentia calor por dentro.
Descemos para tomar café da manhã. A cozinha cheirava a café recém-feito, embora eu não o tivesse feito. Aracely havia preparado o café da manhã antes de eu acordar de vez, ou talvez enquanto eu a acordava. A mesa estava posta com manteiga, geleia de morango e café fumegante.
Sentamo-nos um de frente para o outro. A luz do amanhecer entrava pela janela da cozinha, iluminando a mesa de madeira escura. O aroma do café era intenso, amargo, reconfortante.
—Estava delicioso —disse, dando uma mordida na torrada.
—Fico feliz —respondeu Aracely, sorrindo. Seus olhos me olhavam com uma nova luz, uma mistura de maternidade e algo mais, algo mais profundo, mais íntimo.
—Como você dormiu? —perguntei, tomando um gole de café. O líquido quente percorreu meu peito, me aquecendo por dentro.
—Melhor do que o habitual —respondeu ela, brincando com a xícara. Seus dedos brancos, finos, rodeavam a porcelana. —Senti... sua presença. Como se soubesse que você estava perto.
—Eu também —admiti, olhando nos olhos dela. —Senti seu frio. E sua calor. Ficamos nos olhando. O silêncio entre nós era confortável, carregado de significado. Não precisávamos dizer mais nada. Tínhamos compartilhado algo que não podia ser recuperado, algo que mudava a dinâmica da nossa relação para sempre. —Abraham não está — mencionei Aracely, como se recordando nossa situação. —Eu sei — respondi. —Ele tem turno na plataforma. Volta em dez dias. —Dez dias — repetiu ela, com um suspiro. —São dez dias longos. —Podemos fazer eles mais curtos — disse, sorrindo. Ela sorriu de volta. Um sorriso cúmplice, secreto. A manhã passou rápido. O sol se elevou, esquentando a casa. A temperatura subiu, o frio da manhã deu lugar a um calor suave, agradável. Passamos o dia juntos, cozinhando, limpando, conversando. Mas cada vez que nos tocávamos, cada vez que nossas mãos se roçavam, sentíamos aquela faísca, aquela eletricidade que tínhamos acendido naquela manhã. À tarde, decidimos fazer a comida. Aracely preparou uma salada, e eu fiz o frango na chapa. A cozinha cheirava a azeite de oliva, a frango cozinhando, a limão. Era um aroma reconfortante, caseiro. Terminamos de preparar a comida. O frango estava dourado, suculento. A salada estava fresca, crocante. Pusemos a mesa. —Hoje é sua vez — disse, apontando para a mesa da sala de jantar. —Por quê? — perguntou, levantando uma sobrancelha. —Porque você me deve o almoço — respondi, ela sorrindo. —Tá bom. Senta. Ela se sentou sobre a mesa e eu a fiz deitar. Eu me aproximei dela. Levantei a saia do vestido leve dela. Ela estava vestida com um vestido bem curto, de tecido leve, fresco. Sob o tecido, usava uma calcinha de renda branca, a mesma da manhã. —Aracely — disse, com voz baixa. —Beto... — respondeu ela, me olhando com olhos escuros, profundos. Me ajoelhei na frente dela. A mesa da sala de jantar era de madeira escura, dura. Podia sentir o frio da madeira através dos meus joelhos. Levantei mais a saia dela. As pernas dela estavam expostas ao ar. O ambiente da cozinha estava quente, úmido pela cozimento.
—Aqui — eu disse, apontando para a superfície da mesa.
—Aqui? — ela perguntou, surpresa.
—Sim. Aqui.
Eu a levantei da cadeira e a coloquei de pé sobre a mesa. Ela estava instável no começo, mas depois se equilibrou, apoiando-se nos meus ombros. Suas pernas se abriram, me convidando. A mesa era ampla, suficiente para as pernas dela.
—Está frio — ela disse, sentindo a madeira.
—Está tudo bem — eu disse, e me inclinei em direção a ela.
A calcinha dela estava molhada de novo. Eu a levantei com cuidado, revelando seu clitóris. Estava rosado, sensível, pronto. Minha boca a procurou. Lambê-la.
O som foi diferente aqui. Na mesa, o som da minha língua contra a pele dela era mais seco, mais direto.Chlick, chlick.A madeira ressoava levemente sob seu peso.
—Beto... —gemeu ela, suas mãos agarrando meus ombros. Seus dedos cravaram na minha carne.
Dei lambidas rápidas, profundas. Seu corpo estava tenso, rígido sobre a mesa. Seus quadris se moviam contra minha boca, buscando mais fricção.
—Ahh... sim... —gemeu ela, sua voz ecoando na cozinha vazia.
Continuei. Sabia que ela estava perto. Sua respiração acelerava, seus gemidos ficavam mais agudos. Suas mãos nos meus ombros apertavam com força.
—Estou chegando... —sussurrou ela, com a voz trêmula.
Dei umas lambidas finais, rápidas, intensas. Minha língua pressionava contra seu clitóris com força.
—Beto! —gritou ela, sua voz se rompendo.
—TÔ GOZANDO! —exclamou ela, seu corpo se arqueando sobre a mesa.
—AAAAHHHHHHH! —gemeu ela, seu corpo tremendo violentamente, suas pernas trêmulas.
Senti como seu corpo pulsava contra minha boca, cada batida um terremoto de prazer. Seus quadris se moviam para cima e para baixo, contra minha língua. Sua respiração era errática, ofegante.
—Ahh... ahhh... sim... sim... —gemeu ela, sua voz quebrada, cheia de prazer.
Parei. Levantei de joelhos. Seu corpo relaxou sobre a mesa, exausto, mas sorridente.
—Você tá bem? —perguntei, olhando pra ela.
Ela me olhou. Seus olhos estavam brilhantes, úmidos. Sorriu.
—Sim... sim. De novo.
Abaixei a saia dela. Sentei à mesa com ela. Comemos em silêncio, mas o silêncio era diferente. Era o silêncio da saciedade, da satisfação.
—Foi... intenso —disse Aracely, dando uma mordida no frango.
—Eu sei —respondi, comendo também.
A comida acabou. Ficamos sentados à mesa, nos olhando. O sol se punha, pintando a cozinha de tons laranjas e vermelhos. A luz quente do entardecer entrava pelas janelas, iluminando a poeira que flutuava no ar.
—Agora é sua vez —disse Aracely, apontando pra sala.
—Minha vez? —perguntei, levantando uma sobrancelha.
—Sim. Quero te fazer também.
—Aqui? —perguntei, apontando pra sala.
—Sim. Aqui.
Levantei da mesa. Me dirigi à sofá da sala. Era um sofá grande, de couro marrom, macio. Me deitei nele. Aracely se aproximou. Se ajoelhou na minha frente.
—Tira a calça —disse ela, com voz suave.
Tirei a calça do pijama. Estava nu da cintura pra baixo. Meu pau estava mole, mas ela o tocou. Seus dedos eram macios, quentes. Acariciaram a glande, sentindo sua textura macia, úmida.
—Está frio —disse ela, tocando-o.
—Vai esquentar —respondi, com voz carinhosa e sedutora.
Ela pegou minha mão e me guiou até a boca. Colocou-o na boca. Seus lábios eram macios, quentes. Me chupou lentamente, me provando. Sua língua me envolveu, sentindo meu formato.
—Mmm... —gemeu ela, com voz profunda.
Continuei me movendo dentro da boca dela. Ela me chupava com mais força, mais profundamente. Sentia a umidade da boca dela, o calor da língua. Era uma sensação incrível, diferente do sexo oral que eu fazia nela. Aqui, eu era o receptor, o beneficiário.
—Beto... —sussurrou ela, tirando-o da boca por um momento. —Você está duro.
—Sim —respondi, sentindo meu pau endurecer mais sob o olhar dela.
Ela voltou a colocá-lo na boca. Dessa vez, com mais força. Me chupava com mais profundidade, mais intensidade. A garganta dela vibrava contra minha glande, uma sensação de vibração profunda, intensa.
—Ahh... sim... —gemeu ela, os olhos fechados, concentrados na sensação.
Continuei me movendo dentro da boca dela. Ela acompanhava o ritmo, me chupando com mais força. Sentia a umidade da saliva dela, o calor da boca. Era uma sensação embriagadora, deliciosa.
—Estou chegando perto... —disse.
—Sim... sim... —respondeu ela, acelerando o ritmo.
Colocou-o mais fundo na garganta, chupando com força. Senti como a garganta dela se contraía ao meu redor, uma pressão profunda, intensa.
—Mamãe! —gritei, meu corpo se tensionando no sofá.
—Estou gozando! —exclamei, meu sêmen caindo na boca dela.
—MMMMMM! —gemeu ela, engolindo meu sêmen com avidez.
Senti como meu corpo relaxava, como o prazer se dissipava lentamente. Ela me limpou com cuidado, com a língua, com os lábios.
—Obrigado, mamãe —falei, com voz suave.
—De nada, filho, foi delicioso —respondeu ela, sorrindo.
Ficamos assim, na sala, olhando a televisão ligada, mas sem prestar atenção. A luz da tela iluminava nossos rostos, criando sombras nas nossas caras.
—Agora não vamos nos limitar ao sexo oral —disse Aracely, com voz firme.
—Não —respondi, assentindo.
—Vamos nos beijar com paixão. Nos cantos da casa.
—A cozinha —falei.
—O sofá —disse ela.
—A escada —acrescentei.
—São momentos furtivos —disse ela.
—Cheios de sussurros e carícias profundas —completei.
E assim começou nossa nova vida. Nossa hibernação de décadas tinha acabado. Minha mãe tinha despertado. E eu tinha despertado com ela.
O resto da noite foi uma sequência de beijos, carícias, momentos furtivos. Nos beijamos na cozinha, contra a geladeira, contra a bancada. Nos beijamos na escada, subindo e descendo, sentindo o frio dos degraus sob nossos pés. Nos beijamos no sofá, na cama, no chão.
Cada beijo era uma promessa. Cada carícia era uma confirmação. Cada orgasmo era uma celebração.
O corpo de Aracely tinha despertado. E eu não planejava deixá-lo voltar a dormir.
A noite avançou. A lua se elevou no céu, iluminando a casa com sua luz prateada. As sombras se alongavam, criando um ambiente íntimo, privado.
Nos deitamos na cama. Não para dormir, mas para fazer o amor. De verdade. Com corpos, com carne, com paixão.
Aracely tirou a camisola. Deixou cair no chão. Estava nua, gostosa, vulnerável. Seu corpo estava cheio de curvas, de suavidade. Sua pele brilhava sob a luz da lua.
Tirei a camisa. Tirei as calças. Estava nu também, vulnerável.
Nos olhamos. Sorrimos.
Depois, nos beijamos. Com paixão. Com intensidade. Com fome.
Nossos lábios se encontraram, se chocaram, se fundiram. Seus lábios eram macios, quentes. Meus lábios eram firmes, apaixonados.
Nossas línguas se entrelaçaram, dançaram, se provaram. Sabíamos um do outro, mas cada beijo era novo, fresco. Nossas mãos se acariciaram, se despiram, se possuíram. As mãos dela eram macias, quentes. Minhas mãos eram firmes, apaixonadas. Nossos corpos se encontraram, se chocaram, se fundiram. O corpo dela era macio, quente. Meu corpo era firme, apaixonado. Fizemos o amor. De verdade. Com corpos, com carne, com paixão. Foi intenso. Foi profundo. Foi eterno. Quando terminamos, ficamos abraçados, sentindo como nossos corpos se acalmavam. O ar do quarto era quente, úmido. Cheirava a sexo, a prazer, a vida. — Isso é só o começo — disse Aracely, com voz suave. — Eu sei — respondi. E assim, na noite de setembro, na casa fria, no quarto quente, começamos nossa nova vida. Juntos. Como mãe e filho. Como amantes. Como família. A hibernação tinha acabado. E o despertar era só o começo.
—Aracely... —murmurei, mais alto desta vez.
Ela se mexeu. Um leve espasmo na perna. Seus olhos se entreabriram, confusos, nublados pelo sono. Olhou-me com aquele olhar perdido de quem acorda bruscamente, sem entender onde está. Suas pupilas estavam dilatadas, negras, profundas.
—Beto? —perguntou, com a voz fraca pelo sono. Era uma voz suave, quebradiça, como se tivesse acabado de sair de um sonho distante.
—Sim, mãe. Sou eu.
—O que você está fazendo aqui? Por que está tão frio?
Inclinei-me em direção à virilha dela. Estava a poucos centímetros da calcinha. Era de renda branca, transparente, úmida pelo suor noturno. Podia ver a forma do clitóris dela através do tecido fino. O algodão da calcinha estava levemente grudado na pele.
—Pra te esquentar —disse, e antes que ela pudesse responder, deslizei minha mão sob o lençol e levantei a parte inferior da camisola de Aracely.
O tecido de algodão se moveu com um som suave,cuspirLevantei a saia até a cintura dela. O ar frio bateu na barriga, fazendo a pele dela se arrepiar por um instante. Depois, desci minhas mãos, até encontrar a borda da calcinha. — Beto, o que você tá fazendo... — disse ela, mas a voz não soava como repreensão. Soava como uma pergunta, uma curiosidade misturada com espanto. Os olhos dela estavam mais abertos agora, fixos no meu rosto, nas minhas mãos, na distância entre nós. Levantei o rendado da calcinha com dois dedos. O tecido deslizou pra baixo, revelando o pubis dela. Estava limpo, raspado, a pele rosada e sensível. O cheiro era mais forte aqui, uma mistura de doçura e salinidade. O ar frio do quarto fazia os lábios maiores dela se contraírem levemente, protegendo o clitóris. Cheguei mais perto. Meu nariz roçou o pubis dela. Ela prendeu a respiração. Senti as coxas dela se tensarem sob minhas mãos. — Beto... — disse ela, mais alto dessa vez. Não era um grito, era uma exclamação de surpresa. — Shhh — falei, colocando um dedo nos lábios dela. Eram quentes, macios. O contato do meu dedo contra a boca dela foi elétrico pros dois. Depois, abaixei a cabeça. Minha boca buscou o clitóris dela. Encontrei rápido, um pequeno botão ereto sob meus lábios. Lambi de leve, um carinho prévio, um aviso. A pele dela estava molhada, escorregadia. — Beto... — sussurrou ela, mas dessa vez a voz tinha um tom diferente. Era mais macia, mais molhada. Os quadris dela se moveram de leve, me buscando. Comecei a lamber. Foi devagar no começo, um carinho molhado, rítmico. Minha língua percorreu o clitóris dela, de cima pra baixo, sentindo a textura da pele. Era macia, como seda, mas com uma sensibilidade extrema. Cada roçada da minha língua fazia o corpo dela tremer. Podia sentir o gosto da intimidade dela, uma mistura de doce e salgado, com um fundo metálico que era único dela.Lambida, lambida.O som da minha língua contra a pele dela era molhado, profundo. Era o som da penetração sem corpo, um som íntimo, privado. Aracely arqueou as costas. Suas mãos se agarraram aos lençóis, enrugando o tecido branco. Seus dedos cravaram-se no algodão. —Oh... Beto... —gemeu ela. Sua voz era um sussurro rouco, cheio de surpresa. Continuei lambendo. Mais rápido agora. Minha língua se movia com precisão, buscando o ponto exato onde o prazer dela se concentrava. Sabia onde estava porque tinha ouvido seus gemidos na escuridão, porque tinha sentido a vibração do corpo dela quando me olhava com aquele olhar faminto. Agora estava aqui, em carne e osso, alimentando essa fome.Slurp, slurp.O som estava mais alto agora, mais molhado. Minha saliva cobria o clitóris dela, deixando-o mais escorregadio, mais sensível. Eu sentia como o corpo dela se tensionava sob a minha boca. As coxas dela se abriram ligeiramente, me convidando a entrar mais fundo. —Beto... sim... —sussurrou ela, com a voz trêmula. Dei mais umas lambidas mais rápidas, mais profundas. Minha língua entrava na carne dela com uma determinação suave. Eu sentia o gosto do prazer dela, uma doçura acre, intensa. Os quadris dela se moviam contra a minha boca, buscando mais fricção, mais pressão.Chlick, chlick, chlick.O ritmo era constante, hipnótico. Minha língua dançava sobre o clitóris dela, alternando entre lambidas suaves e pressões mais firmes. Eu ouvia a respiração dela, que ficava mais agitada, mais curta.
—Ahh... Beto... —gemeu ela, mais alto agora. A voz dela se elevou, quebrando o silêncio do quarto.
Continuei. Sabia que ela estava perto. O corpo dela estava tenso, os dedos nos lençóis estavam brancos de tanta pressão. Eu ouvia como a respiração dela acelerava, como os gemidos ficavam mais agudos.
—Ahh... isso... mais rápido... —disse ela, sem abrir totalmente os olhos. Estava mergulhada na sensação, perdida no prazer.
Dei uma série de lambidas rápidas, profundas, bem no ponto crítico. Minha língua pressionava contra o clitóris dela com uma força constante.
—Beto! —gritou ela, a voz falhando.
E então aconteceu. O corpo dela se arqueou violentamente. Os quadris se moveram pra cima, buscando minha boca. Os gemidos ficaram altos, agudos, cheios de uma liberação intensa.
—TÔ GOZANDOOOO! —gritou ela, a voz ecoando no quarto frio.
—AAAAHHHHHHH! —gemeu ela, o corpo tremendo violentamente sob minha boca.
Senti o clitóris dela pulsando contra minha língua, cada batida um terremoto de prazer. Os quadris dela se moviam pra cima e pra baixo, contra meu rosto, contra minha língua. A respiração dela era errática, ofegante.
—Ahh... ahhh... isso... isso... —gemeu ela, a voz quebrada, cheia de prazer.
Parei um momento, deixando ela curtir o clímax. Depois, voltei a lamber, mais suavemente agora, como um carinho pós-orgasmo. A pele dela estava molhada, brilhante de suor e da minha saliva. O cheiro estava mais intenso agora, mais profundo.
Ela se jogou no travesseiro, exausta, mas sorrindo. Os olhos estavam fechados, os lábios entreabertos, respirando fundo.
—Beto... —sussurrou ela, com a voz ainda trêmula.
—Tá tudo bem? —perguntei, levantando a cabeça. Limpei a boca com as costas da mão.
Ela me olhou. Os olhos estavam brilhantes, úmidos. Sorriu. Um sorriso lento, pleno de satisfação.
—Sim... sim, estou bem. —disse ela, com uma voz suave, quase sussurrante.
Sentei-me na cama, ao lado dela. O frio do quarto batia nas minhas costas, mas meu corpo estava quente, coberto de suor. Aproximei-me dela. Abracei-a. Seu corpo estava quente, úmido. Cheirava a prazer, a libertação.
—Obrigado, mãe —disse, beijando sua testa.
—Não me agradeça, filho —respondeu ela, me abraçando com força. Seu corpo estava rígido, ainda tremendo levemente.
Passamos alguns minutos ali, abraçados, sentindo como nossos corpos se acalmavam. O zumbido do ar-condicionado continuava soando, mas agora o silêncio entre nós era diferente. Já não era o silêncio da ausência, mas o silêncio da presença. O silêncio de duas pessoas que se encontraram.
Levantei-me da cama. O colchão afundou sob meu peso. Vestí-me rapidamente, colocando os pants do pijama e uma camisa. O frio do ar me fez tremer, mas já não me importava. Sentia calor por dentro.
Descemos para tomar café da manhã. A cozinha cheirava a café recém-feito, embora eu não o tivesse feito. Aracely havia preparado o café da manhã antes de eu acordar de vez, ou talvez enquanto eu a acordava. A mesa estava posta com manteiga, geleia de morango e café fumegante.
Sentamo-nos um de frente para o outro. A luz do amanhecer entrava pela janela da cozinha, iluminando a mesa de madeira escura. O aroma do café era intenso, amargo, reconfortante.
—Estava delicioso —disse, dando uma mordida na torrada.
—Fico feliz —respondeu Aracely, sorrindo. Seus olhos me olhavam com uma nova luz, uma mistura de maternidade e algo mais, algo mais profundo, mais íntimo.
—Como você dormiu? —perguntei, tomando um gole de café. O líquido quente percorreu meu peito, me aquecendo por dentro.
—Melhor do que o habitual —respondeu ela, brincando com a xícara. Seus dedos brancos, finos, rodeavam a porcelana. —Senti... sua presença. Como se soubesse que você estava perto.
—Eu também —admiti, olhando nos olhos dela. —Senti seu frio. E sua calor. Ficamos nos olhando. O silêncio entre nós era confortável, carregado de significado. Não precisávamos dizer mais nada. Tínhamos compartilhado algo que não podia ser recuperado, algo que mudava a dinâmica da nossa relação para sempre. —Abraham não está — mencionei Aracely, como se recordando nossa situação. —Eu sei — respondi. —Ele tem turno na plataforma. Volta em dez dias. —Dez dias — repetiu ela, com um suspiro. —São dez dias longos. —Podemos fazer eles mais curtos — disse, sorrindo. Ela sorriu de volta. Um sorriso cúmplice, secreto. A manhã passou rápido. O sol se elevou, esquentando a casa. A temperatura subiu, o frio da manhã deu lugar a um calor suave, agradável. Passamos o dia juntos, cozinhando, limpando, conversando. Mas cada vez que nos tocávamos, cada vez que nossas mãos se roçavam, sentíamos aquela faísca, aquela eletricidade que tínhamos acendido naquela manhã. À tarde, decidimos fazer a comida. Aracely preparou uma salada, e eu fiz o frango na chapa. A cozinha cheirava a azeite de oliva, a frango cozinhando, a limão. Era um aroma reconfortante, caseiro. Terminamos de preparar a comida. O frango estava dourado, suculento. A salada estava fresca, crocante. Pusemos a mesa. —Hoje é sua vez — disse, apontando para a mesa da sala de jantar. —Por quê? — perguntou, levantando uma sobrancelha. —Porque você me deve o almoço — respondi, ela sorrindo. —Tá bom. Senta. Ela se sentou sobre a mesa e eu a fiz deitar. Eu me aproximei dela. Levantei a saia do vestido leve dela. Ela estava vestida com um vestido bem curto, de tecido leve, fresco. Sob o tecido, usava uma calcinha de renda branca, a mesma da manhã. —Aracely — disse, com voz baixa. —Beto... — respondeu ela, me olhando com olhos escuros, profundos. Me ajoelhei na frente dela. A mesa da sala de jantar era de madeira escura, dura. Podia sentir o frio da madeira através dos meus joelhos. Levantei mais a saia dela. As pernas dela estavam expostas ao ar. O ambiente da cozinha estava quente, úmido pela cozimento.
—Aqui — eu disse, apontando para a superfície da mesa.
—Aqui? — ela perguntou, surpresa.
—Sim. Aqui.
Eu a levantei da cadeira e a coloquei de pé sobre a mesa. Ela estava instável no começo, mas depois se equilibrou, apoiando-se nos meus ombros. Suas pernas se abriram, me convidando. A mesa era ampla, suficiente para as pernas dela.
—Está frio — ela disse, sentindo a madeira.
—Está tudo bem — eu disse, e me inclinei em direção a ela.
A calcinha dela estava molhada de novo. Eu a levantei com cuidado, revelando seu clitóris. Estava rosado, sensível, pronto. Minha boca a procurou. Lambê-la.
O som foi diferente aqui. Na mesa, o som da minha língua contra a pele dela era mais seco, mais direto.Chlick, chlick.A madeira ressoava levemente sob seu peso.
—Beto... —gemeu ela, suas mãos agarrando meus ombros. Seus dedos cravaram na minha carne.
Dei lambidas rápidas, profundas. Seu corpo estava tenso, rígido sobre a mesa. Seus quadris se moviam contra minha boca, buscando mais fricção.
—Ahh... sim... —gemeu ela, sua voz ecoando na cozinha vazia.
Continuei. Sabia que ela estava perto. Sua respiração acelerava, seus gemidos ficavam mais agudos. Suas mãos nos meus ombros apertavam com força.
—Estou chegando... —sussurrou ela, com a voz trêmula.
Dei umas lambidas finais, rápidas, intensas. Minha língua pressionava contra seu clitóris com força.
—Beto! —gritou ela, sua voz se rompendo.
—TÔ GOZANDO! —exclamou ela, seu corpo se arqueando sobre a mesa.
—AAAAHHHHHHH! —gemeu ela, seu corpo tremendo violentamente, suas pernas trêmulas.
Senti como seu corpo pulsava contra minha boca, cada batida um terremoto de prazer. Seus quadris se moviam para cima e para baixo, contra minha língua. Sua respiração era errática, ofegante.
—Ahh... ahhh... sim... sim... —gemeu ela, sua voz quebrada, cheia de prazer.
Parei. Levantei de joelhos. Seu corpo relaxou sobre a mesa, exausto, mas sorridente.
—Você tá bem? —perguntei, olhando pra ela.
Ela me olhou. Seus olhos estavam brilhantes, úmidos. Sorriu.
—Sim... sim. De novo.
Abaixei a saia dela. Sentei à mesa com ela. Comemos em silêncio, mas o silêncio era diferente. Era o silêncio da saciedade, da satisfação.
—Foi... intenso —disse Aracely, dando uma mordida no frango.
—Eu sei —respondi, comendo também.
A comida acabou. Ficamos sentados à mesa, nos olhando. O sol se punha, pintando a cozinha de tons laranjas e vermelhos. A luz quente do entardecer entrava pelas janelas, iluminando a poeira que flutuava no ar.
—Agora é sua vez —disse Aracely, apontando pra sala.
—Minha vez? —perguntei, levantando uma sobrancelha.
—Sim. Quero te fazer também.
—Aqui? —perguntei, apontando pra sala.
—Sim. Aqui.
Levantei da mesa. Me dirigi à sofá da sala. Era um sofá grande, de couro marrom, macio. Me deitei nele. Aracely se aproximou. Se ajoelhou na minha frente.
—Tira a calça —disse ela, com voz suave.
Tirei a calça do pijama. Estava nu da cintura pra baixo. Meu pau estava mole, mas ela o tocou. Seus dedos eram macios, quentes. Acariciaram a glande, sentindo sua textura macia, úmida.
—Está frio —disse ela, tocando-o.
—Vai esquentar —respondi, com voz carinhosa e sedutora.
Ela pegou minha mão e me guiou até a boca. Colocou-o na boca. Seus lábios eram macios, quentes. Me chupou lentamente, me provando. Sua língua me envolveu, sentindo meu formato.
—Mmm... —gemeu ela, com voz profunda.
Continuei me movendo dentro da boca dela. Ela me chupava com mais força, mais profundamente. Sentia a umidade da boca dela, o calor da língua. Era uma sensação incrível, diferente do sexo oral que eu fazia nela. Aqui, eu era o receptor, o beneficiário.
—Beto... —sussurrou ela, tirando-o da boca por um momento. —Você está duro.
—Sim —respondi, sentindo meu pau endurecer mais sob o olhar dela.
Ela voltou a colocá-lo na boca. Dessa vez, com mais força. Me chupava com mais profundidade, mais intensidade. A garganta dela vibrava contra minha glande, uma sensação de vibração profunda, intensa.
—Ahh... sim... —gemeu ela, os olhos fechados, concentrados na sensação.
Continuei me movendo dentro da boca dela. Ela acompanhava o ritmo, me chupando com mais força. Sentia a umidade da saliva dela, o calor da boca. Era uma sensação embriagadora, deliciosa.
—Estou chegando perto... —disse.
—Sim... sim... —respondeu ela, acelerando o ritmo.
Colocou-o mais fundo na garganta, chupando com força. Senti como a garganta dela se contraía ao meu redor, uma pressão profunda, intensa.
—Mamãe! —gritei, meu corpo se tensionando no sofá.
—Estou gozando! —exclamei, meu sêmen caindo na boca dela.
—MMMMMM! —gemeu ela, engolindo meu sêmen com avidez.
Senti como meu corpo relaxava, como o prazer se dissipava lentamente. Ela me limpou com cuidado, com a língua, com os lábios.
—Obrigado, mamãe —falei, com voz suave.
—De nada, filho, foi delicioso —respondeu ela, sorrindo.
Ficamos assim, na sala, olhando a televisão ligada, mas sem prestar atenção. A luz da tela iluminava nossos rostos, criando sombras nas nossas caras.
—Agora não vamos nos limitar ao sexo oral —disse Aracely, com voz firme.
—Não —respondi, assentindo.
—Vamos nos beijar com paixão. Nos cantos da casa.
—A cozinha —falei.
—O sofá —disse ela.
—A escada —acrescentei.
—São momentos furtivos —disse ela.
—Cheios de sussurros e carícias profundas —completei.
E assim começou nossa nova vida. Nossa hibernação de décadas tinha acabado. Minha mãe tinha despertado. E eu tinha despertado com ela.
O resto da noite foi uma sequência de beijos, carícias, momentos furtivos. Nos beijamos na cozinha, contra a geladeira, contra a bancada. Nos beijamos na escada, subindo e descendo, sentindo o frio dos degraus sob nossos pés. Nos beijamos no sofá, na cama, no chão.
Cada beijo era uma promessa. Cada carícia era uma confirmação. Cada orgasmo era uma celebração.
O corpo de Aracely tinha despertado. E eu não planejava deixá-lo voltar a dormir.
A noite avançou. A lua se elevou no céu, iluminando a casa com sua luz prateada. As sombras se alongavam, criando um ambiente íntimo, privado.
Nos deitamos na cama. Não para dormir, mas para fazer o amor. De verdade. Com corpos, com carne, com paixão.
Aracely tirou a camisola. Deixou cair no chão. Estava nua, gostosa, vulnerável. Seu corpo estava cheio de curvas, de suavidade. Sua pele brilhava sob a luz da lua.
Tirei a camisa. Tirei as calças. Estava nu também, vulnerável.
Nos olhamos. Sorrimos.
Depois, nos beijamos. Com paixão. Com intensidade. Com fome.
Nossos lábios se encontraram, se chocaram, se fundiram. Seus lábios eram macios, quentes. Meus lábios eram firmes, apaixonados.
Nossas línguas se entrelaçaram, dançaram, se provaram. Sabíamos um do outro, mas cada beijo era novo, fresco. Nossas mãos se acariciaram, se despiram, se possuíram. As mãos dela eram macias, quentes. Minhas mãos eram firmes, apaixonadas. Nossos corpos se encontraram, se chocaram, se fundiram. O corpo dela era macio, quente. Meu corpo era firme, apaixonado. Fizemos o amor. De verdade. Com corpos, com carne, com paixão. Foi intenso. Foi profundo. Foi eterno. Quando terminamos, ficamos abraçados, sentindo como nossos corpos se acalmavam. O ar do quarto era quente, úmido. Cheirava a sexo, a prazer, a vida. — Isso é só o começo — disse Aracely, com voz suave. — Eu sei — respondi. E assim, na noite de setembro, na casa fria, no quarto quente, começamos nossa nova vida. Juntos. Como mãe e filho. Como amantes. Como família. A hibernação tinha acabado. E o despertar era só o começo.
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