A Vale mandou mensagem na quinta. Direto, sem enrolação.aí. Vamos nos juntar? Só nós duas. Nessa sexta, no meu apê. Traz vinho e o que você quiser. E traz também todas as histórias, porque fiquei com vontade de mais.Sofía pensou um segundo e respondeu.Vai. Sexta às nove. E você já sabe o que eu vou vestir.
Já sei. Traz o que você quiser. E leva o que você quiser.Naquela sexta-feira, Mateo ficou em casa, assistindo uma série. Lucas tinha um aniversário. Sofía pegou uma garrafa de vinho, uma bolsa com algumas coisas, e foi pro apê da Vale. Chegou às nove, pontual.
A Vale a esperava com música baixa, duas taças servidas, e um vestido solto, desses de ficar em casa, que deixava os ombros de fora e marcava de leve os peitos. Se abraçaram. Um abraço um pouco mais longo que o normal. Se separaram, se olharam, riram.
—Entra —disse a Vale.
Se sentaram no sofá. Jantaram leve: algo frio, uma tábua de frios, nada pesado. Falaram de bobagem primeiro. Do trabalho. Da família. Dos rolês do grupo. Mas as duas sabiam que a conversa era uma preliminar. Dava pra ver nos olhos delas. A Vale ria diferente. Sofía também.
Em um momento, a Vale serviu mais vinho, se sentou de lado, olhando de frente pra ela, e foi direto.
—Bom. Me conta mais.
—Mais do quê?
—Deles. Do que você faz. Da outra vez você me contou, mas guardou coisas. Agora quero tudo.
—E o que você quer saber?
—Tudo. Como te comem. Como te falam. Onde gozam em você. Tudo.
Sofía riu. Se serviu mais vinho também.
—Tá. Mas depois você conta.
—Eu do quê?
—Do que você fez depois. Quando chegou na sua casa. Do que você me escreveu.
A Vale ficou vermelha.
—Ah, isso.
—Isso. Mas primeiro eu.
Sofía começou. Dessa vez sem guardar nada. Contou como Mateo a fode de frente, olhando pra ela, falando no ouvido, agarrando a bunda dela com as duas mãos. Contou como Lucas a pega pelos quadris e a move como quer, com a mão apoiada no lombar, na tatuagem. Contou como gozam nela, e onde. Na barriga. Nos peitos. Na cara, uma vez. Na boca, outra. E contou como se sentia depois, com a porra morna escorrendo pela pele, com os dois olhando pra ela.
A Vale escutava cada vez mais quieta. Já não ria tanto. Olhava fixo. Em um momento, passou a língua pelos lábios.
—Na cara?
—Sim. Uma vez.
—E você o que fez?
—Deixei. Depois eu tirei com a mão.
—A puta que pariu, Sofi.
—Já sei.
—E nas tetas?
—Também. Um par de vezes. Gozaram lá, e depois passaram nos meus pezinhos com os dedos.
—Uf.
—E você?
—Eu o quê?
—Quando chegou na sua casa. Você me escreveu que se tocou. Que gozou forte.
—Sim.
—Me conta. Com detalhes.
A Vale tomou um gole longo.
—Bom. Quando cheguei, estava tão excitada que tirei tudo na porta. Fui pro quarto, me enfiei na cama, e comecei a pensar em você. No que você tinha me contado.
—E o que você imaginou?
—Primeiro me imaginei no seu lugar. Com dois caras. Um na frente e um atrás. Como você me contou. E com isso comecei a me tocar. Depois me imaginei você. Comendo por essas duas picas grandes. E aí não aguentei mais. Gozei na hora. Forte. Me deixou destruída.
—E agora?
—Agora?
—Agora como você está.
A Vale riu.
—Agora estou igual. Estou aqui, com você, com as histórias frescas, e estou molhada desde que você chegou.
—Desde que cheguei?
—Desde que chegou. Coloquei uma calcinha limpa por via das dúvidas. E já está encharcada.
Sofía riu. Depois olhou pra ela.
—Eu também.
—Você também?
—Eu também. Desde que você me escreveu na quinta, já estava pensando. E vim aqui com a calcinha molhada, pensando no que podia acontecer.
A Vale ficou um segundo sem falar.
—E o que pode acontecer?
—O que você quiser.
Se olharam. A música continuava de fundo. A Vale deixou a taça na mesa. Sofía também. E ficaram quietas, uma de frente pra outra, se medindo.
—Você quer? —perguntou a Vale, em voz baixa.
—Quero.
—E o Mateo?
—Mateo já sabe. Contei que vinha te ver e ele disse "faz o que quiser".
—E ele o que faz?
—Está em casa. Vendo a série. E esperando que eu conte.
A Vale riu.
—Que bom que ele é.
—Já sei.
Se olharam mais um pouco. Nenhuma se mexia. A tensão estava ali, no ar, densa. Em um momento, a Vale esticou a mão e tirou um mecha de cabelo do rosto da Sofía.
—Você tem uma cara de safada —disse.
—Você também. —Eu tô pior. Tô com a buceta escorrendo.
—Me mostra.
—Agora?
—Agora.
A Vale se levantou, levantou o vestido até a cintura e ficou parada na frente da Sofía com a calcinha fio-dental. A calcinha era branca. E no centro, entre as pernas, tinha uma mancha molhada, comprida, que já dava pra ver do outro lado do tecido.
—Olha — disse a Vale.
Sofía olhou. Esticou a mão e passou os dedos por cima do tecido.
—Você tá encharcada.
—Já te falei.
Sofía baixou a calcinha dela devagar. A calcinha caiu no chão. A Vale ficou com o vestido levantado e a buceta de fora. Sofía passou os dedos pelos pelos, pelos lábios, pela entrada. Tava quente. Tava escorrendo. Os dedos saíram brilhando.
—Assim você tá — disse Sofía, e chupou os dedos.
A Vale fechou os olhos.
—Sofi.
—O quê?
—Tira a roupa.
Sofía se levantou. Tirou o vestido pela cabeça. Ficou com um conjunto de renda preta, daqueles com cinta-liga, com os mamilos mal velados pela transparência. A Vale olhou ela de cima a baixo.
—Puta merda. Você se preparou.
—E claro.
—Você tava com isso o dia todo?
—Coloquei antes de sair.
A Vale se aproximou e passou os dedos pela renda, por cima dos mamilos.
—Você é uma safada do caralho.
—Você também.
Se beijaram. Um beijo longo, de língua, as duas paradas na sala, coladas. A Vale agarrou as tetas dela por cima do sutiã. Sofía agarrou a bunda dela. Se apertaram. Ficaram assim, paradas, um tempão, até que foram pro sofá.
Se sentaram. Sofía tirou o vestido da Vale pela cabeça. A Vale ficou pelada. Sofía ainda com o conjunto. Se beijaram de novo, dessa vez com as mãos por todo lado. Sofía agarrou as tetas dela, apertou, chupou os mamilos. A Vale agarrou a bunda dela por cima da calcinha e apertou.
—Tira — disse a Vale, puxando o elástico da calcinha.
—Tira você.
A Vale baixou a calcinha dela devagar. Quando tirou, olhou. A calcinha preta tinha uma mancha no centro, maior que a da Vale. Estava encharcada.
—Olha isso —disse a Vale, mostrando pra gente.
—Já sei.
—Isso é uma poça.
—Você também molhou a cama da outra vez.
—Por sua culpa.
Riram. Se beijaram de novo. Se deitaram no sofá, entrelaçadas. E começaram a se tocar. Devagar primeiro, com os dedos, sem pressa. Sofía passou os dedos pela buceta da Vale, de cima a baixo, comprido. A Vale se arqueou.
—Uy.
—Tá gostando?
—Sim. Continua.
Sofía esfregou o clitóris dela com dois dedos. A Vale gemeu baixinho. Colocou a mão no pulso dela e a guiou, mostrando o ritmo. Depois enfiou dois dedos dentro. A Vale estava quente por dentro, apertava.
—Assim? —perguntou Sofía.
—Assim. Um pouco mais rápido.
Sofía foi mais rápido. A Vale começou a se mover contra a mão dela, com os olhos fechados. Em um momento, agarrou a mão dela e disse:
—Agora você.
Se viraram. A Vale ficou por cima da Sofía e enfiou os dedos. Sofía se arqueou. A Vale procurou o clitóris dela com o polegar enquanto enfiava os dedos, e Sofía começou a gemer, mais alto. Se agarrava no encosto do sofá.
—Não para —disse Sofía.
—Não paro.
A Vale enfiou um terceiro dedo. Sofía gritou. Começou a se mover contra a mão dela, cada vez mais rápido, até que gozou. Gozou com um grito longo, com as pernas tremendo, apertando os dedos dela com a buceta. A Vale não tirou a mão até Sofía parar de tremer.
—Pronto —disse Sofía, sem ar.
—Pronto.
Sofía ficou jogada no sofá, suada, com o corpo brilhando. A Vale se deitou do lado dela, a abraçou, e acariciou a barriga dela.
—Agora você —disse Sofía.
—Não precisa.
—Precisa. Porque eu quero.
A Vale riu.
—Tá bom.
Sofía ficou de joelhos, se meteu entre as pernas da Vale, e fez oral nela. Comprido, com a língua, sem pressa. A Vale agarrou a cabeça dela, se arqueou, gemeu. Sofía passou a língua pelo clitóris, chupou os lábios, enfiou a língua dentro. A Vale começou a se mover contra a boca dela.
—Sofi, assim... assim... não para.
Sofía não parou. Enfiou dois dedos enquanto chupava o clitóris dela. A Vale se agarrou no encosto com as duas mãos e se arqueou. Gritou. Gritou alto. Gozou na boca da Sofía, com as pernas apertando a cabeça dela, com a buceta escorrendo. Sofía engoliu tudo, sem tirar a boca, até que a Vale a soltou.
Ficaram as duas jogadas no sofá, sem ar, rindo.
—Bom —disse a Vale.
—Bom.
—Vamos pra cama?
—Vamos.
Foram pro quarto. Se enfiaram embaixo dos lençóis. Mas antes de deitar, a Vale foi no armário e voltou com uma bolsinha.
—O que você tem aí? —perguntou Sofía.
—Coisas.
Tirou um vibrador pequeno, rosa, com controle remoto. Tirou também um par de bolinhas chinesas. Tirou um lubrificante.
—E isso?
—Por via das dúvidas.
Riram.
Se enfiaram na cama. Começaram de novo. Dessa vez mais devagar, mais tranquilo. Se beijaram longo. Se acariciaram inteiras. Sofía colocou o vibrador na Vale no clitóris e ligou. A Vale se arqueou.
—Uy.
—Forte?
—Um pouco. Baixa.
Sofía baixou. A Vale se acostumou. Começou a se mover contra o vibrador, devagar. Sofía, do lado, olhava. Em um momento, a Vale deu o vibrador pra Sofía e colocou nela as bolinhas chinesas. Enfiou uma, depois a outra. Sofía apertou os dentes.
—É estranho.
—Estranho gostoso.
—É. Estranho gostoso.
A Vale pegou o controle e foi subindo aos poucos. Sofía se contorcia. Em um momento, a Vale tirou as bolinhas, ficou por cima dela, e esfregou a buceta contra a da Sofía. Devagar, buscando o ritmo. Sofía agarrou a bunda dela com as duas mãos e ajudou.
—Assim —disse Sofía.
—Assim.
Se esfregaram. As duas com as bucetas coladas, quentes, molhadas, escorregando uma contra a outra. Se moviam devagar, com os rostos perto, se olhando nos olhos.
—Sofi —disse a Vale, entre dentes.
—O quê.
—Vou gozar.
—Eu também.
—Não para.
—Não paro.
Se esfregaram mais rápido. A Vale escondeu o rosto no pescoço de Sofía. Sofía agarrou a bunda dela com mais força. As duas gozaram quase ao mesmo tempo. A Vale primeiro, com um grito abafado no pescoço da Sofía. Sofía um segundo depois, com um gemido longo, com as pernas tremendo. A Vale continuou se movendo até as duas pararem de tremer.
Ficaram abraçadas, suadas, sem ar.
—Sua puta —disse a Vale.
—Já sei.
—Que bom.
—Que bom, sim.
Ficaram um tempo assim. Depois se tocaram de novo. Mais uma. A Vale fez oral na Sofía outra vez. Sofía gozou gritando, com as mãos agarradas nos lençóis. E depois Sofía fez oral na Vale, e a Vale gozou gritando também, com a cara vermelha, com as pernas tremendo. E depois, já sem ar, ficaram deitadas uma do lado da outra.
—eu —disse a Vale, depois de um tempo.
—O quê.
—Você fica pra dormir?
Sofía olhou o relógio. Era uma e meia.
—Mateo me espera.
—E daí?
—Falei que voltava.
—Mas você pode ficar.
—Posso. Mas não. Melhor eu ir. Assim eu conto tudo pra ele.
A Vale riu.
—Você é uma filha da puta.
—Já sei.
Se levantaram. Sofía juntou a roupa. Se vestiu. A Vale vestiu uma camiseta e a acompanhou até a porta. Se beijaram longo, na porta.
—A gente se vê sábado —disse Sofía.
—Sábado? Com eles?
—Com eles. Mas primeiro eu queria ficar sozinha com você.
—Obrigada.
—De nada.
—Sofi.
—O quê.
—Obrigada por ter me contado tudo. E por isso.
—Obrigada a você.
Se beijaram outra vez. Sofía saiu. A Vale ficou na porta, olhando ela descer a escada.
—Sofi —disse a Vale, quando já estava na metade do caminho.
Sofía se virou.
—O quê.
—Conta pro Mateo que você gozou três vezes.
Sofía riu.
—Vou contar tudo.
—Tudo não.
—Tudo sim. Ele não é ciumento.
—Que sorte a sua.
—Já sei.
Sofía foi embora. Chegou em casa às duas. Mateo estava acordado, com a TV ligada, esperando ela. Olhou pra ela, sorriu, e soube.
—E aí?
—E aí o quê?
—Sofi.
—Foi bom —disse ela, e sentou do lado dele.
—Como assim bom?
—Muito bom.
—Me conta.
E Sofía contou. Tudo. Sem filtro. O sofá, a cama, as bolinhas chinesas, o vibrador, as três vezes. Mateo escutou com atenção, cada vez mais excitado. Quando ela terminou, ele a agarrou pela cintura e a jogou no sofá.
—Agora você tem que me contar de novo —disse ele—. Mas com detalhes.
—Quantos detalhes?
—Todos.
Já sei. Traz o que você quiser. E leva o que você quiser.Naquela sexta-feira, Mateo ficou em casa, assistindo uma série. Lucas tinha um aniversário. Sofía pegou uma garrafa de vinho, uma bolsa com algumas coisas, e foi pro apê da Vale. Chegou às nove, pontual.
A Vale a esperava com música baixa, duas taças servidas, e um vestido solto, desses de ficar em casa, que deixava os ombros de fora e marcava de leve os peitos. Se abraçaram. Um abraço um pouco mais longo que o normal. Se separaram, se olharam, riram.
—Entra —disse a Vale.
Se sentaram no sofá. Jantaram leve: algo frio, uma tábua de frios, nada pesado. Falaram de bobagem primeiro. Do trabalho. Da família. Dos rolês do grupo. Mas as duas sabiam que a conversa era uma preliminar. Dava pra ver nos olhos delas. A Vale ria diferente. Sofía também.
Em um momento, a Vale serviu mais vinho, se sentou de lado, olhando de frente pra ela, e foi direto.
—Bom. Me conta mais.
—Mais do quê?
—Deles. Do que você faz. Da outra vez você me contou, mas guardou coisas. Agora quero tudo.
—E o que você quer saber?
—Tudo. Como te comem. Como te falam. Onde gozam em você. Tudo.
Sofía riu. Se serviu mais vinho também.
—Tá. Mas depois você conta.
—Eu do quê?
—Do que você fez depois. Quando chegou na sua casa. Do que você me escreveu.
A Vale ficou vermelha.
—Ah, isso.
—Isso. Mas primeiro eu.
Sofía começou. Dessa vez sem guardar nada. Contou como Mateo a fode de frente, olhando pra ela, falando no ouvido, agarrando a bunda dela com as duas mãos. Contou como Lucas a pega pelos quadris e a move como quer, com a mão apoiada no lombar, na tatuagem. Contou como gozam nela, e onde. Na barriga. Nos peitos. Na cara, uma vez. Na boca, outra. E contou como se sentia depois, com a porra morna escorrendo pela pele, com os dois olhando pra ela.
A Vale escutava cada vez mais quieta. Já não ria tanto. Olhava fixo. Em um momento, passou a língua pelos lábios.
—Na cara?
—Sim. Uma vez.
—E você o que fez?
—Deixei. Depois eu tirei com a mão.
—A puta que pariu, Sofi.
—Já sei.
—E nas tetas?
—Também. Um par de vezes. Gozaram lá, e depois passaram nos meus pezinhos com os dedos.
—Uf.
—E você?
—Eu o quê?
—Quando chegou na sua casa. Você me escreveu que se tocou. Que gozou forte.
—Sim.
—Me conta. Com detalhes.
A Vale tomou um gole longo.
—Bom. Quando cheguei, estava tão excitada que tirei tudo na porta. Fui pro quarto, me enfiei na cama, e comecei a pensar em você. No que você tinha me contado.
—E o que você imaginou?
—Primeiro me imaginei no seu lugar. Com dois caras. Um na frente e um atrás. Como você me contou. E com isso comecei a me tocar. Depois me imaginei você. Comendo por essas duas picas grandes. E aí não aguentei mais. Gozei na hora. Forte. Me deixou destruída.
—E agora?
—Agora?
—Agora como você está.
A Vale riu.
—Agora estou igual. Estou aqui, com você, com as histórias frescas, e estou molhada desde que você chegou.
—Desde que cheguei?
—Desde que chegou. Coloquei uma calcinha limpa por via das dúvidas. E já está encharcada.
Sofía riu. Depois olhou pra ela.
—Eu também.
—Você também?
—Eu também. Desde que você me escreveu na quinta, já estava pensando. E vim aqui com a calcinha molhada, pensando no que podia acontecer.
A Vale ficou um segundo sem falar.
—E o que pode acontecer?
—O que você quiser.
Se olharam. A música continuava de fundo. A Vale deixou a taça na mesa. Sofía também. E ficaram quietas, uma de frente pra outra, se medindo.
—Você quer? —perguntou a Vale, em voz baixa.
—Quero.
—E o Mateo?
—Mateo já sabe. Contei que vinha te ver e ele disse "faz o que quiser".
—E ele o que faz?
—Está em casa. Vendo a série. E esperando que eu conte.
A Vale riu.
—Que bom que ele é.
—Já sei.
Se olharam mais um pouco. Nenhuma se mexia. A tensão estava ali, no ar, densa. Em um momento, a Vale esticou a mão e tirou um mecha de cabelo do rosto da Sofía.
—Você tem uma cara de safada —disse.
—Você também. —Eu tô pior. Tô com a buceta escorrendo.
—Me mostra.
—Agora?
—Agora.
A Vale se levantou, levantou o vestido até a cintura e ficou parada na frente da Sofía com a calcinha fio-dental. A calcinha era branca. E no centro, entre as pernas, tinha uma mancha molhada, comprida, que já dava pra ver do outro lado do tecido.
—Olha — disse a Vale.
Sofía olhou. Esticou a mão e passou os dedos por cima do tecido.
—Você tá encharcada.
—Já te falei.
Sofía baixou a calcinha dela devagar. A calcinha caiu no chão. A Vale ficou com o vestido levantado e a buceta de fora. Sofía passou os dedos pelos pelos, pelos lábios, pela entrada. Tava quente. Tava escorrendo. Os dedos saíram brilhando.
—Assim você tá — disse Sofía, e chupou os dedos.
A Vale fechou os olhos.
—Sofi.
—O quê?
—Tira a roupa.
Sofía se levantou. Tirou o vestido pela cabeça. Ficou com um conjunto de renda preta, daqueles com cinta-liga, com os mamilos mal velados pela transparência. A Vale olhou ela de cima a baixo.
—Puta merda. Você se preparou.
—E claro.
—Você tava com isso o dia todo?
—Coloquei antes de sair.
A Vale se aproximou e passou os dedos pela renda, por cima dos mamilos.
—Você é uma safada do caralho.
—Você também.
Se beijaram. Um beijo longo, de língua, as duas paradas na sala, coladas. A Vale agarrou as tetas dela por cima do sutiã. Sofía agarrou a bunda dela. Se apertaram. Ficaram assim, paradas, um tempão, até que foram pro sofá.
Se sentaram. Sofía tirou o vestido da Vale pela cabeça. A Vale ficou pelada. Sofía ainda com o conjunto. Se beijaram de novo, dessa vez com as mãos por todo lado. Sofía agarrou as tetas dela, apertou, chupou os mamilos. A Vale agarrou a bunda dela por cima da calcinha e apertou.
—Tira — disse a Vale, puxando o elástico da calcinha.
—Tira você.
A Vale baixou a calcinha dela devagar. Quando tirou, olhou. A calcinha preta tinha uma mancha no centro, maior que a da Vale. Estava encharcada.
—Olha isso —disse a Vale, mostrando pra gente.
—Já sei.
—Isso é uma poça.
—Você também molhou a cama da outra vez.
—Por sua culpa.
Riram. Se beijaram de novo. Se deitaram no sofá, entrelaçadas. E começaram a se tocar. Devagar primeiro, com os dedos, sem pressa. Sofía passou os dedos pela buceta da Vale, de cima a baixo, comprido. A Vale se arqueou.
—Uy.
—Tá gostando?
—Sim. Continua.
Sofía esfregou o clitóris dela com dois dedos. A Vale gemeu baixinho. Colocou a mão no pulso dela e a guiou, mostrando o ritmo. Depois enfiou dois dedos dentro. A Vale estava quente por dentro, apertava.
—Assim? —perguntou Sofía.
—Assim. Um pouco mais rápido.
Sofía foi mais rápido. A Vale começou a se mover contra a mão dela, com os olhos fechados. Em um momento, agarrou a mão dela e disse:
—Agora você.
Se viraram. A Vale ficou por cima da Sofía e enfiou os dedos. Sofía se arqueou. A Vale procurou o clitóris dela com o polegar enquanto enfiava os dedos, e Sofía começou a gemer, mais alto. Se agarrava no encosto do sofá.
—Não para —disse Sofía.
—Não paro.
A Vale enfiou um terceiro dedo. Sofía gritou. Começou a se mover contra a mão dela, cada vez mais rápido, até que gozou. Gozou com um grito longo, com as pernas tremendo, apertando os dedos dela com a buceta. A Vale não tirou a mão até Sofía parar de tremer.
—Pronto —disse Sofía, sem ar.
—Pronto.
Sofía ficou jogada no sofá, suada, com o corpo brilhando. A Vale se deitou do lado dela, a abraçou, e acariciou a barriga dela.
—Agora você —disse Sofía.
—Não precisa.
—Precisa. Porque eu quero.
A Vale riu.
—Tá bom.
Sofía ficou de joelhos, se meteu entre as pernas da Vale, e fez oral nela. Comprido, com a língua, sem pressa. A Vale agarrou a cabeça dela, se arqueou, gemeu. Sofía passou a língua pelo clitóris, chupou os lábios, enfiou a língua dentro. A Vale começou a se mover contra a boca dela.
—Sofi, assim... assim... não para.
Sofía não parou. Enfiou dois dedos enquanto chupava o clitóris dela. A Vale se agarrou no encosto com as duas mãos e se arqueou. Gritou. Gritou alto. Gozou na boca da Sofía, com as pernas apertando a cabeça dela, com a buceta escorrendo. Sofía engoliu tudo, sem tirar a boca, até que a Vale a soltou.
Ficaram as duas jogadas no sofá, sem ar, rindo.
—Bom —disse a Vale.
—Bom.
—Vamos pra cama?
—Vamos.
Foram pro quarto. Se enfiaram embaixo dos lençóis. Mas antes de deitar, a Vale foi no armário e voltou com uma bolsinha.
—O que você tem aí? —perguntou Sofía.
—Coisas.
Tirou um vibrador pequeno, rosa, com controle remoto. Tirou também um par de bolinhas chinesas. Tirou um lubrificante.
—E isso?
—Por via das dúvidas.
Riram.
Se enfiaram na cama. Começaram de novo. Dessa vez mais devagar, mais tranquilo. Se beijaram longo. Se acariciaram inteiras. Sofía colocou o vibrador na Vale no clitóris e ligou. A Vale se arqueou.
—Uy.
—Forte?
—Um pouco. Baixa.
Sofía baixou. A Vale se acostumou. Começou a se mover contra o vibrador, devagar. Sofía, do lado, olhava. Em um momento, a Vale deu o vibrador pra Sofía e colocou nela as bolinhas chinesas. Enfiou uma, depois a outra. Sofía apertou os dentes.
—É estranho.
—Estranho gostoso.
—É. Estranho gostoso.
A Vale pegou o controle e foi subindo aos poucos. Sofía se contorcia. Em um momento, a Vale tirou as bolinhas, ficou por cima dela, e esfregou a buceta contra a da Sofía. Devagar, buscando o ritmo. Sofía agarrou a bunda dela com as duas mãos e ajudou.
—Assim —disse Sofía.
—Assim.
Se esfregaram. As duas com as bucetas coladas, quentes, molhadas, escorregando uma contra a outra. Se moviam devagar, com os rostos perto, se olhando nos olhos.
—Sofi —disse a Vale, entre dentes.
—O quê.
—Vou gozar.
—Eu também.
—Não para.
—Não paro.
Se esfregaram mais rápido. A Vale escondeu o rosto no pescoço de Sofía. Sofía agarrou a bunda dela com mais força. As duas gozaram quase ao mesmo tempo. A Vale primeiro, com um grito abafado no pescoço da Sofía. Sofía um segundo depois, com um gemido longo, com as pernas tremendo. A Vale continuou se movendo até as duas pararem de tremer.
Ficaram abraçadas, suadas, sem ar.
—Sua puta —disse a Vale.
—Já sei.
—Que bom.
—Que bom, sim.
Ficaram um tempo assim. Depois se tocaram de novo. Mais uma. A Vale fez oral na Sofía outra vez. Sofía gozou gritando, com as mãos agarradas nos lençóis. E depois Sofía fez oral na Vale, e a Vale gozou gritando também, com a cara vermelha, com as pernas tremendo. E depois, já sem ar, ficaram deitadas uma do lado da outra.
—eu —disse a Vale, depois de um tempo.
—O quê.
—Você fica pra dormir?
Sofía olhou o relógio. Era uma e meia.
—Mateo me espera.
—E daí?
—Falei que voltava.
—Mas você pode ficar.
—Posso. Mas não. Melhor eu ir. Assim eu conto tudo pra ele.
A Vale riu.
—Você é uma filha da puta.
—Já sei.
Se levantaram. Sofía juntou a roupa. Se vestiu. A Vale vestiu uma camiseta e a acompanhou até a porta. Se beijaram longo, na porta.
—A gente se vê sábado —disse Sofía.
—Sábado? Com eles?
—Com eles. Mas primeiro eu queria ficar sozinha com você.
—Obrigada.
—De nada.
—Sofi.
—O quê.
—Obrigada por ter me contado tudo. E por isso.
—Obrigada a você.
Se beijaram outra vez. Sofía saiu. A Vale ficou na porta, olhando ela descer a escada.
—Sofi —disse a Vale, quando já estava na metade do caminho.
Sofía se virou.
—O quê.
—Conta pro Mateo que você gozou três vezes.
Sofía riu.
—Vou contar tudo.
—Tudo não.
—Tudo sim. Ele não é ciumento.
—Que sorte a sua.
—Já sei.
Sofía foi embora. Chegou em casa às duas. Mateo estava acordado, com a TV ligada, esperando ela. Olhou pra ela, sorriu, e soube.
—E aí?
—E aí o quê?
—Sofi.
—Foi bom —disse ela, e sentou do lado dele.
—Como assim bom?
—Muito bom.
—Me conta.
E Sofía contou. Tudo. Sem filtro. O sofá, a cama, as bolinhas chinesas, o vibrador, as três vezes. Mateo escutou com atenção, cada vez mais excitado. Quando ela terminou, ele a agarrou pela cintura e a jogou no sofá.
—Agora você tem que me contar de novo —disse ele—. Mas com detalhes.
—Quantos detalhes?
—Todos.
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