Mãe inicia filho virgem com uma acompanhante

A rodovia desenha linhas vermelhas e brancas enquanto me afasto do centro. Chego tarde em casa, como quase todos os dias. Marisa já deixou o jantar preparado. —Tudo em ordem, Marisa? —pergunto. —Sim, Nancy. Tommy igual como sempre. Deixei ele com o computador. Quer que eu dê a comida pra ele? —Não, obrigada. Me atrasei, ficou tardíssimo. Eu cuido disso. Atravesso o corredor com a bandeja. Tommy está deitado na cama ortopédica. A tela na altura dos olhos. —Filho, trouxe sua comida. —Não tô com fome. O mesmo ritual de todas as noites. —Vai, vamos, você precisa se alimentar, depois você continua no computador. Empurro a tela e apoio a bandeja numa mesinha. Dou um pedaço de carne pra ele. Ele resiste um pouco mas depois abre a boca. —Como foi seu dia? —ele me pergunta. —Bem, acho que já fechamos o acordo com o banco. E você? Algo parecido com um sorriso aparece nos lábios dele. —Excelente. O jogo de futebol me cansou, mas mesmo assim à tarde fui escalar. O treinador disse que me quer no time olímpico. Olho para as pernas imóveis e os braços flácidos dele. Ele devora outro bocado e bebe água com um canudo. —Ultimamente você tá mais criativo com seu sarcasmo. E a faculdade? Você se conectou? —Chata. Não aprendi nada novo. Quando termina de jantar dou um beijo na testa dele e ponho os pratos na lava-louças. Eu não tô com vontade de comer, a reunião me deixou muito acelerada. Na cama fico me virando de um lado pro outro, e vou preparar um chá. Uma luz azul escapa pela soleira da porta do Tommy. Olho a hora. Três da manhã. Esse menino não me dá sossego. Abro a porta e uns gemidos saem do monitor. Ele tá tão concentrado que nem percebe que parei do lado dele. No computador, duas mulheres praticam sexo oral e brincam com aparelhos que eu nem sabia que existiam. —Tommy? —O que você tá fazendo aqui? Por que não bate? —Desculpa, é que escutei um gemido e assustei. O que você está vendo? —Não é da sua conta. —Pornô? Agora você vê pornô? —O que tem de estranho? Estou pesquisando. Desligo o monitor que continua projetando a imagem obscena de uma enorme buceta ocupando o centro. Sento na beira da cama. —Tommy. O que está acontecendo com você, filho? —Sério que você me pergunta? Olha pra mim. Só consigo mover o pescoço e esse dedo. Estou vendo tudo o que nunca vou ter. Nenhuma mulher vai querer transar comigo. —Não seja assim. Existem casos documentados de casais… —Por favor, não seja ingênua. Eu nem sequer consigo… —O quê? —Eu nem sequer consigo me tocar… ou tocar outra mulher. Melhor me deixar sozinho. Saio do quarto e fecho a porta atrás de mim. Fico apoiada contra a madeira, sem ar, sentindo uma opressão brutal no peito. A culpa me atinge com a mesma força de sempre, mas dessa vez dói mais. Aos trinta e dois anos, apavorada de que a vida escorresse entre os meus dedos, quis ser mãe a qualquer custo. Fui a uma clínica, escolhi um doador anônimo e o trouxe ao mundo para satisfazer meu próprio egoísmo. E o trouxe quebrado. Essa é a verdade que não ouso contar a ninguém. Aos cinquenta, achava que tinha lidado bem com a doença dele, mas essa conversa é dura demais. Minha vida sempre foi uma soma de assistentes terapêuticos, tratamentos experimentais, enfermeiras e uma rotina que gira em torno do meu pequeno. Em toda essa loucura, acho que esqueci que meu filho estava mudando e tinha outro tipo de necessidades. O assunto me ultrapassa. Não pretendo falar com o médico sobre isso e, claramente, não tenho ideia de como ajudá-lo. Naquela noite fico acordada navegando na internet. Entro em fóruns. Sites especializados. Artigos científicos. Chego a uma conclusão. Tommy precisa de alguém que possa dar a ele algo que eu não posso oferecer. Uma terapeuta sexual, ou em português: uma profissional do sexo. Navego. Entro e saio assustada de sites de acompanhantes. Mulheres jovens seminuas que se oferecem como carne de supermercado. É demais. Tommy precisa de alguém que possa dar a ele o cuidado que seu estado exige e não uma garotinha que, quando o vir, saia correndo assustada. Finalmente chego a uma página. Tania Love. Uma mulher de cinquenta e cinco anos. Bem. Preciso de alguém experiente. Tem uma figura perfeita, curvas marcadas, peitos firmes e a elegância de uma mulher sofisticada. Não é vulgar. Não há nudes. Suas fotos são produzidas, com vestidos insinuantes, mas adequados à sua idade. Uma verdadeira dama de companhia. Inicio o chat. Explico que é para uma situação «extraordinária». Combinamos nos encontrar no dia seguinte em um café. —Nancy? —me diz uma voz suave e doce. Levanto o olhar e me surpreendo. É uma mulher cativante, com um sorriso magnético e pequenas rugas no canto dos olhos que transmitem uma estranha e sedutora tranquilidade. Não se veste como no site. Usa uns jeans justos que marcam seu quadril, tênis urbanos e uma blusa de seda solta que insinua mais do que mostra. —Sim, Tania? Ela se aproxima e me dá dois beijos. Um em cada bochecha. Seu perfume é sutil mas penetrante. Nos sentamos para conversar. Há algo na maneira dela de me olhar, direta e sem piscar, que me desarma. Falamos de tudo um pouco, até que do café só resta uma mancha marrom na xícara. O tempo parece ter se desfeito entre nós. —Me diga, Nancy, por que você me contatou? —pergunta, inclinando-se levemente para frente—. E não me diga que foi pelo meu charme. Atrás desses olhos cansados há urgência. Sorrio, levemente corada pelo escrutínio dela. —É meu filho, Tommy. Tem dezoito anos e nasceu com Apraxia Eferente Generalizada. Um caso em milhões. Basicamente, raciocina perfeitamente e tem sensibilidade no corpo todo, mas não consegue mover nada exceto o pescoço e um dedo indicador. Tania apoia a mão sobre a minha na mesa. Seus dedos são quentes e firmes. Um arrepio percorre meu braço. —Entendo. Mas me diz onde eu me encaixo nisso tudo. —Ele nunca esteve com… você sabe. Ultimamente a frustração está consumindo ele. Ele fica vendo pornografia direto. Até agora ele tem sido muito forte, mas me apavora que ele caia numa depressão. Preciso que alguém... inicie ele. Tania solta minha mão devagar e se recosta na cadeira, me avaliando de cima a baixo de um jeito que me faz sentir de repente exposta. —Entendi. Posso te ajudar, mas eu não funciono como um brinquedo delivery. Se eu vou entrar na intimidade da sua casa e do seu filho, preciso de colaboração. Isso é um trabalho em equipe. Você está disposta a se envolver? —Me envolver? —repito, desnorteada pela intensidade do tom dela—. Achei que a gente ia falar de um serviço. —Já lidei com casos parecidos, Nancy, e na minha experiência, pros caras que sofrem de doenças incapacitantes, a mãe nunca é «só a mãe». O olhar dela se crava no meu, carregado de uma promessa indecifrável que acelera meu pulso. —Não tô te entendendo —falo. —A gente chega lá, mas antes, você tem certeza de que tudo funciona nele? —pergunta de repente, mudando o tom pra um bem mais clínico. —Totalmente. Quando eu dou banho nele e limpo as partes dele, fica duro que nem mola. E mesmo que ele não consiga se tocar, de vez em quando vejo os restos involuntários na cueca dele. —O que você acha do membro dele? —O que eu teria que achar? —respondo, desconfortável, me remexendo na cadeira. —Me descreve ele. É grande, pequeno, grosso, fino? —Não entendo o que isso tem a ver. Tania dá um sorriso cúmplice e se inclina de novo na minha direção, baixando a voz. —Vai na minha, por favor. —Tá bom. Não é muito grande. É macio. Pra mim é mais higiênico pra limpar que ele não tenha pelo, então eu tiro. Isso dá uma aparência angelical… quê? Por que você tá me olhando assim? —Por nada. É que é a primeira vez que ouço o termo angelical. É muito bonito. Você diria que é atraente? —Tudo nele é atraente. Se não Se ele tivesse essa maldita doença, mais de uma garota morreria por ele. —Você nunca pensou em ajudá-lo? —Ajudá-lo… como? —Masturbá-lo. —O quê? Sou a mãe dele. Como eu poderia? —Imagino que a parte técnica você conhece. —Mas supõe-se que uma mãe não deveria… Meu rosto se tinge de vermelho e faço um sinal pro garçom pedindo mais dois cafés, embora preferisse uma taça de vinho. —Você também não deveria dar banho nele ou dar comida na boca dele, e no entanto você faz. —É diferente. —Por quê? —Não sei, acho que é um limite que eu não conseguiria cruzar. Não consigo me imaginar falando com o padre sobre como eu provoco ejaculações no meu filho. Me excomungariam na hora. —Duvido que se o padre for inteligente ele se escandalize, mas te entendo. Agora me faça um favor. Imagina que esse limite moral não existisse, você nunca pensou em tocá-lo um pouco mais do que devia quando dá banho nele? —Tania, eu não sou de pedra, faz dez anos que não transo com ninguém, você acha que eu nunca me imaginei brincando com essa dureza? Mas não vejo o que isso tem a ver com o que eu preciso. —Vou ser franca, Nancy. Por experiência te digo que o sucesso de tudo isso depende da liberdade mental que a mãe tem. A sexualidade é como comer, se vestir ou tomar banho. São necessidades básicas. Quando a mãe encara isso com naturalidade e acompanha o processo, tudo flui. Mas se ela vive com culpa, o filho também percebe e geralmente não dá certo. —Não te entendo. A que você se refere? —Tommy não é uma planta. Você vai ter que falar com ele sobre isso e ele vai ter que concordar. Se você duvida, mas o obriga, ele vai acabar sentindo que está fazendo algo errado. Provavelmente ele não tem amigos nem outras pessoas com quem falar sobre o que acontece com ele. Eu sou uma estranha pra ele. Se a gente quer que isso funcione, você tem que estar convencida e acompanhá-lo no processo. —Acompanhá-lo? —No começo ele vai ter muito medo. Vai precisar que você esteja com ele e o tranquilize. Que ele sinta que é algo natural e que você aprova. —Não me Imaginei que seria assim. Você diz que eu tenho que estar presente?

—Nancy, não vou te enganar. Nesses assuntos, Tommy é como um garotinho começando a escola. Precisa de adaptação. Se você quer que funcione para o Tommy, vai ter que deixar muitos preconceitos de lado. Você é o único apoio dele.

—Mas… mas você quer que eu olhe quando você transar com ele?

—Não tenho ideia do que vai acontecer nas primeiras sessões. Talvez a gente fique pelado e não aconteça nada, ou talvez a gente transe. Tudo depende de como fluir o momento. A pergunta é se você está disposta a acompanhar ele, não importa o que aconteça.

—É pesado demais.

—Você não precisa decidir agora. Pensa nisso, você já sabe onde me encontrar. Quando estiver segura, marcamos um horário no meu apartamento.

—E enquanto isso, o que eu devo fazer?

—Se quer um conselho, quando você se tocar, tenta imaginar esse pau. Isso vai te ajudar a vencer tantos preconceitos.

Tania se levanta, me dá um beijo e deixa umas notas na mesa.

—Espera, quanto eu te devo?

—Nada. Eu não cobro um café das minhas amigas. —Ela pisca pra mim e sai pela porta.

Me tocar. Essa mulher não tem noção do que fala. Ela acabou de me recomendar que eu me toque pensando no meu filho. Que cara de pau. Isso nunca vai acontecer. E mesmo se eu quisesse, meu corpo tá adormecido há dez anos. Lá embaixo só tem aridez e um esquecimento que dói. Não sei o que ela pretende.

No dia seguinte tenho que dar banho nele. É um processo complicado, mas eu virei uma expert. Tommy se move com maestria na cadeira elétrica e os comandos de voz ajudam muito. Antes eu tinha que levantar ele sozinha, mas agora a cadeira se ajusta até deixar ele na altura da banheira.

Passo a esponja ensaboada pelo corpo dele, e como sempre, a tensão aparece. Eu tento ignorar, mas as palavras da Tania ainda ecoam na minha cabeça. Cubro minhas mãos de espuma e esfrego com cuidado. É macio e a pele clara. Umas veias azuis contornam a massa de carne e se enfiam numa ponta rosada. Deslizo os dedos pelas dobras com delicadeza. Com a outra mão me enfio na parte mais íntima dela. É algo que faço sempre, mas costuma ser um procedimento rápido e despreocupado. Dessa vez meus dedos procuram a entrada e brincam na porta, dilatando-a um pouco com a água ensaboada. —O que você tá fazendo? —ele me pergunta. —Você não gosta? —Gosto, mas você nunca tinha feito isso antes. —Tô limpando bem, só isso —minto. —Tá diferente. Continuo massageando bem devagar a dureza, mas quando fica evidente que a área tá mais do que higienizada eu paro. De jeito nenhum vou deixar o garoto fazer uma bagunça. Não saberia como lidar. Eu o seco e o visto. Almoçamos na sala com Chopin de fundo. —Filho —digo enquanto aproximo uma colher de sopa da boca dele—, tava pensando no que você me falou na outra noite. —O que tem isso. —Eu continuo achando que você ainda pode ter um relacionamento. —Mãe, de novo com suas fantasias? —ele me interrompe. —Deixa eu terminar. Acho que é algo possível se você se esforçar, mas também acho que antes você precisa experimentar. —Do que você tá falando? —Contatei uma pessoa. Ela pode nos ajudar pra que você tenha as experiências que não pôde ter até agora. —Mais uma enfermeira? Tô cansado dos terapeutas. Além disso soa como algo muito impessoal. Não sou uma vaca pra ser ordenhada. —Ela não é assim, te prometo. Além disso eu estaria com você, se você não gostar podemos parar a qualquer momento. —Não sei. Vamos esperar um pouco, melhor. Naquela noite me deito nua. Passo os dedos pelos peitos e desço procurando minhas dobras. A fricção inicial arde. Tô quase desistindo, mas a imagem do banheiro me acerta de frente. De repente, uma umidade que eu não reconhecia há anos relaxa a tensão e permite que meus dedos escorreguem. Acelero o ritmo. A respiração trava na garganta, arqueio as costas contra os lençóis e afundo o rosto no travesseiro buscando aquele último puxão de alívio. —Mãe —Tommy me grita do quarto dela. Coloco o roupão e entro. —O que aconteceu? —me pergunta—. Ouvi gemidos. —A TV —minto. Tommy morde o lábio inferior. Sinal de que quer me dizer algo. —Você achou bom? A terapeuta, digo. —Gostei muito, acho que é alguém que sabe o que faz. —Ela é jovem? —Tem mais ou menos a minha idade, mas parece um pouco mais nova. —Gosto que ela tenha a sua idade. Você pode chamá-la? Combino com Tania um sábado à tarde. Ela bloqueia toda a agenda para que não precisemos nos preocupar com o tempo que a sessão vai levar. O apartamento fica em uma das áreas mais nobres da cidade. É um prédio de vanguarda, livre de luxos desnecessários. Dentro, os ambientes seguem a mesma estética sem ostentação. Avançamos pelo piso de cimento alisado e ficamos na sala principal. Tania nos recebe com um vestido preto justo ao corpo. Por baixo, não usa sutiã. Nos serve uns refrigerantes como se fôssemos amigas de longa data. —Então você é o Tommy. —É o que dizem —responde ele com timidez. —Me diz, o que você está estudando? —Engenharia de sistemas. A distância. A conversa se estende enquanto eu torço os dedos. Tania o incentiva a falar do futuro dele, de como se sente, dos colegas de classe. Faz isso com tanta destreza que logo meu filho se solta e confia nela como se fosse da família. —Sua mãe te explicou por que estamos aqui? —pergunta. —Mais ou menos, mas ela é meio confusa nas explicações. Talvez você possa explicar melhor. O calor sobe pelo meu pescoço até as bochechas, mas me contenho. Tania continua. —Me diz uma coisa. Essa cadeira que você usa, como funciona? —É um dos últimos modelos. O primeiro foi inventado para o Stephen Hawking e pessoas que sofrem de ELA. Depois adaptaram para mim. Posso dar instruções orais, e também com a cabeça, os olhos ou a boca. Debaixo do meu dedo também tem controles. Aponta com o olhar para o indicador. —Você se sente mal ao usar um aparelho pra te mover? —Por que eu deveria me sentir mal? Isso me permite fazer coisas que minha condição me impede. Todo mundo precisa de alguma ajuda. É como se as pessoas se sentissem mal por usar um carro. —Bom. Adoro sua resposta, Tommy. Quero que você pense nisso. A sexualidade é algo que faz parte da nossa vida. Uma parte essencial. Mas dada a sua condição, você precisa de uma ajudinha pra poder ter uma sexualidade plena. Meu papel será acompanhar vocês pra que possam viver essa sexualidade sem problemas. —Acompanhar a gente? —Tommy me olha. —Você gostaria que a gente começasse? Tommy assente e segue Tania pro quarto. Eu vou atrás. Um perfume suave me envolve ao cruzar a soleira; cheira a sândalo, madeira e cítricos. —Tommy, a sexualidade exige que a gente derrube todas as barreiras que nos impedem de aproveitar. As mentais e as físicas. Por isso precisamos tirar a roupa. Podemos tirar sua roupa? Ele assente. Ajudo Tania a desvesti-lo e entre as duas ajeitamos seu corpo miúdo e frágil sobre os lençóis brancos. Me afasto alguns passos. —Você vai embora? —pergunta com tom suplicante. —Não, amor. Vou ficar aqui sentada no quarto. Como te prometi. Tania para do lado da cama e desabotoa os botões do vestido, um a um. O tecido preto escorrega até o chão, deixando à mostra um corpo de tirar o fôlego, de curvas marcadas, glúteos firmes e peitos empinados. Sempre me considerei uma mulher que cuida da figura, mas diante dessa escultura toda comparação é inútil. Meus quadris me pesam, os peitos acusam a gravidade, e o fantasma da celulite martela minha cabeça. Ela senta na beira da cama e acaricia a bochecha dele. Depois desce com a mão pelo pescoço e pelo peito. —Você gosta? —Muito. —Você gostaria que eu te beijasse? Antes que Tommy possa responder, Tania se aproxima e pousa os lábios sobre os do meu filho. Com paciência guia o beijo, convidando o garoto a se abrir pra dar passagem à sua língua. Deixa cair o peso do torso sobre ele; a fricção dos seios nus roça a pele do garoto. O corpo de Tommy muda. Algo começa a crescer em sua virilha.

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