Capítulo 09 (Parte 2).
Sutileza Nível ZeroIt looks like you sent an empty message. Please send the Spanish text you'd like me to translate into Brazilian Portuguese, and I'll get right to it.
—eu… naquele momento em que você ficou só de regata com os peitos marcando… aconteceu uma coisa —falei, depois de alguns minutos de TV sem nada de interessante—. Uma coisa que eu não te contei.
—O quê? —perguntou ela, intrigada.
—A Silvia Daneri me tocou.
Katia virou a cabeça na minha direção com uma mistura de surpresa e riso contido.
—Como assim, ele te tocou? A perna?
—Não, não… ele agarrou meu pau. Assim, sem mais nem menos.
—Bom, levando em conta o que aconteceu depois… não me surpreende.
—Sim, eu sei. Mas naquele momento… eu não sabia onde me enfiar. Enquanto eu falava do balanço trimestral, ela me sacudia o pau. Imagina o nível de perversão.
—Sério?! —ela se levantou um pouco, com os olhos bem abertos—. Não vi nada.
—Claro que não. Foi sutil. Pelo menos da cintura pra cima. Ela nem se abalou. Continuou com aquele jeitinho de profissionalismo inabalável. Mas embaixo da mesa era outra história. Apertou forte. O polegar fazendo círculos. Foi difícil não engasgar com o power point.
Katia tapou a boca, entre divertida e assustada.
—E você, o que fez?
—Ficou dura… e eu continuei falando de ratios de investimento. O que eu ia fazer? Fiquei parado. Como se fosse parte do mobiliário.
Ela soltou uma risada curta, mas genuína.
—E você gostou que a Dona Profissional ficou apalpando sua buceta?
—Me senti como um espécime raro tendo o pau medido pra um experimento.
—Mas você não respondeu a pergunta…
—Não vou responder ela.
—Ahã.
Ela voltou a apoiar a cabeça no encosto, ainda sorrindo. Na tela, uma confeiteira nervosa tentava segurar uma torre de profiteroles. E como sempre, alguma coisa cambaleou.
Eu também. Por dentro.
* * *
Porque o único oxigênio que circulava naquela sala não tinha nada a ver com o clima.
O clima na sala estava pesado. Não por tensão de trabalho, não. Era outra coisa. Algo parecido com quando a gente vê que uma cadeira está prestes a cair e ninguém faz nada pra evitar. Só olham. Fixamente. Em câmera lenta.
Eu tentava me manter profissional. Voz firme, tom monótono, mãos paradas sobre a mesa. Mas todo o resto… era um caos controlado. A concentração escorria pelos meus dedos como água.
E falando em dedos: os da Silvia estavam me dando uma massagem na ponta da glande, digna de um spa daqueles "com final feliz". Não sei como, mas ela tinha conseguido abrir meu zíper. A única coisa entre os dedos dela e meu pau era o tecido fino da minha cueca.
A tela mostrava gráficos que eu já tinha visto mil vezes, mas de repente pareciam estar em outro idioma. As palavras saíam da minha memória, como um encantamento decorado, mas minha mente estava em outro lugar. No peso exato de um silêncio. No calor que não vinha do ar-condicionado.
Eu não conseguia olhar pra Katia. Não queria. Tinha algo perigosamente vivo no ar. Uma eletricidade parada, contida. Como se tudo estivesse prestes a virar um escândalo, mas sem ninguém fazer um único barulho.
E aí, Silvia Daneri falou.
—Tá bom — disse ela, cruzando as pernas com precisão cirúrgica —. Chega dessa farsa.
Stella apertou a mandíbula. Eu congelei. Katia puxou a alça da regata com um sorriso inocente, como se ainda não tivesse notado que seu mamilo estava a uma decisão de aparecer em cena.
—Olha, Silvia… —começou Stella, como se ensaiasse uma tentativa de controle de danos—. Eu sei que cometi um erro com as datas. Foi uma confusão menor, técnica. Tenho certeza de que podemos resolver isso essa semana.
Silvia levantou uma sobrancelha.
—Não me interessa o erro. Nem esse, nem outros mais grosseiros que encontrei na sua apresentação. Estou disposta a ignorar tudo. Mesmo que isso me custe horas de trabalho extra. E é exatamente isso que eu quero. Uma compensação, por tudo que vai me custar salvar o seu rabo. Nunca vi um relatório tão desleixado.
Eu pisquei.
Stella engoliu em seco. Katia procurou um clipe com a mesma fé com que se procura um trevo de quatro folhas.
—Sério mesmo? — disse Stella, animada —. E o que você precisa em troca?
Silvia, sem parar de me masturbar por cima do cueca, disse:
—Quero um tempo a sós nesse escritório.
Pausa.
Silêncio.
Stella olhou pra Katia. Depois pra mim. Depois de novo pra Katia.
—Katia? —perguntou, e virou-se para ela—. Você estaria disposta a…?
—O quê? —interrompeu Silvia, irritada—. Quem falou da Katia?
Stella franziu a testa. Eu tentava explicar com o olhar o que estava acontecendo embaixo da mesa. Stella nem me notou.
—É que… você me deu seu número. Num bilhete. Com coraçõeszinhos — ele disse —. Não era pra Katia?
Silvia olhou para ela como se tivesse acabado de descobrir um mosquito dentro do copo.
—Será que eu tenho cara de lésbica? —disse ela, com uma frieza de bisturi—. Eu te dei o bilhete... e achei que estava óbvio pra quem ele era destinado.
Stella não soube o que dizer. Literalmente. Sua boca se abriu um pouco. Nenhum som saiu.
Eu senti o sangue abandonando minhas pernas… e subindo até a ponta do meu pau.
—Eu… —começou Stella, fraca—. Achei que… pelo jeito que você olhava pra Katia…
—Eu estava avaliando ela. Tecnicamente. Igual ao relatório. Embora, devo admitir, a tentativa de sedução dela foi… peculiar.
Katia sorriu como se tivesse ganhado uma medalha de plástico que diz "obrigado por participar
Silvia se recostou levemente na cadeira.
—Mas nessa idade, já não tenho tempo pra enrolação. Eu gosto do garoto. O sério — apertou meu pau, pra enfatizar —. O que encara tudo isso como se estivesse defendendo uma tese de doutorado sobre xerox.
Eu abri a boca. Não saíram palavras. Só ar.
—Se a gente puder ter um tempo a sós nesse escritório —ela continuou, com total tranquilidade—. Sem que ninguém conte pro meu marido, claro… eu vou feliz da vida. E a parada do relatório fica como um simples mal-entendido.
Katia e Stella se viraram para mim ao mesmo tempo.
Dois olhares. Uma pergunta muda. Um destino.
Eu, Abel, o chato, o certinho, o paladino da contenção orçamentária, ia ter que entrar no jogo.
E o pior é que eu não sabia se precisava de um plano… ou de uma bênção
—E você, o que sentiu quando ele disse que queria ficar a sós com você? —perguntou Katia de repente, sem olhar para mim.
A TV continuava ligada. Bolos desmoronando, gente chorando com batedeiras na mão. Eu não respondi na hora. Tinha aprendido que algumas perguntas não se respondem no calor do momento, nem a sangue frio. Só mornas, como os silêncios que a gente arrasta até não ter outra opção a não ser abri-los.
—Não sei se "senti" algo —murmurei no final—. Foi mais como se o tempo tivesse se comprimido. Tipo… quando você tá prestes a bater em algo e seu corpo reage antes de você. Só que em vez de desviar, eu fiquei ali. Vendo o impacto chegar em câmera lenta.
Katia assentiu, sem ironia.
—A Stella disse que alguém tinha que se sacrificar pelo bem do time — falou, abaixando a voz pra imitá-la —. E eu pensei “Óbvio que vai sobrar pro Abel. Se tem que sofrer, escolhem ele”.
—Valeu —bufei, com uma careta.
—Não falei brincando. Você é o mais... profissional. O que não vai quebrar nada. Nem chorar. Nem fugir pela janela.
—Também não me ofereci.
—Não. Mas você ficou.
Essa última parte ele disse sem rir. Como quem reconhece uma ferida, mas também uma lealdade.
Não disse nada. Não porque não tivesse palavras, mas porque se abrisse a boca, podiam sair as erradas. Ou todas juntas.
Katia suspirou e se espreguiçou no sofá. O pé dela tocou o meu de leve, por acidente, ou nem tanto. Mas ela não tirou.
—Igual, você foi um herói — disse ela, dessa vez sorrindo de verdade.
—Um mártir —corrigi.
—Cala a boca, otário… a Silvia Daneri é muito gostosa. Dá até pra dizer que ela te fez um favor.
Sorri, olhando pra TV como se o prêmio principal da competição tivesse ido pro participante que esqueceu de colocar açúcar na sobremesa.
Uma vitória imerecida. Uma medalha sem corrida.
Mas mesmo assim ela brilhava.
* * *
—Muito bem —disse Silvia Daneri, ajustando a gola da camisa como quem se prepara para ler poesia erótica numa biblioteca pública —. Podemos começar quando vocês quiserem.
Eu olhei pra ela. Depois olhei pra Stella. E depois pra Katia, que parecia não saber se devia sair ou ficar pra ver o circo pegar fogo.
—Katia? —eu disse, baixinho—. Você pode…?
—Não —interrompeu Silvia—. Deixa ele ficar.
—Perdão?
—Quero ver como teria continuado aquele… joguinho de sedução. Fiquei curiosa. No começo achei que era ridículo. Mas agora quero ver até onde ele era capaz de ir.
Katia me olhou, desconfortável. Stella já estava de pé, com um meio sorriso e os braços cruzados como uma manager que observa suas artistas cumprindo um contrato questionável.
—Sério que você quer que…? — começou Katia, apontando para o próprio decote como quem pergunta se deve atuar numa peça sem roteiro.
—O que sair —respondeu a auditora—. Me surpreenda.
E aí ficamos: eu, ainda sentado e com o pau duro, sentindo a realidade se distorcer feito um guardanapo molhado.
Silvia não perdeu tempo. Se ajoelhou na minha frente, tirou o pau pelo buraco do boxer e, antes que Stella saísse da sala de reuniões, já tinha a glande na boca. Minha chefe piscou pra mim e fechou a porta. Com um gesto, deu a entender: "Não se preocupem, eu fico de olho".
Katia, para meu horror, colocou música no celular dela. Algo suave, com saxofone. Saxofone demais.
Ela parou na frente da mesa. Não sabia o que fazer com as mãos. Nem com os pés. Nem com a dignidade.
Ajeitou o cabelo desajeitadamente, deu uma rodada… e tropeçou na própria bolsa.
—Ops.
—Continua, continua —disse Silvia, olhando de rabo de olho enquanto chupava meu pau como uma chupeta executiva.
Katia riu nervosa, tirou o casaco. Sim, ela colocou de novo, só pra tirar… de novo. A coitadinha estava sem ideias. Jogou no chão e começou a tirar a regata como quem está lutando com a calcinha no meio de uma emergência médica.
Eu olhava para o outro lado. Mas o reflexo do vidro, cruel, trazia tudo de volta. Aqueles mamilos voltaram à ação. Impressionantes, chocantes. Notei como a boca de Silvia tentava desenhar um sorriso… mas sem parar de chupar meu pau.
* * *
—Como é que tá a chupada? —Perguntou Katia, acariciando os lábios da buceta, sem tirar os olhos da tela.
—Muito melhor do que eu teria imaginado.
—Pela cara de frígida que ela tinha…
—Exato, parecia que ia ser daquelas que chupa sem vontade —vi como os dedos da minha irmã se afundavam um pouco no buraco da buceta dela—. Mas nada a ver. Ela engoliu com entusiasmo.
—Ele colocou mais vontade que a Paula e a Stella?
—Sim, com certeza. Olha, essas duas mandaram muito bem, mas se isso fosse um concurso de chupadoras… o primeiro prêmio seria da Silvia, sem dúvidas.
—Olha ela, a Dona Profissional Casada. Ela adora lustrar bananas com a boca.
—E não só com a boca.
Na TV, estavam repreendendo uma das confeiteiras do concurso por lamber as pás da batedeira. A única parte de fazer um bolo que a Katia faz bem.
* * *
Enquanto minha irmã continuava com sua tentativa de coreografia, Silvia me masturbou lentamente. Com uma calma que me deixou imóvel.
—Relaxa, cara —ela sussurrou pra mim—. Não vou te morder… a menos que você peça.
Eu assenti, mas minha cabeça girava por dentro como um liquidificador sem tampa. Minhas mãos suavam. Sentia o impulso de fugir… e, ao mesmo tempo, algo dentro de mim dizia pra ficar. Que agora vinha a parte interessante. O inevitável. O bom.
E aí eu fiquei. Sem me mexer. Como se cada segundo que passava estivesse me empurrando um passo mais fundo em algo que eu não ia conseguir desfazer. Com o pau duro apontando pro teto.
Silvia voltou a engoli-la. Com maestria. Colocou tudo o que pôde na boca e moveu a cabeça num ritmo constante. Eu senti uma descarga elétrica subir até o pescoço.
E ao mesmo tempo, Katia —minha irmã— estava desabotoando a saia. Ela caiu no chão. Ficou de lingerie. Vermelha. Eu conhecia aquela fio-dental. Tinha lavado em casa. Tinha visto pendurada no varal. Nunca imaginei que ficaria tão bem nela.
E isso que eu a vi pelada. Mas às vezes, tem certos conjuntos que são mais favoráveis que a própria nudez.
Silvia continuava mamando, exercendo uma pressão suave, firme, como quem afirma domínio sem levantar a voz. Não era uma carícia, mas também não era brusca. Sentia o calor da boca dela se infiltrar pela minha pele e, por alguma razão que não me orgulha, não me movi. Me mantive firme, em todos os sentidos.
O quarto tinha uma temperatura estranha. Nem fria nem quente. Tensa. E o pior era que o silêncio não ajudava: estava carregado. Saturado de algo que eu não sabia nomear.
Na minha frente, Katia continuava dançando. Se é que aquilo podia ser chamado de dança. Ela se movia com uma falta de jeito tão característica dela que, em outro momento, teria me feito rir. Agora não. Porque cada movimento a deixava um pouco mais exposta. Cada passo em falso era uma camada a menos. A saia já estava no chão. As meias desiguais. A camisa jogada sobre a cadeira. E a calcinha descendo… lentamente.
Silvia me beijou.
Ele fez sem avisar e com precisão. Técnica perfeita. Um beijo de manual. E não foi desagradável. Não foi nada ruim, na verdade. Mas meus olhos não se fecharam. Olhei pra Katia, como se pedisse instruções. Só consegui ver como ela ficava completamente nua.
* * *
—Eu achei que com a dancinha e a chupada de pau ele ia se contentar — disse Katia, que já enfiava lentamente um dedo na sua buceta. Seus olhos, sempre na tela da televisão.
Os concorrentes esperavam, tensos, pelo desafio final. Olhavam para o júri com as mãos atrás das costas e os gorros de chef meio tortos.
—Eu também. Porque ela disse "um momento a sós", só isso. Um momento é um beijo. Ou um boquete, nos casos mais explícitos. Mas…
—Mas a Silvia voltou com a buceta quente. Você tem charme, mano. Isso ninguém pode negar. Dá pra ver que as vinte horas que você passa por dia arrumando o cabelinho com gel servem pra alguma coisa.
—Pelinhos? Mal tenho pelo, com o curto que ele tá.
—Exatamente. Você tem ele tão escuro, tão curto e tão certinho que parece um contador de 45 anos. Só falta você começar a dizer "prezado" no WhatsApp e pronto, já te dão um cargo na diretoria.
—Ah, porque "estimado" eu já não digo mais…
—Não fode, Abel. Você tem 23. Vive um pouco a bagunça!
—Tô de boa com o que você gera — falei, levantando a sobrancelha.
Katia sorriu, satisfeita. Tinha conseguido me provocar.
* * *
—Uma vez, eu ouvi um, um boato — disse Silvia, sua voz ecoando pelo quarto —. Me contaram que a Cristina, a ex-secretária da Stella, se dedicava a satisfazê-la no mais íntimo. Você também tem que fazer a mesma coisa?
Katia ficou imóvel, como uma estátua de mármore, sua nudez brilhando sob a luz fraca.
—Não se preocupa —continuou a auditora, seu tom carregado de insinuações —, não tem problema nenhum se você fizer… desde que faça com discrição. Que nem a Cristina.
—Se a Cristina foi tão discreta… como é que você ficou sabendo? — perguntou Katia, com a voz firme apesar da tensão.
Preciso reconhecer que a Katia tem uma habilidade inata de captar detalhes que até eu deixo passar.
—Muito astuta —respondeu Silvia, com um sorriso enigmático—. Bom, tá, não foi boato. Um dia, a Cristina veio na minha casa, me implorando pra não iniciar uma auditoria contra a Stella por umas irregularidades nos pagamentos. A primeira coisa que ela fez foi me provar que eram erros honestos, não um caso de corrupção. A Stella é só desligada mesmo. E aí… ela me recompensou pelo meu silêncio.
—Você dormiu com ela? — perguntou Katia, seus olhos brilhando de curiosidade.
—Não exatamente. Só… abri as pernas. Ela foi quem fez todo o trabalho. E muito bem, por sinal. Hoje eu achei que encontraria a Cristina, mas vejo que a Stella trocou de secretária —disse Silvia, pegando Katia pelo queixo—. E é tão gostosa quanto a anterior… ou mais, dependendo de quais atributos se olha —acariciou os peitos nus da minha irmã—. Se você quer ajudar a Stella, bom… você já sabe o que pode fazer.
Katia sorriu, seu corpo relaxando visivelmente.
—Como você quer que a gente faça?
—Assim, já mostro pra vocês… — disse Silvia, se despindo da cintura pra baixo. Sua figura voluptuosa me pegou de surpresa. Não imaginei que ela tivesse curvas tão perfeitas. Sua buceta tinha um triângulo de pelos pubianos, bem aparado.
Ela se levantou na cabeceira da mesa e apoiou as mãos sobre ela. Depois abriu as pernas e se inclinou, oferecendo o corpo numa posição provocante.
—Enquanto o Abel continua com o que ele tá fazendo… você pode fazer a sua mágica.
Katia e eu nos olhamos, foram só alguns segundos. Entendemos a proximidade… mas o que mais podíamos fazer? Stella, e provavelmente a empresa toda, dependiam de que a gente fizesse bem o nosso “trabalho”.
Katia assentiu com a cabeça e se ajoelhou diante de Silvia. Posicionou-se entre suas pernas e começou a lamber a buceta dela na hora. Me aproximei cauteloso, posando minha glande entre os lábios vaginais daquela mulher. Eu estava com vontade de fazer isso, de verdade. A dona estava muito gostosa. Só me preocupava que algumas lambidas de Katia passassem… perto demais.
E isso foi inevitável. À medida que eu ia penetrando a Silvia, a língua de Katia se movia freneticamente e passava de visita sobre meu pau. Sem querer, mas com a mesma intensidade com que lambia a Silvia. Fui metendo mais fundo, achando que assim evitaria a língua. O movimento da Silvia, quando sentiu o pau dentro, fez com que as lambidas passassem cada vez mais pelo meu membro.
Ela se movia ritmicamente, eu ia um pouco no compasso, me custava me concentrar com a Katia tão perto. Acho que a Katia notou, por isso se concentrou mais em lamber o clitóris, tentando não chegar muito perto do meu pau.
Fiquei metendo na Silvia sem parar por um bom tempo, recebendo uma ou outra lambida involuntária. A mulher gemeu, se descontrolou um pouco, perdendo aquele profissionalismo que a caracteriza. Começou a pedir pra eu meter mais forte, e foi o que fiz.
No final, meu pau explodiu dentro da buceta dela. Soltei tudo, não guardei nem uma gota. Quando me afastei, Silvia ordenou que Katia continuasse lambendo. Foi assim que ela acabou engolindo todo o esperma que escorria da buceta. Lambeu sem hesitar, como se não se importasse. Tomou tudo… ela também não deixou nem uma única gota.
Quando Silvia se vestiu, ela olhou pra gente com um sorriso cheio de safadeza.
—Me diverti muito. Nunca tinha feito isso com um irmão e uma irmã.
—Hã? Você sabia? —perguntei, confuso.
—Claro, os nomes delas estão no relatório. Dá um pouquinho de tesão, né?
E com isso ele se despediu da gente.
* * *
—Você acha que isso foi mais estranho, ou o que aconteceu com a Paula?
—Já te respondi. Falei que foi empate.
Ela virou a cabeça, me olhou como se eu tivesse acabado de dizer que preferia pizza sem queijo.
—Não pode. Você tem que se arriscar. Paula ou Silvia?
Dei uma risadinha.
—Qual eu gostei mais? —Eu queria evitar a pergunta a todo custo. Porque sabia para onde Katia estava indo. Ela queria falar sobre o episódio com o esperma escorrendo da buceta da Silvia. Eu preferia fingir que isso nunca aconteceu.
—Não… com qual foi mais estranho. Mas… já que estamos nisso. Sim. Qual das duas você gosta mais?
Tinha algo na voz dela que não era provocação. Era mais suave. Mais curioso. Como se quisesse desarmar a pergunta antes de ouvir a resposta.
—Contando só o físico ou também a personalidade?
—Quer uma planilha comparativa? — perguntou, com um sorriso de canto.
—Não seria ruim. Eu me viro melhor com quadros do que com emoções.
—Então faz em porcentagens.
—Ok… —falei, pensando alto—. Paula: 80% magnetismo. 20% imprevisibilidade. Silvia: 70% mistério, 30% arrepio.
—E eu? —perguntou, sem olhar pra mim, como se tivesse falado sem querer.
Senti um baque seco no estômago. Não literal. Daqueles que a gente dá de dentro pra fora.
—Você o quê?
—Qual porcentagem eu tenho?
Não disse em tom de brincadeira.
Ele também não falou sério.
Ele disse isso de um lugar indefinido, como se precisasse de uma resposta sem saber o que faria com ela.
—Você o quê?
—Qual porcentagem eu tenho?
Não disse isso de brincadeira.
Ele também não falou sério.
Ele disse isso daquele lugar intermediário, onde a gente joga uma pergunta esperando que o outro não desvie, mas sem saber o que fazer com a resposta se ela vier.
Respirei fundo, como se tivesse que buscar o número exato em algum arquivo interno.
—Eu diria que você é… 60% caos estrutural.
—O quê?
—Escuta —eu disse, com tom de apresentação formal—. Você é desastrada, esquece coisas básicas, seu domínio do espaço é um atentado à lógica, e seu senso de organização é, objetivamente, inexistente.
Ela sorriu, em silêncio.
—Mas você também é uns 40%… não sei se beleza, porque isso soa superficial. Digamos que você tem uma mistura de simpatia espontânea, calor humano… e sim, vamos falar logo: você é muito gostosa.
—Muito?
—Tecnicamente, sim. Embora você viva disfarçando isso com roupa rasgada e coque mal feito.
Ela riu pelo nariz, baixinho.
Ela riu pelo nariz, baixinho, com aquele som que às vezes parece um deboche e outras, uma confissão de carinho.
—Você tá me elogiando como se fosse meu supervisor de RH.
—E você perguntou como se fosse montar uma planilha emocional — respondi, cruzando os braços sobre o peito, tentando esconder o desconforto atrás do sarcasmo.
Mas o silêncio que veio depois não era daqueles que dão espaço pra uma risada, nem pra mudar de assunto. Era um daqueles silêncios que abaixam a luz do quarto sem tocar no interruptor. Me obrigou a pensar. A comparar.
Silvia era intensa. Madura. Com aquele ar confiante de quem já viveu tudo duas vezes.
Paula era elétrica. Inesperada. O tipo de pessoa que aparece numa sexta-feira e te fode a rotina com um sorriso.
Mas nenhuma das duas estava no meu sofá. Nenhuma das duas me perguntava, nas entrelinhas, se algo tinha mudado para sempre.
E bem quando eu achei que podia me esconder atrás dos meus pensamentos, a Katia falou.
—Eu sou mais gostosa.
—Hã? —foi a única coisa que consegui dizer, como um idiota desarmado.
—Eu digo que sou mais bonita que a Silvia e a Paula — repetiu, com aquela franqueza sem malícia —. Mas não sou mais bonita que a Stella. Aquela mulher sim é uma gostosa.
A frase flutuou por alguns segundos, até que encontrei um salva-vidas no mar dos olhos dela.
—A Stella pode ser a mais linda, sim... embora eu tenha minhas dúvidas — falei, e me agarrei a essa frase como quem se pendura numa desculpa pra não pensar.
Katia olhou pra mim.
Bem nesse instante, a televisão mostrou um bolo em forma de castelo desabando em câmera lenta.
A metáfora era tão vulgar que me deu vontade de desligar a TV a pontapés.
—Quer que eu prepare algo pra comer? —perguntei, me levantando com uma energia falsa, como se a fome fosse o problema real.
—Não. Mas se você for à cozinha, traz mais chá.
Assenti. Caminhei até a cozinha devagar, como se o corredor fosse mais longo do que eu lembrava.
No silêncio que deixei pra trás, ouvi um suspiro suave.
E eu soube —sem precisar me virar— que ela também tinha entendido a mesma coisa que eu.
O que rolou com a Paula foi só o começo.
O que rolou hoje… foi o ponto de virada.
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—eu… naquele momento em que você ficou só de regata com os peitos marcando… aconteceu uma coisa —falei, depois de alguns minutos de TV sem nada de interessante—. Uma coisa que eu não te contei.
—O quê? —perguntou ela, intrigada.
—A Silvia Daneri me tocou.
Katia virou a cabeça na minha direção com uma mistura de surpresa e riso contido.
—Como assim, ele te tocou? A perna?
—Não, não… ele agarrou meu pau. Assim, sem mais nem menos.
—Bom, levando em conta o que aconteceu depois… não me surpreende.
—Sim, eu sei. Mas naquele momento… eu não sabia onde me enfiar. Enquanto eu falava do balanço trimestral, ela me sacudia o pau. Imagina o nível de perversão.
—Sério?! —ela se levantou um pouco, com os olhos bem abertos—. Não vi nada.
—Claro que não. Foi sutil. Pelo menos da cintura pra cima. Ela nem se abalou. Continuou com aquele jeitinho de profissionalismo inabalável. Mas embaixo da mesa era outra história. Apertou forte. O polegar fazendo círculos. Foi difícil não engasgar com o power point.
Katia tapou a boca, entre divertida e assustada.
—E você, o que fez?
—Ficou dura… e eu continuei falando de ratios de investimento. O que eu ia fazer? Fiquei parado. Como se fosse parte do mobiliário.
Ela soltou uma risada curta, mas genuína.
—E você gostou que a Dona Profissional ficou apalpando sua buceta?
—Me senti como um espécime raro tendo o pau medido pra um experimento.
—Mas você não respondeu a pergunta…
—Não vou responder ela.
—Ahã.
Ela voltou a apoiar a cabeça no encosto, ainda sorrindo. Na tela, uma confeiteira nervosa tentava segurar uma torre de profiteroles. E como sempre, alguma coisa cambaleou.
Eu também. Por dentro.
* * *
Porque o único oxigênio que circulava naquela sala não tinha nada a ver com o clima.
O clima na sala estava pesado. Não por tensão de trabalho, não. Era outra coisa. Algo parecido com quando a gente vê que uma cadeira está prestes a cair e ninguém faz nada pra evitar. Só olham. Fixamente. Em câmera lenta.
Eu tentava me manter profissional. Voz firme, tom monótono, mãos paradas sobre a mesa. Mas todo o resto… era um caos controlado. A concentração escorria pelos meus dedos como água.
E falando em dedos: os da Silvia estavam me dando uma massagem na ponta da glande, digna de um spa daqueles "com final feliz". Não sei como, mas ela tinha conseguido abrir meu zíper. A única coisa entre os dedos dela e meu pau era o tecido fino da minha cueca.
A tela mostrava gráficos que eu já tinha visto mil vezes, mas de repente pareciam estar em outro idioma. As palavras saíam da minha memória, como um encantamento decorado, mas minha mente estava em outro lugar. No peso exato de um silêncio. No calor que não vinha do ar-condicionado.
Eu não conseguia olhar pra Katia. Não queria. Tinha algo perigosamente vivo no ar. Uma eletricidade parada, contida. Como se tudo estivesse prestes a virar um escândalo, mas sem ninguém fazer um único barulho.
E aí, Silvia Daneri falou.
—Tá bom — disse ela, cruzando as pernas com precisão cirúrgica —. Chega dessa farsa.
Stella apertou a mandíbula. Eu congelei. Katia puxou a alça da regata com um sorriso inocente, como se ainda não tivesse notado que seu mamilo estava a uma decisão de aparecer em cena.
—Olha, Silvia… —começou Stella, como se ensaiasse uma tentativa de controle de danos—. Eu sei que cometi um erro com as datas. Foi uma confusão menor, técnica. Tenho certeza de que podemos resolver isso essa semana.
Silvia levantou uma sobrancelha.
—Não me interessa o erro. Nem esse, nem outros mais grosseiros que encontrei na sua apresentação. Estou disposta a ignorar tudo. Mesmo que isso me custe horas de trabalho extra. E é exatamente isso que eu quero. Uma compensação, por tudo que vai me custar salvar o seu rabo. Nunca vi um relatório tão desleixado.
Eu pisquei.
Stella engoliu em seco. Katia procurou um clipe com a mesma fé com que se procura um trevo de quatro folhas.
—Sério mesmo? — disse Stella, animada —. E o que você precisa em troca?
Silvia, sem parar de me masturbar por cima do cueca, disse:
—Quero um tempo a sós nesse escritório.
Pausa.
Silêncio.
Stella olhou pra Katia. Depois pra mim. Depois de novo pra Katia.
—Katia? —perguntou, e virou-se para ela—. Você estaria disposta a…?
—O quê? —interrompeu Silvia, irritada—. Quem falou da Katia?
Stella franziu a testa. Eu tentava explicar com o olhar o que estava acontecendo embaixo da mesa. Stella nem me notou.
—É que… você me deu seu número. Num bilhete. Com coraçõeszinhos — ele disse —. Não era pra Katia?
Silvia olhou para ela como se tivesse acabado de descobrir um mosquito dentro do copo.
—Será que eu tenho cara de lésbica? —disse ela, com uma frieza de bisturi—. Eu te dei o bilhete... e achei que estava óbvio pra quem ele era destinado.
Stella não soube o que dizer. Literalmente. Sua boca se abriu um pouco. Nenhum som saiu.
Eu senti o sangue abandonando minhas pernas… e subindo até a ponta do meu pau.
—Eu… —começou Stella, fraca—. Achei que… pelo jeito que você olhava pra Katia…
—Eu estava avaliando ela. Tecnicamente. Igual ao relatório. Embora, devo admitir, a tentativa de sedução dela foi… peculiar.
Katia sorriu como se tivesse ganhado uma medalha de plástico que diz "obrigado por participar
Silvia se recostou levemente na cadeira.
—Mas nessa idade, já não tenho tempo pra enrolação. Eu gosto do garoto. O sério — apertou meu pau, pra enfatizar —. O que encara tudo isso como se estivesse defendendo uma tese de doutorado sobre xerox.
Eu abri a boca. Não saíram palavras. Só ar.
—Se a gente puder ter um tempo a sós nesse escritório —ela continuou, com total tranquilidade—. Sem que ninguém conte pro meu marido, claro… eu vou feliz da vida. E a parada do relatório fica como um simples mal-entendido.
Katia e Stella se viraram para mim ao mesmo tempo.
Dois olhares. Uma pergunta muda. Um destino.
Eu, Abel, o chato, o certinho, o paladino da contenção orçamentária, ia ter que entrar no jogo.
E o pior é que eu não sabia se precisava de um plano… ou de uma bênção
—E você, o que sentiu quando ele disse que queria ficar a sós com você? —perguntou Katia de repente, sem olhar para mim.
A TV continuava ligada. Bolos desmoronando, gente chorando com batedeiras na mão. Eu não respondi na hora. Tinha aprendido que algumas perguntas não se respondem no calor do momento, nem a sangue frio. Só mornas, como os silêncios que a gente arrasta até não ter outra opção a não ser abri-los.
—Não sei se "senti" algo —murmurei no final—. Foi mais como se o tempo tivesse se comprimido. Tipo… quando você tá prestes a bater em algo e seu corpo reage antes de você. Só que em vez de desviar, eu fiquei ali. Vendo o impacto chegar em câmera lenta.
Katia assentiu, sem ironia.
—A Stella disse que alguém tinha que se sacrificar pelo bem do time — falou, abaixando a voz pra imitá-la —. E eu pensei “Óbvio que vai sobrar pro Abel. Se tem que sofrer, escolhem ele”.
—Valeu —bufei, com uma careta.
—Não falei brincando. Você é o mais... profissional. O que não vai quebrar nada. Nem chorar. Nem fugir pela janela.
—Também não me ofereci.
—Não. Mas você ficou.
Essa última parte ele disse sem rir. Como quem reconhece uma ferida, mas também uma lealdade.
Não disse nada. Não porque não tivesse palavras, mas porque se abrisse a boca, podiam sair as erradas. Ou todas juntas.
Katia suspirou e se espreguiçou no sofá. O pé dela tocou o meu de leve, por acidente, ou nem tanto. Mas ela não tirou.
—Igual, você foi um herói — disse ela, dessa vez sorrindo de verdade.
—Um mártir —corrigi.
—Cala a boca, otário… a Silvia Daneri é muito gostosa. Dá até pra dizer que ela te fez um favor.
Sorri, olhando pra TV como se o prêmio principal da competição tivesse ido pro participante que esqueceu de colocar açúcar na sobremesa.
Uma vitória imerecida. Uma medalha sem corrida.
Mas mesmo assim ela brilhava.
* * *
—Muito bem —disse Silvia Daneri, ajustando a gola da camisa como quem se prepara para ler poesia erótica numa biblioteca pública —. Podemos começar quando vocês quiserem.
Eu olhei pra ela. Depois olhei pra Stella. E depois pra Katia, que parecia não saber se devia sair ou ficar pra ver o circo pegar fogo.
—Katia? —eu disse, baixinho—. Você pode…?
—Não —interrompeu Silvia—. Deixa ele ficar.
—Perdão?
—Quero ver como teria continuado aquele… joguinho de sedução. Fiquei curiosa. No começo achei que era ridículo. Mas agora quero ver até onde ele era capaz de ir.
Katia me olhou, desconfortável. Stella já estava de pé, com um meio sorriso e os braços cruzados como uma manager que observa suas artistas cumprindo um contrato questionável.
—Sério que você quer que…? — começou Katia, apontando para o próprio decote como quem pergunta se deve atuar numa peça sem roteiro.
—O que sair —respondeu a auditora—. Me surpreenda.
E aí ficamos: eu, ainda sentado e com o pau duro, sentindo a realidade se distorcer feito um guardanapo molhado.
Silvia não perdeu tempo. Se ajoelhou na minha frente, tirou o pau pelo buraco do boxer e, antes que Stella saísse da sala de reuniões, já tinha a glande na boca. Minha chefe piscou pra mim e fechou a porta. Com um gesto, deu a entender: "Não se preocupem, eu fico de olho".
Katia, para meu horror, colocou música no celular dela. Algo suave, com saxofone. Saxofone demais.
Ela parou na frente da mesa. Não sabia o que fazer com as mãos. Nem com os pés. Nem com a dignidade.
Ajeitou o cabelo desajeitadamente, deu uma rodada… e tropeçou na própria bolsa.
—Ops.
—Continua, continua —disse Silvia, olhando de rabo de olho enquanto chupava meu pau como uma chupeta executiva.
Katia riu nervosa, tirou o casaco. Sim, ela colocou de novo, só pra tirar… de novo. A coitadinha estava sem ideias. Jogou no chão e começou a tirar a regata como quem está lutando com a calcinha no meio de uma emergência médica.
Eu olhava para o outro lado. Mas o reflexo do vidro, cruel, trazia tudo de volta. Aqueles mamilos voltaram à ação. Impressionantes, chocantes. Notei como a boca de Silvia tentava desenhar um sorriso… mas sem parar de chupar meu pau.
* * *
—Como é que tá a chupada? —Perguntou Katia, acariciando os lábios da buceta, sem tirar os olhos da tela.
—Muito melhor do que eu teria imaginado.
—Pela cara de frígida que ela tinha…
—Exato, parecia que ia ser daquelas que chupa sem vontade —vi como os dedos da minha irmã se afundavam um pouco no buraco da buceta dela—. Mas nada a ver. Ela engoliu com entusiasmo.
—Ele colocou mais vontade que a Paula e a Stella?
—Sim, com certeza. Olha, essas duas mandaram muito bem, mas se isso fosse um concurso de chupadoras… o primeiro prêmio seria da Silvia, sem dúvidas.
—Olha ela, a Dona Profissional Casada. Ela adora lustrar bananas com a boca.
—E não só com a boca.
Na TV, estavam repreendendo uma das confeiteiras do concurso por lamber as pás da batedeira. A única parte de fazer um bolo que a Katia faz bem.
* * *
Enquanto minha irmã continuava com sua tentativa de coreografia, Silvia me masturbou lentamente. Com uma calma que me deixou imóvel.
—Relaxa, cara —ela sussurrou pra mim—. Não vou te morder… a menos que você peça.
Eu assenti, mas minha cabeça girava por dentro como um liquidificador sem tampa. Minhas mãos suavam. Sentia o impulso de fugir… e, ao mesmo tempo, algo dentro de mim dizia pra ficar. Que agora vinha a parte interessante. O inevitável. O bom.
E aí eu fiquei. Sem me mexer. Como se cada segundo que passava estivesse me empurrando um passo mais fundo em algo que eu não ia conseguir desfazer. Com o pau duro apontando pro teto.
Silvia voltou a engoli-la. Com maestria. Colocou tudo o que pôde na boca e moveu a cabeça num ritmo constante. Eu senti uma descarga elétrica subir até o pescoço.
E ao mesmo tempo, Katia —minha irmã— estava desabotoando a saia. Ela caiu no chão. Ficou de lingerie. Vermelha. Eu conhecia aquela fio-dental. Tinha lavado em casa. Tinha visto pendurada no varal. Nunca imaginei que ficaria tão bem nela.
E isso que eu a vi pelada. Mas às vezes, tem certos conjuntos que são mais favoráveis que a própria nudez.
Silvia continuava mamando, exercendo uma pressão suave, firme, como quem afirma domínio sem levantar a voz. Não era uma carícia, mas também não era brusca. Sentia o calor da boca dela se infiltrar pela minha pele e, por alguma razão que não me orgulha, não me movi. Me mantive firme, em todos os sentidos.
O quarto tinha uma temperatura estranha. Nem fria nem quente. Tensa. E o pior era que o silêncio não ajudava: estava carregado. Saturado de algo que eu não sabia nomear.
Na minha frente, Katia continuava dançando. Se é que aquilo podia ser chamado de dança. Ela se movia com uma falta de jeito tão característica dela que, em outro momento, teria me feito rir. Agora não. Porque cada movimento a deixava um pouco mais exposta. Cada passo em falso era uma camada a menos. A saia já estava no chão. As meias desiguais. A camisa jogada sobre a cadeira. E a calcinha descendo… lentamente.
Silvia me beijou.
Ele fez sem avisar e com precisão. Técnica perfeita. Um beijo de manual. E não foi desagradável. Não foi nada ruim, na verdade. Mas meus olhos não se fecharam. Olhei pra Katia, como se pedisse instruções. Só consegui ver como ela ficava completamente nua.
* * *
—Eu achei que com a dancinha e a chupada de pau ele ia se contentar — disse Katia, que já enfiava lentamente um dedo na sua buceta. Seus olhos, sempre na tela da televisão.
Os concorrentes esperavam, tensos, pelo desafio final. Olhavam para o júri com as mãos atrás das costas e os gorros de chef meio tortos.
—Eu também. Porque ela disse "um momento a sós", só isso. Um momento é um beijo. Ou um boquete, nos casos mais explícitos. Mas…
—Mas a Silvia voltou com a buceta quente. Você tem charme, mano. Isso ninguém pode negar. Dá pra ver que as vinte horas que você passa por dia arrumando o cabelinho com gel servem pra alguma coisa.
—Pelinhos? Mal tenho pelo, com o curto que ele tá.
—Exatamente. Você tem ele tão escuro, tão curto e tão certinho que parece um contador de 45 anos. Só falta você começar a dizer "prezado" no WhatsApp e pronto, já te dão um cargo na diretoria.
—Ah, porque "estimado" eu já não digo mais…
—Não fode, Abel. Você tem 23. Vive um pouco a bagunça!
—Tô de boa com o que você gera — falei, levantando a sobrancelha.
Katia sorriu, satisfeita. Tinha conseguido me provocar.
* * *
—Uma vez, eu ouvi um, um boato — disse Silvia, sua voz ecoando pelo quarto —. Me contaram que a Cristina, a ex-secretária da Stella, se dedicava a satisfazê-la no mais íntimo. Você também tem que fazer a mesma coisa?
Katia ficou imóvel, como uma estátua de mármore, sua nudez brilhando sob a luz fraca.
—Não se preocupa —continuou a auditora, seu tom carregado de insinuações —, não tem problema nenhum se você fizer… desde que faça com discrição. Que nem a Cristina.
—Se a Cristina foi tão discreta… como é que você ficou sabendo? — perguntou Katia, com a voz firme apesar da tensão.
Preciso reconhecer que a Katia tem uma habilidade inata de captar detalhes que até eu deixo passar.
—Muito astuta —respondeu Silvia, com um sorriso enigmático—. Bom, tá, não foi boato. Um dia, a Cristina veio na minha casa, me implorando pra não iniciar uma auditoria contra a Stella por umas irregularidades nos pagamentos. A primeira coisa que ela fez foi me provar que eram erros honestos, não um caso de corrupção. A Stella é só desligada mesmo. E aí… ela me recompensou pelo meu silêncio.
—Você dormiu com ela? — perguntou Katia, seus olhos brilhando de curiosidade.
—Não exatamente. Só… abri as pernas. Ela foi quem fez todo o trabalho. E muito bem, por sinal. Hoje eu achei que encontraria a Cristina, mas vejo que a Stella trocou de secretária —disse Silvia, pegando Katia pelo queixo—. E é tão gostosa quanto a anterior… ou mais, dependendo de quais atributos se olha —acariciou os peitos nus da minha irmã—. Se você quer ajudar a Stella, bom… você já sabe o que pode fazer.
Katia sorriu, seu corpo relaxando visivelmente.
—Como você quer que a gente faça?
—Assim, já mostro pra vocês… — disse Silvia, se despindo da cintura pra baixo. Sua figura voluptuosa me pegou de surpresa. Não imaginei que ela tivesse curvas tão perfeitas. Sua buceta tinha um triângulo de pelos pubianos, bem aparado.
Ela se levantou na cabeceira da mesa e apoiou as mãos sobre ela. Depois abriu as pernas e se inclinou, oferecendo o corpo numa posição provocante.
—Enquanto o Abel continua com o que ele tá fazendo… você pode fazer a sua mágica.
Katia e eu nos olhamos, foram só alguns segundos. Entendemos a proximidade… mas o que mais podíamos fazer? Stella, e provavelmente a empresa toda, dependiam de que a gente fizesse bem o nosso “trabalho”.
Katia assentiu com a cabeça e se ajoelhou diante de Silvia. Posicionou-se entre suas pernas e começou a lamber a buceta dela na hora. Me aproximei cauteloso, posando minha glande entre os lábios vaginais daquela mulher. Eu estava com vontade de fazer isso, de verdade. A dona estava muito gostosa. Só me preocupava que algumas lambidas de Katia passassem… perto demais.
E isso foi inevitável. À medida que eu ia penetrando a Silvia, a língua de Katia se movia freneticamente e passava de visita sobre meu pau. Sem querer, mas com a mesma intensidade com que lambia a Silvia. Fui metendo mais fundo, achando que assim evitaria a língua. O movimento da Silvia, quando sentiu o pau dentro, fez com que as lambidas passassem cada vez mais pelo meu membro.
Ela se movia ritmicamente, eu ia um pouco no compasso, me custava me concentrar com a Katia tão perto. Acho que a Katia notou, por isso se concentrou mais em lamber o clitóris, tentando não chegar muito perto do meu pau.
Fiquei metendo na Silvia sem parar por um bom tempo, recebendo uma ou outra lambida involuntária. A mulher gemeu, se descontrolou um pouco, perdendo aquele profissionalismo que a caracteriza. Começou a pedir pra eu meter mais forte, e foi o que fiz.
No final, meu pau explodiu dentro da buceta dela. Soltei tudo, não guardei nem uma gota. Quando me afastei, Silvia ordenou que Katia continuasse lambendo. Foi assim que ela acabou engolindo todo o esperma que escorria da buceta. Lambeu sem hesitar, como se não se importasse. Tomou tudo… ela também não deixou nem uma única gota.
Quando Silvia se vestiu, ela olhou pra gente com um sorriso cheio de safadeza.
—Me diverti muito. Nunca tinha feito isso com um irmão e uma irmã.
—Hã? Você sabia? —perguntei, confuso.
—Claro, os nomes delas estão no relatório. Dá um pouquinho de tesão, né?
E com isso ele se despediu da gente.
* * *
—Você acha que isso foi mais estranho, ou o que aconteceu com a Paula?
—Já te respondi. Falei que foi empate.
Ela virou a cabeça, me olhou como se eu tivesse acabado de dizer que preferia pizza sem queijo.
—Não pode. Você tem que se arriscar. Paula ou Silvia?
Dei uma risadinha.
—Qual eu gostei mais? —Eu queria evitar a pergunta a todo custo. Porque sabia para onde Katia estava indo. Ela queria falar sobre o episódio com o esperma escorrendo da buceta da Silvia. Eu preferia fingir que isso nunca aconteceu.
—Não… com qual foi mais estranho. Mas… já que estamos nisso. Sim. Qual das duas você gosta mais?
Tinha algo na voz dela que não era provocação. Era mais suave. Mais curioso. Como se quisesse desarmar a pergunta antes de ouvir a resposta.
—Contando só o físico ou também a personalidade?
—Quer uma planilha comparativa? — perguntou, com um sorriso de canto.
—Não seria ruim. Eu me viro melhor com quadros do que com emoções.
—Então faz em porcentagens.
—Ok… —falei, pensando alto—. Paula: 80% magnetismo. 20% imprevisibilidade. Silvia: 70% mistério, 30% arrepio.
—E eu? —perguntou, sem olhar pra mim, como se tivesse falado sem querer.
Senti um baque seco no estômago. Não literal. Daqueles que a gente dá de dentro pra fora.
—Você o quê?
—Qual porcentagem eu tenho?
Não disse em tom de brincadeira.
Ele também não falou sério.
Ele disse isso de um lugar indefinido, como se precisasse de uma resposta sem saber o que faria com ela.
—Você o quê?
—Qual porcentagem eu tenho?
Não disse isso de brincadeira.
Ele também não falou sério.
Ele disse isso daquele lugar intermediário, onde a gente joga uma pergunta esperando que o outro não desvie, mas sem saber o que fazer com a resposta se ela vier.
Respirei fundo, como se tivesse que buscar o número exato em algum arquivo interno.
—Eu diria que você é… 60% caos estrutural.
—O quê?
—Escuta —eu disse, com tom de apresentação formal—. Você é desastrada, esquece coisas básicas, seu domínio do espaço é um atentado à lógica, e seu senso de organização é, objetivamente, inexistente.
Ela sorriu, em silêncio.
—Mas você também é uns 40%… não sei se beleza, porque isso soa superficial. Digamos que você tem uma mistura de simpatia espontânea, calor humano… e sim, vamos falar logo: você é muito gostosa.
—Muito?
—Tecnicamente, sim. Embora você viva disfarçando isso com roupa rasgada e coque mal feito.
Ela riu pelo nariz, baixinho.
Ela riu pelo nariz, baixinho, com aquele som que às vezes parece um deboche e outras, uma confissão de carinho.
—Você tá me elogiando como se fosse meu supervisor de RH.
—E você perguntou como se fosse montar uma planilha emocional — respondi, cruzando os braços sobre o peito, tentando esconder o desconforto atrás do sarcasmo.
Mas o silêncio que veio depois não era daqueles que dão espaço pra uma risada, nem pra mudar de assunto. Era um daqueles silêncios que abaixam a luz do quarto sem tocar no interruptor. Me obrigou a pensar. A comparar.
Silvia era intensa. Madura. Com aquele ar confiante de quem já viveu tudo duas vezes.
Paula era elétrica. Inesperada. O tipo de pessoa que aparece numa sexta-feira e te fode a rotina com um sorriso.
Mas nenhuma das duas estava no meu sofá. Nenhuma das duas me perguntava, nas entrelinhas, se algo tinha mudado para sempre.
E bem quando eu achei que podia me esconder atrás dos meus pensamentos, a Katia falou.
—Eu sou mais gostosa.
—Hã? —foi a única coisa que consegui dizer, como um idiota desarmado.
—Eu digo que sou mais bonita que a Silvia e a Paula — repetiu, com aquela franqueza sem malícia —. Mas não sou mais bonita que a Stella. Aquela mulher sim é uma gostosa.
A frase flutuou por alguns segundos, até que encontrei um salva-vidas no mar dos olhos dela.
—A Stella pode ser a mais linda, sim... embora eu tenha minhas dúvidas — falei, e me agarrei a essa frase como quem se pendura numa desculpa pra não pensar.
Katia olhou pra mim.
Bem nesse instante, a televisão mostrou um bolo em forma de castelo desabando em câmera lenta.
A metáfora era tão vulgar que me deu vontade de desligar a TV a pontapés.
—Quer que eu prepare algo pra comer? —perguntei, me levantando com uma energia falsa, como se a fome fosse o problema real.
—Não. Mas se você for à cozinha, traz mais chá.
Assenti. Caminhei até a cozinha devagar, como se o corredor fosse mais longo do que eu lembrava.
No silêncio que deixei pra trás, ouvi um suspiro suave.
E eu soube —sem precisar me virar— que ela também tinha entendido a mesma coisa que eu.
O que rolou com a Paula foi só o começo.
O que rolou hoje… foi o ponto de virada.
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