História contada por Claudia, ela é assim:
Acordei com dois dedos dentro e o lençol grudado na bunda.
A buceta estava dolorida de tão inchada. Não de dor. De uso. Como se alguém tivesse me aberto na brutalidade e depois me deixado ali, com as pernas bambas e a cabeça um balão.
—Porra…
A ressaca me rachava a testa.
A calcinha — se é que isso era calcinha e não um trapo — estava encharcada. Enfiei o dedo até o nó e saiu brilhando. O clitóris latejava como se tivessem ficado roçando nele por horas.
Pensei no Álex.
No Álex por cima, no apartamento de estudantes, com esse pau dele que eu conheço de cor. Nem fino nem grosso. Normal. O suficiente pra me fazer gozar se ele souber trabalhar.
Mas o sonho não era o Álex.
No sonho o pau era outro. Mais grosso. Me abria a buceta como nunca antes. Chegava lá dentro de um jeito que o Álex não chega. E alguém agarrava minhas nádegas e batia no ritmo, seco, como se eu devesse algo.
Plaf.
Lembrei sem querer.
Plaf.
De novo.
Me dobrei de lado, com os dedos ainda dentro, e fodi minha mão um pouco, devagar, procurando o ângulo do sonho. A buceta fez barulho. Estava tão molhada que o som saiu sujo, de pornô de celular, não de fantasia limpa.
—Caralho… — falei contra o travesseiro.
Não era um sonho molhado normal. Sonhos molhados se desfazem. Esse tinha peso. Tinha temperatura. Tinha a lembrança de um pau — não, de um pau — me esticando por dentro enquanto eu não conseguia falar.
Flash.
Uma mão grande na nuca.
Flash.
A voz de um homem, baixa, perto do ouvido: «Que bunda boa você tem».
Flash.
A ardência de um tapa na nádega.
Tirei os dedos de uma vez. Estavam tremendo.
Sentei. O mundo girou. Dói até a buceta quando junto as coxas, uma lembrança física, como se tivessem me deixado o buraco.
—Foi um sonho — falei em voz alta, pra me ouvir.
Não acreditei.
Desci.
A sala cheirava a café e a torrada. A TV ligada num jornal, volume baixo, como se a casa fora normal. Roberto estava de costas na cozinha, de agasalho preto e camiseta branca. Quarenta e cinco anos, acho. Costas largas. A bunda de tio que trabalha em oficina, pra não parecer o pai de ninguém.
Quando se virou, a cara dele caiu por um segundo.
Nervosismo.
Pura cara de «me pegaram» disfarçada de «bom dia».
Eu: —O quê.
Roberto: —Achei que você ia dormir até as três. Ontem à noite… você tava mal.
Eu: —Mal?
Roberto: —Bêbada, Claudia. Muito bêbada. Tive que te subir.
Ele olhou pra minha camisola de flores. As orelhas ficaram vermelhas e ele desviou o olhar pra cafeteira, como se o café fosse salvar o pescoço dele, como se aquela roupa lembrasse algo.
Eu: —Você me vestiu?
Roberto: —Você me pediu. A roupa tava te matando…
Foi o que ele me disse, e nervosismo, muito nervosismo.
Mentira. Ou verdade pela metade. A resposta saiu rápido demais, como frase ensaiada na frente do espelho do banheiro.
A cabeça dói de novo. Entre as têmporas vem outro flash: eu na cama, ele tirando meu short, minhas mãos procurando não sei o quê, um «me troca» que não sei se falei ou sonhei.
A buceta se apertou sozinha.
Nojento. Odeio isso. Me mudei pra essa casa pra destruir o casamento deles, não pra acordar com o pau desse cara gravado na memória.
Mas não tenho provas. Só uma buceta destruída e essa cara de cagado.
Então fui pra cima dele por outro lado.
Eu: —Preciso de seiscentos euros.
Roberto: —Seiscentos?
Eu: —Hoje.
Roberto: —Claudia, a oficina não é máquina de venda automática. Sua mãe…
Eu: —Mamãe não tá. Você tá. Seiscentos. É pra um presente. Do Álex. Meu namorado.
A mandíbula dele endureceu. Ali. Ciúme. Rápido, sujo, de padrasto que se acha no direito de olhar e não tem direito de tocar.
Roberto: —Seiscentos euros de presente? O que você vai comprar, um rim?
Eu: —O que eu quiser. Você não é ninguém pra perguntar.
Roberto: —Eu moro aqui. Pago isso. E ontem à noite fui eu que te peguei naquela balada de merda, não o Álex.
Eu: —Álex não mora aqui. Você sim. E eu tô te pedindo um favor. Ou um chantagem. Como você quiser chamar.
Me apoiei no batente. A camisola de flores subiu um centímetro. Não abaixei.
Ele olhou.
Claro que olhou. Sempre olha. No corredor, no sofá, quando eu me agacho pra pegar o controle. Se acha discreto. É uma fome de chinelo.
Eu: —E se eu fizer uma dança pra você?
Roberto: —O quê?
Eu: —Uma dança. Aqui. Agora. Não se faz de santo, Roberto. Já te peguei me olhando a bunda. Muito. Demais pra ser coincidência.
A cara dele ficou cinza.
Aí eu vi o medo. Não o medo de um pai. O medo de um cara que fez algo ontem à noite e não sabe o quanto eu lembro.
Ele me estudou. Os olhos. A boca. Procurou uma acusação.
Não achou. Porque eu ainda não sei. Só desconfio.
Roberto: —Você tá de ressaca. Não fala merda.
Eu: —Seiscentos. E a dança. Ou eu desço na rua com essa roupa e conto pra qualquer um que meu padrasto me despe quando eu fico bêbada.
Blefe. Mas o blefe caiu no estômago dele. O gogó mexeu.
Roberto: —Fecha a persiana.
Ele mesmo fez. A sala ficou naquela luz de meio da manhã, de apartamento de classe média, com o suco de laranja na mesa e uma meia dele do lado do sofá. Doméstico. Nojento. Perfeito.
Pus o celular no móvel. Um reggaeton velho, desses que empurram o quadril sem pedir licença. O volume baixo.
Comecei de pé, longe. Um vaivém de bunda. As mãos nas coxas. Nada de stripper de boate. Só uma mina de vinte anos de camisola de flores, descalça no parquet, olhando pro padrasto sentado no sofá como se ele lhe devesse dinheiro.
Roberto: —Claudia…
Ele não soube o que fazer com as mãos. Deixou nos joelhos, depois no braço do sofá, depois de novo nos joelhos. A xícara de café tinha ficado na mesinha, esquecida, com o vapor ainda subindo.
Eu: —Cala a boca e olha. Que é pra isso que ele sobe, né?
Marcou.
No moletom preto, rápido, grosseiro, uma linha dura subindo pro elástico. Não era imaginação. Era pau. De tio mais velho. Daqueles que pesam. Daqueles que dá pra notar até pelo tecido grosso da calça de ficar em casa.
Roberto abriu a boca por um segundo. Fechou. Engoliu.
Olhou pra porta do corredor como se a mamãe pudesse aparecer de dentro de uma gaveta. Depois olhou pra mim. Não sabia se me mandava embora, se levantava, se se cobria. Ficou sentado, vermelho até o pescoço, com aquela cara de oficina e de culpa.
Me aproximei no ritmo. Um passo. Outro. A camisola batia nas minhas coxas.
Virei de costas pra ele. Abaixei um pouco os joelhos e coloquei a bunda na altura do rosto dele, sem tocar ainda. A camisola subiu sozinha. Eu estava sem calcinha. Tinha acabado de ter a ideia, ou não tinha tido ideia nenhuma: tinha deixado ela lá em cima, molhada, na cama.
O ar fresco na buceta me deu um arrepio.
Roberto: —Põe alguma coisa.
A voz saiu rouca. Não de autoridade. De tio que tá perdendo o controle do pau.
Eu: —Agora você reclama.
Sentei no joelho dele. Um segundo. Senti o músculo da perna tensionar embaixo da minha coxa, como se quisesse me jogar no chão e não tivesse coragem. Depois escorreguei pro meio, pra esse pau marcado, e parei de dançar.
Acabou a dança.
O que eu fiz depois não tinha música. Era me esfregar. Abrir as nádegas sobre essa linha dura e arrastar a bunda devagar, da base à cabeça, pra sentir ele inteiro.
O pau latejava contra a buceta. Grossa. Larga. Uma cabeça grossa que me partia as nádegas mesmo sem estar dentro. Mordi o lábio inferior, forte, pra não soltar um gemido. Doeu o dente na carne. Gostei.
Eu: —Caralho…
Escapou. Baixo. Sujo.
Não era a do Álex. Álex não tem essa madeira. Álex não me preenche o buraco do cu com um simples roçar.
As mãos do Roberto se moveram. Senti no ar antes de sentir na pele: quentes, grandes, de tio que aperta parafuso. Me agarrou uma nádega.
Tirei com um tapa.
Eu: —Não.
Me olhou como um cachorro que você tirou o prato. As mãos no ar, abertas, sem saber onde colocar. O peito subia rápido demais pra um homem sentado.
Roberto: —Então desce. Claudia. Desce de uma vez, sua puta.
Não desci.
Acelerei. O cu rebotava contra o pau por cima do tecido. Cada vez que a cabeça entrava um milímetro entre as nádegas, a buceta se abria sozinha, procurando.
A camisola virou um rolo na cintura. Dava pra ver tudo. O pelo. O molhado. O cu apertando quando ele prendia a respiração.
Aí virei e agora rebotava meu cu em cima do pau dele, ainda com roupa.
Plaf plaf plaf plaf plaf
O som era meu cu contra o moletom dele e o sofá reclamando. Barato. De casa. De domingo.
Mordi o lábio de novo. Dessa vez até sentir gosto de sangue. Aquele pau era demais. Me abria a memória por fora. A grossura subia pela minha espinha.
Meus mamilos ficaram duros contra o tecido barato da camisola.
Sentia ele pegar o pau e acomodar no meio das minhas nádegas, me deixei fazer.
Suas mãos voltaram. Mais lentas. Como pedindo permissão. Uma em cada bunda. Me pegaram inteiras. Me abriram um pouco.
Até o ponto de que eu abria a bunda com as duas mãos pra sentir melhor essa cock que estava me deixando louca
Só queria sentir mais e mais essa cock, até que comecei a dar sentadas, sim, como se a gente estivesse transando, mas sem penetração, sentia meu corpo derreter por dentro
Agora ele começou a abrir minhas nalgas, tocava minha bunda com as mãos.
Dessa vez não tirei as mãos dele.
Deixei.
Um segundo. Outro. O polegar afundou na dobra. Me encolhi. E depois, sem querer, empurrei a bunda pra trás, contra as palmas, pedindo mais.
Eu: —Aí… porra, aí.
Roberto soltou um som que não era palavra. Um grunhido de oficina, de homem que tá fodendo o casamento no sofá da própria casa às onze da manhã.
Eu: —É assim que você me olha quando a mamãe tá?
Roberto: —Não.
Eu: —Mentiroso.
Peguei um pulso dele e coloquei mais forte na minha bunda. Já não era permitir. Era buscar. Queria aquelas mãos. Queria o peso. Queria que ele me abrisse como no sonho.
Ele apertou.
E então soltou.
Um tapa seco. No lado direito. O mesmo.
Plaf.
Minha cintura travou.
Flash.
Eu de bruços.
Ele atrás.
Essa mesma cock entrando de uma vez, minha buceta fazendo um barulho molhado, um tapa no lado direito que agora, ao apertar a coxa, ainda ardia.
Era a mesma. O mesmo lugar. A mesma força. Não de sonho. De mão. De ontem à noite.
Roberto: —Claudia, chega.
A voz dele tinha quebrado. Grave. A mesma.
Eu: —Uhmmm me dá, me dá outro tapa.
Ele deu. Mais forte. A nalga tremeu. O ardor chegou na buceta. Escapou um "ah" que não era de raiva.
E então reconheci de vez.
A grossura.
Essa grossura.
Não era o Álex. O Álex é mais estreito, mais educado, mais de me pedir permissão. Isso era uma cock que tinha me aberto de verdade. A mesma pressão. O mesmo calor atravessando o tecido, igual a ontem à noite atravessou o que quer que eu estivesse vestindo.
Eu: —Essa não é a do Álex.
Falei sem pensar.
O corpo dele virou pedra embaixo da minha bunda.
Roberto: —O que você disse?
Eu: —Nada. Um sonho.
Menti. A buceta me entregou: escorria por cima do moletom, um fio quente. Ele devia estar sentindo. O tecido estava escurecendo bem onde eu me esfregava.
Me virei um pouco, ainda sentada em cima. Vi o rosto dele de perto. Suor no lábio. Olhos de medo e de fome ao mesmo tempo. Já não havia padrasto naquele rosto. Havia um cara que estava perdendo a cabeça.
Roberto: — Você não lembra de nada de ontem à noite.
Não era uma pergunta.
Eu: — E o que eu teria que lembrar, padrasto?
Me virei e me ajoelhei no chão, frio não me importava.
Peguei o pau dele com minhas mãos.
Pesou na palma. Quente. Pesado. A cabeça inchada, roxa, já brilhando do que se adiantava. Uma veia grossa subindo por um lado. Mais grossa do que eu tinha imaginado lá em cima, na cama. Mais grossa que o do Álex por um trecho que dá pra ver a olho nu.
A minha —a do sonho— cabia aqui. Exata.
Fiquei olhando pra ela.
Curiosidade primeiro. Como se fosse um objeto. Como se pudesse medi-la com os olhos e resolver a dúvida de ontem à noite. Depois o desejo entrou pela minha boca. Virou água. Minha mandíbula abriu sozinha.
Quis enfiar. Quis abaixar a cabeça e encher a garganta com esse pau de padrasto pra saber, de uma vez, se o sabor também era o do sonho.
Me inclinei. O hálito bateu na cabeça. Um fio daquele líquido adiantado, quente, salgado, grudou no meu lábio.
Roberto soltou:
Roberto: — Claudia… não faz isso… porra…
As mãos dele tremiam. Aproximava o rosto do pau dele sem coragem de empurrar.
Aproximei a boca. A língua saiu. Toquei. Um segundo. A pele queimava. Gemi sozinha contra a cabeça.
Ah… Uhmm…
E resisti.
Apertei os dentes. Afastei o rosto. Me dava nojo querer chupar. Me dava mais nojo não querer chupar.
Eu: — Cala a boca.
Me levantei de novo montada. Coloquei o pau entre os lábios da buceta, ao longo, e me esfreguei contra ele de verdade. Carne com carne. Sem tecido. A cabeça escorregava de cima embaixo, empurrando meu clitóris, me abrindo um pouco e saindo de novo, me pintando as coxas. Estava encharcada. Ele também. O sofá embaixo fazia um barulho mole cada vez que ele baixava os quadris. Roberto ficou louco com pouca coisa. Os olhos viraram um segundo. As unhas na minha bunda. Mais um tapa, desajeitado, de homem que já não calcula. Roberto: —Porra, Claudia… você tá… tá escorrendo… não pode… sua mãe… Eu: —Mamãe não tá. Procurei a cabeça dele com a xota. Encaixei. Bem no buraco. Um empurrãozinho e entra. Um empurrãozinho e acaba a dúvida. A buceta se abriu sozinha, beijou ele, chupou ele por fora. Senti o vazio de ontem à noite. O mesmo. Exato. Feito pra esse pau. Mordi o lábio de novo. Até o fundo. O ar faltou. Eu: —É esse… é esse, porra… Roberto: —Não. Não. Se você enfiar… se você enfiar eu não paro. O "não" saiu fraco. O pau deu um pulo contra minha entrada. Escapou um centímetro. Me abri. Minha coxa tremeu. Fiquei dentro da loucura por um instante: sentar, engolir ele, comprovar com a buceta e não com a cabeça. Mais um segundo e eu enfio. Mais um segundo e acaba a dúvida. Me assustei com o quanto eu queria aquilo. Levantei de um tranco. A sala girou de novo. O suco na mesa, a TV falando de trânsito, a meia dele no chão. Casa. Família. Mentira. O pau dele ficou pulsando no ar, brilhando de mim, procurando o calor que eu tinha acabado de tirar. Eu: —Seiscentos. Em dinheiro. Hoje à tarde. Roberto ficou sentado, o pau pra fora, o moletom nos tornozelos, o ar cheirando a buceta minha e a café. Roberto: —Onde você vai? Eu: —Pro meu quarto. Pensar se ontem à noite eu sonhei com seu pau ou se você enfiou de verdade. Não esperei resposta. Subi as escadas de dois em dois. Tranquei. Me apoiei na porta, com a mão de novo na buceta, que continuava latejando com a forma desse pau, não com a do Álex. Ainda não tenho prova. Mas já sei como conseguir. Hoje à noite eu vou de novo deixar duro. E dessa vez eu boto.
Quer saber o que aconteceu na noite anterior? O que o padrasto dela fez?
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Acordei com dois dedos dentro e o lençol grudado na bunda.A buceta estava dolorida de tão inchada. Não de dor. De uso. Como se alguém tivesse me aberto na brutalidade e depois me deixado ali, com as pernas bambas e a cabeça um balão.
—Porra…
A ressaca me rachava a testa.
A calcinha — se é que isso era calcinha e não um trapo — estava encharcada. Enfiei o dedo até o nó e saiu brilhando. O clitóris latejava como se tivessem ficado roçando nele por horas.
Pensei no Álex.
No Álex por cima, no apartamento de estudantes, com esse pau dele que eu conheço de cor. Nem fino nem grosso. Normal. O suficiente pra me fazer gozar se ele souber trabalhar.
Mas o sonho não era o Álex.
No sonho o pau era outro. Mais grosso. Me abria a buceta como nunca antes. Chegava lá dentro de um jeito que o Álex não chega. E alguém agarrava minhas nádegas e batia no ritmo, seco, como se eu devesse algo.
Plaf.
Lembrei sem querer.
Plaf.
De novo.
Me dobrei de lado, com os dedos ainda dentro, e fodi minha mão um pouco, devagar, procurando o ângulo do sonho. A buceta fez barulho. Estava tão molhada que o som saiu sujo, de pornô de celular, não de fantasia limpa.
—Caralho… — falei contra o travesseiro.
Não era um sonho molhado normal. Sonhos molhados se desfazem. Esse tinha peso. Tinha temperatura. Tinha a lembrança de um pau — não, de um pau — me esticando por dentro enquanto eu não conseguia falar.
Flash.
Uma mão grande na nuca.
Flash.
A voz de um homem, baixa, perto do ouvido: «Que bunda boa você tem».
Flash.
A ardência de um tapa na nádega.
Tirei os dedos de uma vez. Estavam tremendo.
Sentei. O mundo girou. Dói até a buceta quando junto as coxas, uma lembrança física, como se tivessem me deixado o buraco.
—Foi um sonho — falei em voz alta, pra me ouvir.
Não acreditei.
Desci.
A sala cheirava a café e a torrada. A TV ligada num jornal, volume baixo, como se a casa fora normal. Roberto estava de costas na cozinha, de agasalho preto e camiseta branca. Quarenta e cinco anos, acho. Costas largas. A bunda de tio que trabalha em oficina, pra não parecer o pai de ninguém.
Quando se virou, a cara dele caiu por um segundo.
Nervosismo.
Pura cara de «me pegaram» disfarçada de «bom dia».
Eu: —O quê.
Roberto: —Achei que você ia dormir até as três. Ontem à noite… você tava mal.
Eu: —Mal?
Roberto: —Bêbada, Claudia. Muito bêbada. Tive que te subir.
Ele olhou pra minha camisola de flores. As orelhas ficaram vermelhas e ele desviou o olhar pra cafeteira, como se o café fosse salvar o pescoço dele, como se aquela roupa lembrasse algo.
Eu: —Você me vestiu?
Roberto: —Você me pediu. A roupa tava te matando…
Foi o que ele me disse, e nervosismo, muito nervosismo.
Mentira. Ou verdade pela metade. A resposta saiu rápido demais, como frase ensaiada na frente do espelho do banheiro.
A cabeça dói de novo. Entre as têmporas vem outro flash: eu na cama, ele tirando meu short, minhas mãos procurando não sei o quê, um «me troca» que não sei se falei ou sonhei.
A buceta se apertou sozinha.
Nojento. Odeio isso. Me mudei pra essa casa pra destruir o casamento deles, não pra acordar com o pau desse cara gravado na memória.
Mas não tenho provas. Só uma buceta destruída e essa cara de cagado.
Então fui pra cima dele por outro lado.
Eu: —Preciso de seiscentos euros.
Roberto: —Seiscentos?
Eu: —Hoje.
Roberto: —Claudia, a oficina não é máquina de venda automática. Sua mãe…
Eu: —Mamãe não tá. Você tá. Seiscentos. É pra um presente. Do Álex. Meu namorado.
A mandíbula dele endureceu. Ali. Ciúme. Rápido, sujo, de padrasto que se acha no direito de olhar e não tem direito de tocar.
Roberto: —Seiscentos euros de presente? O que você vai comprar, um rim?
Eu: —O que eu quiser. Você não é ninguém pra perguntar.
Roberto: —Eu moro aqui. Pago isso. E ontem à noite fui eu que te peguei naquela balada de merda, não o Álex.
Eu: —Álex não mora aqui. Você sim. E eu tô te pedindo um favor. Ou um chantagem. Como você quiser chamar.
Me apoiei no batente. A camisola de flores subiu um centímetro. Não abaixei.
Ele olhou.
Claro que olhou. Sempre olha. No corredor, no sofá, quando eu me agacho pra pegar o controle. Se acha discreto. É uma fome de chinelo.
Eu: —E se eu fizer uma dança pra você?
Roberto: —O quê?
Eu: —Uma dança. Aqui. Agora. Não se faz de santo, Roberto. Já te peguei me olhando a bunda. Muito. Demais pra ser coincidência.
A cara dele ficou cinza.
Aí eu vi o medo. Não o medo de um pai. O medo de um cara que fez algo ontem à noite e não sabe o quanto eu lembro.
Ele me estudou. Os olhos. A boca. Procurou uma acusação.
Não achou. Porque eu ainda não sei. Só desconfio.
Roberto: —Você tá de ressaca. Não fala merda.
Eu: —Seiscentos. E a dança. Ou eu desço na rua com essa roupa e conto pra qualquer um que meu padrasto me despe quando eu fico bêbada.
Blefe. Mas o blefe caiu no estômago dele. O gogó mexeu.
Roberto: —Fecha a persiana.
Ele mesmo fez. A sala ficou naquela luz de meio da manhã, de apartamento de classe média, com o suco de laranja na mesa e uma meia dele do lado do sofá. Doméstico. Nojento. Perfeito.
Pus o celular no móvel. Um reggaeton velho, desses que empurram o quadril sem pedir licença. O volume baixo.
Comecei de pé, longe. Um vaivém de bunda. As mãos nas coxas. Nada de stripper de boate. Só uma mina de vinte anos de camisola de flores, descalça no parquet, olhando pro padrasto sentado no sofá como se ele lhe devesse dinheiro.
Roberto: —Claudia…
Ele não soube o que fazer com as mãos. Deixou nos joelhos, depois no braço do sofá, depois de novo nos joelhos. A xícara de café tinha ficado na mesinha, esquecida, com o vapor ainda subindo.
Eu: —Cala a boca e olha. Que é pra isso que ele sobe, né?
Marcou.
No moletom preto, rápido, grosseiro, uma linha dura subindo pro elástico. Não era imaginação. Era pau. De tio mais velho. Daqueles que pesam. Daqueles que dá pra notar até pelo tecido grosso da calça de ficar em casa.
Roberto abriu a boca por um segundo. Fechou. Engoliu.
Olhou pra porta do corredor como se a mamãe pudesse aparecer de dentro de uma gaveta. Depois olhou pra mim. Não sabia se me mandava embora, se levantava, se se cobria. Ficou sentado, vermelho até o pescoço, com aquela cara de oficina e de culpa.
Me aproximei no ritmo. Um passo. Outro. A camisola batia nas minhas coxas.
Virei de costas pra ele. Abaixei um pouco os joelhos e coloquei a bunda na altura do rosto dele, sem tocar ainda. A camisola subiu sozinha. Eu estava sem calcinha. Tinha acabado de ter a ideia, ou não tinha tido ideia nenhuma: tinha deixado ela lá em cima, molhada, na cama.
O ar fresco na buceta me deu um arrepio.
Roberto: —Põe alguma coisa.
A voz saiu rouca. Não de autoridade. De tio que tá perdendo o controle do pau.
Eu: —Agora você reclama.
Sentei no joelho dele. Um segundo. Senti o músculo da perna tensionar embaixo da minha coxa, como se quisesse me jogar no chão e não tivesse coragem. Depois escorreguei pro meio, pra esse pau marcado, e parei de dançar.
Acabou a dança.
O que eu fiz depois não tinha música. Era me esfregar. Abrir as nádegas sobre essa linha dura e arrastar a bunda devagar, da base à cabeça, pra sentir ele inteiro.
O pau latejava contra a buceta. Grossa. Larga. Uma cabeça grossa que me partia as nádegas mesmo sem estar dentro. Mordi o lábio inferior, forte, pra não soltar um gemido. Doeu o dente na carne. Gostei.Eu: —Caralho…
Escapou. Baixo. Sujo.
Não era a do Álex. Álex não tem essa madeira. Álex não me preenche o buraco do cu com um simples roçar.
As mãos do Roberto se moveram. Senti no ar antes de sentir na pele: quentes, grandes, de tio que aperta parafuso. Me agarrou uma nádega.
Tirei com um tapa.
Eu: —Não.
Me olhou como um cachorro que você tirou o prato. As mãos no ar, abertas, sem saber onde colocar. O peito subia rápido demais pra um homem sentado.
Roberto: —Então desce. Claudia. Desce de uma vez, sua puta.
Não desci.
Acelerei. O cu rebotava contra o pau por cima do tecido. Cada vez que a cabeça entrava um milímetro entre as nádegas, a buceta se abria sozinha, procurando.
A camisola virou um rolo na cintura. Dava pra ver tudo. O pelo. O molhado. O cu apertando quando ele prendia a respiração.
Aí virei e agora rebotava meu cu em cima do pau dele, ainda com roupa.
Plaf plaf plaf plaf plaf
O som era meu cu contra o moletom dele e o sofá reclamando. Barato. De casa. De domingo.
Mordi o lábio de novo. Dessa vez até sentir gosto de sangue. Aquele pau era demais. Me abria a memória por fora. A grossura subia pela minha espinha.
Meus mamilos ficaram duros contra o tecido barato da camisola.
Sentia ele pegar o pau e acomodar no meio das minhas nádegas, me deixei fazer.
Suas mãos voltaram. Mais lentas. Como pedindo permissão. Uma em cada bunda. Me pegaram inteiras. Me abriram um pouco.Até o ponto de que eu abria a bunda com as duas mãos pra sentir melhor essa cock que estava me deixando louca
Só queria sentir mais e mais essa cock, até que comecei a dar sentadas, sim, como se a gente estivesse transando, mas sem penetração, sentia meu corpo derreter por dentroAgora ele começou a abrir minhas nalgas, tocava minha bunda com as mãos.
Dessa vez não tirei as mãos dele.
Deixei.
Um segundo. Outro. O polegar afundou na dobra. Me encolhi. E depois, sem querer, empurrei a bunda pra trás, contra as palmas, pedindo mais.
Eu: —Aí… porra, aí.
Roberto soltou um som que não era palavra. Um grunhido de oficina, de homem que tá fodendo o casamento no sofá da própria casa às onze da manhã.
Eu: —É assim que você me olha quando a mamãe tá?
Roberto: —Não.
Eu: —Mentiroso.
Peguei um pulso dele e coloquei mais forte na minha bunda. Já não era permitir. Era buscar. Queria aquelas mãos. Queria o peso. Queria que ele me abrisse como no sonho.
Ele apertou.
E então soltou.
Um tapa seco. No lado direito. O mesmo.
Plaf.
Minha cintura travou.
Flash.
Eu de bruços.
Ele atrás.
Essa mesma cock entrando de uma vez, minha buceta fazendo um barulho molhado, um tapa no lado direito que agora, ao apertar a coxa, ainda ardia.
Era a mesma. O mesmo lugar. A mesma força. Não de sonho. De mão. De ontem à noite.
Roberto: —Claudia, chega.
A voz dele tinha quebrado. Grave. A mesma.
Eu: —Uhmmm me dá, me dá outro tapa.
Ele deu. Mais forte. A nalga tremeu. O ardor chegou na buceta. Escapou um "ah" que não era de raiva.
E então reconheci de vez.
A grossura.
Essa grossura.
Não era o Álex. O Álex é mais estreito, mais educado, mais de me pedir permissão. Isso era uma cock que tinha me aberto de verdade. A mesma pressão. O mesmo calor atravessando o tecido, igual a ontem à noite atravessou o que quer que eu estivesse vestindo.
Eu: —Essa não é a do Álex.
Falei sem pensar.
O corpo dele virou pedra embaixo da minha bunda.
Roberto: —O que você disse?
Eu: —Nada. Um sonho.
Menti. A buceta me entregou: escorria por cima do moletom, um fio quente. Ele devia estar sentindo. O tecido estava escurecendo bem onde eu me esfregava.
Me virei um pouco, ainda sentada em cima. Vi o rosto dele de perto. Suor no lábio. Olhos de medo e de fome ao mesmo tempo. Já não havia padrasto naquele rosto. Havia um cara que estava perdendo a cabeça.
Roberto: — Você não lembra de nada de ontem à noite.
Não era uma pergunta.
Eu: — E o que eu teria que lembrar, padrasto?
Me virei e me ajoelhei no chão, frio não me importava.
Peguei o pau dele com minhas mãos.
Pesou na palma. Quente. Pesado. A cabeça inchada, roxa, já brilhando do que se adiantava. Uma veia grossa subindo por um lado. Mais grossa do que eu tinha imaginado lá em cima, na cama. Mais grossa que o do Álex por um trecho que dá pra ver a olho nu.
A minha —a do sonho— cabia aqui. Exata.
Fiquei olhando pra ela.
Curiosidade primeiro. Como se fosse um objeto. Como se pudesse medi-la com os olhos e resolver a dúvida de ontem à noite. Depois o desejo entrou pela minha boca. Virou água. Minha mandíbula abriu sozinha.
Quis enfiar. Quis abaixar a cabeça e encher a garganta com esse pau de padrasto pra saber, de uma vez, se o sabor também era o do sonho.
Me inclinei. O hálito bateu na cabeça. Um fio daquele líquido adiantado, quente, salgado, grudou no meu lábio.
Roberto soltou:
Roberto: — Claudia… não faz isso… porra…
As mãos dele tremiam. Aproximava o rosto do pau dele sem coragem de empurrar.
Aproximei a boca. A língua saiu. Toquei. Um segundo. A pele queimava. Gemi sozinha contra a cabeça.
Ah… Uhmm…
E resisti.
Apertei os dentes. Afastei o rosto. Me dava nojo querer chupar. Me dava mais nojo não querer chupar.
Eu: — Cala a boca.
Me levantei de novo montada. Coloquei o pau entre os lábios da buceta, ao longo, e me esfreguei contra ele de verdade. Carne com carne. Sem tecido. A cabeça escorregava de cima embaixo, empurrando meu clitóris, me abrindo um pouco e saindo de novo, me pintando as coxas. Estava encharcada. Ele também. O sofá embaixo fazia um barulho mole cada vez que ele baixava os quadris. Roberto ficou louco com pouca coisa. Os olhos viraram um segundo. As unhas na minha bunda. Mais um tapa, desajeitado, de homem que já não calcula. Roberto: —Porra, Claudia… você tá… tá escorrendo… não pode… sua mãe… Eu: —Mamãe não tá. Procurei a cabeça dele com a xota. Encaixei. Bem no buraco. Um empurrãozinho e entra. Um empurrãozinho e acaba a dúvida. A buceta se abriu sozinha, beijou ele, chupou ele por fora. Senti o vazio de ontem à noite. O mesmo. Exato. Feito pra esse pau. Mordi o lábio de novo. Até o fundo. O ar faltou. Eu: —É esse… é esse, porra… Roberto: —Não. Não. Se você enfiar… se você enfiar eu não paro. O "não" saiu fraco. O pau deu um pulo contra minha entrada. Escapou um centímetro. Me abri. Minha coxa tremeu. Fiquei dentro da loucura por um instante: sentar, engolir ele, comprovar com a buceta e não com a cabeça. Mais um segundo e eu enfio. Mais um segundo e acaba a dúvida. Me assustei com o quanto eu queria aquilo. Levantei de um tranco. A sala girou de novo. O suco na mesa, a TV falando de trânsito, a meia dele no chão. Casa. Família. Mentira. O pau dele ficou pulsando no ar, brilhando de mim, procurando o calor que eu tinha acabado de tirar. Eu: —Seiscentos. Em dinheiro. Hoje à tarde. Roberto ficou sentado, o pau pra fora, o moletom nos tornozelos, o ar cheirando a buceta minha e a café. Roberto: —Onde você vai? Eu: —Pro meu quarto. Pensar se ontem à noite eu sonhei com seu pau ou se você enfiou de verdade. Não esperei resposta. Subi as escadas de dois em dois. Tranquei. Me apoiei na porta, com a mão de novo na buceta, que continuava latejando com a forma desse pau, não com a do Álex. Ainda não tenho prova. Mas já sei como conseguir. Hoje à noite eu vou de novo deixar duro. E dessa vez eu boto.
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