Eu estava ao lado de Gael há dez anos. Para todos os nossos conhecidos, éramos o casal perfeito, o mais sólido e estável do nosso grupo. Dez anos juntos, nos quais construímos uma cumplicidade enorme. Eu sou uma mulher bonita, de 1,55 m de altura, com uma figura bastante estética, peitos bons e uma bunda gostosa. Por sua vez, Gael sempre teve uma fisionomia muito particular: mede 1,65 m, é um homem magro, muito atraente, mas com uma beleza tão fina e delicada que beirava o feminino; bonito demais para ser homem. Longe de ser um problema para mim, essa aparência tão andrógina me fascinava e nunca tive nenhum reparo com o físico dele. Tínhamos uma vida totalmente normal, muito unidos e entrosados. Durante três anos, a viagem anual à montanha tinha sido uma tradição exclusiva do nosso grupo. Sempre íamos as meninas com Esteban, Mateo e Lucas. No entanto, este ano eu decidi que seria diferente: finalmente integraria o Gael. Falar com minhas amigas antes de confirmar a saída não foi tão simples. Duas semanas antes, enquanto tomávamos um café, eu toquei no assunto. —Este ano o Gael vai com a gente —falei com firmeza, testando a reação delas. Camila e Valeria se entreolharam de rabo de olho. —O Gael? Mas... será que ele aguenta a caminhada e o frio? —perguntou Camila, encolhendo os ombros—. É que ele parece tão delicadinho, amiga. Sei lá, tipo, não combina muito com a vibe tosca dos caras. —Ele não é delicado, só é esguio —corrigi na hora, com uma mistura de orgulho e irritação—. Ele não precisa medir um metro e noventa nem ser cheio de pelo para aguentar uma viagem. Além disso, é meu namorado e quero que vocês convivam bem com ele. Para mim ele é lindo e vocês vão ver que ele é super agradável. Elas acabaram aceitando, embora eu soubesse que no fundo ainda tinham aquele preconceito. Para elas, um "homem de campo" tinha que se parecer com Esteban ou Mateo: altos, pesados e de presença tosca. Não entendiam que a beleza fina do Gael, com seu um metro e sessenta e cinco, sua pele branca e impecável e suas proporções suaves, era exatamente o que tinha me deixado apaixonada. No dia da saída, nos encontramos às seis da manhã na casa da Sofia, onde deixaríamos alguns carros para irmos todos em uma única van grande. Lá estavam os cinco homens e as quatro garotas. A van parecia enorme por fora, mas assim que começamos a subir as barracas, os cobertores grossos, os sacos de dormir e as mochilas de cada um para passar uma semana inteira isolados, o espaço interno diminuiu drasticamente. Gael chegou parecendo bem tranquilo, vestindo um jogger de náilon leve daqueles que são macios, confortáveis e fluidos para viajar. Esteban, que media mais de um metro e oitenta e cinco e tinha as costas largas, o cumprimentou com um aperto de mão firme e um sorriso de cortesia, olhando-o de cima a baixo por um segundo antes de subir as primeiras malas. Antes de pegar a rodovia que nos levaria serra adentro, fizemos a parada obrigatória em uma área comercial nos arredores da cidade para nos abastecermos para os sete dias de acampamento. Paramos em um supermercado grande para comprar tudo o que era necessário: caixas de atum, sopas instantâneas, biscoitos, frutas duras que aguentassem a viagem, enlatados, galões de água e barras de energia. A compra demorou, e enquanto a gente organizava os coolers no estacionamento, Gael lembrou que na correria da madrugada tinha guardado na mala umas roupas de descanso que ainda estavam úmidas por terem sido lavadas na noite anterior. No mesmo complexo comercial havia uma lavanderia self-service vinte e quatro horas. —Vou rápido colocar isso na secadora pra não ficar com cheiro de mofo na mala durante toda a viagem — nos disse Gael. Sem graça por atrasar o grupo, correu para a lavanderia, colocou suas roupas — entre elas seus shorts esportivos de tecido macio que usava pra ficar confortável ou dormir — e, na pressa de sair rápido, selecionou o ciclo de calor máximo nas secadoras industriais sem revisar as etiquetas. Quando voltou com a sacola de roupa quente e dobrada, a parada já tinha se estendido. A viagem que a gente planejava começar às seis acabou arrancando depois das nove da manhã. Gael guardou a roupa direto na mala sem desdobrar, pedindo desculpas pelo atraso, sem desconfiar nem um pouco do que a temperatura alta tinha feito com as fibras do short dele. A gente se organizou pra subir como deu porque a caminhonete não aguentava mais. No porta-malas não cabia nem um alfinete; as barracas, os sacos de dormir, as caixas de comida e a fruta mais delicada que a gente não podia amassar ocupavam até o último cantinho. Na frente a gente se apertou, as quatro mulheres. O banco do carona era uma massa de pernas e braços amontoados. Eu acabei sentada sobre as pernas da Valéria, grudada pro centro. Essa posição, embora me deixasse com os joelhos dobrados e desconfortável, me dava uma vantagem clara: só de virar um pouco o pescoço pra trás eu tinha uma vista limpa e direta de tudo que rolava na fileira de trás. Atrás a situação beirava o absurdo. Quatro homens disputando o espaço. Mateo e Lucas levavam um isopor grande pesando sobre as coxas, tentando fazer com que não virasse com qualquer movimento brusco. O único que tinha um lugar "completo" era o Esteban, que por ser o mais alto e parrudo do grupo —um cara de ombros largos, musculoso e o único solteiro da viagem— ocupava o centro. Gael, com seu um metro e sessenta e cinco, suas pernas finas e vestindo aquele jogger de náilon leve que caía suavemente nele, era o único que conseguia se ajeitar no que sobrava de espaço. —Sobe aqui, Gael, não tem jeito. Você não vai ficar dobrado sete horas nem vou jogar as mochilas em cima de você —disse Esteban, dando uns tapinhas normais nas próprias coxas. Gael assentiu querendo ser prático. Se virou e sentou de lado sobre o colo do Esteban. A gente arrancou às nove da manhã com a pressa de recuperar o tempo perdido na lavanderia. Durante a primeira hora tudo correu com total normalidade. Ouvia-se a música do estéreo, as garotas na frente íamos conversando e os homens atrás comentavam sobre o caminho. Gael ia apoiado de forma relaxada, buscando como se acomodar numa posição que não cansasse suas costas. No entanto, à medida que avançávamos e pegávamos a estrada aberta, o balanço da caminhonete e as imperfeições do asfalto começaram a mover os corpos. Cada vez que eu virava a cabeça para olhar para trás, notava que o rosto do meu namorado começava a mudar. Já não estava relaxado. Sua postura ficou tensa, quase rígida. Tinha o olhar fixo na janela lateral e os lábios apertados numa linha fina. Gael é um homem extremamente branco, de pele impecável, e o rubor nele é impossível de disfarçar: um tom carmesim intenso subia do pescoço até as orelhas, fazendo-o parecer acalorado e evidentemente perturbado. Não era incômodo com Esteban, era algo físico. O tecido sintético e fino do seu jogger de nylon não oferecia nenhum tipo de filtro nem espessura. Com cada buraco e cada curva, o peso de Gael quicando sobre as pernas de Esteban começou a provocar neste último uma reação física completamente inevitável e involuntária. Esteban não dizia nada, mas sua respiração tinha ficado mais pausada e profunda. Passou o braço ao redor da cintura de Gael para segurá-lo nos movimentos bruscos do caminho. Não o fazia de forma agressiva, mas seus dedos se apoiavam com firmeza na cintura do meu namorado. Do meu lugar, eu via as caras de Gael. Mordia o lábio inferior, apertava os punhos sobre suas próprias coxas e fechava os olhos por momentos. Estava sentindo com absoluta nitidez como a dureza de Esteban ia se marcando e se acomodando bem debaixo de suas pernas. O incômodo inicial de se sentir descoberto aos poucos se transformou em algo diferente: essa mistura de nervosismo e fascinação ao sentir uma anatomia masculina tão grande e firme reagindo exclusivamente pela proximidade dela. Na metade do trajeto, o motorista encostou no acostamento para uma parada rápida de quinze minutos. Precisávamos esticar as pernas e revisar as amarras da bagagem. Assim que abriram a porta traseira, Gael foi o primeiro a sair quase num pulo. Vinha agitado, respirando fundo o ar fresco da estrada enquanto passava a mão na nuca fervendo. Esteban desceu logo depois. Ao ficar de pé sobre o asfalto e se espreguiçar com calma, a reação que tinha acumulado durante as últimas três horas de viagem ficou à mostra de forma inegável. O tecido da calça dele marcava um volume considerável, duro e proeminente. Esteban, acostumado com a própria presença física, caminhou até o porta-malas para revisar as cordas com total naturalidade, sem tentar se esconder. Gael estava encostado na portinhola tentando tomar ar. Naquele momento, o olhar dele caiu diretamente na virilha do Esteban. Vi meu namorado ficar paralisado. Os olhos dele se arregalaram, totalmente impressionado com o tamanho e a firmeza do que vinha sentindo no corpo dele durante horas. Ficou sem ar por dois segundos inteiros, engolindo saliva com a boca sutilmente entreaberta, incapaz de desviar os olhos daquela imagem. Uma nova onda de calor percorreu o rosto dele. Naquela parada à beira da estrada, ao ver a evidência do que tinha provocado no amigo mais forte do grupo, a mente do Gael mudou para sempre. Já fazia um tempo que tínhamos retomado a estrada quando Lucas reclamou que a perna dele tinha dormido. Ao se ajeitar, empurrou o isopor grande para o centro. Atrás o espaço ficou reduzido a nada. Vi como o Gael teve que se acomodar diferente: virou o corpo e ficou sentado completamente reto sobre as coxas do Esteban, de costas para ele. Pela posição, o corpo do meu namorado ficou colado de cheio contra o torso e as pernas de Esteban. Eu o observava pela parte da frente, mas do meu lugar era impossível entender bem o que estava acontecendo. Só via o rosto de Gael. A pele branca dele ficou intensamente vermelha do nada. Ele estava com o olhar fixo no teto da van, com a boca sutilmente entreaberta e a respiração tão agitada que dava pra notar no peito. As mãos dele estavam cravadas com força sobre as próprias coxas, duro como uma estátua. Gael, desde que a viagem começou, começou a sentir como o membro de Esteban crescia nas pernas dele e isso começou a deixá-lo nervoso, mas na segunda parte do trajeto esse Gael teve que se ajeitar bem em cima de Esteban, numa parte em que, enquanto Gael se acomodava porque os ossos das pernas de Esteban estavam cravando na parte de baixo das coxas dele, tentou subir e percebeu que ficou exatamente na sua buceta e, ao sentir isso enquanto eu o observava, ficou imóvel porque se sentiu estranho, e depois disso começou a sentir como, entre os próprios cachos da bunda, na sua mera rachadura, se posicionou a rola de Esteban, fazendo meu namorado ficar vermelho, se sentir estranhamente excitado diante dessa vulnerabilidade, e começou a crescer nele uma excitação estranha. Pra mim pareceu uma reação raríssima. Pensei que talvez o enjoo da curva estivesse afetando ele ou que a postura estivesse machucando as costas dele, porque com a música e o movimento do veículo, Esteban só o segurava com as mãos nos lados pra que ele não fosse de lado com os buracos. Os corpos iam quicando juntos no ritmo do caminho, nada fora do comum numa viagem tão apertada. Perguntei da frente se ele estava se sentindo bem ou se queria que a gente parasse, mas Gael só negou com a cabeça rápido, sem virar pra me ver, apertando mais os lábios e se deixando levar pelo movimento sem dizer uma única palavra durante todo o resto do trajeto. 18h: Chegada ao ponto de início da caminhada. Às seis da tarde, finalmente o motor desligou no chegar ao final da estrada pavimentada. O sol já estava se escondendo entre os morros e o ar da montanha estava gelado. Nos esperavam quatro horas de caminhada com lanternas e carregando todo o equipamento nas costas. Ao abrir as portas, Gael praticamente saiu fugindo da caminhonete. Correu para a beira a alguns metros, apoiando as mãos nos joelhos enquanto respirava o ar frio de forma agitada. Estava com o pescoço fervendo e o olhar descompassado. Me aproximei dele para passar a mão nas costas. —Você se enjoou feio no caminho, love? —perguntei preocupada. Ele deu um pulinho sutil quando o toquei, como se estivesse com a pele sensível. Demorou alguns segundos para responder, engolindo saliva seco. —Sim… foi o caminho. Muitas curvas e… e o calor de ir tão apertado —conseguiu dizer com a voz um pouco trêmula, evitando meu olhar. Naquele momento Esteban passou do nosso lado para pegar as mochilas pesadas no porta-malas. Esteban parecia estranhamente satisfeito, agitado mas com uma calma pesada. Deu um tapinha normal no ombro de Gael. —Respira, mano, já passou a parte ruim da viagem. Agora vem a caminhada —disse Esteban com um sorriso tranquilo. Gael ficou duro com aquele tapinha, apertando a mandíbula enquanto Esteban se afastava. Para mim era só a reação de alguém exausto e enjoado por nove horas de estrada, sem imaginar de jeito nenhum o choque físico que meu namorado tinha acabado de viver naquele assento. Para quando nos embrenhamos na trilha, a noite já tinha caído por completo e a única luz vinha das nossas lanternas. A fila foi se esticando ao longo de uns trinta metros. As minas íamos na frente marcando o passo; no meio vinham Mateo e Lucas, e lá no final, bem atrasados, vinham Esteban e Gael. O terreno ficou inclinado e escorregadio. Numa subida íngreme, o passo de Gael cedeu. Esteban soltou parte da bagagem e meteu as duas mãos firmemente debaixo das bundas de Gael para impulsioná-lo. Suas palmas sentiram a plenitude das suas formas através do jogger de náilon e, enquanto o subia, apertou os dedos afundando-os nas nádegas de Gael Gael sentiu a mão enorme e os dedos grossos de Esteban sobre suas nádegas enquanto este o detinha Gael ficou paralisado se sentindo pequeno e Esteban movia seus dedos um pouco invadindo as nádegas deliciosas do meu namorado Mais adiante, em outro trecho escorregadio, Gael foi completamente de costas e caiu de cheio sobre o peito de Esteban, ficando suas nádegas encaixadas diretamente contra a pelve de Esteban. Esteban soltou a mala restante e lhe rodeou a cintura com os dois braços para firmar o equilíbrio, colando-o com força contra ele enquanto mantinham a postura por alguns segundos. Quando Gael caiu sobre o peito de Esteban como era uma inclinada a primeira coisa que caiu foram as nádegas de Gael na cock de Esteban parecendo como se entre as coincidências já estivessem se atraindo como se esse cu já quisesse provar essa cock Embora meu namorado não terminasse de aceitar mas lhe fascinava Pouco antes de chegar à clareira, Esteban parou a um lado do caminho. —Me joga a luz aqui um segundo, mano, vou usar —disse Esteban a Gael com tranquilidade. Gael, querendo ajudar, apontou a lanterna para baixo e virou sutilmente para os lados para dar privacidade. No entanto, quando virou o rosto de novo para Esteban, este não havia se coberto. Tinha o membro completamente de fora a escassos centímetros da luz. Gael ficou paralisado e hipnotizado durante quatro ou cinco segundos inteiros, com os olhos arregalados, incapaz de mover a lanterna ou desviar o olhar diante da magnitude do que tinha na frente. Gael ficou hipnotizado enquanto viu esse membro viril que mais do que fazer xixi era uma mostra de Esteban para que Gael visse o que estava provocando nele e estava funcionando muito bem porque Gael estava hipnotizado sentia uma estranha sensação na boca enquanto lhe dava uma corrente de nervos em toda as costas e Gael ficou com os pelos arrepiados, desviou o olhar de repente, afastando a lanterna com as mãos trêmulas e o pescoço fervendo. No meio da penumbra da floresta, só se ouviu uma risadinha baixa, grave e autossuficiente da parte de Esteban. Chegamos ao acampamento quase dez da noite. Enquanto tentávamos montar as barracas no escuro antes de comer algo rápido, notei Gael extremamente inquieto. Ele se distraía a todo momento ao segurar os tubos e as varetas, virando a cabeça para todos os lados como se estivesse procurando algo no meio da penumbra do acampamento. Eu não entendia o quê ou quem ele procurava com tanto nervosismo, mas era evidente que não conseguia se concentrar. Já dentro da nossa barraca, a atmosfera parecia carregada. Gael continuava agitado no saco de dormir, se mexendo de um lado para o outro, com a pele muito quente ao toque. De repente, no meio da escuridão, começou a me procurar com certa urgência, me tocando com uma necessidade desesperada. Me ajeitei e comecei a fazer sexo oral nele. Para minha surpresa, Gael aguentou apenas alguns segundos antes de explodir por completo, tendo um orgasmo imediato e vulcânico. Estranhamente, o pau do Gael estava molhado demais, cheirava demais a sexo, como se ele tivesse estado excitado o dia todo. Eu não parei para pensar nisso, só coloquei na boca, chupei e saboreei. E em alguns segundos ele terminou me enchendo a boca de porra. Fiquei muito surpresa na penumbra; ele costumava ter muito mais controle, mas naquele momento caiu rendido de costas, respirando ofegante e deixando o ambiente cheio de uma confusão silenciosa que eu não sabia como interpretar. No dia seguinte, o cansaço físico da viagem cobrou seu preço de quase todos. Acordamos tarde, entre risadas doloridas, nos espreguiçando e andando devagar pela clareira. Estávamos fisicamente acabados pela caminhada pesada com carga. Enquanto preparávamos o almoço e explorávamos os arredores do riacho, começou a circular a ideia de estender a estadia. —Ei, se a gente voltar no domingo, não vamos render nas aulas da semana. Estamos destruídos —comentou Mateo, massageando as costas—. Temos que ficar mais uns dois dias para descansar bem antes de voltar pra faculdade. Todos apoiaram a ideia na hora, entre risadas e reclamações de dor muscular. Os únicos dois que quebravam a regra do grupo eram Esteban e Gael, por motivos opostos: Esteban parecia fresco e cheio de energia, como se nada tivesse acontecido; Gael, por outro lado, estava totalmente alterado, mudo e rondando o acampamento com o olhar perdido.. Lá pelas cinco da tarde, aproveitando que ainda restavam umas duas horas de luz, Gael decidiu ir se lavar. Diferente dos outros, ele sempre gostou de se manter limpo e arrumado. A alguns metros do lago havia um pequeno desvio de água cristalina que caía das rochas como uma cachoeira natural. Embora a regra do acampamento fosse não usar sabão para não contaminar, Gael não se importou: pegou sua toalha, seu sabão e se afastou sozinho em direção à vegetação. Uns dez minutos depois, enquanto as meninas conversávamos, Esteban se levantou e se embrenhou na mata na mesma direção, sem que ninguém mais no grupo prestasse atenção. Na beira da cachoeira, o som da água caindo abafava qualquer ruído. Gael tirou a roupa por completo, ficando totalmente pelado sob o jato de água fria, se ensaboando devagar. A alguns metros, escondido quase entre a folhagem densa, Esteban o observava em absoluto silêncio. A visão da pele branca de Gael encharcada, a curva de suas nádegas carnudas se marcando sob a água e sua fisionomia fina terminaram de quebrar o autocontrole de Esteban. Sem rodeios, Esteban abriu o zíper da calça e começou a se masturbar ali mesmo, mantendo os olhos cravados na nudez do meu namorado. Ao virar para enxaguar o rosto, Gael ouviu um estalo de galhos e olhou na direção da mata fechada. Viu ele diretamente. Ali estava Esteban, respirando ofegante entre as sombras, movendo a mão com força sobre seu membro ereto. Gael ficou paralisado. Durante cinco segundos eternos, seus olhos não conseguiram se desgrudar do tamanho e da firmeza do membro de Esteban reagindo por ele. A tensão no ar ficou sufocante, gelada. Sob o olhar fixo de Esteban e o impacto da cena, o corpo de Gael reagiu sem que ele pudesse controlar: entre a corrente fria da água, seu próprio membro teve uma leve ereção que ficou completamente à mostra. Esteban notou na hora; um sorriso lento e pesado se desenhou no rosto dele ao ver a resposta física de Gael. Sobrecarregado pelo impacto e por uma onda de calor que percorreu seu corpo, Gael passou a língua nos lábios de pura ansiedade e nervosismo. Sem emitir um único som, girou nos calcanhares e deu as costas para Esteban. Gael pegou sua toalha e começou a se secar devagar. Ao se agachar e se inclinar repetidamente para secar as pernas e os pés, a curva saliente de suas nádegas ficava completamente exposta e na altura da vista de Esteban. Esteban permaneceu imóvel no lugar, sem tentar se cobrir, observando-o com desejo, com o membro a todo vapor, extremamente duro e escorrendo na penumbra. A demonstração de Gael só fazia crescer a excitação de Esteban pelo seu cu. Esteban se masturbava devagar, aproveitando cada detalhe, vendo como aquele bumbum branco parecia faminto. Quando Gael terminou de se secar e virou para olhá-lo enquanto vestia a roupa, percebeu que Esteban continuava ali parado, exatamente na mesma posição, olhando-o com o membro ainda de fora. Gael, com as mãos tremendo e o coração batendo na garganta, caminhou devagar até onde Esteban estava. —Vamos logo… já está escurecendo —conseguiu dizer Gael com a voz entrecortada pelos nervos. Esteban não guardou seu membro de imediato; só o olhou de cima com uma calma dominante. —Calma, não vamos nos perder aqui —respondeu Esteban num murmúrio grave e seguro. Gael não disse mais nada. Totalmente alterado, com a respiração descompassada e o corpo queimando pela cumplicidade que acabara de ser selada entre os dois, caminhou de volta ao acampamento enquanto Esteban ajeitava a roupa para segui-lo a alguns metros de distância. Deram sete da noite e a escuridão terminou por cobrir a floresta. Da área de acampamento, vi Gael e Esteban chegando, saindo juntos do meio da vegetação. Achei bem estranho: Gael estava com o cabelo molhado e o rosto afogueado, enquanto Esteban caminhava atrás com uma calma pesada. Conheço meu namorado há mais de dez anos; sei ler perfeitamente os gestos dele, e era evidente que ele estava extremamente inquieto, desnorteado. Nos juntamos todos ao redor da fogueira para tomar cerveja. Com o passar das horas, o álcool e a excitação contida fizeram Gael começar a se acalorar. Eu não tirava o olho dele: se ajeitava a todo momento, tomava goles longos na lata e suas mãos tremiam sutilmente. Em meio às risadas, a conversa derivou para os corpos. —A verdade é que a anatomia feminina é muito melhor esculpida do que a dos homens —comentou Sofía ajeitando a blusa. —Bom... nem todos os homens —soltou Esteban do tronco, dando um gole na cerveja com um sorriso de canto. —Ah, isso sim —interveio Camila entre risadas—. Digo, Esteban tem um corpo muito bem trabalhado, não dá pra negar. —Como assim "muito bem"? —perguntei eu com um tom meio de brincadeira, meio sério, ao notar como ela o olhava. —Bom, tipo, ele tem uma boa figura —se esquivou Camila. Foi então que Esteban fixou o olhar diretamente em Gael, falando com uma lentidão que me congelou o sangue. —Pois... seu namorado tem melhores nádegas que muitas mulheres. Até acho que tem melhores nádegas que você. O grupo soltou uma risadinha pensando que era um elogio pesado ou uma piada de bêbado, mas eu fiquei completamente séria e irritada. Virei para ver Gael imediatamente: ele ficou intensamente vermelho, engoliu saliva dura e se ajeitou no lugar sem saber onde enfiar a cara, extremamente nervoso pelo descaramento de Esteban. Depois de mais uns tragos e risadas, o grupo começou a se dispersar para suas respectivas barracas. Eu fui adiantando para a nossa para esperá-lo. Gael caminhou alguns metros em direção às árvores para fazer xixi. Enquanto estava de costas entre a penumbra, sentiu uma presença firme atrás dele. Ao virar, viu Esteban parado a poucos passos, observando-o em absoluto silêncio enquanto a luz da fogueira apagada mal os iluminava. Gael terminou rápido, ajeitando a roupa com mãos desajeitadas. Eram os únicos dois que restavam do lado de fora. — Boa noite — murmurou Esteban com sua voz grave, sem mover um único músculo. — Boa noite... descansa — conseguiu responder Gael com a voz pequena e agitada, praticamente fugindo para a nossa barraca. Ao entrar na barraca, o vi fechar o zíper com dificuldade. Estava superalterado, respirando de forma irregular. Sentei ao lado dele no saco de dormir. — O que você tem, Gael? Você está estranhíssimo a viagem toda — perguntei no ouvido dele, num sussurro para que ninguém lá fora escutasse. Gael passou as mãos pelo rosto, tremendo. Chegou bem perto do meu rosto para me falar no maior segredo. — Vou te contar isso porque... porque estamos juntos há mais de dez anos e temos toda a confiança do mundo — sussurrou com a voz embargada —. Na época a gente falou sobre fantasias, mas não sei o que é isso... tenho que te contar porque não me sinto bem guardando isso. Me ajeitei de frente para ele na penumbra. — Desde o primeiro dia, na van... — começou a me explicar atropeladamente —. Quando o Lucas mexeu a caixa térmica e eu tive que sentar de costas sobre o Esteban... o pants não cobria nada. Senti todo o membro dele contra minhas nádegas. E com o movimento da estrada e a música, ele começou a esfregá-lo em mim. Amor... senti tudo. Eu abri os olhos em choque, mas ele apertou minha mão para que eu não falasse. — E na trilha, quando eu escorreguei... ele me agarrou por trás pra não me derrubar. Senti como ele enfiou os dedos na minha buceta por cima do tecido... e não me deu medo. Tava apavorado e nervoso, mas não senti ruim. E depois... quando ele parou pra fazer xixi, vi como o pau dele saiu... é enorme, muito maior e mais grosso do que qualquer coisa que eu já vi. E hoje... hoje quando fui me lavar na cachoeira, ele me seguiu. Ficou entre os galhos se masturbando enquanto me via pelado... isso é o que mais me deixou perturbado. —Ah... por isso esse filho da puta tava te elogiando lá fora — soltei num murmúrio, juntando as peças —. Que nojo... —Não... não me deu nojo — admitiu Gael baixando o olhar, com o rosto queimando. —Como assim não te deu nojo? Então o que te deu? —Não sei... tipo, não senti nojo ao ver ele. —Vê lá, Gael, você nunca tinha visto um pau na vida? — perguntei confusa. —Pois é, tipo, nos chuveiros da academia, nas saunas... mas sei lá, isso é muito diferente. Isso não sei por que se sentiu assim. Fiquei processando as palavras dele enquanto sentia um impulso inicial de indignação. —Amanhã mesmo vou encarar esse cara pra ver qual é que é... —Não, não, não! — me implorou Gael desesperado, me pegando pelo rosto num sussurro urgente —. Não vai falar nada pra ele, por favor. Não mexe com ele, ele vem cansado, tem que descansar... não arruma problema na viagem. Ao ouvir ele defendendo e se preocupando que Esteban descansasse, fiquei gelada. Vi meu namorado completamente corado, alterado e com uma clara excitação física que não conseguia esconder enquanto me confessava tudo. Entendi o estado em que ele tava. Ao ver o quão extasiado e confuso ele vinha, deslizei pra baixo no saco de dormir e me acomodei entre as pernas dele pra começar a fazer sexo oral nele, descendo mais pra dar um beijo grego enquanto ele esfregava as próprias nádegas. Vendo que esse Gael tava muito receptivo enquanto eu chupava o pau dele subia e descia não era um pau muito grande mas eu gostava gostava do sabor da textura e das bolas dele enquanto eu chupava ele, comecei a agarrar a bunda dele com as mãos, amassava, e então levantei as pernas dele e comecei a percorrer as bolas dele, guiando minha língua em direção ao ânus dele, pensando que isso ia satisfazer meu namorado. Mas não imaginei que isso só ia apressar a curiosidade dele e a vontade de provar algo maior no meio daquele par de nádegas carnudas que meu namorado tinha. Ele gemeu num "Ah" abafado enquanto eu enfiava minha língua no cu rosadinho recém-banhado dele, enquanto com uma mão eu puxava o pau do Gael. Ele gozou de novo com uma rapidez e intensidade vulcânicas. Quando terminou, caiu rendido ao meu lado, respirando ofegante no escuro, deixando a barraca num silêncio denso onde nossa relação tinha acabado de cruzar uma linha sem volta.. Levantamos cedo. O ar da manhã no lago era fresco, mas o sol começava a esquentar rapidamente a vegetação úmida. Aos poucos o grupo foi saindo das barracas para se juntar ao redor da área da fogueira para preparar café e algo de café da manhã. Eu já não conseguia ver o Esteban da mesma forma. Cada movimento que ele fazia, cada palavra que saía da boca dele, agora passava pelo filtro da confissão que o Gael tinha me feito na noite anterior. Naquele momento, vi o Esteban sair do fecho da barraca dele. Vinha de shortinho esportivo cinza e sem camisa, se espreguiçando sob o sol. Como costuma acontecer de manhã, trazia uma ereção matinal notável que se marcava sem a menor vergonha no tecido fino do short. Virei para ver o Gael imediatamente. Como era de se esperar, meu namorado ficou vermelho como um tomate ao vê-lo sair assim, desviando o olhar com uma falta de jeito tremenda que me deu uma raiva silenciosa. Sem aguentar a vontade de marcar território e confrontá-lo, falei direto com o Esteban na frente dos outros: —Ei, Esteban, se cobre um pouco, né? Tem mais gente aqui. Esteban parou por um segundo, surpreso com meu comentário. Me olhou com certa estranheza e, de imediato, seu olhar se desviou para Gael, que estava duro igual pedra ao lado da cafeteira. Esteban deu um sorrisinho sutil, pegou na cintura da calça e puxou um pouco pra cima pra se ajeitar, sem mostrar o menor sinal de pressa ou vergonha. Sentamos nos troncos pra tomar café da manhã. Gael, ainda super alterado e nervoso por causa da troca de palavras, segurava a caneca com as mãos tremendo. Quando tentou se ajeitar, fez um movimento errado e derramou metade do café quente na calça. —Ai, caralho! —reclamou Gael, pulando de pé enquanto o tecido grudava nas pernas. —Vai trocar de roupa na barraca antes que você se queime —eu disse. Gael correu pra nossa barraca pra procurar roupa limpa. Passaram só uns dois minutos quando ouvi ele me chamando num sussurro urgente lá de dentro: —amor… amor, vem aqui um segundo, por favor. Levantei e entrei na barraca, fechando um pouco a lona. Gael estava parado no meio do espaço, cercado pela mala aberta, segurando um short esportivo branco com cara de desespero. —A roupa encolheu… a mala inteira da lavanderia encolheu —me disse mostrando a peça—. Não tenho o que vestir. —Deixa, experimenta. Veste pra ver como fica, de qualquer jeito tá fazendo um calor do caralho lá fora —respondi tentando ser prática. Gael vestiu o short branco. A peça ficou justíssima nele, quase beirando o absurdo. Parecia praticamente uma sunga de corte alto: o tecido elástico grudava tanto na pele que comprimia a frente, fazendo parecer que ele tinha um pau pequeno de tão apertado, mas na parte de trás causava o efeito contrário. Marcava a racha de um jeito escandaloso e realçava uma bunda carnuda, firme e empinada que não deixava nada pra imaginação. Ficou incrivelmente gostoso. Não consegui segurar uma risada amarga ao vê-lo assim. —Ai, não, meu filho… agora sim o Esteban vai ter mais pretexto pra andar com o pau duro o dia todo porque você tá assim. Gael me olhou com os olhos arregalados de aberto, totalmente envergonhado e sobrecarregado. —Ei, amor… por que você me diz isso? —me reclamou baixinho, encolhendo os ombros—. Tô me sentindo muito estranho… —Ai, amor, então não sei o que te dizer —respondi me aproximando pra ajeitar a cintura dele—. Tipo, de qualquer forma todo mundo do grupo já sabe que você tem um corpo muito fino e cheio de detalhes. Não se envergonhe do seu corpo, você fica muito bem, mas é a verdade. Sem mais opções de roupa limpa que servisse folgada nele, Gael não teve outra escolha a não ser engolir seco, juntar coragem e sair da loja vestindo só aquele short branco tão apertado e uma camiseta de alcinha simples. O impacto no acampamento foi imediato. Assim que ele pôs um pé pra fora e a luz do sol bateu direto no tecido branco justo, a visão das nádegas dele marcadas roubou a atenção da fogueira. E o primeiro a notar foi Esteban. Esteban, que estava sentado recostado num tronco com uma caneca na mão, ficou completamente hipnotizado. Seus olhos se cravaram direto na parte de trás de Gael, percorrendo cada curva exposta com uma fixação quase descarada, completamente cativado pela forma como o short branco acentuava a figura dele. Gael caminhou até a mesa de madeira sentindo o olhar de fogo de Esteban nas costas, mantendo-se rígido e com o rosto ardendo em rubor por se saber o centro das atenções. O resto do dia ficou bem tenso e abafado ao redor do acampamento. O short branco justo transformou Gael no centro involuntário de todos os olhares. Lucas e Mateo olhavam pra ele com certa curiosidade ou faziam comentários casuais sobre o quanto a roupa tinha encolhido na lavanderia, mas o de Esteban era completamente diferente. Esteban olhava pra ele com uma expressão pesada, direta, quase de predador calculando a presa. Toda vez que Gael se afastava alguns metros do grupo — fosse pra buscar mais lenha perto dos arbustos ou pra lavar as mãos no riacho —, Esteban se levantava pouco tempo depois e Eu o seguia a passos lentos. Gael vinha com os nervos à flor da pele por causa daquele assédio constante, mas quando o observava de longe, notava algo que me deixava desconcertada: meu namorado não parecia assustado nem incomodado. Vinha com o rosto profundamente ruborizado, com a respiração alterada e uma estranha expressão de prazer contido no olhar, como se saber-se perseguido e desejado daquela forma tão direta o mantivesse num estado de excitação permanente. Em duas ocasiões em que Esteban foi atrás dele em direção ao riacho, eu não me aguentei e fui segui-los discretamente entre as árvores. Na segunda ocasião, consegui ver como Esteban foi encurralando Gael contra o tronco de um pinheiro, cercando-o a poucos centímetros de suas costas enquanto Gael ficava rígido no lugar, sentindo a sombra pesada de Esteban sobre ele. Intervim imediatamente, saindo de entre os galhos para me colocar no meio. —Ei, Esteban, qual é o seu problema? —falei irritada, encarando-o—. Já deixa ele andar em paz, né? Você parece uma sombra. O quê, não tem outra coisa pra gastar sua energia? Esse cu é meu. Esteban não se abalou nem um milímetro. Limitou-se a me olhar do alto com uma calma zombeteira e dominante, dando um gole devagar na lata que carregava antes de me responder com um sorriso de canto: —Por enquanto… —soltou num murmúrio grave e seguro. Antes de dar meia-volta, Esteban virou-se para Gael e piscou um olho de forma deliberada na minha frente. Ao ouvir aquela resposta tão direta —saber que Esteban não estava brincando, mas que tinha a intenção explícita de pegá-lo—, o coração de Gael deu um salto. Um arrepio de susto percorreu sua espinha, mas ao mesmo tempo a excitação o dominou: baixou o olhar e mordeu o lábio inferior com força, contendo um suspiro quente enquanto ficava vermelho até as orelhas. Eu vi perfeitamente como ele mordeu o lábio. Senti uma mistura de raiva, ciúmes e desconcerto ao ver que ele não se defendia. Agarrei Gael pelo braço com firmeza e Eu o puxei para uma área mais afastada da floresta, atrás de uma fileira de pinheiros onde ninguém pudesse nos ouvir. —Vamos ver, Gael, que porra você tá fazendo? —encarei ele, soltando-o, olhando direto nos olhos dele—. Você tá percebendo que esse cara tá te caçando? Ele tá te assediando na minha frente. O que você quer que eu faça? Gael ficou todo enrolado com as mãos na cintura do short branco justo, olhando pro chão sem saber onde enfiar a cara. —Não sei… —conseguiu murmurar com a voz pequena e trêmula. —Como assim "não sei"? —exigi irritada, dando um passo firme na direção dele—. Quero que você me diga algo agora mesmo. Vamos, me diz, aonde você tá levando isso, amor? O que você quer que aconteça? Será que você não me ama ou algo assim? —Não, não! Claro que te amo… Te amo, você sabe que é minha vida —respondeu Gael rápido, levantando o olhar com os olhos angustiados, me pegando suavemente pelas mãos mas se sentindo encurralado. —Então? Se você me ama, o que você quer conseguir com tudo isso? —perguntei cruzando os braços, cravando o olhar nele—. Porque eu tô te observando o dia todo, Gael. Sinto que você tá andando diferente… Sinto que até anda diferente quando passa na frente do Esteban, como se estivesse exibindo esse short, como se quisesse que ele veja. Gael engoliu seco, piscou rápido e desviou o olhar para as copas das árvores, profundamente em dúvida. —Não… não, nada a ver… —respondeu com um fio de voz, mas com um tom tão vacilante e sem convicção que só confirmou minhas suspeitas. —Não mente nem se faz de desentendido, Gael —falei direto no ouvido dele, pra que ele entendesse a gravidade do que tava jogando—. Entende uma coisa: esse cara não tá atrás de você pra bater papo nem pra dar um tapinha de amigo naquelas nádegas tão gostosas que você tá marcando nesse short. Esse cara quer te comer! Quer enfiar aquele membro enorme que você viu. É isso que você quer ou que porra tá acontecendo com você? Gael deu um pulo pela dureza de minhas palavras. Ouvir a verdade dita tão sem rodeios pela própria namorada o desconcertou por completo. O ar ficou preso na garganta dele, o peito subia e descia agitado enquanto ele ajeitava desajeitadamente o short branco que grudava nas coxas. Entre o susto de saber que sua fantasia tinha sido descoberta e a excitação inegável que sentia ao saber que Esteban estava exatamente a fim dele, Gael ficou em absoluto silêncio, incapaz de negar que a ideia o mantinha em transe. Quando terminei, me acomodei ao lado dele. Passei meus dedos pelo cabelo molhado dele e colei no ouvido dele para falar num sussurro íntimo. —Ei… e o que você sentiu? O que você mais gostou? —perguntei direto. Gael piscou na penumbra, desconcertado. —Do… do que você tá falando, love? —Ai, não se faz —falei, roçando a bochecha dele—. O que você gostou? Fala logo. —Mas… você tá falando do que aconteceu agora ou… do Esteban? —murmurou confuso. —Ué, do que mais? Eu te conheço inteiro, Gael, mas isso eu não conheço. Não sei o que isso causou em você. Gael ficou em silêncio por alguns segundos, olhando para o teto da barraca enquanto acelerava a respiração. Sentindo a segurança do espaço a sós comigo, começou a se abrir por completo. —É que… não sei —admitiu num fio de voz—. Sentir o membro dele entre minhas nádegas na segunda parte da viagem… a verdade é que me fez estremecer a espinha toda. Teve uma parte em que até meus mamilos arrepiaram de um jeito tão estranho que doeram. E tive uma ereção duríssima… Com o balanço da estrada, quando ele me movia em cima dele, senti que ia gozar ali mesmo. Senti purinho. Me sinto muito mal por te contar isso, mas… foi assim. Peguei a mão dele com carinho e dei um beijo no ombro dele. —Não se preocupa, meu love. É algo puramente sexual… eu não tô te julgando, jamais faria isso, você já sabe. —Eu sei —suspirou Gael me abraçando forte—. Por isso tenho tanta confiança em você pra te contar tudo isso… Fiquei olhando nos olhos dele na na penumbra e soltei a pergunta sem rodeios: —Ei… e quando você viu que ele estava se masturbando enquanto você tomava banho, não deu vontade de dar umas chupadas ou algo assim? Gael ficou completamente duro ao meu lado, abrindo os olhos arregalados e engolindo seco. —Não… não —conseguiu dizer num sussurro rápido e desajeitado. —Você está mentindo pra mim… —sorri no ouvido dele, roçando minha boca no pescoço dele—. Deu vontade sim. Gael apertou as pálpebras, abaixou a cabeça envergonhado e soltou o ar. —Talvez… —admitiu com a voz trêmula. —E se você tivesse a oportunidade agora… chuparia o Esteban? Gael mordeu o lábio inferior com força, segurando um tremor no corpo todo antes de responder. —Talvez… —voltou a confessar num fio de voz quase inaudível. Ao ouvi-lo admitir duas vezes seguidas, abri os olhos arregalados no meio da penumbra. Minha pele se arrepiou por completo. Entendi naquele instante a posição em que meu namorado estava: ele estava se preparando mentalmente, passo a passo, pra ser submisso e se tornar a mulher de outro homem. E, pra minha própria surpresa, descobrir essa transformação nele não me deu nojo nem raiva, mas produziu no meu ventre uma onda sutil e inegável de tesão. Fiquei acariciando o peito dele um momento, sentindo as batidas aceleradas do coração contra minha palma antes de falar de novo bem perto dos lábios dele. —Ei… então, eu não te julgo, meu amor. A verdade é que tudo isso me estranha muito. Me faz sentir estranha… não mal nem triste, mas é muito esquisito. Digo, eles são meus amigos há anos, a gente saía pra brincar na casa dos nossos pais quando éramos crianças e agora, sei lá… isso é muito estranho. Gael suspirou fundo, mantendo o olhar fixo no teto da barraca. —Você já pensou que o Esteban talvez já tenha imaginado coisas com você? —perguntei de repente—. Te pergunto isso porque tenho certeza que esse safado já tem tudo na cabeça. Gael virou pra me olhar rápido, piscando desnorteado. —Como? Imaginado o quê? —Pois é, ou seja… imaginei você chupando ele, te ver pelado muito mais de perto… sei lá, te explorar por todos os lados. Enquanto eu dizia isso com aquela frieza detalhada, notei perfeitamente como a pele do Gael se arrepiou inteira, dos braços até o pescoço. Ele soltou um pequeno soluço abafado, uma mistura de nervosismo puro e uma excitação contida que o entregava cada vez mais diante dos meus olhos. —Por que… por que você tá me dizendo tudo isso, love? —ele me perguntou com a voz trêmula, quase suplicante. —Bom, eu só quero que você saiba muito bem o que tá fazendo —respondi com calma, ajeitando uma mecha de cabelo molhado dele—. Não gosto nem um pouco do joguinho que o Esteban tá fazendo lá fora, mas sei lá… você tem que estar muito consciente do que pode acontecer, meu love. —Como assim, o que pode acontecer? —love… —soltei um suspiro de desespero controlado—… você tá usando um short que fica incrível em você. Pra seduzir um homem é uma joia, mas não quero que você vá esquentar demais o Esteban e depois ele fique intenso demais. E se na hora H você não gostar? Embora… bom, por tudo que você tá me dizendo, dá pra ver que você gosta bastante. Mas sei lá, não quero que você tenha uma experiência ruim. Acariciei devagar o pescoço dele, subindo os dedos até o cabelo pra acalmá-lo. Com a outra mão, desci até o quadril e dei um tapa firme na bunda por cima do tecido fino do short. Gael reagiu na hora, soltando um gemido leve e arqueando as costas de forma positiva ao contato, apertando as próprias pernas. Olhei direto nos olhos dele no meio da penumbra e soltei a última frase com total sinceridade: —Porque não pense que o Esteban é o tipo de homem que faz sexo de maneira delicada… Gael abriu os olhos arregalados, congelando no lugar e ficando petrificado me olhando, como se só naquele instante processasse o impacto real do que significava se entregar a alguém como o Esteban. Gael ficou me encarando com os olhos bem abertos, com a respiração presa, e me perguntou num sussurro: —Por que… por que você diz isso? —Por boatos —respondi direto, me ajeitando mais perto dele—. Boatos que se ouvem. Gael engoliu seco e me olhou fixamente, tentando entender o que passava pela minha cabeça. —Ei… e se você sabe tanto disso, você nunca ficou com vontade? —me perguntou com curiosidade e dúvida. —A verdade é que nunca foi meu forte esse tipo de coisa, tipo experiências assim tão intensas ou pesadas. Não, além disso a gente sempre esteve junto; você é tipo meu quarto namorado. Mas a verdade… te ver assim é estranho —admiti francamente—. Tô te falando isso porque você anda com esse short passeando pra lá e pra cá… e depois com esses lábios que você tem. Sei lá, não quero que aconteça algo ruim. Só tô te cuidando, meu amor. Gael pareceu entender o aviso e o fundo do que a gente falava. Se relaxou um pouco, nos demos boa noite e dormimos em meio ao silêncio da floresta. Ao amanhecer, escutei que o resto do grupo já estava acordado e se movimentando lá fora. Levantei devagar e fui mexer no Gael pra acordá-lo. —amor, já vamos levantar, já estão falando com a gente porque o café da manhã tá pronto. Fiquei olhando ele um segundo enquanto se ajeitava e acrescentei: —Ei, eu acho que você devia trocar de short. Gael virou pra ver a peça branca que trazia desde o dia anterior e notou que o tecido na parte da frente estava totalmente molhado e duro, evidência de que tinha passado uma noite bem agitada e quente. Soltei um suspiro e neguei com a cabeça. —Ai, amor, sério… quem diria que você fosse tão quente sentindo uma boa cock na Booty. Gael ficou vermelho na hora e me olhou consternado. —amor, o que há com você? —Bom, eu poderia te dizer o mesmo —respondi com naturalidade—. O que há com você? Gael não disse mais nada, procurou na mala e trocou a peça molhada por um short esportivo cinza. No entanto, como toda a roupa estava lavada e encolhida pelo calor, esse short Gris apertava ainda mais as coxas dele e realçava a firmeza da bunda com um caimento quase tático. Saímos juntos da loja pra nos juntar ao grupo perto da fogueira. Esteban não demorou pra buscar proximidade com Gael assim que o viu sair. Ao cruzar o caminho dele em direção à mesa de madeira, passou os olhos de cima a baixo e soltou com voz grave: —Você tá muito gostoso hoje. Ao ouvir o comentário de passagem, ri pra mim mesma, pensando só no quanto ele era descarado e safado. Esteban parou a alguns passos de Gael, olhou direto na cara dele e acrescentou com um sorriso sutil: —Ei… parece que você beijou sua namorada e ficou batom na sua boca. Mas você tá gostoso. Gael ficou completamente vermelho, entendendo a intenção de Esteban ao sexualizá-lo e fazer parecer que seus lábios estavam pintados, acentuando seus traços finos e femininos. Buscou meu olhar procurando apoio e eu só fiz uma careta indicando que, de fato, ele trazia um pouco de brilho ou batom da noite anterior. Gael levantou a mão com intenção de limpar a boca desajeitadamente, mas Esteban o deteve com a voz: —Não, não… fica assim. Gael baixou a mão e ficou assim o resto da manhã, andando pelo acampamento com os lábios realçados e a roupa apertada. Passadas as horas, enquanto comíamos e o grupo continuava bebendo cerveja sob o calor do meio-dia, Sofía notou a fixação constante de Esteban e a forma como ele não tirava os olhos do meu namorado cada vez que ele se mexia. —Você tá muito inquieto, né? —comentou Sofía entre risadas, se dirigindo a Esteban na frente dos outros—. Dá pra ver que você tá bem atrás dessa raba pequena. Assim que ouvi o comentário de Sofía solto tão levianamente, virei pra encará-la fixamente, marcando minha irritação com um olhar feio. Sofía ficou olhando Esteban e Gael com um sorriso malicioso antes de virar diretamente pra mim. —Esse homem tá solto... e seu namorado também não parece muito distante, né? Eu no seu lugar não deixava os dois a sozinhas pra nada —soltou Sofía num tom baixo que ressoou como um aviso leve. Não falei nada. Só fiz uma careta de irritação, mandando ela mentalmente pra puta que pariu, e virei as costas pra ignorá-la. No entanto, conforme a tarde avançou, o clima no acampamento ficou sufocante. O calor era brutal, denso e úmido. Quase todo mundo estava coberto de suor. Foi nesses momentos que Esteban começou a dar uma ênfase quase constante sobre Gael, comentando em voz alta o quanto ficava gostoso o suor escorrendo pela pele branca do pescoço e dos ombros. E a verdade era que, por mais que me custasse admitir, Gael ficava uma delícia; o brilho da pele suada ressaltava a fineza dos traços dele. Pra tirar o calor infernal, um dos caras teve a ideia de ir ao lago. A água estava calma e não muito funda; a parte mais profunda chegava mal a 1,60 ou 1,70 metros. Todos concordamos na hora. A maioria das minas e dos caras já estava de biquíni ou roupa leve, mas meu namorado, como não tinha mais roupa pra trocar, entrou só com aquele short cinza apertado e sem camisa. Sofía tomou a iniciativa pra montar a dinâmica na água. —Vamos jogar vôlei, mas lançando a bola como no basquete, pra ser mais rápido —propôs dividindo o grupo—. Vamos ver, os homens jogam num time e nós no outro... mas o Gael vem com as mulheres pra equilibrar as coisas. Assim ficaram os times: os homens de um lado e as mulheres com Gael do outro. Assim que o jogo começou, os tapas e as risadas na água esconderam em parte as intenções de Esteban, que buscava continuamente se aproximar de Gael com qualquer desculpa. Numa jogada perto do centro, Gael deu um passo em falso, pisou numa rachadura no fundo e afundou de repente, perdendo o equilíbrio. Esteban reagiu com uma rapidez impressionante: nadou os poucos metros que os separavam, enfiou os braços por baixo da água e levantou Gael com um único puxão. Ao segurá-lo para que não caísse de novo, as mãos de Esteban acabaram agarrando de cheio as bundas submersas do meu namorado para firmá-lo contra o próprio corpo. Gael fez um movimento estranho com o quadril, prendendo a respiração, se deixando manipular sem opor a menor resistência. Da minha posição, eu só observava cada detalhe: via como meu namorado se deixava apalpar no meio do jogo e como o rosto ficava vermelho cada vez que a sombra de Esteban ficava a escassos centímetros dele. E não era a única que notava; todas as garotas do time estavam atentas à maneira como Esteban não tirava as mãos de cima dele. Pouco depois, a bola caiu nas mãos de Gael. Ele se virou para buscar a quem passá-la, mas Esteban se aproximou de imediato para bloqueá-lo. Em vez de estender os braços para cima para disputar a bola com as mãos como faria qualquer um, Esteban meteu ambas as palmas por baixo da água, rodeando com firmeza a cintura de Gael. Sem soltá-lo, começou a puxá-lo para si por trás, colando o quadril de Gael diretamente contra sua pelve submersa, dando-lhe um arrimão denso e deliberado no meio da corrente. Esteban com suas duas mãos firmes e grandes segurou a cintura de Gael fazendo com que seu pau se colasse a ele, ao que Esteban reagiu e começou quando sentiu aquele cu no seu pau ereto, desejoso daquele bum branco empinado e carnudo, começou a se mover de cima para frente e este era ele, só se deixava fazer, estava à sua mercê. A expressão no rosto de Gael mudou de repente: os olhos ficaram turvos e a boca se abriu levemente, atravessado por uma onda de excitação que não pôde disfarçar. Ao ver a desfaçatez da cena e a reação rendida do meu namorado, fiquei gelada e tive que desviar o olhar para a margem para não explodir ali mesmo. —Esteban... já, né? —soltou uma das garotas do outro lado da rede, notando o aperto justo. Esteban afrouxou os braços devagar, deixando que Gael desse um passo Cambaleando para frente, e respondeu com um sorriso frio e tranquilo: —Desculpa... me distraí um pouquinho. O pulo de Gael e o movimento na água Continua parte 2
1 comentários - Um amigo comeu meu namorado no acampamento