A tarde se arrastava com preguiça sobre o quarto, o sol se filtrando preguiçoso entre as cortinas do quarto onde Maite jazia de barriga pra cima, seu corpo mal coberto por uma calcinha fio-dental de renda preta que o doutor tinha lhe entregado naquela mesma manhã com um sorriso paternal.
"Sua pele precisa respirar, minha menina. Calcinha comum prende bactéria", tinha dito enquanto seus dedos gordos roçavam a embalagem com uma familiaridade que agora, na solidão do seu quarto, fazia Maite se arrepiar por razões que ela não terminava de entender.
O silêncio era opressivo. Antes, na sua antiga vida, esses momentos mortos ela preenchia com o zumbido eletrônico do seu celular: memes virais, mensagens das amigas, músicas do momento. Agora só tinha o tic-tac do relógio de parede e o ocasional estalo da madeira da velha casa.
Se remexeu na cama, sentindo como o tecido minúsculo do fio-dental se enfiava entre suas nádegas, lembrando-a do quanto estava exposta. O doutor tinha sido claro: "Nada de dispositivos, Maite. As ondas eletromagnéticas agravam sua condição".
Um suspiro escapou dos seus lábios enquanto seus dedos brincavam com o elástico da peça. Sua mente voltou inevitavelmente ao que aconteceu na sala de terapia, àqueles dedos experts que a tinham levado à beira e além.
"Por que eu gostei?"
A pergunta queimava mais que o sol do meio-dia na sua pele. Seu ex-namorado, Martín, tinha sido tudo o que o doutor não era: vinte e dois anos, abdômen trincado, sorriso de comercial de pasta de dente. Lembrava dele em cima dela no quarto da faculdade, se movendo com a urgência desajeitada da juventude, sempre apressado, sempre pensando no próprio prazer.
O doutor Castro Moreno, por outro lado, era...
Maite fechou os olhos, deixando seus dedos percorrerem sua barriga lisa. O contraste não podia ser mais grotesco: onde Martín tinha músculos definidos, o doutor tinha pneuzinhos macios; onde o primeiro cheirava a Axe e energia juvenil, o segundo exalava colônia barata e uísque medicinal.
E no entanto...
Seus dedos desceram, encontrando a borda superior da sua calcinha fio-dental. A lembrança daquela manhã a fez ficar molhada instantaneamente.
O jeito que o doutor tinha olhado para ela enquanto fazia elevação de quadril, como se ela fosse um troféu. Seus olhinhos, quase perdidos entre a gordura facial, mas ardentes como brasas. Aquelas mãos—grandes, com anéis de ouro que brilhavam sob a luz—agarrando seus quadris com uma possessividade que Martín nunca tinha demonstrado.
Um gemido escapou dos seus lábios quando seu dedo médio encontrou seu clitóris já inchado. A calcinha fio-dental preta, encharcada, se afundava nas suas dobras a cada movimento circular que imitava—consciente ou inconscientemente?—a técnica do doutor.
"O que está acontecendo comigo?" pensou, arqueando as costas.
Era como se cada mentira médica, cada toque injustificado, cada olhar libidinoso tivesse programado seu corpo para responder. Martín nunca a tinha feito gozar só com os dedos; sempre tinha sido penetração rápida, uns gemidos fingidos por educação, e depois ele dormindo como uma pedra.
Mas o doutor...
Maite introduziu dois dedos, imaginando que eram os do homem mais velho—mais grossos, com aquela unha do indicador levemente amarelada pelo cigarro que ele fumava escondido. Imaginou seus bigodes roçando sua coxa interna enquanto murmurava obscenidades disfarçadas de termos clínicos.
"Você vai responder muito bem a essa parte da terapia, Maite".
Seus quadris começaram a se mover no ritmo dos seus dedos, a calcinha agora completamente encharcada, colada aos seus lábios como uma segunda pele. O colchão rangia sob seu peso, mas ela já estava além de se preocupar em ser ouvida.
"Sou seu médico. Confie em mim".
E Deus, como ela estava confiando. Seu orgasmo daquela manhã tinha sido diferente—mais profundo, mais sujo, como se estivesse escondido em algum canto do seu corpo esperando que um homem com suficiente paciência (e perversão) o desenterraria. O clímax a atingiu como uma onda suja, fazendo suas pernas tremerem e seus dedos se afundarem mais profundamente. Um grito abafado escapou de sua garganta enquanto imaginava o doutor a observando, a aprovando, talvez até tomando notas naquela maldita caderneta médica que ele levava a todo lugar. Quando a respiração de Maite voltou ao normal, ela ficou olhando para o teto, uma mistura de vergonha e fascinação percorrendo seu corpo suado. Lá fora, no corredor, o chão rangeu sob um peso familiar. Maite mal teve tempo de se virar de lado e fingir sono quando a porta se abriu lentamente. O doutor ficou ali, imóvel, respirando aquele ar carregado de sal e vergonha. —Durma, minha menina —sussurrou, e Maite jurou sentir um sorriso em sua voz—. Amanhã temos outra sessão... intensa. A porta se fechou com um clique, deixando-a sozinha com sua confusão, sua culpa, e esse novo e perigoso conhecimento: seu corpo tinha gostos que sua mente ainda não entendia. A luz do amanhecer se filtrava timidamente entre as cortinas quando Maite acordou, seu corpo ainda quente pelos sonhos molhados da noite anterior. A fio-dental preta —a mesma que ela tinha usado durante sua exploração solitária— continuava colada à sua pele, agora seca mas impregnada do aroma de sua vergonha. Ela se levantou lentamente, sentindo como o elástico se ajustava aos seus quadris, lembrando-a do pouco que cobria. O doutor tinha sido claro: "A partir de agora, só isso pelas manhãs. Sua pele precisa se adaptar". Maite respirou fundo antes de sair do quarto, seus pés descalços roçando o chão frio do corredor. Cada passo em direção ao consultório era um lembrete de sua nudez parcial, de como o ar se infiltrava entre suas pernas, acariciando lugares que já não lhe pertenciam por completo. O doutor Castro Moreno a esperava no umbral, seu jaleco branco impecável contrastando com a escuridão de seus olhos. —Bom dia, minha menina —cumprimentou, sua voz grossa como mel derramado sobre pedra—. Vejo que você seguiu minhas instruções.
Maite assentiu, incapaz de sustentar o olhar dele. As imagens da sua masturbação noturna voltaram como um clarão, fazendo suas bochechas arderem.
—S-sim, doutor.
Ele sorriu, notando seu embaraço, e abriu a porta do consultório com um gesto teatral.
—Entre. Hoje faremos algo diferente.
O consultório cheirava a álcool e a algo mais íntimo, um aroma que Maite já começava a associar com essas sessões. A maca de exame brilhava sob a luz artificial, o lençol de papel crocante esperando por ela como um leito sacrificial.
—Tira a calcinha —ordenou o doutor, fechando a porta com um click que ressoou no peito de Maite.
Ela hesitou só um instante antes de deslizar os dedos sob o elástico e baixá-la lentamente, sentindo como o ar frio beijava sua pele recém-exposta. A peça caiu no chão, uma pequena poça preta sobre as lajes brancas.
—Assim —murmurou o doutor, se aproximando—. Agora, sobre a maca.
Maite obedeceu, deitando-se de barriga para cima enquanto seus peitos pequenos se elevavam a cada respiração acelerada. Dessa vez, notou algo diferente: o doutor não usava luvas. Suas mãos —grandes, com veias proeminentes e anéis de ouro que brilhavam sob a luz— estavam nuas, prontas para tocar.
—Hoje vou sentir sua pele diretamente —explicou, como se lesse seus pensamentos—. Preciso avaliar sua temperatura basal sem barreiras.
Mentira. Ela sabia. E mesmo assim, quando seus dedos começaram a percorrer seu abdômen, Maite não protestou.
O exame foi uma tortura lenta, deliberada.
—Respira fundo —ordenou o doutor, enquanto suas mãos subiam em direção às suas costelas, os polegares roçando as laterais dos seus peitos sem chegar a tocá-los.
Maite prendeu a respiração, sentindo como seus mamilos se endureciam só pela proximidade, pela antecipação.
—Muito bem —sussurrou ele, descendo agora em direção aos quadris dela, os dedos estendidos como um aracnídeo que tecesse sua teia—. Agora as pernas abertas.
Ela separou as coxas com um tremor, expondo-se completamente. O doutor não se apressou; primeiro apalpou suas coxas internas, depois as curvaturas das virilhas, sempre parando a um centímetro de onde Maite ardia.
—Você não me obedeceu —disse de repente, sua voz carregada de decepção fingida—. Você não se depilou aqui.
Seu dedo indicador aterrissou sobre o monte de Vênus, onde os pelos loiros encaracolados brilhavam sob a luz. Maite engoliu em seco.
—M-mas doutor, achei que...
—Silêncio —cortou ele, e foi até o armário pegar uma lâmina de barbear e espuma—. Isso não é negociável.
A depilação foi um ritual humilhante e erótico em partes iguais.
—Fique quieta —ordenou o doutor, borrifando espuma morna sobre o púbis dela.
Maite conteve um gemido quando a espuma fez contato, fria no começo mas esquentando contra sua pele. As mãos do doutor trabalharam com precisão cirúrgica: primeiro afastou os lábios com dois dedos, depois passou a lâmina com movimentos lentos, do osso púbico para baixo.
—Assim —murmurou, enxugando os restos de espuma com uma toalha úmida—. Perfeito.
Maite sentiu o ar frio como nunca antes em sua pele recém-raspada, lisinha como uma menina. O doutor admirou seu trabalho, passando uma mão pela área agora macia como cetim.
—Você ficou como um bebê —disse, e havia algo em sua voz que fez Maite estremecer—. Exatamente como deve ser.
O café da manhã foi a prova final.
—Assim, nua —indicou o doutor, apontando para a cadeira em frente à mesa onde dois ovos mexidos e torradas esperavam—. Seu corpo precisa se acostumar a não se esconder.
Maite obedeceu, sentindo como o assento de madeira fria roçava suas nádegas recém-examinadas. Comeu sob o olhar dele, cada mordida uma confissão silenciosa de sua submissão. O doutor não tocou na comida; alimentava-se de outra coisa, da maneira como Os peitos de Maite tremiam levemente a cada movimento, de como sua pele recém-raspada brilhava sob a luz da sala de jantar.
—Hoje vamos trabalhar na sua... tolerância ao contato —anunciou enquanto servia mais suco no copo dela—. Sua doença exige exposição gradual.
Maite assentiu, sabendo que cada palavra era uma mentira, mas incapaz de recusar. O prazer da noite anterior, a vergonha da manhã, tudo se misturava num coquetel que a fazia se sentir mais viva do que nunca.
E quando o doutor estendeu a mão para limpar um resto de geleia do lábio inferior dela com o polegar, levando-o depois à própria boca com um sorriso, Maite soube que seu tratamento apenas começava.
O sol havia começado seu lento descenso em direção ao horizonte, tingindo as paredes do ambiente com tons dourados e alaranjados. Maite permanecia de pé no centro da sala, seu corpo nu exceto pelo colar de pérolas que o doutor havia colocado nela naquela tarde —*"Para medir sua temperatura corporal"*, havia dito—. O ar fresco da noite começava a se filtrar pelas janelas, fazendo sua pele se arrepiar, seus mamilos ficarem duros como frutinhas gostosas sob um invisível toque gélido.
Havia passado o dia inteiro assim, exposta, vulnerável, tentando se convencer de que isso era medicina. Cada carícia do doutor, cada toque "acidental", cada olhar lascivo disfarçado de exame clínico, tudo podia ser explicado racionalmente. Ou pelo menos era o que tentava acreditar.
—Maite —a voz grave do doutor ressoou do corredor—, é hora do tratamento noturno.
Ela girou lentamente, vendo-o emergir das sombras com algo nas mãos: umas faixas de seda e um pequeno aparelho preto que não reconheceu de imediato.
—O que... o que é isso, doutor? —perguntou, seus dedos brincando nervosos com as pérolas que pendiam do seu pescoço.
O doutor sorriu, mostrando aquele gesto paternal que já não conseguia esconder o predador por baixo.
—Terapia de transpiração controlada —explicou, se aproximando —. Seu corpo precisa liberar toxinas. E pra isso, a gente precisa... de estimulação.
Maite sentiu um arrepio que não tinha nada a ver com o frio.
O quarto principal estava iluminado só por uma lamparina de óleo que projetava sombras dançantes nas paredes. A cama, maior que a dela, tinha barras de ferro forjado no cabeceiro.
—Deita —ordenou o doutor, apontando pro centro do colchão —. De barriga pra cima.
Maite obedeceu, sentindo os lençóis frios roçarem suas costas nuas. O doutor pegou seus pulsos com uma firmeza que não admitia resistência, amarrando-os nas barras com as faixas de seda.
—Isso... isso é necessário? —perguntou Maite, testando as amarras. Eram firmes, mas não doíam.
—Absolutamente —respondeu o doutor, passando um dedo pelo esterno dela —. Os espasmos musculares durante a terapia podem ser perigosos.
Mentira. Uma mentira tão óbvia que Maite quase sorriu. Mas não protestou. Porque em algum lugar escuro da mente dela, essa submissão a excitava mais do que ela estava disposta a admitir.
O doutor então pegou o aparelho preto, mostrando pra ela.
—Vibrador de frequência médica —explicou, ligando pra que Maite visse como vibrava —. Vai estimular seu sistema nervoso pra induzir a transpiração terapêutica.
Era um brinquedo sexual. Um caro, provavelmente, mas um brinquedo no fim das contas. Maite sabia. E mesmo assim, quando o doutor separou as pernas dela e colocou o aparelho contra seu clitóris já sensível, um gemido escapou dos lábios dela.
—Agora —sussurrou o doutor, ajustando a velocidade no mínimo —, relaxa.
Os primeiros minutos foram uma tortura deliciosa. O vibrador zumbia suavemente, como um inseto preso entre as pernas dela, o suficiente pra esquentar, mas não pra satisfazer. Maite arqueou as costas, testando de novo as amarras.
—Doutor... por favor... —implorou, sem saber exatamente o que pedia.
O doutor, sentado na beira da cama, observava sua agonia com olhos brilhantes. —Sim, minha menina? —perguntou, passando um dedo pela parte interna da coxa sem aumentar a velocidade do vibrador. Maite gemeu, frustrada. Nunca em sua vida havia sido amarrada. Nunca havia sido provocada assim. Martín sempre havia sido rápido, egoísta. Isso era diferente. Isso era... —Mais forte! —implorou, envergonhada de suas próprias palavras. O doutor sorriu e girou o botão. O orgasmo a atingiu como um trem, sacudindo-a dos dedos dos pés até as raízes do cabelo. Maite gritou, seus quadris levantando da cama, seus músculos se contraindo ao redor de nada. O vibrador não parou, continuando seu ataque mesmo quando ela soluçava de sobressaturação sensitiva. —Um —contou o doutor, como se anotasse resultados clínicos—. Seu corpo está respondendo bem. As horas seguintes foram um borrão de sensações. O doutor alternava as velocidades, às vezes deixando-a no limite durante eternidades, outras vezes levando-a ao clímax com brutal eficiência. Maite perdeu a conta depois do quinto orgasmo. Seu corpo brilhava de suor, seus músculos tremiam incontrolavelmente, e mesmo assim, quando o doutor finalmente se levantou para ir embora, uma parte dela implorou que ele não fosse. —Seu tratamento deve continuar —disse, colocando outro vibrador menor em sua mesa de cabeceira—. Este tem bateria para oito horas. Maite abriu os olhos, aterrorizada e excitada na mesma medida. —O-oito horas? O doutor assentiu, ligando o novo aparelho e deslizando-o dentro dela com facilidade, graças ao quão molhada ela estava. —Transpiração prolongada —explicou, ajustando as amarras para que ela ficasse mais confortável—. Boa noite, Maite. A porta se fechou atrás dele, deixando-a sozinha com os zumbidos que preenchiam o quarto. O primeiro vibrador continuava em seu clitóris, este novo dentro dela, ambos trabalhando em frequências alternadas que a levavam uma e outra vez ao limite do Loucura. Maite gemeu, puxando suas amarras, sabendo que ninguém viria salvá-la. E o mais assustador: ela já não queria que viessem. Continua... — Se você quiser apoiar minhas histórias, um comentário vale ouro. Também me segue na minha web e em todas as minhas redes →https://magicly.bio/nicolehot5
"Sua pele precisa respirar, minha menina. Calcinha comum prende bactéria", tinha dito enquanto seus dedos gordos roçavam a embalagem com uma familiaridade que agora, na solidão do seu quarto, fazia Maite se arrepiar por razões que ela não terminava de entender.
O silêncio era opressivo. Antes, na sua antiga vida, esses momentos mortos ela preenchia com o zumbido eletrônico do seu celular: memes virais, mensagens das amigas, músicas do momento. Agora só tinha o tic-tac do relógio de parede e o ocasional estalo da madeira da velha casa.
Se remexeu na cama, sentindo como o tecido minúsculo do fio-dental se enfiava entre suas nádegas, lembrando-a do quanto estava exposta. O doutor tinha sido claro: "Nada de dispositivos, Maite. As ondas eletromagnéticas agravam sua condição".
Um suspiro escapou dos seus lábios enquanto seus dedos brincavam com o elástico da peça. Sua mente voltou inevitavelmente ao que aconteceu na sala de terapia, àqueles dedos experts que a tinham levado à beira e além.
"Por que eu gostei?"
A pergunta queimava mais que o sol do meio-dia na sua pele. Seu ex-namorado, Martín, tinha sido tudo o que o doutor não era: vinte e dois anos, abdômen trincado, sorriso de comercial de pasta de dente. Lembrava dele em cima dela no quarto da faculdade, se movendo com a urgência desajeitada da juventude, sempre apressado, sempre pensando no próprio prazer.
O doutor Castro Moreno, por outro lado, era...
Maite fechou os olhos, deixando seus dedos percorrerem sua barriga lisa. O contraste não podia ser mais grotesco: onde Martín tinha músculos definidos, o doutor tinha pneuzinhos macios; onde o primeiro cheirava a Axe e energia juvenil, o segundo exalava colônia barata e uísque medicinal.
E no entanto...
Seus dedos desceram, encontrando a borda superior da sua calcinha fio-dental. A lembrança daquela manhã a fez ficar molhada instantaneamente.
O jeito que o doutor tinha olhado para ela enquanto fazia elevação de quadril, como se ela fosse um troféu. Seus olhinhos, quase perdidos entre a gordura facial, mas ardentes como brasas. Aquelas mãos—grandes, com anéis de ouro que brilhavam sob a luz—agarrando seus quadris com uma possessividade que Martín nunca tinha demonstrado.
Um gemido escapou dos seus lábios quando seu dedo médio encontrou seu clitóris já inchado. A calcinha fio-dental preta, encharcada, se afundava nas suas dobras a cada movimento circular que imitava—consciente ou inconscientemente?—a técnica do doutor.
"O que está acontecendo comigo?" pensou, arqueando as costas.
Era como se cada mentira médica, cada toque injustificado, cada olhar libidinoso tivesse programado seu corpo para responder. Martín nunca a tinha feito gozar só com os dedos; sempre tinha sido penetração rápida, uns gemidos fingidos por educação, e depois ele dormindo como uma pedra.
Mas o doutor...
Maite introduziu dois dedos, imaginando que eram os do homem mais velho—mais grossos, com aquela unha do indicador levemente amarelada pelo cigarro que ele fumava escondido. Imaginou seus bigodes roçando sua coxa interna enquanto murmurava obscenidades disfarçadas de termos clínicos.
"Você vai responder muito bem a essa parte da terapia, Maite".
Seus quadris começaram a se mover no ritmo dos seus dedos, a calcinha agora completamente encharcada, colada aos seus lábios como uma segunda pele. O colchão rangia sob seu peso, mas ela já estava além de se preocupar em ser ouvida.
"Sou seu médico. Confie em mim".
E Deus, como ela estava confiando. Seu orgasmo daquela manhã tinha sido diferente—mais profundo, mais sujo, como se estivesse escondido em algum canto do seu corpo esperando que um homem com suficiente paciência (e perversão) o desenterraria. O clímax a atingiu como uma onda suja, fazendo suas pernas tremerem e seus dedos se afundarem mais profundamente. Um grito abafado escapou de sua garganta enquanto imaginava o doutor a observando, a aprovando, talvez até tomando notas naquela maldita caderneta médica que ele levava a todo lugar. Quando a respiração de Maite voltou ao normal, ela ficou olhando para o teto, uma mistura de vergonha e fascinação percorrendo seu corpo suado. Lá fora, no corredor, o chão rangeu sob um peso familiar. Maite mal teve tempo de se virar de lado e fingir sono quando a porta se abriu lentamente. O doutor ficou ali, imóvel, respirando aquele ar carregado de sal e vergonha. —Durma, minha menina —sussurrou, e Maite jurou sentir um sorriso em sua voz—. Amanhã temos outra sessão... intensa. A porta se fechou com um clique, deixando-a sozinha com sua confusão, sua culpa, e esse novo e perigoso conhecimento: seu corpo tinha gostos que sua mente ainda não entendia. A luz do amanhecer se filtrava timidamente entre as cortinas quando Maite acordou, seu corpo ainda quente pelos sonhos molhados da noite anterior. A fio-dental preta —a mesma que ela tinha usado durante sua exploração solitária— continuava colada à sua pele, agora seca mas impregnada do aroma de sua vergonha. Ela se levantou lentamente, sentindo como o elástico se ajustava aos seus quadris, lembrando-a do pouco que cobria. O doutor tinha sido claro: "A partir de agora, só isso pelas manhãs. Sua pele precisa se adaptar". Maite respirou fundo antes de sair do quarto, seus pés descalços roçando o chão frio do corredor. Cada passo em direção ao consultório era um lembrete de sua nudez parcial, de como o ar se infiltrava entre suas pernas, acariciando lugares que já não lhe pertenciam por completo. O doutor Castro Moreno a esperava no umbral, seu jaleco branco impecável contrastando com a escuridão de seus olhos. —Bom dia, minha menina —cumprimentou, sua voz grossa como mel derramado sobre pedra—. Vejo que você seguiu minhas instruções.
Maite assentiu, incapaz de sustentar o olhar dele. As imagens da sua masturbação noturna voltaram como um clarão, fazendo suas bochechas arderem.
—S-sim, doutor.
Ele sorriu, notando seu embaraço, e abriu a porta do consultório com um gesto teatral.
—Entre. Hoje faremos algo diferente.
O consultório cheirava a álcool e a algo mais íntimo, um aroma que Maite já começava a associar com essas sessões. A maca de exame brilhava sob a luz artificial, o lençol de papel crocante esperando por ela como um leito sacrificial.
—Tira a calcinha —ordenou o doutor, fechando a porta com um click que ressoou no peito de Maite.
Ela hesitou só um instante antes de deslizar os dedos sob o elástico e baixá-la lentamente, sentindo como o ar frio beijava sua pele recém-exposta. A peça caiu no chão, uma pequena poça preta sobre as lajes brancas.
—Assim —murmurou o doutor, se aproximando—. Agora, sobre a maca.
Maite obedeceu, deitando-se de barriga para cima enquanto seus peitos pequenos se elevavam a cada respiração acelerada. Dessa vez, notou algo diferente: o doutor não usava luvas. Suas mãos —grandes, com veias proeminentes e anéis de ouro que brilhavam sob a luz— estavam nuas, prontas para tocar.
—Hoje vou sentir sua pele diretamente —explicou, como se lesse seus pensamentos—. Preciso avaliar sua temperatura basal sem barreiras.
Mentira. Ela sabia. E mesmo assim, quando seus dedos começaram a percorrer seu abdômen, Maite não protestou.
O exame foi uma tortura lenta, deliberada.
—Respira fundo —ordenou o doutor, enquanto suas mãos subiam em direção às suas costelas, os polegares roçando as laterais dos seus peitos sem chegar a tocá-los.
Maite prendeu a respiração, sentindo como seus mamilos se endureciam só pela proximidade, pela antecipação.
—Muito bem —sussurrou ele, descendo agora em direção aos quadris dela, os dedos estendidos como um aracnídeo que tecesse sua teia—. Agora as pernas abertas.
Ela separou as coxas com um tremor, expondo-se completamente. O doutor não se apressou; primeiro apalpou suas coxas internas, depois as curvaturas das virilhas, sempre parando a um centímetro de onde Maite ardia.
—Você não me obedeceu —disse de repente, sua voz carregada de decepção fingida—. Você não se depilou aqui.
Seu dedo indicador aterrissou sobre o monte de Vênus, onde os pelos loiros encaracolados brilhavam sob a luz. Maite engoliu em seco.
—M-mas doutor, achei que...
—Silêncio —cortou ele, e foi até o armário pegar uma lâmina de barbear e espuma—. Isso não é negociável.
A depilação foi um ritual humilhante e erótico em partes iguais.
—Fique quieta —ordenou o doutor, borrifando espuma morna sobre o púbis dela.
Maite conteve um gemido quando a espuma fez contato, fria no começo mas esquentando contra sua pele. As mãos do doutor trabalharam com precisão cirúrgica: primeiro afastou os lábios com dois dedos, depois passou a lâmina com movimentos lentos, do osso púbico para baixo.
—Assim —murmurou, enxugando os restos de espuma com uma toalha úmida—. Perfeito.
Maite sentiu o ar frio como nunca antes em sua pele recém-raspada, lisinha como uma menina. O doutor admirou seu trabalho, passando uma mão pela área agora macia como cetim.
—Você ficou como um bebê —disse, e havia algo em sua voz que fez Maite estremecer—. Exatamente como deve ser.
O café da manhã foi a prova final.
—Assim, nua —indicou o doutor, apontando para a cadeira em frente à mesa onde dois ovos mexidos e torradas esperavam—. Seu corpo precisa se acostumar a não se esconder.
Maite obedeceu, sentindo como o assento de madeira fria roçava suas nádegas recém-examinadas. Comeu sob o olhar dele, cada mordida uma confissão silenciosa de sua submissão. O doutor não tocou na comida; alimentava-se de outra coisa, da maneira como Os peitos de Maite tremiam levemente a cada movimento, de como sua pele recém-raspada brilhava sob a luz da sala de jantar.
—Hoje vamos trabalhar na sua... tolerância ao contato —anunciou enquanto servia mais suco no copo dela—. Sua doença exige exposição gradual.
Maite assentiu, sabendo que cada palavra era uma mentira, mas incapaz de recusar. O prazer da noite anterior, a vergonha da manhã, tudo se misturava num coquetel que a fazia se sentir mais viva do que nunca.
E quando o doutor estendeu a mão para limpar um resto de geleia do lábio inferior dela com o polegar, levando-o depois à própria boca com um sorriso, Maite soube que seu tratamento apenas começava.
O sol havia começado seu lento descenso em direção ao horizonte, tingindo as paredes do ambiente com tons dourados e alaranjados. Maite permanecia de pé no centro da sala, seu corpo nu exceto pelo colar de pérolas que o doutor havia colocado nela naquela tarde —*"Para medir sua temperatura corporal"*, havia dito—. O ar fresco da noite começava a se filtrar pelas janelas, fazendo sua pele se arrepiar, seus mamilos ficarem duros como frutinhas gostosas sob um invisível toque gélido.
Havia passado o dia inteiro assim, exposta, vulnerável, tentando se convencer de que isso era medicina. Cada carícia do doutor, cada toque "acidental", cada olhar lascivo disfarçado de exame clínico, tudo podia ser explicado racionalmente. Ou pelo menos era o que tentava acreditar.
—Maite —a voz grave do doutor ressoou do corredor—, é hora do tratamento noturno.
Ela girou lentamente, vendo-o emergir das sombras com algo nas mãos: umas faixas de seda e um pequeno aparelho preto que não reconheceu de imediato.
—O que... o que é isso, doutor? —perguntou, seus dedos brincando nervosos com as pérolas que pendiam do seu pescoço.
O doutor sorriu, mostrando aquele gesto paternal que já não conseguia esconder o predador por baixo.
—Terapia de transpiração controlada —explicou, se aproximando —. Seu corpo precisa liberar toxinas. E pra isso, a gente precisa... de estimulação.
Maite sentiu um arrepio que não tinha nada a ver com o frio.
O quarto principal estava iluminado só por uma lamparina de óleo que projetava sombras dançantes nas paredes. A cama, maior que a dela, tinha barras de ferro forjado no cabeceiro.
—Deita —ordenou o doutor, apontando pro centro do colchão —. De barriga pra cima.
Maite obedeceu, sentindo os lençóis frios roçarem suas costas nuas. O doutor pegou seus pulsos com uma firmeza que não admitia resistência, amarrando-os nas barras com as faixas de seda.
—Isso... isso é necessário? —perguntou Maite, testando as amarras. Eram firmes, mas não doíam.
—Absolutamente —respondeu o doutor, passando um dedo pelo esterno dela —. Os espasmos musculares durante a terapia podem ser perigosos.
Mentira. Uma mentira tão óbvia que Maite quase sorriu. Mas não protestou. Porque em algum lugar escuro da mente dela, essa submissão a excitava mais do que ela estava disposta a admitir.
O doutor então pegou o aparelho preto, mostrando pra ela.
—Vibrador de frequência médica —explicou, ligando pra que Maite visse como vibrava —. Vai estimular seu sistema nervoso pra induzir a transpiração terapêutica.
Era um brinquedo sexual. Um caro, provavelmente, mas um brinquedo no fim das contas. Maite sabia. E mesmo assim, quando o doutor separou as pernas dela e colocou o aparelho contra seu clitóris já sensível, um gemido escapou dos lábios dela.
—Agora —sussurrou o doutor, ajustando a velocidade no mínimo —, relaxa.
Os primeiros minutos foram uma tortura deliciosa. O vibrador zumbia suavemente, como um inseto preso entre as pernas dela, o suficiente pra esquentar, mas não pra satisfazer. Maite arqueou as costas, testando de novo as amarras.
—Doutor... por favor... —implorou, sem saber exatamente o que pedia.
O doutor, sentado na beira da cama, observava sua agonia com olhos brilhantes. —Sim, minha menina? —perguntou, passando um dedo pela parte interna da coxa sem aumentar a velocidade do vibrador. Maite gemeu, frustrada. Nunca em sua vida havia sido amarrada. Nunca havia sido provocada assim. Martín sempre havia sido rápido, egoísta. Isso era diferente. Isso era... —Mais forte! —implorou, envergonhada de suas próprias palavras. O doutor sorriu e girou o botão. O orgasmo a atingiu como um trem, sacudindo-a dos dedos dos pés até as raízes do cabelo. Maite gritou, seus quadris levantando da cama, seus músculos se contraindo ao redor de nada. O vibrador não parou, continuando seu ataque mesmo quando ela soluçava de sobressaturação sensitiva. —Um —contou o doutor, como se anotasse resultados clínicos—. Seu corpo está respondendo bem. As horas seguintes foram um borrão de sensações. O doutor alternava as velocidades, às vezes deixando-a no limite durante eternidades, outras vezes levando-a ao clímax com brutal eficiência. Maite perdeu a conta depois do quinto orgasmo. Seu corpo brilhava de suor, seus músculos tremiam incontrolavelmente, e mesmo assim, quando o doutor finalmente se levantou para ir embora, uma parte dela implorou que ele não fosse. —Seu tratamento deve continuar —disse, colocando outro vibrador menor em sua mesa de cabeceira—. Este tem bateria para oito horas. Maite abriu os olhos, aterrorizada e excitada na mesma medida. —O-oito horas? O doutor assentiu, ligando o novo aparelho e deslizando-o dentro dela com facilidade, graças ao quão molhada ela estava. —Transpiração prolongada —explicou, ajustando as amarras para que ela ficasse mais confortável—. Boa noite, Maite. A porta se fechou atrás dele, deixando-a sozinha com os zumbidos que preenchiam o quarto. O primeiro vibrador continuava em seu clitóris, este novo dentro dela, ambos trabalhando em frequências alternadas que a levavam uma e outra vez ao limite do Loucura. Maite gemeu, puxando suas amarras, sabendo que ninguém viria salvá-la. E o mais assustador: ela já não queria que viessem. Continua... — Se você quiser apoiar minhas histórias, um comentário vale ouro. Também me segue na minha web e em todas as minhas redes →https://magicly.bio/nicolehot5
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