O Jogo do Tio e da Sobrinha - BDSM - Parte 1

O sol da tarde caía com preguiça sobre o quintal da casa, pintando de dourado as bordas dos vasos de plantas e a velha poltrona de vime onde Marta, a irmã mais velha de Pablo, se acomodava com um suspiro. Era uma mulher de curvas generosas, com o cabelo castanho preso num coque desajeitado e um sorriso cansado mas caloroso. Pablo, sentado à frente dela, brincava com sua xícara de café enquanto escutava a irmã falar do seu último turno no hospital.

—Você não sabe o quanto é exaustivo ficar de pé tantas horas —reclamou Marta, esticando os braços por cima da cabeça—. Mas fazer o quê, alguém tem que pagar as contas.

—Você sempre foi incrivelmente trabalhadora —respondeu Pablo, inclinando-se um pouco para frente—. Não sei como você faz pra criar a Eva sozinha e ainda manter esse sorriso.

Havia admiração genuína na voz dele, mas também algo mais, algo que ele não teria conseguido definir mesmo se quisesse. Desde que descobriu o BDSM, seus pensamentos tinham começado a orbitar em torno da ideia do controle, da submissão, da beleza intricada do poder entregue e tomado. E naquele momento, como se o universo tivesse decidido tentá-lo, a porta do quintal se abriu.

Eva entrou com a leveza de quem não sabe que está sendo observada. Seu cabelo preto, liso e brilhante, caía como uma cascata sedosa até a metade das costas. Seu rosto, redondo e de bochechas rosadas, conservava aquela doçura infantil que contrastava com o corpo pequeno mas bem formado que começava a florescer. Usava um shorts justo que acentuava suas nádegas redondas e uma blusa folgada que, quando ela se movia, deixava entrever o formato dos seus peitinhos, firmes como dois meios-limões.

Pablo prendeu a respiração. A viu passar na frente deles, murmurando um "oi, tio" antes de desaparecer na cozinha. Mas na sua mente, a imagem era diferente: Eva, de joelhos, com os pulsos amarrados atrás das costas, aqueles olhos grandes olhando pra ele com uma mistura de medo e excitação. Ele a imaginou gemendo o nome dele, submissa, entregue.  —Eva está cada dia mais linda —disse Pablo, forçando a voz a permanecer casual enquanto sua irmã assentia com orgulho.  —Sim, já é toda uma mulher —respondeu Marta, sem notar o fogo que ardia no olhar do irmão—. Embora às vezes ainda pareça uma menina.  Pablo não respondeu. Na cabeça dele, os cenários se multiplicavam: cordas ao redor dos tornozelos dela, a boca dela selada com fita, a pele dela tremendo sob as mãos dele. Sabia que era perigoso, que estava cruzando uma linha invisível, mas a tentação era doce demais.  Quando Eva voltou, trazendo uma bandeja com biscoitos recém-assados, Pablo se inclinou para frente com um sorriso que não chegava aos olhos.  —O que você tem feito, princesa? —perguntou, usando aquele tom condescendente que tanto a fazia ficar com raiva.  —Estudando —respondeu ela, torcendo o nariz—. As provas finais estão chegando.  —Você vai ter que fazer uma pausa em breve —disse ele, e embora as palavras fossem inocentes, havia uma promessa escondida nelas, uma que só ele entendia.  —Acho que devo voltar a estudar —disse a jovem, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha com um gesto que denotava certa timidez.  Pablo, reclinado na cadeira com as pernas esticadas, esboçou um sorriso paternal, mas com um toque de malícia.  —Você não deveria estudar tanto, mal tem dezoito anos —respondeu, a voz grave mas calorosa, como se tentasse convencê-la de que a vida era mais que livros e responsabilidades.  Eva devolveu o sorriso, e naquele momento, os olhos dela brilharam com uma mistura de maturidade e aquela inocência que ainda não abandonava completamente sua expressão.  —Já sou maior, tio —disse, brincando com a borda da blusa—. E como mulher adulta, devo ser responsável.  Pablo soltou uma gargalhada, um som profundo que ressoou no ar tranquilo do pátio, e depois olhou para sua irmã Marta, buscando cumplicidade.  —Para premiar sua mulher responsável, o que você acha se eu fizer uns sorrentinos e trouxer uns bons vinhos? —propôs, com uma piscada que denunciava seu entusiasmo pela ideia.

Marta, que até então estava escutando em silêncio enquanto mexia no celular, levantou os olhos e negou com a cabeça, embora com um sorriso de resignação.

—Eu adoraria, Pablo, mas estou no turno da noite no hospital esta semana —explicou, levantando-se do assento com movimentos rápidos, como se o tempo sempre a perseguisse—. Mas vocês podem aproveitar.

Pablo assentiu, fingindo decepção, mas na verdade, sua mente já estava traçando outro caminho. Seus olhos pousaram de novo em Eva, estudando sua reação.

—Você gostaria, Eva? —perguntou, sua voz baixando um tom, quase como se o convite fosse um segredo entre eles.

Eva olhou para ele, e por um instante, pareceu hesitar. Depois, seus lábios se curvaram num sorriso provocante.

—Sim, mas... prefiro vodka —confessou, com um tom brincalhão que fez Pablo soltar outra risada, desta vez mais íntima.

O homem sabia que sua irmã trabalharia a noite toda, e embora não tenha mencionado em voz alta, esse detalhe não escapou aos seus pensamentos. Seu primeiro duque de vinho, guardado cuidadosamente na adega, estava quase pronto para ser apreciado, mas agora, com a menção do vodka, a noite tomava um rumo diferente.

—Vodka, então —aceitou Pablo, levantando-se do assento com uma elegância que contrastava com sua compleição robusta—. Mas não reclame se amanhã tiver ressaca.

Eva riu, um som claro como o cristal, e encolheu os ombros.

—Sou uma mulher adulta, lembra —respondeu, desafiadora, mas com aquela doçura que tornava impossível levá-la completamente a sério.

Pablo a observou enquanto se afastava para a cozinha, e por um momento, permitiu que seus pensamentos vagassem livremente. Eva, com seu cabelo preto que brilhava sob a luz do entardecer, sua figura miúda mas cheia de curvas sutis, e Essa mistura de inocência e ousadia era uma presença que, embora familiar, começava a despertar nele algo mais complexo.

Marta, enquanto arrumava suas coisas para ir ao hospital, lançou um olhar rápido para o irmão, como se intuísse algo em sua expressão.

—Não deixa ela beber demais —murmurou, só o suficiente para que ele ouvisse.

Pablo fingiu se ofender, levando uma mão ao peito com dramaticidade.

—Eu? Jamais —respondeu, mas havia um brilho nos seus olhos que talvez entregasse mais do que ele gostaria.

Marta se despediu com um aceno de cabeça e foi embora, deixando Pablo e Eva sozinhos no pátio, onde o ar começava a esfriar e as sombras se alongavam.

Eva, agora mais relaxada na ausência da mãe, se recostou na cadeira e olhou para o céu.

—Você vai mesmo cozinhar? —perguntou, com um ceticismo divertido.

Pablo se aproximou dela e, sem pensar duas vezes, passou a mão pelo seu cabelo, um gesto que podia ser interpretado como carinho familiar... ou algo mais.

—Claro que sim —disse, sua voz baixa, quase um sussurro—. Mas primeiro, a vodca.

Eva não desviou o olhar, e naquele instante, algo intangível mas palpável passou entre eles. O pátio, o céu, até o som distante dos pássaros, tudo pareceu parar.

—Perfeito —respondeu ela, e no seu sorriso, Pablo encontrou a confirmação de que a noite apenas começava

O sol já havia se escondido por completo quando Pablo saiu de casa, deixando para trás o ambiente acolhedor do pátio onde Eva e Marta continuavam conversando. O ar da noite era fresco, quase reconfortante, mas sua mente estava longe de aproveitar a brisa. Tinha um plano, um que vinha alimentando em silêncio, nutrido por olhares furtivos e pensamentos que jamais ousaria verbalizar.

O supermercado estava iluminado com luzes brilhantes demais, como se tentassem dissuadir qualquer um de cometer atos obscuros sob seu teto. Mas Pablo avançou com determinação, sua carrinho de compras rangendo no chão de linóleo. Primeiro, os ingredientes para os sorrentinos: farinha, ovos, carne moída, temperos. Tudo o que é necessário para um jantar caseiro, algo que pareceria inocente, até carinhoso. Ninguém suspeitaria de um homem comprando provisões para cozinhar para a sobrinha.

Depois, passou pelo corredor de bebidas. Uma garrafa de vodka, daquelas que sabia que Eva preferia, gelada e transparente como gelo. Também pegou umas latas de energético, lembrando como ela gostava de misturar, criando um coquetel borbulhante que a animava e, com sorte, a relaxaria o suficiente para o que ele tinha planejado.

Mas foi na ferragem que seu pulso acelerou levemente. As cordas, grossas e resistentes, escolheu com cuidado, imaginando como ficariam contra a pele pálida de Eva. O chicote, escondido entre outros itens menores, pegou quase com reverência, passando os dedos pelo couro macio enquanto um sorriso quase imperceptível se desenhava em seus lábios. Tudo isso guardou numa sacola separada, longe dos ingredientes de cozinha, como se separar os objetos pudesse também dividir suas intenções em compartimentos moralmente aceitáveis.

—Pronto —murmurou para si mesmo ao sair do supermercado, carregando as sacolas para o carro.

De volta em casa, Marta já se preparava para ir ao hospital, ajustando o uniforme enquanto revisava a bolsa em busca das chaves.

—Comprou tudo? —perguntou sem olhá-lo, ocupada com suas coisas.

—Sim, até a vodka que a Eva queria —respondeu Pablo, deixando as sacolas sobre a mesa da cozinha com um ruído surdo.

Marta assentiu, e por um momento, seus olhos repousaram na sacola maior, a que continha as cordas e o chicote, mas não disse nada.

—Cuida da Eva, tá? Não deixa ela beber demais —avisou, embora seu tom fosse mais rotineiro que preocupado.

—Não se preocupa, vai ser só um jantar tranquilo —mentiu ele, desviando o olhar para os ingredientes que ele começava a tirar.

Marta se despediu com um beijo no rosto e foi embora, deixando a casa num silêncio que Pablo achou carregado de possibilidades.

Enquanto sovava a farinha para a massa, ouviu passos suaves se aproximando. Eva apareceu na porta da cozinha, vestindo um shortinho preto justo que destacava suas pernas finas mas bem torneadas, e um suéter folgado da mesma cor que, no entanto, não conseguia esconder completamente o formato dos seus peitos pequenos mas firmes.

—Tá cheirando bem —comentou ela, se apoiando no batente da porta com os braços cruzados.

Pablo não conseguiu evitar deixar seu olhar percorrer a figura dela antes de responder.

—Os sorrentinos levam tempo, mas valem a pena —disse, adicionando um punhado extra de farinha na massa para se distrair dos seus pensamentos.

Eva se aproximou, curiosa, e subiu na bancada da cozinha, balançando as pernas como uma criança. A inocência do gesto contrastava com a maneira que o shortinho se ajustava às suas coxas.

—Precisa de ajuda? —perguntou, se inclinando um pouco para frente.

Pablo respirou fundo, sentindo o aroma do perfume dela se misturar com o da comida.

—Você podia preparar uns drinks pra gente —sugeriu, apontando para a vodca e os energéticos que tinha deixado de lado—. Mas não exagera, hein.

Eva riu, pulando da bancada com agilidade.

—Sou mais resistente do que você pensa —respondeu, e começou a misturar as bebidas com uma habilidade que sugeria que não era a primeira vez que fazia aquilo.

Pablo observou como seus dedos ágeis abriam as latas e despejavam a vodca nos copos, mas não pegou nada para si mesmo. Preferia manter a mente clara, cada gole que Eva dava era um passo a mais em direção a onde ele queria levá-la.

—Não vai beber? —perguntou ela depois de um gole, olhando pra ele com curiosidade.

—Prefiro esperar a comida ficar pronta —mentiu de novo, mexendo o molho que agora borbulhava no fogão.

Eva deu de ombros e tomou outro gole, mais longo desta vez. Pablo notou como suas bochechas começavam a corar levemente, e soube que o álcool começava a fazer efeito.
—O que mais você planeja para esta noite? —perguntou Eva, brincando com a borda do copo.

Pablo largou a colher e se aproximou dela, limpando as mãos no avental.

—Ah, tenho algumas ideias —respondeu, sua voz baixa mas carregada de uma intenção que fez Eva olhá-lo com uma mistura de curiosidade e algo mais, algo que poderia ser antecipação ou nervosismo.

Ela não respondeu, mas também não desviou o olhar. O silêncio entre eles era espesso, como o molho que continuava cozinhando atrás deles, prometendo um final que só um deles conhecia por completo.

O jantar transcorreu com uma aparente normalidade, embora sob a superfície pulsasse uma tensão que só Pablo parecia perceber com clareza. Os sorrentinos, perfeitamente cozidos e banhados em um molho de tomate caseiro que havia reduzido até alcançar um equilíbrio entre o doce e o ácido, foram devorados com entusiasmo por Eva, que entre um bocado e outro sorvia sua mistura de vodca e energético com uma naturalidade que fazia pensar que não era a primeira vez que combinava as duas coisas. Pablo, por sua vez, mal provou sua taça de vinho, preferindo manter os sentidos alerta enquanto observava cada gesto, cada sorriso, cada movimento inconsciente de sua sobrinha.

O ambiente era quente, iluminado pela luz tênue da lâmpada pendente sobre a mesa, que projetava sombras dançantes nas paredes. Lá fora, a noite havia fechado por completo, envolvendo a casa em um silêncio só quebrado pelo ocasional ruído dos talheres contra os pratos ou o tilintar do gelo no copo de Eva.

—Tio, por que você não estudou nada? —perguntou Eva de repente, apoiando os cotovelos na mesa e olhando-o com aquela curiosidade infantil que ainda não havia perdido de todo.

Pablo deixou o garfo sobre o prato E se recostou na cadeira, cruzando as mãos sobre o abdômen. —Minha família era humilde, Eva. Nem todos tiveram a sorte de poder se dedicar só aos livros —respondeu, sua voz grave mas sem vestígio de amargura—. A gente tinha que trabalhar desde cedo. Sua mãe sabia bem disso. Eva assentiu, baixando o olhar para o prato por um momento, como se refletisse sobre essas palavras. —É, mamãe sempre foi muito trabalhadora —murmurou, e depois levantou o olhar de novo, com um sorriso agradecido—. Por isso sou tão grata por poder estudar contabilidade. Sei que não é fácil pra ela. Pablo esboçou um sorriso, mas havia algo nele que ia além da satisfação familiar. —Bom, agora eu também tô estudando uma coisa —disse, brincando com a borda do guardanapo. Eva arqueou uma sobrancelha, intrigada. —Ah, é? O que você estuda? —Nós —respondeu ele, sem alterar o tom casual da conversa. Eva piscou, como se não tivesse certeza de ter ouvido direito. —Nós? —repetiu, com uma risada incrédula mas genuinamente curiosa. —Sim, nós. Existem muitos tipos, cada um com seu propósito —explicou Pablo, e então, com uma calma que contrastava com o fogo que começava a arder em seu olhar, acrescentou—: Quer que eu te mostre? Eva, ainda inocente diante da verdadeira intenção por trás daquela pergunta, assentiu com entusiasmo —Sim! Nunca vi ninguém estudar nós. Pablo se levantou da mesa com movimentos deliberadamente pausados, como se cada gesto estivesse cuidadosamente calculado para não despertar suspeitas. —Espera aqui —disse, e se dirigiu ao canto onde havia deixado a sacola do supermercado, aquela que Marta não tinha revistado. Eva o observou com interesse, sem imaginar o que estava prestes a acontecer. Quando Pablo voltou, trazia nas mãos uma corda grossa, dessas que havia escolhido com tanto esmero horas antes. —Fica de pé —ordenou, e embora sua voz ainda soasse amável, havia uma firmeza nova nela, uma autoridade que não admitia discussão. Eva, confiante, obedeceu sem questionar, levantando-se da cadeira com aquela graça juvenil que tanto o atraía. —Assim? —perguntou, ajustando o suéter preto que agora, sob a luz fraca, parecia se fundir com a escuridão do quarto. —Assim —confirmou Pablo, e então, sem mais explicações, começou. —Isso é um nó espiral —disse, enquanto suas mãos, hábeis e seguras, envolviam a corda ao redor dos pulsos de Eva. Ela no começo riu, como se tudo fosse parte de uma brincadeira, mas quando a corda começou a apertar, cortando o fluxo de sangue só o suficiente para que ela notasse a pressão mas sem chegar a doer, sua risada se desvaneceu. —Tio, isso é meio estranho —comentou, mas não tentou se libertar. Pablo não respondeu. Em vez disso, continuou com sua tarefa, enrolando a corda com uma precisão que denunciava prática, levando os pulsos de Eva para trás, amarrando-os firmemente contra as costas. O nó era perfeito, projetado para imobilizar sem machucar, pelo menos não fisicamente. —O que... o que você tá fazendo? —perguntou Eva agora, e embora sua voz ainda não refletisse medo, havia sim uma nota de confusão, de incerteza. Pablo terminou de ajustar o nó e então, com um movimento firme, ordenou: —Ajoelha. Eva piscou, como se as palavras não tivessem terminado de se processar em sua mente. —O quê? —Falei pra você se ajoelhar —repetiu Pablo, e desta vez sua voz não deixava espaço para dúvidas. Era uma ordem, não uma sugestão. Eva olhou pra ele, e pela primeira vez naquela noite, algo em sua expressão mudou. Não era medo ainda, talvez só incredulidade, mas obedeceu. Lentamente, dobrando os joelhos até que estes tocassem o chão, se ajoelhou diante dele, com as mãos ainda amarradas atrás das costas. Pablo a observou de cima, e naquele momento, sentiu como seu próprio corpo respondia à cena. Seu membro, que até então havia permanecido num discreto silêncio, começou a se ajustar contra o tecido da calça dele, uma reação involuntária mas profundamente satisfatória.

Eva, agora completamente submissa, levantou o olhar para ele, e em seus olhos começava a se formar uma pergunta, uma compreensão tardia de que aquela noite não terminaria como ela tinha imaginado. Mas a essa altura, já era tarde demais.

O quarto estava mergulhado num silêncio pesado, só quebrado pelo som irregular da respiração de Eva, que agora se encontrava ajoelhada no chão, com as mãos firmemente amarradas atrás das costas. A corda, habilmente enrolada em volta dos pulsos, tinha deixado marcas vermelhas na pele pálida dela, um contraste que Pablo não deixou passar despercebido. A luz fraca do abajur projetava sombras alongadas nas paredes, como se o próprio ambiente estivesse conspirando para manter escondidos os detalhes mais íntimos do que estava acontecendo.

Pablo se inclinou levemente para frente, colocando uma mão sob o queixo de Eva para levantar o rosto dela e obrigá-la a olhá-lo diretamente. Seus olhos, antes cheios de curiosidade inocente, agora refletiam uma mistura de confusão e algo mais, algo que ele reconhecia como o primeiro vislumbre de submissão.

—Com os nós dá pra brincar do joguinho do botãozinho —disse ele, sua voz baixa mas carregada de uma intenção que não deixava dúvidas.

Eva não respondeu. Seus lábios, levemente entreabertos, tremeram como se tentassem formar palavras que nunca chegaram a se materializar. Mas Pablo não precisava de uma resposta verbal; a forma como o corpo dela se tensionou ao ouvir suas palavras era suficiente para confirmar que, em algum nível, ela já sabia o que viria.

Sem pressa mas sem pausa, Pablo deslizou os dedos até a borda do short preto de Eva, sentindo o tecido macio sob suas mãos. Com um movimento deliberado, começou a soltá-lo, revelando lentamente a pele que estivera escondida por baixo. Eva prendeu a respiração quando o ar fresco do quarto roçou sua pele, mas não fez nenhuma tentativa de se afastar. Talvez porque soubesse que, amarrada como estava, não havia escapatória possível.

—Não… —murmurou finalmente, sua voz apenas um sussurro—. Não faça isso… você é meu tio.

Pablo, em vez de parar, sorriu com uma mistura de paciência e condescendência, como se suas palavras fossem as de uma menina caprichosa que não entendia o que realmente queria.

—Alguma vez você já foi tocada por um homem de quarenta e três anos? —perguntou, enquanto seus dedos, agora livres de qualquer obstáculo, começavam a explorar com uma precisão calculada.

Eva negou com a cabeça, apertando as pálpebras como se tentasse bloquear a realidade do que estava acontecendo.

—Não… só tive dois namorados… da minha idade —respondeu, e embora sua voz soasse firme, o tremor em suas palavras denunciava sua vulnerabilidade.

Pablo não se abalou. Pelo contrário, seu sorriso se alargou, como se aquela confissão fosse exatamente o que ele queria ouvir.

—Homens mais velhos sabem como tratar uma safada —disse, e desta vez não havia vestígio de humor em seu tom, apenas uma certeza absoluta.

Eva abriu a boca para protestar, mas antes que pudesse articular uma única palavra, os dedos de Pablo encontraram seu clitóris, e o que ia ser uma reclamação se transformou em um gemido abafado, um som que surgiu de algum lugar profundo dentro dela, incontrolável e instintivo.

—Ah… —escapou de seus lábios, e embora tentasse morder o lábio inferior para se silenciar, já era tarde demais.

Pablo não precisou de mais convite. Continuou com sua tarefa, alternando entre carícias suaves e pressão firme, estudando cada reação de sua sobrinha como um cientista analisando um experimento. Eva tentou resistir, tentou manter algum vestígio de dignidade, mas seu corpo, traiçoeiro, começou a responder de maneiras que sua mente não podia controlar.

—Parece que alguém está gostando mais do que quer admitir —murmurou Pablo, observando como a umidade começava a encharcar o short que ainda pendia precariamente de seus quadris. Eva não respondeu. Não podia. Cada movimento dos dedos de Pablo enviava ondas de prazer através de seu corpo, uma sensação que a dominava e a envergonhava na mesma medida. E então, sem aviso prévio, veio. Um espasmo, uma onda de calor que a percorreu dos pés à cabeça, deixando-a sem fôlego e, finalmente, sujando seu short com a evidência física de seu próprio êxtase. Pablo observou o resultado de seu trabalho com satisfação, retirando lentamente sua mão enquanto Eva, agora ofegante e com os olhos vidrados, desabava levemente para frente, como se suas forças a tivessem abandonado por completo. —Isso é só o começo, Eva —disse, acariciando sua bochecha com uma falsa ternura—. Os nós têm muito mais usos… e esta noite você vai aprender todos. O ar na cozinha tinha ficado denso, carregado com o aroma do jantar recém-terminado misturado com algo mais primitivo: o cheiro do medo, da excitação e do poder. Pablo observou Eva, ainda ajoelhada e ofegante, seus shorts manchados de umidade, seus olhos brilhando entre lágrimas reprimidas e prazer. Mas isso não era suficiente para ele. Não quando tinha planejado cada detalhe desta noite com tanto cuidado. —Levanta —ordenou, sua voz grave e autoritária, enquanto puxava a corda que mantinha seus pulsos atados, forçando-a a ficar de pé. Eva, com as pernas tremendo, mal conseguiu se manter ereta. —Pablo, por favor… —implorou, mas sua voz soava fraca, como se já soubesse que as palavras não mudariam nada. Ele não respondeu. Em vez disso, a guiou para a mesa onde minutos antes tinham jantado, empurrando-a com firmeza até que seu torso ficou sobre a superfície fria da madeira. Os pratos sujos e os restos da comida foram afastados com um golpe, alguns se quebrando ao bater no chão. Eva gritou ao sentir o impacto, mas Pablo não lhe deu tempo para reagir. —Quietinha —murmurou, enquanto começava a atar seus tornozelos nas pernas da mesa, separando-os o suficiente para que ela não tivesse espaço para fechar as pernas.

Eva tentou resistir, se movendo inutilmente, mas os nós estavam firmes demais.

—Não! Pare! —gritou ela, dessa vez com mais força, mas Pablo apenas sorriu, curtindo a luta dela.

—As putinhas não falam sem permissão —disse ele, e antes que ela pudesse responder, sua mão se levantou e caiu com força sobre uma das nádegas dela, deixando uma marca vermelha na pele clara.

O som do impacto ecoou no quarto, seguido por um gemido abafado de Eva. Mas não era só de dor. Algo na forma como o corpo dela se arqueou, em como a respiração dela acelerou, disse a Pablo que, mesmo que ela não quisesse admitir, cada tapa, cada palavra humilhante, a excitava mais.

—Assim que eu gosto —murmurou ele, passando uma mão pela área avermelhada antes de continuar seu trabalho.

Pegou outra corda, dessa vez enrolando no longo cabelo preto dela, puxando para trás antes de amarrar a outra ponta nos pulsos dela, forçando-a a manter a cabeça levantada. Agora, Eva não podia se mover, não podia esconder o rosto, não podia fazer nada além de aceitar o que ele decidisse fazer com ela.

—Por favor… —suplicou ela de novo, mas sua voz já não tinha a mesma convicção.

Pablo ignorou suas palavras. Em vez disso, caminhou até a gaveta das facas, abrindo-a com calma. Eva, ao ver o fio brilhar sob a luz, prendeu a respiração.

—Não! Não me machuque! —gritou ela, seu corpo tensionando ao máximo.

Mas Pablo apenas sorriu, se aproximando lentamente.

—Não se preocupe, sobrinha… isso é só para te deixar mais confortável —disse ele, e então, com movimentos deliberados, começou a deslizar a faca pelo tecido do suéter dela.

A lâmina afiada cortou o tecido preto como se fosse papel, revelando aos poucos a pele por baixo. Eva tremia, mas já não gritava. Observava, com uma mistura de terror e fascinação, como sua roupa era destruída, como seu corpo ficava exposto. Primeiro foi o suéter, caindo em pedaços nas laterais da mesa. Depois, o short, já manchado, foi cortado a partir da cintura, deixando seus quadris e suas nádegas à mostra. Finalmente, sua calcinha, o último vestígio de proteção, foi removida com um movimento rápido da faca.

Agora, Eva estava completamente nua sobre a mesa, sua pele arrepiada pelo frio e pela vergonha, seu corpo exposto sem piedade.

—Olhe para você… —sussurrou Pablo, passando uma mão pelas costas dela—. Tão perfeita… tão submissa.

Ela não respondeu. Não podia. Mas seu corpo falava por ela: o tremor de suas coxas, a umidade entre suas pernas, a forma como seu peito subia a cada respiração ofegante.

Pablo deixou a faca de lado e, em seu lugar, pegou o chicote.

—Vou parar… —disse ele, acariciando o couro contra a pele dela— quando você me pedir pra te fazer o love.

Eva abriu os olhos, sem entender direito, mas não teve tempo de pensar. O primeiro golpe caiu, marcando sua pele com uma linha vermelha.

—Ah! —gritou ela, arqueando-se.

O segundo veio imediatamente depois, depois o terceiro, o quarto… Pablo não tinha pressa. Cada golpe era calculado, alternando entre suas nádegas, suas coxas, sua lombar. Eva chorava agora, mas entre os gemidos de dor, havia outros sons, pequenos suspiros que denunciavam sua excitação.

No golpe número doze, suas nádegas estavam avermelhadas, ardentes, mas o resto do corpo dela também estava. No quinze, suas coxas tremiam incontrolavelmente. No vinte, ela já não gritava, apenas gemia, seu corpo encharcado de suor e prazer.

E então, no golpe número vinte e dois, quando a dor e o êxtase se misturavam num limite indistinto, finalmente ela implorou:

—Pablo! Por favor! Mete na sua sobrinha! Me faz o love!

Pablo parou o chicote no ar, sorrindo.

—Era só isso que você precisava pedir, sua puta.

Pablo parou um momento, admirando a cena: sua sobrinha, nua, amarrada, com as nádegas avermelhadas e As coxas trêmulas, completamente à mercê dele.

—Olhe para você —murmurou, passando uma mão possessiva pela curva das costas dela—. Era isso que você realmente queria, não era?

Eva não respondeu, mas o gemido que escapou dos lábios dela quando os dedos de Pablo deslizaram entre suas pernas foi mais eloquente do que qualquer palavra. Estava molhada, o corpo a traindo apesar da culpa que nublava sua mente.

Pablo não tinha pressa. Desabotoou a calça com movimentos deliberados, libertando sua ereção, que, embora não fosse particularmente grande, pulsava com uma tensão que denunciava anos de fantasias reprimidas.

—Nervosa? —perguntou, acariciando o interior das coxas dela enquanto se posicionava atrás—. Não deveria estar… afinal, foi isso que você pediu.

Eva tentou negar com a cabeça, mas a corda amarrada ao seu cabelo a impedia de movê-la.

—Não… não pedi isso… —sussurrou, embora sua voz soasse quebrada, insegura.

Pablo apenas sorriu e, sem aviso, pressionou a ponta do membro contra a entrada dela, saboreando como ela se estremecia ao contato.

—Mentirosa —disse, e com um empurrão lento mas firme, começou a penetrá-la.

A sensação foi avassaladora para os dois. Eva estava incrivelmente apertada, como se seu corpo nunca tivesse sido realmente explorado, e cada centímetro que Pablo ganhava era uma batalha entre a resistência e a entrega.

—Deus… —arquejou ele, fechando os olhos por um momento—. Você é mais apertada do que imaginei.

Eva gemeu, enterrando o rosto contra a mesa, mas Pablo não permitiu. Puxou a corda que prendia seu cabelo, forçando-a a arquear as costas e manter a cabeça erguida.

—Olhe para mim —ordenou—. Quero ver seu rosto enquanto te preencho.

Ela obedeceu, seus olhos brilhando com lágrimas que não ousavam cair. Pablo começou a se mover, retirando-se quase por completo antes de afundar de novo, cada investida mais profunda que a anterior.

—Assim… assim é como se sente um homem de verdade —murmurou, agarrando os quadris dela com força—. Não aqueles garotos com quem você saía. Eva tentou protestar, mas as palavras se transformaram em um gemido quando Pablo mudou o ângulo, roçando um ponto dentro dela que fez suas pernas tremerem. —Tá vendo? —continuou ele, acelerando o ritmo—. Seu corpo sabe. Nenhum daqueles idiotas te fez sentir assim, né? Eva negou com a cabeça, mas era inútil. Um dos ex-namorados dela até que era bem dotado, mas nunca a tinha feito sentir essa mistura de dor, prazer e vergonha que agora a consumia. —Não… —gemeu, mas sua voz era apenas um sussurro. Pablo se inclinou sobre ela, seu hálito quente no ouvido dela. —Fala —exigiu, se enterrando mais fundo—. Me diz que nunca te foderam assim. Eva balançou a cabeça, mas Pablo não cedeu. —Fala! —repetiu, dando um tapa na bunda dela com a palma da mão. O som do impacto e a dor repentina a fizeram gritar, mas também a empurraram mais perto do limite. —Nunca! —finalmente admitiu, sua voz quebrada pelo prazer—. Nunca ninguém me fez sentir isso! Pablo grunhiu satisfeito e redobrou as investidas, agora mais rápidas, mais fortes. A mesa rangia sob o peso deles, os pratos restantes vibrando a cada movimento. —É por isso que as putas como você precisam de homens como eu —disse, afundando os dedos na carne dela—. Pra ensinar o lugar delas. Eva já não conseguia pensar. A culpa por estar gostando disso, por estar sendo tomada pelo irmão da mãe, se misturava com o prazer até ficar indistinguível. Cada empurrão de Pablo a levava mais perto do orgasmo, e mesmo tentando resistir, seu corpo já tinha decidido se render. —Pablo… —gemeu, sua voz tão fraca que mal se ouvia. Ele entendeu. Com uma mão, deslizou entre as pernas dela, encontrando seu clitóris inchado e sensível. —Vamos, sobrinha —murmurou, esfregando em círculos precisos—. Engole todo o meu pau como a boa puta que você é. Essa foi a gota d'água vaso. Com um grito abafado, Eva chegou ao clímax, seu corpo convulsionando ao redor de Pablo, que não demorou a segui-la, derramando-se dentro dela com um grunhido animal. Por um momento, só houve silêncio, quebrado por suas respirações ofegantes. —Isso… isso foi errado —murmurou Eva depois, mas até suas palavras soavam vazias, como se nem ela mesma acreditasse nelas. Pablo, ainda dentro dela, sorriu. —O errado sempre é o mais divertido. Pablo, com movimentos lentos e calculados, começou a desatar as cordas que a mantinham presa, liberando primeiro seus tornozelos, depois seus pulsos, e finalmente o nó que mantinha seu cabelo esticado. Cada libertação era acompanhada por um pequeno gemido de Eva, cujo corpo dolorido mal respondia depois da intensidade do que viveu. —Levante-se —ordenou Pablo, sua voz agora mais suave, mas ainda carregada de autoridade. Ela obedeceu, deslizando da mesa com movimentos desajeitados, sentindo como as coxas tremiam ao fazer contato com o chão frio. Não fez nenhuma tentativa de se cobrir, apesar de estar completamente nua, apesar de sentir como os fluidos de seu tio escorriam por suas pernas. Algo dentro dela havia mudado, algo que nem ela mesma entendia. —Arrume a mesa —disse Pablo, apontando para os pratos quebrados e os restos de comida espalhados pelo chão—. E limpe essa bagunça. Eva assentiu, agachando-se para recolher os pedaços de cerâmica com mãos trêmulas. Cada movimento lembrava-a do que acabara de acontecer, cada pequena dor em seus pulsos marcados ou em suas nádegas avermelhadas era um lembrete de sua submissão. E, no entanto, não parou. Continuou limpando, continuou obedecendo, como se seu corpo já não lhe pertencesse. Pablo a observou em silêncio, de braços cruzados, apreciando a vista de sua sobrinha, nua e vulnerável, cumprindo suas ordens sem questioná-las. Quando terminou, aproximou-se dela, colocando uma mão sob seu queixo para levantar seu rosto. —Hoje você foi uma boa sobrinha —murmurou, antes de se inclinar e capturar seus lábios num beijo profundo, quase possessivo.

Eva não respondeu ao beijo, mas também não o rejeitou. Permaneceu quieta, sentindo o sabor do seu tio na boca, um sabor que já não lhe era estranho.

—Agora vai descansar —ordenou Pablo, se afastando dela com um sorriso—. E fica pelada.

Ela não perguntou por quê. Simplesmente assentiu e, com passos lentos, começou a caminhar em direção ao seu quarto, sentindo o olhar de Pablo cravado nas suas costas, na sua bunda marcada, na umidade que ainda brilhava entre suas pernas.

Depois que Eva desapareceu pelo corredor, Pablo juntou suas coisas, ajeitando a roupa com calma. Sua mente já estava planejando o próximo encontro, imaginando novas formas de explorar os limites da sua sobrinha. Com um sorriso satisfeito, saiu da casa, deixando para trás o cenário da sua conquista.

Eva, por sua vez, se jogou na cama, sem forças para se cobrir, sem forças para fazer qualquer coisa além de olhar para o teto. Seu corpo, agora livre das amarras, estava marcado pelas pegadas da noite: os pulsos avermelhados pelas cordas, a bunda ainda ardendo pelas palmadas, as coxas tremendo pelo esforço.

Se olhou no espelho do armário, observando seu reflexo com uma mistura de fascinação e horror. Seu cabelo preto, normalmente liso e perfeito, estava bagunçado e úmido de suor. Seus peitos pequenos, firmes como meios limões, subiam a cada respiração agitada. Sua pele, pálida e macia, estava salpicada de roxos e marcas que contavam a história do que tinha acontecido.

E então, sem aviso prévio, as lágrimas começaram a cair.

—Por quê? —sussurrou, enterrando o rosto nas mãos—. Por que eu gostei tanto?

A culpa a inundou, mais intensa que qualquer sensação física. Tinha gostado. Tinha obedecido. Tinha implorado. E o pior de tudo era que, em algum lugar escuro da sua mente, sabia que faria tudo de novo. fazer. O choro a sacudiu por completo, seu corpo convulsionando com cada soluço, mas mesmo assim, entre as lágrimas, sua mão desceu lentamente até sua virilha, como se buscasse reviver as sensações que tanto a envergonhavam. —Meu Deus… —murmurou, antes que outro gemido escapasse de seus lábios. A noite havia terminado, mas a confusão, o prazer e a culpa apenas começavam. Continuara... Gostou do capítulo? Me segue nas minhas redeshttps://magicly.bio/danielabrito69:*

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