Cuckold - 07 Volta pra casa - foto real

A saída do hotel teve uma urgência diferente da chegada, marcada por um imprevisto que nos sacudiu de repente e nos trouxe de volta imediatamente à realidade mais afiada. Enquanto pensava em ir tomar banho sem deixar escorrer pela peça os restos de Fer, o celular dele vibrou com insistência sobre o criado-mudo. Fer olhou de relance, empalideceu por um segundo e soltou um palavrão em voz baixa: era a esposa dele, perguntando onde ele estava e quando voltaria para casa. O clima de cumplicidade se quebrou na hora, dando lugar a uma tensão fria e real. Um sobressalto me fez apressar os movimentos com o coração na garganta, sentindo o peso da culpa e da adrenalina misturadas, sentindo ainda o rastro espesso e morno de Fer escorrendo lentamente pela perna. Sem perder um segundo, vesti a calcinha —o tecido absorveu de imediato a umidade acumulada, deixando-a encharcada e colada à pele— e terminamos de nos vestir às pressas, com a sensação de que o jogo se aproximava perigosamente do abismo. Na viagem de volta para casa, com o assento da caminhonete absorvendo o calor do meu corpo e a buceta ainda dilatada e sensível pela intensidade de tudo o que tínhamos vivido, não consegui parar de pensar nem por um segundo no que tinha acabado de acontecer. Cada roçar do tecido molhado era um lembrete constante, um eco físico que me mantinha em estado de choque e tesão ao mesmo tempo, sentindo o peso do esperma dele ainda guardado dentro de mim, me lembrando da forma mais crua de quem era aquele corpo e a quem pertencia a culpa. Quando abri a porta de casa, a atmosfera estava em completo silêncio, quebrada apenas pelo zumbido da geladeira. Ignacio me esperava acordado na sala, com o telefone virado para cima sobre a mesinha de centro. Ele já tinha lido a mensagem com os emojis de fogo e o aviso explícito de que eu levava um presentinho. Não se atirou para me interrogar nem deixou escapar aquele tipo de ciúme escuro e destrutivo que a gente esperaria encontrar em qualquer outro casal; ele simplesmente ficou sentado no sofá, me observando com uma mistura de curiosidade, calma absoluta e uma cumplicidade perversa que me desarmou por completo as defesas. Me aproximei devagar, sentindo o peso exato da calcinha encharcada e o perfume inconfundível do Fer misturado com o meu próprio suor. —Você chegou —disse Ignacio com voz baixa, sem tirar os olhos de mim—. Demorou. Se divertiu tanto assim? Mordi o lábio inferior, sentindo o calor subir de novo pelo meu pescoço. —Você não faz ideia —respondi num sussurro. Sem dizer mais uma palavra, desabotoei o vestido escuro e deixei ele cair lentamente no chão, ficando de pé na frente dele do jeito que eu tinha saído do motel. Ignacio abriu um pouco os olhos ao ver o estado em que eu estava; o tecido da calcinha estava completamente transparente de tão molhada, marcando de forma obscena as formas do meu corpo. —Deixa eu ver —murmurou com a voz rouca, esticando uma mão firme pra me tocar e comprovar com os próprios dedos a umidade, o calor e os vestígios evidentes do que tinha acabado de acontecer. Soltei um suspiro longo e trêmulo quando os dedos dele deslizaram pelo tecido, confirmando cada uma das fantasias que a gente tinha conversado antes de sair. —Você tá cheinha dele —murmurou Ignacio com um sorriso torto, fascinado e ao mesmo tempo alterado com a cena—. Vem cá. Sentei montada nas pernas dele, sentindo a própria excitação contida contra meu quadril, e a gente se perdeu num troca-troca de beijos molhados, desesperados e carregados de uma adrenalina estranha. Eu gostava de beijar o Ignacio sabendo que tinha os lábios cheios de outro, sabendo que a saliva dele se misturava com a do Fer na minha boca. Ele apertava minha cintura, percorria minhas costas e me perguntava detalhes surdos contra minha pele: se eu tinha gritado, se tinha gostado mais do que a primeira vez, se ainda sentia a marca dele dentro de mim. E eu, entregue a essa loucura compartilhada, Eu respondia tudo com uma honestidade brutal que acendia a gente de um jeito completamente doentio. Muito mais tarde, quando a gente se deitou na beira da cama, a conversa continuou num tom mais íntimo. Não precisava entrar em cada detalhe técnico do que aconteceu porque as provas estavam ali, impregnadas nos lençóis e no meu corpo. Eu sentia uma mistura estranha de pudor e um tesão selvagem ao admitir em voz alta as coisas que tinham me feito perder o controle absoluto no hotel. Me dava uma certa vergonha confessar pra ele como eu tinha me entregado sem usar nenhum método de barreira, como eu tinha implorado pra ele me encher por completo, mas essa culpa se dissolvia completamente ao ver o brilho febril nos olhos do Ignacio, que não só não ficava bravo, mas parecia curtir a minha entrega como se fosse um triunfo dele. O mais surpreendente não era o que eu tinha feito com o Fer, mas descobrir o prazer oculto e sombrio que me dava ver o Ignacio me escutando tão atento, querendo saber cada batida do que eu tinha compartilhado com outro, transformando a minha própria transgressão numa ponte que nos unia ainda mais. No meio dessa confissão febril, olhando nos olhos dele com uma mistura de desafio e perversão, eu avisei que se ele realmente quisesse saber todos os detalhes e ouvir cada palavra, ele ia ter que conquistar isso. —Se você quiser mais detalhes, vai ter que me chupar até eu gozar —sussurrei, roçando os lábios dele.Cuckold - 07 Volta pra casa - foto realNão foi preciso dizer duas vezes para Ignacio. Movido pela urgência de saber tudo e pelo calor da cena, ele se acomodou entre as minhas pernas sem hesitar um instante. Sua língua deslizou com voracidade, me lambendo e sugando cada canto com uma intensidade selvagem, sentindo o gosto de Fer misturado comigo enquanto me levava ao limite outra vez, me fazendo explodir num orgasmo barulhento e trêmulo sobre os lençóis. Ele ficou tão excitado com o meu tremor e com o que estava saboreando que, ao me ver gozar, se apressou em gozar também, se deixando cair com todo o seu peso e derramando seu próprio esperma quente sobre a minha pelve, respirando ofegante contra a minha pele. Na manhã seguinte, voltar ao local foi pisar em outro planeta. Fer já estava atrás do balcão, arrumando umas caixas com uma elegância fingida. Tentamos manter as aparências na frente dos funcionários, nos mover com estrito profissionalismo e agir como se nada extraordinário tivesse mudado entre a gente na tarde anterior. Mas era materialmente impossível. Cada vez que cruzávamos um olhar, o ar ficava pesado. Pequenos roces deliberados ao passar as faturas, sorrisos contidos e alguma mensagem furtiva que vibrava no bolso do avental quebravam o protocolo a cada instante. Fer me olhava com aquele meio sorriso de superioridade, convencido de que eu ainda era uma "trapaceira" incorrigível, e não parava de dar voltas na cabeça tentando decifrar até onde sabia realmente Ignacio e como diabos era possível que ele estivesse tão tranquilo com tudo isso. A tarde se arrastava lenta entre telas, planilhas e clientes ocasionais, até que perto das quatro o telefone vibrou com força sobre a escrivaninha de madeira. Era uma mensagem direta de Fer. Abriu a conversa com algo que quebrava por completo a rotina de nos vermos de forma clandestina ou improvisada. Fer: Amanhã o local fecha cedo. Tenho uma ideia, mas dessa vez jogamos com outras regras. Fiquei Colada na frente da tela, sentindo o pulso disparar de repente e um formigamento gelado subir pelas minhas pernas. —Que regras? —respondi na hora, mordendo o lábio com a respiração presa. Em poucos segundos chegou a resposta dele, fazendo meu peito gelar: Fer: Te quero na minha casa. Só nós dois, sem tempo, e com a porta aberta pra que seu namorado saiba exatamente a que hora você vai embora... ou se vai ficar pra dormir. Já não era só uma aventura escondida ou um joguinho de mensagens no trabalho; aquilo estava abrindo a porta pra uma fase completamente nova, mais pesada e perigosa, da qual eu já não sabia se ia querer —ou conseguir— escapar algum dia. Já de noite, com a casa em silêncio e os ecos da proposta do Fer martelando na minha cabeça, me deitei de barriga pra cima na cama do meu quarto, com a penumbra envolvendo tudo. Abri o Instagram no celular e, com os dedos levemente tremendo, puxei a calcinha um pouco pro lado pra deixar a pele completamente exposta. Tirei uma foto improvisada, escura e direta da minha região íntima, uma provocação muda pensada exclusivamente pro chat privado dele.esposaMandei sem pensar duas vezes.

Poucos minutos depois, a tela vibrou com a resposta dele: uma foto explícita, crua e direta, onde dava pra ver ele duro, com a cabeça rosada brilhando e jorrando fios de porra fresca escorrendo pela glande.namoradaFiquei paralisada olhando a imagem, sabendo exatamente que já não havia mais volta para nenhum de nós dois.

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