Oi, meus amores, vim deixar uma história daquelas minhas, real. Bom, vou explicar: há anos conheci um cara de Zaragoza. Se vocês da minha época lembram, antes não tinha internet, o pessoal se conhecia colocando anúncios nos jornais. Bom, eu conheci um cara muito gente boa de Zaragoza, ele tinha 20 anos e eu 18. O que começou como umas cartinhas tipo "tô com vontade de te conhecer" — bom, vocês já sabem — um verão ele veio passar o fim de semana em Valência e, verdade seja dita, ele gostou de mim também. E tem que dizer que o cara era bem dotado, tudo tem que ser dito. A questão é que com o tempo eu decidi visitá-lo no feriado do Pilar, que cai em 12 de outubro. Se vocês tão se perguntando se a gente transou, tenho que dizer que sim, ele me comeu de um jeito que vocês não têm ideia. E na volta, no trem, eu ia pensando se valia a pena continuar o relacionamento, já que no ônibus são 1 hora e 30 de caminho. Me deu o que pensar. Fiquei conversando com minha família e todos me disseram a mesma coisa: relacionamento à distância não dá certo. E fiquei 2 semanas numa boa, relaxada, pra tomar uma decisão certa e ter coragem de contar pra ele. Já digo que sofri nesses dias, até que finalmente tomei coragem e, no fim de semana em que ele veio, falei na cara dele. Preferi esperar e não fazer a sacanagem de contar por telefone ☎️, que é meio frio. O cara levou numa boa e me disse que eu tinha razão, que a distância pesava muito. Isso sim, saiu como um homem: me deu um buquê de rosas e me disse algo que até hoje eu lembro, que era e é: que eu fosse feliz e nunca mudasse, que eu conseguiria muitas coisas e todo mundo iria me querer. E com o tempo, o acaso quis que eu o visse de novo num casamento, no casamento de uma prima minha. Vi ele feliz com a esposa e o filho. Ele não me reconheceu, porque naquele dia eu tava de cabeça raspada e pintada. Bom, amores, vou indo. Espero que tenham gostado. Amanhã vem outra que também é muito especial pra mim. Beijinhos, se cuidem.
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