Como virei corno parte 3

Continuo com a história do meu relacionamento com a Adri, não deixei claro antes, mas é uma história 100% real, mudando alguns nomes da minha própria experiência pessoal. Já era 2017, decidimos ir com a Adri Mendoza para comemorar nossos 6 meses de namoro e dar um passeio. Ela estava no quarto ano da faculdade há uns 3 anos e estava meio enrolada, mas como eu já tinha trabalho e estabilidade relativa, não tem problema em me manter e ajudar ela, além de pagar as viagens e os agrados. Chegamos em Mendoza, fomos pra capital, achamos um lugar bonito, eu cheguei morto de tanto dirigir meu lindo Palio Attractive 2014 que comprei com 50 mil km e que me fez entender depois de viajar tanto aquela coisa de que tem carro pra estrada e carro pra cidade. Ficamos num airbnb, lembro que saiu baratíssimo, algo em torno de 200 pesos da época por dia. Era um apartamento de um quarto que tinha uma sala com uma TV e um quarto com ar-condicionado, nada luxuoso, mas bem gostoso. Tinha também um vaso de vidro que dizia "visitas" onde, evidentemente, todos os visitantes deixavam suas rolhas e umas lembrancinhas. Como era verão e fazia um calor do caralho, não tanto quanto o de Salta, mas um calor que virava frio quando o sol ia embora, a Adri adorava andar com os vestidos que ela tanto gostava, temos uma foto linda dela com um vestido rosa de ombros, onde eu tô abraçando ela num portão gigante que tem num parque de Mendoza. Não lembro direito como era, mas lembro que ali tinha um lugar onde treinava um time de primeira, na verdade as categorias de base, quase certeza que era o Independiente Rivadavia, mas algum mineiro pode confirmar porque nunca mais voltei a Mendoza e minhas lembranças focaram em outra coisa. A Adri, assumidamente tarada, porque não tem jeito melhor de dizer, falava tudo o que os jogadores suados deixavam ela com tesão. Vinho vai, vinho vem, fomos a um parque nacional que não exploramos nada porque a princesa decidiu ir com as botas favoritas dela, fomos até um passo com chile que estava em construção, mas que tinha uma vista incrível da estrada. E assim passaram 2 dias e meio, e no apartamento ela começou a me fazer perguntas estranhas. + eu, você lembra da Jose(fina), minha amiga? - Sim! Que onda ela, tá tudo bem? + Sabe que ela tá reclamando porque não consegue avançar na tese. Josefina era uma amiga um ano mais nova que ela, mina de cachos que eu sempre conheci como a sapatão do grupo - Que bad, capaz que ela precisa estudar com um professor ou algo assim + É que ela tá distraída, brigou com a namorada dela (sempre chamavam a namorada pelo nome, mas eu não lembro) - Uhhh que bad + Sim, coitada, ela passa o tempo todo chorando e tá meio doida. Sai e fode com a primeira gatinha que encontra, também voltou a tentar com caras, tá uma louca - ahh olha, não sabia que ela curtia caras também + ela não curte, mas ela gosta de ser comida kkk E você, que que cê acha dela? Cê acha ela gostosa? Pensando que era uma pergunta pegadinha, eu contei outra mentira tentando desviar - Não sei se ela é gostosa, como ela é sapatão é difícil pensar assim + Mas se eu vejo um gay gostosão, eu ainda consigo pensar que ele me excita, não faz sentido o que você tá falando - Bom, mas ela é sua amiga... + E daí? Eu beijei ela algumas vezes e não acontece nada, ela continua sendo minha amiga, só porque é amiga não vai deixar de me dar tesão. Adri, aos poucos, tinha normalizado nas nossas conversas a ideia de que ela transou pra caralho, que curtia caras e minas e que era normal sentir atração por outras pessoas. - Bom, sim, óbvio que ela é gostosa, tem uns peitões do caralho, mas eu não comeria ela por respeito a você kkk tipo, eu nem penso nisso + Bom, To (era assim que ela me chamava), mas se um dia ela quiser, não fica pra trás kkk - Se ela quiser o quê? + Ué, que a gente fique os três, burro kkk minha mente começou a acelerar até o infinito e eu decidi investigar mais - Você tem vontade de fazer um menage? + Seria bom, você quer? - Se você curtisse, a gente podia tentar. Ela, com um sorriso safado, parecia que já tinha planeado tudo, pegou o celular e disse: + Quer que a gente procure alguém agora? - Alguém onde? + No Tinder, com certeza topam - Beleza, bora - Falei disfarçando a dúvida e o nervosismo. Ela instalou o Tinder e recuperou a conta dele. Não vou mentir que não pensei mal dela quando vi que tinha a conta, sendo que eu tinha apagado a minha no dia que decidimos ser namorados. Mas como não tinha conversas muito posteriores ao nosso primeiro encontro, deixei passar. Colocamos a foto do vestido rosa dela e eu abraçando ela, e atualizamos as informações. "Somos Toto e Adri, procuramos terceiro(a) pra ménage". A gente não tinha falado nada de um terceiro homem, mas não falei nada, embora não estivesse disposto a aceitar naquele momento. Porém, o tesão estava bem alto por causa de toda a conversa, e ela começou a me tocar por cima do short que eu tava usando enquanto estávamos sentados no sofá gigante da sala. Ela, com a cabeça apoiada na minha barriga, não demorou pra baixar um pouco minha calça e começar a me chupar enquanto a gente passava perfis de minas e caras. Cada vez que via uma mina de biquíni ou aquelas fitness, tentava passar rápido pra não deixar ela desconfortável. Ela, por sua vez, escolhia perfis variados: minas gatas, estranhas, caras jovens e principalmente homens de +35, que ela curtia e eram a fantasia dela, coisa que a gente já tinha conversado antes. Acabamos dando match com muita gente e conversamos com uma mina de 20, parecia simpática e dizia que curtia minas e queria experimentar. Trocamos Instagram e decidimos sair pra tomar algo num dos dias que restavam. Também demos match com muito mais homens, lembro de 3 agora. O primeiro um cara quase careca de 35 que dizia ser engenheiro e parecia meio sem jeito. O segundo um coroa de 40 e poucos que falava com a gente como adolescente, destacou que era bom a gente tentar isso estando bem e não pra salvar o relacionamento, mandamos ele pastar por esse comentário. O último um mano da nossa idade, gostoso e que tinha o perfil cheio de fotos de couro. Já tendo fiquei com a mina pra outros dias. Cada palavra que a gente falava com eles me confundia mais, eu que nunca dava match agora tinha feito tipo 30 em 5 minutos e um mar de gente falando com a gente, 85% homens mas um monte de gente finalmente. Isso me esquentava e me confundia, como ela recebia atenção e admirava corpos de terceiros enquanto me chupava. + To, eu gosto do Gustavo (o engenheiro) - Cê quer que a gente fique com ele? + Sim… - disse com a voz tímida soltando a risadinha de puta dela. Eu honestamente pensei que a gente ia ficar como com a mina, pra dias depois. - O que cê quer fazer? + Quero que vocês dois me comam. Minha mente tava a mil - Sim, putinha? + Sim, quero te chupar enquanto ele te come assim eu como com mais vontade, quero gozar. Não aguentei mais o tesão e gozei na boca dela naquele instante, ela sem hesitar engoliu, riu e se aproximou pra me dar um beijo apaixonado. Isso era estranho porque ela sempre se limpava antes de fazer isso depois de engolir porra, mas dessa vez ela decidiu fazer assim e eu provei um gosto estranho na boca dela que eu nunca tinha sentido na vida. + A gente fala pra ele vir hoje. Eu fiquei meio em choque, não tinha passado nem um minuto do beijo e ela me fala isso, tenho que admitir que me desmontou, mas mais uma vez pensei que não podia decepcionar minha mulher com ideias arcaicas e que a gente já tinha conversado sobre isso. - Fechou, de noite. Ela sorriu, me deu um beijo no rosto e pegou o celular dela pra continuar falando e coordenar o encontro. - Ele vem às 10! - ela gritou do banheiro. Eu queria morrer… mas era isso, esperando o Gustavo, um mendocino que eu nunca vi na vida e que vinha comer quem eu achava que era o amor da minha vida. Na próxima eu conto como foi nossa viagem pra Mendoza, se tiverem dúvidas ou quiserem mandar qualquer coisa no direct, todas as mensagens/tributos/perguntas são aceitas sem exceção.

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