A Cura Proibida Cap. 2 - Os Dias da Casa

A partir da segunda semana começaram a dormir juntos. Não por desejo. Por medo e por frio. As noites eram longas e os barulhos lá fora — passos arrastados, batidas distantes, uivos que não eram de animal — mantinham eles acordados. Camila abriu a porta do quarto dela uma noite e disse, sem rodeios:

— Vem. É mais seguro.

Carlos se deitou do outro lado da cama de casal. Deixaram um espaço grande entre os dois. Ela dormia de lado, de costas pra ele. Ele olhava o teto. Às vezes, na escuridão, ouvia a respiração da mãe ficar mais profunda e sentia o calor do corpo dela a poucos centímetros. Não se tocavam. Nem se roçavam. Mas o simples fato de dividir o mesmo colchão, de ouvi-la suspirar ou se mexer levemente, fazia o ar ficar denso.A Cura Proibida Cap. 2 - Os Dias da CasaOs dias se passaram. Eles tomavam banho juntos a cada dois dias. O ritual virou mecânico, quase doméstico: ela passava o sabão pra ele, ele segurava o balde quando a água faltava, os corpos nus sob a mesma vela, a proximidade inevitável do quadril dela roçando às vezes o braço dele por acidente. Toda vez que isso acontecia, os dois ficavam tensos por um segundo e seguiam como se nada tivesse acontecido.

À noite, dividiam a cama. Às vezes Camila acordava e encontrava Carlos de frente pra ela, os olhos abertos no escuro. Outras vezes, era ele quem sentia que ela tinha se aproximado um pouco mais enquanto dormia, o peso suave do peito dela contra as costas dele. Nenhum dos dois se mexia. Nenhum dos dois falava sobre aquilo.maduraTrês semanas depois do dia em que tudo começou, a despensa ficou vazia. A última lata de atum, o último pacote de biscoito, o último punhado de arroz. Camila conferiu aquela manhã com a expressão séria que Carlos já conhecia. Se olharam na cozinha escura.

— Acabou — disse ela, quase num sussurro.

Lá fora, o mundo continuava morto. Aqui dentro, só restavam eles dois, o silêncio, o cheiro de sabonete barato e a certeza de que, a partir daquele momento, teriam que sair.

Não tinha outro jeito. Carlos falou isso uma manhã, com a voz baixa mas firme, enquanto conferiam pela última vez as prateleiras vazias:

— Preciso sair pra buscar alguma coisa. Você fica. É mais seguro.

Camila quis discutir. O queixo tremeu, mas no fim ela só assentiu. Sabia que ele tinha razão. Ela não conhecia as ruas como ele; ele tinha crescido percorrendo elas de bicicleta. E alguém tinha que ficar protegendo a casa.

A primeira vez ele saiu ao amanhecer do dia vinte e dois. Levava uma mochila vazia, uma faca de cozinha na cintura e a lanterna quase sem bateria. Camila foi com ele até a porta. Ajustou o zíper da jaqueta dele com dedos meio atrapalhados e segurou o olhar dele um segundo a mais do que precisava.

— Volta — foi tudo o que ela disse.milfQuando a porta se fechou, o silêncio da casa ficou mais denso. Camila sentou no sofá, mãos entrelaçadas, ouvindo cada barulho distante. Cada rangido, cada batida do vento, fazia a angústia subir pela garganta. Contou as horas. Quando o sol começou a cair e Carlos não aparecia, ela se levantou pra olhar pela fresta da cortina uma vez e outra.

Ele voltou ao anoitecer. Trazia duas latas amassadas, um pacote de arroz meio aberto e um par de garrafas de água. Cheirando a suor e a rua. Camila não esperou ele largar a mochila. Foi pra cima dele de uma vez, envolveu ele com os braços e apertou contra o corpo. O abraço foi forte, quase desesperado. Depois beijou a bochecha dele, perto do canto dos lábios, e murmurou contra a pele:

— Obrigada… obrigada por voltar.

Carlos ficou rígido por um segundo, surpreso com a intensidade. Depois retribuiu o abraço, sem jeito, as mãos nas costas largas da mãe. Sentiu o tremor que ainda percorria o corpo dela. Sentiu também o calor dos peitos dela contra o peito magro dele. Não disseram mais nada. Só se soltaram quando o abraço ficou longo demais.maeA partir daí, ele saía a cada três dias. Cada vez tinha que ir mais longe. Os supermercados próximos já estavam saqueados ou infestados. As ruas ficavam mais perigosas. Às vezes voltava ao entardecer; outras, quando já era noite fechada. Camila aprendeu a medir o tempo pelo nó no estômago. Enquanto ele não estivesse, ela não comia, mal bebia água. Ficava perto da janela, enrolada numa manta, escutando.

E toda vez que a porta se abria e ele entrava — sujo, cansado, com a mochila pela metade —, ela repetia o mesmo ritual. Abraçava ele com força, como se quisesse ter certeza de que era real. Beijava a testa dele, a bochecha, às vezes a têmpora. Dizia baixinho, quase encostada no pescoço dele:

— Você tá vivo… graças a Deus, você tá vivo.incestoCarlos começou a se acostumar com aqueles abraços. Com a pressão dos braços de Camila em volta da cintura dele. Com o cheiro do pescoço dela depois de dias sem conseguir tomar um banho direito. Com o jeito que o corpo voluptuoso dela se colava no dele durante aqueles segundos de alívio. Às vezes, quando o abraço se prolongava um pouco mais do que o estritamente necessário, ele sentia o coração bater mais rápido. Ela também. Mas nenhum dos dois falava sobre isso. Eles se separavam, ele deixava as provisões na mesa e ela passava uma toalha úmida pra ele limpar o rosto e as mãos.

Nas noites seguintes a cada saída, eles dormiam mais perto. Já não deixavam tanto espaço entre os dois. O frio e o medo empurravam eles. Às vezes, na escuridão, a mão de Camila procurava sem querer a dele e ficava ali por um momento antes de se afastar. Outras vezes, Carlos acordava com o peso suave da perna da mãe roçando na dele.mae e filhoTrês saídas. Quatro. Cinco. Cada retorno era um pouco mais longo, um pouco mais perigoso. Cada abraço da Camila um pouco mais apertado, cada beijo de agradecimento um pouco mais perto da boca. Ainda não cruzavam nenhuma linha. Ainda não diziam nada. Mas o ar entre eles já não era o mesmo.

Naquela noite, Carlos voltou mais tarde que o normal. A mochila trazia pouco: um par de latas enferrujadas e uma garrafa de água pela metade. O corpo doía do esforço e do medo contido. Camila esperava por ele perto da porta, como sempre. Quando ele entrou, ela não esperou. Abraçou ele com força, o peito voluptuoso apertado contra o dele, e beijou a bochecha dele bem perto do canto dos lábios. O beijo durou um segundo a mais. O hálito quente dela roçou a pele dele.

Carlos sentiu a onda de calor na entreperna quase na hora. Se afastou com uma desculpa fraca, largou a mochila e foi lavar o rosto com a pouca água que sobrava. O tesão não foi embora. Pelo contrário: cresceu em silêncio enquanto dividiam a janta fria e enquanto ela perguntava, com voz suave, se ele tinha visto algo perigoso.incesto entre mae e filhoQuando se deitaram, o espaço entre os dois já quase não existia. Camila se acomodou de lado, de costas para ele, como sempre. Carlos ficou olhando o teto na escuridão. A lembrança do abraço e do beijo queimava por dentro. A proximidade da mãe — o calor do corpo dela, o leve cheiro de sabonete e de pele —, enlouquecia ele. A ereção apertava o short com insistência.

Não conseguiu resistir. Com movimentos lentos, quase envergonhados, desceu a mão. Se soltou. Começou a se tocar com cuidado, tentando não fazer barulho. A respiração acelerou. O som molhado da mão subindo e descendo ecoou, suave mas claro, no silêncio do quarto.

Camila não dormia. Tinha sentido a mudança na respiração do filho desde o primeiro instante. Escutou o ritmo. Não se assustou. Não se afastou. Entendeu na hora o que estava rolando: três semanas de tensão, de corpos nus dividindo o banheiro, de abraços cada vez mais longos, de noites perto demais. Era uma necessidade. A necessidade de um homem jovem preso num mundo que tinha se tornado impossível.

Ela se virou devagar. Carlos se tensou ao sentir o movimento, mas não parou a mão. Ela esticou o braço na escuridão e encontrou o pulso dele. Segurou por um segundo. Depois, sem dizer uma única palavra, substituiu a mão dele pela dela.A Cura Proibida Cap. 2 - Os Dias da CasaOs dedos de Camila eram mais macios, mais seguros. Envolveram ele com firmeza, sentindo a grossura e o calor. Começou a se mover devagar, de cima pra baixo, explorando o ritmo que ele precisava. Carlos soltou um gemido abafado. O quadril dele arqueou um pouco em direção à mão da mãe. Ela se aproximou mais, o peito roçando nas costas dele, e acelerou só um pouco o movimento, o polegar passando uma e outra vez pela ponta molhada.

— Shh... — sussurrou Camila perto do ouvido dele, a voz baixa e calma —. Tá tudo bem. Deixa eu te ajudar.

Carlos fechou os olhos. A vergonha e o prazer se misturaram até ficarem impossíveis de distinguir. A mão da mãe dele masturbava com paciência, sem pressa, como se tivesse o dia inteiro pela frente. Cada vez que ele segurava um gemido, ela apertava um pouco mais ou mudava o ângulo, aprendendo o que ele gostava. O som molhado ficou mais evidente. O calor entre os dois aumentou.maduraNão demorou muito. Carlos gozou com um tremor forte, o semen quente jorrando em golfadas sobre os dedos de Camila e sobre a própria barriga dele. Ela não soltou. Continuou movendo a mão com suavidade até ele terminar de estremecer, até a respiração se acalmar.

Só então ela tirou a mão. Na escuridão, Carlos ouviu o leve roçar dela se limpando os dedos no lençol. Depois sentiu a mãe se acomodar de novo ao lado dele, mais perto do que nunca. Uma das mãos dela pousou no peito dele, parada, sentindo o coração ainda batendo descompassado.

Nenhum dos dois falou. Não precisava. Lá fora, o mundo continuava morto. Lá dentro, algo tinha mudado para sempre.

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