O fim de semana chegou com um sol escaldante e a mesma ausência de sempre. Juan tinha ligado na sexta à noite só pra avisar que o voo de volta tinha sido cancelado e que passaria o sábado e o domingo num hotel de negócios em Monterrey. A voz dele no telefone soava monótona, sem nenhum traço de paixão ou curiosidade pelo que rolava na própria casa. —Aproveita o fim de semana, Ana. Compra alguma coisa pra você, vai ao spa — ele tinha dito, com o tom entediado de quem cumpre uma formalidade—. A gente se fala na segunda. Ana desligou o telefone batendo com força na mesa da sala. A raiva queimava o peito dela, mas já não era uma raiva triste; era uma fúria elétrica, uma mistura de despeito e desejo reprimido que procurava desesperadamente uma válvula de escape. Ela olhou pro teto da casa. Sabia que lá em cima, o trio de adolescentes estava trancado, provavelmente vigiando cada um dos seus movimentos. Naquela mesma tarde, enquanto Ana tirava uma soneca leve lá embaixo, os caras tinham aproveitado um momento em que ela saiu pro supermercado pra executar a segunda fase do plano. Mateo, com as mãos trêmulas mas precisas, tinha instalado uma segunda microcâmera de alta definição no banheiro principal. Ele a colocou meticulosamente dentro da grade do exaustor, apontando direto pro chuveiro de vidro e pro espelho da pia. —Pronto — sussurrou Mateo, descendo da pequena escada que tinham subido escondido—. O sinal tá criptografado. Ninguém vai detectar a menos que desmontem o teto. Leo, que vigiava da porta do corredor, sorriu com malícia, esfregando as mãos. —Perfeito. Agora é só esperar a senhora resolver se livrar do calor. Emiliano, maduro, que a tua coroa não demora a chegar. Emiliano seguiu os dois de volta pro quarto em silêncio. Uma parte dele sentia que estava cavando um buraco do qual nunca conseguiria sair, mas a sacanagem coletiva do grupo agia como um anestésico pra consciência dele. A simples ideia de Ver a Ana sem censura nenhuma, dividindo aquele segredo sujo com os amigos, o mantinha grudado na tela. Às seis da tarde, o calor na casa ficou sufocante. Ana, de pé na cozinha, decidiu que era o momento perfeito pra levar o "experimento" dela pro próximo nível. A mente racional dizia pra ela parar, pra procurar uma câmera e quebrá-la, mas o corpo e o ego ferido exigiam outra coisa. Ela queria se sentir desejada, queria ver até onde aqueles pivetes eram capazes de ir, e queria saborear a adrenalina do proibido. Subiu pro quarto devagar, sabendo perfeitamente que a câmera da cozinha ia segui-la até perdê-la de vista. Entrou no banheiro principal e trancou a porta com o ferrolho, mas não acendeu a luz na hora. Se olhou no espelho, respirando fundo. "Se tão mesmo me vendo, que valha a pena", pensou com um sorriso perverso. Tirou a regata num movimento fluido, deixando ela cair no chão. Os peitos dela ficaram à mostra, firmes e com os bicos eretos por causa da mudança de temperatura do ar-condicionado. Depois, desabotoou o botão do short jeans e empurrou ele pra baixo junto com a calcinha preta, ficando completamente pelada na frente do espelhão do banheiro.
Lá em cima, no monitor do Mateo, a imagem ganhou vida numa resolução absurda de alta definição. O plano de cima, vindo do exaustor, captava tudo. —Puta que pariu! —exclamou o Leo, dando um soco leve na mesa, com os olhos arregalados e a respiração ofegante—. Olha isso... olha essa bunda, é uma loucura do caralho. E as tetas... não têm uma única marca. Emiliano, eu juro por Deus que sua mãe é uma deusa viva, uma puta gostosa. O Mateo nem conseguia falar. Tava com as mãos dentro da calça, se mexendo desesperado, completamente hipnotizado pela tela. O Emiliano ficou paralisado na cadeira. Ver a nudez total da mãe na tela do computador, cercado pelos amigos babando, deu um curto-circuito na cabeça dele. O pau dele tava durasso, esticando o tecido do short. A culpa se dissolveu por completo, substituída por um desejo escuro e primitivo. No banheiro, a Ana não foi direto pro chuveiro. Ela parou na frente do espelho, de perfil, admirando as curvas do próprio corpo. Ela sabia que os garotos, se fossem minimamente espertos, teriam colocado uma câmera ali também. Decidiu dar o show das vidas deles. Devagar, a Ana abriu a torneira da pia e molhou as mãos com água morna. Depois, olhando fixamente nos próprios olhos no reflexo, levou as mãos molhadas até os peitos. Começou a massagear as tetas com movimentos circulares, apertando de leve, deixando a água escorrer pela pele. Soltou um suspiro alto, um gemido curto que sabia que o microfone da câmera captaria com clareza.
—Ah, sim... —gemeu Leo lá em cima, imitando o som—. Olha ela, se tocando pra gente. Sabe que a gente tá vendo, rapaziada, não me fode, isso não é normal. Ela tá caçando a gente. Ana desceu uma das mãos pelo abdômen liso, passando pelo umbigo até chegar à mata densa e bem cuidada de pelos pubianos entre as pernas. Abriu levemente as coxas e, encostando as costas na parede do chuveiro, enfiou dois dedos entre os lábios maiores. Tava encharcada. A brincadeira de se saber observada pelo grupo de amigos do filho tinha excitado ela mais do que qualquer noite com o Juan nos últimos dez anos. Começou a se esfregar num ritmo constante, arqueando as costas e jogando a cabeça pra trás, deixando os peitos subirem e descerem com a respiração ofegante. —Porra, ela tá se masturbando! —gritou o Mateo num sussurro abafado, acelerando o movimento da própria mão embaixo da mesa—. Olha como ela se mexe! O Emiliano já não aguentou mais. Esquecendo todo respeito e parentesco, levou a mão pra entreperna e começou a se masturbar junto com os amigos, com os olhos cravados no monitor, vendo a mãe dele chegar ao clímax sozinha no banheiro, gemendo o nome de ninguém, completamente entregue ao prazer da própria armadilha. Ana tremeu quando o orgasmo sacudiu ela, se agarrando na borda da pia enquanto recuperava o fôlego. Tava com o peito em chamas e as pernas de gelatina. Entrou no chuveiro pra se enxaguar, com um sorriso de satisfação absoluta no rosto. Tinha caído no próprio jogo, sim, mas nunca antes tinha se sentido tão viva, tão desejada e tão perigosamente dona da situação. A linha entre a decência e a perversão tinha se apagado por completo naquela casa. Durante os quatro dias seguintes, a casa mergulhou num silêncio desconcertante. Ana, que esperava uma intensificação do jogo ou algum olhar cúmplice e safado por parte dos caras, esbarrou numa parede de normalidade absoluta. Leo e Mateo pararam de frequentar a voltava com a mesma insistência de antes. Quando iam, ficavam trancados jogando videogame de futebol, com as risadas típicas de adolescentes comuns. Emiliano, por sua vez, agia com uma timidez quase infantil: mal mantinha contato visual com ela, respondia com monossílabos e baixava a cabeça toda vez que Ana passava pela sala com roupas provocantes. Até as câmeras pareciam ter sido desligadas ou removidas. Ana tinha passado duas noites seguidas se despindo na cozinha e no banheiro com uma lentidão deliberada, desafiando a escuridão dos cantos, mas a atmosfera já não parecia elétrica. Não havia sussurros nas escadas, nem passos apressados no andar de cima. Nada. Na quarta-feira à noite, Juan ligou do aeroporto de Monterrey, prestes a embarcar no voo de volta. —Tá vendo, meu amor? Eu te falei —disse com um tom de autossuficiência que revirou o estômago de Ana—. Era paranoia sua por ficar sozinha. Os meninos estão na deles e você estava estressada. Já tô indo pra aí, me prepara alguma coisa pra jantar.
Ana desligou o telefone sentindo uma mistura de alívio e uma profunda, decepcionante frustração. Olhou seu reflexo no espelho do corredor. Vestia um vestido justo que marcava suas curvas, mas de repente se sentiu ridícula. "O Juan tem razão", pensou, sentindo uma pontada de vergonha. "Sou uma puta louca que imaginou coisas com uns moleques do ensino médio". A adrenalina que a mantinha acesa nos últimos dias evaporou, deixando um vazio frio no ventre. Decidiu arquivar o assunto e se resignar a voltar à sua rotina entediante. O que Ana não sabia é que o silêncio dos garotos não era inocência; era estratégia. No quarto do Emiliano, no escuro, o trio estava reunido de novo. Não tinham ligado as câmeras porque o Leo, com uma astúcia retorcida, sabia que se continuassem pressionando, ela acabaria encontrando elas e estragaria o jogo. — Ela já se confiou — sussurrou Leo, com um sorriso frio que cortava o rosto enquanto brincava com um canivete de bolso —. Achou que a gente se assustou ou que desistimos. Agora é que a gente baixa a guarda de verdade. — Cê tá seguro disso, Leo? — perguntou Emiliano, com a voz trêmula mas os olhos brilhando de antecipação —. Meu pai chegou hoje. Vai ficar aqui o fim de semana. — Seu velho é um fantasma do caralho, Emiliano. Além disso, sexta ele tem aquela janta de ex-alunos que te falou, não tem? Vai encher a cara e chegar tarde pra caralho. Essa é a nossa hora — interveio Mateo, tirando da mochila um frasco pequeno de vidro âmbar, sem rótulo —. Consegui isso com o irmão de um amigo que estuda medicina. Flunitrazepam líquido. Não tem cheiro, não tem gosto. Duas gotas na taça de vinho dela e ela cai num sono tão profundo que você podia derrubar a casa que ela não ia perceber nada. Emiliano olhou o frasco. O coração deu um salto. Entrar no quarto da mãe enquanto ela dormia, tocar a pele dela sem a tela no meio, cruzar a linha física do desejo... a ideia o aterrorizava, mas o nível de perversão acumulado durante os dias de espionagem o deixava completamente obcecado. —Hoje à noite vamos fazer um teste —disse Leo, levantando-se em silêncio—. Sem pílulas, só pra medir o terreno. Seu velho já apagou na sala vendo TV, e sua mãe subiu pro quarto há uma hora. Vamos ver quão fácil é entrar. Às duas da manhã, a casa era um túmulo. Ana dormia de bruços com uma fio dental preta e uma camiseta regata branca na cama de casal, vestida apenas com aquilo, que tinha subido até a metade das costas por causa do calor, deixando à mostra suas nádegas firmes e a curva perfeita da cintura.
A maçaneta da porta girou com uma lentidão milimétrica. A porta se abriu apenas alguns centímetros, o suficiente para que três silhuetas deslizassem para dentro do quarto. O ar no quarto da Ana cheirava ao perfume caro dela e ao calor da sua pele. Os caras avançaram na ponta dos pés, segurando a respiração. Os olhos deles, já acostumados à penumbra, se cravaram na hora no corpo da mulher. Leo chegou primeiro, ficando a poucos centímetros da cama. A vista dali era de tirar o fôlego: a bunda da Ana, quase toda exposta, subia e descia com a respiração calma dela. Leo esticou a mão, com os dedos tremendo de pura excitação safada, e parou as pontas dos dedos a um milímetro da pele da coxa dela, saboreando o perigo de ela acordar a qualquer momento. Mateo, atrás dele, tirou o celular no modo silencioso e disparou uma rajada de fotos com a luz residual da janela, capturando cada ângulo da nudez dela. Emiliano ficou aos pés da cama, olhando as pernas da mãe, com uma mão apertando a própria calça pra segurar a ereção que ameaçava fazê-lo gemer. Eles ficaram lá dentro por dez minutos, se alimentando do puro tesão de profanar a intimidade da Ana enquanto ela descansava, completamente alheia ao perigo real que a espreitava. Finalmente, Leo fez um sinal com a cabeça e o grupo se retirou com o mesmo silêncio com que entrou, fechando a porta sem fazer o menor barulho. Já no corredor, a salvo na escuridão, Leo agarrou Emiliano pelo colarinho da camisa com um sorriso selvagem no rosto. — Viu aquilo? Ela não se mexe nem um milímetro. É perfeita — sussurrou Leo, com os olhos acesos —. Sexta, quando seu velho sair pro jantar dele, a gente põe as gotas no vinho. E dessa vez, não vamos ficar só olhando.
Lá em cima, no monitor do Mateo, a imagem ganhou vida numa resolução absurda de alta definição. O plano de cima, vindo do exaustor, captava tudo. —Puta que pariu! —exclamou o Leo, dando um soco leve na mesa, com os olhos arregalados e a respiração ofegante—. Olha isso... olha essa bunda, é uma loucura do caralho. E as tetas... não têm uma única marca. Emiliano, eu juro por Deus que sua mãe é uma deusa viva, uma puta gostosa. O Mateo nem conseguia falar. Tava com as mãos dentro da calça, se mexendo desesperado, completamente hipnotizado pela tela. O Emiliano ficou paralisado na cadeira. Ver a nudez total da mãe na tela do computador, cercado pelos amigos babando, deu um curto-circuito na cabeça dele. O pau dele tava durasso, esticando o tecido do short. A culpa se dissolveu por completo, substituída por um desejo escuro e primitivo. No banheiro, a Ana não foi direto pro chuveiro. Ela parou na frente do espelho, de perfil, admirando as curvas do próprio corpo. Ela sabia que os garotos, se fossem minimamente espertos, teriam colocado uma câmera ali também. Decidiu dar o show das vidas deles. Devagar, a Ana abriu a torneira da pia e molhou as mãos com água morna. Depois, olhando fixamente nos próprios olhos no reflexo, levou as mãos molhadas até os peitos. Começou a massagear as tetas com movimentos circulares, apertando de leve, deixando a água escorrer pela pele. Soltou um suspiro alto, um gemido curto que sabia que o microfone da câmera captaria com clareza.
—Ah, sim... —gemeu Leo lá em cima, imitando o som—. Olha ela, se tocando pra gente. Sabe que a gente tá vendo, rapaziada, não me fode, isso não é normal. Ela tá caçando a gente. Ana desceu uma das mãos pelo abdômen liso, passando pelo umbigo até chegar à mata densa e bem cuidada de pelos pubianos entre as pernas. Abriu levemente as coxas e, encostando as costas na parede do chuveiro, enfiou dois dedos entre os lábios maiores. Tava encharcada. A brincadeira de se saber observada pelo grupo de amigos do filho tinha excitado ela mais do que qualquer noite com o Juan nos últimos dez anos. Começou a se esfregar num ritmo constante, arqueando as costas e jogando a cabeça pra trás, deixando os peitos subirem e descerem com a respiração ofegante. —Porra, ela tá se masturbando! —gritou o Mateo num sussurro abafado, acelerando o movimento da própria mão embaixo da mesa—. Olha como ela se mexe! O Emiliano já não aguentou mais. Esquecendo todo respeito e parentesco, levou a mão pra entreperna e começou a se masturbar junto com os amigos, com os olhos cravados no monitor, vendo a mãe dele chegar ao clímax sozinha no banheiro, gemendo o nome de ninguém, completamente entregue ao prazer da própria armadilha. Ana tremeu quando o orgasmo sacudiu ela, se agarrando na borda da pia enquanto recuperava o fôlego. Tava com o peito em chamas e as pernas de gelatina. Entrou no chuveiro pra se enxaguar, com um sorriso de satisfação absoluta no rosto. Tinha caído no próprio jogo, sim, mas nunca antes tinha se sentido tão viva, tão desejada e tão perigosamente dona da situação. A linha entre a decência e a perversão tinha se apagado por completo naquela casa. Durante os quatro dias seguintes, a casa mergulhou num silêncio desconcertante. Ana, que esperava uma intensificação do jogo ou algum olhar cúmplice e safado por parte dos caras, esbarrou numa parede de normalidade absoluta. Leo e Mateo pararam de frequentar a voltava com a mesma insistência de antes. Quando iam, ficavam trancados jogando videogame de futebol, com as risadas típicas de adolescentes comuns. Emiliano, por sua vez, agia com uma timidez quase infantil: mal mantinha contato visual com ela, respondia com monossílabos e baixava a cabeça toda vez que Ana passava pela sala com roupas provocantes. Até as câmeras pareciam ter sido desligadas ou removidas. Ana tinha passado duas noites seguidas se despindo na cozinha e no banheiro com uma lentidão deliberada, desafiando a escuridão dos cantos, mas a atmosfera já não parecia elétrica. Não havia sussurros nas escadas, nem passos apressados no andar de cima. Nada. Na quarta-feira à noite, Juan ligou do aeroporto de Monterrey, prestes a embarcar no voo de volta. —Tá vendo, meu amor? Eu te falei —disse com um tom de autossuficiência que revirou o estômago de Ana—. Era paranoia sua por ficar sozinha. Os meninos estão na deles e você estava estressada. Já tô indo pra aí, me prepara alguma coisa pra jantar.
Ana desligou o telefone sentindo uma mistura de alívio e uma profunda, decepcionante frustração. Olhou seu reflexo no espelho do corredor. Vestia um vestido justo que marcava suas curvas, mas de repente se sentiu ridícula. "O Juan tem razão", pensou, sentindo uma pontada de vergonha. "Sou uma puta louca que imaginou coisas com uns moleques do ensino médio". A adrenalina que a mantinha acesa nos últimos dias evaporou, deixando um vazio frio no ventre. Decidiu arquivar o assunto e se resignar a voltar à sua rotina entediante. O que Ana não sabia é que o silêncio dos garotos não era inocência; era estratégia. No quarto do Emiliano, no escuro, o trio estava reunido de novo. Não tinham ligado as câmeras porque o Leo, com uma astúcia retorcida, sabia que se continuassem pressionando, ela acabaria encontrando elas e estragaria o jogo. — Ela já se confiou — sussurrou Leo, com um sorriso frio que cortava o rosto enquanto brincava com um canivete de bolso —. Achou que a gente se assustou ou que desistimos. Agora é que a gente baixa a guarda de verdade. — Cê tá seguro disso, Leo? — perguntou Emiliano, com a voz trêmula mas os olhos brilhando de antecipação —. Meu pai chegou hoje. Vai ficar aqui o fim de semana. — Seu velho é um fantasma do caralho, Emiliano. Além disso, sexta ele tem aquela janta de ex-alunos que te falou, não tem? Vai encher a cara e chegar tarde pra caralho. Essa é a nossa hora — interveio Mateo, tirando da mochila um frasco pequeno de vidro âmbar, sem rótulo —. Consegui isso com o irmão de um amigo que estuda medicina. Flunitrazepam líquido. Não tem cheiro, não tem gosto. Duas gotas na taça de vinho dela e ela cai num sono tão profundo que você podia derrubar a casa que ela não ia perceber nada. Emiliano olhou o frasco. O coração deu um salto. Entrar no quarto da mãe enquanto ela dormia, tocar a pele dela sem a tela no meio, cruzar a linha física do desejo... a ideia o aterrorizava, mas o nível de perversão acumulado durante os dias de espionagem o deixava completamente obcecado. —Hoje à noite vamos fazer um teste —disse Leo, levantando-se em silêncio—. Sem pílulas, só pra medir o terreno. Seu velho já apagou na sala vendo TV, e sua mãe subiu pro quarto há uma hora. Vamos ver quão fácil é entrar. Às duas da manhã, a casa era um túmulo. Ana dormia de bruços com uma fio dental preta e uma camiseta regata branca na cama de casal, vestida apenas com aquilo, que tinha subido até a metade das costas por causa do calor, deixando à mostra suas nádegas firmes e a curva perfeita da cintura.
A maçaneta da porta girou com uma lentidão milimétrica. A porta se abriu apenas alguns centímetros, o suficiente para que três silhuetas deslizassem para dentro do quarto. O ar no quarto da Ana cheirava ao perfume caro dela e ao calor da sua pele. Os caras avançaram na ponta dos pés, segurando a respiração. Os olhos deles, já acostumados à penumbra, se cravaram na hora no corpo da mulher. Leo chegou primeiro, ficando a poucos centímetros da cama. A vista dali era de tirar o fôlego: a bunda da Ana, quase toda exposta, subia e descia com a respiração calma dela. Leo esticou a mão, com os dedos tremendo de pura excitação safada, e parou as pontas dos dedos a um milímetro da pele da coxa dela, saboreando o perigo de ela acordar a qualquer momento. Mateo, atrás dele, tirou o celular no modo silencioso e disparou uma rajada de fotos com a luz residual da janela, capturando cada ângulo da nudez dela. Emiliano ficou aos pés da cama, olhando as pernas da mãe, com uma mão apertando a própria calça pra segurar a ereção que ameaçava fazê-lo gemer. Eles ficaram lá dentro por dez minutos, se alimentando do puro tesão de profanar a intimidade da Ana enquanto ela descansava, completamente alheia ao perigo real que a espreitava. Finalmente, Leo fez um sinal com a cabeça e o grupo se retirou com o mesmo silêncio com que entrou, fechando a porta sem fazer o menor barulho. Já no corredor, a salvo na escuridão, Leo agarrou Emiliano pelo colarinho da camisa com um sorriso selvagem no rosto. — Viu aquilo? Ela não se mexe nem um milímetro. É perfeita — sussurrou Leo, com os olhos acesos —. Sexta, quando seu velho sair pro jantar dele, a gente põe as gotas no vinho. E dessa vez, não vamos ficar só olhando.
1 comentários - Meu filho e seus amigos… 2