O sol de janeiro caía como uma marreta sobre as ruas de Buenos Aires, derretendo o asfalto e engrossando o ar com uma umidade que colava a roupa na pele. No bairro, o barulho dos ventiladores e o murmúrio distante do trânsito compunham a trilha sonora de um verão sufocante. Dentro da casa dos pais do Edu, o clima era diferente; o ar-condicionado zumbia no quarto, criando um refúgio gelado que contrastava com o caos lá fora. Edu ajustou os óculos, que escorregavam constantemente pelo nariz por causa do suor. Seus dedos, curtos e gordinhos, tamborilavam sobre a mesa de madeira enquanto olhava o livro de história. Ao lado dele, Diego parecia um bicho enjaulado. O loiro, com os ombros largos que esticavam a camiseta branca e um queixo quadrado que denotava uma virilidade precoce, soltava suspiros de frustração a cada cinco minutos. —Não aguento mais isso, Edu. É uma tortura. Quem se importa com o que aconteceu na Revolução de Maio há dois séculos? Edu olhou de canto para ele. Seu primo era tudo o que ele não era: atlético, confiante, o centro das atenções em qualquer festa. Edu, por outro lado, se sentia como um satélite orbitando ao redor da luz do Diego, confortável na sua gordura e no silêncio dos seus videogames. —Se você não passar, repete o ano, Diego. Não dá pra ir pra praia se tiver que fazer prova em dezembro. Só foca mais dez minutos. Diego soltou uma risada seca e fechou o livro de uma vez, fazendo o Edu pular na cadeira. —Você é um maldito sabe-tudo. Me dá nojo com essa atitude de aluno perfeito. —Só tô tentando te ajudar porque você me pediu. A tensão que vinha se acumulando há semanas explodiu num instante. Diego se levantou, sua figura eclipsando a luz do abajur, e sem aviso, desferiu um soco seco que acertou a bochecha esquerda do Edu. O som do impacto ecoou no quarto. Edu caiu para trás, seu corpo pesado batendo na cadeira, enquanto um calor ardente se se espalhava pelo rosto. Seus olhos se encheram de lágrimas na hora, não só pela dor física, mas pela humilhação. —Me escuta bem, gordo —sibilou Diego, se inclinando sobre ele, a voz carregada de um desprezo que fez o ar vibrar—. Não se confunde não. Eu te usar pra passar nas matérias não te faz meu igual. Aqui quem manda sou eu. Você faz o que eu mandar, quando eu quiser, e cala essa boca se não quiser que eu te quebre a cara. Edu soluçou, se encolhendo, se sentindo pequeno apesar do tamanho. Diego olhou pra ele com um brilho novo nos olhos, uma mistura de nojo e curiosidade. Ele tinha descoberto que o medo do Edu era um combustível potente, e a sensação de poder absoluto foi mais viciante do que qualquer esporte. Dias depois, o calor continuava insuportável. Diego entrou na casa do Edu sem bater, sabendo que os pais do primo tinham ido pro sítio no fim de semana. A casa tava num silêncio de sepultura, só cortado pelo zumbido do ar-condicionado. —Cadê você, gordo? —gritou Diego, andando pro quarto. Edu apareceu na porta, com uma camiseta grande demais que não escondia a barriga saliente. Os olhos dele evitaram os do Diego, fixos no chão. —Tô aqui. Podemos começar com geografia. Diego ignorou, sentando na cadeira giratória na frente do computador do Edu. O clima tava pesado. Passaram umas duas horas de estudo meia-boca, onde Diego mal prestava atenção, mais interessado em ver como o Edu tremia levemente toda vez que as mãos deles se roçavam ao passar um livro. —Tô com sede. Pega umas cervejas no depósito do teu pai —ordenou Diego, se recostando na cadeira. Edu assentiu rápido, sem questionar. O medo do temperamento do primo tinha virado uma obediência cega. Enquanto Edu descia pro frescor úmido do depósito, Diego sentiu uma curiosidade impulsiva. Se aproximou do computador. e abriu o histórico do navegador. Os olhos dele se arregalaram de surpresa e depois se estreitaram num sorriso predador. Telas cheias de imagens explícitas. Homens musculosos subjugando caras gordos, atos de submissão, penetrações profundas e linguagem vulgar. Edu, o primo tímido e estudioso, consumia porno gay. Quando Edu voltou, ofegando um pouco pelo esforço de subir as escadas e carregando um pack de cervejas, se deparou com uma cena que gelou o sangue dele. Diego estava sentado com as pernas abertas, a mão direita envolvendo o próprio pau, que já se erguia com uma força imponente, rasgando o tecido da calça. Era uma besta de carne, um cilindro grosso e cheio de veias que parecia grande demais pra um corpo humano, chegando a vinte e quatro centímetros de um comprimento intimidador. — Tenho um segredo, Edu — disse Diego, a voz agora suave, quase melódica, mas carregada de veneno —. Um segredo bem suculento que achei no seu computador. Edu deixou as cervejas caírem. O som do vidro batendo no chão foi o prelúdio da queda dele. — O que... o que você viu? — sussurrou, a voz falhando. — Vi seus gostos. Vi que você gosta de ser dominado, que gosta de ser o brinquedo de alguém mais forte. Imagina o que o grupo do WhatsApp da escola ia dizer. Imagina a cara dos seus pais quando verem que o filho perfeito deles é uma putinha que assiste vídeo de homem se comendo. Edu desabou de joelhos, as lágrimas escorrendo. O pânico tomou conta, uma maré negra que afogava ele. — Por favor, Diego... eu te imploro. Não faz isso. Eu faço qualquer coisa. O que você quiser, eu juro que faço o que for, mas não conta. Diego soltou uma risadinha cruel. Ele se levantou, deixando o pau enorme balançando livre na frente dos olhos aterrorizados de Edu. — Qualquer coisa, hein? Gostei dessa atitude. Vamos começar com algo simples. Quero que você vá no quarto da sua mãe e pegue uma roupa íntima. Algo sexy. Veste e volta pra cá. Agora. Edu não hesitou. O terror e Uma centelha de excitação proibida, que estava enterrada sob camadas de timidez, acendeu-se no seu ventre. Ela caminhou até o quarto da mãe, o coração martelando contra as costelas. Abriu a gaveta de rendas e encontrou um conjunto vermelho vibrante: uma calcinha fio dental minúscula e um sutiã de renda transparente. Trancou-se no banheiro. Com mãos trêmulas, despida. Suas coxas grossas e a barriga mole contrastavam violentamente com a delicadeza da peça. Vestiu a calcinha vermelha, que afundava profundamente nas nádegas carnudas, apertando seu pequeno pau contra o corpo. O sutiã ficou justo, apertando os mamilos que já estavam eretos de medo e desejo. Olhou-se no espelho; parecia ridículo, vulnerável, completamente submisso. E isso o excitou a ponto de sentir um fluxo quente entre as pernas. Quando voltou ao quarto, andou com passos curtos, tentando se cobrir, embora a renda vermelha deixasse quase tudo à mostra. Diego o esperava sentado, com uma cerveja na mão e um olhar de absoluta superioridade. — Olha só isso — zombou Diego, soltando uma gargalhada que encheu o quarto —. Parece uma puta barata, gordo. Vem cá. Edu se aproximou, tremendo. Diego tirou o celular e começou a tirar fotos de vários ângulos. O flash cegava Edu, que se encolhia, sentindo a dignidade desmoronar enquanto Diego capturava cada dobra da sua pele, cada centímetro de renda vermelha sobre o corpo roliço. — Fica assim, de joelhos — ordenou Diego, deixando o celular de lado. O loiro abriu a calça, liberando completamente o membro. O pau de Diego era uma mole de carne, a pele tensa e brilhante, com uma cabeça larga e arroxeada que gotejava um fio transparente de pré-gozo. Edu sentiu um vazio no estômago. Nunca tinha visto algo tão grande. — Me limpa, puta. Usa essa boca que tanto lê livro e começa a trabalhar. Edu se inclinou, a respiração ofegante. Abriu a boca e começou a lamber a ponta do pau, saboreando o rastro salgado do líquido pré-gozo. O sabor era intenso, masculino. Começou a chupar a cabeça do pênis como se fosse um pirulito, movendo a língua ao redor da coroa, sentindo a textura áspera da pele. Diego soltou um gemido rouco e agarrou o cabelo preto de Edu, puxando para trás para obrigá-lo a olhar para cima. — Mais fundo, gordo. Não quero que só lamba, quero sentir sua garganta. Edu abriu a boca o máximo que pôde e deslizou o pau para dentro. O tamanho era avassalador. Sentiu a cabeça de Diego bater no fundo da garganta, provocando um reflexo imediato de náusea. Seus olhos se encheram de lágrimas e ele começou a engasgar, emitindo sons abafados e guturais. — Engole tudo, porra — grunhiu Diego, começando a empurrar ritmicamente. O som do sexo oral preencheu o silêncio: o squelch molhado da saliva se misturando com a carne, o som do ar sendo expulso dos pulmões de Edu a cada investida. Diego não tinha piedade. Forçava o pau para dentro, fazendo Edu tossir e babar, enquanto o loiro se arqueava, curtindo o controle absoluto. — Isso... chupa como a puta que você é — ofegou Diego. O ritmo aumentou. Diego começou a meter com força, afundando os vinte e quatro centímetros até o limite, fazendo Edu se sufocar, suas mãos apertando as pernas atléticas do primo. De repente, Diego soltou um grito rouco e se tensionou. Um jorro quente e grosso de porra disparou contra o fundo da garganta de Edu. Edu engoliu por instinto, sentindo o sabor forte e amargo do esperma enchendo sua boca. Tossiu violentamente quando Diego tirou o pau, deixando o líquido branco escorrer pelo canto dos lábios e cair sobre a renda vermelha do sutiã. Edu chorava, soluçando no chão, mas seu corpo dizia outra coisa. Sob a calcinha fio dental vermelha, seu pau pequeno estava completamente ereto, pulsando de prazer diante da humilhação. Diego pegou um Ele deu um gole na cerveja, observando o garoto quebrado aos seus pés. — Ainda não terminamos. Fica de quatro na cama. Agora. Edu obedeceu, subindo na cama e apoiando as palmas das mãos nos lençóis. A bunda dele, larga e pálida, sobressaía para cima, destacada pela tirinha vermelha da tanga que se perdia entre as nádegas. Diego se posicionou atrás dele e, antes de qualquer contato sexual, começou a bater na carne macia da bunda de Edu com a palma da mão. O som era um estalo seco: Plap! Plap! — Ai! Diego, por favor! — gritou Edu, embora o grito fosse uma mistura de dor e uma excitação elétrica que percorria sua espinha. — Você gosta que eu te bata, vadiazinha? Gosta de sentir que eu sou seu dono? Com um movimento violento, Diego agarrou o tecido da tanga vermelha e rasgou, deixando os pedaços de renda voarem pelo quarto. Edu ficou completamente exposto. Diego passou um pouco de saliva na mão e lubrificou a entrada apertada do cu de Edu, que se contraía em espasmos de medo. Depois, encostou a cabeça enorme do pau dele no buraquinho. — Não... Diego, não... por favor, é a primeira vez... tá doendo... — suplicou Edu, soluçando. — É exatamente por isso que eu vou entrar — respondeu Diego com um sorriso cruel. Sem aviso prévio, Diego empurrou com toda a força. Edu soltou um grito dilacerante que ecoou pela casa inteira. Sentiu que estava se partindo ao meio. A pressão era insuportável; o pau de vinte e quatro centímetros abria caminho pelo esfíncter apertado, esticando a pele até o limite. — Tira! Tá doendo! Tira! — gritava Edu, enterrando o rosto no travesseiro. Diego não parou. Assim que conseguiu enfiar metade, ficou parado por um momento, deixando o corpo de Edu se acostumar com o volume. Depois, com um empurrão final e brutal, afundou o membro até a base, fazendo as bolas de Diego baterem com um som molhado contra o períneo de Edu. — Porra... você tá tão apertado que eu quase não consigo me mexer — ofegou Diego, a voz agora carregada de luxúria. Diego começou a se mover. No início eram estocadas lentas e profundas, que faziam o corpo de Edu sacudir violentamente. O som era obsceno: o squelching da carne molhada, o atrito dos pelos pubianos e o arfar rítmico dos dois. Conforme o prazer aumentava, Diego acelerou o ritmo. Suas investidas agora eram golpes violentos que faziam a cama ranger. Edu já não gritava de dor. Seus gemidos tinham se transformado em soluços de prazer. Cada vez que o pau de Diego batia na próstata dele, uma descarga elétrica percorria seu corpo. Ele sentia a mente se apagando, que já não era mais o Edu estudante, mas simplesmente um objeto para o prazer do primo. —Isso! Me dá mais! Me arrebenta, Diego! —gritou Edu, se entregando totalmente à submissão. Diego, cego de luxúria, agarrou os quadris de Edu, cravando os dedos na carne macia, e começou a meter com uma ferocidade animal. O suor escorria dos corpos, se misturando nos lençóis. O som do impacto das pelves era constante, um ritmo tribal e primitivo. —Você é minha putinha, Edu. Você é meu brinquedo —rosnou Diego. O clímax chegou como uma tempestade. Diego sentiu a pressão subir pela espinha e, com uma última estocada que quase levantou Edu da cama, gozou fundo dentro dele. O jato de porra quente inundou o cu de Edu, enchendo, expandindo. Naquele exato instante, Edu sentiu uma explosão no próprio pau. Sem ter tocado no membro, a intensidade do orgasmo provocado pela estimulação prostática e pela humilhação psicológica o fez estourar. A porra saiu em vários jatos curtos sobre os lençóis, enquanto seu corpo tremia numa convulsão de prazer absoluto. O silêncio voltou ao quarto, quebrado só pela respiração ofegante dos dois. Diego se retirou devagar, deixando a porra escorrer pelo cu relaxado de Edu, que ficou aberto e vermelho. Diego sentou na beira da cama e acendeu um cigarro, olhando para o garoto que estava desabado ao seu lado, coberto de fluidos e restos de renda vermelha. —Me escuta bem, gordo —disse Diego, soltando a fumaça em direção ao teto—. Isso não foi um evento único. A partir de hoje, você é minha putinha. Você me pertence. Vai me atender quando eu quiser, vai vir quando eu quiser e vai fazer exatamente o que eu mandar. Ficou claro? Edu, com os olhos turvos e o coração ainda batendo forte, se arrastou até Diego. Ficou de joelhos e, com uma devoção quase religiosa, começou a lamber o sêmen e o suor que sobravam no corpo do primo, limpando a pele do seu dono com a língua, selando assim seu destino na escuridão daquele verão bonaerense.
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