Jogo psicológico 8

A ideia de passar o fim de semana na casa dos pais da Sofia vinha sendo planejada há dias. Na cabeça do Julián, ir pra lá era a oportunidade perfeita pra ficarem tranquilos e fortalecer o relacionamento. O que ele não esperava era que, ao chegar sábado à tarde, o Camilo já estivesse instalado na sala, de bermuda e camiseta caveira, com a desenvoltura de mais um membro da família. Durante o dia todo, a presença do Camilo foi uma sombra constante. À tarde, enquanto tomavam café no quintal, o Camilo bebia do mesmo copo da Sofia e dava apertões carinhosos na cintura dela sob o olhar complacente do pai, que só sorria comentando como era bom ver "os meninos tão unidos". O Julián passou cada hora engolindo o ciúme, apertando os punhos dentro dos bolsos e se convencendo de que tinha que aguentar pra não ser taxado de "imatura". Chegaram 12h30 da noite. Depois de um jantar tranquilo e vários drinks na sala, o clima estava carregado de uma tensão estranha. A Sofia se levantou do sofá, espreguiçando o corpo na frente de todo mundo. Sofia: — Bom, família... eu já tô com muito sono, vou me deitar. O Camilo se levantou na hora, se ajeitando a roupa com naturalidade. Camilo: — É, eu também vou me retirar, já tá bem tarde. Boa noite pra todos. A Sofia deu um beijo frio na bochecha do Julián e subiu as escadas seguida de perto pelo Camilo. O Julián fez menção de se levantar pra ir atrás dela, mas o pai da Sofia colocou uma mão firme no joelho dele e serviu outro copo de uísque. O Pai: — Não vá embora ainda não, Julián. Toma mais um com a gente. Deixa a menina descansar em paz. O Julián ficou preso no sofá. Passaram vinte minutos de conversa forçada, com o pai falando de negócios e a mãe observando ele com um sorriso indecifrável. Com o peito apertado por um pressentimento violento, o Julián se desculpou pra ir ao banheiro e subiu em silêncio as escadas em direção ao corredor escuro. Ao se aproximar do No quarto do Camilo, um fio de luz quente cortava o chão. Julián colou o olho na fresta da porta entreaberta. Lá estavam eles. Sofia e Camilo entregues por completo ao desejo numa intimidade sem pudor.Jogo psicológico 8Sofia estava de quatro na cama, arqueando as costas por completo enquanto os impactos de pele contra pele ecoavam no quarto com um estalo molhado, rítmico e sufocante. A fixação de Camilo nos quadris dela era absoluta, penetrando com força enquanto ela, descontrolada, cravava os dedos nos lençóis e pedia mais sem nenhum pudor. Sofia: —Ai, isso... aí, Camilo! Me dá mais forte, gostoso, ayyy... não para não!infielSem pausa, Camilo a girou na cama e a pegou de missionário, segurando as pernas dela pra cima enquanto a metia de cheio. Sofia jogava a cabeça pra trás, ofegando com a boca aberta, respondendo a cada estocada com um movimento desesperado de quadril. Os rangidos do colchão e o som da fricção molhada enchiam o quarto numa entrega total entre os dois. Julián observava sem fôlego, vendo como a namorada se desmanchava em gemidos agudos e espasmos na frente do Camilo. Sofia: —Isso, assim... me enfia toda, que gostoso... ai, que delícia, Camilo! Quando Julián tentou dar um passo pra trás com a respiração descontrolada, uma mão pesada e calma pousou no ombro dele vinda da escuridão do corredor. Era o pai da Sofia, acompanhado pela mãe. Nenhum dos dois mostrava surpresa ou nojo. Julián: (Se virando desesperado, com a voz trêmula, sussurrando por cima do barulho que saía do quarto) —Seu José... eles tão lá dentro! Acabei de ver! Eles têm um caso pelas suas costas! O pai não se abalou. Deu um tapinha amigável no ombro dele e falou com uma calma envolvente. O Pai: —Fica tranquilo, Julián... respira. Também me bateu forte nas primeiras vezes que entendi como as coisas funcionavam nessa casa com a mãe da Sofia. Queimava o peito, eu sei... Do lado de dentro do quarto, a voz da Sofia cortou o corredor com um grito abafado e safado: Sofia (De dentro): —Aiiii, sim... Camilo, vou gozar! Mete tudo, ai, que gostosooo! O Pai: (Continuando com total frieza, como se nada estivesse acontecendo) —Mas com os anos a gente entende que a natureza de uma mulher precisa de espaço, variedade e liberdade. Querer prendê-la a um só é erro de imaturidade. Um homem sábio não briga contra isso. A Mãe: (Se aproximando devagar por um lado, passando a mão nas costas dele) —Ai, meu filho... o único que sofre aqui é você por resistir. A Sofia te quer pra construir a vida dela, mas precisa desse tipo de momento pra se sentir completa. Sofia (De dentro, (entre gemidos e suspiros molhados): —Mmm, ayy, isso... mais, me dá mais... que delícia, meu Deus!cornudoA Mamãe: (Sorriso terno) —Nesta família a gente não se esconde nem se julga, meu filho. Naquele instante, após um gemido longo, agudo e trêmulo de Sofia e uma investida final de Camilo, os barulhos no quarto cessaram. Um silêncio denso e morno envolveu o corredor. Segundos depois, a porta se abriu. Sofia saiu vestindo uma camisola branca leve, transparente e colada ao corpo, deixando à mostra a pele avermelhada, suada e brilhando pelo esforço recente. Um cheiro forte de sexo, suor e perfume emanava direto do quarto. Ela vinha acompanhada de Camilo, que só vestia um shorts desabotoado, apoiado no batente com a respiração ofegante e passando a mão no pescoço molhado. Sofia olhou para Julián com um sorriso debochado e compreensivo, encurtando a distância entre os dois sem o menor sinal de culpa, encostando de propósito o peito quente e ofegante contra o dele. Sofia: —Custava tanto entender isso, Julián? Você tá aí fora há um tempão sofrendo sozinho, me ouvindo pedir pra ele... Você veio espiar, né? Não precisa ficar de fora se essa casa também é sua. Camilo: (Enxugando o suor da testa) —Mano, deixa de amargura. Se você já nos ouviu gozando os dois, pô. Aqui ninguém tá tomando seu lugar, só precisa aprender a se encaixar na dinâmica. O Papai: (Sorriso satisfeito, olhando pra esposa e depois pros três jovens) —Bom... a gente já cumpriu nosso papel de explicar como as coisas funcionam aqui. Deixamos vocês três a sós pra conversar, se entender e se ajeitar de vez. A mãe deu um último tapinha carinhoso na bochecha de Julián, e os dois pais se retiraram em silêncio pelo corredor até o quarto deles. Ficaram os três sozinhos no corredor iluminado por aquela luz quente e fraca. Sofia pegou Julián suavemente pela mão —ainda úmida pela tensão— e, junto com Camilo, empurraram ele com delicadeza pra dentro do quarto, fechando a porta atrás deles...

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