O sol de San Luis caía como uma marreta sobre o asfalto quente, fazendo o ar vibrar numa dança invisível de calor sufocante. Numa daquelas ruas tranquilas, onde o silêncio só era quebrado pelo latido distante de um cachorro ou pelo motor cansado de algum carro velho, Edu se trancava no quarto. Aos dezesseis anos, o jovem sentia que o corpo era uma prisão de carne. As curvas generosas, a pele morena e aqueles cachos rebeldes que caíam sobre a testa o faziam se sentir deslocado numa cidade onde a masculinidade era medida pela força e pelo silêncio. Edu suspirou, sentindo o roçar da calcinha apertada contra as coxas grossas. A curiosidade dele, uma fome voraz que não conseguia saciar com fantasias, o tinha levado a baixar um aplicativo de encontros gays. Tinha sido cauteloso, criando um perfil com um e-mail falso, escondendo o rosto na foto, deixando aparecer só a curva do pescoço e o começo do peito. Não queria que ninguém o reconhecesse, ainda mais num lugar onde os segredos tinham o costume de vazar como água na areia. Passou horas deslizando o dedo pela tela, conversando com homens que falavam em códigos que ele mal entendia ou que procuravam coisas que o assustavam. Até que ele apareceu. Um usuário sem foto, mas com uma localização que marcava a poucas quadras da casa dele. O perfil dizia simplesmente: "Procuro alguém submisso que queira aprender". Edu sentiu um arrepio que não tinha nada a ver com a temperatura. Os dedos tremeram enquanto ele escrevia. —Oi. Sou novo nisso. Não sei bem o que fazer. A resposta chegou quase na hora, uma notificação que fez o coração dele pular contra as costelas. —Isso é o melhor, gatinho. Gosto dos que não sabem nada. Gosto de ensinar onde é o lugar deles. Edu engoliu seco. O tom era autoritário, direto, e isso, estranhamente, acendeu uma faísca de desejo no ventre dele. —Você tá sozinho? — perguntou o desconhecido. —Tô, sim. sozinho. —Então vem pra minha casa. Te passo o endereço. Se tiver coragem, vem agora. Não me faz esperar. O jovem leu a mensagem três vezes. O medo brigava com a excitação. Se olhou no espelho: seu corpo gordo, suas bochechas redondas e aquele olhar de filhote assustado. Será que alguém realmente ia querer ele assim? Vestiu uma camiseta larga pra esconder as formas e saiu de casa com o coração disparado, andando rápido, desviando dos olhares dos vizinhos que regavam seus jardins. Chegou no endereço indicado. Era uma casa de família, com um muro alto e um portão de ferro enferrujado. Edu apertou a campainha, sentindo o suor encharcar suas costas. Quando a porta se abriu, o mundo parou. Na frente dele não estava um estranho. Era Ricardo, o melhor amigo do pai dele e um vizinho próximo. Um homem robusto, de mandíbula quadrada e olhos frios que pareciam ler cada um dos seus medos. Ricardo não parecia surpreso; pelo contrário, ostentava um sorriso predador que gelou o sangue de Edu. —Oi, Edu. Não esperava que fosse você o safado que tava procurando um dono — disse Ricardo, a voz dele era um trovão grave que ecoou no peito do garoto. Edu deu um passo pra trás, o pânico nublando seu julgamento. O ar ficou pesado, irrespirável. —Eu... eu não... eu me enganei. Desculpa, Ricardo. Tô indo embora. O jovem tentou se virar, mas a mão de Ricardo, grande e calejada, se fechou no ombro dele com a força de uma prensa hidráulica, empurrando-o violentamente pra dentro da casa. O portão se fechou com um estrondo metálico que soou como a sentença de uma cela. —Aonde você pensa que vai, gordo? — perguntou Ricardo, encurralando-o contra a parede da entrada. O cheiro de tabaco e colônia forte inundou os sentidos de Edu—. Agora que eu sei o que você é, não vai embora assim não. Edu começou a tremer, as lágrimas brotando nos olhos. —Por favor, não conta pro meu pai. Por favor, eu te imploro. Ricardo soltou uma gargalhada seca, uma risada sem nenhum traço de humor que fez Edu se encolher. —E por que não faria? Imagina a cara do teu velho quando descobrir que o filho dele é uma puta que procura homem no celular. A cidade inteira ficaria sabendo em uma hora. Você viraria a piada de San Luis, a vergonha da família. O choro rompeu a garganta de Edu. Ele desabou, soluçando, enquanto o vizinho o observava com uma mistura de desprezo e desejo carnal. —Mas você pode evitar isso — sussurrou Ricardo, se aproximando tanto que Edu podia sentir o calor do corpo dele —. Você pode ser minha putinha particular. Fazer tudo o que eu mandar, quando eu quiser, e seu segredo fica guardado comigo. Entendeu, lixo? Edu assentiu freneticamente, o terror dominando qualquer vestígio de vontade. —Fala. Fala: "Sim, senhor". —Sim... sim, senhor — soluçou Edu, fechando os olhos. Ricardo não perdeu tempo. Com um movimento brusco, agarrou a camiseta de Edu e rasgou, deixando à mostra o peito pálido e mole do jovem. As mãos do homem começaram a explorar o corpo do garoto, apertando os rolinhos de gordura com força, quase machucando. —Olha pra você. Você é um desastre de carne — zombou Ricardo, descendo as mãos para a calça de Edu e puxando o cinto com violência —. Mas essa carne serve pra alguma coisa. Edu ficou nu no meio da sala, se sentindo pequeno e exposto. A pele morena dele contrastava com o tapete escuro. Ricardo se despiu devagar, revelando um pau grosso e cheio de veias que já estava ereto e pulsando. O jovem olhou pro pênis do homem com uma mistura de horror e fascínio. —Ajoelha — ordenou Ricardo. Edu obedeceu, apoiando os joelhos no chão frio. Ricardo agarrou o cabelo cacheado do garoto e puxou pra trás, forçando ele a olhar pra cima. —Abre a boca. Agora. Edu abriu os lábios e Ricardo empurrou a rola pra dentro sem aviso. O impacto foi seco, profundo. Edu sentiu a cabeça do pau bater no fundo da garganta, provocando um reflexo de náusea imediato. Ele começou a tossir, os olhos enchendo-se de lágrimas enquanto tentava respirar. —Não ouse cuspir. Engole tudo, puta —rosnou Ricardo, aumentando a velocidade. O homem começou a investir contra a garganta de Edu com força bruta. O som era úmido, um *shlick-shlick* constante enquanto a saliva e o pré-gozo lubrificavam a entrada. Ricardo não tinha piedade; empurrava até o fundo, forçando Edu a abrir a garganta mais do que achava possível. O garoto soltava gemidos abafados, sons guturais de sufocamento que só pareciam excitar mais o vizinho. O sabor salgado e forte do membro enchia sua boca, e cada vez que Ricardo chegava ao fundo, Edu sentia o mundo sumir por falta de oxigênio. Depois de alguns minutos de tortura oral, Ricardo o tirou com um puxão brusco, deixando um fio de saliva grossa pendurado no canto dos lábios de Edu. Mas o castigo não tinha acabado. —Vem cá —ordenou, levando-o para um quarto onde havia uma mesa robusta e umas cordas de nylon. Ricardo forçou Edu a se deitar de bruços sobre a madeira, esticando seus braços e pernas. Com uma habilidade fria, começou a amarrá-lo. As cordas afundaram na pele macia dos pulsos e tornozelos, cortando a circulação e deixando o jovem completamente imobilizado, com a bunda gorda e exposta para cima. —Agora vamos ver quanta resistência tem essa carne —disse Ricardo. O primeiro tapa veio como um trovão. A palma da mão de Ricardo bateu na nádega esquerda de Edu com uma força devastadora. *¡PLACK!* Edu gritou, um berro que rasgou o silêncio da casa. A dor foi instantânea, um fogo que se espalhou por toda a pele. *¡PLACK!* O segundo tapa caiu na nádega direita. Edu começou a soluçar, se mexendo desesperadamente contra as cordas, que só conseguiam irritar mais sua pele. —Por favor, chega! Dói! —suplicou o garoto entre soluços. —Cala a boca! Putas não têm permissão para falar! —rugiu Ricardo, desferindo uma série de palmadas rítmicas e violentas. O som da carne batendo contra a carne enchia o quarto. As nádegas de Edu, antes macias, começavam a ficar num vermelho intenso, inchando sob a fúria das palmadas. O jovem chorava desconsolado, o corpo sacudindo em espasmos, enquanto a dor se misturava com uma excitação proibida que começava a nascer na próstata dele por causa da vibração dos impactos. Ricardo parou por um momento, respirando ofegante. Olhou a pele ardente do garoto e sorriu. Se lubrificou generosamente com um gel frio e se posicionou atrás dele. —Agora vou te marcar, neném. Sem nenhuma preparação prévia, Ricardo empurrou o pau contra o esfíncter apertado de Edu. O garoto soltou um grito dilacerante quando sentiu o corpo sendo aberto à força. A dor foi aguda, uma sensação de rasgo que o fez arquear as costas. —Você vai me rasgar! Para, por favor! —gritava Edu, com o rosto afundado na madeira. —Fecha a boca e aguenta —respondeu Ricardo, começando a meter com uma violência animal. Cada estocada era um golpe profundo que chegava até o fundo do reto de Edu. O som era vulgar, um *squelch* molhado e barulhento que ecoava no quarto. Ricardo não buscava o prazer do garoto; buscava a dominação. As mãos dele apertavam as laterais da cintura de Edu, afundando na carne, enquanto as bolas batiam ritmicamente contra o períneo do jovem, produzindo um som abafado e molhado. Edu sentia a mente se fragmentando. A dor era insuportável, mas a invasão era total. Ele sentia o membro de Ricardo esticando cada fibra do seu interior, reivindicando o espaço, colonizando-o. Os gemidos dele passaram de gritos de dor para sons mais erráticos, uma mistura de choro e prazer involuntário. —Isso! Geme pra mim, putinha! —gritava Ricardo, acelerando o ritmo. O homem começou a dar estocadas curtas e rápidas, fazendo o corpo de Edu pular sobre a mesa. O suor escorria dos dois, se misturando num aroma almiscarado e denso. Finalmente, com um rugido gutural, Ricardo empurrou uma última vez, enterrando-se até a base, e soltou um jato quente e grosso dentro de Edu. O garoto sentiu a descarga térmica inundando seu interior, uma sensação de plenitude viscosa que o deixou exausto. Ricardo ficou ali por um momento, aproveitando o tremor do jovem, antes de se retirar lentamente. O sêmen começou a escorrer pelas pernas de Edu, manchando a madeira da mesa. Mas Ricardo não tinha terminado. Seus olhos brilhavam com uma crueldade renovada. —Você ainda está muito apertado. Precisamos te abrir mais. Edu abriu os olhos com horror. Viu Ricardo aplicar uma quantidade industrial de lubrificante na mão direita, fechando o punho. —Não... por favor... não faz isso... —suplicou Edu, o pânico voltando com força. —Fica quieto. Ricardo posicionou os nós dos dedos contra o buraco ainda pulsante de Edu. Com uma pressão lenta e constante, começou a empurrar. Edu sentiu suas entranhas se deslocando, uma pressão insuportável que parecia querer dividi-lo ao meio. O garoto gritou, mas dessa vez o grito se transformou em um gemido longo enquanto Ricardo conseguia introduzir os primeiros três dedos. —Você nasceu pra isso, Edu. Olha como você se abre pra mim. O homem continuou empurrando, centímetro por centímetro. O som do lubrificante sendo deslocado era um *shlick* constante e nojento. Quando o punho entrou completamente, Edu sentiu uma explosão de sensações. A pressão na próstata era tão intensa que a dor se transformou subitamente em um prazer elétrico, avassalador. Seus músculos se tensionaram, suas costas se arquearam e, sem nem se tocar, Edu teve um orgasmo violento, ejaculando sobre a madeira da mesa enquanto soluçava. Naquele momento de vulnerabilidade absoluta, Edu sentiu algo dentro dele se quebrar. Já não era o garoto curioso do aplicativo; era o brinquedo de Ricardo. Aceitou sua submissão com uma rendição total, deixando-se levar pela corrente da degradação. Ricardo retirou a mão com um som de sucção úmida e olhou para o orifício dilatado e vermelho do jovem. Uma ideia maliciosa cruzou sua mente. Pegou o telefone e discou um número.
—Oi, rapaziada. Sim, tô em casa. Escutem... tenho uma puta nova. Um gordinho cacheado que não sabe nem onde tá pisando. Venham agora que eu deixo vocês provarem.
Edu, ainda amarrado e tremendo, ouviu as palavras com o coração afundando. O horror voltou a invadi-lo, mas já não tinha forças pra lutar.
Não passaram mais de vinte minutos quando o som de várias risadas masculinas ecoou na entrada. Três homens, conhecidos do bairro e amigos do Ricardo, entraram no quarto. Os olhares eram predatórios, avaliando o corpo nu e marcado de Edu como se fosse um pedaço de carne num açougue.
— Olha o que você trouxe, Ricardo. Tá uma delícia esse gordinho — disse um deles, um cara robusto chamado Mário, se aproximando pra beliscar a nádega vermelha de Edu.
— É todo de vocês, rapaziada. Mas lembrem que ele é meu escravo. Façam o que quiserem, mas não quebrem ele de vez que eu preciso dele amanhã.
O que se seguiu foi um pesadelo de carne e humilhação. Edu foi desamarrado só pra ser mantido na posição que os homens queriam. Foi um ciclo interminável de corpos pesados e hálitos quentes.
— Abre a boca, puta — ordenou Mário, enfiando o pau na garganta de Edu com a mesma brutalidade que Ricardo.
Edu voltou a sentir a asfixia, o gosto de porra e suor, enquanto outros dois homens o pegavam pelos lados. O forçaram a se ajoelhar, usando ele como um móvel humano. Um deles comia ele por trás enquanto o outro o obrigava a chupar, criando um sanduíche de carne e fluidos.
— Olha como o gordinho se mexe — ria outro dos homens, enquanto dava tapas nas bochechas dele—. Você é uma puta de verdade, né? Fala. Fala que você é a puta do bairro.
— Eu... eu sou a puta do bairro — gemia Edu, com a voz arrasada, enquanto sentia como O pau do Mario batia no fundo da garganta dele por dentro. O gangbang ficou frenético. Edu era o centro de uma tempestade de fluidos e fricção. Ele sentia mãos rudes apertando seus peitos, mordendo seus ombros e arranhando suas costas. Ele foi comido por turnos, cada homem descarregando sua luxúria nele sem o menor traço de ternura. O som do quarto era uma cacofonia de gemidos, risadas cruéis e o *chapote* constante dos genitais se chocando com a pele suada. —Agora todo mundo goza dentro! —gritou Ricardo, que observava a cena com uma satisfação sádica. Edu sentiu como, um após o outro, os homens ejaculavam dentro dele. O calor do esperma enchia seu cu, transbordando e escorrendo pelas suas coxas, enquanto outros descarregavam a porra no seu rosto, no seu peito e nos seus cachos morenos. Ele ficou coberto por uma camada branca e viscosa, cheirando a sexo e a derrota. Enquanto isso acontecia, Ricardo não tinha parado de gravar. Ele segurava o celular firme, capturando cada ângulo da humilhação, cada lágrima de Edu, cada gesto de submissão e cada centímetro do corpo dele sendo usado pelos outros. Quando o último homem terminou e se afastou, deixando Edu colapsado no chão, Ricardo se aproximou dele. O jovem estava tremendo, com o olhar perdido, a pele vermelha e o corpo encharcado de fluidos alheios. Ricardo colocou o celular na frente dos olhos dele, mostrando o vídeo. —Se olha, Edu. Olha que putinha gostosa você é —sussurrou Ricardo, com a voz agora fria e definitiva—. Esse vídeo é o meu seguro. Se você algum dia pensar que pode fugir, se algum dia pensar que pode contar pro seu pai ou pra qualquer outra pessoa, é só eu apertar um botão e toda San Luis vai ver como você gosta de ser usado como um pano. Edu fechou os olhos, deixando uma última lágrima escorrer pela bochecha manchada de porra. Não havia mais caminho de volta. A floresta da inocência dele tinha sido queimada até as cinzas. —Agora se limpa —ordenou Ricardo, dando um empurrão com o pé—. E se prepara. Amanhã eu quero que estejas pronto antes que eu acorde. Você é meu escravo, Edu. Para sempre. O jovem se levantou devagar, sentindo o peso da porra de quatro homens dentro dele e a corrente invisível de uma chantagem que o acorrentaria pelo resto da juventude dele. Enquanto caminhava pro banheiro, o silêncio de São Luís voltou a envolver a casa, escondendo o segredo mais sombrio da rua, um segredo que agora respirava, sofria e obedecia.
—Oi, rapaziada. Sim, tô em casa. Escutem... tenho uma puta nova. Um gordinho cacheado que não sabe nem onde tá pisando. Venham agora que eu deixo vocês provarem.
Edu, ainda amarrado e tremendo, ouviu as palavras com o coração afundando. O horror voltou a invadi-lo, mas já não tinha forças pra lutar.
Não passaram mais de vinte minutos quando o som de várias risadas masculinas ecoou na entrada. Três homens, conhecidos do bairro e amigos do Ricardo, entraram no quarto. Os olhares eram predatórios, avaliando o corpo nu e marcado de Edu como se fosse um pedaço de carne num açougue.
— Olha o que você trouxe, Ricardo. Tá uma delícia esse gordinho — disse um deles, um cara robusto chamado Mário, se aproximando pra beliscar a nádega vermelha de Edu.
— É todo de vocês, rapaziada. Mas lembrem que ele é meu escravo. Façam o que quiserem, mas não quebrem ele de vez que eu preciso dele amanhã.
O que se seguiu foi um pesadelo de carne e humilhação. Edu foi desamarrado só pra ser mantido na posição que os homens queriam. Foi um ciclo interminável de corpos pesados e hálitos quentes.
— Abre a boca, puta — ordenou Mário, enfiando o pau na garganta de Edu com a mesma brutalidade que Ricardo.
Edu voltou a sentir a asfixia, o gosto de porra e suor, enquanto outros dois homens o pegavam pelos lados. O forçaram a se ajoelhar, usando ele como um móvel humano. Um deles comia ele por trás enquanto o outro o obrigava a chupar, criando um sanduíche de carne e fluidos.
— Olha como o gordinho se mexe — ria outro dos homens, enquanto dava tapas nas bochechas dele—. Você é uma puta de verdade, né? Fala. Fala que você é a puta do bairro.
— Eu... eu sou a puta do bairro — gemia Edu, com a voz arrasada, enquanto sentia como O pau do Mario batia no fundo da garganta dele por dentro. O gangbang ficou frenético. Edu era o centro de uma tempestade de fluidos e fricção. Ele sentia mãos rudes apertando seus peitos, mordendo seus ombros e arranhando suas costas. Ele foi comido por turnos, cada homem descarregando sua luxúria nele sem o menor traço de ternura. O som do quarto era uma cacofonia de gemidos, risadas cruéis e o *chapote* constante dos genitais se chocando com a pele suada. —Agora todo mundo goza dentro! —gritou Ricardo, que observava a cena com uma satisfação sádica. Edu sentiu como, um após o outro, os homens ejaculavam dentro dele. O calor do esperma enchia seu cu, transbordando e escorrendo pelas suas coxas, enquanto outros descarregavam a porra no seu rosto, no seu peito e nos seus cachos morenos. Ele ficou coberto por uma camada branca e viscosa, cheirando a sexo e a derrota. Enquanto isso acontecia, Ricardo não tinha parado de gravar. Ele segurava o celular firme, capturando cada ângulo da humilhação, cada lágrima de Edu, cada gesto de submissão e cada centímetro do corpo dele sendo usado pelos outros. Quando o último homem terminou e se afastou, deixando Edu colapsado no chão, Ricardo se aproximou dele. O jovem estava tremendo, com o olhar perdido, a pele vermelha e o corpo encharcado de fluidos alheios. Ricardo colocou o celular na frente dos olhos dele, mostrando o vídeo. —Se olha, Edu. Olha que putinha gostosa você é —sussurrou Ricardo, com a voz agora fria e definitiva—. Esse vídeo é o meu seguro. Se você algum dia pensar que pode fugir, se algum dia pensar que pode contar pro seu pai ou pra qualquer outra pessoa, é só eu apertar um botão e toda San Luis vai ver como você gosta de ser usado como um pano. Edu fechou os olhos, deixando uma última lágrima escorrer pela bochecha manchada de porra. Não havia mais caminho de volta. A floresta da inocência dele tinha sido queimada até as cinzas. —Agora se limpa —ordenou Ricardo, dando um empurrão com o pé—. E se prepara. Amanhã eu quero que estejas pronto antes que eu acorde. Você é meu escravo, Edu. Para sempre. O jovem se levantou devagar, sentindo o peso da porra de quatro homens dentro dele e a corrente invisível de uma chantagem que o acorrentaria pelo resto da juventude dele. Enquanto caminhava pro banheiro, o silêncio de São Luís voltou a envolver a casa, escondendo o segredo mais sombrio da rua, um segredo que agora respirava, sofria e obedecia.
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