Gordo Tarado

A fome de ser visto não é um desejo, é uma doença que corrói minhas entranhas. Não me basta o reflexo do espelho nem a solidão do meu quarto; preciso que olhos alheios, desconhecidos e julgadores, se craquem na carne flácida do meu corpo, que percorram minhas dobras e se deliciem com minha humilhação. Sou um homem largo, uma massa de curvas suaves e pele pálida que transborda, e nessa vulnerabilidade encontro meu único poder: o poder de ser o objeto do desejo mais escuro e degradante. Meu nome é Edu, e minha existência é um altar erguido ao voyeurismo e à submissão. Me acomodei na frente do computador, ajustando a luz do ring light para não deixar sombras nos cantos do meu quarto. O silêncio da casa era denso, interrompido só pelo zumbido do ventilador. Abri a plataforma de transmissões, criei o anúncio com um título provocador e senti aquele primeiro choque de eletricidade percorrendo minha espinha. Meu coração martelava contra minhas costelas, acelerando o ritmo enquanto eu observava o contador de espectadores. No começo, eram só três pessoas. Sombras anônimas atrás das telas. Comecei a falar, minha voz saindo pequena, quase trêmula, enquanto minhas mãos começavam a desabotoar a camisa. "Oi... bem-vindos. Espero que gostem do que vão ver hoje", sussurrei, evitando olhar direto pra câmera, mantendo uma timidez fingida que eu sabia que excitava os predadores digitais. Deslizei a camisa pelos ombros, deixando ela cair no chão. Meu peito, pesado e mole, ficou exposto, os mamilos rosados reagindo ao ar frio do quarto. Os comentários começaram a chover no chat: "Gordo nojento", "Mostra mais", "Quero ver essa bunda". Cada insulto era como um carinho, um combustível que acendia o fogo entre minhas pernas. Com movimentos lentos, me livrei da calça, deixando ela amontoada nos meus tornozelos. Quando fiquei nu, exceto por uma calcinha fio dental de renda preta, feminina, que se enterrava cruelmente em minhas cadeiras e apertava minhas nádegas gordas, o contador saltou para cinquenta pessoas. A peça era ridiculamente pequena para o meu volume, criando um contraste obsceno que fazia meu desejo disparar. Me virei, arqueando as costas para oferecer a visão do meu traseiro, enquanto afastava o tecido com os dedos, revelando o anel rosado e apertado do meu cu. "Vocês gostam de como fica em mim?", perguntei, soltando um gemido involuntário. Conforme o número de espectadores crescia, o fluxo de gorjetas começou a tocar no meu fone. Cada moeda digital era uma ordem.

Comecei a me masturbar, roçando meu pau com a ponta dos dedos, sem apertar, só provocando. Sentia o pre-cum lubrificando a cabeça, uma gota brilhante pendurada enquanto eu me observava na tela. "Mais rápido, gordo. Não nos faça esperar", leu em voz alta uma das mensagens. Aumentei a intensidade. Minha mão envolvia a carne, o som do atrito ficava rítmico, um chapinhar molhado que preenchia o silêncio do quarto. Minhas respirações ficaram erráticas, arfadas curtas que embaçavam a atmosfera. O prazer era uma maré subindo, mas eu sabia que o verdadeiro show estava por começar. O contador chegou a trezentos espectadores e o valor das doações começou a escalar rapidamente. Quando a tela marcou quinhentos dólares, senti o ar faltar. Era o momento.

Peguei o lubrificante na mesa, um gel grosso e frio que derramei generosamente sobre meu buraco. O som do líquido deslizando pela pele foi um prelúdio molhado. Peguei o primeiro brinquedo: um dildo de silicone médio, de um roxo intenso. "Agora... agora vou me abrir para vocês", gemi, me posicionando de quatro na cama, deixando meu peso afundar o colchão. Empurrei a ponta do brinquedo contra meu esfíncter. Senti a resistência inicial, aquele aperto instintivo do meu corpo tentando rejeitar a invasão, mas eu queria aquilo. Queria a pressão. Deslizei a cabeça do dildo lentamente, centímetro por centímetro. Um som de sucção, um squelch molhado, ecoou no microfone enquanto a silicone abria caminho entre meus músculos. Soltei um grito abafado, fechando os olhos enquanto sentia minha próstata sendo pressionada pelo objeto. O chat explodiu. As gorjetas choviam. "Maior", "Arrebenta", "Enche tudo". Seguindo a vontade da massa invisível, troquei o brinquedo. Passei para um mais grosso, que forçou meu cu a dilatar até o limite, esticando a pele rosada até ficar quase transparente. A dor e o prazer se fundiram numa única sensação elétrica. Cada estocada que eu dava em mim mesmo era uma entrega, um ato de submissão para milhares de estranhos que se regozijavam na minha rendição. Minhas nádegas quicavam a cada empurrão, o som do plástico batendo na minha carne criando uma percussão obscena. Finalmente, cheguei ao último. Um monstro de trinta centímetros, grosso e ameaçador. Olhei pra ele com uma mistura de terror e antecipação. Passei mais lubrificante, quase cobrindo minhas coxas de viscosidade. Apoiei a base do dildo na minha entrada e empurrei com força. "Ahhh! Deus... é demais... é grande demais!", gritei, enquanto meus dedos se cravavam nos lençóis. A sensação de plenitude era avassaladora. Sentia o brinquedo alcançar profundidades que eu nunca tinha explorado, deslocando meus órgãos internos, me preenchendo por completo. O estiramento era quase insuportável, mas a descarga de dopamina era superior. Eu me movia freneticamente, o dildo entrando e saindo com um som shlicking constante, uma fricção molhada e barulhenta que me levou à beira do abismo. O voyeurismo atingiu o pico. Saber que estavam me vendo assim, destruído, aberto, sendo usado por um pedaço de plástico para o prazer dos outros, disparou meu orgasmo. Meu corpo se tensionou, os músculos das minhas pernas tremeram violentamente e, com um uivo que rasgou minha garganta, gozei. O esperma saiu em jatos grossos, manchando minha barriga e minhas peitos, o líquido branco contrastando com a pele pálida e suada. Fiquei ofegante, com o dildo ainda enterrado dentro de mim. Com o olhar perdido e a mente nublada pelo êxtase, desci a mão e recolhi o esperma viscoso da minha pele. Levei à boca, saboreando minha própria essência, engolindo o fluido enquanto encarava fixamente a câmera, selando o show com um ato final de autodegradação. Desliguei a transmissão com um suspiro, deixando o silêncio voltar, embora agora estivesse carregado de uma eletricidade que não se apagava. As horas passaram, mas o vazio deixado pelo clímax digital se encheu rapidamente com uma necessidade mais tangível. A tela já não bastava; eu precisava do risco, do ar frio, da possibilidade real de ser descoberto. Me vesti com uma calcinha feminina, um conjunto de renda vermelha que apertava meu corpo, escondido sob uma calça larga e uma camiseta folgada. Na minha mochila, guardei minhas ferramentas: lubrificante, um dildo resistente e outros brinquedos que prometiam dor e prazer. Caminhei pelas ruas, sentindo o roçar da renda contra minha pele, um segredo erótico que me fazia andar com uma leve hesitação. Cada pessoa que passava por mim era um juiz em potencial, e essa ideia me excitava até o delírio. Entrei num bar escuro, um lugar carregado de cheiro de tabaco rançoso e álcool barato. Fui direto para o banheiro. O banheiro era um espaço lúgubre, com paredes de azulejos amarelados e um cheiro penetrante de desinfetante. Entrei numa das cabines, mas cometi o ato que minha mente ansiava: deixei a porta entreaberta, o suficiente para que qualquer um que entrasse pudesse ver o espetáculo. Desci a calça, ficando exposto. Me agachei, apoiando as mãos nas paredes frias, e tirei o dildo da mochila. Com a respiração acelerada, comecei a me penetrar. O som do plástico deslizando dentro de mim ecoava no pequeno espaço, um squelch rítmico que me fazia gemer baixinho. "Oh, sim... me olha... me olha assim”, sussurrei para ninguém, imaginando que alguém me observava do corredor. De repente, a porta principal do banheiro se abriu. Ouvi passos pesados, o som de botas no chão molhado. Congelei, mas não parei de mexer o brinquedo. Senti um olhar cravado nas minhas costas, na curva da minha bunda e no objeto que entrava e saía do meu corpo. “Opa, opa... mas olha só o que temos aqui”, disse uma voz rouca, carregada de uma curiosidade predatória. Me virei levemente, o suficiente para ver um homem robusto, com um olhar duro e um sorriso cínico. Os olhos dele percorreram meu corpo, parando na calcinha fio dental vermelha e na minha barriga saliente. “Você tá fazendo isso pra ser visto, gordinho?” perguntou, dando um passo em direção ao cubículo. “SIM... por favor... me olha”, respondi, com a voz trêmula de tesão. “Quer que eu participe?”, perguntou, já abrindo o cinto com uma eficiência brutal. “SIM... sim, por favor! Faz isso!”, implorei, voltando à posição, oferecendo minha entrada já dilatada e brilhando de lubrificante. O estranho não perdeu tempo. Tirou um pau grosso, cheio de veias e quente, que parecia pulsar de desejo. Sem preâmbulos, sem carícias, empurrou a cabeça do membro contra meu cu. O impacto foi seco e brusco. Soltei um gemido de surpresa que virou rapidamente um grito de prazer quando senti ele entrando sem resistência. “Você tá bem aberto, sua putinha”, grunhiu, enquanto se enterrava em mim de uma só vez. O ar saiu dos meus pulmões com um som abafado. A sensação era infinitamente superior a qualquer brinquedo. Era carne viva, calor humano, uma força que me dominava por completo. “Mais forte... mais forte! Arrebenta comigo!”, pedi, batendo as mãos na parede. Ele aceitou. Começou a me comer com uma brutalidade animal, cada estocada batendo na minha próstata com uma precisão cirúrgica. O som das bolas dele batendo na minha bunda era um aplauso obsceno, um Tapa-tapa-tapa rítmico que enchia o banheiro. Eu era só um objeto pra ele, um buraco quente e disponível, e essa desumanização era exatamente o que eu precisava. Eu sentia meu corpo sacudindo a cada investida. O prazer era tão intenso que começava a nublar minha visão. O estranho acelerou o ritmo, suas respirações virando grunhidos enquanto me segurava pelos quadris com força, afundando os dedos na minha carne. De repente, ele sentiu que chegava ao limite. Soltou um rugido e se enterrou o mais fundo que pôde, jorrando o esperma dentro de mim. Senti o calor do fluido inundando meu reto, uma descarga grossa e quente que fez meu próprio corpo colapsar. O orgasmo me atingiu como uma onda, me deixando sem forças, tremendo no chão do cubículo enquanto ele se retirava com um suspiro de satisfação. "Boa buceta, gordo", disse secamente antes de se arrumar e sair do banheiro sem olhar pra trás. Fiquei ali por alguns minutos, sentindo o esperma alheio escorrendo devagar pelas minhas coxas, uma marca de posse temporária que me fazia sentir glorioso. Me limpei por cima, me vesti e saí do bar, mas a chama do exibicionismo ainda não tinha se apagado. Eu precisava de mais. Precisava do risco absoluto. Caminhei até um parque movimentado, um lugar onde as pessoas passeavam com seus cachorros, onde famílias andavam e jovens se beijavam nos bancos. O contraste entre a normalidade do ambiente e meu estado interno me provocava uma ereção dolorosa. Procurei um banco que ficasse numa área visível, mas com espaço suficiente pra manobrar. Me sentei, abri discretamente minha mochila e coloquei um dildo grosso sobre a madeira do assento. Deslizei a calça pra baixo, só o suficiente pra deixar minha bunda de fora, e me sentei em cima do brinquedo. O primeiro impacto foi elétrico. O dildo entrou com força, me preenchendo enquanto eu olhava ao redor, vendo as pessoas passarem a poucos metros. O risco de ser visto era uma droga potente. Comecei a me mover, subindo e descendo sobre o objeto, meus gemidos escapando em suspiros curtos. Eu me sentia exposto, vulnerável, uma massa de carne entregue ao prazer público. "Olhem pra mim... olhem o que eu tô fazendo...", pensava, enquanto fechava os olhos e me deixava levar pela fricção. Não demorou muito até o silêncio da minha fantasia ser interrompido. "Olha isso... o gordo tá se esbaldando", disse uma voz grave, carregada de uma zombaria agressiva. Abri os olhos e vi um grupo de quatro homens negros, corpulentos e com olhares predadores. Eles tinham se aproximado e me observavam com uma mistura de nojo e desejo. Eu fiquei paralisado, com o dildo ainda enterrado no meu cu, sentindo meu coração tentando escapar do peito. "Parece que ele tá com fome", disse outro, se aproximando mais. "E a gente tem exatamente o que ele precisa". Um deles, o mais alto, parou na minha frente e puxou um pau imponente, escuro e grosso, que gotejava pre-gozo. Ele me olhou com superioridade, uma ordem implícita nos olhos. "Ajoelha, gordo. Agora", ordenou. Sem hesitar, deslizei do banco, deixando o dildo no assento, e me pus de joelhos na grama. O contato do chão frio com meus joelhos aumentou minha sensação de submissão. Abri a boca, esperando. O homem empurrou o membro na minha garganta com uma brusquidão que me fez lacrimejar. O sabor era forte, masculino, a textura da pele quente preenchendo cada espaço da minha boca. Ele me obrigou a chupar, movendo o quadril num ritmo dominante. Eu me esforcei pra agradá-lo, usando a língua pra percorrer a base e a cabeça, engolindo saliva e pre-gozo enquanto os outros três observavam, rindo e comentando sobre meu desempenho. Quando o primeiro gozou, ejaculou fundo na minha garganta. O jato era potente, enchendo minha boca de um líquido grosso e salgado que engoli com avidez, sem deixar uma gota escapar. Mas não teve descanso. O segundo tomou o lugar, depois o terceiro e o quarto. Um a um, eles me transformaram-me no seu receptáculo, enchendo minha boca com o sêmen deles, me obrigando a engolir uma e outra vez até sentir meu estômago saturado da essência deles. Durante todo o processo, o dildo continuava ali, no banco, e nos momentos em que eu não estava chupando, eu me apoiava nele, mantendo a dilatação. A sensação do orgasmo anal não demorou a voltar, a combinação do sexo oral forçado e a pressão constante na minha próstata me jogou num estado de êxtase voyeur absoluto. Eu me sentia um animal, um objeto de uso coletivo, e nunca tinha me sentido tão vivo. Porém, um dos homens, o que parecia ser o líder, não estava satisfeito. Ele me puxou pelo cabelo, me obrigando a olhar para ele. "Sexo oral é só o começo, mas esse buraco dilatado tá me chamando", disse com uma voz que não admitia discussão. Ele me girou com violência, me obrigando a ficar de quatro na grama do parque, bem onde qualquer transeunte podia nos ver se virasse a cabeça. O homem se posicionou atrás de mim. Ao ver meu cu, vermelho e aberto pelo uso constante dos brinquedos e pela penetração anterior no bar, soltou uma gargalhada rouca. "Tá um verdadeiro bagaço, gordo. Tá pronto pra receber tudo". Sem nenhuma lubrificação extra, já que eu continuava molhado pelo dildo e pelo sêmen anterior, ele empurrou o pau pra dentro de mim. A entrada foi bruta, um choque de carne contra carne que me fez soltar um grito que ecoou no parque. Não teve delicadeza; ele me comeu com uma força bruta, cada estocada buscando o fundo das minhas entranhas. O som era ensurdecedor na minha mente: o tapa constante das bolas dele na minha pele, o squelch dos fluidos se misturando, meus próprios gemidos desesperados. Eu me sentia rasgado e completo ao mesmo tempo. A brutalidade dos movimentos dele me levava ao limite, a sensação de ser possuído de forma tão agressiva num lugar público acabou de destruir qualquer resquício da minha resistência. "Isso! Me dá mais! Arrebenta comigo!", eu gritava, sem me importar quem dera pudessem nos ouvir. O homem aumentou a velocidade, suas estocadas ficaram frenéticas, quase violentas. Eu sentia meu mundo se reduzindo àquele ponto de contato, àquela fricção abrasadora que consumia todo o meu ser. Finalmente, ambos chegamos ao clímax. Ele soltou um gemido gutural e gozou com uma força devastadora dentro de mim, enquanto eu, em uma sincronia perfeita, disparava meu esperma na grama, meus músculos se contraindo em espasmos violentos que me deixaram sem ar. Ficamos assim por alguns segundos, unidos pelo suor e pela luxúria, antes que ele se retirasse. Fiquei deitado no chão, ofegante, sentindo o peso do meu próprio corpo e o calor dos fluidos alheios escorrendo pelo meu interior. Os homens foram embora rindo, me deixando ali, exausto e vazio. Me levantei devagar, sentindo cada músculo do meu corpo vibrar. Me vesti com movimentos desajeitados, sentindo que meu estado de excitação voyeur tinha finalmente sido saciado. A fome que tinha me movido o dia inteiro se transformou em uma saciedade pesada e prazerosa. Caminhei de volta para casa sob a luz do entardecer, sentindo a brisa fresca na minha pele. Carregava comigo o cheiro do sexo, a marca da submissão e a satisfação de ter sido visto, usado e humilhado. Ao fechar a porta do meu quarto, me olhei no espelho. Vi um homem gordo, despenteado e cansado, mas nos seus olhos havia um brilho de triunfo. Me despi lentamente, deixando os restos do dia caírem no chão, e me afundei na minha cama, fechando os olhos enquanto o eco dos gemidos e dos insultos continuava ressoando na minha mente, me prometendo que, muito em breve, eu voltaria a procurar o olhar do outro.

2 comentários - Gordo Tarado

Uma história incrível, adorei. Já me trataram assim também.