O segredo da casa 3

O portão bateu fortíssimo no corredor. Me tranquei no meu quarto e encostei as costas na porta, sentindo o coração a mil por hora. As mãos suavam de nervoso e eu ainda sentia o calor da perna do Camilo colada na minha no sofá, a respiração presa dos dois e o pânico que me deu bem antes de sair correndo. Lá fora não se ouviu nada por um bom tempo. A casa estava num silêncio total. Depois, ouvi os passos do Camilo se levantando da sala e indo pro quarto dele, fechando a porta com cuidado. Nenhum dos dois voltou a sair a noite toda. No dia seguinte, a tensão na casa dava pra cortar com uma faca. Ninguém falava com o outro. Nos dias seguintes, nem olhávamos nos olhos e se nos cruzávamos no corredor mal dávamos um "oi" rápido. Mas longe de apagar minha vontade, aquela distância só fez eu me obcecar mais por ele. Na quarta à tarde, nos bancos da faculdade, minhas amigas falavam entre risadas de como chamar a atenção de um cara que elas gostavam. Eu fingia que olhava o celular, mas tava prestando atenção em tudo. — Pros homens não precisa falar nada direto — dizia uma delas. — Pra eles tudo entra pelos olhos. Uma camiseta apertada, uns shorts curtos como se você nem percebesse... deixa eles acharem que tão te descobrindo. Cheguei em casa com essa ideia na cabeça. Entrei no meu quarto, joguei a bolsa num canto e me olhei no espelho. Tirei a roupa larga da faculdade e procurei na gaveta o que eu tinha de mais curto e apertado: uma blusinha de alcinha decotada e uma pijama curta que deixava as pernas de fora. Sentei na cama e comecei a ficar ansiosa. A lembrança do que rolou no sofá veio de uma vez. Enfiei a mão por baixo da roupa pra me tocar rápido como sempre, mas já não adiantava. Os dedos ficavam curtos pra vontade que eu tava acumulando. Ah... aah...O segredo da casa 3Me deu uma raiva não conseguir me acalmar. Apertei os dentes, peguei o travesseiro maior da cama e o enfiei entre as pernas. Comecei a me esfregar com vontade contra o travesseiro, mexendo a cintura rápido e desesperada. Mmh... hnnngh... ah...manoA pressão contínua contra o travesseiro me fez soltar um gemido abafado no lençol. Fechei os olhos com força, me imaginando o Camilo do outro lado da parede, até que um arrepio forte subiu pelo meu corpo inteiro. Fiquei parada por uns segundos, respirando fundo, com o rosto enfiado no travesseiro e o coração batendo na cabeça. Não ia mais me aguentar. Duas horas depois, ouvi a porta da frente: era o Camilo chegando sozinho, meus pais ficavam trabalhando até tarde. Senti a porta do quarto dele se fechar assim que ele entrou. Esperei uns minutos pra cara ficar menos vermelha, mas vi que o Camilo não saía de jeito nenhum. Foi aí que me veio a ideia. Tirei a pijama curta e fiquei andando pela casa só com um topsinho fino que marcava tudo do peito e de calcinha fio dental, deixando minha bunda e minhas pernas totalmente à mostra. Fui pra cozinha fingindo que não era nada, pegar um copo d'água, esperando que o barulho fizesse ele sair. Em dois minutos, a porta do quarto dele abriu. O Camilo saiu pra cozinha sem desconfiar de nada, mas quando me viu parada na bancada, quase de lingerie, congelou na hora. O olhar dele foi direto pra minha cintura e minhas pernas antes de se forçar a olhar pro chão, todo sem graça.incestoCAMILO (Clareando a garganta, super desconfortável) Ejem... Oi. Não sabia que você estava aí... na cozinha. EU (Me recostando na bancada da cozinha, me deixando ver sem vergonha) Ah, oi... É que eu tava com calor e tava descansando. Ó, cê tem um minuto? Queria te perguntar uma coisa. CAMILO (Olhando pro quarto dele, sem saber onde colocar as mãos) Eh... sim, fala. Aconteceu alguma coisa? EU (Servindo água devagar, me fazendo de sonsa) Não, nada. É que eu tava pensando numa coisa que as meninas falavam na facul. Fiquei curiosa... Como é que cê tá com a tua namorada? Faz dias que não te ouço falar dela. CAMILO (Coçando a cabeça, surpreso) Ah, isso... bem. Normal. Quase não tem tempo por causa das provas. Por que cê tá perguntando isso do nada? EU (Suspirando e olhando de canto pra ele) Sei lá... porque todas falavam dos namorados e eu ficava pensando que ninguém me olha. A verdade é que não sei quando vou arrumar um namorado... com essa coisa de ser feinha e não atrair ninguém. Camilo ficou me olhando por um segundo. Me passou o olho de cima a baixo, reparando na marca da fio dental e nas minhas pernas de fora. Soltou uma risada nervosa pra disfarçar. CAMILO (Negando com a cabeça, rindo sem graça) Pelo amor... não fala besteira. Você feia? Também não exagera. EU (Passando a mão no cabelo, provocando) Olha Camilo, cê fala isso porque é meu irmão. Mas lá fora nenhum homem me olha assim. CAMILO (Soltando a língua sem pensar, falando mais baixo) Bom, na real, aqui entre nós... eu sei que cê é minha irmã e tudo, mas feia cê não é de jeito nenhum. Aliás... cê é bem gostosa. Olha só os peitos que cresceram e essa bunda enorme... Qualquer cara na facul ia querer ficar com você. A cozinha ficou num silêncio total. Eu me fiz de surpresa, mas fiquei olhando pra ele com um sorriso safado. EU (Colocando a mão no peito, num tom baixo) Ó! Que vocabulário é esse? Como é que cê me fala uma coisa dessas? Sou sua irmã, não seja sem-vergonha... CAMILO (Ficando vermelho que nem tomate, recuando) Não! Quer dizer... não falei por mal. Não leva a mal. Só tô te falando a verdade pra você não sair por aí dizendo que é feia. Qualquer mina queria tá contigo e pronto, era só isso. Não recuei. Dei um passo à frente, ficando bem perto dele com a fio dental marcando tudo em mim. Eu (Quase sussurrando no ouvido dele) Bom... e se eu não fosse sua irmã... você ficaria comigo? Camilo congelou. A respiração travou. Ele olhou pra minha boca, depois pros meus olhos, desceu o olhar pra minha cintura e eu vi as mãos dele tremendo. O silêncio dava medo. Shhh... CAMILO (Com a voz falhando, engolindo seco) ...Você não devia tá me perguntando isso. Eu (Sem desviar o olhar dele) Mas você não respondeu. Ficaria ou não? Camilo apertou os punhos, olhou pro corredor pra ver se não tinha ninguém e me encarou de novo, completamente dominado pela situação. CAMILO (Murmurando, só pra eu ouvir) ...Sim. Claro que sim. Nisso a porta bateu. Meus pais tinham chegado mais cedo. Camilo deu um pulo de susto e se trancou no quarto correndo. Eu fui pro meu com o coração a mil, sabendo que a gente já tinha se confessado o que sentia. Às três da manhã tava tudo escuro. Dava pra ouvir o ronco do meu pai lá no fundo. Eu não conseguia dormir. O que o Camilo me disse não saía da minha cabeça. A vontade voltou com tudo. Levantei da cama devagar, descalça pra não fazer barulho. Andei pelo corredor em silêncio. Cheguei na porta do Camilo e girei a maçaneta bem devagar. Clique. Entrei no quarto dele. Tava tudo escuro, só com a luz da lua entrando pela janela. Camilo dormia profundamente de barriga pra cima, meio coberto até a cintura com o cobertor. Me aproximei da beira da cama segurando a respiração. Me ajoelhei do lado, sentindo o calor que saía da cama. Estiquei a mão tremendo e já ia puxar o cobertor de leve pra descobrir ele quando um piso rangeu alto no corredor. Passos pesados vinham direto pra porta. Do puro pânico, Sem pensar duas vezes, subi no colchão e me enfiei de um pulo debaixo do cobertor com ele. Me grudei no lado dele, me cobrindo até a cabeça e segurando a respiração pra ninguém me descobrir. Sshh... Ouvi quando abriram a porta do banheiro e, depois de uns minutos que não acabavam nunca, os passos voltaram pelo corredor e fez "clique" na porta do quarto dos meus pais se fechando. Meu coração tava a mil por hora batendo nas costelas. Eu tava no escuro debaixo do cobertor, sentindo o corpo do Camilo colado no meu. Quando me ajeitei devagar pra não acordar ele e dar um jeito de sair, minha mão esbarrou em algo que tava descoberto. Aí, no escuro, percebi que por causa do calor da noite ele tava dormindo só de cueca. E pra completar, a ereção matinal que ele tinha tido enquanto dormia deixava o pau dele completamente duro e pra cima, dava pra ver, e tava a milímetros da minha cara.

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